História Crazy Feelings - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Personagens David Luiz, James Rodríguez, Lucas Moura, Marcelo Vieira, Oscar Emboaba, Personagens Originais, Thiago Silva, Will.i.am
Tags Colegial, David Luiz, Oscar Emboaba, Romance
Visualizações 72
Palavras 3.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não briguem comigo, eu sei que demorei horrores pra atualizar. Passei por algumas situações recentemente, mas eu tentei caprichar nesse capítulo.

Foco hoje: DusCar 👀

Boa leitura!

Capítulo 25 - Acontece


Fanfic / Fanfiction Crazy Feelings - Capítulo 25 - Acontece

Duda

Sábado

Ao me olhar no espelho, gosto do que vejo: Visto uma calça jeans, uma regata branca, uma jaqueta de couro na cor preta e meu tênis branco. A maquiagem é leve. O cabelo solto e levemente ondulado.

Pego minha carteira e minha chave de casa e coloco dentro da minha bolsinha. Olho no espelho novamente e dou aquela conferida, está tudo certo.

Vocês devem estar se perguntando o motivo de eu ter me arrumado toda, né?! É que eu vou sair com o Oscar hoje e eu não quero fazer feio.

***

Fecho a porta do carro do meu pai e agradeço ele pela carona. Dou aquela arrumada básica no cabelo e atravesso a rua. Para a minha felicidade, Oscar estava me esperando na porta do restaurante japonês.

- Você está linda - ele me elogia assim que me aproximo, me dando um selinho logo em seguida.

- Você também não está nada mal - brinco e ele ri - Demorei?

- Não, eu cheguei agora a pouco também.

- Ainda bem, não queria te fazer esperar - ele sorri fofo

- Se eu tivesse que esperar, não teria problema - sorrio - Mas aproveitando que já estamos aqui, vamos entrar?

- Vamos - ele coloca a mão nas minhas costas e me guia para dentro.

Enquanto caminhamos pelo cômodo, observo cada detalhe do restaurante.. É absolutamente incrível como o interior do restaurante parece ser um lugar secreto. O ambiente é quase escuro, salvo pelas luzes avermelhadas dos lustres laterais. Pequenas grades dividem o ambiente, formando espaços individuais para cada cliente e seus acompanhantes. Cada um com várias almofadas sobre o chão e uma mesa baixinha ao centro. Quadros nas paredes, fotos e frases escritas em japonês, fazendo com que eu me sentisse como se estivesse no próprio Japão. Fico boba admirando cada detalhe, até que Oscar para de caminhar e eu volto minha atenção para ele. É quando percebo que estamos em um desses espaços.

- Gostou? - ele pergunta ao notar que eu não falei nada desde que entramos. Olho em volta e vejo que algo está diferente em comparação aos outros: há pequenas velas espalhadas pelo chão e algumas sobre a mesa, deixando o ambiente muito mais lindo.

- Nossa... Demais - ele sorri.

- Vem, senta aqui - ele me leva até um dos assentos mega fofos. Me sento e ele se senta ao meu lado.

- Oscar do céu, esse lugar é demais.

- É mesmo - ele sorri - por isso que eu te trouxe aqui, sabia que ia gostar.

- Gostei mesmo, não tenho como mentir - brinco e ele ri

- E te conhecendo como eu conheço, sei que você adora uma comida também.

- Ah, mas isso não é segredo pra ninguém - gargalho

- O que acha de um rodízio então?

- Eu acho ótimo.

- Fechou - ele ergue a mão, chamando o garçom - dois rodízios, por favor.

- Certo. Bebidas?

- Quer beber o que? - Oscar pergunta para mim.

- Pode ser um suco de laranja.

- Um suco de laranja... - o garçom repete enquanto anota - e você?

- Eu vou querer uma coca - Oscar responde

- Anotado. Jajá eu trago - o garçom sai

- Obrigado - respondemos juntos

Não demorou muito para que as bebidas e pratos começassem a chegar em nossa mesa. E apesar de gostar muito de comida japonesa, o Oscar não sabia muito bem comer com o hashi. Ele estava apanhando um pouco pra conseguir comer sem derrubar a comida umas duas vezes, o que rendeu muitas risadas da minha parte.

- Eu não tenho coordenação motora pra isso - ele se lamenta

- Desculpa, eu não consegui segurar - tento conter o riso - não é tão difícil assim, vai.

- É sim!

- Não é, olha - faço o movimento​ com os palitos entre os dedos​ para que eles possa repetir.

- Pera.. me ajuda aqui

- Assim.. - ajeito os dedos dele da maneira certa e faço ele repetir o meu movimento - viu?

- Mais ou menos..

- Tenta fazer sozinho - Mesmo um pouco atrapalhado, ele consegue.

- Assim?

- Isso. Ta vendo? Não é tão difícil, com o tempo você pega o jeito.

- Aee, caraio. Consegui - ele comemora, me fazendo rir

- Tenta pegar um guioza - sugiro. Ele ajeita os palitos entre seus dedos novamente e pega o alimento. Ele sorri ao ver que conseguiu

- Abre a boca - faço o que me pediu e ele me dá a comida, quase deixando cair.

- Affe, sou um desastre - rio do jeito dele, quase engasgando.

- Não engasga, pelo amor de Deus!

- Foi quase, mas tô bem - respondo já recuperada do susto e ele respira aliviado - sabe uma coisa que eu lembrei agora?

- O que?

- Quando a gente se conheceu. Você me fez rir quando eu tava tomando suco e eu engasguei.

- Nossa, verdade - ele ri - belo começo. Já comecei quase te matando - gargalho - eu lembro que eu fiquei desesperado, batia nas suas costas, levantava seus braços, soprava o seu rosto.

- E aquilo não me ajudou em nada - gargalho

- Eu nem sabia se aquilo funcionava. Eu só fiz aquilo porquê todo mundo faz.

- Sorte que eu não tinha engasgado feio, se não eu nem tava aqui.

- Não fala isso. Me sinto culpado - ele fala fofo, me fazendo sorrir

- Desculpa - dou um selinho nele - mas você sabe que é verdade - ele me fuzila com o olhar

- Ta bom, talvez seja um pouco verdade.

- Um pouco nada, é totalmente verdade - ele gargalha

- Lembra que eu fiquei com remorso depois? Fiquei mow preocupado se você não tinha passado mal nem nada.

- Verdade. Tanto que você cabulou a sua aula de história pra ir lá na minha sala ficar comigo.

- Aí chegando lá era aula de que? Inglês e a bendita da professora me reconheceu.

- "O que você está fazendo aqui, Oscar? Você está no segundo ano, não no primeiro" - imito a fala dela na época.

- Aquela voz aguda. Nossa, meus ouvidos doem só de lembrar - gargalho, concordando.

- Tivemos várias aventuras desde que nos conhecemos né?

- Eu não diria que cabular aula é uma aventura. Eu fazia isso sempre

- Você entendeu o que eu quis dizer - ele ri

- Entendi sim. Altas histórias mesmo.

- Lembra quando um menino quis brigar com você? Que ele achava que você tava furando o olho dele.

- Lembro - ele ri - e o pior era que eu não tinha feito nada daquela vez. A menina que vinha atrás de mim.

- Uhum.. - digo irônica

- É sério!

E então ele começou a me contar toda a história. Relembramos algumas das aventuras que passamos e enfrentamos, o que rendeu muitas risadas. Parecia que tudo tinha acontecido ontem.

[...]

A comida estava tão boa e a conversa fluía tão bem que quando nos demos conta, já passava da hora de ir embora. O tempo passou que nem vimos. Meus pais devem estar preocupados.

- Pode pegar a minha bolsa ali? Deve ter um monte de mensagem e ligações dos meus pais - peço para Oscar, que atende ao meu pedido

- Aqui - ele entrega a bolsa

Pego meu celular já imaginando mil mensagens, centenas de ligações. Mas para a minha surpresa, não tinha nenhuma.

- Ué, não mandaram nada.

- Isso é bom né?!

- É... Mas é estranho também

- Ta comigo, ta com Deus - ele brinca, me fazendo rir.

- Deve ser bem isso que eles pensam. Nunca vi gostarem tanto de alguém igual eles gostam de você.

- Ainda bem né?! Melhor pra nós

- Né...

- Bom, mas pra evitar qualquer preocupação, quer ir pra casa?

- Querer eu não quero né, mas..

- Se quiser, vou lá amanhã.

- Vai?

- Claro.

- Então fechou - falo bem humorada e ele sorri, assentindo.

- Vamos então?

- Vamos - guardo meu celular na bolsa e me preparo para levantar. Entretanto, como eu sou uma pessoa mega atrapalhada, eu não podia sair de lá sem fazer alguma besteira.

Quando fui levantar, sem querer, bati a bolsa no potinho onde tinha molho shoyo. Resultado? Derramei tudo na roupa do Oscar.

- Aai, não acredito que eu fiz isso. Desculpa, desculpa, desculpa - digo enquanto pego um monte de guardanapo para tentar limpar a enorme mancha que ficou na camisa dele.

- Não precisa se desculpar, eu sei que não foi a intenção - ele fala tranquilo enquanto pega alguns guardanapos para me ajudar a limpar.

- Por que isso sempre acontece comigo? - pergunto incrédula

- Ei, relaxa - ele segura as minhas mãos - ta tudo bem, não precisa se desculpar.

- Mas olha a mancha que ficou.

- Vamos fazer assim, antes de te levar em casa, eu passo na minha, troco de camisa rápidao e coloco essa de molho.

- Tá bom, faz isso. Porque se o shoyo ficar muito tempo na roupa, não sai mais - ele sorri, assentindo

- Então vamos - ele me ajuda a levantar sem derrubar nada e vamos até o caixa pagar a conta. Me ofereço pra rachar o valor, mas ele insiste em pagar sozinho, disse que veio preparado pra isso.

Após pagar a conta, nos dirigimos para fora do restaurante. A casa dele não é longe de onde estamos, mas como ele precisa trocar de roupa rápido, decidimos pegar um taxi.

[...]

- Cadê todo mundo? - pergunto ao entrar na casa dele e notar um pleno silêncio.

- Eles foram no aniversário de uma amiga da minha mãe. Devem chegar tarde hoje - ele fala tirando a camisa e indo para os fundos da casa.

- Não foi com elas por minha causa? - digo enquanto o acompanho até a lavanderia

- Prefiri sair com você.

- Mas o que a sua mãe vai pensar?

- Que eu saí com a menina que eu gosto - ele responde como se fosse óbvio

- Mas e se ela pensar que eu estou te afastando da família?

- Linda, a minha mãe te conhece há muito tempo, ela gosta de você. Não vai pensar nada - ele enche um balde com água, joga sabão em pó e um pouco de candida junto a mistura.

- Tem certeza?

- Absoluta - ele vem em minha direção, segura meu rosto e sela nossos lábios de forma demorada e delicada - eu só vou trocar de roupa e aí a gente vai tá? - ele fala assim que nos afastamos

- Ta bom.

- Vem - ele pega na minha mão e me puxa para acompanha-lo.

Eu já disse que o Oscar tem um corpo maravilhoso? Se não disse, digo agora. Desde que ele começou a treinar no time da escola, ele ficou mais forte. Continua magro, mas forte. Abdômen definido, ombros fortes... tudodebom.com.br esse homem.

Saio dos meus pensamentos ao notar que chegamos no quarto dele, onde ele iria trocar de camisa. Me sento na cama enquanto observo ele abrindo o guarda roupa e escolhendo uma camisa. Me entrego novamente aos meus pensamentos, admirando a pessoa a minha frente. Quem diria que depois de anos de amizade, sentimentos escondidos, desentendimentos, meu jeito de ser e afins, nós estaríamos ''juntos'', saindo pra jantar, tendo um momento inesquecível e gostoso de se viver. Quem sabe o dia de amanhã?

- Linda? - escuto a voz dele me chamando, trazendo-me de volta a realidade.

- Eu.. - respondo um tanto sem graça, acho que ele percebeu a minha cara de boba olhando pra ele, pois ele está sorrindo.

- Tava me olhando por quê? - ele coloca a camisa

- Não, nada.. tava só olhando a sua beleza - brinco e ele ri. Ele se aproxima de mim a passos lentos.

- Ah é? E o que acha da minha beleza? - ele se senta ao meu lado

- Acho linda, maravilhosa, gostosa, tudo de bom - ele abre um sorriso largo

- Tudo isso?

- Tudo isso - confirmo sorrindo

Antes que eu pensasse em falar mais alguma coisa, sinto seus lábios nos meus. Um beijo quente, cheio de desejo. E por incrível que pareça, isso não me assustou, porque eu queria.

Sinto suas mãos percorrerem o meu corpo, o pressionando contra o dele. Aninho meus dedos por entre seus cabelos e sinto a chama aumentar.

É recíproco.

Delicadamente ele me deita sobre a cama, me acompanhando com seu corpo. Nossos lábios se encaixam perfeitamente, assim como nossos corpos. Ele deposita beijos em meu pescoço, causando-me arrepios. Algo dentro de mim quer gritar, quer explodir. Não sinto vontade de parar. Não quero.

Passo minhas mãos nas costas dele, por baixo da camisa. Não resisto a tentação e logo em seguida a tiro.

Ele sabe que eu o desejo e eu sei que o contrário também é verdadeiro.

Ele me olha fixamente, como se perguntasse se estava tudo bem e com apenas um sorriso sincero, eu confirmei. Não foi necessário uma só palavra, nossos olhares e gestos já diziam tudo: Nós queremos um ao outro.

Todos os meus medos, minhas inseguranças e até o meu jeito bruto de ser, se dissolvem com o toque dele, se dissolvem em seus braços. Com ele eu me sinto segura. Eu confio nele. Eu quero ele.

Oscar

Em todos esses meus anos de vida, nunca tive tanta certeza quanto tenho agora: eu quero a Duda. Não estou agindo no impulso, não estou agindo só para depois me gabar falando "Eu consegui", não! Eu gosto dela. Eu quero. É ela.

Quando ela tirou a minha camisa, tive a plena certeza de que o desejo é recíproco, o que me encheu de alegria. Olho em seus olhos castanhos e a resposta me vem do melhor jeito, com um sorriso. Selo nossos lábios novamente, sentindo o gosto de sua boca como se fosse o nosso primeiro beijo. Com uma das mãos, ergo sua camisa, a tirando de seu corpo. O contato de nossas peles me arrepia, me causa uma sensação que eu não sei nem como explicar. Passo o braço por trás das costas dela e pressiono o corpo dela contra o meu. Ela envolve suas pernas na minha cintura, aproximando muito mais.

Um desejo queima dentro de mim. Eu preciso dela.

Para a minha surpresa e até uma felicidade, ela gira o corpo, mudando a posição e ficando por cima de mim. Ela segura os meus pulsos acima da minha cabeça e deposita um beijo delicioso e repleto de vontade. Ela vai descendo e depositando beijos pelo caminho que fazia, desabotoa minha calça e a tira totalmente. Ela sobe novamente, deitando sobre mim e me beijando novamente. O toque do corpo dela com o meu me deixa louco e num piscar de olhos inverto a posição, ficando sobre ela. Sou eu quem tira a sua calça agora e percebo sua pele arrepiar. Ela me puxa de volta para cima e me laça com suas pernas de novo, proporcionando toques inigualáveis. Sinto meu corpo queimar e clamar por ela.

É isso que eu faço e ela retribui.

Quando se gosta de alguém, não tem hora e nem lugar. Simplesmente acontece.

***

Tudo perfeito. Eu senti que a ela não teve medo de se entregar, senti que fomos passo a passo no caminho correto.

O seu sentimento era recíproco ao meu e por isso tudo foi tão bem. Eu nunca me senti assim por ninguém, mas com ela é diferente, me sinto como se devesse à ela um momento como esse, com todo amor e carinho que eu poderia depositar sobre ela.

As horas passaram e nós não ligamos pra isso, pois o momento estava tão intenso que nos esquecemos de tudo e apenas estávamos vivendo e sentindo com muito amor e prazer todas as sensações que poderiam existir.

Já deitado e com a cabeça dela encostada em meu peito, mexo em seu cabelo e a observo dormir profundamente, creio que foi devido ao cansaço. Confesso que eu também estou esgotado.

Sem que ela acordasse, me levantei delicadamente para ir desligar a luz do quarto. Olho para o relógio, que marca 3 horas da madrugada.

Como passou rápido..

Pego um cobertor no guarda roupa e volto para a cama, cobrindo a mim e a ela, que se aconchega novamente em meu peito e dormimos assim. Felizes.

Duda

Aquele momento foi perfeito, não poderia ter sido com outra pessoa, eu tinha a certeza que o Oscar era a pessoa certa. Dava pra sentir os nossos corações batendo no mesmo ritmo e intensidade. Eu simplesmente não tive medo de me entregar pra ele, eu sabia que ele iria ser cuidadoso e carinhoso nessa nossa primeira vez. Eu não estava errada, pois ele me tratou com tanto amor e carinho que eu nem me importei em sair dali naquela hora, nem me preocupei em ir embora ou se meus pais estariam preocupados, minha sorte é que eles gostam muito do Oscar, então eu me esqueci completamente de tudo e apenas me entreguei de corpo e alma.

Meus pensamentos e lembranças são cortados pelo toque do meu celular, mais que depressa eu atendi para que o barulho não acordasse o Oscar. Nem vi quem era.

- Alô - sussurro

- Duda, onde você está? - reconheço a voz de meu pai

- Eu tô na casa do Oscar, acabei dormindo aqui. Por quê?

- Preciso que vá pra casa agora, te busco em meia hora.

- Por que? Aconteceu alguma coisa?

- Vai pra casa, depois eu te explico.

- Mas pai.. - aumento um pouco o tom de voz, preocupada, fazendo com que Oscar despertasse.

- Eduarda, faz o que eu falei! - ele ordena - até daqui a pouco. Beijo.

- Beijo.. - respondo um tanto confusa, desligando o celular logo em seguida.

- Aconteceu alguma coisa? - Oscar pergunta ainda meio sonolento, com a voz rouca.

- Não sei, mas preciso ir pra casa - falo pegando minhas roupas no chão e as vestindo o mais rápido que eu consigo.

- Você está nervosa, o que foi? - ele se senta na cama, já preocupado

- Eu não sei, vou descobrir quando chegar em casa. Mil desculpas ter que sair assim, mas eu preciso - digo colocando o tênis

- Eu te levo até em casa e você me explica no caminho, pode ser ?

- Não dá, preciso ir sozinha, pode deixar - pego minha bolsa e meu celular e dou um selinho rápido nele - eu te mando mensagem depois. Te amo - saio do quarto a passos largos, deixando Oscar com cara de quem não está entendendo nada. Na verdade, nem eu estou. Eu só sei que eu preciso estar em casa em 30 minutos.

Não há ninguém acordado, ainda bem. Não ia querer que ninguém me visse saindo da casa às pressas, toda descabelada e bem cedo como se fosse uma trabalhadora noturna.

Era cerca de 6:30 da manhã quando saí e fui voando pra casa. Cheguei e tomei um banho rápido, para tirar a sujeira do dia anterior e dar uma acordada digna. Me arrumo rapidamente e logo meu pai chega. O envelope com o nome de um hospital em suas mãos denuncia a sua face de preocupado. Ele faz o gesto para que eu o acompanhe para fora e, sem pensar duas vezes e nem falar nada, simplesmente passei pela porta e fomos em direção ao carro. Não estou levando documento, celular, chave, nada. Só estou indo.

Não sei o que está acontecendo, só sei que não é bom.


Notas Finais


E ai, o que vocês acham que aconteceu?
O que esperam?
Dêem suas opiniões 👀

Beijão! ❤


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