História Courage And Love. (Romance Gay) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Exibições 157
Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou aqui mais.uma vez! Desculpe ter demorado tanto assim para postar, estava tento provas e trabalhos para entregar me desculpem!
E como vários de vocês pediram, eu fiz um P.o.v do Beck. Espero que gostem e que se surpreendem.

Capítulo 4 - Capítulo 4. Far from the others, close to each other


Fanfic / Fanfiction Courage And Love. (Romance Gay) - Capítulo 4 - Capítulo 4. Far from the others, close to each other

Beck 

Estava a caminho de casa, tinha acabado de deixar Robbie na dele, lembro que por muito tempo não tinha noites tão calmas e agradáveis como esta. Robbie era uma pessoa um pouco anormal de certo modo, mas era isso que eu gostava nele, o garoto não era igual às outras pessoas, mas não sabia dizer ao certo o que era porem eu sabia que ele era diferente. Um diferente bom. Seu jeito desengonçado e desajeitado me chamava atenção e me fazia dar boas risadas, deve ser por esse e mais alguns motivos que nos dois viramos amigos. Bons amigos.

Lembro-me da peça da escola, como estava sendo difíceis essas ultimas se fosse apenas a parte de atuação e ensaios estava tudo bem, mas tinha outras coisas que o teatro trouxe a tona e que me fez ter muitas dores de cabeça. Começa por Jade, eu amo a minha namorada eu juro, embora estejam tento vários conflitos em nosso relacionamento que cá entre nós nunca foi um mar de rosas. Depois do anuncio de Sikowitz e a noticia que eu e Robbie tínhamos que interpretar um casal homossexual minutos depois da aula acabar Jade explodiu de raiva como se aquilo fosse o fim do mundo para ela.

Acabamos brigando por isso varias vezes enquanto nos preparamos para peça que seria daqui a algumas semanas. Eu e jade tínhamos terminado e voltados varias vezes, eu nunca parei de gostar dela, mas ama-la era um assunto diferente. Sempre me perguntei se o que eu sentia por ela era realmente amor, as duvidas com tempo foram ficando mais frequentes em meus dias e isso acabou afetante meu relacionamento com Jade e o assunto da peça serviu apenas para intensificar essas brigas e ela ter outro motivo para gritar comigo.

Jade me chamava atenção de varias maneiras, seu corpo esbelto o cabelo sedoso e sua beleza inigualável. Também avia mais uma coisa no seu modo de pensar e seu insistindo de dizer tudo o que pensa sem medo das consequências, antes essas coisas me chamavam muita atenção me fizeram gostar dela. Mas e agora? Por que essas coisas foram perdendo o efeito que tinham sobre mim? Nada era como antes, parecia que nada mudou, mas sei que alguma coisa aconteceu. Sentia-me sozinho mesmo na presença dela seus toques não me faziam arrepiar e seus beijos para mim não tinha mais o mesmo sentimento de antes. 

Sempre que penso nisso eu me sinto mal, eu não sabia mais o que sentir e o que era certo, eu deveria terminar com ela ou continuar com ela? Eu sabia que Jade me amava e eu não queria machuca-la, ela pode parecer uma pessoa sem sentimentos e durona, mas na verdade ela tem um coração sensível e uma alma frágil que consegui ver isso durante o tempo, porem tinha sua parte ruim como sua personalidade malvada. Não quero machuca-la, mas ficando com ela sei que a felicidade não aparecera novamente em meu coração.

Depois de mais alguns minutos refletindo dentro do carro decido entrar, eu morava em um trailer no jardim de trás dos meus pais. Assim eu poderia fazer o que eu quiser lá. “Meu teto, minhas regras”. Era isso que meu pai sempre me dizia em casa, agora eu dito minhas próprias regras mesmo morando dentro de um Trailer no jardim dos meus pais. Por sorte minha mãe sempre me trazia comida e eu ficava feliz por isso, ela sempre me entendeu ou tentava entender isso era bom. Destranco e entro no Trailer, tudo estava do jeito que deixei de amanha tudo estava bagunçado por eu não umas das pessoas mais organizado do mundo. Começo tirando minha roupa colocando um pijama confortável, uma calça de moletom folgada e uma camisa regata branca. 

Coloco a roupa suja em um canto, me jogo na minha pequena cama e me espreguiço entre os lençóis bagunçados jogados na cama, estava pensando em tantas coisas que não estava com um pingo de sono se quer. Sento-me e olho pela janela do trailer o céu com poucas estrelas e sem lua. Suspiro e arrumo minhas costas ficando em uma posição confortável. 

Entre mil pensamentos e questões minha mente se direciona a uma única pessoa, Robbie. Um dos meus melhores amigos era o que ocupava minha mente quando eu ficava imerso em meus pensamentos, tinha tantas coisas que poderia pensar, mas era em Robbie que os ocupava. Relembro dos nossos ensaios e as cenas constrangedoras de beijos e que por mais que eu não queria admitir para meus amigos também estava muito nervoso. Eu entrei tanto no personagem que eu comecei a sentir algo por Robbie ou Josh. Eu não sei! Por isso quis sair com ele, sozinho e eu tive uma única responda, eu sentia alguma coisa; e essa resposta veio acompanhada por outras perguntas. 

Em quase todos os momentos que eu interpretava o personagem Matthew na peça, eu podia sentir o sentimento que os nossos personagens tinha um pelo outro era algo enlouquecedor, apaixonante e cheio de sentimento. A única palavra que pode descrever bem tudo isso é o amor que avia entre eles.

E isso de alguma formar começou a me afeta diretamente em meus sentimentos por aquele que estava atuando, meu parceiro, Robbie parecia estar atuando com sentimento ele conseguia interpretar muito bem os sentimentos do personagem fazer o publico sentir o que o personagem estava sentindo, agora tinha visto como Robbie tinha evoluído durante os anos, sua atuação estava ótima aos meus olhos. 

Agora a única certeza que tinha é que algo avia mudado dentro de mim em relação à Robbie, não era igual o sentimento que eu me apaixonei pela Jade, era diferente, tão mais profundo e melancólico. Com palavras era difícil de explicar e fico indagando a mim mesmo se eu realmente estou ficando louco deixando o meu personagem tomar o controle sobre mim tornando seus sentimentos meus sentimentos, e por que isso parecia tão certo. Era como estar amando novamente, só que ao mesmo tempo a culpa me queimava por dentro.

Jade era a pessoa que eu tinha a certeza que me amava e mesmo tendo minhas duvidas sobre o que eu sentia por ela. Eu não sabia como falar para ela que eu não a queria mais não tinha a coragem suficiente para dar está noticia a ela, de todo meu coração eu não queria machuca-la e deixa-la com raiva ou até mesmo ódio, ela estava começando a perceber a minha aproximação com Robbie e agora ela culpava Robbie pelas nossas brigas. Tinha medo que ela pudesse fazer algo contra Robbie, eu sei que ela seria capaz de qualquer coisa.  

Mesmo todas essas coisas que poderiam acontecer eu já não podia mais fingir ser o casal perfeito na frente das pessoas e quando elas não estão olhando sermos totalmente ao contrario. Oh Deus o que está acontecendo comigo? Isso não é normal! 

Balanço minha cabeça e me deito na cama, olho para o teto e tento esquecer todos esses pensamentos turbulentos que me atormentavam. Pego meu celular e coloco meus fones de ouvido, me lembrando da musica que Robbie estava cantarolando durante o caminho, era como aquela musica tivesse algum significado e eu tinha descobrir o seu nome. Coloco no aleatório e fico lá esparramado na cama, o sono de mansinho vem me cercando e me faz fechar os olhos aos poucos me trazendo uma sensação confortável e logo apago por completo.

[...]

Encontrava-me mais uma vez dentro do carro indo para casa da Jade busca-la, dizia ela que não gostava de dirigir de dia, mas ela nunca me contou o porque e também não me importava saber agora. Estaciono na frente da casa dela e buzino e depois ela sai de lá com fogo saindo pelas suas narinas, como um touro bravo. “O que será dessa vez?” penso enquanto via Jade entrar no carro e me encarar com fogo nos olhos. 

-Bom dia meu amor. – Me inclino e a beijo para irrita-la ainda mais. – Tudo bem?

-Tudo está perfeito! – Ela praticamente grita e sinto o sarcasmo em sua voz. 

-O que foi? – Ligo o carro e acelero.

-Você está estranho Beck, sempre pensando demais e... – Mesmo sabendo o que ela ia disser fico quieto e escuto. – Está distante nas ultimas semanas, é por causa daquela maldita peça não é?

Continuo olhando para a estrada evitando encara-la, Jade não demorou a perceber, agora era mais um daqueles momentos constrangedores que eu não sabia como a responder, como poderia dizer que não era apenas a peça e sim tudo o que nós cerca o relacionamento que está indo a ladeira abaixo e os sentimentos que eu sentia por ela desaparecendo aos poucos e que agora apenas restava seus vestígios para contar a historia de algo que já se foi.

-Não é nada disso, não tem nada a ver com a peça. – Digo tentando manter a voz firme para não gaguejar.

-Beck Oliver, não minta para mim. – Sabia que estava a machucando mentindo tão descaradamente e deixando duvidas em sua mente que já é perturbada. Isso também doía em mim, porem não tinha a coragem para falar isso para ela e medo dela me atacar enquanto eu estou dirigindo por sorte estávamos a metros de Hollywood Arts. – Robbie, então é ele!

-O que? Não! – Estaciono o carro e ela sai em disparada, fecho o carro e a sigo. 

Corro tentando alcança-la enquanto todos olhavam para mim. Finalmente consigo segura-la, encosto ela na parede e a olho nos seus olhos verdes escuros tão belos quando a primavera e tão sombrios e calmos como a noite. Beijo-a com todo sentimento que me restava em relação a ela e o nosso namoro que para mim era sem sentido, mas eu não queria machuca-la e eu gostava tanto dela, passei tanto tempo com ela que era impossível não ama-la, mas não a amava como ela imaginava. 

-Não é Robbie. – Afirmo depois do beijo, ela me olha e segura no meu rosto.

-Eu acredito em você, Oliver. – Ela me beija novamente, sem se importar com as pessoas em volta.

Ficamos ali, conversando um pouco e eu a convenso que é apenas uma fase que estou passando, como era ruim enganar uma pessoa que você gosta e se importar, sabia no fundo que uma hora tinha que falar com ela sobre o possível termino do nosso namoro, mas ela parecia tão frágil. Para ela agora tudo estava bem, parecia que no seu olhar transparecia a imagem do nosso namoro que para todos somos o casal perfeito e para mim nada mais que uma ilusão para as pessoas que nos cercam.

-Opa! Estou atrapalhando casal. – Escuto a voz de Tori e me separo de Jade, as duas se olham e era possível ver o ódio que avia entre as duas, a maior parte vindo de Jade. 

-O que você quer? – Pergunta Jade com seu humor já conhecido por todos.

Viro-me para encarar Jade e Robbie estava com ela, o garoto de cabelos encaracolados estava com a aparência cansada e desanimada, me lembro de que Robbie era cheio de vida a tempos atrás, mesmo nos piores dias ele cantava e tocava seu vilão alegrando todos com suas musicas idiotas. Agora ele estava ao contrario, agora era sempre difícil ver Robbie sorrir e ficar animado, nem mesmo Cat conseguia fazer ele se animar às vezes. O que será que está acontecendo com Robbie?

-Apenas para avisa-los que hoje não teremos a primeira aula, o professor teve um pequeno imprevisto e não pode vir. – Fico olhando para Robbie que estava mexendo em seu celular. – Que tal irmos para o café então, aproxima aula vai demorar um pouco. 

-Ok. – Diz Jade. 

-Pessoal eu vou ao banheiro depois eu encontro vocês. – Robbie diz e se despede de nós e anda em disparada direção aos banheiros, eu o sigo com os olhos. 

-Eu também tenho que ir, licença. – Falo e vou atrás, eu pensava no que eu iria dizer para ele, o cacheado parecia tão melancólico e tristonho. Queria saber o que estava acontecendo com ele, me preocupava com meu amigo.

Entro no banheiro e vejo a cena de Robbie lavando o rosto, fico em silencio e vou me aproximando aos poucos, ele ainda não me percebe sua cabeça estava baixa e ouso um soluço vindo de Robbie. Ele levanta a cabeça e percebe, Robbie dá um pulo e fica estatico olhando para mim, percebo que seus olhos estavam começando a ficar vermelhos e seu rosto pálido estava com as bochechas coradas. Ele estava chorando?

-Beck, o que está fazendo aqui? – Me aproximo e encosto na pia. 

-Eu vim aqui para falar com você, Robbie está acontecendo algo? – O silencio toma conta do banheiro estava somente nós dois ali, já que a aula avia começada há poucos minutos atrás. Ele não responde apenas abaixa a cabeça. 

-Não está acontecendo nada, Beck. – Sabia que ele estava mentindo. 

-Olha, não precisa mentir para mim. Sei que está acontecendo alguma coisa, mas se não quiser me contar tudo bem. – Falo colocando a mão em seu ombro e olhando no fundo dos seus olhos sem brilho. Eu dou passos para trás, mas Robbie me segura pelo pulso. 

-Eu quero te contar você é um bom amigo, mas agora não é a hora certa. 

-Tudo bem, se precisar de mim é só me chamar. – Falo o mais simpático possível, uma vontade incontrolável de abraçar aquele ser na minha frente surge e assim faço.

Abraço ele e demora um pouco até que ele me abrace de volta e encosta a cabeça no meu ombro, seu cheiro era bom, doce como baunilha. Tento não me senti estranho naquela posição, mas era quase impossível. Foi então que eu percebi que teria que ter a conversa com Jade, por mais que gostasse dela eu tinha que fazer isso não aguentava viver em mentiras. 

Sinto nossos corações batendo juntos e isso me trás uma sensação de relaxamento imediata por alguns segundos, parecia que o tempo tinha parado e era somente eu e ele.

Robbie se afasta e me olha.

-Agora temos que ir. – Ele fala com um sorriso no rosto e em seus olhos começam a aparecer o brilho que faltava fazendo a feição desanimada de antes sumir e aparecer o Robbie que eu tanto gostava. 

-Vamos. 

Andamos até o café onde as meninas estavam conversando, olho para Jade e a sensação de culpa novamente aparece e me faz crer que eu tinha que ter a conversa não só por mim, mas também para ela. Jade merecia a verdade e eu merecia a minha felicidade de volta.  


Notas Finais


Gostaram?! Se não ficou bom me desculpem. Cometem o que acharam!!! Isso sempre.ajuda muito a autora aqui!
Beijos e ate o próximo prometo não demorar.


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