História Crescendo e aprendendo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai
Tags Chankai, Kidfic
Exibições 74
Palavras 994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu espero que gostem desse cap pequeno e bobinho que escrevi pro dia das crianças

Também espero que nada aqui soe preconceituoso, porque o intuito é totalmente ao contrário!

Capítulo 2 - Achocolatado é melhor que café!


 

Chanyeol assistia sua mãe com uma atenção peculiar, pois ver o processo de como o café era feito lhe parecia bem mais interessante do que aprender os números e o alfabeto na escolhinha. Os olhos espichados até o líquido escuro que pingava dentro de uma pequena jarra de vidro, com aquele desenho de vaquinha que Chanyeol adorava contornar com os dedinhos pela manhã, no café.

 

Mas normalmente sua mãe lhe esquentava leite com achocolatado, e não aquilo.

 

“Queres um pouco, filho?”, perguntou a mulher, depois de retirar o filtro do coador e jogá-lo na lixeira.

 

O pequeno já havia provado café antes, mas achou aquilo extremamente amargo. Como adultos conseguiam gostar de algo tão azedo daquela forma? Eca! Chanyeol detestava café!

 

“Quero não, porque é azedo!”, exclamou ao cruzar os braços e ficar um pouco amuado em sua cadeira. Os pés balançando no ar, pois ainda não conseguia alcançar o chão. Sua mãe dera uma risadinha enquanto levava sua caneca, que o pequeno Park bem lembrava de tê-la dado de presente de dia das mães no ano passado. Ele achava fofo os coraçõesinhos em volta de uma bonequinha que achava parecida com a mulher sentada à sua frente.

 

“Não é azedo, querido. Só colocar açúcar, ou leite também”, explicou-lhe com voz serena.

 

“Não vou cair nessa! Quando tenho que tomar remédio, é a mesma coisa!”, e então a matriarca riu, afinal, seu filho era bem espertinho para alguém com apenas seis anos de idade.

 

Quando a mulher despejou o leite junto ao líquido escuro na caneca, Chanyeol tentou ao máximo não mostrar interesse em como aquilo lhe deixou curioso. Agora o café, que antes tão escuro quando o breu de seu quarto à noite, havia ficado marronsinho.

 

Até mesmo lhe lembrou achocolatado!

 

“Queres experimentar agora?”, sorriu amorosa, prestando atenção nas expressões de seu pequeno. Chanyeol estava meio de lado na cadeira, os braços continuavam cruzados e havia meio sanduíche comido sobre o prato na mesa. “Juro para ti que agora está gostoso, experimente!”


 

O rostinho se entortou conforme via a caneca sendo arrastada para o seu lado na mesa. O cheiro não estava tão forte quanto antes, mas o menor ainda tinha plena consciência que o café ainda estava ali! Talvez de baixo do leite?

 

“O café está no fundo!”, apoiou as mãosinhas na mesa e olhou o líquido de perto, esquadrinhando-o com tamanha precisão.

 

Sua mãe riu com tamanha ingenuidade do filho, e disse: “Oras Channie, eu misturei café ao leite. Tome um gole, e se não gostares, tomo para mim de volta.” Insistiu a mulher, adorando ver cada reação do pequenino referente a algo que já lhe era tão banal. Era fofo ver como as crianças descobrem as coisas a sua própria maneira, e como elas tem uma imensa desconfiança para tudo. Ao menos aquelas que lhes eram semelhantes à outras siatuações, assim como Chanyeol estaria fazendo referente a quando deveria tomar remédios.

 

“Oh Chanyeol! Não coloques a língua desta forma no café! Tome direito!”, exclamou a matriarca, já impaciente com tanta frescura para um simples gole. Na verdade é que não se tratava de um simples gole de café, a mãe poderia muito bem estar o enganando. Mas poxa, parecia bom! Ao menos o mínimo gosto que a língua arteira de Chanyeol conseguira absorver antes da mulher lhe dar a bronca, lhe fez levar a caneca aos lábios e se arriscar a beber um pouquinho.


 

Okay, não era tão ruim assim.


 

“Ainda é um bocado azedo!”, concluiu, “mas até que não é tão ruim”. Tomou mais alguns goles, sem pestanejar ou fazer cara feia. Talvez os adultos não tivessem um péssimo gosto para todas as coisas, e talvez, mas só talvez, Chanyeol pudesse dar uma chance ao café com leite de sua mãe.

 

Engraçado como as mães sempre tem algo mágico que as façam ter razão em quase tudo que nos dizem. Até mesmo quando nos forçava a tomar aquele remédio horrível, ela sabia que era para o nosso bem.

 

“A cor me faz lembrar achocolatado… E o Ginnie também.”

 

Oh, isso era um assunto delicado para se tratar com criança, mas deveria ensiná-lo desde cedo sobre:

 

“Chanyeol, escute a mamãe: Nunca faça piadas ou comparações com a cor de pele de teu amigo. Isso pode deixá-lo triste, sabia?”

 

O pequeno abriu os olhos, sentindo-se culpado por dizer que a cor de algo que tanto gostava, não poderia ser comparado ao amigo, que também tanto gostava.

 

“Tudo bem mamãe, desculpe”, murchou o olhar ao abaixar a cabeça. Os dedinhos brincando em seu colo; sentia-se sem jeito para explicar que suas intenções não eram ruins. Que jamais seria capaz de deixar Jongin triste. “Eu só queria dizer que gosto de ambos, sabe… Do Ginnie e de achocolatado, e… Quem sabe café com leite também”, a mulher o ouvia com atenção; sabia que as palavras do seu filhote não era más. Chanyeol tornou a se explicar antes que a mãe pudesse dizer qualquer coisa:

 

“Acho que se o Nini fosse azul, ou amarelo de pintinha roxa como o dinossauro do desenho que passa na tv, eu ia continuar gostando de brincar com ele”, murmurou, segurando a vontade de soluçar um pouquinho e enrolando os dedinhos uns nos outros. Não queria encarar a expressão séria de sua mãe como fez minutos atrás. “Mas se eu não devo falar isso porque Ginnie vai brigar comigo, então Channie não vai dizer nada”.


 

“Isso mesmo, querido”, concordou ao afagar os cabelos escuros no topo da cabeça de sua criança. Eles cheiravam a um aroma doce de bebê.


 

Ainda era um pouco cedo, e a cabecinha de Chanyeol não entenderia se lhe fosse explicado sobre racismo e preconceito àquela altura de sua idade. Mas claro, a mulher sempre lhe podaria quanto a isso, ao menos até que Chanyeol crescesse mais um pouco, e então tomasse consciência do que é certo ou errado.

 

Até lá, o pequeno Channie poderia continuar gostando de achocolatado, café e seu melhor amigo, Jongin.

 

 


Notas Finais


Perdoem qualquer erro, e obrigado a quem está acompanhando ;)


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