História Cosmos - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Diário, Drama, Plutão, Suícidio
Exibições 7
Palavras 1.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


AQUI ESTOU EU!! Ouviram a música?? Gostaram?? Bem, lá vai o texto que prometi!

Capítulo 3 - Venha como você é


Querido diário,

Olhando assim, parece que eu sou uma ótima amiga, mas isso realmente é verdade? Olha lá, sabe, por exemplo, a Laurel, nós não estamos nos falando muito e a maioria dos meus esforços não parece resolver nada. O problema sou eu? Bom, talvez seja. Eu só não tenho certeza do que fazer, "meu coração está uma bagunça", é exatamente assim que eu me sinto, como se nada fosse o suficiente.

Eu não estou conseguindo escrever esses dias, nem mesmo desenhar, nem mesmo tocar violão ou nem mesmo dançar. Eu estou sem ânimo para essas coisas e a única coisa que eu quero e consigo fazer é pintar. Eu comecei faz alguns dias e eu gostei tanto que estou até guardando dinheiro, eu! Eu sei que eu não sou assim tão boa, mas quando eu olho para o quadro que eu fiz, eu me sinto tão orgulhosa de mim mesma! É quando eu sinto que finalmente posso fazer alguma coisa, como se minha vida fizesse um pouquinho só de sentido, como quando eu escuto a música "come as you are", do Nirvana.

Sabe, eu tinha decidido fazer isso da minha vida, eu queria ser pintora, mas, de toda forma, eu ainda queria estudar psiquiatria. Talvez eu possa fazer as duas coisas? Talvez eu possa estudar psiquiatria e pintar como um hobbie, ou talvez eu possa pintar e estudar a mente do meu próprio jeito, na internet, já que é isso que eu quero fazer: estudar a mente, não importa como. De alguma forma isso me fascinou, desde  a morte da minha mãe e desde aquele dia, eu passei a querer entender a minha e a mente dos outros, como se eu pudesse interpretar o mundo e dar mais valor á minha vida.

 Minha psicóloga diz que eu devo parar de procurar um sentido na vida, para mim parar de procurar algo tão difícil como isso e apenas viver, sem me preocupar com coisas banais, mas eu não consigo. Eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso e, desde a minha época emo-gótica-trevosa-das-trevas, eu não consigo parar de procurar as respostas para as minhas perguntas, como se minha vida dependesse disso e no fim, ela realmente depende, pois, sabe, diário, aqueles dias que você não quer falar com ninguém, só quer ficar deitado na cama? Pois é, eu preciso das respostas para superar esses dias.

Meus médicos dizem que eu não tenho depressão, sabe, e isso faz eu me sentir desvalorizada, como quando uma pequena dose do remédio já faz efeito e me ajuda a melhorar. Estranho, não é? Talvez eu só queira ter a mesma doença que a minha mãe, sabe, para eu me sentir como ela, para eu entendê-la. Eu acho que eu estou presa á ela, como se ela fosse tudo para mim, mas, sabe diário, ela é. Eu não consigo esquecê-la em um minuto qualquer e eu quero tanto, tanto falar com ela uma última vez, que meu coração até dói.

Talvez eu devesse esquecê-la, antes que eu me torne uma maníaca, antes que o buraco no meu coração fique maior, antes que eu me torne uma dependente de seu amor que não existe mais. Mas, sabe, diário, quando uma parte do seu coração se foi? Quando você você tem um buraco negro no seu peito que suga toda a sua felicidade? É assim que eu me sinto.

Meu amigo me disse para parar de tentar completar o meu vazio com os outros, ou seja, com amigos, para completar isso com a única parte viva da minha mãe, a minha irmã. Eu tenho pensado nisso ultimamente e eu quero falar com ela de novo. Eu já fui lá faz alguns dias e eu tive que ver o pai dela, meu antigo padrasto. Nada contra, eu não tive nenhum problema com ele, eu só fiquei meio incomodada quando eu tive que explicar para a minha irmã que ele não era o meu pai, mesmo depois dele me dizer que me considerava como uma filha.

Sabe, diário, está cada vez mais difícil confiar nas pessoas e eu não consegui acreditar quando ele  disse isso, assim como não consigo acreditar quando alguém diz que gosta de mim, ou quando diz que sou bonita. Sabe, diário, eu sei o que vejo e eu escolho aquilo que quero e aquilo que não quero acreditar, mas no fim, eu sei que sempre escolho não acreditar. Eu prefiro me prender ás minhas ideias pessimistas que me prender ás ideias positivas dos outros, essa é a mais pura verdade.

Mas no fim, eu adorei ir para lá. Eu consegui brincar com a minha irmã e descobrir algumas aventuras que eu tive quando era criança, eu pude me descobrir um pouco mais, diário,  e perceber como eu cresci, o tanto que eu mudei. Antes eu era muito animada e extrovertida e ouvir ele falar de todas as pessoas que sentiram a minha falta quando eu fui embora, fez eu me sentir muito feliz, porque foi quando eu percebi o quanto eu era amada. Mas isso tudo ficou no passado diário, e eu sei o quanto as pessoas me amam, eu só não quero perceber isso.

"Eu estou costurando meus olhos com agulhas", essa frase já diz tudo. Eu não quero perceber, não quero acreditar como me amam, porque, quando eu acreditar que é verdade, eu vou notar o quanto o amor é lindo e quando isso acontecer, eu sei, eu sei que eu vou passar a amar mais as pessoas e então, meu coração vai se abrir mais e mais.

Vai doer, diário, vai doer mais do que já dói hoje em dia. Vai doer tanto que eu não vou conseguir nem me levantar da cama. Vai doer tanto que eu vou morrer, morrer de tanto sofrer.

Diário, eu só acho que ninguém devia passar por isso, por essa dúvida, por essa tristeza, eu só acho que tudo seria bem melhor se não tivéssemos sentimentos. Mas isso seria errado, não podemos excluir nossos sentimentos dessa forma, eles fazem parte de nós, assim como nossos órgãos.

Obrigada por me ouvir,                                                                                                                                                                        

                                                 Plutão.                                                                                                                                      


Notas Finais


OIII


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