História Correnteza. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Drama, Naruhina, Naruto, Romance
Exibições 153
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, leitores.
Seguem alguns avisos adicionais importantes:
→ O casal principal é NaruHina.
→ Existirão casais antagonistas, mas o destaque não os será dado.
→ Se não for acompanhar, por favor NÃO favorite.
→ Eu sei que a sinopse está muito clichê, mas eu achei tão fofa que resolvi não alterá-la. Ela não fala tudo sobre a estória, então por favor, não tirem conclusões precipitadas!
Boa leitura! ♡

Capítulo 1 - Coffee.


Revirei os olhos ao entrar no quarto e encarar a escrivaninha absorta em papéis e projetos os quais eu deveria ter terminado há cerca de duas semanas. A data de entrega era para daqui há dois dias e ambos os dois trabalhos estavam na metade, de certa forma até mal feitos. 

Eu não poderia culpar Tenten, ou Neji. Talvez pudesse culpar minha irmã mais nova, mas também não tinha tempo para elaborar uma mentira convincente. A culpa era minha, e da minha falta de capacidade de superar um coração partido sozinha. Procurei por baladas, festas, pubs e até mesmo me arrisquei à ir em pool party's para esquecer do chute que havia levado. Álcool é o melhor amigo de gente que é um fracasso no amor, sabe? 

Hyuuga Hinata (a.k.a, eu mesma) poderia ser a melhor estudante de arquitetura — ou talvez, ter a ilusão de ser a melhor por ter um ego ridiculamente inflado —  de toda Yale, mas era a pior na hora de escolher pessoas pelas quais deveria se apaixonar. 

Não que nós tenhamos algum controle sobre os nossos sentimentos, mas qual é, por que meu dedo tem que ser tão podre?! 

  — Hinata, minha calculadora científica acabou de quebrar. Você está usando a sua? — Neji abriu a porta atrás de mim, batendo com a mesma em minhas costas por não poder adivinhar que eu estava ali, como uma idiota, encarando um móvel por mais tempo do que eu gostaria de admitir. — Opa, desculpa... 

— Claro que eu te empresto. Eu não conseguiria fazer as contas de topografia mesmo se estivesse com ela, então... Na verdade, por que não fica com ela pra você? Aposto que ela vai ser melhor utilizada nas suas mãos.  — Revirei os olhos, caminhando em passos duros até minha pequena cama de solteiro, na qual eu me sentei. 

  — Mas o que é que você tem? —  Meu primo murmurou, aproximando-se de mim.  

 Acariciei minhas costas com dificuldade, sentindo-a doer enquanto voltava a encarar meus projetos inacabados e miseráveis em cima do móvel improvisado que eu havia comprado num basar, na promoção.  

  — E aonde foi que você passou a noite? — Cruzou os braços, arqueando as sobrancelhas enquanto eu voltava meu olhar para encará-lo. 

  — Eu estava com o Shino. Passamos em um bar temático para aliviar minha tensão pós resultado de provas e chute na bunda. Acabei bebendo demais e ele teve que me levar para o apartamento dele.  — Dei de ombros.

  — Tudo isso por que você provavelmente vai pegar dependência? 

— É minha segunda dependência em topografia. Se eu pegar mais uma, a faculdade pode anular minha bolsa e eu vou ser mandada de volta para casa — Ergui-me da cama, andando até uma de minhas mochilas largada no chão, pegando a calculadora. —  E é claro que eu não espero que você entenda o que estou passando. É o gênio da família Hyuuga, não é? — Estendi a calculadora em sua direção, empurrando-o para fora do quarto. 

Fechei a porta sem o dar a chance de me responder, indo em direção a escrivaninha e sentando-me na cadeira. Respirei fundo enquanto procurava a lapiseira correta para os desenhos técnicos que tinha que terminar, vendo meus olhos marejarem. 

 

...

 

Sequei-me após sair do banho, vestindo-me logo após com uma camiseta branca, larga demais para meu próprio corpo e que esconderia o short jeans claro que estava para colocar. Nos pés, optei por calçar meu allstar branco e tentei reunir o pouco de paciência que havia me restado para passar algumas camadas de rímel em meu cílios. 

Penteei os cabelos úmidos, deixando-os livres para secarem naturalmente enquanto arrumava os materiais que usaria naquele dia da faculdade. 

Ouvi uma notificação de mensagem em meu celular, este o qual encontrava-se em cima da cama, ignorando-o prontamente ao imaginar que seria uma mensagem de Sasuke. Uma semana atrás eu não demoraria cinco segundos para correr até o aparelho, ansiando para conversar com ele. Hoje, no entanto, sabia que ele só estaria se desculpando por não poder corresponder meus sentimentos e blá. Ninguém liga. 

Procurei por minha carteira, rezando para encontrar alguns trocados dentro da mesma. Caso minhas orações fossem atendidas, teria que lidar com uma difícil decisão: gastar todo meu dinheiro em um estabelecimento o qual vende comidas prontas e muito caras e tomar um café da manhã, ou comprar mantimentos para o resto do mês e cozinhar em casa. 

Tentei ser madura ao ver as três notas de valor médio dentro da bolsinha, colocando em minha cabeça que iria ao supermercado depois de voltar da faculdade. Espero continuar com esse pensamento até o horário preposto. 

Saí do quarto com a mochila nas costas, agradecendo por segunda-feira ser um dos dias mais tranquilos na faculdade. Eu não teria que levar trezentos e cinquenta materiais absurdos os quais eu nunca sei onde posicionar quando estou dentro do metrô, e poderia usar o notebook dos amiguinhos na hora de mandar as propostas para o email do professor. 

Passei pelo corredor estupidamente apertado, e curto, chegando à sala, vendo Neji terminar de guardar qualquer coisa em sua mochila, pegando minha calculadora em cima da mesinha de centro, devolvendo-me. 

  — Obrigada — Encarou-me. — E Hinata... Se você precisar de ajuda com as exatas, eu... 

— Nós vamos nos atrasar, cara. Temos cinco minutos para chegar até o ponto de ônibus que nos levará até o metrô que passará daqui há vinte minutos, então é melhor corrermos. 

Neji e eu dividíamos uma kit-net absurdamente cara para o tamanho, mas que era funcional por estar perto de todos os lugares que precisávamos ir. Hiashi havia reservado-a para nós, e eu certamente não teria concordado caso ele não ajudasse com as despesas da casa.  

Despedi-me de meu primo assim que coloquei os pés no campus da faculdade, distanciando-me dele o mais rápido que podia e entrando no prédio central, indo até a cafeteria. Pensei em procurar por Shino, Kiba e Tenten antes, mas o sono que me acompanhava desde que havia saído da cama começava a me desnortear, e os roncos altos de minha barriga me fariam passar vergonha dentro da sala de aula. 

Passeei pelo local á procura do preço mais acessível, e de algo que gastasse apenas uma de minhas míseras três notas dentro da carteira. Eu sei que isso chega a ser ridículo, mas ter um orçamento mensal é uma parada difícil. Claro que eu estaria tranquila caso não precisasse de álcool para consertar o coração, mas né. Mais uma vez, a culpa pela minha situação estar terrível é minha. 

 Comprei um café e um chocolate aleatório, agradecendo aos deuses por ainda terem me sobrado alguns trocados, voltando-me para a realidade acadêmica a qual eu deveria me concentrar e esquecendo da minha vida econômica, também fracassada.  

  — Hinata, eu estava te procurando! Pensei que não ia vir hoje... — Tenten aproximou-se de mim enquanto eu procurava uma mesa com cadeiras disponíveis, com seu tão habitual sorriso amigável. 

— Eu estava considerando essa possibilidade muito seriamente, mas não posso correr o risco de pegar dependência em qualquer outra matéria — Suspirei, sentando-me em uma mesa parcialmente ocupada, vendo-a imitar meus movimentos. — Escreva o que eu digo: eu estarei aqui mesmo quando estiver morrendo! 

— Você realmente não conseguiu passar em topografia? — Encarou-me com o semblante entristecido. — Eu me ofereci para te ajudar, Hinata! Mais um deslize desses e você está fora! 

— Você também está com problemas em algumas matérias. Eu não vou ser um empecilho pra você. — Tomei um gole do café, estremecendo com o amargo que subiu em minha boca. 

— Eu ainda me pergunto como você conseguiu bolsa. Você sempre foi péssima em exatas, e por mais que você tenha conseguido empurrá-las com a barriga durante esse primeiro ano, não vai poder continuar assim. Neji não pode te ajudar? 

— Eu não preciso da ajuda dele, Tenten. — Murmurei, irritada.  

— Mas precisa da ajuda de alguém! Não quer minha ajuda, não quer a ajuda do Neji... Você tem que acordar e entender que não consegue fazer isso sozinha. 

Revirei os olhos, levantando-me da cadeira. 

  — Vamos, a aula vai começar.  

Tenten começou a me perguntar sobre um projeto aleatório enquanto eu andava distraída pelos corredores do lugar. Pensei em meu pai, pensei em Neji, pensei na saudade que sentia de Hanabi e pensei em Sasuke. E quando pensei em Sasuke... Bem, aquilo doeu. 

De um segundo para o outro, senti minha pele começar a arder. Senti minha pele começar a arder muito, e olhei para baixo rapidamente para entender o que havia acontecido. Me perguntei como havia derrubado o café em mim, e me perguntei por quê do garoto que eu mais odeio nessa faculdade estar em minha frente, olhando-me com um semblante misto de preocupação e medo. 

  — Hinata! Me desculpa! Eu não te vi e você simplesmente surgiu na minha frente! — Naruto embaralhou-se com suas próprias palavras enquanto eu sentia o pânico tomar conta de mim ao sentir minha pele queimar com o líquido quente derramado nela. 

— Me dá a sua blusa, agora! — Gritei, vendo-o assustar-se com meu descontrole, tratando de tirar o casaco rapidamente. Tirei minha camiseta, ignorando o fato de vestir apenas minha roupa íntima por baixo da peça, limpando-me com a mesma. Agarrei a jaqueta de couro preta das mãos de Naruto, vestindo-a ligeiramente.  — Qual é a droga do seu problema?! 

  — Você quer ir até a enfermaria? Digo, que pergunta idiota... — Agarrou meu pulso, puxando-me para qualquer lado dos corredores, fazendo-me olhar para Tenten em pânico.   — É claro que você tem que ir para a enfermaria.  

Eu poderia negar e gritar com ele até meus pulmões doerem, mas eu sentia meu peito queimar. E eu queria passar qualquer coisa ali para que aquela queimação parasse. 

  — Você pode vestir essa camiseta. Foi encontrada nos achados e perdidos, mas está limpa — Shizune sorriu para mim, gentil e me estendeu a camiseta preta. Ela havia passado uma pomada aleatória em meu peito e em minha barriga, e a dor havia diminuído.  — Quando se sentir melhor, pode ir assistir ás aulas, tudo bem? 

Balancei a cabeça em uma afirmação, deitando-me na cama desconfortável e suspirando enquanto a via empurrar a cortina para o lado. 

  — Mas o que é que você ainda está fazendo aqui? — Perguntei ao enxergar Naruto sentado ao lado de uma mesa com alguns medicamentos. Seus cabelos loiros caíam sob seus olhos azuis, os quais eram brilhantes e reluzentes mesmo diante aquela distância. Os músculos de seus braços eram destacados pela camiseta azul em gola V que usava, e em seus lábios, um sorriso tímido estampava-se. 

Eu podia odiá-lo, mas negar que ele era muito bonito era impossível.

  — Eu estou me sentindo culpado pelo que fiz com você. Sei que você não é minha fã número um, e quero que você saiba que isso não foi intencional... Eu realmente não vi você. Eu sinto muito, mesmo.  — Aproximou o banquinho no qual estava sentado da minha cama. 

  — Pelo pânico que enxerguei em seus olhos, não imaginei que você tivesse feito aquilo propositalmente — Lancei-lhe um sorriso ladeiro, provocando-o. — E nossas alturas são realmente diferentes. É compreensível.  

 — Eu não acho normal machucar alguém e permanecer tranquilo, como se nada tivesse acontecido — Respondeu-me, tão provocativo quanto eu, talvez lembrando dos meus primeiros dias de aula nos quais eu propositalmente o machuquei. — Você está melhor?

 — Em minha defesa, você é um babaca oportunista que acha que pode ter toda e qualquer garota que quiser. Isso me dá nojo — Mostrei a língua em sua direção, vendo-o revirar os olhos.  — E sim, eu estou bem. Você já pode voltar para o seu mundinho perfeito.  

— Eu ainda quero descobrir o porquê de você ter tanta raiva de mim.  — Ergueu-se, espreguiçando-se em frente ao banquinho. 

 — Não é como se eu me importasse com você, Naruto. Você não me vê espalhando boatos seus por aí, ou jogando café quente em você — Estalei a língua, vendo-o suspirar. — Eu fico no meu canto, e você deveria ficar no seu.   

 — De qualquer forma, me desculpe por isso. Acho que estou em débito com você.  


Notas Finais


Por que será que a Hinatinha não gosta do Naruto? Por que ela machucou ele nos primeiros dias de aula? Eu sei q vcs já tão ligado, mas e sobre a história do Sasuke e da Hinata? KJAHSKJAHSKJA E DELA E DO PRIMO DELA? COM O HIASHINHO? Mts mistérios, mds
Enfim, por favor, comentem ♡
Eu esqueci de falar que a fanfic é inspirada numa música do Vance Joy, a Riptide.
Beijão achocolatado~


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