História Coven - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Charlotte, Clã, Londres, Originais, Suprema
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Palavras 2.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Drei


Mundo mágico da Alemanha, 2000.

Charlotte estava deitada no seu quarto no alojamento. Era o último dos últimos, no topo de uma grande e rica casa do mundo mágico. Dividia o cômodo com mais três meninas. Jean, Belle e Laurel.

Jean era sua melhor amiga, com cabelos ruivos e olhos castanhos ela encantava qualquer um que estivesse junto delas. As duas eram simplesmente inseparáveis, faziam tudo juntas; Belle e Laurel eram mais populares do que qualquer um daquele lugar e, com seus 14 anos de idade — assim como Charlotte e Jean —, pareciam não ter nenhum poder, pois não levantavam nem mesmo a rosa que ficava todos os dias sobre o piano da sala de estar da casa.

Tudo estava calmo naquele dia. Não estava calor e nem frio, o tempo ameno era maravilhoso. Você poderia fazer qualquer e isso encantava os olhos de Charlotte. A loira não fazia do que fazer para entreter-se, nada parecia divertido naquele mundo. Tudo era proibido, absolutamente tudo. Não se podia pular nas árvores, brincar com as varinhas ou até mesmo jogar bola, era um mundo chato. O mais chato dos mundos onde se poderia morar.

A menina levantou-se da cama e olhou pela janela, a fim de encontrar algo novo. Os prédios continuavam iguais, as criancinhas ainda corriam ao redor do parquinho da grande casa e a floresta proibida continuava ali, mais proibida do que nunca, aumentando a curiosidade de todos ao seu redor.

— Quer ir até lá? — Uma voz masculina e levemente rouca falou — Venha! Vai ser divertido!

Charlote olhou para os dois lados e puxou sua varinha de debaixo da cama. Sussurrou algumas palavras baixas e transportou-se até o gramado do lado de fora da janela. O menino que a chamava sorriu.

— Me chamo Aaron Zorn! De A á Z — Brincou sorridente — E você?

—Meu nome é Charlotte Waxweiler, mas pode me chamar de Charlie — Respondeu e Aaron sorriu. Olhos cor de mel e cabelos loiros escuros, seus traços eram de um legítimo alemão.

Os dois começaram a andar em direção á floresta. Aaron parecia um pouco assustado com tudo que acontecia. Talvez ele tivesse se oferecido para ir até a floresta num ato corajoso; talvez não tivesse considerado a chance de Charlotte aceitar a oferta.

Quanto mais se aproximavam da floresta, mais dava para se sentir o cheiro da madeira encantada, da lama e do aroma das flores perigosas e venenosas que ali viviam. Não era á toa que chamavam de floresta proibida. Lá a magia negra reinava e tudo poderia resultar em algo perigoso ou, até mesmo, mortal, dependendo de quem encontrasse. Diziam nas aulas de botânica II que as plantas davam um perfume tão maravilhoso que contagiava alguém até mesmo mais do que o canto de uma bela sereia. Nas aulas de História não era anormal as professoras alertarem das lendas da floresta: pessoas morriam ao pisar na lama encantada, caiam de árvores e, se voltavam — coisa que raramente acontecia — já possuíam a magia negra dentro de si.

— Como fazemos para entrar? — Aaron perguntou para Charlotte, que parecia bem mais decidida, á entrar do que ele — Os guardas fecham esse lugar 24h por dia.

Charlote apontou para um canto mais escuro.

— Ali tem um guarda só, podemos relatar algum ocorrido. Ele vai ajudar e nós entramos. Nunca pensariam que duas crianças gostariam de entrar naquele, muito menos depois de tantos alertas dos professores e moradores.

Ele concordou.

Aproximaram-se dos guardas com rosto falsamente preocupados. O homem lhes perguntou por que estavam ali, juntos eles enjambraram uma história triste, falando que uma criatura mágica tinha invadido o parquinho do lado norte da casa e que as crianças estavam chorando e pedindo para que alguém ajuda-las. O homem saiu correndo com o rosto branco de susto. Nunca um animal invadira um parquinho antes.

Charlote e Aaron gargalharam e entraram na floresta por uma brecha entre duas árvores.

Eram tantas perguntas em suas cabeças.

O que vivia ali? Que plantas existiam? Os animais eram tão malucos assim? Tudo brilhava feito uma purpurina de tom escuro? Não era possível.

O cheiro de dentro do grande emaranhado de árvores era forte e não tão bom como descrito nas aulas. O veneno corria pelas raízes da árvore e lama realmente existia. Quanto mais eles desbravavam da floresta, mais assustadora e tenebrosa ela ficava. Porém, nenhum deles desistia. Ter entrado na floresta era longe demais para se desistir. Estavam longe demais.

Charlotte pensou no que Jean falaria. Provavelmente a ruiva começaria um discurso enorme, citando todos os perigos que eles estavam correndo e como seriam punidos depois.

— Aaron — Charlotte chamou. Ele a encarou enquanto pulavam uma pedra e encontravam um riacho — De onde você é? Nós estamos dando uma volta em um lugar proibido e eu, literalmente, acabei de te conhecer.

Ele riu.

— Sou filho de um dos mercadores do rio, meu pai viaja bastante e por isso moro com uma governanta, assim como você. Ela é legal, mas todos são muito protetores... De onde você vem?

— Meus pais me trouxeram para cá dizendo que o mundo de fora estava proibido para mim de ali em diante. Mas ainda quero voltar para as vilas da Alemanha, quero viver entre os humanos. Eu e meu pai éramos os únicos da Familie.

— Era divertido viver entre os humanos?

Pendurou-se sobre um galho de árvore antes de responder. Tinham chegado ao riacho.

— Eu não podia fazer nada, sabe? Era péssimo ser controlado. Penso que, se eu fosse uma adulta, no mundo dos humanos eu poderia ser mais livre — Fez uma pausa e suspirou. Aaron apenas concordou com a cabeça e apontou para um cipó, indicando que poderiam usar para atravessar o riacho.

Por alguns minutos a insegurança entrou em Charlotte como uma flecha. Era perigoso, mesmo com magia. Aaron foi primeiro e conseguiu depois jogou o cipó para Charlotte, que agarrou com as duas mãos.

— Não acho que isso vai dar certo, Zorn — Disse olhando para baixo, mesmo adorando andar com as vassouras mágicas, achava a altura e o perigo daquilo ali muito superior — Você acha?

— Acho que não saberemos se você não tentar — Ela riu rápida e tristemente.

Era verdade. Para saber o que acontecia depois tinha que continuar vivendo, não parar nos lugares. A vida era como um filme e aqueles obstáculos representavam os milhares de pauses que eram dados até o fim da trama. Não saberia se não tentasse.

— Ok — Respondeu a loira dando um suspiro logo depois — Vou tentar.

— Minha mão estará aqui para te receber — Mesmo com a longa distância, Aaron esticou o braço para que ela segurasse quando colocasse os pés no chão.

E então Charlotte pulou.

Porém, ao invés de receber o chão nos pés para ficar em segurança absoluta, foi tomada por uma camada de água negra, que a engoliu por inteiro.

A floresta negra estava engolindo-a.

Ambos sabiam e tinham total consciência daquilo.

Mas aquilo era só mais um dos milhares de pauses.

Tinha que ser.

Tinha que terminar de viver aquela vida. Charlotte sabia que tinha que resistir o suficiente para ver o fim da sua própria história.

 

Londres, Inglaterra. 2014.

O mundo mágico era algo complexo e delicado, assim como o mundo “real” e “único” como os humanos costumam chamar por todos os cantos onde passo. Os dois mundos funcionam de forma muito parecida.

Cada país do mundo “real” tem seu próprio mundo mágico e os bruxos são autorizados a trocar de local somente após escreverem uma carta ao governo de mundo mágico onde desejam ir. O governo de um mundo mágico é o ministério da magia, o da Alemanha – meu país de origem – chamasse UADM (União Alemã da Magia) e o de Londres chamasse PML (País Mágico Londrino).

Temos regras como todas as outras pessoas do universo, entre elas:

1.Nunca comprar no mercado negro.

2.Nunca mate nenhum membro do mundo mágico. Seja ele(a) bruxo(a), Elfo, Fada, Sereia, Troll, Fênix ou Dragão. É proibido.

3.Nunca utilizar magia para ganhar bens ou subir na vida, dentro ou fora do mundo mágico. Tudo deve ser conquistado com muito trabalho.

4.Nunca utilize quaisquer tipos de magia além da branca, caso contrário, será julgado e terá uma penalidade escolhida de acordo com a gravidade da infração, sendo ela a retirada de seus poderes e, talvez, morte em casos que envolvam a magia negra.

 

Ou seja, nesta linha de raciocínio, eu deveria estar mais morta que qualquer outra pessoa.

Qualquer infração á qualquer uma destas regras, reflete em todos os mundos mágicos, se você foi criminoso em um, será em outro. Se for procurado, vai ser em todos. Por isso existe a União dos Ministérios, que serve justamente para os governos conversarem entre si para resolver os problemas que os envolvem. Nos últimos dez anos tenho sido a pauta principal da União dos Ministérios.

Estacionei o carro numa das primeiras vagas que encontrei em Holborn e sai de dentro dele. Por milagre a rua estava quase que totalmente vazia e apenas alguns desconhecidos estavam ali. Isso era perigoso: desconhecidos. Caminhei da forma mais normal que conseguia até a pequena escadaria que dava para o metro, na parede tinha um grafite escrito: “Virgam tantum” ou “Somente pessoal autorizado”. Olhei para os lados algumas vezes e bati duas vezes sobre a letra V, então a parede se abriu. Chequei novamente se tinha algum suspeito e entrei, escutando o som abafado do concreto se batendo e fechando a passagem.

Estava dentro da taberna mais conhecida pelos bruxos Ingleses, a “Drunks & Teas”. O lugar não era pequeno nem grande, o chão era escuro e as paredes de madeiras, dispostas em pequenos filetes, o que tornava o local mais detalhado. Um bar grande ocupava o canto direito inteiro e, atrás dele, uma grande prateleira de bebidas tinha um tom vermelho. Sentei-me em um dos banquinhos vermelhos do balcão e esperei ser atendia.

Uma garçonete passou ao meu lado carregando dois copos de bebidas, olhei para trás: estava tudo absolutamente vazio também, exceto por mim e por mais dois homens altos e fortes, um deles com olhos de coloração vermelha e cabelos platinados, quase brancos — era capaz de ser avistado á quilômetros de distância — e o outro com cabelos castanhos e olhos azuis. Desconfiei quando um deles, assim que colocou seus olhos em mim, pegou o telefone e digitou alguma coisa rapidamente. Pensei em atirar com a varinha, mas recuei quando o barman aproximou-se de mim.

— O que vai querer Waxweiler? — Era um homem baixo, com orelhas grandes e pontudas. Chamava-se Arthur Rossmund, ele sempre me atendia quando eu ia para a taberna — Faz tanto tempo que não vem aqui que até me esqueci do que sempre pede.

— Tenho bebido muita coisa não mágica Arthur, as bebidas dos humanos fazem um estrago bem grande — Brinquei. Ele riu e sorriu com os dentes amarelos — Seria impressionante você me ver bêbada de vodca algum dia.

— Não mais do que os novos drinks que temos — Ele riu e puxou uma garrafa do álcool do vale dos unicórnios. Arregalei os olhos — Deixe-me lhe fazer o da fada cinza.

— Aceita — Respondi simplesmente.

Enquanto eu aguardava comecei a procurar, num nível frenético — porém não perceptível, para que a atenção não fosse totalmente voltada para mim — minha varinha na bolsa, quando encontrei deixei-a próxima a abertura da bolsa e fechei meu acessório. Pensei por alguns segundos num plano para contatar qualquer um dos membros do clã. O jeito era utilizar a telepatia, por celular podiam me rastrear — o que provavelmente já estavam fazendo — e por ligação com varinhas era a maior loucura que eu poderia fazer. Afinal quem controlava a linha telefônica das varinhas era o mundo mágico.

Digitei rapidamente uma mensagem emergencial, num número próprio para isso que Matthew tinha.

“Emergência na taberna do Drunks, venham para cá rápido, armados! Tenho certeza de que estão me seguindo, Holt. Não responda, apenas venha”. Guardei o telefone na mesma hora que Arthur voltou com minha bebida.

— Obrigada, Arthur — Agradeci bebendo um gole do copo largo de vidro, lembrava-me um copo de whisky.

O drink tinha gosto de vodca com soda e um leve gosto de morango com açúcar das terras altas do mundo mágico da Alemanha e um cheiro irritante dos perfumes vendidos no mercado negro. Não era tão ruim, mas parecia forte o suficiente para me derrubar com apenas três xotes.

Todos pararam tudo o que estavam fazendo quando batidas fortes na porta de concreto ecoaram por toda a taberna. As ondas de som eram tão fortes que me deram dor de cabeça na hora.

Meu coração bateu mais forte quando deduzi que fosse algum dos caçadores. Minha respiração pesou e, ao invés de permanecer em um ritmo normal eu a senti ficar descompassada, desesperada. Pensei em gritar. Não queria ser morta. Joguei minha bolsa em para trás do balcão depois de sacar minha varinha. Olhei para Arthur e apontei para que ele se escondesse em algum lugar.

Caso fosse algum caçador a coisa ficaria feia.

Ecoaram mais batidas no concreto. Estremeci e vi que os dois homens tinham se levantado.

“EU SEI QUE A WAXWEILER ESTÁ AÍ! E É BOM ELA QUE SABER QUE EM ALGUNS MINUTOS VAI ESTAR MORTA”.

— Você que acha docinho — Falei com uma voz doce, quase que inocente.

E então a porta se abriu, revelando um homem de preto, encapuzado e com uma faca de prata e um revólver dourado. Senti seus olhos pesarem sobre mim e tentei fazer com que meu coração voltasse aos batimentos normais.

Eu já tinha lutado algumas vezes, vezes o suficiente para saber que os caçadores eram a pior raça de homens que existiam, mas que, ao mesmo tempo, eram os mais fáceis de matar. Eles não pensavam, não raciocinavam, apenas partiam para o ataque e usavam golpes baixos. Três contra um, ou até mesmo dez contra apenas uma ou um bruxo.

Olhei, pela milésima vez, ao meu redor e vi que as mesas eram de concreto e que poderiam facilmente me servir de proteção. Ótimo, Charlotte: um escudo. Pela minha cabeça passaram-se uma série de feitiços, um mais complexo que o outro, todos poderiam me ajudar de alguma forma, eu poderia atirar fogo, gelo, poderia estrangulá-los e poderia mata-los de uma forma mais rápido, porém, fazê-los sofrer parecia-me muito, mas muito mais legal do que acabar com aquilo de uma única vez.

— Parece que nos encontramos, Charlotte — Ele apontou a faca para mim — Segurem ela, Rapazes.

Os dois homens começaram a se mover em minha direção, mas apontei a varinha para eles:

— Não ousem — Um raio prateado saiu num fleche na direção deles e o primeiro caiu no chão reclamando de dor no braço.

Mais um raio, desta vez na perna do segundo, ele partiu para cima de mim e gritei um feitiço qualquer de fogo, fazendo-o cair queimando no chão. Não senti remorso.

— Você realmente queria fazer isso? — Perguntei — Três contra um?

— Tem razão — Ele jogou uma faca de prata contra mim, desviei e ela cravou na parede — Vamos fazer uma briga de quinze contra uma.

Neste exato momento entrou um esquadrão de caçadores, todos armados até a cabeça, encapuzados e de preto.

Corri para trás das da bancada quando o primeiro tiro foi disparo em minha direção. Eram muitos, eles, os tiros, tudo era demais. Não conseguia contar, nem ao menos conseguia pensar direito sobre o que estava acontecendo. Agachada, ali, atrás de uma bancada, no meio da taberna de bruxos mais popular da cidade de Londres, eu me encontrava perdida. Percebi que quatro deles lançavam facas e que isso seria fácil de resolver.

Alguém apagou a luz e parou com os tiros. Erámos apenas eu, o silêncio e a brecha perfeita para matar quatro dos quinze que estavam contra mim. Num movimento rápido, levantei-me de trás do balcão e torci para que ninguém ali tivesse óculos de visão norturna.

ADVERSUS DOMINUM CULTRIS — Berrei alto o suficiente para que os tiros voltassem. A luz voltou a sair de minha varinha e acertou. Quis pular de felicidade, mas invés disso eu voltei para o esconderijo onde estava.

Abracei meus joelhos com as mãos e esperei que eles dissessem alguma coisa.

— Chefe! Quatro dos nossos foram mortos! — Uma voz desconhecida gritou.

Onze contra uma.

Estava começando a melhorar.

Onde estava Matt nessas horas? Ele tinha visualizado a mensagem? Era uma emergência, foi mandado no número de emergência.

Segurei a varinha contra meu corpo e torci para que ela aguentasse um feitiço de magia negra e azul ao mesmo tempo, torci como nunca torci para nada antes em toda a minha vida. Ainda contra os tiros, eu me levantei apontando o objeto em direção aos vários homens que, graças a algum idiota que apagara a luz do local, eu não enxergava.

UMBRACULUM — Falei alto e a luz azul iluminou o ambiente, envolvendo-me com um enorme campo de força azul. As balas batiam e voltavam. O som, que era alto e estridente, agora se misturava com os grandes e altos gritos do grupo dos caçadores de bruxas. Porém, aquele escudo que eu criara não aguentaria por muito tempo.

Tinha que ser rápida.

Mais rápida que a luz.

E mais impactante que um terremoto.

— CADAT!

Foi meu último grito antes de tudo explodir ao meu redor. Os homens voaram para as paredes, provavelmente mortos. O escudo explodiu, literalmente, em milhares de partículas azuis mágicas. Como um terremoto, a taberna tremeu, fazendo-me perder o equilíbrio e cair no chão.

Minhas mãos doeram e meu vestido rasgou levemente na saia. Ótimo, mais uma roupa estragada naquela mesma semana. Escutei alguns gritos, mas sabia que não eram dos caçadores. Minha visão embaçou e minha cabeça latejou, olhei rapidamente para meu ombro e vi uma bala alojada ali.

Arthur gritou de trás do bar e alguns passos adentraram no local, não estavam armados. O clã das bruxas tinha chegado para ajudar.

Eu me permiti, então, fechar os olhos e torcer, novamente, para que não acordasse do jeito que me queriam:

Morta.



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