História Crazy Feelings - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Annaoh, Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Crazy Feelings, Exo, Traição
Visualizações 461
Palavras 4.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que demorei uma semanas e que disse que não faria mais Isso maaaas é bem difícil pra mim e minha rotina doída.

E a partir desse cap... Meus amigos...

Esse cap é o divisor de águas. Por Isso o título "A última gota". Sentido? Praq?

Quero agrdecer muito os comentários e os favoritos ❤❤❤❤❤❤ vcs são demais.

Sem mais delongas...

BOA LEITURA

Capítulo 15 - A última gota


Fanfic / Fanfiction Crazy Feelings - Capítulo 15 - A última gota

 Quando chegaram no local já se depararam com a enorme fila.

 

É, Byun Baekhyun volta a ser um qualquer, sem entrada VIP hoje. - pensou o castanho.

 

Quando olhou para o lado já avistou Tao pegando o número de um cara atrás deles.

 

  - Uau, ele não perde tempo - comentou com Chen.

 

  - Não mesmo - sorriu para o Byun - e você, pretende ficar com alguém hoje?

 

Jongdae não economizou no tom sugestivo fazendo o menor rir um pouco envergonhado.

 

  - Ah, eu não sei... - deu de ombros, estava a fim de sair pra dançar e não beijar - não tô' no clima.

 

  - Amigo, olha o tanto de homem gostoso que tem aqui! - Tao abraçou os dois pelos ombros ficando no meio - não tem como não estar no clima.

 

Chen concordou e o Byun bufou.

 

  - Por que não admite logo que não quer trair seu namorado? - Tao o provocou.

 

  - Ele não é meu namorado - arrebitou o nariz dando de ombros - e se eu quiser passo o rodo na boate toda, Ok?

 

  - Ui, nosso amigo ficou chateado Dae!

 

  - Tao deixe o Baekkie em paz.

 

  O loiro deu de ombros.

 

  - Façam o que quiserem, eu só sei que hoje vou fazer de tudo pra esquecer o Kris - suspirou e olhou para o céu, como numa prece.

 

  - Eu deveria fazer o mesmo com Chanyeol - o castanho sussurrou para si mesmo.

 

  - Bom, os senhores podem retocar o batom, somos os próximos a entrar - Chen afirmou.

 

Os três entraram e a música alta e dançante logo invadiu seus ouvidos.

 

  - Vou pegar algo pra bebermos! - Tao exclamou e foi até o Bar.

 

Os outros dois amigos se encaram e depois procuraram o amigo com os olhos o encontrando, mais necessariamente flertando com o Barman.

 

  - Ele não tem jeito - Chen concluiu - vem, vamos dançar.

 

Puxou o Byun pela mão e adentraram mais a fundo a pista de dança. Então pararam e olharam um pra cara do outro. Não eram exatamente  dançarinos profissionais.

 

  - Hm...

 

  - Precisamos relaxar e nos soltar - falou Baekhyun - vamos esperar Tao com as bebidas e conversamos.

 

  - Ótimo - se aproximou do outro e segurou sua cintura tendo como resposta uma sobrancelha levantada - o que? Preciso estar perto pra te escutar, a música tá' muito alta.

 

O castanho riu e enlaçou os braços no pescoço do amigo.

 

  - Se comporte, se descer essa mão eu te bato - ameaçou com tom brincalhão, porém falando sério.

 

  - Ok, e-eu nem tinha pensado na verdade - Chen falou arregalando os olhos.

 

  - Ah não? Não me acha nem um pouco atraente? - lançou um sorriso malicioso ao amigo.

 

  - Não! Digo, sim! Espera, está me testando?

 

O castanho riu jogando a cabeça pra trás.

 

  - Talvez - mordeu o lábio inferior.

 

Nunca havia reparado verdadeiramente o quanto Jongdae era bonitinho. Aquele sorriso contagiante lhe pareceu muito atrativo naquele momento.

 

  - Gente vocês acreditam que...

 

Por algum motivo os dois rapidamente se separaram assustados e constrangidos com a presença do loiro.

 

  - ... Estou atrapalhando? Ai meu Deus! Estou, não estou?

 

  - Tao não crie caso! Só estávamos dançando esperando a bebida pra começar a curtir de verdade - o castanho falou pegando a garrafa de vodka - aliás abre aqui, Sr. Abro-Garrafas-Com-Dentes.

 

 O loiro abriu e o castanho pegou dando um longo gole na bebida que desceu queimando. Os amigos lhe lançaram olhares surpresos.

 

  - Vai com calma, Byun! - Jongdae tirou a garrafa de suas mãos e deu um gole - a noite só começou.

 

 

Chanyeol chegou no endereço dado pelo amigo e revirou os olhos. Não passava de uma baladinha LGBT de quinta categoria. Estacionou o carro do outro lado da rua e quando saiu do automóvel escutou uma salma de palmas e assobios que vinham da fila do evento.

 

É, ao que tudo indicou ainda fazia sucesso com os gays. Franziu o cenho e apanhou o celular e ligou para o Byun, como já era de se esperar caiu na caixa postal, não havia jeito. Teria que entrar lá e buscá-lo por si só. Bufou e rumou até a entrada ainda sendo seguido por assobios ignorados.

 

Os seguranças ergueram o olhar para si.

 

  - Olha aqui bonitão, não é por ter um carrão que vai furar fila.

 

O Park revirou os olhos. Só o Byun pra o fazer passar por aquele tipo de situação.

 

  - Não... Espera, George esse não é aquele cara dos comerciais daquela empresa famosa? - o outro segurança indagou encarando Chanyeol de cima a baixo.

 

  - Não pode ser... Ele não é viado, é?

 

Era como se o Park nem estivesse ali diante deles.

 

  - Olha, tenho certeza que os senhores são homens sérios e honestos  - falou num tom baixo rezando para mais ninguém o reconhecer. Retirou a carteira do bolso apanhando uma boa quantia e colocando na mão de cada um dos seguranças - por isso irei presentea-los hoje.

 

Os dois homens se entreolharam arregalados e simplesmente cederam a entrada ao moreno.  Chanyeol automaticamente sentiu falta do ar frio e fresco do lado de fora. O ambiente estava tão cheio que logo seu corpo foi cercado por vários outros suados e dançantes, estava muito abafado e a música alta não auxiliava em nada.

 

Como vou achar aquele pingo de gente aqui? - indagou-se no pensamento

 

A cada passo que dava parecia surgir mais gente ao redor, aprofundou-se até um bar lotado e escorou num pedaço livre do balcão. Respirou fundo e passou as mãos pelos cabelos já suados.

 

  - Vai querer algo, Sr.? - o Barman perguntou lhe lançando um olhar nada casto.

 

O maior negou e então apanhou o celular, acabará de ter uma ideia não tão boa, porém ainda sim uma ideia.

 

  - Você por acaso viu esse cara aqui? - mostrou uma foto do castanho em que o mesmo sorria com sua gatinha persa no colo.

 

Limitou-se a sorrir minimamente com àquela lembrança.

 

  - Na verdade vi sim - o rapaz franziu o cenho - ele estava com um  cara que parecia ser o namorado dele e um loiro chinês.

 

Grunhiu.

 

  - O namorado dele sou... - engoliu em seco - onde os viu pela primeira vez?

 

  - Hmm, os vi seguindo em direção ao  banheiro, perto da pista principal. É só seguir reto por essa direção - apontou o braço e o maior assentiu agradecendo.

 

Jogou-se novamente contra a multidão sentindo seu corpo ser apertando, encoxado, apalpado e beliscado. Além das diversas cantadas ao pé do ouvido. No entanto ostentava um semblante de nojo bem visível. Nunca na sua vida imaginou ter que pisar num lugar daquele tipo.

 

Por ser alto conseguiu ver um pouco a frente dos demais e avistar uma placa em Néon com os dizeres "banheiros". Olhou para cima e respirou fundo podendo em fim avistar a tal pista principal. Dezenas de pessoas dançavam agitadamente ao som da música eletrônica e era o tipo de lugar onde poderia se achar de tudo. Drags, trans, gays, lésbicas, bissexuais e todos os tipos de gêneros existentes e inexistentes.

 

Mas apesar de tudo conhecia bem o suficiente o corpo do menor. E poderia o encontrar somente com seu tato, porém quando o avistou engoliu em seco e preferiu não ter o visto.

 

O castanho estava simplesmente dançando entre dois rapazes que logo reconheceu como os vizinhos do Byun. Prendeu a respiração e pode sentir seu sangue borbulhar, Baekhyun simplesmente rebolava e se esfregava nos amigos como se não houvessem amanhã. E os outros dois, logicamente aproveitavam do corpo escultural do Byun o apertando e apalpado durante a dança.

 

E por algum motivo não se surpreendeu ao ver uma garrafa de bebida na mão do castanho.

 

Em questão de segundos avançou pra cima dos três. Apanhou o pulso do Byun com tanta força que o rapaz surpreso soltou a garrafa deixando a mesma ir ao chão. O baixinho arregalou os olhos estampando a personificação de "surpresa" no rosto. Os outros dois também pararam de dançar e encararam a cena.

 

  - C-chanyeol... - o pequeno gaguejou descrente.

 

  - Surpreso Baekhyun? - o moreno levantou a sobrancelha com tom de deboche mesmo estando furioso.

 

O castanho balbuciou algumas palavras e tentou soltar-se do aperto, sem sucesso. Grunhiu e tentou novamente, para em seguida ser arrastado pelo maior.

 

  - E-espera! Me solta Chanyeol! - gritou e desferiu um tapa no braço do Park que apenas o ignorou e continuou a adentrar entre as pessoas que abriam passagem.

 

  - Ei solta ele cara! - Tao e Jongdae os alçaram e o loiro também agarrou um braço do Byun.

 

Chanyeol revirou os olhos irritado e puxou o corpo do menor com mais força quase o partindo no meio, obrigando Tao a soltar.

 

  - Não se metam, é entre eu e ele - rosnou apertando o corpo do menor contra si sob relutância.

 

Baekhyun era de Chanyeol. Era mais do que óbvio, não?

 

As pessoas começaram a se afastar e um círculo de espaço foi dado aos quatro, os telespectadores assistiam quietos a confusão.

 

  - Chanyeol me deixa em paz! Que merda você veio fazer aqui? - o Byun desvencilhou um braço e arranhou o rosto do maior com as unhas um pouco compridas.

 

Simplesmente não conseguia entender... No início até pensou que estivesse tão chapado ao ponto de ter alucinações com o Park, mas a dor no seu braço era muito real e não deixava dúvidas. Estava sendo arrastado por Park Chanyeol. Logo a raiva o invadiu junto com a indignação.

 

  - Solta ele cara, não 'tá vendo que ele não quer ir - Chen se pronunciou empurrando o ombro do Park que cambaleou com o pequeno ainda em seus braços.

 

  - Qual a sua, hm? Quer brigar pelo Baekhyun é? - levantou a voz - quer que eu vá ai e quebre a sua cara por ficar de gracinhas com meu Baekhyun?

 

  - O Baekkie não é seu...

 

  - Baekkie? Puff - revirou os olhos - está dando pra esse cara Byun? por que ele acha que tem o direito de te chamar por apelidinhos íntimos.

 

O castanho nunca se sentiu tão envergonhado na sua vida, praticamente todo o local parou pra assistir aquela cena patética dele sendo arrastado por um cara que o tratava como se fosse seu dono, além de comprar briga com seus amigos. Merda, merda, merda! O que Chanyeol tinha na cabeça no lugar do cérebro?

 

O famoso milionário Park Chanyeol arranjando um barraco numa boate gay na periferia de Seul? Isso definitivamente séria um escândalo, exatamente do tipo que o Park dizia evitar.

 

  - Baekhyun quer que chamamos os seguranças pra esse ridículo? - Tao perguntou segurando nos ombros de Chen para segurar o amigo.

 

Sim.

 

  - N-não - falou baixo, sua cabeça já estourava de dor e não precisava conseguir mais problemas - acho melhor ir com ele.

 

  - Não! - Jongdae brandou - vai deixar esse cara mandar e desmandar em você assim?

 

O Byun abaixou a cabeça. Era melhor, precisava evitar que as coisas fugissem mais do controle e Chen e Chanyeol não saíssem no tapa, soco, murro...

 

  - Chen tem razão Baekkie - Tao apoiou - ele não pode simplesmente entrar aqui e te levar embora como se fosse o cachorrinho dele.

 

O menor engoliu em seco e prendeu o choro na garganta, estava com tanta vergonha que não relutou quando o Park escondeu seu rosto no peito dele. Se sentia enjoado de toda aquela situação e só queria desaparecer antes dos seguranças chegarem.

 

  "Me desculpem" susurrou tão baixo que foi entendido como leitura labial pelos amigos.

 

  - Vamos seu cretino - grunhiu para o maior, que finalmente o encaminhou até a saída abrindo caminho entre a multidão.

 

Quando chegaram na saída Chanyeol o segurou pelo pulso e guiou até o carro, o menor resedia cabisbaixo, apoiou no automóvel e colocou tudo pra fora do estômago. Se colocou de quatro com as mãos no chão se apoiando enquanto sentia o vômito subir mais e mais.

 

O Park assustado correu ao encontro do baixinho e sem ter muito o que fazer apenas também se abaixou afagou suas costas levemente.

 

  - Está vendo o que dá beber como se não houvesse amanhã - o maior o repreendeu, porém com um tom suave.

 

  - Vai... Cof Cof se foder - o baixinho gemeu de sentindo tonto e só não caiu de cara no próprio vômito porque foi segurado pelo Park - eu te odeio tanto...

 

Chanyeol o ajudou a se levantar e limpou o canto da boca do menor com a manga da camisa social.

 

  - Está melhor?

 

O castanho de olhos semicerrados apenas assentiu.

 

 - Quer vomitar mais?

 

Negou.

 

  - Tem certeza?

 

Negou novamente.

 

O maior deu um riso nasal, depositou um selar na testa suada do Byun e afagou as bochechas coradas e os olhinhos com lágrimas nos cantos.

 

  - Consegue aguentar até em casa?

 

O castanho somente o afastou e tomando cuidado pra não pisar no próprio vomitou entrou no carro logo sendo seguido pelo maior.

 

  - Vomitar no seu Porsche é o mínimo que você merece, filho da puta... Desgraçado.

 

O mais velhos sorriu e ajudou o pequeno a colocar o cinto de segurança.

 

  - Sua ressaca de manhã é o mínimo que você merece.

 

O maior olhou para o lado e constatou que o mais novo já cochilava tranquilamente, bem alí no seu lado, totalmente ao seu alcance como deveria ser.

 

 

O Park adentrou com certa dificuldade o em sua cobertura, digamos que não é muito fácil entrar em casa com um baixinho adormecido e resmungão nos braços.

 

Colocou com delicadeza o pequeno no sofá e o observou se aninhar e suspirar ainda dormindo. Adorável era a palavra. Passou as mãos pelos cabelos e se sentou na ponta do sofá acariciando o rosto sereno do mais novo. E foi preciso somente o encarar por alguns segundos pra sentir seu âmago aquecer e sentir-se leve como uma pluma.

 

E com o Byun em seu campo de visão, colocou a cabeça no lugar e finalmente admitiu o quanto imprudente foram suas ações. Havía simplesmente colocado sua imagem em risco ao pisar os pés naquela boate gay, e como se não bastasse arranjou uma confusão na frente de centenas de pessoas. Ótimo.

 

Porém por algum motivo não se arrependia nem um pouco, e a cena do castanho se esfregando naqueles dois como se não tivesse dono lhe deu ainda mais forças e coragem pra arrancar o menor das garras dos amigos do mesmo. Como Baekhyun pode fazer aquilo consigo? Como? Além de mentir ainda se insinuava para os supostos amigos igual uma cadela no cio.

 

Simplesmente não entendia...

 

  - Ch... Ch... - o menor balbuciou adormecido.

 

  - Shh! Eu estou aqui - o mais velho lhe deu um beijo no topo da cabeça.

 

  - Chen...

 

O moreno arregalou os olhos.

 

  - Chen? Sério? Não acredito nisso - grunhiu - está clamando por aquele desgraçado! Baekhyun você me mata de raiva, sabia?

 

Um sorriso contido se formou nos lábios do castanho então parou de fingir e abriu os olhos.

 

  - Então morra... - bocejou se espreguiçando - não tem idéia do quanto estou te odiando nesse exato momento.

 

Chanyeol deu de ombros e se levantou, apanhou o maço de cigarros em cima da mesinha de vidro e acendeu um.

 

  - Não é como se eu também estivesse morrendo de amores por você.

 

O menor coçou os olhos e se sentou com uma perna sobre o sofá. Sentia seu estômago ainda revirar e o cheiro do cigarro não ajudava em nada. Fungou e pousou a cabeça no encosto. Sentia que há qualquer momento poderia colocar as tripas pra fora.

 

  - Você não me ama - não foi uma pergunta e sim uma afirmação - e eu também não te amo. Essa relação tem tudo, menos amor.

 

  - Isso não é verdade.

 

O castanho revirou os olhos e retirou os sapatos com os pés.

 

  - Essa foi a primeira e a última vez que faz uma coisa dessas - levantou a voz e fungou - entendeu? Você não tem esse direito.

 

  - E que direito você tem de mentir pra mim? - o castanho também levantou o tom - teatro com Kyungsoo? Francamente. Achou mesmo que eu fosse tão idiota?

 

O menor riu com amargura.

 

  - Por que acha que eu menti? - ergueu uma sobrancelha e abriu um sorriso debochado - Eu sabia que se dissesse onde ia você ficaria no meu pé, só não imaginei que fosse tão obcecado por mim assim.

 

O moreno bufou.

 

  - Por que fez isso? Eu não consigo entender...

 

  - O que não consegue entender? Que você não deve mentir pra mim nunca? - ironizou - ou que você é meu?

 

O menor revirou os olhos e se levantou caminhando rumo a cozinha enorme deixando o mais velho pra trás. Encheu um copo de água e bebeu, olhou-se no reflexo inox da geladeira. Seu delineado gatinho perfeito não estava mais tão perfeito e seu rosto estava pálido, mais do que o normal.

 

  - O que eu tô fazendo aqui? - murmurou para si mesmo.

 

Voltou à sala encontrando o Park em frente a enorme janela, observando a noite de Seul. Respirou fundo e caminhou até o mesmo parando ao seu lado. Encarou ambos os reflexos no vidro - cristal .

 

  - Está melhor?

 

O menor assentiu.

 

  - Não me odeie tanto assim - o maior pediu roçando as pontas dos dedos na bochecha do mais novo - sabe que as vezes eu sou impulsivo e controlador e idiota.

 

  - E nada meu - o castanho completou - você não tinha o direito...

 

  - Shh! Vamos esquecer isso, nós dois erramos.

 

O Byun grunhiu e subiu as escadas pisando firme.E mais uma vez o Park se encontrou sozinho.

 

 

 

Depois de lavar o rosto e a boca no banheiros do corredor o Byun adentrou o quarto de hóspedes mais próximo e bateu a porta com força. Trancou a mesma e se escorou caindo no chão, afundou a cabeça nos joelhos dobrados e deixou as lágrimas quentes caírem livremente por seu rosto corado.

 

Estava com tanta raiva de Chanyeol, de si mesmo e de toda a situação em que se submeteu. Foi tão injusto! O Park podia fazer livremente o que quisesse enquanto Baekhyun não podia dar um passo sem ser rastreado.

 

"Vai deixar esse cara mandar e desmandar em você assim?"

 

"Ele não pode simplesmente entrar aqui e te levar embora como se fosse o cachorrinho dele. "

 

Seus amigos tinham toda a razão. Chanyeol não podia! Ele não tinha porra de direito algum sobre ele. Filho da puta egocêntrico do caralho...

 

Se levantou secando as lágrimas do rosto e abriu a porta dando de cara com o Park escorado no batente como se soubesse de todos os seus movimentos e apenas aguardasse sua saída. Tão ridiculamente lindo com aquela sorriso de canto e os olhos grandes brilhantes. Merda.

 

  - O que você quer? Vai me privar de fazer mais alguma coisa, tipo respirar? - ergueu a sobrancelha com os braços cruzados no peito.

 

  - Na verdade eu só queria te beijar mesmo - deu de ombros.

 

O castanho revirou os olhos e bateu a porta, contudo o maior colocou o pé impedindo que ela fosse fechada e entrou no quarto.

 

  - Já ouviu falar em privacidade?

 

  - Já ouviu falar em minha boca na sua?

 

Chanyeol era simplesmente... Impossível.

 

O menor se sentou na cama e sentiu seu lado afundar. Podia sentir em sua pele o maior o  encarando, queimava e ardia. Não demorou muito pra ter seu queixo puxado e ser obrigado a encarar o outro. Estavam tão próximos que podia cuspir na cara do Park.

 

  - Me Desculpa.

 

Como?

 

  - Como? - elevou uma sobrancelha - Park Chanyeol pedindo desculpas. É isso mesmo?

 

  - É isso mesmo - deu um selar na bochecha corada - me perdoe por quase cometer uma loucura. Senti tanto ciúme de você, quando te vi sendo tocado pelos seus "amiguinhos" pensei que iria explodir de tanto /ódio/. Simplesmente não conseguiu suportar.

 

O castanho respirou e retirou a mão de seu queixo.

 

  - Você não podia...

 

  - Eu sei!

 

  - Me escute! Você não pode simplesmente  se intrometer assim na vida das pessoas. Poxa, nem ao menos namoramos, com que direito você acha que pode agir assim? - manteve o olhar focado no do Park o tempo todo - me humilhando como se eu fosse um pirralho buscado pelo pai.

 

O moreno abaixou a cabeça.

 

  - Ciúmes não é motivo.

 

E então o silêncio se estalou naquele cômodo. Talvez Chanyeol estivesse errado, e Baekhyun também. Provavelmente os dois. Mas no fundo um entendia perfeitamente o outro, era àquela coisa de almas gêmeas, não era?

 

O castanho bufou e deixou o corpo cair pra trás deitado metade na cama fitando o teto.

 

  - Vai me desculpar algum dia? - o Park também se deitou, porém de lado e encarou o menor - acha que sou digno de seu perdão?

 

  - Acha que sou digno de sua obsessão?

 

O maior riu e levou uma mão até a cintura do menor e afagou o local.

 

  - Não disse que te perdoei - o castanho falou ríspido - agora sai daqui que eu preciso dormir e fingir que toda a vergonha que você me fez passar foi um sonho.

 

  - Promete não fugir de manhã?

 

  - Não.

 

O Park arregalou os olhos.

 

  - Prometo. Agora sai daqui, por favor Chanyeol.

 

  - Ok, só mas uma coisinha...

 

Selou seus lábios nos do Byun que se surpreendeu e permaneceu imóvel.

 

  - ... Beijinho de boa noite.

 

 

Baekhyun mentiria se dissesse que conseguiu pregar os olhos por mais de um minuto naquela noite. Toda vez que pensava que estava perto de finalmente conseguir descansar simplesmente não conseguia. Estava inquieto, não conseguia reconhecer conforto naquele quarto de hóspedes como se fosse só mais uma conquista barata do milionário.

 

Ficou se perguntando a noite toda o porquê de Chanyeol ter ido o buscar na boate, e como conseguiria tirar aquela informação de Kyungsoo já que apenas ele tinha conhecimento de sua localização. Provavelmente com ajuda de Jongin.

 

Deu graças aos céus quando viu pela janela os primeiros raios pintando o horizonte sobre os prédios mais altos. Tirou as roupas e rumou ao banheiro do quarto, não tinha uma jacuzzi mas ainda sim era muito luxuoso, não podia negar. Mas tudo ali era. Secou-se na toalha e depois se  vestiu o roupão macio. Saiu do banheiro e olhou com nojo pra suas roupas, não hesitou em as jogá-las no cesto.

 

Abriu a porta do quarto e rumou descalço até os aposentos do Park. Estranhou a cama vazia e foi direto ao closet pegando as menores peças que achou - e as mais caras - nisso incluiu uma pulseira linda que praticamente  o chamou, parecia ser de ouro puro. Depois de pronto com os sapatos calçados desceu as escadas com a barriga rocando.

 

Estava prestes a chamar pelo dono da cobertura quando o encontrou dormindo no sofá. A posição não parecia muito confortável aliás, estava sobre o braço e com metade do corpo pra fora. Não evitou um sorriso e deslizou os dedos pelos cabelos negros sedosos, o maior instantâneamente abriu os olhos assustado.

 

  - Ei... Calma, sou eu - o castanho levantou as mãos em sinal de rendição.

 

  - Já amanheceu? - o maior bocejou com os olhos semicerrados.

 

  - Já, mas ainda é muito cedo, volte a dormir, só vou tomar café e vou.

 

  - Não! - o milionário exclamou - não vá.

 

O castanho revirou os olhos e rumou até a cozinha logo sendo seguido pelo maior.

 

  - Quer comer algo? - o menor perguntou fuçando a geladeira - nossa você precisa fazer comprar urgentemente, nem parece que mora aqui.

 

  - Eu não fico todo dia aqui - respondeu ainda sonolento.

 

  - Ah, não? - o Byun ergueu uma sobrancelha - pensei que morasse aqui.

 

O moreno logo se deu conta do fora que dera, contudo foi salvo pela...

 

  - Campainha? - o menor disse - há essa hora?

 

O milionário deu de ombros e foi ainda sonolento abrir sem nem ao menos verificar quem era. Grande erro.

 

A ruiva entrou tão rápido que nem ao menos deu tempo de detê-la. Hyuna trajava roupas claras que não contrastavam tanto com a sua pele pálida, contudo a maquiagem estava em peso, nunca dispensando o batom vermelho.

 

  - O que...

 

  A mulher foi adentrando a cobertura sem cerimônias.

 

  - Ele está aqui, não está? - exclamou procurando em baixo dos sofás - o seu garotinho. Qual era mesmo o nome dele?

 

O milionário arregalou os olhos e tampou a boca. Não, não, não.

 

  - Hyuna vai embora - sussurrou ainda segurando a porta aberta.

 

  - Ah ele está - afirmou e quando estava prestes a subir as escadas o rapaz surgiu da cozinha.

 

Baekhyun encarou primeiro a mulher, depois Chanyeol.

 

  - O que está acontecendo aqui? - perguntou evitando a ruiva e se aproximando do moreno.

 

Hyuna possuia um sorriso malicioso nos lábios carmim e um olhar louco sob as lentes verdes.

 

  - Eu sei Chanyeol - começou a andar lentamente - eu sei que ele não sabe.

 

O Park arregalou os olhos, era só o que o faltava naquele momento.

 

  - Hyuna... Vai embora, por favor - grunhiu e tentou segurar a mão do menor que recusou.

 

  - Tsc, tsc - se sentou no sofá e segurou o colar de pérolas na mãos as encarando como se fossem a oitava maravilha do mundo. E não era? - você é mais idiota do que eu pensava Chanyeol. Por quanto tempo pensou que conseguiria esconder isso do garoto? Ele não é burro.

 

  - Do que essa vadia esta falando? - o castanho levantou a voz já se irritando - por que deixa essa vagabunda entrar desse jeito?

 

  - E-eu não deixei! - O Park estava tão nervoso que suor escorria por suas têmporas - Hyuna. Vai. Embora.

 

  - CALA A BOCA CHANYEOL! - a ruiva gritou - chega de farsa! Se você não vai ficar comigo não vai ficar com essa bichinha também. Eu vou contar a verdade.

 

  - Não...

 

  - Deixa ela falar - o castanho o interrompeu - deixa essa vagabunda falar logo o que quer pra ir embora.

 

  - ... Baekkie, não.

 

  - Você escutou o menino Yeol, ele quer saber sobre ela - a ruiva fuzilou o Park - sente-se Baekhyun. Esta na hora de conhecer de verdade sobre Park Chanyeol.

 

 


Notas Finais


Ok, eu DEFINITIVAMENTE não queria ser Park Chanyeol nessa Fic. E muito menos o Baekkie. Nem a Dara. Nem o Tao heieehieehu

Eu até séria a Hyuna, Ela está se saindo uma ótima vadia má. Adoroooooo.

Aqui vimos que;

Park Chanyeol é um possessivo hipócrita.

Baekhyun não é tão idiota assim quanto parece ser.

Hyuna é uma loucA vingativa.

Porém devemos ama-la?


Bom, até o próximo. ❤❤❤❤❤❤❤❤


Ps: Vcs curtem ABO UNIVERSE?


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