História Cravo e Canela - Capítulo 4


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Categorias Arrow, The Flash
Personagens Amanda Waller, Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Felicity Smoak, Helena Bertinelli, John Diggle, Laurel Lance, Malcolm Merlyn, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Quentin Lance, Ray Palmer, Roy Harper (Arsenal), Sara Lance, Slade Wilson, Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Arrow, Emily Bett Rickards, Felicity Smoak, Olicity, Oliver Queen, Stemily, Stephen Amell
Exibições 129
Palavras 2.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpe meus amores pela demora.. Sei que estou em divida com você em todas minhas fanfic
mais posso explicar.
Depois que One Love foi atualizada eu tive um bloqueio de criatividade em todas elas principalmente em Illusion
Estou voltando as poucos, mais sem pressas...
Espero que gostem desse capítulo perfeito...

Capítulo 4 - Ele na minha vida


 

Quando Oliver saiu com o carro pelas ruas de Nova York que como sempre estavam bastante agitadas e o trânsito parado. Com um suspiro disfarcei meu olhar para ele, que estava bastante concentrado no trânsito caótico.

Aquela noite não saia da minha cabeça, meus pensamentos estavam em cada toque dele na minha pele, seu beijo. Descobrir que Oliver Queen foi o grande amor da minha vida foi algo tão maravilhoso, só que agora é tarde não tem como voltar no tempo e modificar algumas coisas.

Enquanto ele aguardava uma multidão de pedestres atravessar a rua, comecei a me dar conta que quando estou com ele esqueço de todos os meus problemas na empresa, do meu relacionamento turbulento com o Ray.

Considerando em puxar assunto com ele, fiquei pensativa demais e o toque do meu celular interrompeu meus pensamentos. Olhei para o visor e era o Ray, ignorei sua ligação. Algo me dizia para não atender aquela ligação.

Oliver começou a dirigir e seguiu o fluxo do trânsito. Ele me olhava pelo retrovisor tentando dar uma espiada em mim, mesmo sabendo que não gosto. Foi então que ele falou:

― Deveria atender a ligação. – ele fala sem tirar o olho da rua. ― Deve ser muito importante pela insistência da pessoa.

— Não é nada demais – respondo olhando pela janela.

Uma vez lembrei de uma história de amor a primeira vista que meu pai me contou. Olhando para o Oliver fez aquelas palavras vir a mente.

“Ele pode estar em qualquer lugar por aí, e quando você o entrar saberá no instante em que o ver. Ele vai atrair todos os seus instintos… Ele simplesmente vai aparecer.”

Por três anos eu achei que essa pessoa fosse o Ray, mas agora estou começando a duvidar disso. Devo estar bastante louca por ficar pensando nisso.

Diante das tantas emoções sinto que estou entrando em conflito comigo mesma. Tenho que tentar parar de pensar em Oliver Queen, mas isso vai algo tão impossível de ser fazer, já que ele é meu motorista e se vermos todos os dias.

Chego na empresa vou largando minha bolsa em cima da mesa, não demora muito e Laurel chega reclamando como sempre.

— Sabe que seu querido namorado passou a manhã te ligando e mandando mensagens para você. ‒ disse ela com uma pilha de pastas em mãos. ― Você resolve não atender as ligações dele e acaba sobrando pra mim, avisa a ele que não sou secretária de ninguém.

Ela atirou as pastas em cima da minha mesa.

― Não escutei meu celular tocar. – falo olhando para aquele monte de pastas, cada uma com um nome diferente. ― Deve ter esquecido ele no silencioso. O que são todas essas pastas? – pego uma para dar uma olhada.

― São anotações de alguns projetos do seu pai que não chegaram a ser desenvolvidos. Amanda achou que talvez você devesse dar uma olhada em algum e quem sabe conseguimos salvar a empresa. – ela se senta numa cadeira. ― Felicity Smoak ignorando ligações de Ray Palmer, será o fim do mundo? O apocalipse?

― Sem dramas Laurel. Só esqueci o celular no silencioso e para tudo tem a sua primeira vez.

Laurel ficou me olhando e abriu um sorriso.

― Se eu não fosse sua melhor amiga, poderia jurar que você está com um brilho diferente nos olhos igual ao daquela noite na boate.

― Isso é mentira, meu olhar é o mesmo.

― Pode falando logo, Felicity. O que está acontecendo? ‒ Laurel pergunta com uma expressão de curiosidade.

No dia anterior foram tantas coisas que aconteceram na empresa que esqueci de falar o mais importante para a ela. Já posso imaginar Laurel Lance pirando com aquilo.

― Lembra do cara da boate? ‒ um sorriso surgiu em meus lábios.

― Claro. Como não lembrar dele. – diz ela. ― Mais o que tem ele? Não me diga que ele te procurou?

― Quase isso? – falo levantado da cadeira.

― Como assim, quase isso? Me explica essa história direito. Sinceramente eu não consigo imaginar nada que seja um “quase isso” ‒ juntas caímos em gargalhadas.

― Lembra da história do motorista? Que minha mãe sismou em contratar um motorista pra mim.

― Quem não lembra… Donna passou quase a semana toda falando sobre isso. Só não entendi onde o Gostosão da boate se encaixa nessa história toda.

Laurel começou a rir, sem nem ao mesmo saber o que eu estava falando. Para ela minha história estava bastante confusa.

― Gostosão+ Motorista=?

Laurel deu um pulo da cadeira, quase derrubando as pastas conforme ela se levantou. Imóvel ela me olhava assimilando o que eu tinha acabado de falar.

― Espera… você está querendo me dizer que o gostosão da boate é o seu novo motorista. Preciso agora mesmo o telefone dessa agência, necessito urgentemente de um motorista desse de preferia sem blusa usando apenas um quepe, uma gravata borboleta e uma calça bem justinha. E eu quero sentar no banco do carona.

Laurel era o meu oposto. Ela sempre bem-humorada, levando as coisas na brincadeira. Mas quando o assunto era sério ninguém conseguia fazer ela sorrir, nem mesmo eu que sou sua melhor amiga.

― Para de gracinha. Mas posso pedir o número do amigo dele para você, quem sabe ele não amolece esse seu coração duro igual a uma pedra.

― Sabe muito bem que não sou de me prender a homem nenhum. Mais sexo sem compromisso eu topo, estou precisando mesmo.

Um dia ela ainda vai encontrar alguém que faça ela se apaixonar, ai que vai rir dela sou eu. Laurel costuma dizer que é uma mulher independente, que a vida dela é perfeita, ama seu trabalho. E que está feliz com isso e não precisa de nenhum homem na vida dela para estragar tudo.

Ela age dessa forma depois que seus pais se separaram. Como ela costuma dizer não quer para vida o mesmo que aconteceu com seus pais.

― Só que a história não para por ai. – respiro fundo. ― Ontem depois que sai daqui, eu estava muito chateada que não queria ir para casa. Oliver me levou para um lugar muito bonito.

― Depois eu que sou a louca de sair com um desconhecido.

Desconhecido algo que Oliver Queen jamais será para mim.

― E quem disse que ele é um desconhecido.

As lembranças daquela noite veio aos poucos na minha mente, comecei a sentir um arrepio pelo meu corpo todo. Era como se sentisse ele me tocando de novo.

― Só porque ele te beijou e agora é seu motorista… E que motorista! Isso não quer dizer que faz de vocês dois melhores amigos.

― Estou falando sério, Laurel. Você não vai acreditar.

― Não! Porque será? – ela faz uma pausa. ― Sei que sexo não rolou.

Dei um sorriso e voltei a sentar.

A imaginação de Laurel Lance vai longe. Como pode uma advogada ter algo assim em mente.

As vezes até eu me surpreendo com ela.

― Oliver Queen era o meu vizinho em São Francisco.

― Seu amor platônico da infância? – pergunta ela, levando o telefone ao ouvido.

Dei um suspiro.

— Sim, ele mesmo.

— Agora admita que dessa vez você larga o otário do Ray de uma vez por todas. – Laurel bateu o dedo no queixo. ― E você dizendo que não sentiu nada quando ele te beijou na Verdant.

― Não é bem assim, Laurel. Mais aposto que você vai querer saber do beijo que ele me deu.

Laurel imediatamente desliga o celular. Seja quem estiver na ligação para ela não importava.

— Outro beijo? – ela puxou uma cadeira e se atirou nela. ― Agora sim você tem a minha atenção. Desembucha! Quero saber detalhes por detalhes.

Inclinei meu corpo para frente e apoiei meus cotovelos em cima da mesa.

― Deixe-me lembra… Ah, sim… Além do fato de descobrir que ele foi meu amor de infância.

Os olhos da Laurel se arregalaram, mas ela permaneceu em silêncio. A curiosidade estava estampada no seu rosto.

O tom da minha voz aos poucos foi se abaixando, assumindo um tom rouco.

― Pois é, rolou um beijo. Tenho que confessar que foi melhor o que ele me deu na boate. Por um segundo eu esqueci de tudo.

― Esqueceu também que tem namorado? – soltou Laurel.

Assenti e fiquei pensando no que ela disse. Um fato que não contei para o Oliver naquela noite, dizer que tenho tantas coisas para resolver e que a minha vida está uma bagunça não é exatamente dizer que tenho um namorado.

― Você só pode estar de brincadeira, Felicity? Porque se estiver é melhor falar logo a verdade.

Recostando na cadeira, cruzei os braços e soltei um sorriso.

― Estou falando a verdade, eu juro.

― Pelo menos algo de interessante na sua vida.

― Porque diz isso? Minha vida não é interessante.

Minha vida é sim interessante, pelo menos para mim. Nunca tive que reclamar de nada, ela está conforme eu planeja ou quase isso. Ter Oliver Queen na minha vida não foi algo planejado nem para o presente que dirá para um futuro.

― Desculpe pelo que vou falar. – ela dar de ombros. ― Sabemos muito bem que nada na sua vida que envolva Ray Palmer é interessante. Nem cheguei na metade dessa história de vocês dois e já estou entendiada. Até você concorda comigo, mas é orgulhosa demais para admitir isso. Sinceramente até hoje não entendo o que você viu nele.

A forma com que Laurel disse aquilo me deixou bastante surpreendida.

― Não entendi muito bem aonde você quer chegar com tudo isso.

― Felicity Smoak, você está com uma expressão meio abolhada e apaixonada. Uma expressão que você nunca tem quando está ou fala do Ray, nem mesmo quando ele te pediu em namoro você ficou assim. – Laurel começa a fazer gestos.

― Você só pode estar brincando comigo.

Fiquei de pé e olhando para ela que agia na maior naturalidade.

― Sobre a expressão abolhada ou sobre você não agir dessa forma com o Ray?

― Laurel você sabe muito bem do que estou falando.

― Você está agindo como se fosse incapaz de assumir a verdade. – ela fala indo em direção a sua sala.

Nas mãos carregada duas pastas que estava com o nome da STAR LABS, eu não sabia bem onde ela queria chegar com tudo aquilo. Mais não era segredo para mim que Laurel não ia nem um pouco com a cara do Ray no começo achei fosse apenas implicância dela com o Ray, mais agora vejo que as suas palavras têm um pouco de verdade.

Bastante chocada com o que ela tinha acabado de falar, eu a segui até a sua a sala. Encostei na porta e cruzei meus braços.

― Você está mesmo falando sério?

Laurel sentou a cadeira e ficou folheando os documentos que continha dentro da pasta.

― Você sabe muito que não faço a menor questão de esconder minha opinião sobre o seu querido Ray Palmer e o namoro de vocês.

― Esqueci disso. Afinal, o que você acha dele ou do nosso namoro é o que importa. – respondi num tom sarcástico enquanto Laurel não tirava os olhos daqueles papéis.

Deve ser algo de muito interessante, pois está mais concentrada nos papéis do que na nossa conversa que não está chegando a lugar nenhum.

― Então porque você não assumi de uma vez por todas que está caidinha pelo motorista gostosão? – ela perguntou já impassiva.

Com os dedos fui enumerando os motivos para aquela pergunta sem noção.

― Um, porque sou feliz ao lado do Ray. Dois, porque sou feliz ao lado do Ray. E três, adivinha só? Eu sou feliz ao lado do Ray.

Com uma voz firme e um tom baixo Laurel falou.

― E o amor, Felicity? Não escutei você dizer que ama o Ray. – ela riu. ― Confessa que você não ama ele. Confessa para você e porque eu já me toquei disse já você… – ela para de falar e fica me olhando.

― Você enlouqueceu de vez, Laurel Lance. E mesmo que eu não estivesse com o Ray, sabe que não existe a maior possibilidade de um dia eu ter algo sério com Oliver Queen nem agora e nem nunca.

Ela se levanta e se aproxima de mim.

― Por que não? Qual seria o motivo?

― Vejamos… Ele é meu motorista. – respiro fundo. ― Sou uma CEO, sou dona de uma das maiores empresas valiosas de Nova York, sou chefe dele, somos de mundo totalmente diferente. Sou rica e ele… – faço uma pausa.

Laurel fechou os olhos e me deu as costas.

― Ele o que Felicity? É pobre? É isso que quer dizer? – diante das minhas palavras Laurel se exalta. ― Desde quando dinheiro significou alguma coisa para você? Se esqueceu de onde seus pais vieram? Você não nasceu em berço de ouro. A pouco tempo nem queria assumir a empresa da sua família. Jamais poderia escutar você falando isso.

A decepção estava estampada na cara da Laurel.

― Não foi em isso que eu quis dizer. – tento me justificar. ― Você quer que faço o que então? Largar um relacionamento de anos para ficar com um cara que mal conheço.

― Você disse que ele foi seu vizinho, então não é um desconhecido. E sobre seu relacionamento? Ele já acabou faz tempo.

Confusa, franzi a testa.

― Isso já tem anos. Eu mudei e ele provavelmente também mudou, vai que tem uma família, seja pai de família. Ou sei lá.

Laurel dar uma risada nada convincente.

― Ah! Agora entendi tudo. – ela se vira. ― Você está com medo de ser uma destruidora de lares. Eu duvido muito que ele seja casado. – ela para de falar e pega uma pasta em cima da mesa. ― Tome der uma olhada nesses documentos.

― Como pode ter tanta certeza disso? – olho para a pasta e vejo que continha anotações do pai sobre um projeto. ― Do que se trata isso?

― Por que homens casados usam alianças e naquele dia ele não estava com nenhuma no dedo e muito com alguma marcar de aliança. Então não.. ele não é casado. – ela fala com tanta firmeza que parecia saber de toda a vida dele. ― É sobre um projeto que seu pai estava planejando desenvolver em parceria com a STAR LABS, como ele nunca chegou a fazer isso talvez você possa. Nesses documentos contem toda as anotações dele.

― Não sei como eu ainda perco meu tempo escutando você – falo meio emburrada e depois começo a rir. ― Vou dar uma olhada nisso com calma. – falo sacudindo a pasta.

Quando estou indo para minha sala Laurel me chama.

― Felicity, você deveria sair com ele – ela sorrir. ― É obvio que você ficou mexida com ele e pelo jeito parece que ele também ficou mexido.

 

 

 


Notas Finais


Boa leitura....
Quero a opinião de vocês nos comentários e vou tentar responder a todos


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