História Crazy - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu coração está doendo para ver você jogar
E eu não posso esperar até outro dia...

Capítulo 4 - I Love Playing With Fire


Fanfic / Fanfiction Crazy - Capítulo 4 - I Love Playing With Fire

Vince 

Acordei com o sol batendo na minha cara e me almaldiçoei mentalmente por não ter fechado a cortina. Coloquei um travesseiro sobre o rosto e tentei dormir de novo, mas fui acordado por uma pequena sombra na janela. 

- Oie! - A Amy cantarolou entrando no meu quarto pela janela. 

- Oi amor. - Falei sonolento e bocejei, lutando contra meu corpo pra levantar e ficar sentado na cama. - O que tá fazendo aqui? 

- Faz uma semana que não te vejo. Eu tava com saudade. - Ela disse se aproximando de mim e puxei seu rosto para um beijo. 

- Eu já disse que tenho a melhor namorada do mundo? - Sorri e ela começou a encher o meu rosto de beijinhos. - Como saiu de casa? 

- O Axl dormiu na casa da Stephanie de novo. - Ela disse se deitando atravessada na minha cama. - O Slash sumiu do mapa e o Izzy saiu mais cedo pra fazer não sei o que. O Stee não tá nem aí pra quem eu pego ou deixo de pegar e foi só deixar três garrafas de vodka na porta do Duff. 

- Você sabe que isso é arriscado. - Me apoiei no cotovelo deitado de lado e passei os dedos no cabelo dela. 

- Eu sei, mas não ia aguentar mais ficar longe de você. - Ela disse sorrindo de maneira fofa e dei mais um selinho nos seus lábios. 

- E aí? Quer ver um filme ou alguma coisa? - Perguntei fazendo carinho na bochecha dela. 

- Você sabe o que eu quero. - Ela disse maliciosa e a encarei com tédio. - Ah, qual é? Até parece que você não gosta de mim. - Ela fez biquinho e não pude resistir a dar mais um selinho nela. 

- Amy, tu sabe que eu me preocupo com você. Eu não quero te machucar. E se algo der errado? 

- Vince... - Ela disse se sentando de novo. - Por favor, eu sei que tô pronta. 

Abracei ela e a coloquei sentada no meu colo, de frente pra mim. Só que ela parecia realmente a fim de me provocar, pois fez questão de apertar as pernas em volta da minha cintura. 

- Eu não vou fazer isso com você, Amy. - Dei um beijo na bochecha dela. - Você é a garota mais doce que eu já conheci e não quero tirar isso de você. 

- Vince, faz nove meses que a gente tá namorando. - Ela disse beijando o meu pescoço. - Por favor, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. 

Puta merda, como uma garota tão nova consegue me enlouquecer desse jeito. Estava difícil manter a razão desse jeito. 

- Amy... - Falei segurando o cabelo dela. Eu ia acabar cedendo se ela continuasse. - Eu não posso fazer isso com você... 

-Tem certeza? - Ela perguntou rebolando no meu colo. Quer saber? Meu mais sincero foda-se. 

- Eu tentei te avisar. - Falei e segurei as coxas dela, a colocando deitada na minha cama e ficando por cima. - Mas você não pode chorar. 

- Eu duvido que vá chorar. - Ela sorriu maliciosa e ataquei seus lábios com urgência e ferocidade. 

Minhas mãos corriam o seu pequeno corpo, que pude sentir arrepiando. O corpo dela ainda estava em formação, mas ainda sim me deixava louco. Claramente eu ia morrer de ciúmes quando ela fosse mais velha. 

Ela afastou a cabeça em busca de ar e não perdi tempo em atacar o seu pescoço claro, que logo já estava cheio de marcas vermelhas. Minhas mãos foram com habilidade pra sua blusa e em poucos segundos ela já estava apenas com o sutiã branco de renda. 

Me assustei um pouco quando ela começou a arranhar o meu peito já descoberto, mas confesso que gostei. Voltei a beijá-la enquanto tirava o seu sutiã e percebi que ela corou. 

- Não vai me dizer que tá com vergonha. - Sorri e ela mordeu o lábio. 

- É só a minha primeira vez. - Ela riu. - Não é nada. 

- Acho bom. - Sorri colocando a mão dentro da calça dela e apertando a sua bunda. - Por que eu ia conseguir parar agora. 




Nikki 

Saí de casa antes mesmo do sol nascer. O que a gente não faz por uma boa treta? 

O sol nascia enquanto eu me aproximava da Sunset Strip. Não havia nenhuma nuvem no céu. Um dia perfeito para invadir o Purple Velvet. Eu estava quase no bar quando acabei tropeçando em uma mochila. 

- HEY! - Uma garota com a camiseta dos Rolling Stones disse. - Olha por onde anda! 

- Por que a sua mochila tava no meio do caminho?! 

- Não te interessa. - Ela disse e voltou a abraçar as pernas, lutando contra lágrimas. - Sabe que horas o Rainbow abre? 

- Às três da tarde. - Falei e ela respirou fundo, se escorando na parede. - O que você tá fazendo jogada aí? 

- Antes aqui do que em Londres. - Ela disse e ergui uma sobrancelha. 

- Tá. Em que porra de mundo a Sunset Strip é melhor que Londres? - Cruzei os braços e ela me fuzilou com os olhos. 

- Você não sabe da minha história, então cala a porra da sua boca, tá legal? Eu só quero um emprego no Rainbow pra poder comer. 

- Eita, nervosinha. - Ergui as mãos em rendição. - Você tem nome? 

- Débora. - Ela disse meio cabisbaixa. - Pode me chamar de Debs. 

- E você tem aonde ficar, Debs? - Ela negou com a cabeça. 

- Eu tô dormindo nesse beco. Faz cinco horas que cheguei a Los Angeles. - Ela deu de ombros e sorri de lado, me sentando do lado dela. 

- Sabe quem eu sou?

- Nikki Sixx, não é? Do Motley Crue. 

- Eu mesmo. - Sorri. - Quer uma ajuda pra conseguir o emprego? 

- Pode ser. - Ela deu de ombros. - Normalmente eu não gosto de depender das pessoas, mas é melhor que dormir nesse beco. 

- Vem. - Me levantei e estendi a mão pra ela, que levantou me ignorando. - Seja muito bem vinda à Sunset Strip. 

- Valeu. - Ela sorriu de lado e pegou a mochila. - Que lugar colorido é aquele ali? 

- Aquele é o Purple Velvet. - Falei olhando com nojo pro lugar. - Só não é o lugar mais nojento da terra porque existe o Rabbit. - Apontei pro bar tons pastel que tinha a uns vinte metros do Purple. 

- Que horror. - Ela disse com uma cara de nojo. 

- Eu acho que não mencionei que a Sunset Strip é um inferno. - Sorri de lado e ela riu. 




Tommy 

- Cala a boca! - A Clér gritou enquanto eu dava um gole na minha cerveja. Eu alguma vez já mencionei que amo Clube dos Cinco? 

Eu estava apenas com uma calça de moletom assistindo filme quando ouço um choro feminino descendo as escadas. Olhei pra trás e dei de cara com a Amy descendo as mesmas com as roupas amassadas e o pescoço cheio de marcas. 

- Amora? - Chamei e ela parou de andar, me encarando. Mas alguns segundos depois ela desabou no choro de novo, correndo até o sofá e me abraçando com força. 

- Tommy... - Ela disse chorando e apenas a coloquei sentada no sofá, abraçando com toda proteção que já passei a alguém. 

- Calma. - Dei um beijo na testa dela. - O que houve? 

- Eu... - Ela deu um vacilada, como se estivesse reunindo coragem. - Eu não tava pronta... 

Novamente ela caiu no choro. Abracei ela de novo e só então reconheci as marcas no corpo dela. Chupões, mordidas, tapas. Era mais do que claro o que tinha acontecido. E eu tinha colaborado com aquilo. 

- O Vince... Ele te... Ele abu... Abusou de...  - Eu não conseguia falar de tão em choque com aquilo. Ela negou com a cabeça. 

- Eu pedi. Eu provoquei ele. Eu vim atrás. A culpa é toda minha. - Ela continuou chorando e sentia suas lágrimas escorrendo pelo meu peito, já que eu tava sem camisa. - Eu sabia que ele era selvagem, mas não achei que ele fosse fazer isso. 

- Por que não mandou ele parar? - Perguntei incrédulo e ela se encolheu de medo nos meus braços. 

- Eu falei que não ia chorar. - Ela deu uma fungada. - Mas eu não achei que fosse doer tanto... Eu pedi pra ele ir mais devagar, mas ele disse que eu teria que me acostumar com o "Jeitinho dele". 

- Amy, você precisa contar isso pro seu irmão. 

- NÃO! - Ela gritou e me encarou apavorada. - Se o Axl souber ele mata o Vince, te espanca e me prende no meu quarto até eu fazer 21 anos. Tommy, o Axl não pode saber. 

- Amy, você tá de short com marcas de dedos nas pernas. Seu pescoço tá cheio de chupões e você tá saindo aqui de casa. O Axl vai descobrir de um jeito ou de outro. 

- Por favor, Tommy. Você tem que me ajudar. - Ela choramingou e a abracei de novo. Passei a mão nos seus cabelos enquanto a outra desligava a TV ainda ligada. 

- Posso pelo menos contar pro Stee? - Perguntei e ela assentiu sem erguer a cabeça. 


(***) 


Depois que o Stee passou aqui e levou a Amy embora, eu subi pro meu quarto. Eu sabia que por mais idiota e infantil que o Stee fosse, ele nunca ia deixar algo acontecer com a Amy. Pelo menos no assunto "Esconder marcas de crimes" eu sei que ele é muito bom. 

Estava subindo as escadas quando percebi a porta do Vince entreaberta. Olhei pra dentro e percebi que ele dormia tranquilamente, com um sorriso inocente e um ar de bom garoto. Mas o cheiro de sexo dentro do quarto não enganava ninguém. 

Entrei no quarto dele e peguei um travesseiro, começando a bater nele com toda a força que eu tinha, rasgando a fronha como consequência. 

- PARA! - Ele tentava se defender. - HEY! PARA COM ISSO! AI! 

- TEM IDEIA DO QUE VOCÊ ACABOU DE FAZER?! - Gritei e ele se sentou, esfregando os olhos. 

- Ter a melhor transa da minha vida tirando a virgindade da minha namorada? 

- Você acabou de perder a sua namorada. - Falei batendo nele de novo, que só colocou as mãos no frente do rosto pra se defender. 

- Como assim? - Ele perguntou e parei de bater. - A Amy parecia tão bem... 

- É que ela era uma garota de catorze anos virgem. Você não tinha o direito de exigir dela o que uma estrela porno é capaz. - Falei e tentei bater nele, mas dessa vez ele agarrou o travesseiro. 

- Cara, vê se entende, okay? A Amy é a minha namorada a muito tempo e eu sempre fico louco perto dela. Eu amo aquela garota só que eu preciso me controlar. Eu sei quais são as consequências se qualquer um me pegasse fazendo qualquer coisa com ela, mas é difícil manter a razão quando uma gostosa fica nove meses tentando transar com você a todo custo. 

- E? - Ergui uma sobrancelha encarando ele, já vendo aonde essa enrolação ia acabar. 

- Tá, talvez eu tenha exagerado. Eu fiz ser brutal mesmo, porque eu sabia que se ela não gostasse ela ia parar de pedir e me provocar. Eu amo demais a Amy e eu achei melhor machucar ela fisicamente, porque eu sei que vai sarar mais cedo ou mais tarde, do que correr o risco de acabar com o psicológico dela. Ela tem catorze anos, não merece ser mantida presa pelo irmão e muito menos correr o risco de ser pega pela imprensa mundial. 

- Sabe, eu tenho um método muito melhor pra isso que não envolve machucar a Amy. - Falei calmo e ele me olhou confuso. 

- Qual? 

- CONVERSA! Explica pra ela! Trocar ideias! Não maltrata uma garota de catorze anos, filho da puta! - Peguei outra almofada e voltei a bater nele, que novamente cobriu a cabeça. 

- AU! Tá, eu errei! E agora?! - Ele disse e joguei a almofada no chão, dando de ombros. 

- Agora você se vira. - Falei indiferente, indo na direção da porta. - E boa sorte, pelo estado da Amy, ela nunca mais vai olhar na sua cara. 




Mick 

Passei despreocupado pelo Tommy quase assassinando o Vince e saí de casa com a maior tranquilidade do mundo. 

Nada como dar uma volta fumando, bebendo e encontrando fãs aleatórias. Eu já tinha chegado a conclusão de que eu era incapaz de me apaixonar, então eu não tinha com quem me preocupar e podia ficar com a fã/groupie/stripper/puta que eu quisesse sem me sentir culpado de nada. 

Passei em frente a uma praça e vi um cartaz gigante do festival que ia ter em Hollywood sobre o orgulho de ser da nova geração, de ser dos anos 80. Eu sei que nós confirmamos, mas eu ainda não sabia com quem iríamos dividir o palco. 

- E aí, Mars? - Alguém perguntou e me virei, encontrando a Lita Ford do meu lado. 

- E aí, pequena Runaway? - Falei rindo e ela deu um pisão no meu pé, revirando os olhos. 

- Você sabe que as The Runaways acabaram. Só com a Joan que eu mantenho contato e ainda assim é pouco. 

- Eu sei. Mas eu adoro te provocar. - Falei rindo e ela deu um tapa atrás da minha cabeça. - Com quem você vai dividir o palco? 

- Ainda não sei. - Ela deu de ombros, roubando o cigarro da minha mão e dando uma tragada. - Mas também eu não me importo. É uma noite só e não deve ser nada muito UAU. 

- Entendo. - Peguei meu cigarro de volta. - Eu só tô torcendo pra não ter nenhuma treta. 

- Com certeza vai ter treta. - Ela sorriu de lado. - Já viu o mundo sem tretas? 

- Tem razão. - Eu ri. - O que você acha... 

- MICK! - Uma garota gritou se aproximando de nós e sorri. - AI MEU DEUS! EU NÃO ACREDITO! 

- Quer que eu te espere ou posso seguir a minha vida? - A Lita perguntou. 

- Perai. Vai ser rápido. - Dei de ombros. 

- Nossa! Eu nem acredito. - A garota disse animada e percebi que tinha uma espécie de folheto na mão dela. - Eu sou muito sua fã. Eu até já comprei o meu ingresso pra ver vocês no festival e vou estar colada na grade. 

- Isso explica o anjo que eu vou estar enxergando. - Falei sorrindo sedutor e a Lita revirou os olhos tão fundo que me admirei dela ter conseguido voltar. 

- Anjo? Nossa... - A garota deu uma corada, o que me fez rir. - Eu né sei o que dizer... 

- Me dá o seu nome. Quem sabe eu não consigo que você entre no camarim? 

- Entrar no camarim de vocês? - A garota se animou de novo. - É tudo que eu podia sonhar!

Eu conseguia ver a Lita rindo pelo canto do olho e acabei rindo também. 

- Claro que sim. Uma garota tão linda merece. 

- Eu não acredito. - A garota só faltava soltar fogos de artifício. - Não acredito que vou conhecer minhas duas bandas favoritas no mesmo dia. Fico tão feliz que vocês tenham se acertado e acabado com essa briga. 

- Como é? - Meu sorriso morreu e olhei confuso pra ela. 

- Exatamente! - Ela continuava sorrindo. - Eu não acredito que vivi pra ver Motley Crue no mesmo palco do Guns N' Roses de novo! 


Notas Finais


Oie!
Cap confuso, chocante, treta, parte fofa, tudo junto e misturado ❤
Espero que tenham gostado.

Até o próximo cap
Bjinhos da Cass 😘😘


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