História Crazy - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 36
Palavras 2.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oooooooiiiiii sumida? Quem? Eu? Claro que sim!!

Capítulo 10 - Confusão...



           

 

Sakura

 

Eu estava deitada na minha cama  de barriga para cima, fitando o teto pensativa. Já passava da 2:30  e eu ainda não havia conseguido dormir.

 

"When I look at you ... I feel like kissing your mouth ..."

 

Essa frase não saía da minha cabeça.

 

" ...Quando olho pra você...sinto vontade de beijar a sua boca...

 

Essa é a tradução para o que Sasuke me disse em inglês. Eu ainda estava em choque por isso. Tipo...como assim ele fala isso assim? Do nada? Mas isso não foi nada comparado a...



    

 "When I look at you ... I feel like kissing your mouth ..."
 

Ele continuou se aproximando até nossas bocas finalmente se encontrarem. A sensação foi tão alucinante, que se não fosse suas mãos me segurando, eu sem sombra de dúvida, teria caído. Os lábios deles se mexiam sobre os meus com tanta precisão, mas tanta delicadeza, eu sinceramente não queria que aquilo acabasse. Levei minhas mãos, ainda meio incerta, até seus cabelos, fazendo um carinho de leve. Sasuke enrosco seus braços na minha cintura, apertando-me contra ele com força. Nossas línguas deslizavam com facilidade. Por um momento esqueci de tudo. Esqueci que alguém havia entrado aqui, esqueci que havia agredido Sasuke, esqueci que machuquei ele, esqueci que nem amigos somos!
 

O ar começou a nos faltar, e fomos encerrando o beijo devagar. Quando nos separamos, ainda de olhos fechados, Sasuke depositou vários selinhos na minha boca. Abri os olhos devagar, encarando aquela imensidão negra, que era um incógnita naquele momento.

        Mas o nosso momento foi interrompido por um toque de celular. Sasuke demorou um pouco a raciocinar, mas aos poucos, nossa consciência foi voltando e, por impulso tentei me afastar dele, mas Sasuke não deixou. Ainda me encarando, ele me segurou com um braço e com o outro, puxou o celular do bolso, atendendo logo em seguida. 

 

– Não. Quero que peça para o pai vir até a casa da Sakura agora. –  Sasuke parou de me encarar, desviando os olhos dos meus, fitando o chão. Seu rosto estava sério, e ele parecia um pouco irritado.–Não posso falar por telefone agora. Venha junto, então. Não Itachi, eu já falei que não posso. Hn. Vai pro inferno.– essa foi a despedida dele, bem amigável eu diria, já que se trata do Itachi que está falando do outro lado da linha. Sasuke colocou de de volta o celular no bolso, então voltou a me encarar. Inferno! Eu estava morrendo de vergonha. Mais uma vez tentei me afastar, mas isso só fez com que ele aumentasse a força do agarre. Virei meu rosto para o lado oposto e pude ouvir o suspiro em desagrado que Sasuke soltou.
 

– Olha pra mim, Sakura!– ele disse com a voz autoritária. Neguei com a cabeça e mais uma vez ele bufou. Sasuke segurou meu rosto e virou em sua direção, forçando-me a olhar para si. Seus olhos me encaravam com tanta intensidade e soberania que estava difícil olha-lo. – Você não gostou?– ele perguntou, fitando meus lábios. Abri minha boca pra responder, mas fui interrompida pelo barulho de passos e uma voz feminina chamando meu nome.
 
          Ao reconhecer a voz da minha mãe, fez com que eu arregalasse meus olhos e começasse a me debater em seus braços, desesperada para me afastar daquele contato. Sasuke notou meu desespero e logo me soltou, fazendo eu dar vários passos para trás, assustada. Ele me incarou confuso com a minha reação, e antes que ele pudesse abrir a boca, minha mãe entroa afoita na cozinha, correndo para me abraçar.

 

– Graças a Kami você está bem! Eu fiquei tão preocupada com você! Você está machucada? – afastei-me um pouco para encara-la.

– Mãe, eu 'to bem! Não precisa ficar tão nervosa. Mas...por que já chegou tão nervosa?– indaguei confusa com sua reação precoce. Ela me soltou e passou a me encarar.

– Recebi a ligação de Fugaku agora a pouco, dizendo que Sasuke havia ligado, pedindo para vir urgente para cá. Eu já estava perto então, apenas vim o mais depressa possível.– ela disse um pouco mais calma.– Mas... o que exatamente aconteceu aqui?– ela perguntou apreensiva. Abri a boca para responder,  mas o barulho de passos novamente me interrompeu. 

 

Nós três esperamos a figura aparecer, ficando aliviados quando o sr. Uchiha passou pelo batente da porta com o semblante confuso, e logo atrás dele a imagem de Sasori e Itachi.

 

– O que aconteceu aqui?– o sr. Uchiha perguntou autoritário. Suspirei. Era uma longa história...

                                             •••


     
       Depois que eu explique tudo o que aconteceu, com a ajuda de Sasuke, fomos até a delegacia para prestar queixa. Mais uma vez repeti a história para os policiais, que mais pareciam que estavam ouvindo um conto de terror. Depois de responder 1.500 perguntas, o Sr.Uchiha me liberou e  disse que vão investigar o caso, e procurar detalhadamente um suspeito. 
 

Nos despedimos dos Uchihas mais velhos na delegacia, já que Sasuke precisava buscar o carro dele na minha casa. O Sr.Uchiha iria leva-lo até lá, mas Mebuki insistiu em dar ela mesma uma carona para Sasuke, alegando ser o mínimo que ela poderia fazer pela ajuda de todos eles. 
 
          Todo o percusso até minha casa foi sufocante. Motivo? Mebuki foi dirigindo, Sasori no banco carona e Sasuke, e eu no banco de trás. Eu sabia que ele estava me encarando, mas apenas fiquei observando a janela, tentando disfarçar todo o meu constrangimento. Quando finalmente chegamos, desci do carro em uma velocidade absurda, afim de acabar com aquele desconforto, mas a digníssima Mebuki fez um convite para jantar ao Sasuke, ainda na porta de casa. Para o meu alívio, ele recusou, alegando que a dona Mikoto estaria preocupada consigo. Minha mãe não insistiu e se despediu dele com um abraço apertado. Sasori deu apenas um aperto de mão e seguiu Mebuki para dentro. Eu, com medo de ficar sozinha com ele, apenas acenei e virei as costas.

 

– Sakura?– ouvi ele me chamar. Parei os meus passos e o encarei por cima do meu ombro. Ele fez sinal com a mão, dizendo para me aproximar. E assim eu fiz, meio exitante parei na sua frente, encarando o chão. – De novo Sakura...olha pra mim?– ele perguntou com a voz calma. Levantei os meus olhos e encarei aquele ser tão confuso pra mim. Ele ficou me encarando, e eu queria achar algum lugar para socar a minha cabeça, de tanta vergonha que eu estava. – Você não vai se despedir, Sakura?

– Ah....er...tchau, Sasuke!– falei e virei as costas para dar o fora. E de novo ele me impediu, só que dessa vez, ele me puxou pela cintura, fazendo meu corpo colar no seu. 

– Faça direito.– ele ordenou. Levantei minha sobrancelhas irritada. Como assim "faça direito"? 

​–Fazer direito? Quem você pensa que é, Sasuke? Você não manda em mim não! Eu já me despedi, duas vezes, e você vem com esse papo de...– mais uma vez pude sentir seus lábios colados nos meus, me instigando a repetir seus movimentos lentos. Pude sentir sua mão em minha nuca, e seu braço apertar mais minha cintura, enquanto minhas mãos deslizavam pelos seus braços. Aos poucos fomos parando, e assim que desgrudamos nossas bocas, Sasuke começou a falar:

– Agora sim você pode ir.– ele susurrou, já se afastando e dando a volta no carro, entrando logo em seguida. Antes dele partir, buzinou e acenou pela janela. Eu ainda estava parada no mesmo lugar, tentando me recuperar do "pós-beijo-surpresa".

        – Sakura, vai dormir aí fora?– Sasori falou da porta. Sai do meu transe, balançando a cabeça negativamente e entrei em casa.


          




          Depois de toda essa situação, eu percebi uma coisa: Sasuke é confuso. Não ele em sí, mas sim suas ações em relação a mim. Tipo, pararndo para pensar, nós nunca nos falamos até eu despejar meu café da manhã em cima dele. Se é que podemos chamar aquilo de conversa, porque apenas trocamos xingamentos. Depois ele me da uma carona e tira onda da minha cara, como se fossemos velhos amigos. Aí mais tarde, Mebuki manda eu entregar uma encomenda na casa do bendito. E se não bastasse, no momento que eu mais senti medo, ele —mesmo que por acidente— veio até aqui para me ajudar. Me beija duas vezes no mesmo dia e ainda por cima, diz que sempre que olha para mim, sente vontade de me beijar.

     

Não estou reclamando desses últimos acontecimentos, ou de qualquer outro em relação a Sasuke, mas...por que ele é tão...apaixonante?

       

Não! Eu não estou apaixonada por ele, talvez...gostando. É, gostando! Não que eu vá falar isso para ele, nem pensar! Mas, não posso ficar mentindo para mim mesma. Acho que eu deveria falar com a Hinata. Talvez ela...

     

Dei um pulo da cama lembrando de um fato importante: eu não avisei a Hinata! Droga! Ela deve estar preocupada.

       

Digitei a senha do meu celular, enquanto sentava na cama. Disquei o número dela e coloquei o celular na orelha. Chamou algumas vezes até uma voz sonolenta atender:

 

– Alô?

 

–Hinata, sou eu, a Sakura.– eu disse apreensiva.

 

– Saku...o quê?.... Sakura? Sakura? 'Ta tudo bem? O que aconteceu? Você 'ta bem?– ela disse afobada. Suspirei cansada, contando pela terceira vez, a mesma história, acrescentando os dois beijos que trocamos. – Nossa! Jura que ele beijou você?! Caramba, isso é chocante! Como assim Sasuke Uchiha beijou você? Olha eu...

        – Ok! Eu já entendi! Você está absolutamente sem acreditar nesses últimos acontecimentos.

       

– Não entenda errado, Saky! Eu só estou pasma, porque ele é todo na dele e mal fala com você. Apesar de todas as vezes que vocês se encontraram, foi pura coincidência. 

         – É, pode ser. Mas também, não importa, eu não sou nenhuma garotinha boba apaixonada, que se ilude fácil por um badboy da escola!– falei determinada, querendo acreditar em mim mesma.

     – Se você diz... Ah, eu preciso contar uma coisa!– aguardei a resposta dela em silêncio, como forma para ela prosseguir.– Naruto..se mudou para casa ao lado da minha. Isso significa que somos vizinhos!






            Sasuke



       Eu estava satisfeito com rumo que as coisas estavam tomando. Não que estivesse no ritmo que eu gostaria que estivesse, mas eu estava satisfeito. Por mais que fosse difícil admitir, eu estava verdadeiramente atraído por Sakura. Não, eu não estava apaixonado por ela, era apenas atração sexual. Ela é divertida e engraçada. Meio maluquinha e doida, mas era plenamente agradável estar perto dela.
   

Sakura não era uma garota esnobe ou mesquinha, e o mais importante: não era fútil. 

       

Sakura, Sakura, Sakura. 
 

 

Desde que eu cheguei em casa—mais especificamente na minha cama—não parava de penar nela. Nos olhos, sorriso, beijo. Cacete! Eu queria mais! Eu precisava de mais! 

     

Amanhã...não, hoje mais tarde—afinal já passa da meia noite— provavelmente, ela irá fugir de mim...é, com certeza ela irá. Eu precisava fazer alguma coisa a repeito. Uma ideia passou pela minha cabeça, fazendo eu levantar da cama rápido de mais. Quase cai quando esbarrei na minha mochila jogada no chão. Se minha mãe visse a bagunça do meu quarto, possivelmente eu não estaria mais nesse mundo. Abri a porta do meu quarto, pondo somente a cabeça para fora.

 

A casa estava silênciosa, dei o primero passso me certificando que ninguém me veria fazendo isso. Segui o corredor até estar na frente da porta do quarto de Itachi. Respirei fundo, ciente que se eu fosse pego, eu seria zoado pelo resto da minha vida. Girei a maçaneta com todo cuidado que eu não tinha, entrei e fechei a porta em seguida. 
   

Aos poucos pude enxergar o quarto completo. Fique parado, esperando minha visão se acostumar com a escuridão, e aos poucos consegui enxergar com nitidez o corpo de Itachi esparramado na cama. Arrastei meus olhos até ao lado da cama, e pude ver o objeto que eu procurava. Fui dando passos mansos até parar em frente a cômoda ao lado da cama.

Levei minha mão direita até o aparelho, tentando fazer o minimo de barulho possível. Pressionei o botão principal, deparando-me com a trava para digitar a senha. Quase joguei aquela porcaria no chão de frustração. Fiquei alguns segundos pensando na possível senha do babaca do meu irmão. 

         ItachiUchiha
         Mikoto
         Trepar
         Festas


 

Eu tinha mais uma chance, antes que o  celular travasse de vez. Pensei, pensei, pensei e Pensei. 

         

Até que com um estalo, eu lembrei de algo...


       

 Eu e Itachi estávamos sentados na varanda de casa, observando o céu pouco estrelado. Ele havia me buscado de mais uma das infinitas festas que eu frequentava, e para evitar que Mikoto e Fugaku ficassem preocupados, resolvemos esperar um pouco até minha bebedeira passar.

       

– Não sei até quando vai continuar com isso. Eu sei que quer aproveitar sua adolescência máximo, mas não dá pra continuar como se suas ações não trouxessem consequências...
 

– Não comece com suas lições de moral desnecessárias, Itachi! A vida é minha e eu faço o que eu bem entender dela. Se eu tiver que morrer de coma alcoólico...– não consegui concluir a frase já que Itachi socou meu rosto sem piedade. – Mas que merda..– o fitei confuso. 
 

– Pare de agir como ninguém se importasse com você, idiota! Acha que eu estaria aqui se não me importasse com você de verdade?!– ele me encarava com indignação. – Nem mesmo eu, que não sou o melhor exemplo de pessoa, fiz ou faço tanta merda como você, que é mais novo que eu. A mãe chora de preocupação, mas parece que você só se preocupa com você Uchiha Sasuke.– encarei o chão absorvendo cada palavra que Itachi cuspiu para mim. Sentei novamente no degrau da escada, e voltei os olhos para ele. Itachi encarou-me com certa preocupação e depois suspirou cansado. Ele se aproximou de mim e tocou em minha testa com o  dedo indicador e médio. – Por mais que você seja um tremendo de um irmão babaca...eu sempre irei te amar irmãozinho tolo..


         
        Respirei fundo antes de digitar a última coisa que eu provavelmente escreveria.
          
            Irmãotolo

     
        Quando o aparelho ficou desbloqueado, eu quase pulei em cima do corpo de Itachi para comemorar. Procurei na agenda telefônica o nome Sakura, encontrando de primeira o nome Sakura cunhada. Juntei as sobrancelhas em confusão, não entendendo o que o babaca do meu irmão tem na cabeça. Revirei os olhos e anotei o número procurado, apaguei o histórico do celular, apertei o botão do bloqueio e o coloquei de volta no lugar, como se ninguém nunca tivesse tocado. 

Dei alguns passos para trás, sempre de olho em Itachi. Quando estava próximo a porta, girei o corpo e toquei a maçaneta. Girei-a com cuidado e cautela, sempre de olho no babaca que dormia na cama atrás de mim. Abri a porta e olhei um última vez para meu irmão, antes de olhar para frente e dar de cara com dona Mikoto me encarando confusa. 


       

–O que está fazendo no quarto do Itachi, Sasuke?


                      
         Agora eu me ferrei!

          
 


Notas Finais


Espero que gostem mil desculpas pelos anos de espera!♥♥♥

Link música: https://m.youtube.com/watch?v=4brvdtZi3MM


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