História Crazy in Love - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 189
Palavras 2.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oi meu amores, se estiver uma bagunça, só finge que não tá :) amo vocês

Capítulo 38 - I think I don't like it. I never liked.


Quase tropecei na enorme escada, não enxergava nada em minha frente e a música estava me dando dor de cabeça. Eu não raciocinava. Passei por todas aquelas pessoas e meus amigos não me viram, estavam bêbados demais para prestar atenção em mim. Justin ainda estava lá. Eu estava sozinha. 

Enxuguei as lágrimas e procurei por Irina, chorei mais ainda por não ter a encontrado. Eu precisava de alguém. Como eu iria voltar?

Sai daquele lugar e o jardim estava vazio, eu ainda conseguia sentir a vibração da música e um pouco de tontura por conta das bebidas. 

Sentei na grama e vomitei até deixar meu estômago vazio. Eu estava péssima. Vários pensamentos se passavam por minha mente, e eu conseguia analisar apenas um: era minha hora de deixar tudo isso pra trás. Essa não é a vida que planejei ter, e nem quero continuar assim. É uma tortura. Mas, como eu faria isso? 

- America? - todos os meus musculos relaxaram ao ouvir aquela voz conhecida, mas não levantei, eu estava suja e com vergonha de mim mesma. - O que aconteceu?

- Eu só faço merda, Chaz - murmurei. 

- Como assim? - ele se abaixou e tirou o cabelo de meu rosto. - Vamos sair daqui? 

Por que eu não dei uma chance à ele? 

Assenti e ele me ajudou a levantar, e andei apoiada a ele. Senti alguns pingos de chuva e um forte vento em meu rosto, de repente, o mundo desabou em nossas cabeças. Entramos rapidamente no carro. Ficamos um bom tempo em silêncio, meu coração batia forte e toda aquela cena se passava em minha mente.


- Encontrei Justin com Soraya. 


Chaz me olhou sem entender. 

- Transando. 

- Que droga! - ele virou e bateu em seu volante. - Eu não acredito. 

- Eu também não queria acreditar - sussurrei olhando para o céu. - Uma prova de amor em tanto, não é? 

Ficamos em silêncio novamente. 

- Por que fez isso? - perguntei. 

- O quê? 

- Você sabe. 

- Eu só queria te deixar feliz.

- Por algumas horas... eu fiquei feliz. Obrigada - sorri e nos olhamos. Eu não poderia fazer aquilo com ele. Desviei o olhar. 

Em poucos minutos, Chaz me deixou em casa e ainda chovia demasiadamente. Respirei fundo. 

- Bom, essa é minha deixa - forcei um sorriso. - Você é meu herói. 

Ele sorriu, triste. O olhei como se fosse a última vez, e aquela seria nossa última vez juntos. Eu queria poder falar, mas ele e todos tentariam me convencer a ficar, mas não era aquilo que eu queria. 

Quando tentei abrir a porta, Chaz segurou minha mão. 

- America, eu... 

Parei. Meu batimento cardíaco aumentou. 

- Eu... 

- O quê, Chaz? 

- Eu só queria ver você feliz. Não aguentava mais a tortura de te ver triste e não poder fazer absolutamente nada. Eu queria te abraçar, te beijar e dizer o quanto sou louco por você - ele estava tremendo. - Mas, não era eu quem você queria. 

- Charles... 

- Agora você pode ir - ele estava vermelho e havia soltado minha mão. 

Desabei em choro. 

- Me desculpa, eu não queria isso pra mim. Eu não queria fazer você passar por isso. Charles, eu te amo tanto, mas não como eu amava Justin.


- Me desculpa. 

- Eu que devo pedir desculpas. 

- Não, não, por favor. Me dá um ultimo abraço? 

Rapidamente Chaz colou nossos corpos em um forte abraço. Aquele era o último. Nossos rostos próximos demais fez eu pensar no quanto eu poderia ter sido feliz ao lado dele. Quando menos esperei, nossos lábios estavam juntos, em uma sincronia absolutamente maravilhosa. 

- Por que não deu certo? - ele sussurrou. 

- Talvez, algum dia - sorri, mesmo triste. Eu precisava de um último momento como aquele. - Preciso ir. 

- Dorme comigo? - ele segurou minha mão. Eu não podia, precisava definir meu futuro em alguns minutos. 

- Algum dia. 

Selei nossos lábios e ele sorriu. Sai do carro e fui totalmente molhada por aquele temporal, Chaz deu partida no carro e logo ele sumiu de vista. - Adeus.  

Respirei fundo, bem fundo, e entrei em casa. Um silêncio enorme reinava o lugar. Eu estava um caos. Subi as escadas e fui direto para o meu quarto, Irina com certeza não estava no dela. 

Meu coração batia forte, mais forte do que eu esperava. Eu precisava realmente me acalmar. Eu precisava ir embora. 

Seria certo deixar um bilhete para todos? Eu perderia muito tempo. 

Embaixo de minha cama havia uma enorme caixa onde eu guardava todo o dinheiro que me restava. Ali estava a minha salvação. Eu poderia comprar uma passagem de ônibus e me hospedar em uma pousada barata. 

Em apenas uma mochila grande guardei tudo oque eu precisaria até conseguir me manter sozinha. Eu iria conseguir fazer aquilo.


Eu precisava conseguir. 

Tomei meu último banho naquele lugar e foi ali que desabei verdadeiramente. Nada estava dando certo, então essa ida iria ser mais um erro. Estava bastante acostumada com erros, minha vida era um verdadeiro erro. 

Vesti uma roupa confortável para frio e sentei-me na beirada da cama com uma folha de papel e uma caneta. 

"Catherine, Alana, Charles, Ryan e Christian, 

vocês definitivamente foram as melhores pessoas que entraram na minha vida. Eu jamais pensei em ter amigos como vocês, uma verdadeira família.  

Todas as nossas recordações estão se passando em minha mente agora. Todos os sorvetes e tomamos juntos, as risadas, as festas... Eu nunca irei esquecer.  

Obrigada por tudo que vocês me proporcionaram. Espero que me entendam, por favor, eu preciso que me entendam. Eu verdadeiramente e completamente irei amar vocês para sempre." 

Eu já não aguentava mais segurar as lágrimas, precisei parar. 

"Irina, 

você conviveu comigo e é a que mais não me entende. Eu te odeio por tudo que me fez passar, mas ultimamente to te amando e sinto muito por ter que deixar você aqui. Um dia eu prometo voltar para te buscar. Você merece uma vida melhor. Espero que me entenda e que passe bem sem mim." 

Com minhas mãos trêmulas consegui guardá-las na gaveta. Eu sei que Irina iria achar primeiro que Lilian. 

Eu já não sabia mais oque fazer. Aquele era o fim? 


Vesti meu moletom, coloquei a mochila nas costas e peguei um guarda-chuva. Sim, aquela era minha deixa.


Quando eu iria girar a maçaneta, ouvi uma gritaria. Lilian e Irina. Rapidamente tranquei a porta com o coração acelerado. 

- Eu não aguento mais! Minha irmã não merece isso, mãe. 

- Pare de agir assim, vocês nunca se deram bem! 

- Como você acha que eu me sentia? Eu precisei esconder, e ainda preciso, esse estúpido segredo! Já estou saturada. Ela merece a verdade. 

Minha pressão aumentava cada vez mais. Que segredo? 

- Você não ousaria, Lilian Lewis! 

- Ah, eu ousaria sim - ouvi um estalo. Ela havia estapeado Irina. - Sua louca! America tem sorte de não ter seu sangue! Eu te tenho vergonha. 

- Eu tenho sorte de não ser mãe daquela garota inútil! 

Me apoiei na cama quando quase desmaiei. Era aquilo que eu havia ouvido? Eu poderia estar entendendo errado. 

- E ela tem sorte de não ter seu sangue de barata! Eu irei encontrar a verdadeira família dela. Você vai pagar por tudo, mãe - ouvi os passos rápidos de Irina pela escada. Lilian berrou e bateu a porta do seu quarto.

Meu peito subia e descia rápido. Tudo fazia sentido agora. Tudo vinha em minha cabeça como flashs: os xingamentos, agressões, favorecimento de Irina e segredos cochichados. O que seria de mim daqui pra frente? 

Eu havia sido roubada de minha família? Era uma órfã? Como eu iria saber? Minha família procurava por mim? America era meu verdadeiro nome? 

Minha mente estava literalmente uma bagunça. 


Minha mochila estava preparada, e a chuva continuava a cair com brutalidade. Respirei fundo várias vezes. Eu nem sabia mais se aquilo era oque eu queria mesmo. Se eu ir, irei me arrepender, se eu não ir, irei me arrepender da mesma forma. 


Abri a janela e o vento socou meu rosto, meu corpo estremeceu. Coloquei a mochila nas costas e com o mínimo de barulho possível, e me equilibrando entre a parede, árvore e chuva, consegui descer. Abri o guarda chuva e suspirei. Adeus casa. Adeus vizinhos que nunca vi. Adeus grama. O ônibus não demorou a passar e logo eu cheguei ao posto para comprar minha passagem. A única cidade longe que eu poderia ir era Hapeville. Sim, para lá eu fui.


Horas e horas de viagem. Uma vez ou outra parávamos em alguma vila para abastecer e comprar guloseimas. 


Cada pessoa que passava ao meu lado eu pensava que eram meus pais, irmãos ou até primos. A essa hora eles já estavam loucos atrás de mim. Ou parte deles. Mas eu não poderia pensar naquilo, o que importava era como eu iria viver em Hapeville. Eles não me encontrariam lá. É longe demais. Ninguém se daria esse trabalho. 


Aquela chuva de antes de vez em quando ataca novamente. E naquele dia ela havia resolvido aparecer, estávamos atrasados por conta dela. O motorista, obviamente, dirigia bem mais devagar que o normal.  


Uma família que estava no ônibus começou a fazer uma acapella de músicas conhecidas. Sorri. Eu sempre sentava na última cadeira, a que ficava vazia. Igual eu. Solitária. 


Encostei minha costa no assento e encolhi minhas pernas, abraçando-as. A chuva piorou, mas a família tentava alegrar o ambiente. Eles eram legais. E se fossem minha família? Oh, não. Eles eram loiros demais. Mas, e se eu fosse diferente? 


De repente, aconteceu algo. Apenas ouvi gritos e senti meu corpo sendo arremessado para o lado. Apenas. 



Não sei se eu estava no paraíso. O paraíso era claro demais, eu nem conseguia abrir meus olhos. E doía. Nós sentíamos dor no paraíso? Ou eu estava viva? 


Depois de segundos voltei a ouvir ao redor. Havia muita gritaria e eu estava deitada, mas em movimento. Não conseguia distinguir. 


- Ela se chama America Lewis Chase e tem 18 anos, por sorte conseguimos encontrar seus documentos - ouvi uma voz ofegante. 


- Ótimo, preciso saber seu tipo sanguíneo o mais rápido possível. Ela está perdendo muito sangue - a voz de uma possível médica, muito calma e desesperada ao mesmo tempo. Nunca entendi os médicos. - Céus, tenho a impressão que conheço essa garota. America... 


De repente, abri meus olhos, e sei que eles se assustaram. 


- Socorro - tentei gritar, eu estava imobilizada.


- Acalme-se, querida, estamos levando você para a sala de trauma. Ocorreu um acidente entre o seu ônibus e um caminhão em uma curva, você teve sorte. 


Meu coração se partiu. A família... eles precisavam estar vivos. Eram felizes demais. Não lembro em que mais eu pensei, pois logo desmaiei novamente. 


Acordei em uma sala vazia, havia uma televisão, mas estava desligada. Um bebedouro. Uma janela grande, mas eu não podia me levantar. Minha garganta estava seca. 


A porta se abriu. 


- Olá - era a médica. Ela sorriu verdadeiramente para mim. Ela estava sorrindo demais. 


Forcei um sorriso. Ela permaneceu em pé ao meu lado, e me analisou. Seus cabelos eram lisos e negros como o meu. 


- Eu sou a doutora Amélia O'Malley, e eu preciso que você mantenha a calma. 


- O quê aconteceu? Estou grávida? Perdi um bebê? Alguém morreu? 


- Você não está grávida, ou esteve, e infelizmente cinco pessoas morreram. 


- Ah... 


- Sei que é estranho, mas eu queria saber onde você morava ou mora, o nome de seus familiares. Alguém para ligar? 


- No momento, não tenho ninguém - respirei fundo. - Eu morava em Atlanta. E minha mãe... Lilian Lewis...


A médica deixou cair sua prancheta. 


- Eu não... 


- O quê? - meu coração começou a bater mais forte.


- America, eu nem sei por onde começar. 


- Você é minha mãe?! 


Ela paralisou. Eu não podia acreditar. 


Um enfermeiro entrou e eles saíram, mas eu ainda podia ve-los pelo vidro. Conversaram cerca de um minuto e de repente ela soltou uma risada, e olhou para mim. Quem era aquela mulher? 


- America, eu primeiramente preciso te contar uma história. Mas eu prometo que não vou demorar.  


- Meu Deus! Apenas me responda, quem é você?! 


- Sua tia. 


Ela estava tremendo. E eu mais ainda. Amélia, minha tia, puxou a cadeira e sentou próximo a mim. 


- Posso segurar sua mão? - assenti. - Céus, você é a cópia de minha irmã. Eu juro, estou me controlando. Mas eu queria te abraçar. Por favor, diga algo. 


- Eu não tô acreditando. Espera, não é que eu não esteja acreditando, mas é absurdo, não é? Antes de fugir... 


- Você fugiu?! 


- Minha vida era um inferno. Antes de fugir, ouvi Lilian e minha irmã, Irina, discutindo, e elas soltaram que eu não era sangue delas. Entende? Ah, que confusão.  


Ela sorriu. 


- Posso contar a história?  


- Sim. 


- Lilian era empregada na casa de seus pais. Sua mãe, Marillya, sempre viajava a trabalho, e sempre estava muito ocupada. Ela já estava grávida de você. Seu pai, Mike, se envolveu com Lilian, oh, ela era muito linda mesmo. Mas nada explica, não é? Mas, não enrolando muito, sua mãe descobriu. E seu pai, obviamente, escolheu sua mãe, mas Lilian não aceitou a derrota. Ela é uma doente! Roubou você, seus documentos e claramente mudou seu nome. America O'Malley Chase. Como ela pensava numa coisa dessa? Ela te maltratava? 


- Muito. 


- Eu vou acabar com ela! 


Sorri.  


- Seu pai não parou um segundo. O culpado de certa forma sempre foi ele, não é? Infelizmente, sua mãe morreu. Depressão - ela parou um instante. - Ela estaria tão feliz agora. Meu Deus! Depois de dezoito anos. É quase inacreditável. 


- Como vocês não conseguiram me encontrar?! 


- Éramos da Inglaterra, amor. Com certeza, seu pai procurou em toda a Inglaterra por você. Acabamos parando aqui, em Hapeville. Queríamos paz. Mas eu, ordenei que toda garota que aparecesse aqui tivesse uma comparação de DNA com a minha. Seu pai nem sabia disso. Mas, eu nunca iria imaginar! Você aqui. Fugindo daquela monstra. 


Demorei pra processar tudo. 


- Meu pai... 


- Oh, sim! Está vivo. E você tem dois irmãos mais novos, querida. Todos vão surtar. Sua família é grande.  


Eu nem acredito que estava ouvindo aquilo. Minha família. Eu tenho uma família. 


Apesar de todo o sofrimento, eu finalmente teria encontrado a paz aqui? Hapeville seria meu lar? 


Eu seria capaz de deixar todo o meu passado para trás e recomeçar um novo aqui, com minha verdadeira família? 


Céus, uma família! Eu finalmente seria feliz. Ou não.  


 


Notas Finais


PREPARADOS PARA A NOVA AMERICA?????
eu fiz tudo rápido mesmo, senão nunca ia acabar.
aguardem.


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