História Crazy Feelings - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Personagens David Luiz, James Rodríguez, Lucas Moura, Marcelo Vieira, Oscar Emboaba, Personagens Originais, Thiago Silva
Tags Colegial, David Luiz, Oscar Emboaba, Romance
Visualizações 43
Palavras 2.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Preparado(a)?

Boa leitura 😘

Capítulo 29 - Apoio


Fanfic / Fanfiction Crazy Feelings - Capítulo 29 - Apoio

Oscar

Quarta-feira

Alguns dias haviam se passado desde que a dona Lúcia foi para o hospital. Eu conversei com a Duda todos os dias desde então, ela parecia mais tranquila e a mãe dela um pouco melhor. Então, hoje decidi fazer uma surpresa pra ela, decidi ir vê-la.

Assim que o treino acabou, fui para o vestiário, tomei um banho e fui direto para a casa dela. Toquei a campainha e quem abriu foi própria dona Lúcia, que me recebeu com um sorriso contagiante no rosto.

- Oscar! Você por aqui?! - ela brinca antes de me cumprimentar. Sorrio.

- Pois é, decidi dar uma passadinha aqui, ver como a senhora está, ver a Duda..

- Tá certo.. entra. Quer que eu chame a Duda?

- Por favor.

- Vou chamar, pera aí - ela vai em direção aos quartos e eu fico esperando na sala. Não demora para que ela volte - ela ta tomando banho, mas ja ela vem. Quer alguma coisa?

- Olha, eu aceitaria um copo d'água - ela é quem sorri

- Vem cá - a sigo até a cozinha, onde ela me entrega um copo com água

- E a senhora dona Lúcia, como está? Está melhor? - bebo o líquido

- Eu tô bem, as vezes ainda sinto um mal estar mas depois de um tempinho passa.

- A senhora ta tomando os remédios? - me encosto na pia

- Tô sim, mas parece que esses remédios não tem muito efeito. Eu ainda sinto umas dores de cabeça, uns enjôos..

- E a senhora não voltou lá no médico pra ver o porque disso?

- Eu não sou muito chegada em hospital - ela fala bem humorada - mas como eu estou de atestado médico lá no trabalho, eu fico em casa e consigo descansar um pouco. Acho que aquilo tudo era cansaço e stresses acumulado, jájá eu fico boa de novo, aos pouquinhos estou me recuperando.

- Tem certeza?

- Absoluta. Mas oh, não é pra contar isso pra Duda hein?

- Ela não sabe que a senhora se sente mal às vezes?

- Não, eu falo pra ela que estou bem. Não quero que ela fique se preocupando comigo, sabe? Coisa de mãe.

- Dona Lúcia, a senhora precisa tomar mais cuidado. Não pode mentir pra ela.

- Para com esse negócio de "senhora", não sou tão velha assim - ela brinca - pode ficar tranquilo, meu bem. Eu estou melhorzinha já. É questão de tempo para que eu fique 100% - sorrio

- Assim espero.

•••

- Como assim você aparece aqui em casa sem avisar? - escuto a voz de Duda. Ela está parada na porta da cozinha e sorrindo

- Ah, é assim? Vou embora então - me finjo de ofendido e ela gargalha

- Não, fica! Estou brincando com você - ela me abraça e me dá um selinho.

- E aí, como você está?

- Tirando o cansaço desses últimos dias, psicologicamente falando, tô ótima.

- Eu imagino.. - olho rapidamente para a mãe dela

- Bom, vou deixar vocês a sós. Eu vou lá na padaria comprar uns pãezinhos pra gente comer no café. Já volto.

- Tá bom, mãe - Duda concorda, enquanto caminhamos para a sala e nos sentamos no sofá - E você, como está?

- Sabendo que você está bem, eu fico bem também - ela sorri - só no domingo que eu pensei que você estava me evitando depois do que aconteceu com a gente - falo um pouco sem graça

- Te evitar? - ele ri leve - magina! Por que eu te evitaria?

- Ah.. não sei.

- Amor.. - a encaro surpreso quando ela fala essa palavra, visto que ele nunca tinha me chamado assim antes - Seja mais seguro de si. Pra você saber, eu amei aquela noite, você não tem noção. Eu não te evitaria nem se eu quisesse.

- Jura?

- Você já está abusando do meu momento fofa.. - ela brinca e eu gargalho - mas sim, eu juro.

- Ta bom, parei - selo nossos lábios rapidamente - mas bem que a gente podia repetir a dose né? - digo como quem não quer nada, querendo tudo. Ela gargalha

- Como você é abusado.

- Não custa tentar, né.

- Quem sabe.. - ela olha para o alto. Rio. Decido mudar de assunto, não quero parecer interesseiro.

- Aaah, deixa eu te contar. O aniversário da Gabi é no final do mês que vem e talvez a minha mãe vá fazer uma festa de aniversário pra ela. Você está convocada hein..

- Eita - ela ri - falando assim eu não tenho nem como negar.

- Essa é a intenção.

- Eu vou sim, pode deixar.

- Eu vou chamar o pessoal também, aí vai estar todo mundo junto.

- Fechado.

•••

Não demora muito para a dona Lúcia voltar da padaria, carregando algumas sacolas.

- Olha o que eu trouxeee - ela ergue as sacolas e a Duda corre até ela para ver.

- Você comprou sonho! Aaaah, meu Deus. Você só comprou por causa do Oscar né? Porque quando ele não tá aqui você não compra - ela indaga, causando riso em nós

- Olha o ciúme.. - beijo a sua bochecha

- Eu comprei porque estava na promoção

- Ahan, sei.. - a filha ironiza

- Para de besteira. Vão lavar essas mãos, enquanto eu arrumo aqui pra a gente comer.

- Sim senhora - bato continência e ela ri.

[...]

Depois de tomar café, conversar e dar boas risadas com as duas. Dona Lúcia se retirou da mesa, dizendo que comeu demais e que iria descansar. Então eu e a Duda decidimos ver um filme de fim de tarde. Ela pegou um travesseiro e eu o cobertor, nos ajeitamos no sofá e demos play em um filme de comédia. Nada melhor do que dar umas boas risadas depois de alguns dias de preocupação.

Duda

- Filha.. - escuto a voz da minha mãe quando estávamos assistindo o segundo filme da noite. Sinto algo ruim.. a voz dela soa como pedido de socorro

- Oi mãe - me levanto na mesma hora.

- Vem aqui.. rápido! - mais do que depressa, subo as escadas até o quarto dela. Oscar me segue preocupado.

- O que foi, mãe?

- Liga pro seu pai, eu não tô me sentido bem - ela está curvada sobre a pia do banheiro que há em seu quarto.

- O que você tem?

- Tudo de novo - ela coloca a mão na cabeça e fecha os olhos - liga pro seu pai!

- Tô indo - corro até a sala novamente para pegar o celular, deixando Oscar com ela.

•••

"Sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens..'' é o que escuto todas as quatro vezes que liguei para o meu pai.

- O pai não tá atendendo - falo assim que volto para o quarto

- Liga pra ambulância - Oscar sugere e eu concordo, digitando o número no celular

- Não, ambulância não - minha mãe implora

- Ambulância sim. A senhora precisa de um médico! - ele responde firme

- Preciso de uma ambulância, rápido! Na quadra 10, rua 4, casa 25. Por favor, é urgente! - falo ao telefone enquanto vejo Oscar acudindo a minha mãe, deitando-a sobre as pernas dele

- Calma senhora, iremos enviar o serviço de urgência, entre 15 e 20 minutos estará aí.

- Ta bom, obrigada - desligo o celular - Mãe, pelo amor de Deus, o que tá acontecendo?

- Eu não sei, filha.. eu tava bem, mas depois do café eu me senti mal e aí voltou tudo de novo.

- Isso não é virose! Não é virose! - falo alto, indignada.

- Ei, calma! Ficar nervosa não vai adiantar! - Oscar fala firme e eu tento me conter, me segurando para não gritar.

- Eu vou tentar ligar pro meu pai de novo - pego o telefone enquanto segura a mão dela.

•••

Não demora muito para que a sirene da ambulância ecoe no bairro. Desço correndo para abrir a porta para os socorristas e logo eles colocam a minha mãe sobre a maca. Ela está quieta demais e isso está me preocupando.

- Meu Deus, Oscar.. minha mãe - fico desesperada enquanto vejo eles colocarem ela dentro na ambulância.

- Eu sei que é difícil, mas tenta manter a calma. Eles vão cuidar dela - a abraço

- Com licença, alguém vai acompanhar ela até o hospital? Se for, entre agora porque já vamos sair - um dos socorristas se pronuncia

- Vamos? - pergunto a Oscar

- Moça, só pode um acompanhante.

- Mas eu não posso deixar ele aqui..

- Desculpa mas só pode um, regra da empresa.. - olho para Oscar

- Faz assim, vai você com ela. Eu vou ficar aqui e esperar seu pai chegar, aí nós vamos para o hospital e eu te encontro lá, pode ser?

- Tem certeza?

- Absoluta - beijo sua testa

- Moça, estamos indo. Pronta? - ele fala de novo

- Sim, vamos. Obrigada por toda ajuda! - beijo ele rapidamente e entro na ambulância. Vejo ele entrando em casa novamente.

Oscar

Eu estava sentado no sofá, esperando a Duda me responder. A agonia já estava tomando conta de mim quando o pai dela chegou.

- Jorge, ainda bem que você chegou! - me levanto

- Oscar? O que você tá fazendo aqui? - ele parece surpreso

- Estou esperando você, a Duda tentou te ligar mas não conseguiu.

- Acabou a bateria do meu celular. Por que ela queria falar comigo? Cadê ela? Cadê a Lúcia?

- Estão no hospital.

- Hospital? - ele arregala os olhos, é quando conto o que aconteceu - Meu Deus! Vamos agora pra lá.

- Vamos - ele corre até o carro e eu o acompanho.

[...]

- Oscar! Pai! - vejo ela vir até nós e abraçar cada um.

- Como a sua mãe está? - Jorge pergunta preocupado

- Os médicos estavam examinando ela. Quando chegamos aqui ela não tava bem - vejo os olhos dela marejarem.

Jorge procura alguém até seus olhos pararem em um médico. Vamos até ele.

- Com licença, eu queria uma informação - o marido da dona Lúcia fala

- Pois não.. - o médico responde

- Sou o marido da paciente Lúcia Batista, minha filha veio com ela até aqui de ambulância. Como ela está?

- Lúcia Batista.. um momento - ele entra em uma sala e volta com alguns papéis em mãos - me acompanhem.

Seguimos ele por alguns corredores, logo chegamos até o quarto onde a dona Lúcia estava.

- Mãe, como você está?

- Tô me sentindo um pouco estranha..

- Oh minha veia, que susto foi esse.. - Jorge vai até ela e beija sua testa - o que ela tem, doutor?

- Eu ainda não sei, os exames que fizeram nela estão em análise.

- Pelo amor de Deus, não me fala que isso é virose porque não é - Duda fala convicta e o médico ri

- Não, com certeza isso não é virose. Quem falou isso?

- O médico do outro hospital que fomos, ele disse que ela estava com virose e passou uns remédios pra ela - o médico escuta atento

- A senhora tomava os remédios, dona Lúcia?

- Tomava, mas eu não sentia muito efeito. Se os sintomas passavam, voltavam depois - ela fala devagar, aparentemente fraca.

- Hm.. - ele fica pensativo - com certeza não é virose, se fosse os remédios dariam conta. Eu vou lá no laboratório ver se os resultados já saíram. Já volto - ele sai

- Eu disse! Eu disse que não era virose! - Duda bate o pé, certa do que fala

- Calma, agora tem um médico bom que vai saber o que sua mãe tem - tento tranquiliza-la.

- Está melhor, Lúcia? - o marido pergunta

- Não.. eu acho que vou.. - ela fecha os olhos e seu rosto pende para o lado

- Lúcia!

- Mãe! - Duda corre até ela e tenta acorda-la - ela não acorda, ela não acorda. Mãe!

- Eu vou chamar o médico! - saio correndo pelo corredor a procura de qualquer profissional que possa ajudar. Vejo o mesmo médico, voltando - Doutor, a dona Lúcia desmaiou! - ele se surpreende e corre até o quarto.

Chegando nele, me deparei com a mãe da minha menina se debatendo sobre a cama. Ela está convulsionando.

- Alguém ajuda ela, por favor! - Duda pede já aos prantos

- Ela está tendo uma convulsão. Me dêem espaço! Rapaz, vá buscar mais médicos, rápido! - concordo e corro atrás de mais alguém que possa ajudar. Encontro mais dois e eles me acompanham até o quarto.

- Rápido! Virem ela de lado, afrouxem as roupas dela para que ela possa respirar melhor e coloquem um pano na boca dela para que ela não morda a língua - o médico ordena e os outros obedecem - por favor, peço que vocês saiam por enquanto, assim que ela melhorar eu chamo vocês.

- Não! Eu não vou deixar ela - Duda resiste

- Filha, eles estão cuidando dela. Nós temos que ajudar dando espaço pra eles trabalharem. Vem - ele a puxa para fora e eu a sigo.

•••

Pego um copo d'água para cada um, tentando ajudar como posso.

- Eu não posso acreditar que isso está acontecendo. Ver minha mãe naquela situação está fora de cogitação. Aquele diagnóstico ridículo não estava certo, ela tem algo grave, eu sinto! Isso está acabando comigo.

- Ssssh, calma - a abraço e tento acalma-la - ela vai ficar bem, você viu eles cuidando dela. Confia em mim, Duda.

- É que.. eu não posso perder ela, amor. Eu sei que um dia a morte chega, mas ela não pode ir agora, eu preciso dela.

- Você não vai perder ela. Deus não vai permitir isso. Eu estou aqui com você, igual o seu pai. Um vai ajudar o outro e vice versa - ela só meneia a cabeça e a encosta em meu ombro, enquanto segura a mão do pai.

Ela precisa de apoio.

David

- Aah, como é bom tomar um banho - escuto Rafa falar assim que se senta ao meu lado no sofá.

- É mesmo. Inclusive, valeu por me deixar tomar banho aqui.

- Magina. Depois de andar aquele parque todo, nós precisávamos de um banho.

- Tá cansada?

- Olha, eu tô sim - ela ri

- Você tá sedentária hein.. não aguentou dar a volta no parque.

- Tá me chamando de gorda? - ela indaga incrédula

- Gorda não, sedentária sim. É diferente.

- Seu ridículo! - sinto um leve tapa nas costas e gargalho

- Bravinha linda! - ela mostra a língua

- Nossa, até esqueci de te perguntar..

- O que?

- E aquele teste que você ia fazer pra um time de futebol? O... O.. puts, esqueci o nome

- O Vitória - fico um pouco tenso, pois é justamente esse o assunto que eu quero falar com ela e não tinha encontrado o momento certo até agora.

- Isso, Vitória. Você ainda não fez né?

- Ainda não, mas vou fazer daqui uns um mês e meio mais ou menos

- Um mês e meio? Por que tão longe?

- Porque é esse o período que eles vão tratar de testes.

- Aaaah.. e ai, tá ansioso?

- Um pouco - sorrio amarelo - o cara me ligou ontem e a gente conversou bastante, ele me explicou como vai funcionar as coisas e tal. Já tenho que começar a me preparar.

- Por que você não fala com o professor Bruno? Ele pode te ajudar nesse assunto.. - ela sugere animada, o que acaba com as minhas forças de tentar contar pra ela.

Ela está me apoiando, está feliz por mim sem nem saber que eu vou ter que ir para outro estado.

- Vou falar sim..

- Fala com ele, se prepara, aí você chega lá e arrasa nos testes, samba na cara das inimiga - solto um riso não muito convincente - Tá tudo bem?

- Tá sim - sorrio

- Mesmo?

"É agora ou nunca!" penso comigo

- Na verdade, tem só uma coisa que me preocupa.

- Que coisa?

- Então, é que o time...

Justo quando eu começo a falar, o celular da Rafa começa a tocar e ela volta a atenção para o aparelho.

- É o Oscar.. - ela frange o cenho, estranhando a ligação. Confesso que até eu fiquei meio assim

- Atende - ela concorda

- Alô.. tudo bem e você?.. o que aconteceu?.. no hospital? (ela arregala os olhos).. de novo?.. Ela o que? (Rafa fica mais boquiaberta ainda).. que horas foi isso?.. em que hospital vocês estão?.. claro, a gente vai aí sim.. fica calmo, daqui a pouco a gente chega aí.. tá bom, beijo.

- O que foi? Quem tá no hospital? A Duda? - pergunto preocupado

- Não, é a mãe dela. O Oscar está lá com ela e a mãe dela teve uma convulsão. A Duda tá muito mal. Ele pediu pra gente ir pra lá o mais rápido possível, pra dar uma força pra Duda. Ele disse que ia ligar para os meninos também. Ele acha que estando todo mundo junto com a Duda, vai ser melhor.

- Então vamos - me levanto rapidamente, esquecendo totalmente do assunto anterior.

- Eu vou ver se o Felipe leva a gente até lá. Ele já chegou do trabalho mesmo

- Tá bom - ela se levanta o corre até o quarto do irmão, enquanto eu coloco o tênis. Em alguns minutos ela volta acompanhada dele.

- Bora, eu levo vocês até lá - Felipe abre a porta

- Vamos - pego na mão da Rafa e saímos.

Nossa amiga precisa de nós!


Notas Finais


Vish.. e agora? 👀


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