História Craford. - Capítulo 1


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Tags Craford
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


PENTADRAGON IS THE NAME.

Capítulo 1 - Craford. 1


Tudo foi muito rápido.
De repente meu irmão estava ali entre todas aquelas pessoas. E mais de repente ainda meu irmão era uma daquelas pessoas.
Eu o via 3 ou 2 vezes por semana.
Porém ao poucos ele foi mudando mais.

As vezes parecia muito assustado, as vezes muito triste, as vezes muito feliz e na maioria parecia estar apenas vivo. Sem nenhuma emoção.

Hoje era um dos dias de visitar ele.
Acordei cedo, tomei café e fui direto para o hospício, eu particularmente não gosto de chamar de hospício, mas seu nome, Craford, é tão ruim quanto.
Chegando lá dei meu nome e fui até o quarto dele.
- Só até às 14:40 horas?- Perguntei ao segurança
- Infelizmente sim- Respondeu me olhando sério
Entrei e vi que meu irmão estava arrumando seu quarto.
- Adam?- Perguntei entrando- Oque está fazendo?- Perguntei vendo ele olhar em baixo dá cama
- Procurando meu quadro de um leão que você me deu- Falou me olhando- Me ajuda a procurar?- Perguntei
- Claro- Falei largando minha bolsa e procurando o quadro.

Após alguns segundos meu irmão achou e colocou do lado de sua cama.

Era um quadro legal, tinha um leão todo estilizado, e mais alguns animais.

Desde cedo ele gostava de ver tudo arrumado.
Mesmo tendo mudando um pouco, algumas características suas continuam.
Como seu jeito doce e inocente.
Ele sempre foi um garoto esperto. Adorava ler e jogar damas. Jogo no qual ele era muito bom. Não era atoa que quase sempre que eu vinha até aqui nos jogávamos inúmeras partidas.
Enquanto ele continuava a arrumar o quarto fiquei olhando aquela pequena cela.
Olhei para uma mesa e vi um caderno.
- Adam é seu?- Perguntei pegando o caderno e analisando ele
- Não, tava ai desde Sempre- Falou me olhando
Abri o caderno e vi:
Luke Follin
- Será que ele era um paciente?- Perguntei
- Não sei- Falou ele- Quero te mostrar algo- Falou me puxando
Fui com ele.
Ele pegou algo em um prateleira.

Era uma flor que eu tinha dado para ele.

Uma margarida.

- Todo vez que eu sinto sua falta- Falou e cheirou ela - Eu cheiro essa flor. O cheiro dela me lembra você- Falou e eu sorri- Doce e amigável- Falou largando a flor na prateleira novamente
- Adam, eu te juro que um dia vou te tirar daqui- Falei abraçando ele.-O que nosso pai fez não é certo.
- Eu não sei se quero sair daqui.- Falou abaixando a cabeça.
- Juro que ninguém mais vai ter fazer mal- Falei abraçando ele mais forte
Ficamos até dar o horário.

Odiava quando me lembrava que aquela era a última vez na semana que eu iria ver meu irmão.

Não que fosse proibido, mas eu não tinha tempo.

Mas pelo menos podemos ficar conversando.
Lembramos dá nossa infância.
Ele perguntou se eu já estava namorando e eu perguntei oque ele ficava fazendo.
Um peso na consciência me subiu. Pois enquanto eu estava me divertindo lá fora, ele estava aqui preso apenas com alguns livros, porém o mais bonito era ele me convencendo que não era tão mal, pois toda semana chegava livros novos.
- Até mais, eu te amo- Falei abraçando ele e logo depois pegando minha bolsa.
Olhei na mesa e vi o caderno.
" Deve ter só algumas coisa. Mas..."

Pensei e peguei o caderno.

A curiosidade matou o gato.

- Também te amo- Falou me dando um beijo na bochecha.
Sai de lá o mais rápido possível.
Era estranho ver todas aquelas pessoas com olhares perdidos, machucadas e assustadas.
Peguei um táxi e fui para casa.
Luke Follin.
"Dia 12/02.
Aqui é estranho.
Bem mais do que dizem.
Tenho medo, mas já que me mandaram para cá, terei que aprender e viver aqui"
Cheguei em casa e não consegui parar de pensar nesse maldito caderno.
Quem diabos era Luke?
Por que ele anotava tudo?
Oque tinha no final?
Quer dizer oque tinha no começo daquilo?
Já eram 15:50.
Hoje era sábado ou seja, estava com meu dia vago.
Arrumei a casa, vi algumas coisas para o trabalho e fui tomar banho.
Foram 15 minutos pensando naquele caderno.
E se na verdade fosse meu irmão que tivesse escrito?
Sai do banheiro e fui até meu quarto me trocar.
Assim que cheguei em meu quarto vi o caderno na cama.
Me troquei rápido e peguei o caderno.
Ele é preto, poucas páginas e parece ser bem antigo.
Fui até a sala e me sentei no sofá.
Fiquei encarando aquele caderno.
- Meu Deus Anny, é apenas um maldito caderno!- Falei levantando e jogando o caderno numa mesa dá sala e logo após isso ligando a TV.
- Pelo jeito os anos 80 nos aguardam muitas coisas- Disse o moço- Hoje mesmo foi anunciado que os anos 80 será a época do futuro- Desliguei a TV
Não sei oque as pessoas acham disso?
Se agora em 1971 o mundo já está uma merda imagina daqui alguns anos?
Quem diria que em 1968 minha vida iria mudar tanto?
Fui nesse ano que meu irmão mudou.
Foi nesse ano que eu estava quase me formando.
Céus.
Passei o resto do dia apenas lendo livros.
Fui dormir cedo, já que amanhã também não teria nada para fazer, mas não significa que eu ia ficar dormindo o dia inteiro.
Antes de desligar todas as luzes olhei mais uma vez o caderno.
- Oque eu estou fazendo?- Falei indo em direção ao caderno e pegando ele.

- Apenas uma página- Falei me sentando no sofá e abrindo o caderno.


Notas Finais


17/08/2017.


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