História Created to Kill - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Magcon, Nate Maloley
Personagens Cameron Dallas, Nate Maloley
Exibições 53
Palavras 2.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2


Podia ver o incômodo de Savannah por estar no meio daqueles adolescentes chapados, esbarrando seus corpos no seu corpo frágil e sendo torturada pela música alta.

- Você quer ir lá pra fora? – perguntei apontando para a área da piscina.

- Qualquer lugar que não seja dentro dessa casa. – disse aliviada pelo convite.

Ri e a puxei até a piscina.

Havia algumas pessoas ali, mas nada comparado com a multidão enfurecida que estava na minha sala de estar.

- Então – pigarreei – quando você vai se mudar para Connecticut?

- Mês que vem. Meus pais estão procurando um apartamento para morar lá.

- Vou sentir sua falta. – disse olhando para meus tênis sujos de terra.

Savannah soltou uma risada fraca. Olhei rapidamente para seu rosto.

- O que foi? – pedi.

- Você e esse seu papo de sentir minha falta. Qual é Nathan! Eu estive aqui durante anos e você me deixou ir embora.

- Eu... – não sabia o que dizer.

Savannah tinha razão. Como sempre.

- Eu senti a sua falta Nate. Você não faz ideia de como perder você me machucou. Eu achava que era especial pra você. E... – Annah suspirou.

Não disse nada, deixei que ela voltasse a desabafar. Ela parecia precisar disso.

- Nem sei mais quem é você.

- Eu sou eu, Annah. O Nathan! – disse buscando pelo seu rosto com minhas mãos.

Savannah deixou meus dedos deslizarem pela pele do seu rosto. Suas bochechas rosadas pelo frio aqueciam-se sob o toque dos meus dedos.

- Eu sei que errei com você, mas... Não tenho uma explicação, as coisas aconteceram tão rápido e quando eu vi, nós não éramos mais os mesmos. Eu deixei você de lado e só percebi quando você foi embora.

Savannah não disse nada. Só se podia ouvir os gritos das pessoas se divertindo dentro da casa. Seus olhos não saiam dos meus. Eu queria tocar os seus lábios. Com os meus.

- Aí tá você! – a voz de Cameron ecoou pelos meus ouvidos. – Achei que você não tivesse vindo, Annah!

- Oi Cam. – Annah disse envergonhada, colocando uma mecha dos cabelos loiros atrás da orelha.

- Vem, vamos lá pra dentro. Tá rolando um jogo de despedida da mansão! – Cam piscou pra mim.

Eu sabia de que jogo eles estavam falando. A ideia havia sido minha.

- Ah, um jogo? – Annah sorriu – Tudo bem.

- Não! – quase gritei. – Quer dizer, acho que você não vai gostar Annah.

Cocei a cabeça envergonhado. Era um jogo bobo, mas como sabia que Savannah não era acostumada a beber, não seria uma boa ideia.

- Por que não Nate? – Cam quis saber. – Vamos lá Annah, você vai gostar.

Cam puxou Annah pela mão e a levou para dentro da mansão. Segui os dois.

Dentro da casa todos já formavam um circulo e já colocavam as algemas nas mãos. O jogo era simples: todos formariam um circulo e deveriam se unir umas às outras por algemas. Cada duas pessoas ganharia uma garrafa de Bacardi e quem terminasse a garrafa primeiro vencia.

Podia ver pelos olhos de Annah que ela estava meio assustada, mas não recuou quando Cameron prendeu a algema no seu pulso. Logo peguei outra algema e prendi no pulso, colocando o outro lado no pulso livre de Annah. Cameron seria seu par enquanto Lindsey seria o meu.

O jogo começou e todos viraram sua garrafa, Annah bebeu um gole. Fechou os olhos e afastou a garrafa da boca. Ela não iria conseguir.

- Vamos lá Annah! – Cameron riu.

Annah olhou para mim e depois para Lindsey, que virava o líquido da garrafa pela garganta. Logo a loira virou a garrafa.

- Annah, vai com calma. – alertei.

- Deixa a garota se divertir Maloley! – Cameron riu.

Uma garota do segundo ano terminou a garrafa primeiro, mas isso não impediu que os outros parassem de beber.

- Já chega Annah! – tirei a garrafa das suas mãos.

- Mas eu queria terminar, Nathan! – a loira chiou.

Soltei seu pulso da algema e livrei-me de Lindsey que havia acabado de terminar sua garrafa.

Virei-me para guardar a garrafa de Annah e quando voltei para olhar para a loira, ela e Cameroj já não estavam mais ali.

- Mas que merda! – bati a mão contra a parede.

Eu sabia das intenções de Cameron com Annah.

Avistei um dos melhores amigos de Cam e o peguei pela camisa.

- Cade o Dallas?

- Calma Maloley! – Derek soltou-se das minhas mãos – Ele subiu. Com a Annah.

O sorriso sacana no rosto de Derek me fez querer socar sua cara, mas antes de começar alguma briga pensei em Savannah e em como deveria estar bêbada.

Subi os degraus da escada de dois em dois, abri cada porta do corredor. Nada de Annah e Cameron.

Ouvi um barulho vindo do antigo quarto dos meus pais. O único lugar daquela casa onde eu não entrava à anos. Quando abri a porta, Cameron estava com Savannah no colo, colocando-a sobre a cama. O quarto tinha cheiro de mofo, mas estava exatamente como meus pais haviam deixado. A poltrona de couro do meu pai estava coberta pela poeira, assim como a penteadeira da minha mãe.

- O que você tá fazendo? – perguntei à Cameron.

- Caralho Maloley, que susto! – Cam largou Annah na cama e colocou uma coberta sobre ela.

- Por que trouxe-a pra cá? – quis saber.

- Você sabe o que eu queria com ela. Até porque é o mesmo que você quer. Mas ela ficou muito bêbada, quando chegamos aqui encima ela começou a falar sobre os seus pais e disse que estava se sentindo tonta e caiu.

- E o que você ia fazer com ela?

- Nate eu posso ser o maio cafajeste da West High, mas não iria tocar na Savannah enquanto ela estivesse nesse estado.

- Você não deveria estar nesse quarto. – disse me aproximando da loira que parecia dormir tranquilamente.

- Foi mal cara, mas era o único quarto vago. – Cam se afastou de nós dois – Você gosta dela, não é?

- O que? – me surpreendi com a pergunta repentina de Cameron.

- Você gosta da Savannah, não é? Eu lembro que vocês eram inseparáveis quando entraram na West High.

- Ela era minha melhor amiga, mas eu fodi com tudo. – disse acariciando suas bochechas rosadas.

- Cara, Annah me contou que foi aceita na Yale – Cam tossiu, parecia nervoso – e eu ganhei uma bolsa na universidade de Iowa. Uma bolsa pelo futebol.

Olhei surpreso para Cameron.

- Parabéns.

- Obrigado. Você também podia conseguir Nate. Você é um dos melhores do nosso time, ia conseguir uma bolsa integral em uma ótima faculdade, quem sabe até perto da Savannah.

- Eu não vou pra faculdade. Vou ficar em Omaha.

- Por que quer tanto ficar em Omaha? – quis saber – Pelo que sei Nate, você não tem nada e nem ninguém por quem ficar aqui. Seus pais morreram e agora sua melhor amiga está indo embora. Por que quer tanto ficar sozinho?

- Não posso ficar perto dela, Cameron. Você sabe como ela é? Annah é toda certinha. Uma filha maravilhosa, estudiosa e tem uma vida incrível pela frente. Se eu me aproximar dela de novo, vou foder com tudo.

Cameron excitou em dizer mais alguma coisa. Balançou a cabeça e saiu do quarto.

Savannah ainda dormia e pelo jeito iria assim até o dia amanhecer. Deitei-me do seu lado ouvindo o som que tocava no andar debaixo e o som da sua respiração, peguei no sono.

 

                                                                                              ***

Acordei com as risadas altas vindas do andar debaixo da mansão. Savannah ainda dormia ao meu lado. O relógio no meu pulso marcava três horas da manhã.

Cobri Annah com o cobertor e beijei sua cabeça, e deixei o quarto.

No andar debaixo, as luzes estavam apagadas e a fumaça tomava conta do ambiente.

- Nate! – uma das líderes de torcida veio na minha direção – Tem um cara lá fora. Tá pedindo pra falar com você.

Eu já imaginava que isso iria acontecer: um vizinho chato querendo que nós abaixássemos o som ou então ele iria chamar a polícia. Sempre acontecia. Fui até a frente da casa, não havia ninguém além dos alunos da West High. O vidro de um carro preto parado em frente a calçada abaixou-se e um homem revelou-se atrás dele.

- Nathan Maloley? – o homem perguntou, meio alto para que eu pudesse ouvir.

- Sim. Posso ajudar? – me aproximei do carro para que pudéssemos conversar.

- Meu nome é Marshall Brinley, sou um velho amigo dos seus pais. – sorriu.

O homem tinha dentes amarelos, cabelo grisalho, mas não era velho.

- O que você quer comigo? – perguntei, já não gostando de tocar no assunto.

- Quero que você entre no carro para que a gente possa conversar melhor. – ouvi o barulho da trava do carro cedendo para que a porta fosse aberta – Eu tenho uma proposta para te fazer.

Pensei em Savannah dormindo no quarto dos meus pais. Ela não acordaria tão cedo, portanto não havia motivo para não ouvir o que Marshall tinha para me propor.

                                                                                              ***

Duas horas e meia ouvindo Marshall falar sobre sua vidinha e de como conheceu meus pais. Meus pensamentos já não estavam mais na nossa conversa, mas sim em Savannah.

- Nathan! – Marshall chamou.

- Desculpe-me, o que você estava dizendo mesmo?

- Estava dizendo que você nunca conheceu seus pais de verdade. Eles não morreram em um acidente de trânsito, não foi simples assim. Seus pais não eram corretores de imóveis. Ou melhor, eles eram sim, até eu os conhece-los e salvar a vida deles.

- Sobre o que você está falando?

- Seus pais eram ótimos corretores, até você nascer, os salários dos dois era ótimo para que eles vivessem uma vida ótima, cheia de luxos. Mas então sua mãe engravidou, eles acreditaram que tudo ficaria bem. Você nasceu, as despesas aumentaram, seu pai perdeu o emprego, sua mãe queria você em uma escola particular, livros caros, gasolina, comida. Despesas. Seu pai não conseguiu emprego nos próximos dois anos, você estava com sete anos, queria participar do time de futebol, seu pai continuava atrás de um emprego e sua mãe estava começando a ficar deprimida por não poder arcar com as despesas da família. Móveis já não vendiam tanto como antes, a imobiliária para qual sua mãe trabalhava estava prestes a falir. Então eu os encontrei. Os dois estavam sentados em um banco no parque, eu estava caminhando e os achei. Sua mãe chorava e seu pai dizia que tudo iria ficar bem. Então eu ofereci meus serviços a eles.

- Que tipo de serviço? – sentia um formigamento na espinha.

- Nathan, eu era estudante de química, na faculdade. Nunca poderia ser quem eu sou se eu ficasse preso à laboratórios. Então, decidi que era hora de trazer algo novo para Nebraska. Comecei a contrabandear armas. Tinha aliados no Iraque, Síria e onde mais você pode imaginar. Uma vez, em uma viagem para o Brasil, conheci um cara incrível, Lucas Osasco, além de trazer armas pro pais dele e liderar uma das maiores facções do Rio de Janeiro, o cara era um traficante respeitado. Ele me convidou a me juntar a ele, foi quando comecei a traficar drogas. Não era difícil conseguir qualquer tipo de drogas direto da Colômbia, mas entrar com elas nos Estados Unidos, era quase impossível. Eu precisava de pessoas inteligentes, capazes de furar qualquer barreira cibernética do governo americano. Sua mãe era uma estrala da informática e seu pai tinha um cérebro invejável. Eles faziam esse trabalho para mim enquanto tinha algum pessoal que fazia o trabalho pesado.

“Mas então o tráfico e armas e drogas virou algo comum no nosso pais e já não gerava tanto dinheiro. Decidi partir para outra área. Muitas pessoas deviam para mim, eu não podia deixar as coisas do jeito que estavam, então seus pais passaram a ser quem faziam meus acertos de contas.”

- Você os fez matar gente pra você? – disse com desdém..

- Eu fiz uma proposta para eles, e eles aceitaram. – Marshall deu de ombros – Eu nunca os obriguei a fazer nada, Nathan. E não pense que seus pais só mataram pessoas porque elas deviam para mim. Muito dos que foram mortos eram bandidos, estupradores ou só agente do governo que estavam na nossa cola.

- Você é nojento. – disse com raiva – Durante toda minha infância eu mal via meus pais. Fiquei anos sendo cuidado por uma babá que com certeza sabia mais sobre mim do que meus próprios pais. E agora eu descubro que fui deixado de lado por causa que meus pais eram assassinos de aluguel.

- Eles fizeram isso para garantir que você tivesse uma boa vida.

- E olha onde eu estou agora? Sozinho!

- Você acha que o dinheiro que todo mês você recebe na sua conta vem de onde? Eu prometi pros seus pais que em troca dos serviços deles, eu sempre manteria você seguro.

- Pra mim já chega. Isso é ridículo. Se você veio até aqui pra me contar sobre a vida secreta que meus pais tiveram, perdeu seu tempo. Eu não me importo. E pode guardar o seu dinheiro pra você mesmo, não preciso da sua ajuda.

- Não vim aqui só pra contar sobre a vida que seus pais levavam, Nathan. Seus pais morreram e há responsáveis por isso. Eu quero que eles paguem e você também deveria querer. Quem matou seus pais foram dois agentes da CIA que vinha nos investigando. Houve uma perseguição naquela noite, o carro em que os agente estavam atravessaram o trilho de trem, logo depois dos seus pais, mas não tiveram a mesma sorte. O trem pegou o carro deles. Os dois morreram.

- Se eles foram os responsáveis e morreram antes dos meus pais, como meus pais foram mortos?

- Lauren White era uma agente perfeita. Antes de a desgraçada atravessar o maldito trilho do trem, ela atirou contra o carro dos seus pais, o tiro atingiu seu pai, que estava dirigindo. Quando os dois atravessaram os trilhos, seu pai perdeu o controle da direção e bateu numa mureta. Sua mãe não estava com o sinto e voou para fora do carro.

- E você quer vingança. – disse tentando assimilar todas as notícias.

- Quero.

- Mas se tá todo mundo morto!

- Tem uma pessoa. Brooklyn White. Ela é filha de uma antiga amiga, que me traiu, e eu mesmo matei. Ela foi adotada pelos dois agentes. Eu quero vingança pelos seus pais e por coisas do passado. Eu quero que essa garota morra. Faz dezoito anos que eu venho tentando acabar com a vida dessa menina e agora que os dois melhores agentes da CIA morreram e a deixaram sem proteção, eu tenho a chance de conseguir minha vingança.

- E você precisa de mim pra que?

- Nathan, seus pais deixaram um legado para você. É só você olhar ao seu redor. Você é um drogadinho fodido. Eu quero que você continue o trabalho dos seus pais. Quero que você trabalhe pra mim.

- Você quer que eu seja seu novo assassino de aluguel?

- Foi pra isso que você foi criado Nathan. Pra matar. O que você me diz?


Notas Finais


Olá! Espero que tenham gostado do capítulo :) Comentem e favoritem!

P.S.: só pra não deixar vocês esquecerem "como no início de Created to Kill não haverá nenhuma informação ligada a Born to Die, quem não leu a primeira parte não vai se sentir perdido, porém nos próximos capítulos haverá ligação entre as duas histórias, portanto recomendo que leiam Born to die - https://spiritfanfics.com/historia/born-to-die-3100503 ;"

críticas são muito bem-vindas (e sugestões também)

🌺paz🌺


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