História Crepúsculo - Dramione adaptada - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter, Saga Crepúsculo
Personagens Alvo Dumbledore, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Córmaco Mclaggen, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Theodore Nott, Viktor Krum
Tags Crepusculo, Draco Malfoy, Drama, Dramione, Fantasia, Hermione Granger, Romance
Exibições 386
Palavras 1.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Colocarei o Ron como Jacob! Aqui a Gina não faz parte dos Weasley! Se preferirem outro Jacob comentem! Beijos

Capítulo 2 - Capítulo I - À Primeira Vista - parte I


Fanfic / Fanfiction Crepúsculo - Dramione adaptada - Capítulo 2 - Capítulo I - À Primeira Vista - parte I

Minha mãe me levou ao aeroporto com as janelas abaixadas. Estava fazendo 24°C em Phoenix, o céu estava um azul perfeito e sem nuvens. Estava vestindo minha camiseta preferida: sem mangas, de renda furadinha. Usava-a como um gesto de despedida. Minha bagagem de mão era um parka.

Na Península Olímpica, no noroeste do estado de Washington, nos Estados Unidos, existe uma cidadezinha chamada Forks que está quase que constantemente coberta por nuvens. Nessa cidade desimportante chove mais do que em qualquer outro lugar do país. Foi dessa cidade e da sua sombra depressiva e onipresente que minha mãe fugiu comigo quando eu tinha só alguns meses de vida. Era nessa cidade que eu era obrigada a passar todos os verões até completar 14 anos. Aquele foi o ano em que bati o pé. Então, nos últimos três verões, meu pai, Charlie, passou duas semanas de férias comigo na Califórnia.

Agora era em Forks que ia me exilar, algo que fiz com muito custo. Eu detestava Forks. Eu amava Phoenix. Amava o sol e o calor escaldante. Amava a cidade vigorosa e grande.
            - Mione - minha mãe me disse, pela milésima vez, antes de eu entrar no avião. - Você não precisa fazer isso.

Minha mãe parece-se comigo, exceto pelo cabelo curto e pelo rosto risonho. Senti um espasmo ao encarar os olhos infantis e bem abertos dela. Como poderia deixar minha amorosa, errática e ingênua mãe para se cuidar sozinha? Claro, ela tinha o Phil agora, então as contas provavelmente seriam pagas, haveria comida na geladeira, gasolina no carro, e alguém pra ligar quando ela se perdesse, mas ainda assim...

- Eu quero ir - eu menti. Sempre fui uma péssima mentirosa, mas já estava contando essa mentira tão frequentemente por esses dias que agora já soava quase convincente.
             ​- Diz 'oi' para o Charlie por mim.
             - Pode deixar.
             -Verei você logo - ela insistiu. - Pode voltar pra casa quando quiser. Virei assim que você precisar.Mas pude perceber o sacrifício em seus olhos, por trás da promessa.
             -Não se preocupe comigo - eu pedi - Vai ser ótimo. Amo você, mãe.

Ela me abraçou apertado por um tempo, então entrei no avião e ela se foi.

De Phoenix para Seatle o vôo dura quatro horas, mais uma hora num pequeno avião até Port Angeles, e então uma hora de carro até Forks. O vôo não me incomodava, já passar uma hora num carro com Charlie estava me preocupando.
             Charlie estava sendo até legal sobre essa história toda. Ele parecia genuinamente feliz que eu iria morar com ele quase que permanentemente pela primeira vez. Ele já tinha me matriculado na escola e ia me ajudar a arranjar um carro.
            Mas com certeza ia ser estranho morar com Charlie. Nenhum de nós era o que se poderia chamar de falantes, e nem sei o que haveria para ser dito. Sabia que ele estava mais do que confuso com a minha decisão - como minha mãe já havia feito antes de mim, eu nunca tinha escondido que não gostava de Forks.

 Quando o avião pousou em Port Angeles, estava chovendo. Não achei que fosse um mau presságio, só era inevitável. Já tinha me despedido do sol.
            Charlie estava me esperando no carro-patrulha. Já era de se esperar. Charlie é o Chefe de Polícia para os bons cidadãos de Forks. Meu motivo maior para comprar um carro, apesar da escassez dos meus rendimentos, era que eu me negava ser levada pela cidade num carro com luzes vermelhas e azuis em cima. Nada melhor pra fazer o trânsito andar devagar do que um policial.

Charlie me deu um abraço meio estranho, de um braço só, quando sai tropeçando do avião.
             - Bom te ver, Herms. - ele disse sorrindo, enquanto automaticamente me segurava para eu não cair. - Você não mudou muito. Como vai Helena?
             - Mamãe vai bem. É bom te ver também, pai. - ele não me deixava chamá-lo de Charlie.

Só tinha trazido algumas malas. A maior parte das roupas que usava no Arizona eram muito permeáveis para usar em Washington. Minha mãe e eu tínhamos nos juntado para suplementar meu guarda-roupa com roupas de inverno, mas ainda tinha pouca coisa. Coube tudo na mala do carro-patrulha, facilmente.

- Achei um bom carro para você, bem barato. - ele anunciou quando já estávamos no carro.
             - Que tipo de carro? - achei suspeito a maneira como ele disse "carro bom para você", ao invés de só "carro bom".
             - Bem, na verdade é uma caminhonete, um Chevrolet. 
             - Onde o achou?
             - Lembra-se de Arthur Weasley, de La Push? - La Push é a pequena reserva indígena na costa.
             - Não.
             - Ele costumava ir pescar conosco no verão. - Charlie ofereceu ajuda. 
         Isso explicaria porque eu não lembrava dele. Me dou bem em bloquear da minha memória coisas dolorosas e desnecessárias.

- Ele está numa cadeira de rodas agora - Charlie continuou quando não respondi - então não pode dirigir mais, por isso se ofereceu para vender a caminhonete bem barato.
             - De que ano é? - pude ver pela mudança de expressão que essa era uma pergunta que ele esperava que eu não fosse fazer.
             - Bem, Arthur trabalhou bastante no motor - só tem alguns anos.

Esperava que ele não fosse achar que eu desistiria assim tão fácil. - Quando ele comprou a caminhonete?
            - Acho que foi em 1984.
            - Era nova quando ele comprou?
            - Na verdade, não. Acho que era nova no começo dos anos 60 - ou no fim dos 50, no máximo. - ele admitiu, envergonhado.
            - Ch... pai, não sei muito sobre carros. Não saberia consertar nada se estragasse, e não poderia pagar um mecânico...
            - Realmente, Hermione, a coisa anda direito. Não fazem mais carros como aquele.
            - A coisa, pensei comigo mesma... era uma possibilidade - como apelido, no mínimo.
            - Barato é quanto? - afinal, essa era a parte onde eu não podia abrir mão.
            - Bem, querida, eu meio que já comprei ele pra você. Um presente de boas-vindas. - Charlie espiou para o meu lado, com uma expressão esperançosa no rosto.
           "Uau. De graça".
            - Não precisava fazer isso, pai. Eu ia comprar o carro eu mesma.
            - Eu não me importo. Quero que você seja feliz aqui. - Ele olhava em frente na estrada quando falou isso. Charlie não ficava confortável ao expressar suas emoções em voz alta. Eu herdei isso dele. Então olhava bem pra frente quando respondi.
           - Isso foi muito legal, pai, obrigada. Fico muito agradecida. - não precisava adicionar que eu ser feliz em Forks era uma impossibilidade. Ele não precisava sofrer comigo. E eu nunca recusaria uma caminhonete de graça.
           - Bem, então, de nada. - ele murmurou, envergonhado com o meu agradecimento. Trocamos mais alguns comentários sobre o tempo, que estava molhado, e era isso em termos de conversa. Ficamos olhando pela janela em silêncio.

Era lindo, claro, não podia negar isso. Tudo era verde: as árvores, os troncos cobertos de musgo, os galhos pendurados formando uma cobertura, o chão coberto com plantas. Até mesmo o ar ficava meio verde ao passar pelas folhas. Era muito verde - um planeta alienígena.

Finalmente chegamos na casa do Charlie. Ele ainda vivia na casa pequena, de dois quartos, que ele comprara com minha mãe logo que se casaram. Esse foi o único período do casamento deles. Ali, estacionada na rua em frente à casa que nunca mudara, estava minha nova - bem, nova para mim - caminhonete. Era uma cor vermelha desbotada, com uma grande cabina e enormes calotas. Para minha grande surpresa, eu amei. Não sabia se ela ia andar, mas conseguia me imaginar dentro dela. Ainda por cima, era uma daquelas coisas sólidas de ferro, que nunca se amassam - do tipo que se vê num acidente nem arranhada, circundada pelos pedaços do carro que ela tinha destruído.
             - Uau, pai, adorei! Obrigada! - agora meu dia horrível que seria amanhã iria ser um pouco menos horroroso. Eu não precisaria escolher entre andar na chuva por mais de três quilômetros ou aceitar uma carona no carro-patrulha para chegar no colégio. 
             - Fico feliz que você tenha gostado. - Charlie disse, envergonhado de novo.

Só precisou uma viagem para levar todas as minhas coisas para o andar de cima. Fiquei com o quarto que tinha janela para o pátio da frente. O quarto me era familiar. Era meu desde que tinha nascido. O chão de madeira, as paredes azul claro, o teto curvado, as cortinas de renda já amareladas - tudo isso fez parte da minha infância. As únicas mudanças que Charlie tinha feito fora por eu ter crescido: mudou o berço por uma cama e colocou um escrivaninha. A escrivaninha agora tinha um computador de segunda-mão, com o fio do telefone para a internet grampeada pelo chão até chegar na tomada de telefone mais próxima. Isso tinha sido estipulado por minha mãe, para que pudéssemos manter contato fácil. A cadeira de balanço dos meus tempos de bebê ainda estava num canto.
             Havia somente um pequeno banheiro no andar de cima, o qual teria que dividir com Charlie. Tentava não pensar muito nisso.
            Uma das coisas boas sobre Charlie é que ele não fica me cuidando. Ele me deixou sozinha para desfazer minhas malas e me ajeitar, uma coisa que seria completamente impossível para minha mãe. Era bom poder estar sozinha e não ter que ficar sorrindo e parecer feliz. E era um alívio poder olhar com desânimo para a chuva na janela e deixar escaparem algumas lágrimas. Não estava afim de começar uma choradeira. Guardaria isso para a hora de dormir, quando fosse pensar na manhã que estava por vir.

A Escola de Forks tinha o aterrorizante total de apenas trezentos e cinquenta e sete - agora cinquenta e oito - alunos. Só no meu ano, lá em Phoenix, havia mais de setecentos alunos. Todo mundo aqui tinham crescido juntos - seus avós tinham sido bebês juntos.
             Eu seria a garota nova da cidade grande. Uma curiosidade, uma aberração.
           Talvez se eu parecesse com uma garota de Phoenix isso poderia ser uma vantagem. Mas fisicamente eu nunca me encaixaria em lugar algum. Eu deveria ser bronzeada, esportiva, loira - jogadora de vôlei, ou líder de torcida, talvez - essas coisas associadas ao vale do sol.
         No lugar disso, eu tinha pele branca apesar do sol constante. Sempre fora meio magra, mas nem tanto, obviamente não era atleta. Não tinha a coordenação motora necessária para praticar esportes sem me humilhar - e machucar a mim mesma ou qualquer um parado muito perto de mim.

Quando terminei de colocar minhas roupas no velho guarda-roupa de pinho, peguei minha bolsa de produtos de beleza e fui ao banheiro comunal para me lavar depois do dia de viagem. Olhei para meu rosto no espelho enquanto penteava meu cabelo embaraçado e húmido. Talvez fosse a luz, mas eu já parecia mais pálida, pouco saudável. Minha pele poderia ser bela - era bem clara, parecia transparente - mas tudo dependia da cor, e eu não tinha isso.
            Encarando meu reflexo pálido no espelho fui obrigada a admitir que estava mentindo para mim mesma. Não era só fisicamente que eu nunca me encaixaria. E seu eu não conseguia achar um lugar para mim numa escola com três mil pessoas, quais eram minhas chances aqui?
           Eu não me relacionava bem com pessoas da minha idade. Talvez a verdade fosse que eu não me relacionava bem com as pessoas, ponto. Até minha mãe, que era a pessoa mais próxima de mim no planeta, nunca estava em harmonia comigo, nunca estávamos exatamente de acordo. As vezes imaginava se eu via as mesmas coisas através de meus olhos que o resto do mundo via com os deles. Talvez houvesse um problema no meu cérebro. Mas o motivo não importava. O que importava era o resultado. E amanhã seria só começo.

 


Notas Finais


Me deem opiniões, continuo, não continuo? No próximo aparecem os Malfoy eheh


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