História Correndo para você - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Shounen Ai, Slash, Yaoi
Exibições 8
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Ficção, Romance e Novela, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá amores ( ͡° ͜ʖ ͡° ).
Estou de volta com mais um capítulo pra vocês. Eu não sei o que vocês vão achar, mas eu gostei. Serio. E ele tá maior (AEEEEEEEEEEEEEEE), então, espero que gostem. :v

Capítulo 4 - Correndo da biblioteca parte 2


Fanfic / Fanfiction Correndo para você - Capítulo 4 - Correndo da biblioteca parte 2

                - Pra onde a gente vai? – eu perguntei pra Bastian, que estava com uma expressão pensativa.

               Ele estava com a mão no queixo, e parecia bem concentrado, tentando lembrar de alguma coisa. Até que ele aparentemente achou a resposta, e se virou para mim, com um sorrisinho e os olhos meio arregalados.

             -Já sei! – Ele colocou a mão nos meus ombros, e eu desviei o olhar, grunhindo, esperando que ele não visse o quão vermelho eu estava. – Eu tenho a chave da biblioteca, a gente poderia estudar lá! O que você acha?

                - Por que você tem a chave da biblioteca? – eu perguntei, tirando as mãos dele de meus ombros.

                - Bom, eu sempre fico de tarde na escola – ele disse. Aquilo me deixou meio chateado. Eu achava que ele iria ficar de tarde só pra me ajudar em inglês. – e eu sempre fico com muito... muito sono mesmo. Então, por causa de vários... “acidentes” envolvendo a minha pessoa, eles me deram a chave da biblioteca pra mim, caso eu queira dormir lá.

                - Eu não vou nem perguntar quais foram esses acidentes....

                - Melhor não perguntar mesmo.

                Nós fomos em direção a biblioteca. Bastian tirou uma chave dourada de formato quadrado do bolso, e abriu a porta.

                Aquele lugar era enorme, cheio de estantes em fileiras. Escolhemos uma mesa com quatro cadeiras. Eu ia sentar de frente para Bastian, mas ele apontou para a cadeira do seu lado. Pegamos os materiais que iriamos usar, e depois colocamos nossas mochilas nas cadeiras livres.

                Ele primeiro explicou a matéria, dividindo ela em tópicos, depois me fez algumas perguntas orais espontaneamente e depois tirou uma lista de exercícios (feita a mão) da mochila e me entregou.

                - Como você conseguiu tempo pra preparar isso tudo? – eu perguntei, observando a lista. – Parece ter dado muito trabalho...

                - Bom, eu normalmente termino os deveres antes de todo mundo durante as aulas, e os professores me dão autorização pra dormir até a aula acabar. Então, ao invés de dormir, eu preparei isso... – Ele estava sorrindo, e me olhava com aqueles olhos verdes calorosos e gentis. Eu logo desviei o olhar.

                - Desculpa. – eu disse, olhando para as minhas pernas. – Eu te atrapalhei, não foi?

                - Claro que não, loirinho. – disse ele, agitando as mãos. – Foi legal mudar de rotina pelo menos uma vez. E sabe, pra te ajudar, vale a pena.

                Meu coração se acelerou quando eu ouvi aquilo. Valia a pena por... mim ? Meus olhos estavam arregalados, e eu estava vermelho. Eu estava olhando para ele, e ele estava olhando para mim, só que sorrindo. 

                - O-okay... – eu disse, olhando para baixo.

                Ele estava mexendo no celular enquanto eu respondia os exercícios. Eu tinha entendido tudo, graças ao Bastian. O método de ensino dele era incrível. Eu fiquei com vontade de perguntar para ele se ele queria ser professor ou algo assim, mas guardei aquilo para mim.

                - Ei, Loirinho. – ele me chamou, e eu olhei para ele. Ele estava observando meu rosto. – Tem um cílio na sua bochecha direita.

                Eu esfrego a minha bochecha com meus dedos, tentando tirar o cílio.

                - Saiu? – eu perguntei, com a parte direita do meu rosto meio que virada para ele.

                - Não. – ele deu um risinho. – Espera.

                Ele aproximou seu rosto do meu, e estende a sua mão e toca minha bochecha com o polegar. Eu me lembrei de mais cedo, de como ele tentou me beijar. Nem parecia que tudo tinha acontecido há tão pouco tempo. E nem no que eu estava sentindo em tão pouco tempo.

                - Pronto. – ele disse, mostrando o dedo indicador, que tinha um fio castanho claro. – Tirei.

                Parecia que meu peito iria explodir naquele instante, e estava ficando difícil respirar. Eu precisava me afastar dele um pouco.

                - B-bem, tem um livro que eu queria procurar aqui. – eu disse, apontando para uma fileira de estantes. – Se você me der licença...

                - Se você não demorar, tudo bem. – ele disse, meio que sorrindo.

                Eu fiquei entre duas estantes da fileira. Eu estava tonto, e sentei no chão para poder me acalmar. Tudo estava tão confuso. Por que meu coração estava batendo tão rápido? Por que quando eu vejo o Bastian todos esses sentimentos esquisitos me invadem?

                - Loirinho? – Bastian apareceu atrás de mim. – Tá tudo bem?

                Eu levei um susto, e me levantei com tudo. Eu quase tropecei, mas me apoiei na estante. Porém, a estante começou a pender de um lado para o outro e os livros começaram a cair, até que ela ia caindo em minha direção. A partir desse momento, tudo parecia estar em câmera lenta. Eu iria ser esmagado. Eu tinha certeza de que a estante iria cair em cima de mim. Até que eu escutei uma voz.

                - IAN!!!

                A voz vinha de Bastian, que segurou meu braço e me puxou para fora do vão entre as duas estantes. Ele caiu sentado, e eu estava em seus braços. Ficamos observando as prateleiras caírem em um efeito dominó. Ambos estávamos ofegantes e com os olhos arregalados. Quando todas as prateleiras caíram, Bastian olhou para mim, me virando em sua direção e colocando as mãos em meus ombros.

                - Meu Deus, você está bem? – ele estava com o rosto completamente preocupado, colocou suas mãos em meu rosto e perecia estar procurando por algum machucado.

                - E-eu... – eu comecei a dizer, mas as palavras não saíram. Parecia que estavam entaladas na minha garganta. – e-eu...

                Eu senti lágrimas caindo de meus olhos. Elas não paravam, só continuavam caindo, caindo e caindo. De repente, eu comecei a soluçar. Eu estava em prantos, com as duas mãos no rosto. Até que Bastian me envolveu com seus braços, e passou a mão em meus cabelos. Eu retribui o abraço, e o aperto bem forte. Coloquei a minha cabeça em seu peito, e ele começou a fazer cafuné em mim.

                - E-eu... – comecei a dizer. – Eu pensei... eu pensei que...

                - Tá tudo bem, tá tudo bem. – ele disse, encostando sua cabeça na minha. – Já passou.

                - Eu achei... eu realmente achei... que a estante iria... iria me...

                - Calma, Loirinho. Tá tudo bem.

                - Eu achei que... eu iria... iria morrer...

                - Shhhh. Já passou. Eu tô aqui com você. Eu tô aqui...

                Continuamos assim mesmo depois que eu parei de chorar. Ele continuou acariciando minha cabeça, e ambos estávamos em silêncio. Eu não sei o que me levou a fazer isso, mas eu disse:

                - Foi a primeira vez.

                - Primeira vez do que? – ele me perguntou.

                - Que você me chamou pelo nome. Achei que você tinha esquecido.

                Mesmo sem olhar para ele, deu pra saber que estava sorrindo.

                - Eu não esqueci.

                - Então por que você fica me chamando de Loirinho?

                - Porque ninguém mais te chama assim. Se eu te chamasse igual a todo mundo, não me sentiria... sabe? Especial.

                Eu sorri.

                - Idiota. Não importa como você me chama. Você é especial.

                Deu pra ouvir o coração de Bastian acelerar. Ele esfregou sua cabeça na minha. Ele estava quente. Provavelmente tinha corado. Eu o apertei mais forte. Ele fez o mesmo.

                - Desculpa. – eu disse.

                - Pelo quê? – ele me respondeu.

                - Olha a bagunça que eu fiz.

                - Tudo bem, Loirinho. Eu dou um jeito. Não se preocupa com isso.

                - Você sempre dá um jeito em tudo, né?

                - Mas é claro! Eu sou incrível.

                Ambos rimos.

                E nós ficamos assim por mais algum tempo. Provavelmente o melhor da minha vida.

                Acho que a loucura está me consumindo aos poucos. 


Notas Finais


Então foi isso, coraçãozis! Espero que tenham gostado, viu? Comentem o que vocês acharam e deixem suas sugestões! Kisses <3


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