História Corrosive Bitch - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Brothers Conflict, Diabolik Lovers, Kuroko no Basuke
Exibições 9
Palavras 3.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Harem, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá para todas! ♥ Dessa vez eu fui bem rápida para atualizar, não é? Mas também, com um friozinho assim e sem nada para fazer, por que não aproveitar para escrever?! O primeiro capítulo está pronto e mesmo que contenha algum erro gramatical ou esteja curto, confesso que amei escrevê-lo porque a Tsuki é uma personagem tão fácil e incrível de se lidar que não foi uma tarefa árdua terminar este capítulo. Não tenho muito o que falar, então vou parar de enrolar aqui e deixar vocês lerem em paz. Boa leitura e até o próximo capítulo *3*

Capítulo 2 - Caminhos Cruzados


Estava completamente imersa no mundo de O Lado Mais Sombrio fantasiando como seria minha vida se eu tivesse um Morfeu ao meu lado quando o despertador de meu celular puxou-me de volta a minha realidade. Após desligar o mesmo caminhei em direção ao banheiro, enquanto me despia lembrava-me sobre o presságio que tive ontem. Em frente ao espelho encarei meu reflexo com um olhar vazio enquanto passava meus dedos pelas cicatrizes espalhadas por meu corpo. Ela deve ter sofrido muito. ... He he, ás vezes não consigo evitar de imaginar o quão lamentável ela era. 

Suspirando entrei no chuveiro, onde permiti que a água quente levasse embora qualquer resquício de indisposição e tormenta em minha alma. Alguns dizem que ter sonhos premonitórios são um dom maravilhoso e são essas pessoas que eu tenho vontade quebrar a traqueia, pois essas pessoas são ignorantes que apenas enxergam aquilo que lhes é conveniente. Tudo tem seus dois lados e com esse dom não é diferente. Saber o que está para acontecer nem sempre é bom, certas coisas ninguém deveria saber. Ter sonhos como aquele não é bom para aqueles que são frágeis psicologicamente, pois logo em seguida terão que ver aquela droga de marca. Qualquer um ficaria louco. Mas por que eu ainda não enlouqueci? He He, há quem eu estou querendo enganar?! Minha sanidade me abandonou há dois anos atrás.

Sai do chuveiro e me apressei para aprontar para o colégio. Por meu irmão trabalhar durante o dia, quem fica responsável pela casa e por Kimiko, nossa irmã mais nova, sou eu. Sendo assim só posso frequentar a escola no período noturno. 

Não tardou para que terminasse de me arrumar, peguei minha bolsa e sai de meu quarto, mas antes de partir fiz uma parada no quarto de Miko, apenas para verificar se ela estava bem. Mesmo sendo irmãos, nenhum de nós nos damos bem, apenas suportamos uns aos outros. Mas mesmo que Miko me culpe pelo que houve em nossa família, eu ainda me preocupo com ela. Akimitsu é lerdo e ainda não percebeu assim como a própria Miko, mas ela é como eu e a nossa mãe. Apesar de ser bem fraco, não me passou abatido os dons de minha irmã caçula, pois comigo foi o mesmo, no entanto mesmo que não sejamos próximas quando ela necessitar eu estarei aqui para auxilia-lá já que tanto Aki quanto nosso progenitor são incapazes de fazer isso. Mas não se enganem, não me interessa bancar a irmã mais velha, só irei ajudá-la porque é isso que o meu avô faria e ele é a única pessoa que eu respeito.

Após ter certeza de que Miko estava bem, sai do corredor e ao passar pela sala dei de cara com Aki esparramado pelo sofá de cueca com duas garrafas vazias de sakê na mesa de centro. Revirei os olhos indo em direção à saída.

- Se embebede em seu quarto, ninguém aqui está interessado em ver o quão deplorável você pode ser.

- Não fale como se fosse superior, aberração. Não é porque suas notas lhe permitiram frequentar essa escola de merdinhas influentes que você é melhor do que eu. - ouvi Aki retrucar com a voz levemente alterada.

Sorri com escárnio.

- Não preciso ficar repetindo fatos por aí, eu não sou uma vitrola quebrada. Diferente de você não existe algo que possa me abater.

Sem esperar por outra resposta odiosa de meu irmão, sai de casa sendo recebida pelo frio da noite. Não moro muito longe do colégio, são apenas dois quarteirões de distância. O caminho foi normal como qualquer outro dia, mas não deixei de ficar mais atenta quando os meus colegas de escola começaram a aparecer conforme me aproximava cada vez mais da escola. Mesmo que eu não tenha de fato muito contato com a pessoa do meu sonho, ainda acho que é um direito da pessoa saber o que está por vir. Mas não pensem que faço isso porque sou boazinha, conhecia alguém que gostaria de saber o que estava para enfrentar. Talvez se ela soubesse... As coisas não teriam acabado dessa maneira.

Após alguns minutinhos de caminhada já estava nos domínios da escola e até agora não havia visto ninguém com aquela bendita marca. Estava quase entrando no colégio quando ouvi um murmurinho começar, olhei para trás e vi que se tratava dos irmãos Sakamaki. Essa família era bem famosa por aqui, a maioria das garotas do colégio possuem uma queda por esses irmãos, no entanto era praticamente impossível chegar até um deles. Era como se existisse uma muralha invisível que ninguém tem permissão de ultrapassar, a única que tinha autorização era minha colega de classe Komori Yui. Coitada, graças a esse privilégio ela era excluída pelos demais alunos. As garotas a detestavam por pura inveja enquanto os garotos a ignoravam porque o último que se aproximou dela, simplesmente sumiu do mapa. Os rumores são que os Sakamakis usaram a influência do pai político e obrigaram o garoto e a família do coitado a saírem do país.

Voltei alguns passos até estar entre a rodinha de alunos na entrada da escola. Ao que parecia um clima tenso pairava sobre um dos Sakamakis e um dos Mukamis, primos distantes dos irmãos Sakamaki e que também eram bem famosos por aqui (mais um dos motivos pelo qual Komoroi-san era uma excluída), enquanto Komori-san estava no meio de ambos com uma expressão aflita e provavelmente temendo por alguma briga ali. Entretanto, o que me surpreendeu não foi o possível espetáculo que estava por vi, mas sim a marca cinza no pescoço de Komori-san que estava se ruindo bem lentamente. Era ela. A pessoa da minha premonição era a Komori Yui, pobre coitada. Mas quem é a pessoa que irá matá-la? Por que Komori-san precisa engravidar? E quem ela quer que a mate? Por que ela quer isso? Eram tantas perguntas, mas sabia que não obteria a resposta de nenhuma delas já que aquilo não era da minha conta.

Suspirando, estava quase me retirando daquele mar de curiosos quando alguns alunos exclamaram chamando a minha atenção. Olhei para trás procurando pelo motivo daquela reação e observei de maneira impassiva Komori-san atravessando para vir até o colégio enquanto um carro em alta velocidade vinha em sua direção. Pensando que o carro a acertaria em cheio, muitos dos alunos tentaram a avisar do perigo, afinal essa é uma reação natural do ser humano. No entanto, eu não estava nenhum pouco abalada, sabia que a vida dela não iria acabar ali e nem daquela forma. Komori-san ainda tinha algum tempos de vida. Dito e feito, o astro dos irmãos Mukami, o cantor Kou, apareceu tão rápido que foi difícil compreender a situação. Mas uma coisa era certa: Komori-san havia sido salva... Por enquanto.

Não fiquei ali para ver mais nada, me pus a caminhar de volta para a escola, precisava achar um jeito de chegar até Komori-san para avisa-lá sobre o que estava por vir, ela tinha que estar preparada. Ao entrar na escola fui direto para minha sala de aula e ao passar por um grupo de colegas não me passou despercebido de alguns deles fugiram dali para outro lugar. Assim que entrei na sala e a vi vazia, ri baixinho enquanto ia sentar em meu lugar. Eu tinha a fama de ser uma pessoa azarada e espalhou-se o rumor de que qualquer um que falasse comigo estaria à mercê do meu azar. Não os julgo, na verdade essa foi uma decisão bem inteligente deles embora tanto tosca. Não sou muito de falar, prefiro observar as coisas ao meu redor, é mais interessante. Mas as vezes em que falei com algum colega que não fosse sobre um trabalho ou tarefa escolar, sempre era sobre minhas premonições e graças a esse mau hábito esse rumor à meu respeito surgiu. Não fico chateada porque de certo modo esse rumor protege o meu segredo sobre o meu dom já que nunca disse de fato aos colegas com quem já falei sobre como eu sabia aquelas coisas que estavam para acontecer.

A aula inicial era língua japonesa e não tardou para que aos poucos os alunos entrassem na sala e passassem a ocuparem seus lugares para logo em seguida o professor entrar e iniciar a matéria. Embora estudar durante a noite seja um pouco cansativo já que preferia estar em casa no meu quarto, não era de todo ruim. Os alunos eram mais calmos, portanto não havia tanto estardalhaço como tinha no período matutino e vespertino, o que tornava o aprendizado mais fácil já que bagunça era algo raro por ali. No entanto vez ou outra era possível ouvir alguns cochichos de vez em quando, mas somente quando algo grande acontecia como por exemplo o quase acidente de Komori-san e a quase briga entre Sakamaki Reiji e Mukami Ruki. Alguns alunos se incomodavam com as fofocas, mas optavam por ignorar já que isso não era algo de rotina e também tinha aqueles alunos que não davam importância para quase nada, dentre essa minoria da minha sala estava eu, Komori-san e os irmãos Sakamaki, Kanato e Ayato. 

As fofocas em si não pareciam afetar em nada aqueles dois, mas era visível que ambos se perdiam na matéria apenas para conferir se Komori-san estava bem. A aula transcorreu de modo tranquilo e monótono assim como as demais. Durante o intervalo cogitei a possibilidade de procurar por Komori-san para alerta-lá sobre o meu presságio, mas desisti da ideia quando da janela do corredor onde eu estava no segundo andar, vi a garota acompanhada por Mukami Azusa. Em minha opinião este Mukami é bem peculiar, embora tenha um fã clube dele no colégio, suas fãs o temem devido a sua personalidade esquisita de masoquista. Segui com meu obento para o terraço do colégio. O vento frio que batia contra meu rosto quando cheguei ao telhado não me incomodava, preferia ficar ali na companhia daquela noite de luar sombrio a ficar na cantina ouvir especulações desnecessárias e sem fundamento sobre a vida de Komori-san e os irmãos Sakamaki e Mukami. Rumores movidos por inveja são deploráveis, não? Me dá dor de cabeça ouvir as pessoas reclamando de algo só porque desejam que aquilo acontecesse com elas, simplesmente detestável e tão sem graça. 

Mesmo sabendo que não estava sozinha no telhado já que sentia a presença de mais alguém, não me importe. Sentei-me próxima a grade e concentrei-me em minha comida. Assim como eu, sei que a pessoa também não se importou com a minha presença ali, uma vez que ao empurrar a porta a mesma havia feito barulho, e mesmo assim a pessoa sequer fez menção de sair de onde quer que ela estivesse. O intervalo quase todo se passou em silêncio, quando terminei de comer passei a fitar a noite que estava com a lua nova em meio a neblina até que ouvi alguém arquejar e nos segundos seguintes uma bela e esplendorosa mariposa negra apareceu em meu campo de visão com todo o seu esplendor. Sorri de maneira meiga e estendi minha mão, após uns breves minutos nesta posição finalmente a mariposa repousou em meu indicador. Trouxe meu braço para mais perto para observa-lá melhor, mas fiz todo o processo com o máximo de cautela para não assusta-lá. Ela não era muito grande, seu tamanho era mediano na verdade, suas asas possuíam algumas pequenas bolinhas brancas enquanto em seu corpo havia algumas manchas azuladas. Mesmo que sua cor fosse um tanto mórbida ainda assim eu a achava graciosa. 

- Geralmente uma dama não perderia seu tempo com um inseto deplorável e inútil.

- O senso comum nunca me agradou. - revidei ao ouvir finalmente a voz de minha inusitada companhia naquele telhado.

- Uma apreciadora do diferente?

Olhei pelo canto do olho e observei Sakamaki Laito andando calmamente em minha direção enquanto observava a lua. 

- Talvez uma louca que encontre conforto no incomum.

- Que interessante, uma dama louca e azarada com adoração pelo bizarro não é algo que se encontre com frequência. Sorte a minha. 

- Que curioso, parece que você é o único que me enxerga como uma dama. - respondi sorrindo ainda encantada com a beleza da mariposa.

- Então parece que eu sou o único que não tem um problema de visão, que honra a minha não concorda? - retrucou o rapaz de cabelos avermelhados finalmente me olhando e sorrindo de modo galanteador.

Virei minha cabeça em sua direção e sorri de maneira fria. Voltei meu olhar para a mariposa e a assustei lhe assoprando para que voasse, assim que o fez levantei-me e me encaminhei em direção a saída. 

- Se você vê honra no infortúnio, então talvez. - respondi e sem esperar por uma resposta abandonei aquele local. Aquela era a primeira vez que tinha contato com um Sakamaki, mas não pensem errado. Não o detesto para ter lhe tratado daquela maneira. Para ser franca não sinto nada em relação a ninguém aqui neste colégio, portanto não existe razão para ser simpática com alguém assim como também não há um motivo para atormentar ninguém. Eu apenas prefiro as coisas do modo como estão, sinto-me confortável assim e dispenso qualquer companhia. 

O restante da noite prosseguiu sem muitas alterações, as fofocas conforme o decorrer da noite acabaram se cessando e quase tudo havia voltado ao normal, com exceção de um pequeno grupo de garotas de nossa sala que eram admiradoras de Mukami Ruki. Durante a penúltima aula que era de educação física, percebi que aquele pequeno grupo de garotas estavam armando algo para cima de Komori-san. A aula chegou ao final e nada havia acontecido ainda, mas sabia que eu não tinha me enganado. Enrolei no vestiário feminino de propósito assim como o quarteto de garotas que esperavam por Komori-san, quando a mesma terminou de vestir-se observei duas delas cochicharem e irem para o lado de foram enquanto uma das duas que sobraram encostou-se em uma das cabines dos chuveiros a uma certa distância de mim olhando-me pelo canto do olho. A outra garota andava em direção a Komori-san que estava aterrorizada com a intimidação de suas colegas. Assim que percebi as intenções da ruiva que se aproximava de Komori-san pulei o banco e desviei da morena que tentou me impedir, puxei Komori-san a jogando no chão ao mesmo tempo em que a ruiva me acertou com um pedaço de madeira no braço. O impacto foi forte e me fez cambalear para lado onde acabei arranhando superficialmente meu braço direito na cabine de vidro quebrada do chuveiro que estava interditado. 

Tudo havia sido muito rápido e todas estavam surpresas e assustadas, bem... Eu estava mais enraivecida do que surpresa e assustada. Sempre achei desprezível uma luta injusta, se querem jogar sujo perto de mim então não espere que eu fique parada e muito menos que seja misericordiosa. O ferimento ardia, coloquei a mão sobre o mesmo e o apertei levemente como se aquilo fosse parar a dor. Olhei em direção as garotas que me olhavam de modo assombroso, meus cabelos caiam um pouco meus olhos e sabia que minha cara não era das melhores.

- Sumam. Daqui. 

Não foi necessário mais do que essas palavras e elas simplesmente evaporaram no minuto seguinte daquele vestiário. Komori-san ainda estava estatelada no chão olhando-me perplexa, mas também agradecida e preocupada. Revirei os olhos e sai dali antes que ela falasse algo, meu humor no momento não estava muito bom para uma conversa e não queria descontar minha raiva nela. Andei em direção a enfermaria da escola ignorando os olhares curiosos dos alunos durante o percurso. O enfermeiro raramente estava, há rumores de que ele tinha um relacionamento aberto com a diretora e que por isso possuía a liberdade para que fizesse o que bem entendesse no trabalho, mas ao menos ele tinha a decência de deixar sempre algum aluno do conselho estudantil como responsável na enfermaria. 

- Em que posso ajudá-la, senhorita...? - a voz grossa e elegante pegou-me de surpresa e olhei admirada para o homem alto e esbelto.

- Nagahara. Senhor Reinhart? - questionei somente para confirmar. 

O enfermeiro assentiu e fez um gesto para que me sentasse na cama mais próxima. 

- Em que possa ajudá-la, Nagahara-san? - foi a vez de Reinhart indagar enquanto ajeitava os óculos.

Mostrei-lhe o ferimento e sem dizer mais nada ele fez todo o processo de desinfetar para em seguida colocar um curativo. Assim que ele terminou afirmou o que eu já sabia, que era apenas um ferimento superficial e que em breve meu braço estava novo em folha. Estava prestes a me levantar para sair quando ele voltou a se sentar com uma ficha nas mãos. 

- Nagahara Tsukimi do 2º ano B?

- Sim. - respondi olhando-o de maneira curiosa enquanto relaxava novamente na cama esperando que o enfermeiro prosseguisse com o que quer que ele queria dizer.

- Seu sobrenome é algo familiar para mim. Em sua ficha consta que seu responsável legal é seu irmão mais velho, Nagahara Akimitsu.

- Correto.

- Conhece Sakai Benika? - questionou Reinhart deixando a ficha de lado e voltando seu olhar para mim. Franzi as sobrancelhas.

- É minha progenitora, por que a pergunta? - rebati.

- Progenitora?! Isso é algo engraçado de ouvir, Benika era uma mulher atenciosa e mostrava que seria uma excelente mãe. - disse Reinhart sorrindo alegremente ao falar daquela mulher.

- É evidente que você errou em julgamento. 

- Diga-me Nagahara-san, onde sua mãe está? Estudamos juntos no colegial e já faz muito tempo que não há vejo. 

Onde ela está? Boa pergunta, mas a resposta deixou de me interessar já faz alguns anos. Levantei-me da cama olhando indiferente para o tão misterioso enfermeiro da Academia Ryoutei.

- E permanecerá assim. Ela saiu do país há seis anos atrás e nem mesmo a própria tem a menor ideia de onde ela possa estar. 

- Ela não tenta entrar em contato com você e com seus irmãos? - questionou-me surpreso.

- Não creio que ela tenha coragem depois do que fez. Reinhart-san, caso queira saber mais sobre minha progenitora sugiro que a procure por si mesmo. Para todos os efeitos ela foi banida da família Nagahara por não ser apropriada. - disse sorrindo com escárnio e me retirando da sala em seguida. 

Chegava a ser cômico aquela pergunta de Reinhart-san. Por que ela daria as caras após fugir e deixar que suas crias aguentarem as consequências de seus atos? Na verdade, não é somente Sakai que é inapropriada, todos nós somos. Ah, como eu também queria ter a honra que ela teve e ser banida desta família torta e quebrada... Cheguei após alguns minutinhos da aula de educação moral ter começado e me concentrei ao máximo para me concentrar somente na matéria. 

Quando finalmente o sinal que anunciava o fim das aulas soou, meu corpo e minha mente deram graças a Deus. Tudo o que eu queria era colocar o meu pijama e tentar ter um bom sono para recuperar as energias. Não gostava de multidões, sempre as achei sufocantes. Então enrolei o máximo que pude, até sobrou somente eu e Komori-san, Ayato e Kanato não estavam já que foram chamados no meio da aula por um de seus irmãos. Essa era a oportunidade avisar Komori-san. 

- Komori-san.

- Nagahara-san.

Olhamos surpresas uma para a outra e rimos baixinho por termos nos pronunciado ao mesmo tempo. 

- Fale você primeiro. - disse. 

O rosto de Komori-san tornou-se levemente rubro enquanto a mesma se curvava levemente em uma reverência.

- Perdão por lhe causar problemas, mas obrigada por me ajudar mais cedo, Nagahara-san.

- Só não acho justo, se eu não estivesse lá seria duas contra uma. - expliquei brevemente minha atitude. 

Komori-san assentiu.

- O-O que você queria falar comigo, Nagahara-san? 

Na hora em que abri a boca para explicar a porta da sala fora aberta e por ela, Mukami Ruki surgiu segurando a mesma. O garoto olhou brevemente para mim para voltar-se para Komori-san em seguida.

- Yui, vamos. - ditou. 

Komori-san despediu-se baixinho pegando sua bolsa em seguida, pronta para sair. Mas eu a detive com minhas palavras, o que consequentemente atraiu a atenção de Mukami Ruki.

- Não conheço suas razões para que queira engravidar, mas acho que é seu direito saber que você não é capaz de gerar uma vida e por isso estará na zona de risco, Komori-san. 

Assim como Ruki, Komori-san também estava atordoada com a informação que eu havia acabado de dar. 

- E com base em quê você está falando isso, Nagahara Tsukimi? - interferiu Mukami Ruki. 

Sorri minimamente diante do olhar analítico de Ruki e a perplexidade de Komori-san. Peguei minha bolsa andando em direção a porta. 

- Você ainda tem um tempo considerável, Komori-san. Não sei se conseguirá desviar do destino, portanto sugiro que se tem algo que queira ou deva fazer, faça o quanto antes. 

Quando fui passar na porta, Ruki segurou meu braço sem sequer dirigir seu olhar para mim. Mesmo que aparentasse que estava calma, qualquer um que chegasse próximo o suficiente notaria que na verdade ele estava tenso.

- Os rumores... 

- Acredite naquilo que lhe convém. Não é assim que as pessoas sempre agem? - rebati puxando meu braço de seu leve aperto e saindo dali sem olhar para trás. 

O percurso de volta para casa foi tranquilo como sempre. Poucas pessoas perambulando pelas ruas, alguns carros passando e uma fraca chuva se iniciando. No entanto, mesmo que o caminho fosse o mais silencioso na medida do possível, durante todo o percurso até em casa me senti sendo seguida. A sensação de ser observada era incômoda e até virei-me para trás algumas vezes para ver quem estava me perseguindo, mas meus olhos não encontraram ninguém. Poderia ser algo de minha imaginação? Sim, entretanto eu sabia que não era. Conseguia sentir a forte presença de quem estava me seguindo e não pude deixar de pensar em quem poderia ser, mas enquanto não me atacassem não havia motivo para de fato me preocupar. 

Assim que entrei em casa encontrei a luz da cozinha acesa, coisa que era incomum e mais incomum ainda era encontrar Miko acordada tão tarde da noite. Deixei minha bolsa no sofá e caminhei em direção ao meu quarto, não iria até ela já que sei que minha companhia não é mais do que um mero incômodo, mas fui surpreendida quando Miko falou comigo sem vir até mim.

- Suas ações lhes condenaram. O preço por sua imprudência por não confiar no destino foi alto, ele lhe vendeu e as consequências estão chegando para lhe punir. 

Após ouvir a profecia de Miko um som abafado e alto veio logo em seguida, voltei a passos apressados para a cozinha onde encontrei minha irmã dormindo no chão. Suspirando frustrada, eu a levantei e carreguei de volta para o quarto com um pouco de dificuldade. Antes de sair dei um último olhar para ela, somente para averiguar se estava tudo bem e ao encontrar apenas sua expressão serena, sai de seu quarto e fui direto para o meu depois de ter apagado a luz da cozinha. Ações que nos condenaram? Me punir? Muitos acreditavam que ter um dom como o meu era algo terrível e difícil de se lidar, mas isso era porque não conheciam o dom de Kimiko para saber o quão assustador ele poderia chegar a ser. 



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