História Crazy In Love - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Cara Delevingne, Deborah Ann Woll, Lauren Cohan
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Debrah, Kentin, Li, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Violette
Tags Assassinato, Cassiele, Castiel, Castiete, Colegial, Elo, Psicopata
Exibições 26
Palavras 1.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Bonnie Kenny

Capítulo 16 - Aflição


Fanfic / Fanfiction Crazy In Love - Capítulo 16 - Aflição

Violette Linney sentou-se em frente a janela enquanto terminava sua lição de matemática, não que ela de fato, se importasse com os deveres ou qualquer coisa ligada ao colégio, mas suas notas estavam muito ruins e ela detestava ver a cara de desgosto de seu pai. Ele nunca gritava com ela quando ela fazia algo errado, apenas balançava a cabeça, contrariado, e dizia: “Estou desapontado com você, florzinha”. Isso era pior que levar uma bronca ou um tapa… Violette amava muito seu pai e desde que perdera sua mãe, só tinha ele. Então, ela se envergonhava muito por ser um fracasso para ele. Ele não gostava que ela fosse uma garota solitária e melancólica e insistia para que ela fizesse amigos e saísse um pouco mais. De vez em quando, Violette mentia que ia às festas. Se arrumava toda e passava um tempo no parque lendo. Depois, quando voltava para a casa, mentia, dizendo o quanto se divertira. E foi assim que ela descobriu que era tão boa mentirosa que poderia ser atriz se não fosse tão tímida.
    O que Violette mais gostava de fazer além de costurar, ler e assistir novelas mexicanas, sem dúvida, era espionar seus vizinhos. Era divertido e, se ela fosse amiga de Peggy, poderia contar tantas coisas que sabia sobre Alexy e Nina. Por exemplo, Alexy adorava dançar ao som de Madonna e Spice Girls, e também, assistia a todas as novelas da tarde — Esse era um assunto em comum que os dois tinham quando se viam, por isso, Violette nunca perdia as novelas, para sempre ter algo para conversar com Alexy —, ele ajudava sua mãe nos trabalhos domésticos e ficava muito feliz quando ela fazia torta  de maçã.
    Nina vivia falando com suas pelúcias e tendo crises histéricas, e tinha uma compulsão por doces, mas sentia vergonha em admitir isso e escondia seus doces dentro dos ursinhos. Às vezes, ela tomava chá com os mesmos ursinhos e era tão fofo quando ela fazia isso porque ela estava sendo o que realmente era, uma menina. Não estava se forçando a amadurecer como as outras meninas que tinham a mesma idade que ela.
    Tinha também Bonnie Kenny, uma garota tão bela quanto misteriosa. Violette não sabia tudo sobre ela, mas pelo pouco que sabia, sentia que as duas tinham algo em comum… “A melancolia no olhar”. A diferença era que Bonnie estava sempre — ou quase sempre — sorrindo e fingia ou tentava ser feliz.
    Bonnie não tinha uma vida fácil. Sua mãe trabalhava como garçonete e o que ganhava mal dava para as despesas. Tinha três irmão, Teddy (19), Luan (14) e Bobby (10). Se dava super bem com Luan e Bobby, mas não com Teddy. Teddy era revoltado, usava drogas, e quando se irritava por um motivo ou outro, quebrava tudo o que encontrava pela frente, gritava com a mãe, e se Bobby e Luan se metessem, ele os agredia. Bonnie e ele, frequentemente tinham discussões violetas. Por isso, ela evitava falar com ele, ou ficar no mesmo cômodo que ele por mais de dois minutos. Era um inferno. Ela não se sentia como se estivesse em sua própria casa, porque só respirava tranquilamente quando ele não estava por perto. E quando ele saía, ela rezava para que ele não voltasse mais, que morresse ou desaparece. No começo, ela se sentia horrível por desejar a morte do próprio irmão, mas depois de um tempo… Quando ela entendeu que ele era mau por opção e não o contrário, deixou de se importar, ou se esforçar para compreendê-lo. Bonnie já pensara em largar tudo e fugir, mas se não o fizera, fora por amor a Luan e Bobby.

    Bonnie tirou sua blusa e parou em frente ao espelho. Mexeu no cabelo e fez uma pose sexy. Violette riu. Bonnie ficou séria de repente e encarou seu reflexo. Pensativa. Onde ela estaria daqui a uns anos? Seria feliz ou ainda viveria a sombra dos outros? Porque ela não era feliz, apenas fingia ser, e por mais que os outros perguntassem se estava bem, ela sempre responderia que sim, mesmo que fosse mentira porque sim, porque não precisava que ninguém sentisse pena dela, mas era difícil porque, às vezes, ela só queria desabafar com alguém. Chorar. Bancar a forte o tempo todo não ajudava muito, e ela sabia… Se continuasse a seguir aquele caminho, cedo ou tarde acabaria se tornando uma pessoa amarga e só afastaria ainda mais as pessoas.

 Violette On: Às vezes, quando estou muito aborrecida, me pergunto por que continuo a lutar… Pelo meu pai? Sei que ele ficaria melhor sem mim, sem esse peso nos ombros. Pela minha vida? Que vida? Eu poderia dizer que vivo de sonhos e ilusões, mas os sonhos tornaram-se pesadelos, e minha única ilusão é a vida. Eu sei que por mais que me esforce não há nada para mim lá fora. É tarde demais. Fiz tudo errado. Não tem como consertar. Sabe quando o rascunho é tão podre que você não consegue passar a limpo de jeito nenhum e termina tão frustrado que não vê outro jeito senão rasgar a página? É bem assim que me sinto em relação a porcaria da minha vida. As pessoas não entendem. Pensam que coisa de adolescente… Só que não é. Não importa se as pessoas sorriem ou são gentis, isso não muda nada. Posso me sentir arrasada num dia feliz, e alegre num dia triste. Eu finalmente entendi o motivo… É porque eu amo com todas as minhas forças a escuridão, e quanto mais tento resistir a ela, mais infeliz eu me torno. Então, eu decidi: Não vou mais resistir a ela.

    Violette se levantou. Puxou as cortinas. Trancou a porta na chave. Ergueu o colchão e pegou um canivete suíço que escondera ali. Apagou a luz e foi para a cama.

    Bonnie se despiu e entrou na banheira. Afundou a cabeça na água e fechou os olhos. Prendendo a respiração. Por que continuar resistindo? Por que não se entregar de vez a morte? Por que não se libertar? Por que esperar até que todos o decepcionem? Isso não seria masoquismo?

    Dói se cortar? Claro que sim. Então por que se auto infligir a esse tipo de sofrimento? Porque há um certo prazer na dor, um alívio delicioso, libertador e viciante. Difícil parar uma vez que se começa.

    De novo aquele eco ensurdecedor no canto mais escuro de sua mente dizendo “Venha para nós”, mas muitos de nós somos teimosos e, ainda nos agarramos, desesperados, a esperança, e é isso o que ainda nos mantêm vivos, que nos força a retomar o fôlego…


Violette apertou seu pulso esquerdo com força e se levantou-se.   Acendeu a luz e pegou o seu kit de primeiros socorros no guarda-roupas.

Bonnie se sentou na banheira e respirou, retomando seu fôlego.


[…]

 

    Castiel tocava guitarra quando seu pai entrou em seu quarto. Castiel o encarou.
— Você tem visita…
— Seja quem for, diga que não estou nem aí.
— Diga você mesmo. — Falou Tyler antes de sair.
Castiel resmungou e voltou a tocar.
— Será que eu posso entrar? — Disse Niele surgindo timidamente na porta.
— Niele? O que… Está fazendo aqui? — Perguntou Castiel a encarando sem jeito.
— Eu sei que… Não deveria estar aqui e… Acredite não foi fácil engolir meu orgulho e vir até você, mas… — Ela suspirou e entrou, encostando a porta ao passar. — É justo que eu ouça a sua versão dos fatos… Mesmo que… Não acredite em você porque é um mentiroso. — Houve um crescente de raiva nas últimas palavras dela. Ela ainda estava muito chateada com ele por causa da tal aposta.
— E de que merda adianta se você não acredita em mim?! — Ele disse zangado, deixando a guitarra de lado.
— Será que… Poderia… Ser menos rude e vulgar? — Ela disse.
— Só que não. Você não gosta de mentiras e eu não gosto de garotinhas mimadas que pensam que podem mudar os outros. Esse sou eu! Me ame ou me odeie! É contigo mesma… Mas não vou mudar meu jeito só porque você não gosta de como sou. Falou? — Disse ele elevando a voz.
— Tá. — Disse ela e virou o rosto.
Castiel se aproximou dela e perguntou-lhe:
— Alguém já traiu você?
Ela riu e revirou os olhos. Se o que ele fizera com ela não fora uma traição, ela não sabia o que era.
— Não. — Castiel a segurou firme pelos ombros. — Alguém que você amou de verdade, com todo seu coração, já traiu você? Alguém em quem você confiava e admirava?
Niele abaixou a cabeça. A resposta era “não”, nunca. Antes de Castiel, ela nunca sentira nada forte por nenhum garoto.
— É horrível, e isso arrasa com você, de uma forma que você nem imagina. É como se alguém morresse. Sabe? Você tenta entender o que aconteceu e por mais que saiba que a culpa não foi sua, mesmo assim, você se culpa. Agora, imagine se isso acontecesse duas vezes seguidas? Não te faria duvidar do amor?
— Se você sabe que isso dói, então… Por que fez isso comigo, Cassy? Por quê?
— Posso ter apostado que conquistaria seu coração, mas nunca a traí… Ainda mais com a Diana, com ela não… Porque… Ela quem fez isso comigo, ela quem me tornou assim… Vazio.
— A Diana…?!
— Com uma garota. — Castiel riu, chateado, e suspirou. — Acho que eu até entenderia se ela fosse lésbica, mas sei bem que ela não é.
— Sinto muito por isso. — Niele disse sinceramente.
— E a outra garota era minha amiga… — Castiel recuou e deu um murro num móvel.
Niele recuou. Assustada.
— Jurei a mim mesmo que nenhuma outra garota brincaria comigo de tal forma.
— Se me conhecesse bem, saberia que eu nunca brincaria nem com você nem com ninguém porque sou diferente da Diana.
— Eu sei… Agora eu sei disso. E por isso não me perdoo por tê-la deixado ir, por ter feito o que fiz. Acredite em mim? Eu juro que sinto muito.
Niele se aproximou dele e o encarou.
— Acredito em você.
— Obrigado. — Ele disse e a abraçou forte.
— Preciso ser sincera… Não sei se… Isso o que sinto é amor, mas… Eu gosto muito de você e quero que seja feliz.
Castiel recuou.
— Tá… Se quiser podemos ir devagar.
— Sim, é melhor. Como você disse, sou uma garotinha mimada.
— Desculpe? Eu não falei isso por mal. — Castiel coçou a nuca, sem graça.
— Mas você não está errado, viu? Nunca me apaixonei por alguém antes e… Tenho medo.
— Francamente? Acho que tenho um ímã que atrai garotas difíceis. — Ele brincou.
— Ei? Não sou difícil, só não sou fácil. — Ela riu e deu um tapa no ombro dele.
— Mas você é uma garota incrível… — Disse Castiel a trazendo para mais perto. — Engraçada e… MUITO linda!
— Sou, não sou?! — Disse ela rindo.
—E convencida. — Ele disse sorrindo antes de beijá-la.
 



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