História Crawling Into the Unknown - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Emily Browning, Linkin Park
Personagens Brad Delson, Chester Bennington, Dave Farrell, Joe Hahn, Mike Shinoda, Rob Bourdon
Tags Amor Proibido, Anna Rigoni Fanfics, Emily Browning, Incesto, Insanidade, Linkin Park, Loucura, Sobrinha, Tio, Triângulo Amoroso
Exibições 21
Palavras 2.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, crianças! Tudo bem, tudo bom? Peço perdão pela demora.

Apologia ao incesto é crime e não apoio esse tipo de coisa. Isso é apenas uma obra criada da minha cabeça com intuição de entreter os meus leitores. Boa leitura, meus pequenos.

Capítulo 4 - Duas Simples Palavras: Parte I


MIKE'S POV

 

Abismado. Foi exatamente como fiquei quando Emily disse o que eu jamais poderia — em hipótese alguma — imaginar que ela diria. Logo ela, minha própria sobrinha; sangue do meu sangue, pele da minha pele*. Aquilo era impossível de acontecer. Era totalmente errado. Por quê ela diria uma coisa daquela? Logo para mim? Não, ela não diria aquilo em seu estado normal. Foi a pancada que a fez delirar. Ela estava inconsciente. Passei o dia inteiro tentando assimilar aquelas duas simples palavras. Duas simples palavras. Tão fácil dizer que foram apenas duas simples palavras. Tão fácil fingir que foram apenas duas simples palavras. Se fosse alguma outra garota — alguma fã na rua — seria mais fácil esquecer rapidamente, porque, por outro lado, esquecemos os rostos das(os) fãs num piscar de olhos. Mas nesse caso, a garota que dissera a vejo todos os dias da semana e mora debaixo do mesmo teto que eu. Ainda tive que aturar os sermões de Anna sobre meu ataque de hoje de manhã no hospital. O que me deixou com uma baita dor de cabeça. Agora estou aqui na sala de instrumentos tomando suquinho de framboesa — já que ainda estava com um pouco de dor de cabeça, tomar algum tipo de bebida alcoólica somente pioraria — e ainda pensando sobre nas duas simples palavras da manhã de hoje. Suspirei, levando a garrafinha — a terceira do final da tarde — à boca cujo lábios, onde o gargalo da garrafa tocava-lhe, estavam demarcados com o corante roxo do líquido. Dei um longo gole, quase consumindo todo o conteúdo de uma vez, e girei a tampinha na garrafa, a fechando. Me esquivei para frente, já que estava totalmente relaxado no sofá, colocando a pequena garrafa pet sob a mesa de centro do estúdio, onde as outras duas estavam. Voltei à minha posição anterior, relaxando-me nova e instantaneamente. Recostei minha cabeça no encosto do estofado, uma faisquinha de tédio tentando tomar posse do meu ser, e suspirei levemente, fechando os olhos e os abrindo preguiçosamente, logo os deixando vagar pela sala. Vaguei meu olhar pelas paredes, admirando algumas das minhas artes. Havia, também, um painel de, mais ou menos, uns dois metros de diâmetro da cor bege com algumas fotos da banda tiradas ao longo dos anos. Além de algumas fotos de família. Uma dessas fotos prendeu meu olhar. Eu poderia estar a uma distância que, se fosse qualquer outra pessoa no meu lugar, não conseguiria distinguir quem eram aqueles que se encontravam naquele papel retangular horizontal. Eu conhecia tão bem aquela fotografia que se alguém me mostrasse a um raio de cinquenta mil quilômetros, eu seria capaz de reconhecê-la. Era Jay, Emily e eu no feriado de Ação de Graças de 2006 que havíamos nos reunido com nossos pais em nossa cidade natal onde eles residem até hoje. Emily estava entre nós dois, com seus braços em nossos ombros, fazendo careta para a câmera, assim como Jay e eu. Jay fazia uma falsa surpresa com a boca aberta enquanto eu sorria abertamente e, propositalmente, mostrando todos os dentes. Já Emily fazia o famoso bico de peixe, com duas Maria Chiquinhas em seu cabelo — que na época não tingira — e meu boné preto do L.A. que ela roubara da minha cabeça pouco antes de Anna tirar a foto. Sua camisa da sua banda favorita estava manchada de sorvete de chocolate que ela derrubara sem querer. Ela ficara bastante chateada por ter sujado sua camisa — que ela a denominava como "A Camisa" — precocemente, já que a menina vestira para aquele dia especial. Ainda me pergunto se ela ainda tinha aquela camisa, que, por acaso, fora eu quem dera à ela de aniversário de oito anos, idade que tinha na época, pois eu sempre soubera do amor platônico que a menina sentira por essa banda. Sorri ao imaginar o quão meu irmão e eu éramos crianças quando nos reuníamos em família, principalmente quando nossa pequena estava presente. Nossa pequena... Emily tornara nossa pequena quando Rebecca, esposa de Jason e sua mãe, falecera após dar à luz. Eu havia prometido à meu irmão que o ajudaria a cuidar de nossa pequena pelo resto dos anos. Mas minha promessa logo foi quebrada aos poucos quando comecei a dedicar a maior parte do meu tempo à banda, como escrever letras e partituras, — tanto guitarra, quanto bateria e baixo — sem contar com fazer artes para EPs de fitas e CDs. A promessa foi quebrada por completa quando nosso álbum de estréia explodiu no mundo todo. Nós — principalmente eu — não esperávamos que aquilo fosse acontecer à banda. E foi aí que tivemos que sair em turnê por todo os EUA e o imenso Canadá. Jason compreendera, até mencionara a vez que ele dissera para mim, quando mais jovens, que jamais poderíamos desistir de seguirmos nossos sonhos, e que não deixaríamos nada, absolutamente nada, ficar à frente como um obstáculo. Eu até me sentira mal quando ele dissera aquilo novamente, pois pareceu que ele estaria dizendo que sua filha, nossa pequena, era o obstáculo à frente do meu sonho e que poderia me impedir de o seguir. Então parti em turnê com minha banda, meus melhores amigos. Claro que, sempre que era disponível, eu visitava meu irmão e sobrinha em L.A., mas depois que Jason crescera no ramo de administração de empresas, ele precisou mudar para a cidade onde ficava a sede da empresa que ele trabalhava, ou seja, mudara para Miami e levara Emily consigo. A menina tinha apenas quatro anos na época. Lembro-me da sua empolgação sobre voar de avião pela primeira vez, de dizer que voaria para as nuvens — que ela insistia em dizer que eram feitas de algodão doce — e iria comê-las até explodir. Jason não teria tido tempo para cuidar da filha em Miami, então contratara babás ao longo dos anos. Uma coisa que me intriga bastante é esse modo de ser de Emily, pois a menina era um doce de criança, aí, de um dia pro outro, ela mudara tão radicalmente. Deixei esses pensamentos de lado e desviei meus olhos, os fixando em uma outra fotografia que estava logo abaixo da que eu observara há alguns minutos. Era Emily e eu junto com sua banda favorita, a mesma citada anteriormente. A foto foi tirada pouco antes da banda se apresentar, e, como eu conhecia e tinha uma amizade com os integrantes desde que estouramos nas paradas de sucessos — já que eles também explodiram no mesmo ano que nós — e também graças à minha fama, consegui acesso exclusivo no camarim deles. Emily chorara bastante nesse dia, pois ela não sabia que conheceria a banda que ela mais admirava desde pequena pessoalmente. Emily estava no meio com o vocalista em seu lado direito com um braço em sua cintura, a abraçando, enquanto, em seu lado esquerdo, estava o guitarrista, comigo ao seu lado. O baterista estava ao meu lado esquerdo e o baixista do lado direito do vocalista. Todos fazendo o sinal do Rock com caretas raivosas, inclusive Emily. Ela tinha onze anos na época. Já era uma menina difícil de lidar. E tudo piorou depois que o pai passou a fazer viagens longas à trabalho, sendo essa última a maior dentre todas, o que fizera Emily vir morar com Anna e eu.
- Michael? — Minha esposa me despertou de minha nostalgia, me fazendo piscar algumas vezes.
- Ah, você está aí. — Anna disse após abrir a porta da sala e pôr apenas a cabeça para dentro e entrar ao certificar minha presença. 
- Onde você guardou aquela mala que usamos para passarmos aquelas férias em Quito? — Perguntou vindo em minha direção e sentando em meu colo em seguida, pondo suas mãos em meus ombros. Eu instintivamente pus minhas mãos em suas coxas.
- Aquela coisa enorme que mal cabia no porta malas do nosso carro? — Disse calmamente, enquanto eu subia e descia minhas mãos em suas coxas lentamente. 
- Aquela coisa só não cabia no carro porque o porta malas daquele carro era minúsculo. — Disse, passando suas mãos dos meus ombros até meu pescoço, agarrando alguns fios de cabelo perto da nuca.
- Discordo. Aquela coisa que é grande demais. Cabem o Hulk e o King Kong juntos. E ainda sobra um espacinho para o... Como é mesmo o nome daquele monstro alienígena gigante, que até fomos ver o filme homônimo há uns dez anos atrás? — Minha memória falhando é sinal de que estou ficando velho antes do tempo. Anna riu. 
- Cloverfield? — Respondeu em forma de pergunta, arqueado uma sobrancelha com um sorrisinho nos lábios. 
- Cloverfield! Isso! Cloverfield. — Exclamei, fechando os olhos em forma de derrota por mim mesmo e logo os abri, encontrando Anna ainda sorrindo, mas largamente.
- Pois bem, cabem o Hulk, o King Kong e o Cloverfield dentro daquela coisa. — Eu contava nos dedos enquanto mencionava aqueles monstros. Se bem que o Hulk não é totalmente um monstro. 
- Que exagero, Michael. — Disse, rindo ao mesmo tempo, dando um tapinha em meu ombro. Sorri.
- Mas é verdade. — Disse, ainda sorrindo, e Anna me calou com um beijo calmo. Acariciei suas costas durante o beijo.
- Não. Não é verdade, seu bobo. — Disse, sorrindo, após o beijo, enquanto levantava e tornava a ficar de pé novamente. 
- Então... onde você a guardou? — Disse, olhando para mim e depois para as garrafinhas sobre a mesinha de centro. 
- Está no porão. — Respondi, acompanhando seu olhar. Ferrou.
- Não me diga que você tomou os sucos da sua sobrinha, Michael. — Anna levara suas mãos à cintura e olhara para mim. Esqueci de mencionar que aqueles sucos eram de Emily.
- Não digo. — Sorri e Anna me olhara com um olhar de reprovação.
- Eu vou comprar mais, não se preocupe. — Falei, desencostando do encosto do sofá, me esquivando até a mesa para pegar as garrafas, e levantei, indo em sua direção e pondo um braço em seu ombro.
- Vou comprar todo o estoque do supermercado, se quiser. Não, melhor — parei de andar, a fazendo parar também — vou comprar a fábrica inteira de suco de framboesa pra ela nunca ter que gastar sua mesada.
- Você é ridículo, Michael Kenji. — Anna dissera, rindo ao mesmo tempo, enquanto saiamos da sala de instrumentos, indo pegar a mala gigante no porão. 


[...]


Eram sete horas da noite quando Anna saira com três de suas amigas. Foram jantar fora como sempre fazem todas as quintas-feiras. Eu estava assentado no sofá da sala de estar lendo "Romeu e Julieta" pela centésima quarta vez na vida. Finalmente consegui distrair minha mente em algo que não fosse relacionado àquelas duas simples palavras que minha sobrinha dissera naquela manhã. Ouvi passos apressados da escada, passando detrás do sofá onde eu sentara e indo direto para a porta de entrada. 
- Whoa, whoa, whoa! Onde a mocinha pensa que vai? — Falei, colocando o livro sob meu colo e sentando corretamente. A porta já estava aberta com Emily a segurando de costas para mim.
- Vou à um evento. — Respondeu, ainda de costas para mim.
- Que evento é esse? — Perguntei, olhando para detrás da sua cabeça, que havia um gorro cor de vinho sob ela.
- É um show. Agora para de me amolar que está me atrasando. — Ela já ia saindo quando me levantei e disse:
- Você está de castigo, esqueceu? — Emily parara e voltara para o pé da porta, virada para mim dessa vez, com um olhar indiferente em seu semblante. 
- Ah, qual é, tio Mike?! Você sabe muito bem que eu sempre quebro seus castigos. — Disse e sorriu cinicamente sem mostrar os dentes, virando-se novamente para sair. 
- Emily, volte aqui! — Exclamei, mas não muito alto, e Emily voltou bufando. 
- Eu não admito esse seu comportamento mesquinho! Você é muito mimada e muito mal caráter! — Emily me olhava com incredulidade nos olhos, a boca quase formando um "O" em seu rosto. Ela provavelmente não esperava esse meu ataque, apesar do que vira mais cedo no hospital. 
- E isso já está me dando nos nervos! — Levei minhas mãos à cabeça em frustração e sentei no sofá, ainda com as mãos na cabeça. 
- Nossa. Por essa eu não esperava. — Emily disse calmamente. 
- Tudo bem, tio Mike. — Disse e pude ouvir o barulho da porta fechando. Olhei em sua direção. 
- Se você não quer que eu vá, então não vou. — Caminhou lentamente em direção à escada,  cabisbaixa. Espera aí! Ela  estava me obedecendo? Ela estava mesmo disposta a não ir à esse show? Vai chover pipoca!
- Espera. — Falei e a menina parou de andar assim que pôs um pé no primeiro degrau, permanecendo de costas.
- Não é justo gastar uma grana alta com um ingresso e não ir ao show. — A menina virara apenas o rosto e olhara para mim com olhos brilhantes em esperanças. Acho que vi aquela pequena Emily da fotografia do Dia de Ação de Graças. 
- Eu posso ir? — Perguntou, agora totalmente virada para mim, com olhos marejados. A pequena Emily.
- Sim. Mas não abusa. — Disse e arrisquei um pequeno sorriso. Emily sorrira largamente e correra em minha direção. 
- Ah, valeu, tio Mike! Você é maravilhoso! Eu te amo, eu te amo, eu te amo! — Emily dizia aquelas palavras dando pulinhos de alegria me abraçando e beijando meu rosto sobre a barba. A pequena Emily realmente voltara. 
- Mas com uma condição. — Falei após seu pequeno surto afetivo e ela me olhara.
- Qual?
- Eu vou também. — Disse e caminhei até um móvel, pegando o chaveiro onde ficava a chave do meu carro. Senti seu olhar em mim.
- Não é justo. — Disse e cruzou os braços, fazendo bico em seguida. Levantei as sobrancelhas.
- Ou você vai comigo junto ou não vamos e estamos quites. — Falei, apontando para a porta com o polegar.
- Tá bom, tá bom! Fazer o quê? — Disse retoricamente, passando por mim e a porta, saindo em seguida. Sorri comigo mesmo e logo segui o seu trajeto.


Continua...


Notas Finais


*Trecho tirado da música Singular Indestructible Droid do Papa Roach. --> https://m.letras.mus.br/papa-roach/71593/traducao.html

Deem uma olhadinha na playlist oficial da história no 8Tracks: https://8tracks.com/roacher/crawling-into-the-unknown


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