História Cosmopolita Gitana - Interativa - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Tags Interativa
Visualizações 71
Palavras 3.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Na capa está o Dan.


Oi galera!
Esse capítulo ia sair amanhã mas como eu vou passar o fim de semana fora, corri com as coisas aqui para o postar hoje, se não demoraria muito para atualizar. Se eu demorar um pouco para responder os comentários, aviso que é por isso.
É, acho que dessa vez não tem muito o que falar, lembrando que qualquer erro já sabem.

Boa leitura!

Capítulo 6 - Uma guilda, muitas histórias. - V


Fanfic / Fanfiction Cosmopolita Gitana - Interativa - Capítulo 6 - Uma guilda, muitas histórias. - V

Na guilda…

 

-Espera, aniversário? - Repetiu Lyric que, como todo o mundo, absorvia a notícia. - E como nós não sabiamos disso?

-Miranda não comenta sobre essas coisas. Demorou muito para que, até mesmo eu, soubesse que dia era. - J. explicou calmamente já começando a limpar o balcão onde ele mesmo subira.

-Estou na guilda a seis anos e nunca a vi comemorar o aniversário dela. - Comentou Oliver voltando a beber.

-E ela não comemora. - Respondeu o garçom. - No entanto, o mínimo que podemos fazer é não ficar bagunçando justo no dia…

-Não! - Exclamou Naomi de repente, interrompendo o moreno. - Agora que sabemos, não precisamos fazer o mínimo! Podemos fazer o máximo! Vamos organizar uma festa para ela!

As pessoas se entreolharam e começaram a murmurar.

-Mas e se… - Maya começou a dizer, mas como todos a fitaram ela se calou imediatamente, sem parecer conseguir dizer mais uma palavra.

-Maya, pode falar sem problemas, a opinião de todos é importante. - Disse Dan se aproximando dela com um sorriso alegre.

-Somos todos amigos aqui, não precisa se segurar. - Emendou Sage, mas lançou um olhar a Lyric e resmungou em seguida. - Quase todos…

Lyric retribuiu o olhar da loira com desdém, mas, em seguida, mesmo ficando levemente corada, colocou a mão sobre o ombro da rosada tentando passar-lhe força. Maya respirou fundo e, reunindo sua coragem, voltou a falar.

-E se a mestra-sama nunca tiver dito nada porque… porque não gosta de comemorar? - Mais uma vez isso gerou uma onda de murmúrios, com todos dando opiniões.

-Pode ser verdade isso. Porém talvez seja um bom momento para mostrar a ela que ela é importante para nós. - Argumentou Edward, parecendo pensativo.

-Isso é verdade, como o J. insinuou, nós nunca mostramos para mestra como somos agradecidos a ela por tudo o que faz por nós. - Lyric apoiou a ideia, e parecia que a maioria a estava apoiando também.

-Se todos colaborarem podermos fazer algo especial para ela. - Andrew, que estivera calado até então por se sentir um pouco sem jeito de falar para todos, se pronunciou. - Podemos nos organizar em grupos para dividir tarefas.

-Isso aceleraria o processo. - Concordou Sync. - E tudo vai sair mais bem feito.

-Mas antes devemos ver se todos estão de acordo. - Chamou a atenção o pequeno Dan, lançando um olhar para Maya, que fez um aceno positivo com a cabeça.

-Vamos organizar isso, quem estiver de acordo levante a mão! - Tomou a frente Sage, e praticamente todos levantaram as mãos concordando, mas não fugiu do olhar atento da loira, que certo ruivo continuara apenas bebendo sem se pronunciar. - Oliver! - Ela chamou fazendo todos voltarem a atenção para o rapaz. - Você é contra? É sério demais para uma festa? - Ela alfinetou sem dó.

-Não. - Respondeu Oliver sem parecer se importar com o cutucão. - Eu apenas não vou opinar nada até saber a opinião do nosso veterano. - Todos olharam para J. finalmente percebendo que ele não dissera nada ante as decisões que eram tomadas. - J. conhece a Miranda melhor do que qualquer um de nós, não tem entre nós uma pessoa a quem ele não tenha dado um bom conselho, e ele é quem faz todo o trabalho da guilda, acho que ele é quem está melhor colocado para dizer se a ideia é boa ou não.

As pessoas se entreolharam.

-Faz sentido. - Disse Sync.

-E aí J., o que você acha? - Perguntou Naomi.

O garçom levou dois dedos à ponte dos óculos os ajeitando a sua forma habitual, antes de responder.

-Acho que é uma boa ideia mostrar à Miranda o quanto a estimam. - Respondeu o moreno fazendo com que todos comemorassem. - Porém… - As pessoas voltaram a se aquietar para ouvir. - ...prefiro não me envolver nessa decisão, o que fizerem eu apoio e ajudo, mas decidam vocês mesmos.

-Oliver? - Andrew o chamou enquanto todos esperavam a resposta do mesmo. - E aí?

-Certo, vamos à festa. - Ele disse virando o resto da caneca de chopp de uma vez.

As pessoas aplaudiram e gritaram animadas, dispostas a começar imediatamente os preparativos.

 

Arredores de Acalypha…

 

Maya e Hikory haviam almoçado junto à senhora Polly, o marido dela e a ruiva, durante a refeição estiveram conversando sobre o ocorrido, sobre os criminosos e suas atitudes. Os magos souberam que aquela gangue agia na cidade há alguns meses, porém os covardes haviam fugido com a chegada da Cosmopolita Gitana, e voltado quase em seguida à partida da guilda. Após comer, os dois foram convidados a conhecer a propriedade e descansar um pouco, haviam rodado o pequeno pomar e a horta que Polly mantinha com bastante carinho, ouviram dela histórias sobre a família e o lugar, e depois foram conduzidos a uma varanda, onde se acomodaram em poltronas confortáveis e ficaram tranquilos enquanto esperavam o café que lhes foi oferecido.

-Está muito bom aqui, mas tenho que partir logo. - Comentou Maya sentada na cadeira observando o gramado à frente ondular ao vento. - Deixei minhas coisas na cidade, tenho que pega-las e ver se ainda tem um trem que parta hoje.

-Vai continuar sua busca pela guilda? - Perguntou Hikory.

-E você não? - Rebateu a rosada.

-Sim, claro, mas ainda não tivemos nenhuma pista. - Pontuou o ruivo parecendo pensativo. - Ficamos entretidos na conversa e nem perguntamos à Polly sobre a Cosmopolita Gitana.

-Verdade… vamos nos informar e depois, se você quiser companhia, podemos procurar juntos. - Ofereceu Maya sorrindo.

-Sério? Eu gostaria. Você parece mais acostumada com essas coisas que eu, e talvez sejamos mais eficazes procurando juntos. - Hikory a olhava com expectativas. - Mas achei que você preferiria ir sozinha.

-Porque pensou isso? Pareço antissocial? - Perguntou a rosada parecendo achar graça.

-Não, mas a forma com que você tramou tudo para conseguir as informações, me fez achar que você é do tipo independente. - Explicou o rapaz dando de ombros.

-E sou. - Concordou Maya levemente impressionada com a dedução dele, se perguntando se ele era observador ou se ela que era muito transparente. - Mas também sei trabalhar em equipe. De qualquer forma vamos nos tornar colegas de guilda quando a encontrarmos. E eu ainda te devo um agradecimento por ter ido me socorrer.

-Mesmo não estando realmente em perigo. - Hikory parecia ainda sem jeito ao se lembrar disso.

-É, mas você não sabia. - Maya se espreguiçou na poltrona.

-O café está servido! - Falou uma voz alegre, e a ruiva entrou carregando uma bandeja com quatro xícaras e vários bolinhos e biscoitos. A senhora Polly vinha junto, ambas se sentaram e a bandeja foi posta em uma mesinha próxima.

-Está delicioso. - Comentou Hikory provando o líquido.

-Senhora Polly, nós agradecemos muito por tudo. - Disse Maya se servindo de um biscoito.

-Não é preciso minha querida, eu é que estou grata por terem nos ajudado com aquela gangue. - Respondeu a velhinha. - E, parece que o esconderijo foi encontrado e o resto do bando preso, graças às informações que tiraram dos bandidos. - Ela lançou um olhar à ruiva que confirmou com a cabeça.

-Até que os militares podem fazer bons trabalhos às vezes. - A ruiva sorria.

-Ficamos felizes por termos ajudado, mas gostariamos de saber o que podem nos dizer sobre a Cosmopolita Gitana. - Falou Hikory as olhando com esperança.

-Ah, claro, vou lhes contar tudo o que vi quando eles estiveram na região, eles ficaram aqui perto, sempre os via passando para cima e para baixo, e eles… - E a senhora Polly embarcou em uma longa narrativa sobre o que sabia da guilda.

-Incrível. Já faz um tempo que estou ansioso por fazer parte de uma guilda, ouvi falar nela e, por alguma razão, é a que me parece mais interessante. - Hikory havia até mesmo se esquecido de tomar o café enquanto ouvia a narrativa.

-Então você é virgem, não é Hikory? - Perguntou Maya inesperadamente, fazendo o rapaz, que havia acabado de levar a caneca aos lábios, se engasgar.

-Que… c-como? O que é que você…?

Maya caiu na risada diante da reação dele.

-Eu quis dizer que vai ser a sua primeira vez em uma guilda. - Ela explicou quando finalmente parou de rir.

-Estou começando a entender que você diz as coisas de uma forma meio estranha Maya. - Respondeu o ruivo. - Mas é sim. Não é a sua?

-Ah não, eu já fiz parte de algumas guildas por aí. - Respondeu a rosada.

-Algumas? - Perguntou a ruiva.

-É, mas depois de um tempo acabo saindo. Só que a Gitana parece diferente, isso de viver em constante mudança me agrada muito. É bom para espantar a rotina. - Ela falou por alto, sem estar disposta a se aprofundar em seus motivos.

-É muito difícil ser aceito em uma guilda? - Perguntou Hikory curioso.

-Não, não precisa muita coisa, geralmente é só ser indicado por algum membro, ou convencer o mestre. Nesse caso, será a mestra, Miranda Nahage, estou curiosa sobre ela. Makarov, o mestre da Fairy Tail, disse que é o tipo de mulher que ele adoraria que acabasse com ele. E o mestre Bob, da Blue Pegasus, disse que é uma boa mulher, mas que às vezes comete umas certas gafes que não são dignas de uma dama…

A ruiva se levantou de repente da cadeira, com uma expressão de fúria no rosto.

-Eu vou matar o Makarov e o Bob! Vamos ver o que aqueles velhotes vão dizer de mim depois que eu esfola-los vivos! - Ela falou com ar fatal.

-An… acho que você acaba de revelar seu disfarce, minha querida. - Comentou a senhora Polly bebendo mais um gole do café.

A ruiva pareceu cair em si.

-É…

-Espera, você? Sério? - Perguntou Hikory.

-Impossível! Não tem nenhum poder mágico que… - Começou Maya se levantando da cadeira.

-Não tem, não é mesmo? - Perguntou a ruiva, e nesse momento, os dois sentiram como se uma gigantesca onda de poder mágico os envolvesse. - Miranda Nahage, ao seu dispor. - Se apresentou. - E se ainda precisam de uma prova... - Ela se virou e tirou afastou os longos cabelos do caminho, em seguida abaixou um pouco o vestido revelando a marca azul clara da guilda em suas costas.

-Porque… você não disse nada antes? - Perguntou Hikory.

-Eu queria saber um pouco mais de vocês antes. - Miranda ajeitou-se e voltou a se sentar. - Ver como agem de verdade. E depois de vê-los lutar mais cedo, e conversar dessa forma informal, já foi o bastante. Hikory, Maya, se querem realmente entrar na guilda preciso apenas falar com os dois individualmente. Depois, se tudo estiver nos conformes, eu mesma os levarei até a atual estadia da nossa sede.

 

Na guilda…

 

-A divisão, sob voto popular, ficou assim: o Andrew, a Naomi, a Maya e o Dan vão na cidade comprar decorações. - Disse Sage que estava lendo a divisão do trabalho.

-Não comprem nada muito exagerado. - Opinou Sync.

-Mas também não vão comprar algo sério demais, é uma festa. - Contrapôs Lyric.

-Dessa forma vocês nos deixam confusos. - Reclamou Dan.

-Não se preocupe Dan-kun, vamos dar um jeito. - Sussurrou Maya para o parceiro de time, fazendo o menino sorri-lhe parecendo mais tranquilo.

-Certo, para cozinhar teremos, o Edward, o Oliver, e, é claro, o J. - A loira continuou a leitura.

-Sério que nenhuma das garotas sabe cozinhar? - Perguntou Andrew curioso.

-Do mesmo jeito que nenhum de nós sabe bater lage. - Respondeu Oliver dando de ombros.

-Mas nem mesmo a Naomi? - Perguntou Edward. - É que, como você gosta tanto de comer…

-Poderia fazer sentido eu saber fazer, mas nunca aprendi. Prefiro ser degustadora, é a melhor parte! - Respondeu a morena animada.

-E por último, o restante ficará a cargo de limpar a guilda, levar as mesas para fora, fazer a fogueira e resolver qualquer pepino que surgir! Todos entenderam? - As pessoas responderam “sim” em unissono. - Então mãos à obra.

Lyric foi até o grupo que ia comprar as decorações.

-Aqui, o dinheiro da vaquinha para comprar as decorações. - Ela entregou a Andrew, e depois chamou Maya em particular. - Eu gostaria de ir com você mas do jeito que sou desastrada poderia quebrar alguma coisa antes de pagarmos. Ou depois. Ou poderia quebrar tudo…

-Está tudo bem Lyric-chan. Andrew-san e Naomi-san são boas pessoas, e o Dan-kun está junto. - Respondeu a rosada e levou a mão ao rosto da namorada fazendo um breve carinho que deixou a outra vermelha. - Você ficou no mesmo grupo que a Sage.

-Parece ser o carma da minha vida, ficar nos mesmos grupos que essa garota irritante. - Respondeu Lyric.

-Mas tente não brigar com ela hoje, tá? - Maya aconselhou e sorrindo pediu. - Me promete que vai tentar?

-Está bem, eu prometo fazer meu melhor. - Lyric assegurou. - E também, a guilda é grande, tem muito o que arrumar, ficarei o mínimo de tempo possível perto dela.

-Ei Maya, vamos? - Chamou Naomi.

-Estou indo. - Ela respondeu. - Até depois, minha estrela.

-A-a-até! - Lyric gaguejou voltando a ficar corada.

A tarde correu com todos empenhados na arrumação, os magos estavam animados e concentrados ao máximo, quando o sol começou a se pôr, eles pararam admirando seus feitos. A decoração consistia em panos presos ao longo de varais, o que deu ao lugar um ar de tenda sem teto, havia também cachos com flores e frutas, artisticamente distribuídos, além de estrelas pintadas com tinta fosforescente. As mesas estavam organizadas na periferia e a fogueira estava no centro. Havia um pequeno palco com alaúdes, flautas, pandeiros, acordeons, violas, entre outros instrumentos, que repousavam esperando o início da festa para serem tocados. E na mais longa mesa, vários tipos de petiscos estavam dispostos, além de um grande bolo apetitoso.

-É, acho que estamos de parabéns! - Falou Edward.

-Agora só temos que esperar a Miranda. - Dan comentou.

-E como é que vamos resistir a comer até ela chegar? - Perguntou Naomi parecendo muito preocupada.

Todos começaram a falar ao mesmo tempo, porém, de repente escutaram um chamado.

-J.! Onde você está?

-É ela! J., vai lá dentro e dá um jeito de traze-la aqui sem estragar a surpresa. - Instruiu Andrew.

-Vamos nos esconder. - Ordenou Sage.

-Para quê? - Perguntou Oliver.

-Deixa de ser estraga prazeres! - Reclamou Sync enquanto todos se dispersavam.

J. Entrou na guilda e subiu até a sala de Miranda, encontrando-a sentada em sua mesa, e tendo ali uma moça e um rapaz que olhavam para todos os lados, curiosos.

-Bem vinda de volta, mestra. - Ele disse com um leve sorriso.

-Voltei. - A ruiva respondeu em tom calmo, retribuindo o sorriso. - E trouxe companhia. J., esses são Maya e Hikory, acabei de marca-los, são nossos mais novos membros. Garotos, esse é J., nosso garçom e meu braço direito.  

-Sejam bem vindos. - O moreno disse os observando, Hikory agradeceu sorrindo, e Maya parecia o reparar da cabeça aos pés. - Vai ser nossa segunda Maya.

-Tem outra é? - Maya perguntou. - Isso pode ser divertido.

-Vamos, vamos apresentar vocês a todos. - Miranda se levantou e eles sairam juntos do escritório e caminharam ao longo do corredor. - Aliás J., está tudo tão quieto, algum motivo especial?

-Sim e não. - Respondeu o garçom enquanto eles desciam as escadas. - Na verdade Miranda, você devia ir lá fora. Estão todos esperando por você.

-Esperando por mim lá fora? Porque? - Ela lançou um olhar intrigado a J., que sacudiu a cabeça negativamente. - Eu vou ter que ver por mim mesma, é isso? Bem, vamos lá. - Eles atravessaram o salão em direção às portas e assim que as atravessaram puderam contemplar a decoração.

-Caramba! - Exclamou Hikory.

-Isso é uma festa? Porque se for, já estou adorando a guilda. - Comentou Maya.

-Festa? Mas porque? - Nem bem Miranda disse isso, de todos os lados surgiram os magos gritando surpresa e aplaudindo. A mestra sorriu parecendo ainda mais intrigada. -É uma festa para mim? Eu agradeço mas, ainda não entendo,  porque?

-Para comemorar o seu aniversário. - Explicou Sage. - Sabemos que não costuma comemorar mas esse ano resolvemos fazer algo diferente.

-O J. nos fez ver que não demonstramos nunca o quanto somos gratos. Talvez isso mude um pouco. - Lyric completou.

-Isso é… realmente uma grande surpresa. - Miranda lançou um breve olhar a J. e voltou-se para todos. - E veio a calhar, eu trouxe mais dois novos membros para a guilda, lhes apresento Hikory e Maya. Sim, como disse o J., nossa segunda Maya. Não sou boa com discursos, mas saibam que muito me alegra ver o quanto se esforçaram para fazer algo tão bom para mim, me emociona saber que sou digna de sentimentos assim da parte de vocês. Sem mais enrolação, vamos à festa, e que todos sintam-se em casa, pois é isso que a Cosmopolita Gitana é!

A partir daí, a música começou a tocar e as pessoas a conversar, comer, e se divertir. Não havia um rosto que não estivesse feliz, não havia um olhar que não esbanjasse animação. Até mesmo os recém chegados não demoraram a ver-se incluídos, sendo introduzidos nos grupos, nessa noite não houve perguntas sobre suas vidas anteriores, assim como funciona para cada recém chegado o primordial é que, primeiro, se sentissem bem e seguros, e só então contassem o que quisessem. Os conflitos e rivalidades foram deixados de lado, afinal a noite era de comemoração à Miranda. Esta falou com eles, e dançou com praticamente todos, afinal, ciganos costumam se entregar de coração à tudo que fazem, e expressam na dança os sentimentos mais profundos. A mestra, em dado momento, sentada em uma das mesas, observava a dança em torno da fogueira, as conversas em torno da mesa de comidas, quando J. se aproximou dela.

-J. - Ela chamou sem o olhar.

-Sim mestra? - Ele respondeu retribuindo o olhar.

-Meu aniversário? De onde você tirou isso? - Ela perguntou agora o observando e parecendo achar muito divertido.

-Eles precisavam de um objetivo em comum, ou acabariam perdendo o controle. - O garçom respondeu com os olhos negros brilhando, como um garoto que faz alguma travessura. - Mas não imaginei que resolveriam dar uma festa, pensei apenas que se comportariam.

Miranda soltou uma gargalhada.

-Acho que não vou contar a eles. Fica sendo esse o dia do meu aniversário de agora em diante. Afinal estão todos felizes. - Os dois observaram novamente, ficando calados por algum tempo. - Mas da próxima vez, isso de aniversário provavelmente não vai colar.

-Da próxima vez eu inventarei algo diferente. - O moreno respondeu. - No entanto, o que estamos fazendo aqui sentados?

-Tem razão, vamos dançar, é meu aniversário! - Ela se levantou. - E amanhã colocarei as novas missões disponíveis. Vamos comemorar!


Notas Finais


Finalmente terminamos a introdução, por assim dizer. No próximo começaremos as primeiras missões.

Acho que por hora é só!


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