História Crazy Mind - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Loucura, Mistério, Mundo Das Trevas, Sobrevivencia, Terror
Visualizações 2
Palavras 1.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Julie


                Continuei no carro por mais alguns segundos até criar algum plano de como entrar e o que fazer. Procurei pelo carro por algum tipo de arma ou algo que pudesse me ajudar. Acabei encontrando no banco traseiro uma chave de roda e no porta luvas tinha uma lanterna antiga de cor cinza. Era hora de sair e enfrentar meu medo. Com muito cuidado abri a porta e me coloquei em pé ao lado do carro novamente. Estava completamente escuro, uma brisa gelada soprava e fazia as arvores balançarem no meio da escuridão. A lua brilhava por entre nuvens negras deixando o ambiente mais assustador do que já era naturalmente. Passo a passo caminhei até a entrada principal. Chegando na entrada da varanda, as duas cadeiras de balanço se mexeram sincronizadas. Deram duas balançadas e pararam subitamente. Cada pedaço do meu corpo arrepiou nesse momento. Pensei em voltar para o carro e esperar por mais alguns minutos. Quem sabe Julie não sairia?

Eu não poderia ficar ali esperando Celina aparecer e correr o risco dela nos achar. Tudo menos encarar novamente aquele terror em forma de velha. E eu que sempre fui tão simpático com os idosos, sempre os achei extremamente indefesos. Mal sabia que um dia minha visão mudaria tanto em relação a isso. Chegou a hora, tenho que entrar.

Delicadamente peguei na maçaneta e fiz força para abrir vagarosamente a porta. Como já era de se esperar, o rangido ecoou na noite afora. Acho que o som poderia ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Toda precaução que tinha tomado para não fazer barulho havia descido por agua abaixo. Segundo passo era ligar a lanterna e iluminar a sala logo a minha frente. A lanterna piscou duas vezes e entre um piscar e outro pude ver nitidamente a figura de uma mulher toda deformada na frente. Foi como um flash sua aparição. Fez meu corpo amolecer, por um momento quase cai de joelhos no chão. Fechei meus olhos e quase iniciei um choro de desespero, não conseguia encontrar coragem para entrar. Você consegue! Eu dizia mentalmente sem qualquer força de que isso iria adiantar.

Como um último suspiro de coragem comecei a andar para dentro da casa. Novamente a porta bateu com toda força atrás de mim. Fez meus ouvidos zumbirem com o barulho. Numa tentativa perdida tentei abrir a porta, mas estava trancada. Com a lanterna pude ver a minha frente dois sofás de dois lugares e uma mesinha no centro entre eles. No canto direto havia uma lareira toda feita de pedras que aparentava ser bem antiga. Ao seu lado fixado na parede tinha uma cabeça de urso e uma de cervo. No lado direito tinha um vão que dava para um local que aparentava ser a cozinha e logo ao fundo tinha uma escada que dava acesso ao segundo andar.

- Julie, cadê você? – Chamei com a voz baixa, mas ninguém respondeu.

Entrei para o lado da cozinha e apontei a lanterna para todos os cantos. Não tinha nada. Comecei a escutar passos vindos do segundo andar logo acima da minha cabeça. Segurei com firmeza a chave de roda e me preparei para o que pudesse aparecer. Procurei na cozinha por alguma faca ou qualquer coisa que pudesse ser útil, mas infelizmente não encontrei nada também. Estranhamente tive a impressão de que aquele lugar estava abandonado, parecia que a muito tempo ninguém pisava naquela cabana.

Olhei novamente para a sala e de longe vi Julie parada em pé de costas para mim em frente a lareira. Estava com a cabeça baixa e estava usando uma camisola azulada que aparentava estar bem suja.

- Julie é você? – Perguntei, mas sem resposta.

Com cuidado caminhei até ela e pude escutar um choro bem baixinho. Temendo o que eu poderia ver, peguei em seu ombro e puxei. A imagem foi aterrorizante. Julie estava com um corte profundo na testa e era possível ver parte do seu crânio. Seu nariz estava quebrado e seu olho direito completamente deformado de agressões. A pior parte era sua boca, estava com a mandíbula quebrada e solta. Ficava pendurada e babando o tempo todo.

- OLHA O QUE VOCE FEZ MEU AMOR!!! -  gritou ela numa voz terrível. As palavras saiam com dificuldade daquela boca toda destruída.

- Como assim? O...o que...o que você quer dizer? – Gaguejei de nervoso que estava.

- MALDITO! MORRA! – Gritou ela.

Numa pancada seca no peito ela me jogou em cima da mesa de centro da sala. Aquilo me tirou o ar e fez minha cabeça girar. A chave de roda e a lanterna voaram e caíram perto da porta de entrada. Numa tentativa de rolamento me joguei para trás e corri para pegar. Num segundo de agilidade e destreza me coloquei de pé e me virei para ver Julie.

- EU VOU TE MATAR! – Ela gritou e deu pulo da lareira até a minha frente.

Com um golpe preciso e com toda força bati a chave de roda no rosto de Julie. Pude ouvir e sentir alguns ossos se quebrando com a pancada e sua cabeça se virando. Sem pensar muito, desferi outro golpe do outro lado do rosto, o que fez com que ela girasse e caísse em cima do sofá. E lá ela ficou. Tentei novamente abrir a porta atrás de mim, mas estava trancada. O jeito era tentar achar a chave que Julie tinha aberto a porta. A roupa que ela estava usando não tinha bolsos então resolvi subir para o segundo andar. Quando estava chagando na cozinha, Julie começou a querer se levantar. Mesmo que estivesse com medo e com pena dela, eu não cometeria os mesmos erros de todo filme de terror. Nunca conferiam se o monstro estava morto. Com a chave de roda bem empunhada na mão voltei até Julie e desferi mais seis golpes na sua cabeça. O sangue jorrou para todos os lados e me sujou. Tentei segurar, mas não consegui, vomitei na mesma hora e cai de joelhos e comecei a chorar. Matei Julie, impiedosamente massacrei sua cabeça. Mesmo que aquele monstro não se parecesse com ela, eu sabia que era.

Me levantei e fui cambaleando até as escadas que davam para o segundo andar. Chegando no alto havia uma porta aberta que dava para o quarto. Pude ver uma cama de casal, um guarda-roupas robusto de madeira e um espelho grande no canto direito. Entrando no quarto havia uma cômoda ao lado da porta e bem encima estava a chave da cabana. Que alivio eu senti nesse momento. Peguei e me virei para descer as escadas e nesse momento escutei a voz de Julie me chamar.

- Meu amor, preciso falar com você. Venha até aqui, não precisa ter medo. Estou livre. – Disse Julie atrás de mim.

Me virei e vi sua imagem no espelho grande e desgastado pelo tempo. Era ela e estava completamente linda e radiante. Estava com vida, estava normal. Eu precisava falar com ela. Então fui.



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