História Corrompidos - Capítulo 8


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Categorias Dove Cameron, Justin Bieber
Personagens Dove Cameron, Justin Bieber
Tags Corrompidos, Dove Cameron, Justin Bieber
Visualizações 118
Palavras 3.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 07. Montanhas


Com as mãos na cintura e respirando ofegante, eu não esperava essa subida tão perigosa, mesmo tendo uma escada mal feita de terra. Justin parecia não se importar e está bem de boa em subir tudo isso, parecia não ser a primeira vez que ele subia até o topo. O sol já havia se posto, dando-nos a vista perfeita de um céu estrelado porém com uma névoa densa preenchendo cada espaço.

O lugar que estávamos não era totalmente plano, algumas pedras preenchem o local coberto por grama e neve recente que não se derreteria tão cedo. O frio aqui em cima é bem mais intenso, porém mesmo assim consigo sentir uma camada de suor sob minha pele, que em breve secaria com o vento. Meus braços tremem e meu músculo da perna sofre com o impacto; eu não faço exercício físico a um bom tempo, e com toda certeza isso afetou-me totalmente.

Deixo minha garrafa no chão para colocar as mãos na bacia e esticar-me para trás com movimentos leves, sentindo todo meu corpo reclamar.

— Não seja tão sedentária, babydoll — disse Justin, apreciando a visão de estar no topo de uma montanha — Ainda tem a volta...

Ele inclina um pouco a cabeça para virar o líquido da garrafa. Me impressionei por ele ainda não estar bêbado, sua garrafa estava na metade. Eu conseguia sentir tontura e nem ao menos abri o lacre da minha.

Caminhei até ele, que estava observando atentamente cada luz de cada casa que se acendia gradativamente. Ele respirava devagar, moderadamente, e, por vezes, se movia para observar mais da paisagem. Admito, ver essa cidadezinha de cima é bem bonita. As casas parecem desgastadas, e as ruas pequenas eram atraentes. Isso me lembra um filme natalino antigo. Crianças correm para suas casas, e os pais logo atrás as alertam de deixar a bota do lado de fora, para o gelo não derreter e molhar tudo. Mercearias fechavam, e bares se abriam. Essa cidade pode até ser pequena, mas parece estar cheia de carisma e amor. Sinto a bile subir a garganta, lembrando-me de minha casa e de onde pertenço.

Cruzo meus braços, mas logo deixo-os pender. Todas aquelas memórias voltaram rapidamente.

Estou um pouco atrás de Justin, que permanece em silêncio, extasiado. Não me arriscaria em ir para o local onde ele estava, o espaço é bem pequeno e qualquer passo em falso faria-me cair de uma altura que nem consigo imaginar. Sinto meu interior estremecer ao imaginar isso, em seguida, ao olhar para Bieber, minha mente calculou a possibilidade dele cair.

— Justin… — chamei-o, baixinho. Quando tomei conta do tom, imaginei que ele não havia me ouvido, portanto desisti da ideia, porém seu rosto se virou parcialmente.

— Oi? — respondeu-me.

— Hum… — eu não conseguiria falar isso para ele. Não conseguiria dizer que estou preocupada e quero que saia dali. Aquilo se entalou em minha garganta; soltei um suspiro — É… Sai daí. — pigarrei, olhando para os lados — Aqui é muito alto.

— Está com medo? — ele voltou a olhar para frente, todavia seu rosto se ergueu para olhar as estrelas.

Abracei meu corpo, roçando meus dedos no suéter rosa-claro para puxar alguns fios soltos.

— Não. Eu só… — dei de ombros, mesmo sabendo que ele não estava vendo.

— Você com medo sim — riu baixinho, recuando alguns passos para sentar na grama — Senta aqui. Não vou te morder, a não ser que queira.

Revirei os olhos.

— Estou bem aqui atrás — murmurei, girando o bico da garrafa para abrir.

Pressionei entre meus lábios e tomei um longo gole, sentindo-o queimar quando o líquido passou em minha garganta e uma leve formigação se instalou em meus lábios rachados pelo frio.

— Eu costumava vir aqui quando era criança…

— Não consigo te imaginar criança — dei uma risadinha, tentando pensar como seria ele. Justin é tão forte e musculoso que imaginá-lo pequeno e indefeso é uma tarefa difícil.

Ele se calou. Pude ver seu maxilar tensionar e todo seu corpo ficar rígido. Com as pernas dobradas para cima, ele pressiona a testa em seu joelho, ficando ali, quieto.

Meu corpo implorava para que eu me aproximasse, sentisse seu cheiro, seu calor. E, naquele instante, eu esqueci o quão babaca ele era. Preenchi o espaço vazio ao seu lado, sentado-me e sentindo o desconforto no mesmo minuto.

Fiquei em silêncio de primeiro impacto, nunca fui de consolar ninguém, e nem pretendo ser algum tipo de psicólogo no momento, mas eu sentia a necessidade constante, de tocá-lo. Ergui minha mão para encostar em suas costas e esfregá-la, porém foi em vão, ela titubeou, tremeu, então deixei cair sobre minha coxa. Sem saber o que fazer, conclui que seria melhor ficar quieta e deixar com que ele atravessasse suas próprias memórias sozinho. Fiz isso minha vida inteira, e continuo lidando com isso. Sou a prova viva de que para lidar com sentimentos, deve-se fazer isso por si só.

Tomei mais um gole da minha bebida. Pousando-a no meio das pernas cruzadas na posição de índio. Esfreguei uma mão na outra, tentando obter o mínimo de quentura que meu corpo poderia ter. Mais um gole de álcool escorreu por minha garganta.

— A vida é uma merda — ergueu o rosto de repente, me assustando.

O encarei por um tempo. Achei que ele estivesse chorando.

— Eu sei muito bem disso… — balancei de leve a cabeça.

Ele voltou a posição ereta, e naquele instante vi que, até sentado  Justin era o dobro de mim.

— Vi minha mãe se acabar com remédios para depressão, ela se culpa por tudo, chora, e quando sai do quarto está acabada. Ela era tão bonita, mas agora está tão…

— Destruída…? — terminou minha frase, enchendo o peito de ar.

— É… — murmurei.

— Eu vi a minha morrer todos os dias, até sobrar o que ela é hoje… — disse — Ela se mata todos os dias com aquele cara, e tudo isso é minha culpa.

Virei para olhar para Justin. Mas ele estava intacto, olhando para frente sem dizer absolutamente nada.

— Seu pai bate nela? — perguntei, impressionada.

— Meu pai morreu quando eu tinha dez anos. Deixou eu, minha mãe e meu irmão — quando ele pronunciou ‘irmão’ parecia enojado. Justin negou com a cabeça, frustrado.

— Eu nunca tive a presença dos meus pais, eles sempre estavam brigando, ou transando com qualquer pessoa, e nem ligavam se eu via. — tirei uma mecha de cabelo do rosto, bebendo mais um pouco.

— Eu espanquei o meu padrasto uma vez.

Ergui meu olhar para ele

— Isso é uma competição para quem tem a vida pior?

Ele ri, olhando para mim também, desafiando-me.

— Uma vez vi meu pai transando com a empregada. Tipo, vi mesmo. Ele socando nela e tudo mais.

— Eu apanhei do meu padrasto uma vez — ele pega a garrafa da minha mão, bebendo.

— Vi minha mãe sendo levada para o hospital às pressas porque estava tendo convulsão de tantos remédios que tomou — suas sobrancelhas se ergueram, indignado — Eu só tinha seis anos.... — digo a última frase pausadamente, pegando de volta minha garrafa e bebendo-a.

— Tive que ficar perambulando pela cidade durante dois dias porque minha mãe não me deixou entrar em casa após eu espancar meu padrasto.

— Sofro de transtorno bipolar desde criança.

— Já matei um cara.

Afoguei-me com o álcool tossindo repetidas vezes. Automaticamente olhei-o. Meus olhos lacrimejavam por conta do afogamento, e havia uma formigação estranha em meu esofago. Justin não me olhou de volta. Empurrei o vidro para ele, que agarrou.

— Você venceu. — dei uma cotovelada nele, de brincadeira.

— Eu sempre venço, babydoll. — disse, metido.

Revirei os olhos. Justin novamente se perdeu em pensamentos, e eu me mantive ali. Como um mero coadjuvante. Eu queria confortá-lo, porém não sabia como. Queria abraçá-lo e dizer que está tudo bem, mas, com toda certeza, soaria falso.

Todas aquelas luzes acesas, as casas pequenas, e as crianças. Parece tão irreal. Tão irreal eu estar aqui, com um cara que quer dormir comigo, mas acabou de se abrir completamente, e eu fiz o mesmo. Sinto raiva. Sinto raiva dos pais de Justin e da infância que ele levou. Sinto raiva dos meus pais, e sinto raiva do meu irmão. Sinto raiva de todo o dinheiro que tenho. Entretanto, quando eu digo ao Justin que tenho raiva dele, sei que estou mentindo. E essa mentira me corrói desde o dia que nos conhecemos. Justin Bieber não me dá um pingo de raiva, e isso que me deixa nervosa, o fato dele não me irritar, me irrita. Todos os sentimentos se aglomeram, e eu sinto vontade de fugir dele. Fugir dessa maldita aposta, e deixá-lo, igual fiz com os outros. Porém uma força me atraí e meu corpo diz que não.

Me levantei rapidamente, indo até a ponta onde Justin estava há alguns minutos. Ergui minha garrafa e joguei-a de lá de cima.

— Vai se foder, bipolaridade! — gritei tão alto que minha garganta doeu. Fiquei ofegante, meus ombros desciam e subiam enquanto eu observava todas aquelas casinhas que pareciam uma maquete.

— Vai se foder, Jeremy! — Bieber gritou, se juntando a mim.

Sorri para ele, que retruca.

— Vai para o inferno, Candace e Robert Collins! — gritei, sentindo raspar o esofago.

— Vai para o inferno, infância de merda!

Sua voz grossa ecoou em meu ouvido. Então me vi ali. Eu estar ao lado de Justin, gritando todos os meus medos pela primeira vez na vida, e, ao invés de me criticar igual todos fariam, Justin apenas puxou-me pela mão, fazendo nossos corpos se chocarem de lado. Ele passa seu braço em torno do meu pescoço, e eu apoio minha bochecha em seu peito. Ficamos observando aquela cidade.

Isso sim parecia real.

[...]

Justin Bieber

Os pés de Alaska batiam em meu peito, mas ela sabia que não sairia dali tão fácil. Sinto sua mão fechada bater com força em minhas costas, e o riso contagiante dela inaudiu sala quando entramos dentro de casa. Ela estava nas minhas costas, eu a carregava com tanta facilidade que sentia medo de pôr muita força em seu corpo. Alaska havia me desafiado enquanto voltávamos para o apartamento, ela desafiou a minha força, disse que só ganhei do Chris porque ele havia sido pego de surpresa. Eu sabia que ela fazia isso para me provocar, e de certo modo gosto disso. Alaska arranja mil e um motivos para me odiar, porém sei que no fundo ela gosta.

— Justin, me põe no chão! — gritou, seguido de um riso longo.

Ela se debateu em cima de mim quando cutuquei a sua costela, provocando uma cosquinha. Seu corpo se contorceu, suas mãos bateram freneticamente em minhas costas e a risada atraiu a atenção de Alex e Chris.

— Boa noite, bando de filhos da puta — ergui de leve a mão, sorrindo. Eles ficaram parados, observando a cena.

Alex negou com a cabeça, e Chris deu uma risadinha.

— Desde quando você fala boa noite para gente, Bieber? — Chris soltou, porém não o respondi, apenas fiz mais cosquinhas em Alaska.

Ela se move um pouco para erguer o rosto e lançar um ‘Oi’ para os meninos. Seu tom envergonhado me derreteu um pouco.

Adentrei nos corredores, abrindo a porta do meu quarto com o pé. Joguei-a na cama, que pingou duas vezes antes de parar com a mão na barriga, ainda com um tom risonho.

— Você é um babaca! — ela gritou sorrindo, rolando na cama até ficar sentada na ponta.

Tirei os sapatos com os pés, sem o auxílio das mãos. Ela se levanta e vai até sua mala, abrindo-a.

— Amanhã eu trabalho no estúdio… — comentei, indo até a mesa que se localizava no canto do quarto. Em seguida, tiro meus dois casacos e deixo-os jogado ali mesmo. Ficando apenas de jeans. Procuro na bagunça da minha escrivaninha o controle para ligar o aquecedor, e assim que encontro, trato de ligá-lo. Alaska me olha com um sorrisinho curto e malicioso. Ela me mede de cima a baixo, e eu percebo que ela observa cada traço de minhas tatuagens. Mas nem fodendo Alaska é algum tipo de santa. Ela soa para mim como o pior tipo de mulher: atraente e maligna. Te fará comer na mão até que implore por seu gosto. Me lembro rapidamente que nossa aposta ainda estava rolando.

— Hum… — ela soltou baixinho, deslizando sua blusa branca pela cabeça.

Seus fios loiros se dispersaram e o seu cabelo se armou, mesmo assim ela estava linda. O sutiã branco combinava com sua calcinha de renda. Achei que vestiria mais alguma coisa, todavia ela parou, tirou dali uma câmera polaroid azul-claro.

— Estou indo… — falei, brevemente.

— An.. Você não precisa ir. Pode… Pode dormir comigo essa noite. — disse, um pouco baixo, porém com firmeza. Ela estava envergonhada de novo.

Alaska parou na frente da janela, posicionando a câmera ali. Ela colocou o olho no pequeno buraquinho superior e tirou uma foto. O papel saiu instantaneamente, ela tirou, sacudiu e com esse movimento seus seios também se balançaram um pouco, atraindo minha atenção.

Não contive o desejo, soltei uma risadinha. Alaska é gostosa pra caralho, não posso negar. Sua cintura é fina, e a forma do seus seios até a bunda é perfeita. Tudo nela é lindo.

Voltei a olhar para o caderno, e, de repente, ouvi um flash, vire-me.

— Olhe para câmera, Justin! — sorriu, cobrindo seus olhos com a máquina.

Tapei meu rosto com a mão; seus ombros despencam.

— Para de graça, deixa eu tirar uma foto sua! — insistiu.

— Eu não gosto de fotos — dei alguns passos para trás até encostar minha panturrilha na cama, ainda com a mão na cara.

Ela me acompanhava, tentando focar meu rosto no pequeno quadrado. Caio de bunda no colchão, crendo que ela pararia por aí. Mas não. Senti suas coxas tocarem em meu joelho, e quando abri os olho vi ela se inclinando em minha direção. Agarrei seus pulsos, fazendo-a soltar um gritinho histérico.

— Ele está me batendo, ele está me batendo! — começou.

— Para com isso, Alaska — sorri enquanto ela se debatia.

— Só uma foto! — fez um biquinho.

— Pra quê? — indaguei, e seus olhos caem sobre mim.

— Pra quê o quê?

— Você quer uma foto minha.

Deu de ombros. Percebi que ainda segurava seus punhos, portanto, soltei-os acreditando que havia colocado muita força, pois havia ficado uma marca vermelha com de meus dedos. Ela parecia não se importar. Sinto seu pequeno corpo se inclinar mais ainda, e, quando me dei por percebido, Alaska estava no meu colo, com um sorriso sapeca. Mantive minhas mãos longe, contudo pude sentir o fino tecido de sua calcinha roçar em minha jeans. Tive que me conter para não ficar duro, porém foi em vão. Alaska colocou a câmera na frente do rosto, ela havia reparado na rigidez, e se aproveitou para ajeitar-se em cima dela.

— Sorria! — falou.

Deslizei minhas mãos até parar em seu quadril, não consegui descer até sua bunda. Tinha medo de assustá-la, e que fosse embora, e eu meio que estava curtindo o momento.

Tentei esbanjar o meu melhor sorriso, sentindo que tinha falhado miseravelmente. Porém quando a folha saiu pelo fecho, vi que havia feito a coisa certa. Um sorriso espalhou em seus lábios, e ela disse finalmente:

— Quem diria que Justin Bieber sabe sorrir… — seus olhos revezavam entre a imagem e em mim.

De repente me peguei encarando-a. Encarava com tão firmemente que jurei que me perderia naqueles olhos, ou melhor, eu já havia me perdido faz tempo. Por algum motivo ela sorria com tanta vontade que todos os meus problemas se esvaiam e tudo se concentrava nela. Alaska tinha um poder de me tirar do sério, e me foder internamente, mas nessa altura eu nem ligava mais. Fazia cerca de uma semana que eu a conhecia, e já não quero que se afaste.

Seus olhos se encontraram aos meus. Seus fios loiros desgrenhados na face pálida, os lábios naturalmente rosa, e aqueles olhos verdes escuros. Eu não poderia me apaixonar por ela. Eu simplesmente não podia. Alaska é minha perdição, e meu interior diz isso com tanta convicção que me assusta.

— Você não tem medo de mim? — perguntei, curioso.

Ela me olha sem entender, suas sobrancelhas se juntam quando diz:

— Por que eu teria?

— Eu… Matei um cara… Te disse isso.

— Você não me assusta, Justin — falou simplesmente.

— Não?

— Não. Se eu tivesse medo de você eu não teria me mudado de um hotel para seu apartamento — deu de ombros.

Alaska deixava meus momentos de tensão tão leves que me surpreendia. Ela não tem medo de nada, e isso está mais do que evidente, isso me atrai nela.

— Eu preciso ir... — digo, de repente.

Alaska cambaleia para trás, e caí de bunda no chão. Pego novamente minhas blusas em cima da mesa, e visto-as com tanta agilidade que logo estou parado ao lado da porta.

— Você pode dormir aqui, eu já disse e...

— Eu não quero, Alaska.

— Não quer ficar aqui? — ela se senta na ponta da cama, me observando com aqueles enormes olhos verdes.

— Não quero dormir.

Como num estalo, me vi nas ruas novamente. Ando em direção a um bar próximo, com o meu caderno de desenho e um estojo. Não conseguiria ficar ao lado dela por mais tempo, simplesmente meu corpo não aguentava tanta adrenalina. Eu precisava ficar sozinho antes que me descontrolasse e perdesse a cabeça. Alaska não precisa ver este meu lado que escondo.

Não conseguiria dormir ao lado dela, pois todo meu corpo implora pelo seu toque, nem que seja curto e rápido. Meu corpo ferve, sinto meus músculos se contraírem, e todo o ar de meus pulmões se vai. Em uma semana, essa garota me deixou louco, e isso me deixa louco. Alaska me leva a loucura apenas quando me olha. Eu não quero que ela vá, portanto não perderei a aposta. Pela primeira vez na minha vida eu quero que uma garota fique, e rejeito meu desejo sexual.

Óbvio, almejo os gemidos incontroláveis de Alaska, porém sempre que penso nisso vejo que, caso acontecesse, não me contentaria. Alaska tem o poder do descontrole, e quem seria eu em tentar controlar? Ela tem a arte do desapego, mas odeia ficar sozinha. Já saquei seu jogo, e recuso-me a cair nele.

Não estou apaixonado por ela, disso eu sei com clareza, todavia interesse pelo seu corpo já é outra história. Sinto que meu ar está sendo negado, e meu coração esmagado. Ela me dá surtos inesperados, e minha única alternativa é correr. Agora sempre que chego de forma transtornada, e minha ira se elevando cada patamar, Alaska consegue perfeitamente me domar; isso me assusta. Irei fugir esta noite, entretanto sei que vou voltar. Espairecer é minha única alternativa.

Acho que encontrei nela meu ponto fraco.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <33


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