História Crazy In Love - Capítulo 42


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Cara Delevingne, Deborah Ann Woll, Lauren Cohan
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Debrah, Kentin, Li, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Violette
Tags Assassinato, Cassiele, Castiel, Castiete, Colegial, Elo, Psicopata
Visualizações 22
Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - Cuidado em quem você confia


Quando Karin recebeu a notícia da morte de Rosalya, ficou muito nervosa e tentou localizar Lysandre, mas pareceu que o infeliz simplesmente sumiu da face da terra, pois ninguém o tinha visto sequer deixar o condomínio e seus amigos não faziam a mínima ideia de onde ele poderia estar. Para piorar, Lana Bertolini veio buscar Armin e se exaltou quando Karin lhe disse que Armin nem chegara a pôr os pés ali em sua casa. Lana disse que, talvez, seus filhos estivessem na casa de Rosalya ou de Castiel.
— Rosalya está morta! — Falou Karin e confessou que temia por Lysandre, pois o serial-killer parecia ter algo em especial contra os estudantes de Sweet Amoris.
    Lana leu entrelinhas e, diferente de Karin, não se deu ao trabalho de mascarar sua suspeita:
— Armin e Lysandre podem ter algo a ver com isso.
Karin a encarou, impassível.
— Não sei se agimos certo ao sermos complacentes com eles. Talvez, eles se sintam intocáveis e isso os motive a agirem sem nenhum receio. — Falou Lana.
— Eu sei que eles são monstros, mas são nossos filhos! Boas mães protegem seus filhos, ainda que estes sejam monstros! — Falou Karin. — Além do mais, se eles são como são, a culpa é nossa. Nós os tornamos assim.
    Lana virou o rosto, aborrecida, e suspirou. Lhe custava admitir, mas Armin era sim, um monstro. Ela ainda se lembrava de quando disputara com a família Brandão pela tutela dos gêmeos; por fim, a assistente social convenceu Lana e Sandy a entrarem num acordo e cada uma ficar com um gêmeo – doeu a ambas separar os meninos, mas prometeram que eles sempre se veriam e que estudariam no mesmo colégio, e assim foi – Sandy ficou com Alexy e Lana ficou com Armin. Lana pensou ter tirado a sorte grande e encheu a boca para falar que Armin não era gay como Alexy, que não era uma vergonha para família e etc… E quebrou a cara quando descobriu o tipo cruel de pessoa que seu filhinho era… Um estuprador, um hacker, um ladrão, um manipulador nato, e tudo o mais que ela jamais esperaria que ele fosse – que qualquer mãe jamais esperaria na verdade – e, foi nessa hora que ela se perguntou: onde errou com ele? Pensou que fora Lysandre quem o arrastara para isso e, por um tempo, o proibiu de ver o albino, mas descobriu depois que fora Armin quem arrastara não apenas Lysandre, mas também Rosalya – essa sempre fora malvada, mas com a influência de Armin se tornara pior – para o mau caminho. Lysandre sofria com transtorno de personalidade Limítrofe (ou Síndrome de Borderline), por conta disso, não lidava bem com rejeição, o que o levava a agir de modo impensável quando rejeitado por alguém. Armin e Rosalya sabiam disso e o incentivam a abusar de várias moças – segundo o psiquiatra de Lysandre, ele não tinha muita consciência de seus atos, mas Karin duvidava, já que Lysandre lhe parecia totalmente racional – e o que ambos ganhavam com isso? Armin vendia alguns vídeos e fotos para pervertidos e também chantageava as famílias dessas jovens, sempre no anonimato; eram famílias importantes e não podiam se dar ao luxo de se expor a um escândalo, por isso, pagavam pelo silêncio.
    Armin fora considerado pelo seu psiquiatra como um psicopata, sem nenhuma chance de cura ou redenção, consciente de seus atos, a maldade era o único sentimento que o satisfazia.


[…]

 

Ninguém viu quando Kentin voltou para a casa, o rapaz fez questão de não chamar a atenção para si. Tomou um banho, vestiu o pijama e se deitou como se estivesse muito cansado.


Laura chegou quase trinta minutos depois, um pouco nervosa, assustada até com a própria sombra… Se trancou no quarto e se meteu embaixo dos cobertores.


[…]

 

Niele estava a ponto de pegar no sono quando seu celular vibrou. Ela o pegou e leu a nova mensagem de texto, cujo remetente era “admirador secreto”:

|Quisera eu estar aí, deitado ao seu lado, passando a mão por seus cabelos e aspirando seu suave perfume de rosas… Mas me sinto satisfeito apenas em vê-la, pois és tão bela, tão… Bela.|


Niele se sentou, depressa e olhou ao redor. Acendeu a luz e se levantou. Revistou todo o quarto e só se acalmou quando se deu conta de que estava sozinha.
“Esse desgraçado só tá brincando comigo, tentando me deixar maluca”, pensou Niele.
Outra mensagem…
“Atrás de você… Embaixo da cama”.
Niele gelou e se virou devagar. Se aproximou da cama e se agachou. Agarrou a ponta do lençol e fez uma careta, pensando se erguia ou não o lençol, ou gritava.
“Quem será que está fazendo isso comigo?”, perguntou-se Niele com a respiração ofegante e puxou o lençol, deliberadamente.
    Tudo o que encontrou foi uma rosa cor-de-rosa (sua favorita), mas a encarou como se ela fosse uma serpente. Assustada. Por fim, pegou a rosa e deixou o quarto.

 

[…]

 

Karin estacionou em frente a casa dos Benson e quando estava prestes a descer do carro, o celular de Lana tocou.
— Alô? Armin? Graças a deus! Onde você está?
— Pergunta se o Lysandre está com ele? — Pediu Karin num sussurro.
Lana assentiu e perguntou.
— Sim, está.
Dessa vez foi Karin quem suspirou, aliviada, antes de dar partida no carro e ir embora.
— Não demoro a chegar. Preciso falar com você, querido. É muito importante. Karin e eu estamos indo para aí. Tudo bem, filho. Tchau. — Lana desligou e se voltou a Karin. — Os dois estavam com Alexy, ensaiando com a banda.
— Sequer suspeitei que meu filho fizesse algo errado. — Falou Karin, mas foi da boca para fora, pois, ela sempre esperava o pior de Lysandre, e tinha certeza que se não fosse por ela, ele seria pior.

 

[…]


Alexy recolou o telefone no gancho e ajeitou a touca em seu cabelo, um pouco nervoso. Será que conseguiria encarar Lana por muito mais tempo?


|Flashback On:


Alexy estava em seu quarto folheando uma revista enquanto ouvia música quando Armin o ligou e propôs que os dois trocassem de lugar…

— O quê? Alguém aqui anda vendo muito filme de gêmeas que trocam de lugar… — Falou Alexy achando um absurdo.
— Me meti numa encrenca daquelas e não posso voltar para casa hoje, nem o Lysandre. Por isso, eu preciso que vá pra minha casa, finja ser eu e faça exatamente o que eu disser. Pode ser? — Falou Armin.
— Mas… E o que eu digo pra minha mãe? Não posso sair de casa assim… Nem todo mundo é irresponsável e rebelde como você, sabia? — Disse Alexy.
— Mas que droga! Será que eu sempre tenho de pensar em tudo? — Reclamou Armin. — Mente que vai dormir na minha casa e pronto.
— Tá, mas depois você vai me explicar o que está acontecendo direitinho. Viu? — Falou Alexy.

 

|Flashback Off.


— Castiel? Abra a porta, filho? Me deixe explicar o que aconteceu… Por favor? — Pediu Tyler.
— Explicar o quê? Que a mãe do meu inimigo e você são amantes? Era para eu ficar feliz com isso, pai? — Disse Castiel encostando a testa e as mãos na porta, chateado. — Olha… faz o que quiser. Não tô nem aí. Dane-se. Só não me envolva nisso.
— Eu namorei com ela antes que ela se casasse com o Alonso. — Falou Tyler.
— Não me interessa! Só me deixa em paz! Preciso de tempo para assimilar essa merda. — Falou Castiel antes de se afastar da porta e ligar o rádio, abafando assim a voz de seu pai.


[…]


Elisângela voltou derrotada para casa e foi direto para o quarto. Nathaniel ouviu quando ela chegou e deu graças a deus por ela voltar antes de seu pai, senão os dois brigariam outra vez. Nathaniel já estava cansado de tantas brigas. Ambre também. Eles viviam se escondendo em seus quartos sempre que os pais se encontravam, temendo que sobrasse para eles.
    Tudo era motivo de briga: as notas baixas de Ambre sempre eram culpa de Elisângela…
A falta de amigos de Nathaniel… Culpa de Elisângela.
E por aí, ia…
Algumas vezes era mesmo culpa dela, como o limite estourado dos cartões de créditos, ou as saídas acobertadas de Ambre a festas; mas, Alonso também não era nenhum santo. Possessivo, autoritário e ciumento… Esse era seu perfil. Fora isso, sem dúvida, ele era um bom pai, mas um péssimo marido. E Elisângela sentia prazer em contrariá-lo porque desde que fora forçada a se casar com ele, jurara tornar sua vida um inferno. Bem, ela estava conseguindo, mas sua vida também se tornara um.


[…]


Niele contou a Eliana sobre a mensagem e a rosa, e Eliana lhe disse:
— Não quero te assustar… Mas… Seria difícil alguém ter entrado em seu quarto sem que você percebesse, especialmente quando passou a tarde toda em casa, então… Só pode ter sido alguém que você tenha deixado entrar.
— Ah, meu deus! Não! O Ken não faria isso. — Falou Niele, mas de tão assustada, já começava acreditar naquela possibilidade.
— Ou foi ele ou o Castiel. — Falou Eliana.
— Não acho que Castiel faria isso… — Falou Niele segura.
— Então foi o Kentin. — Disse Eliana.
Niele riu. Nervosa.
— Jamais julgue alguém por sua aparência, pois, você pode se surpreender. — Falou Eliana.
— O Kentin amava a Rosie! — Falou Niele.

Ele amava, não amava?

 

[…]

 

Lana e Karin encontraram “Armin” no quarto, jogando.
— Onde está o Lysandre? — Karin perguntou.
— Em casa, eu acho. — Alexy deu de ombros, fingindo que era um ator que aquele era só um personagem e que se ele atuasse direitinho ganharia um oscar no final.
— Como assim? Pensei que tivesse dito que estavam juntos. — Falou Karin.
— E estávamos… Na casa do meu irmão, mas, depois, cada um seguiu o rumo. — Falou Alexy.
— E… está tudo bem? — Perguntou Lana.
Alexy notou que Lana parecia com medo. Será que começava a suspeitar dele? Nervoso, Alexy sorriu e disse:
— Sim, mamãe. Tudo bem.
Lana sorriu, mais nervosa ainda. Era mais que evidente que ela estava morrendo de medo, Alexy só não imaginava que era… Dele, ou, o melhor… De Armin.
— Bem, então, eu não tenho mais nada a fazer aqui. — Falou Karin irritada e saiu, apressada.
Lana a seguiu.
Alexy suspirou e relaxou um pouco. Fingir ser o seu irmão estava sendo mais difícil do que ela imaginara.
    Pouco depois, Lana voltou. Encostou a porta e encarou aquele que ela acreditava ser seu filho, antes de perguntar-lhe:
— Onde você estava, Armin?
— Na casa do meu irmão, mãe. Já disse. — Falou Alexy evitando encará-la.
— Não é verdade. Eu liguei pra lá antes de ir até a casa do Castiel com a Karin e a Sandy me disse que você não estava lá, mas que o Alexy vinha para cá porque você o convidou. — Falou Lana.
— Então, né? Mas ele ligou há pouco desmarcando. — Falou Alexy.
— Eu não sei o que está tramando, mas exijo que me conte aonde estava! — Falou Lana tentando demonstrar a autoridade que não tinha.
— Estávamos com a Rosalya. — Mentiu Alexy sem nem imaginar que Rosalya estava morta, e acreditando que ela encobriria tanto Lysandre quanto Armin.
— Oh, meu deus! Então foram vocês?! — Falou Lana, chorando, desapontada. — Por que? Onde foi que falhei com você, meu filho?
Alexy não entendeu por que ela estava falando daquele jeito, mas ficou com pena dela e se aproximou, abraçando-a.
— Me perdoe, mãe? Vai ficar tudo bem. Prometo que não faço mais. — Disse Alexy imaginando que, na certa se tratava de alguma má-criação ou trote da parte de seu irmão, e sem perceber, só piorou as coisas, soando assustador mesmo sem querer. Imagine… Seu filho mata alguém e diz “Me perdoe? Prometo que não faço mais”? Como se não fosse nada. Assustador, não?!
    Lana o empurrou e o encarou sem reconhecê-lo.
— Você é um monstro! Não sabe como agradeço a deus por não ter sido eu a trazê-lo a esse mundo!
— Por que tá falando assim? — Perguntou Alexy achando que Lana era maluca.
— Até agora eu encobri os crimes que Lysandre, Rosalya e você cometem, mas não mais! — Falou Lana. — Assim que seu pai voltar de viagem, vamos conversar seriamente. Você não machucará mais ninguém! Rosalya foi a última!

Mas do que ela estava falando? Como assim “os crimes que Lysandre, Rosalya e Armin cometeram”? Que crimes eles poderiam cometer? E o que ela quis dizer com… “Rosalya foi a última”? Não podia ser o que parecia.

Alexy quis perguntar se Rosalya estava bem, mas, com medo de arruinar seu disfarce, apenas recuou e virou o rosto.
Lana deixou o quarto.
Alexy trancou a porta e pegou o telefone, ligando para a casa de Rosalya.
— Boa-noite senhora McKennit? Desculpe incomodar a essa hora. Aqui é o Alexy. Só queria saber se a Rosalya está bem?
Mary Luce McKennit caiu no choro e Alexy sentiu que não estava nada bem.
— Não me diga que…?! — Alexy começou a chorar, com medo da resposta.
— Ela está morta! Minha filha está morta! — Falou Mary Luce.
— Eu… Sinto tanto. Me perdoe, por isso, por perturbá-la? Só precisava ter certeza. Me desculpe? — Falou Alexy antes de desligar.


Alexy se sentou na cama tentando assimilar tudo o que acontecera e tudo o que Lana Bertolini dissera. As peças do quebra-cabeças começavam a se encaixar, mas era horrível demais para lidar com aquilo. Seu irmão gêmeo era um assassino? E seu amigo também. Pelo visto, Alexy não conhecia tão bem as pessoas que o cercavam, ele não podia confiar em ninguém, a não ser em…
Alexy se levantou, pegou o casaco e saiu.

 



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