História Counting Stars - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Blaine Anderson, Brittany S. Pierce, Finn Hudson, Jefferson "Jeff" Sterling, Kurt Hummel, Nick Duval, Santana Lopez
Tags Blaine Anderson, Klaine, Kurt Hummel, Niff
Exibições 45
Palavras 2.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


enjoy <3

Capítulo 2 - The party


No final das contas eu realmente estava gostando do lugar.

Annie – no meio da viagem de carro ela acabou me contando qual era o nome dela – nos trouxe para uma social que ela tinha sido convidada no The Brewster – edifício encontrado no Upper West Side – e agora que eu parei de vomitar e minha cabeça parou de rodar eu realmente comecei a aproveitar a noite. Quem olhasse para mim quase não diria que eu estou sofrendo no momento. Quase.

Eu e Annie estávamos sentados em um sofá no canto do terraço, um pouco afastados do local onde todos estavam dançando. A musica agitada era contagiante e se eu ainda não tivesse um pouco de álcool no meu corpo com certeza estaria ali no meio dançando e tentando esquecer o desastre que foi esse dia.

Ao nosso lado em, um dos outros vários sofás que tinham por ali, alguns casais estavam se beijando ou observando as luzes da cidade. Observa-los talvez não fosse a escolha mais saudável a se fazer neste momento.

- Eu já volto, vou ver se arranjo algo para nós bebermos – ela falou, se levantando do sofá – Espero que você beba refrigerante porque você não vai mais colocar um pingo de álcool na sua boca essa noite.

- É, também acho que não seja uma boa ideia. Refrigerante está ótimo. – Respondi sorrindo.

Ela sorriu de volta para mim e se virou andando em direção a pequena multidão de convidados que continuavam a dançar como se não houvesse amanhã.

Minha primeira vista dela não tinha passado de um grande borrão, mas agora que minha visão tinha clareado e meus sentidos tinham voltado ao normal eu pude perceber o quanto ela é bonita – e como ela tem um gosto fashion impecável.

Ela é uma daquelas mulheres de tirar o fôlego, e se eu não fosse gay com certeza teria um crush nela. Ela estava usando um macacão ombro a ombro branco que contrastava perfeitamente com sua pele morena, com os cachos aloirados caindo soltos até o meio de suas costas. Seu cabelo só ressaltava o quão definido seu rosto era e o quão bonito eram seus olhos cor de âmbar. E ela obviamente ia para academia pois aquele corpo era impecável.

Enquanto eu esperava por ela eu comecei a pensar no quão importante ela deveria ser para ser convidada para uma festa em um dos locais mais caros para de morar em Nova York. Ela realmente transmitia um ar de seriedade mesmo sendo tão gentil, combinação não muito frequente por aqui.

- Hey, aqui sua bebida.

Olhei para cima um pouco assustado, eu realmente não tinha a visto chegar, mas logo sorri para ela e aceitei a bebida, e ela voltou a sentar ao meu lado com seu próprio copo em mãos.

- Então estranho, você ainda não me falou seu nome.

- Ah, me desculpe – coloquei meu refrigerante de lado e, um pouco embaraçado, estendi minha mão para ela – Kurt. Kurt Hummel.

Ela aceitou minha mão e nos cumprimentamos.

- Bom Kurt Hummel, me permite fazer uma pergunta? – Olhei para ela, curiosidade obvia em meu olhar.

- Claro.

- O que o levou a passar o dia de ação de graças sozinho no estacionamento de uma loja de conveniências e quase sofrendo um coma alcoólico?

- Ahn... Eu... – Eu comecei a passar a mão em minha nuca, deixando claro meu nervosismo com a pergunta. Realmente não era algo que eu pensava estar contando tão cedo, e para uma completa estranha.

- Ah, entendi. Se não quiser responder está tudo bem Kurt.

- Não, não, está tudo bem. É só que... bem, eu rompi com meu namorado hoje – eu franzi o cenho para mim mesmo – bom, eu acho que rompi. Eu descobri que ele estava me traindo e eu meio que... só sai e deixei os dois lá.

- Você é gay? – Ela me perguntou com os olhos arregalados.

Eu parei e me observei por um momento. Tudo bem que minha roupa estava um pouco bagunçada agora, mas ainda deixava obvia a minha sexualidade.

- Essa pergunta é seria? – Ela olhou para mim e começou a rir.

- Não, claro que não. Me desculpe. – Ela deu um gole em sua bebida e eu dei na minha – Eu sinto muito por vocês Kurt, você tem todo o direito de ficar triste, mas eu acho que você não deveria. Pelo menos você descobriu isso cedo, imagine se você tivesse descoberto depois de terem casado e adotado filhos ou sei lá.

- É, tem razão. Por que eu deveria chorar por um cara que eu pensava que iria envelhecer junto, mas que eu descobri a menos de seis horas que ele me traia, certo?

- Okay, você não quer ajuda no momento. Bom, se você não está feliz por ter se livrado de um idiota desses que claramente confundiu ação de graças com o natal, eu estou. Eu gostei de você e vou te ajudar a esquecer este cara. – Ela se levantou e estendeu a mão para mim – Agora vamos arrumar um cara rico com um pau enorme para você passar a noite em cima.

Ela tinha me acolhido aquela noite, se preocupado com um total estranho e agora oferecia ajuda, e tudo que eu poderia fazer era aceitar essa ajuda, não só porque eu estava mesmo precisando de ajuda no momento, mas porque depois de tudo que ela tinha feito por mim em uma única eu simplesmente não poderia dizer não.

E também, ela me lembrava uma certa latina sangue quente que eu amava muito.

Eu aceitei sua mão e me deixei ser guiado para o meio da pista de dança.

[...]

Pov Annie

Eram quase seis da manhã quando, finalmente, as coisas acalmaram por ali.

Perto das duas quando Kurt caiu no sono e eu tive que leva-lo para algum quarto. Eu tenho admitir, a principio eu estava sendo boa com ele por pena, mas depois de um pouco de conversa eu percebi foi uma boa coisa eu tê-lo trago comigo.

Entre os intervalos das musicas ou quando parávamos um pouco de pular no meio da pista de dança improvisada da festa ele me contava coisas sobre ele. Coisas como ele já ter 22 e estudar moda na NYU – não que eu não pudesse adivinhar isso por conta própria –, ou que ele costumava viver com duas amigas do ensino médio na parte norte da cidade, mas como elas decidiram casar agora ele vivia sozinho no apartamento.

Ele também me contou um pouco sobre o tal de Adam, como ele tinha deixado sua cidade natal para trás totalmente devastado e que sem Adam ele com certeza teria voltado atrás e procurado seu primeiro amor – que só anos depois ele descobriu que ele também amava Kurt, mas já era tarde demais – e provavelmente acabaria deixando seu sonho para trás por ele. Ele contou como Adam sempre foi um perfeito cavalheiro, sempre carinhoso, disponível para qualquer hora e ocasião, sempre fazendo Kurt se sentir o único no mundo mesmo antes de ele começar a ser – ou que ele pensava ser – e como ele realmente via um futuro para eles. Se alguém lhe contasse que Adam o traia ele chamaria a pessoa de louca.

E eu acabei contando coisas sobre mim também. Falei sobre como eu comecei a faculdade de Publicidade e Propaganda, mas acabei largando por causa de um amigo e em como eu acabei me tornando a empresaria dele que, aliás, deveria ser o anfitrião da noite, mas que nem deu as caras. Também comentei que eu e meu irmão tínhamos vindo para os Estados Unidos a estudo na época do ensino médio e como eu acabei casada com esse meu amigo por motivos... de interesse das duas partes, mas que nós tínhamos nos divorciado porque ele é o rei da gaylândia e dormir na mesma casa que ele era impossível, e que agora eu estou noiva de verdade.

E depois de toda conversa, bebidas e danças aqui estou eu vendo o sol iluminando a cidade que nunca dorme na varanda da cobertura do meu melhor amigo.

- Não foi dormir mana? – Virei para o lado e vi meu irmão encostado no batente da porta.

- Como se isso fosse uma opção, Jeff. – respondi com um sorriso de canto.

Eu e meu irmão não parecíamos em nada, literalmente em nada. Às vezes eu ainda me perguntava se nós realmente compartilhávamos a mesma mãe.

Jeff era branco, estatura media e cabelo loiro. Ele transmitia o mesmo ar que os surfistas californianos, sempre despreocupados e deligados com a vida. Não me surpreendi quando ele contou para nós que ele queria ser um atleta profissional.

Eu tinha cerca de 4 anos quando minha mãe chegou em casa, mãos dadas com um cara que mais parecia um vampiro de tão branco e me contou que ele seria meu novo papai e que eu teria um irmãozinho. Não posso dizer o quão feliz eu estava, até saber que irmãos são um porre. Eu tive que aprender do jeito difícil.

E quando eu vim para cá, eu vim uns 2 anos antes que ele e acabei estudando aqui mesmo, em Nova York. Diferentemente de mim, nosso pai acabou mandando ele para uma escola acadêmica de tempo integral só para meninos, já que ele não confiava no Jeff andando por ai sozinho em uma cidade desse tamanho.

- Que horas a festa acabou?

- A uma hora mais ou menos, lá pras cinco da manhã.

- O que os meus irmãos incestuosos favoritos estão fazendo acordados a essa hora da manhã?

Perguntou meu melhor amigo se juntando a nós a varanda. Ele se aproximou do meu irmão e o abraçou por trás, começando a beijar seu pescoço, deixando mais uma marca entre as varias que já eram vistas ali.

- Por favor, vocês sabem que eu não gosto de ver vocês se pegando. – falei rolando os olhos para os dois – Pelo menos não quando o meu noivo não está aqui. – murmurei para mim.

- Awnn Annie, com ciúmes?  Posso deixar alguns chupões no seu pescoço também. – Ele falou largando meu irmão e tentando me puxar pela cintura.

- Vai se foder Anderson. – Respondi rolando meus olhos mais uma vez e saindo de perto dele. – Aliás eu estava te procurando ontem a noite, porque você não apareceu? Na sua própria festa, por falar nisso.

- Bom, eu encontrei um loiro no meio do meu caminho para o terraço me implorando por um sexo selvagem.

Rolei meus olhos de novo enquanto Blaine voltava sua atenção para o pescoço do meu irmão novamente.

- Eu queria saber quando vocês vão parar de transar sem compromisso e assumirem o que tem.

- Você sabe que eu transo, eu não namoro. – Blaine respondeu entre os beijos que ele estava distribuindo pelo pescoço do meu irmão.

- Enfim – Cortei, ignorando o que ele tinha acabado de dizer –, eu tinha conseguido uma transa para você, e eu acho que você teria gostado. Alto, branquinho, cabelo castanho, lembra vagamente a imagem de um elfo. Ele acabou de terminar com o namorado então eu tenho certeza que ele não procura nada mais do que uma foda casual. Você nem precisaria mais ver ele porque ele estuda moda na NYU e isso é uns 25km de diferença da NYADA. Vocês só se encontrariam se você tivesse muito azar.

- Sabe, eu costumava morar com um menino na minha escola que o sonho era ir para NYU estudar moda, ele era um bom amigo, mas depois que ele foi aceito eu nunca mais ouvi falar dele.

- Sabe o que eu lembrei também? Lembra quando você tinha acabado de chegar aqui e a gente tinha acabado de virar amigos? Sempre que a gente saia você não conseguia para de falar de ex que tinha vindo para cá, e como você amava ele, e como você queria ele de volta e toda essa coisa de menino apaixonado. Como era o nome dele mesmo? Aposto que você nem lembra mais. Era algo com Y? não, W...? Não, não começa com K!

Blaine tinha se afastado de Jeff e agora tinha se apoiado de costas nas grades da varanda, olhando para nós.

- Kurt.

- Isso! Kurt! – foi quando eu ouvi algo fazer clic em minha cabeça – K-Kurt?

- É, Kurt.

- Kurt? – eu ouvi Jeff sussurrar com a testa franzida.

- Eu me lembro dele muito bem, foram os piores meses da minha vida aqueles que eu passei tentando esquecer ele – Ele fez uma careta – mas ainda bem que ele me deixou por que agora eu posso foder o seu irmão e quem mais eu quiser. – Blaine falou tentando puxar Jeff para si de novo.

Jeff tirou a mão de Blaine que tentava o puxar de si e começou a andar pra dentro do apartamento.

- S-sabe de uma coisa? Eu lembrei que eu tenho uma coisa para fazer... lá em casa... e... tchau – Falou depois de pegar sua blusa no chão da sala e sair pela porta.

- Sabe de uma coisa? – falei também, indo em direção da sala também – Eu acabei de lembrar que eu tenho umas coisa para terminar ali, ali dentro – Falei apontando para o corredor dos quartos – Tchau.

E como um foguete eu corri para dentro do quarto onde eu tinha colocado Kurt, não sem antes ouvir um “seus esquisitos!” de um Blaine totalmente confuso? 


Notas Finais


se encontrarem algum erro por favor me avisem que eu vou corrigir.
A comparação de ação de graças e natal que eu fiz, para quem não entendeu eu tentei ser engraçada, tipo natal compartilhar pegar o namorado com outro bla bla bla; perdoem o humor ruim e não desistam da fic

Gente eu sei que já to devendo um monte de fic pra vocês, mas eu tava pensando em começar a traduzir alguma fic para vocês para os dias que eu ficar sem inspiração e vocês não terem que esperar muito tempo sem nada pra ler. Então se vocês quiserem é só me falar uma que vocês gostariam :))


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