História Crazy World of Choices - Capítulo 46


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Categorias Jacob Sartorius
Personagens Jacob Sartorius, Personagens Originais
Tags Adolescência, Colegial, Escolhas, Esporte, Jacob Sartorius, Jacob Sartorius Magcon, Magcon Jacob Sartorius, Mudança, Musica, Romance, Surpresas
Visualizações 65
Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 46 - Ligações


Fanfic / Fanfiction Crazy World of Choices - Capítulo 46 - Ligações

46. Ligações

Giovanna P.D.V.

O professor abriu a porta e ficou me encarando. Eu entreguei a autorização e ele simplesmente a jogou na mesa e resmungou alguma coisa. A aula de hoje seria para terminar os trabalhos em dupla. A sala toda tinha ficado em silêncio total quando eu bati na porta. Dei uma rápida olhada panorâmica pela sala vi Weston sentado, sozinho. Vi também Jacob, sentado com outra garota. Ele parecia pouco se importar com ela.

Weston e Jacob. Ambos olhavam para mim. Eu desviei o olhar de Jacob e fui sentar com o Weston, que era, afinal de contas, minha dupla. Eu tinha vergonha de estar em uma dupla com Wes pois eu sentia que a coisa toda estava ficando mais séria com Jacob. Enquanto isso, eu e Weston estávamos em uma situação estranha. Tínhamos brigado por causa da Erin e agora estamos fazendo dupla juntos novamente. Eu não faço a menor ideia de quando fiz as pazes com ele.

Assim que o professor virou para o quadro novamente, a turma voltou a conversar. Eu caminhei em direção à Wes, fazendo o possível para não olhar para Jacob. Meu coração discordou cem por cento.

— Oi — Ele disse, segurando meu queixo e beijando minha bochecha.

Eu sorri, retribuindo o cumprimento. Comecei a tirar o material da bolsa. Sim, eu estava cansada demais até para cumprimentar. Assim que tirei os materiais, empilhei o livro de biologia e o caderno e fiz um travesseiro. Eu já havia assistido essa aula no Brasil. Apoiei minha cabeça nos livros e fiquei virada para Weston.

— Me acorda se for importante — Eu disse baixinho, já fechando os olhos.

—Caramba, eu sou mesmo uma má influência...

Eu não pude deixar de sorrir depois desse comentário.

— Você parece bem cansada. — Ele falou baixinho, também deitando a cabeça nos livros e se virando para mim. — Lutou contra que tipo de criaturas ontem à noite?

— Engraçadinho — Eu falei, colocando o rosto entre os braços e bocejando. — As criaturas se chamam insônia, ansiedade, medo, passado, futuro... dentre outros nomes.

— Deixe-me adivinhar... — Ele chegou perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar, e disse — Você perdeu para eles, não é?

— Bem observado!

 

(...)

 

Não consegui dormir na aula de biologia, mas deu para descansar.  Eu e Weston ficamos conversando durante toda a aula, mesmo depois de alguns alertas do professor. A presença dele é extraordinariamente confortante. Suas piadas e brincadeiras me faziam rir apesar de todos os problemas. Era como se, ao me aproximar dele, os problemas resolvessem desaparecer. Mas, apesar de toda a alegria efêmera, meu cérebro insistia em lembrar de Erin.

Enquanto ele me contava sobre suas experiências na detenção, eu me perdia em seus profundos olhos castanhos. Seus olhos são como uma grande floresta. Por mais que eu tente sair, eu sempre acabo no mesmo lugar. Por que você faz isso comigo, Weston? Você é uma das pessoas que eu mais amei (isso se não é a que eu mais amei). Me entreguei de coração, entrei de cabeça. Não por que não tinha medo que algo desse errado, mas por que estava disposta a enfrentar tudo. Por que? Pois eu sabia que tudo iria valer a pena no final. Ou pelo menos, eu achava isso.

Eu andava sem rumo pelos corredores. Estava procurando Kay e Ocie. Elas disseram onde estariam, mas havia tanta gente nos corredores que eu quase não conseguia andar. Haviam professores colando cartazes e avisos nas paredes. Eu parei para ler um deles quando, de repente, alguém segura meu braço e me puxa para o corredor ao lado, que estava escuro e vazio. E levei um susto e estava pronta para gritar quando vi que era Jacob.

— Meu Deus, Jacob! Não faz mais isso, eu quase morri do coração! — Eu falei, brava.

— Caramba! A gente em se olha há praticamente dois dias e é assim que você me cumprimenta?

Eu baixei o olhar. Realmente fui grossa, mas ele não precisava ter feito isso. Ele abriu os braços e tentou me abraçar, mas eu coloquei minha mão entre nós.

Ele respirou fundo. Encostou a mão na parede com o braço esticado e abaixou a cabeça, pensando. Eu virei o rosto. Lágrimas começaram a sair do meu rosto. Eu não queria que ele ficasse magoado por eu não abraçar ele. Eu simplesmente achei que não seria muito conveniente sermos pegos por professores nos abraçando em um corredor vazio.

— Desculpa Jac, é que os professores....

— Eu sei — Ele disse, me interrompendo. —Eu vi.

As pessoas gritavam e corriam no corredor ao lado, mas eu só ouvia um irritante e ensurdecedor silêncio.

— Desculpa, a intenção não era te assustar. Eu ... eu só queria te trazer para um lugar mais quieto para conversarmos.

— Não precisa pedir desculpa. — Eu disse, baixinho. — A nossa relação já se resume a essa palavra.

Na lata, ele me respondeu.

— Precisamos conversar.

— Eu sei.

Eu comecei a andar em direção aos campos. É bem melhor do que ficar se escondendo pelas salas e correndo pelo labirinto de corredores. Ele olhou para trás afim de se certificar de que não haviam professores nos vendo e, enfim, depois de uma corridinha para me alcançar, me seguiu.

— Para onde estamos indo? — Ele pediu.

— Você já vai ver. — Falei, com atitude.

— Você sabe onde estamos indo? — Ele perguntou, soltando uma risada fofa. Só quando a ouvi, percebi o quanto senti falta.

— Cale a boca! — Respondi, rindo.

Em pouco tempo, chegamos aos campos.  Ar livre. Era assim que eu queria falar com ele. O dia estava ensolarado e a brisa permitia uma temperatura perfeita: nem muito quente, nem muito frio. Só então percebi o quão lindo Jacob estava. O vento bagunçava seu cabelo que, no sol, tinha cor de mel, assim como sues olhos.  Estava usando uma camiseta bege e uma calça jeans rasgada. Seu tênis encardido da Adidas destoava o resto visual, mas fazia o Jacob ser Jacob. Brincalhão, mas responsável. Distraído, mas carinhoso. Imperfeito, mas perfeito.

Entrei na área das arquibancadas e comecei a subir. Jacob ia subindo, porém, mantendo certa distância. Só parei de subir pelas arquibancadas quando cheguei quase no final. Lá em cima, o vento era um pouco mais forte. Meu cabelo estava ficando bagunçado, mas eu não me importei. A brisa estava me revitalizando. No campo a frente, havia um time treinando. Para evitar que eles vissem um beijo ou uma briga de casal (seja lá o que iria acontecer), eu comecei a andar para longe pela ponta da arquibancada. Um pé na frente do outro, tentando me equilibrar, continuei indo para longe.

— Onde você está indo? — Ouvia a voz de Jacob, um pouco longe.

Me virei para vê-lo. Ele estava vindo, mesmo que devagar. Ele vestia um sorriso. O melhor que ele tinha. Chegou perto de mim e começou a me acompanhar um “andar” abaixo do que eu estava. Depois de uma desequilibrada, ele segurou minha mão.

— Gi, cuidado, você vai cair...!

Antes de ele acabar de falar, eu pisei em falso. Foi como se ele tivesse planejado isso. O sangue abandonou meu rosto e meu corpo inteiro ficou frio quando eu comecei a cair. Mas ele me segurou. Na verdade, ele me abraçou, para garantir que eu não iria cair mesmo. Eu respirei fundo, ainda assustada. Agora estávamos no mesmo patamar. Ele me soltou e ficamos um de frente para o outro. Finalmente, levantei o olhar e me perdi em seus olhos.

— É bom saber que você vai estar do meu lado quando eu cair.

Ele chegou mais perto de mim e colocou meu cabelo atrás de minha orelha. Eu sorri, sem jeito.

— Sempre.

O vento estava aumentando, bagunçando nossos cabelos. Mas isso não nos impediu de nos aproximar mais. E mais. E mais. Uma de suas mãos estava no meu cabelo e a outra, na minha cintura. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço segundos antes de nossas bocas se colarem.

Após alguns minutos, o sinal do colégio nos interrompeu. O recreio havia acabado. Nos separamos, devagar. Eu o abracei. Eu era da altura de seu ombro. Encostei minha cabeça em sei peito e resmunguei.

— Eu não quero ir para a aula...

—Relaxa, passa rápido. — Ele falou, encostando sua cabeça na minha. — Que aula você tem agora?

— Física! — Eu falei, indignada.

— É, talvez não passe tão rápido assim — Ele disse, rindo. — Mas não faz mal. Podemos sair hoje à noite, não?

Eu me soltei de seus braços e olhei para ele, sério. Já estava ficando acostumada a dar essa notícia para as pessoas.

— Tenho detenção hoje.

— De novo?

— Nossa, valeu Jacob, ajudou bastante — Eu falei, rindo. Comecei a andar em direção aos blocos de aula.

Ele acelerou o passo para me alcançar. Assim que chegou do meu lado, continuou.

— Foi mal, mas é verdade.... Acho que você deveria ir naquelas aulas extras.

— Como você sabe que foi por isso que eu peguei detenção? — Me virei bruscamente, surpresa.

— Não têm outro motivo pelo qual você pegaria detenção. Você é uma boa menina. — Ele disse, bagunçando meu cabelo.

Assim que chegamos nos corredores, que já estavam vazios, nos separamos. Todos já haviam ido para as salas e eu iria chegar atrasada pela segunda vez do dia.

— A gente se vê, então — Jac disse, me dando um selinho.

— O quanto antes — Eu falei, sorrindo.

Ele, que já tinha começado a ir em direção à sala, parou, se virou e deu um sorriso sem jeito, falando:

— É por isso que eu te amo.

 

(...)

 

Enquanto andava pelos corredores, tentando lembrar onde era a sala de física, peguei meu celular para ver a hora. Queria saber se daria tempo de entrar sem pegar autorização, afinal, cinco minutinhos não iriam matar ninguém. Mas, quando liguei o celular, até esqueci que o tinha pegado para ver as horas. Outra coisa me chamou a atenção: ligações.

18 ligações dos meus pais.



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