História Corredor da morte - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~_gabicrodrigues

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster, Suga
Tags Bts, Hospicio, Kim Namjoon, Lemon, Min Yoongi, Rap Monster, Suga, Suspense, Yaoi
Exibições 44
Palavras 1.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente linda!!
Último capítulo!
Sim gente, a história chegou ao fim. Eu e a gi queremos agradecer a todas as pessoas que aconpanharam, comentaram, favoritaram...
Queremos agradecer as pessoas que tiveram paciência com nossos erros, com as coisas estranhas que aconteceram, guardo todos vocês no <3
Essa foi a minha primeira fic de fato, só escrevi one shoots até então, e eu AMEI ter essa primeira experiência com a minha melhor amiga!
Vou deixar o link de todos os meus shoots nas notas finais pra vocês darem uma olhada, e também duas fics da gi (Min Ho não me mata, mas você merece <3)
Bom, é isso... Boa leitura!

Capítulo 10 - De volta ao Hospício


Fanfic / Fanfiction Corredor da morte - Capítulo 10 - De volta ao Hospício

Suga permaneceu em silêncio e ficou encarando sua mãe. Sua respiração estava leve e seu semblante era um pouco triste. Sua pele estava mais pãlida do que o normal.
Ele passou os olhos calmamente pelo lugar e deitou a cabeça de lado. 

-Filho, você está bem?

Ele não respondeu.
Permaneceu quieto e com o olhar fixado no chão.

-Como se sente?

Ele fez um maneio breve com a cabeça sem olhá-la.
E quando teve forças de falar, abriu um pouco a boca e disse:

-Eu quero voltar...

-Han?

A mãe disse inclinando a cabeça e um pouco do corpo.

-Eu quero voltar.

-Voltar? Como assim? Por que quer voltar naquele lugar imundo?

Ele a fitou por alguns segundos e voltou a falar, bem calmo e baixo.

-Eu quero, e preciso voltar.

A mãe pegou sua mão gelada, e a cobriu com as duas mãos.

-Filho, por que fugiu? Você viu algo lá?

Ele suspirou não sabendo se contava ou não sobre Kim Namjoon.

"Talvez se eu contar, ela deixe eu voltar para ficar com ele. Quem sabe até queria conhecê-lo!"

-Eu fugi porque precisava conhecer aquele lugar. E conheci alguém...

O coração da mãe acelerou.

-Ele faz parte de uma lenda. - continuou.- Com certeza você deve ter ouvido alguma vez.

-Lenda? Já ouvi tantas na infância. Conte para ver se eu lembro.

-Ele é conhecido como "o monstro, o assassino do corredor interditado do Daegu's State Hospital". Quando era pequeno, todos o chamavam de louco e o internaram no hospício, porque pensavam que ele tinha esquizofrenia. Só que ele não gosta de que mandem nele, então ele matou alguns enfermeiros, e então...

-Yoongi... - interrompeu.- Onde você ouviu isso?

-O assassino me contou. Ele mora lá há anos. Ele me prendeu em uma cadeira quando cheguei lá, tentou me matar mas não conseguiu.

Ele fez uma pausa.

-Estranho, é que ele tentava me machucar, mas eu não sentia dor. Ele fez alguns cortes em meu corpo, veja...

Suga levantou a camisa onde deveria ter um corte grande, mas estava lisinha, como se nunca tivessem encostado uma lâmina em seu corpo. 

-Ué...

Ele então levantou a manga, procurando o outro corte, mas estava normal também.

-Não é possível que tenha cicatrizado tão rápido!

-Yoongi, eu...- a mãe começou a falar com a voz trêmula.

-Eu não entendo... Bom enfim, esse monstro com o tempo ficou diferente...

Ele baixou a cabeça envergonhado, e sorriu ao lembrar-se de Namjoon.

-Eu... Eu e ele... Nos apaixonamos...

"Essa não!" A mãe se preocupou mais.

-Preciso voltar para lá... Eu o amo, e ele precisa de mim. Ele pode morar em casa, você vai gostar dele mãe...

-Está bem, já chega! - A mãe disse não aguentando mais. - Filho, eu preciso contar uma coisa, que deveria ter te contado faz tempo...

Ela apertou um pouco as mãos do filho, e suspirou antes de conseguir falar.

-Yoongi... Você desde pequeno, sempre foi uma criança especial, diferente...

-Diferente?

Por um momento ele pensou estar sendo elogiado pela mãe, mas na verdade, só estava recebendo uma notícia.

-É... Ah filho eu não sei como dizer isso, é muito complicado...

-Diga logo! - Ele disse impaciente.

-Nada daquilo é real!

Fez um silêncio, e Suga ficou encarando sua mãe surpreso.

-Você é louca... Eu vi tudo, eu o toquei! E admito que o beijei...

"Meu Deus do céu, está ficando pior!"

-Não, Yoongi, nada é real... Esse monstro não existe, não existe cadeira nenhuma lá!

-Como sabe? Esteve lá comigo? Não!

-Não, não estive, mas as pessoas que o resgataram, investigaram o lugar! E não encontraram nada, nenhum sinal de vida ao não ser você!

-Ele pode ter fugido, para se proteger!

-Se ele tivesse realmente fugido, ele te deixaria?

Fez-se um silêncio perturbador.

-Isso é tão estranho... Do jeito que fala, parece que sou louco.

Ela engoliu em seco.

-B-bem... Lembra quando disse que esse tal de "monstro" tinha uma doença?

-Esquizofrenia?

-Isso. Então... é... você...

-Não está querendo dizer que sou esquizofrênico? Né?

E novamente o silêncio.

-Isso é mentira! Não sou louco! Eu o vi!

-Calma, filho você vai ficar bem eu prometo.

O filho mais velho voltara com o médico, e observaram aquela cena. Yoongi tentava desesperadamente se levantar, impedido pela mãe. O garoto não queria ficar ali de jeito nenhum.

"EU NÃO SOU LOUCO!"

-Eu vou voltar lá! E você não vai me impedir... - Ele tentou terminar, mas ficou tudo escuro.

O menino de cabelos verdes apagou por conta de um remédio que o médico havia colocado em seu soro.

-Senhora Min, precisamos conversar. - O médico, de cabelos grisalhos, disse com uma expressão séria.

-Sim...

-Eu vi na ficha que você nos entregou que o seu filho Yoongi é esquizofrênico...

-Sim. - A mulher abaixou o olhar levemente.

-Bom... Eu, como médico, e a polícia achamos que o motivo de seu filho fugir foi um surto que vocês não souberam controlar... - O médico se aproximou mais do garoto, o analisando desacordado.- E analisando os fatos, junto do que acabei de ver aqui... Temo dizer que ele precisa de cuidados especiais.

-O que você quer dizer com isso? - O filho mais velho, que havia ficado calado por todo aquele tempo, indagou preocupado.

-Eu receio que ele terá que voltar ao "Daegu's State Hospital"... 

-Meu filho vai para o hospício?! - A mulher já estava com os olhos marejados.

-Lá ele será bem cuidado senhora Min... - o médico garantiu.

**********

Suga abriu os olhos lentamente e com muita dificuldade, pois havia uma luz muito forte o incomodando. As figuras a sua volta começaram a se definir e se viu deitado em uma cama, com várias pessoas de uniformes inteiramente brancos a sua volta.

-Onde estou? - ele perguntou, chamando a atenção de uma mulher de cabelos negros e curtos.

-Está em "Daegu's State Hospital"...

-O QUE?! - Yoongi se sentou animado, não podia acreditar. 

-Calma... - A voz da mulher era doce e tranquila. - Você deve ficar deitado...

-Não! Eu preciso ir para o corredor! - Ele bravou.

-Depois nós iremos... - Ela disse e fez com que ele deitasse.

Yoongi irritado, simplesmente obedeceu. E por toda a tarde, pessoas com uniformes brancos vinham para examiná-lo e conversar, mas Suga não queria conversa.
Ele muitas vezes era grosso e nas inúmeras vezes que tentava se levantar, era impedido. Até que pode ficar com sua mãe enquanto "dormia". 
Ele não conseguia dormir, não tinha ânimo para nada.
Ficou de olhos fechados só para a sua mãe pensar que estava dormindo.
A mulher estava sentada em uma poltrona ao lado da cama, com um manto em suas pernas.
Seu celular começou a tocar, e para não incomodar o filho que "dormia", pegou o aparelho e saiu do quarto. 
No mesmo instante, ele abriu os olhos e se sentou na cama. Levantou-se e caminhou até a porta do quarto.
Sua mãe caminhava pelo corredor enquanto resolvia algo importante no telefone. 
Yoongi ficou parado na porta e olhou para o lado, vendo sua mãe de costas, se afastando cada vez mais do quarto. 
Aproveitando o momento, ele andou para o lado oposto. 
Desceu as escadas mal iluminadas até aquela escada que levava ao corredor. 
Ele as desceu, e um detalhe: Ele carregava seu celular na mão!
Quando chegou lá embaixo, acendeu a lanterna do celular e colocou luz no lugar.
Não havia nada, nem ninguém, nem cadeira no qual fora aprisionado por Namjoon. Sentiu as lágrimas em seus olhos e teve vontade de gritar, mas parecia que havia um nó em sua garganta.
Ele apenas ficou parado no meio daquele corredor, ainda atribulado por saber que nada daquilo que viu, ouviu e sentiu era real.
E desde então, Yoongi nunca mais teve certeza do que era ou não real.


Notas Finais




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