História Crazy In Love - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Cara Delevingne, Deborah Ann Woll, Lauren Cohan
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Debrah, Kentin, Li, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Violette
Tags Assassinato, Cassiele, Castiel, Castiete, Colegial, Elo, Psicopata
Exibições 22
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Ana

Capítulo 17 - Pieces of me


Fanfic / Fanfiction Crazy In Love - Capítulo 17 - Pieces of me

Nina cortou a cabeça de um coelho de pelúcia, depois, a cabeça de um boneco Ken. Jogou a cabeça do boneco na lixeira. Pegou a cola quente e colou a cabeça da pelúcia no lugar da do boneco, criando assim, algo surreal, sombrio e belo. Ela fez isso com todos os Ken’s e Barbie’s e pelúcias que tinha, até ter uma nova coleção de brinquedos.
— Estão perfeitos! — A garota sorriu. Emocionada. — Bem… Agora vamos nos preparar porque é hora do chá da meia-noite. Quem aí está com sede? Lorde Obscuro? Madame Sombria? — Ela alternou olhares entre o híbrido de coelho e a híbrido de gata. Passou a língua nos lábios. Riu e se virou, um tanto eufórica. — Está certo… Vocês não querem chá dessa vez. Ok. Entendi. — Nina colocou o coelho e a gata para se sentarem nas cadeiras diante dela. Pegou sua mochila azul que estava ao lado da mesa. Abriu-a e pegou seu estojo. O revirou até encontrar o que buscava… Um estilete. — Ah, aqui está. — Nina fez um corte na palma de sua mão esquerda e despejou o sangue que escorreu nas xícaras de Lorde Obscuro e Madame Sombria. Quando acabou, limpou a lâmina do estilete em um guardanapo de pano, e o guardou de volta em seu estojo. Pegou um band-aid e o colou em seu corte. Em seguida, adoçou seu chá de hortelã e o tomou tranquilamente.


[…]

 


|Hospital Black River – Hospital Santa Helena…

 

Ana pegou sua mochila, arrastou um móvel e subiu em cima dele. Puxou a grade de proteção de um duto de ventilação e entrou nele com certa dificuldade já que o mesmo ficava no alto. Ela engatinhou por um tempo no escuro até encontrar uma passagem que dava direto para a sala de vigilância. Tinha um homem de meia-idade lendo um livro em vez de prestar atenção nas câmeras. Eliana mordeu os lábios. Nervosa e pegou encarou a faca que roubara da cozinha semana passada quando conseguira convencer a diretora de que poderia ajudar. E a diretora fora muito estúpida, porque todos sabiam que uma paciente psicótica na cozinha nunca terminava bem.
“Vou sair daqui de qualquer jeito, não importa quem eu tenha de matar”, pensou Ana.


[…]

 

|Glare Town – Álamo…

 

Bonnie Kenny despertou sobressaltada ao ouvir batidas na porta principal. Levantou-se, apressada e foi correndo ver o que estava acontecendo. Não foi a única. Encontrou sua mãe e Luan no corredor. Os três desceram juntos e encararam a porta. Nervosos. Silvana acendeu a luz e pegou o telefone.
— Abram essa porra! Agora! Desgraça! Por que não deixaram a maldita chave embaixo do tapete para mim? — Uma voz grave e histérica veio do outro lado da porta.
— É o Teddy. — Falou Luan assustado e voltou para o quarto correndo.
Bonnie e Silvana se encararam sem dizer nada. Silvana entregou o telefone a Bonnie e foi abrir a porta. Bonnie colocou o telefone de volta no gancho e recuou. Teddy entrou cambaleando e se jogou no sofá. Ele estava mesmo péssimo. Cheirando a cerveja.
— Na próxima… Eu derrubo essa merda de porta. — Ele disse e encarou Bonnie com ódio. Ela o encarou de volta. Inexpressiva. Teddy balançou a cabeça e riu.
— É… Teddy, querido? Quer que eu prepare alguma coisa para você comer? — Perguntou Silvana com medo de que Teddy provocasse Bonnie. Bonnie podia não ser forte, mas não era bem o tipo de garota que aguentava ser xingada sem responder.
— Não. Tá maluca? Nem pensar em comer a gororoba que você chama de comida. Eu já comi uma coisa na rua. — Falou Teddy.

Bonnie foi até seu quarto. Trocou-se e pegou sua bolsa. Quando passou pela sala, Teddy já não estava mais lá, tinha ido para o quarto. Bonnie foi para a calçada. Sentou-se e pegou um cigarro em sua bolsa. Ela sempre saia para fumar quando perdia o sono ou ficava irritada ou triste. De alguma forma, fumar, a relaxava, e ela não estava nem aí se aquilo ferraria ou não os pulmões dela. Foda-se. A vida era dela e ela poderia escolher como preferia morrer.


[…]

 

|Black River – Hospital Santa Helena…


Ana remou a grade com cuidado para não fazer barulho e saiu do duto de ar. Devagar, se aproximou do vigilante, por trás. Ele estava tão entretido… Seria tão fácil. Ana, realmente não queria fazer aquilo, mas precisava, porque não aguentaria continuar presa ali nem mais um dia. Sentia tanta falta de sua irmãzinha.


|Flashback On:


— E então Melody preferiu deixar a Terra da Magia para crescer… — Contou Eliana a sua irmãzinha.
— Mas por que ela fez isso? Por que voltou para uma vida ruim onde ninguém gostava dela? — Perguntou sua irmãzinha, “Tane”, confusa.
— Porque ela só poderia ter o amor do príncipe Ethan se crescesse, e se continuasse na Terra Da Magia, ela nunca envelheceria. Crescer não é fácil e… É essa a moral da história, quando a Melody volta para sua vida de pobreza e desprezo, ela deixa suas fantasias (sua infância) de lado e enfrenta sua realidade, amadurecendo e lutando para alcançar o seu final feliz. Os contos de fadas sempre nos mostraram como é difícil alcançar o seu final feliz. Primeiro, você tem de enfrentar a escuridão se, um dia, quiser, alcançar a luz. E é isso o que Melody fez, Tane.
— Mas e se… Eu tiver medo da escuridão? — A garotinha loira, com grandes e belos olhos azuis, perguntou.
— Então você deve se tornar mais escura que ela, pois, quando ambas se encararem, ela temerá você e se curvará. — Disse Eliana.
— E como eu faço isso? — Perguntou Tane apertando seu unicórnio de pelúcia com força.
Eliana deu um beijo na testa dela e respondeu:
— Você faz o que tem de fazer e não se importa com as consequências, pois, nunca será prisioneira dos homens, se em sua alma, for livre. — Respondeu Eliana.


|Flashback Off.

 


Eliana aproximou sua lâmina da garganta do vigia e, antes que ele tivesse chance de reagir, ela rasgou a garganta dele.
— Você faz o que tem de fazer e não se importa com as consequências. — Eliana sussurrou no ouvido do vigia que agonizava, antes de pegar o molho de chaves na cintura dele.
    Após analisar rapidamente as câmeras, ela chegou a conclusão de que o caminho mais rápido e seguro para sua trilha de fuga era pelos fundos. Seguindo pela ala b, depois pela área de serviço, ela poderia sair pela lavanderia e depois ir para o quintal, onde poderia escalar uma árvore e numa manobra bastante arriscada, subir no muro e depois pulá-lo. Mas não seria um problema, pois, ela fizera algumas aulas de parkout enquanto estivera no colegial, quando fora chefe das líderes de torcida.


[…]

 

|Glare Town – Álamo…


Bonnie estava prestes a voltar para a casa quando percebeu algo se movendo no escuro. Inicialmente, ela não viu bem o que era, se uma pessoa ou um animal, mas então forçou a vista e percebeu que pelo contorno só podia ser uma pessoa. Se aproximou devagar e viu que era só uma garota. Violette. Estava sentada atrás da árvore, com fones nos ouvidos. Bonnie não pensou que aquela magricela estranha, com cabelo legal, fosse uma ameaça, e por isso, se aproximou, a fim de socializar um pouco.
— Oi? — Disse sorrindo.
Violette tomou um susto ao vê-la ali. Tirou os fones e a encarou sem jeito.
— Oh, eu assustei você?! Desculpe por isso? Juro que não foi minha intenção.
— N-não. T-tudo bem. Estou bem. — Violette sorriu. Nervosa. Tanto tempo desejando conhecer melhor sua vizinha, e agora que tinha a oportunidade, nem sabia o que dizer. Que babaca!
— Se importa se eu te fizer companhia? — Bonnie perguntou se sentando ao lado dela.
Violette fez que não com a cabeça e ajeitou uma mecha de seu cabelo para trás.
— Sou Bonnie Kenny. E você? — Ela disse oferecendo seu cigarro a Violette.
— Violette Linney. — Ela respondeu e pegou o cigarro e deu um trago neste.
— Hmm… Por que será que nunca nos esbarramos antes? Aliás, devo confessar que… Amei o seu estilo.
— Meu estilo? — Violette olhou para si mesma. Confusa. Ela tinha um estilo?
— Ah… Seus cabelos são lindos e… Sua roupa. Sempre quis me mexer no meu cabelo, mas minha mãe adora dar piti. Mães… Todas iguais. Argh.— Bonnie riu.
— Hum… — Violette virou o rosto. Chateada.
— Mas o que foi? Eu… Disse algo errado? — Perguntou Bonnie ao notar que ela ficara esquisita de repente.
— Não. É só que… Não. Nada. Esquece. Não tem importância. Deixa pra lá. — Violette disfarçou rápido. Não começaria nada inspirando pena nos outros. Bonnie podia ser sua chance de fazer as coisas diferentes, ao menos, uma vez. E, ora… Não podia ser tão difícil. Né? No fundo, no fundo… Tinha uma garota legal em si mesma. Violette sentia. — E então? Você também sofre com insônia?
— É… Mais ou menos. — Bonnie sorriu amarelo. Só queria ter alguém com quem desabafar, mas a verdade era que ela sabia que pessoas problemáticas sempre afastavam os outros. Ninguém estava nem aí para ninguém. Os outros só queriam curtir e falar dos problemas deles, mas quando era a hora de ouvir seus amigos, eles não estavam nem aí. Bando de desgraçados. Malditos.
— Tá frio aqui… Não quer entrar e beber alguma coisa? — Essa Violette copiara de um livro que Alexy lhe emprestara. Só esperava não soar ousada demais. #UmaBostaSerAntiSocial.
— Claro… Por que não? Mas seus pais não vão achar ruim? — Bonnie disse levantando-se.
— Não. Meu pai nem tá em casa. — E ele dissera que estaria num jantar de negócios e depois iria a um bar com os amigos, mas Violette suspeitara que ele fora se encontrar com alguma vagabunda.
— Tá bem, então. — Bonnie sorriu, e não se atreveu a perguntar sobre a mãe de Violette, porque se a garota não a mencionara, com certeza, tinha motivos. Das duas, uma; ou a mãe dela estava morta, ou, tinha abandonado a família.


    Violette e Bonnie atacaram o bar do senhor Linney, e beberam tequila. Fumaram e dançaram, fazendo uma bagunça no quarto de Violette. Quando se cansaram de dançar como se o mundo fosse acabar, se deitaram na cama. Rindo.
— Eu nem sabia que sabia dançar. — Falou Bonnie.
— Nem eu. — Disse Violette.
— Preciso fazer isso mais vezes… É muito bom. — Falou Bonnie.
— Quando quiser… — Falou Violette.
— Você é mesmo real ou minha mente confusa inventou você? — Bonnie tocou e acariciou o rosto de Violette.
— Acho que eu poderia perguntar o mesmo. — Violette riu.
Bonnie tocou seus lábios nos de Violette, mas antes que esta a correspondesse, Bonnie recuou. Sentou-se e virou o rosto.
— Desculpe? Eu não deveria ter feito isso. Acho que… Bebi demais. Por favor? Não… Pense mal de mim. — Bonnie ia se levantar e ir embora em seguida, mas Violette a impediu, segurando o pulso dela.
— Não. Por favor? Fica. Eu me sinto tão sozinha. Fazia tempo que não me divertia tanto assim. — Falou Violette.
— Mas eu…
Violette foi quem a beijou dessa vez. Bonnie a correspondeu. As duas se deitaram. Bonnie por cima de Violette. Quando as carícias se tornaram mais ousadas, Violette disse, sem graça:
— Eu nunca fiz isso. Dói?
— Não nesse caso. É gostoso, eu juro. — Bonnie sorriu. — Mas não precisamos fazer se não quiser. Eu entendo. De boa.
— Não. Eu quero. — Falou Violette vermelha.
— Tem certeza? — Bonnie a encarou.
— Eu tenho. — Violette disse, segura.
— Tá. — Disse Bonnie voltando a beijá-la.

 

[…]

 

|Black River…

 

Após fugir do hospital psiquiátrico, Ana correu até o ponto de ônibus mais próximo. Tomou um ônibus e foi para um bairro afastado do centro. Usou um pouco do dinheiro que roubara da carteira do vigia para alugar um quarto de hotel barato onde se registrou com um nome falso.
    Após tomar banho e se trocar. Ana se deitou abraçada a uma boneca Raggedy Ann.


|Flashback On:

 

 ||Glare Town – 1989

 

Ana terminava de arrumar suas coisas, pois estudaria num dos melhores colégios internos de Black River. Só poderia vir para a casa aos finais de semana ou nos feriados. Seria ruim ficar longe de sua irmãzinha, mas sua mãe fazia questão que ela tivesse uma boa educação.
— Você tem mesmo que ir, maninha?
Ana se virou e encontrou sua irmãzinha parada na porta, abraçada a uma Raggedy Ann. Aborrecida.
— Vou sentir muita falta de você.
— Oh, Tane! Eu também sentirei muita falta de você. Eu te amo! — Ana foi até ela, se segurando para não chorar. Não queria que a menina se sentisse mal.
— Tome? Eu quero que fique com você para que nunca se esqueça de mim. — Falou “Tane” lhe entregando sua boneca de pano.
Ana pegou a boneca e encarou-a antes de se voltar a Tane.
— Você sabe que eu adoro essa boneca, mas… Não posso aceitar. Foi a tia Lola quem te deu e eu sei que você adora ela.
— Adoro mais minha irmã.
Aquela foi a coisa mais fofa que ela poderia ouvir daquela garotinha, por isso, não segurou as lágrimas, e a abraçou.
— Posso perguntar uma coisa?
— Claro… O que quiser.
— Por que me chama de Tane e não de Dani?
Ana riu e respondeu:
— Por que “T” soa mais suave que “D” e “E” mais forte que “I”, Tane é mais melodioso que Dani, como se, em vez de falar seu nome, eu o cantasse. Entendeu agora?
A pequena fez que sim com a cabeça.
Ana recuou.
— Aconteça o que acontecer, prometo que nunca a esquecerei.
— Eu também prometo, Eliana.
— Ana? Já terminou de fazer as malas? — Disse Thereza vindo e parando em frente a porta.
— Sim, mãe. — Respondeu Eliana (Ana).
— Niele… Já escovou os dentes? Está na hora de ir para a cama. — Falou Thereza como sempre sem paciência. Embora tivesse um ar maternal, ela não tinha muita paciência para a coisa.
— Quero dormir com a Eliana essa noite! — Disse Niele (Tane) batendo o pé e segurando firme o pulso da irmã mais velha.
Thereza alternou olhares entre as duas. Não gostava nem um pouco da forma como Niele se rebelava para ficar sempre perto de Eliana, mas como era a última noite de Eliana em casa, ela decidiu fazer uma exceção.
— Só dessa vez, hein? Não façam bagunça porque já está tarde. — Falou Thereza antes de encostar a porta e ir.

Niele e Eliana se encararam com ar travesso e riram.


|Flashback Off.

 

— Eu vou tirá-la de você como você a tirou de mim, mamãe. — Disse Ana (Eliana) com ódio.


 



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