História Cretino Irresistível - Férias - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Bill Kaulitz, Comedia, Romance, Tokio Hotel, Tom Kaulitz
Exibições 62
Palavras 5.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOOOOOOOOO olha eu aqui reescrevendo.
Demorei pq estamos quase no final do ano e bom... tenho a faculdade ne, em fim.
Vamos nessa como eu já dissee sempre digo essa fic e uma versão yaoi, Kaulitzces ( chamem do que quiser ) de um dos meus romances favoritos, da Cristina Lauren que não e exatamente uma autora, mas duas... em fim.
e o primeiro cap espero que gostem do que eu estou rescrevendo.
Aos novatos sejam bem vindos.
Boa leitura bjusssss.
D.A

Capítulo 1 - Um.


Fanfic / Fanfiction Cretino Irresistível - Férias - Capítulo 1 - Um.

Minha mãe sempre me disse para encontrar uma pessoa que fosse equivalente a mim, em todos os sentidos.

“Nunca se apaixone por alguém que coloque você em primeiro lugar. Encontre alguém que seja tão destemido e energético quanto você. Encontre uma pessoa que faça você querer ser alguém melhor.”

Eu definitivamente encontrei minha cara-metade, o homem que transformou minha vida em um inferno e que vivia apenas para discutir comigo. O homem cuja boca eu queria tapar com fita adesiva… ou com um beijo.

Meu namorado, meu ex-estagiário, Bill Kaulitz. Um cretino irresistível.

Pelo menos, era assim que eu o enxergava na época em que eu era um cego idiota, perdidamente apaixonado por ele. Eu certamente encontrara a pessoa que me fazia querer ser alguém melhor, e estava encantado com aquele cara destemido. Acontece que, na maioria dos dias, eu mal conseguia ficar mais de dois minutos a sós com ele.

Minha vida resumia: finalmente conquistar o cara; nunca conseguir ficar com ele de verdade.

Eu passara a maior parte dos últimos dois meses viajando em busca de um bom espaço para a filial que a Trumper Media Group está abrindo em Nova York. Bill tinha ficado em Chicago, e embora nosso recente – e raro – fim de semana juntos na cidade tivesse sido cheio de amigos, tardes ensolaradas e lazer, o tempo que passamos sozinhos simplesmente não fora o bastante. Encontramos vários amigos o tempo inteiro, desde a manhã até depois da meia-noite, e voltamos exaustos para meu apartamento, mal conseguindo tirar nossas roupas antes de transar em um clima silencioso e sonolento.

A verdade era que o sexo – que com o passar do tempo se tornara mais íntimo e selvagem, nos permitindo só o mínimo de sono – nunca parecia ser suficiente. Eu esperava sentir, em algum momento, que tínhamos estabilizado nossa vida sexual, encontrado uma rotina sólida.

Mas isso nunca aconteceu. Eu permanecia em um constante estado de saudade e desejo. E as segundas-feiras eram os piores dias. Nas segundas havia reuniões o dia inteiro e todo o trabalho da semana pela frente: um trabalho melancólico e desprovido dele.

Ouvi a familiar cadência do salto batendo no chão de ladrilhos e ergui a cabeça enquanto esperava a impressora terminar de imprimir alguns documentos. Como se tivesse ouvido minha súplica interna, Bill se aproximou de mim, vestindo uma calça de cintura alta que lhe marcava bem, uma camisa preta não muito justa que escondia bem os poucos músculos que adquiriu em nossa breve separação, e aqueles suspensórios que francamente, não pareciam seguros para serem usados fora do quarto. De manhã, quando saí para preparar a reunião das oito horas, a única coisa que ele estava vestindo era um pálido raio de sol que entrava pela janela do quarto.

Segurei um sorriso e tentei não parecer desesperado demais, mas eu nem deveria ter me dado ao trabalho. Ele conseguia ler todas as minhas expressões.

– Então você encontrou a máquina mágica que pega o que você faz no computador e coloca num pedaço de papel, usando tinta – ele disse.

Coloquei a mão no bolso da calça, mexi em algumas moedas e senti uma pontada de adrenalina ao ouvir o tom provocador em sua voz.

– Na verdade, descobri essa maravilhosa invenção no meu primeiro dia aqui. Acontece que eu gostava dos momentos felizes de silêncio quando eu mandava você sair da minha sala para buscar documentos em outro lugar.

Ele avançou sobre mim, com um sorriso largo e olhos maliciosos.

– Filho da puta.

Sim, porra. Venha para mim, garoto. Dez minutos na sala de xerox? Eu posso facilmente alegrar o seu dia em dez minutos.

– Você vai ter que suar muito hoje à noite – ele sussurrou ao dar um tapinha em minhas costas e continuar andando até o corredor. Fiquei olhando sua bunda enquanto dava uma reboladinha e esperei que ele voltasse para me torturar mais um pouco. Mas não voltou. Só isso? É só isso que eu recebo? Um tapinha nas costas, uma conversinha assanhada e uma rebolada? Pelo menos hoje vamos ter nossa primeira noite inteira juntos em semanas.

Fazia mais de um ano que tínhamos nos apaixonado, e ainda não tivemos mais do que um fim de semana sozinhos desde a viagem para San Diego.

Suspirei e puxei meus papéis da impressora. Nós precisávamos de umas férias.

De volta à minha sala, deixei os papéis na minha mesa e olhei a tela do computador, que, para minha surpresa, mostrava uma agenda quase vazia. Eu trabalhara até altas horas nos últimos dias apenas para chegar em casa mais cedo hoje e ficar com Bill, então, com exceção da reunião da manhã com o RH, minha agenda estava livre. Porém, ele estava claramente ocupado em sua nova posição.

Eu sentia falta de tê-lo como meu estagiário. Sentia falta de mandar nele o dia inteiro. E realmente sentia falta dele retrucando minhas ordens.

Pela primeira vez em meses, eu tinha tempo de sentar em minha sala e literalmente não fazer nada. Fechei os olhos e centenas de pensamentos passaram pela minha mente em questão de segundos: a vista dos escritórios vazios em Nova York pouco antes de eu sair para o aeroporto. A perspectiva de empacotar tudo em meu apartamento. A perspectiva muito mais favorável de arrumar tudo em um novo lar com Bill. E, então, meu cérebro seguiu seu caminho favorito: a visão do Bill nu em todas as posições possíveis.

O que me fez pensar em uma de minhas lembranças favoritas de nós dois: a manhã seguinte à sua apresentação. Depois que admitimos não estar mais apenas transando casualmente, mas interessados em algo mais, surgiu uma tensão e tivemos uma de nossas maiores discussões. Eu não o via há meses, então apareci de surpresa em sua apresentação final do MBA, para vê-lo arrasar. E ele arrasou.

Mas depois disso, apesar de tudo que dissemos na sala de reuniões, ainda havia tanta coisa para conversar. A realidade de nossa união ainda parecia algo muito novo, e eu não sabia direito em que página estávamos.

Assim que chegamos à calçada, eu olhei em seu rosto: olhei para os olhos, os lábios, o pescoço, que ainda estava um pouco vermelho dos beijos que eu dera alguns minutos atrás.

A maneira como ele passou a ponta do dedo em uma marca que eu havia deixado enviou um impulso elétrico do meu cérebro direto para o meu pau: a conversa está ótima, mas está na hora de levá-lo para casa e fodê-lo de jeito no colchão.

Mas eu não sabia se estávamos na mesma página quanto a isso.

À luz do dia, ele parecia estar prestes a desmaiar. É claro que estava. Conhecendo Bill, ele provavelmente se preparara e aperfeiçoara a apresentação pelas últimas setenta e duas horas direto, sem dormir. Mas eu não o via fazia tanto tempo… será que eu poderia me controlar e esperar que ele fosse para casa descansar? Se ele só precisasse tirar uma soneca, eu poderia ficar por perto e esperar, não é? Eu poderia me deitar ao seu lado e me tranquilizar sabendo que ele realmente estava ali e que nós estávamos acertando os ponteiros e então… Faria o quê? Acariciaria seus cabelos?

Que merda. Será que eu sempre fui um esquisitão assim? Bill jogou no ombro a bolsa do computador, e o movimento me tirou dos meus pensamentos. Mas, quando foquei os olhos novamente, vi que ele estava olhando o horizonte, na direção do rio.

– Você está bem? – perguntei, abaixando o olhar para encará-lo.

Ele assentiu com um pequeno sobressalto, como se tivesse sido flagrado.

– Estou bem… só me sentindo sobrecarregado.

– Um pouco atordoado?

Seu sorriso exausto despertou um sentimento amoroso em meu peito, mas a maneira como lambeu os lábios soltou uma faísca mais abaixo no meu corpo.

– Eu estava tão triste pensando que não te veria hoje. E de manhã andei o caminho inteiro entre o escritório e aqui pensando como seria estranho fazer isso sem você, ou o Elliott, ou qualquer pessoa da Trumper Media. E então, você apareceu, e claro que acabou me irritando, mas também me fez rir – ele inclinou a cabeça e estudou meu rosto. – A apresentação aconteceu exatamente do jeito que eu queria, e depois vieram as ofertas de trabalho… e você. Você disse que me amava. Você veio.

Ele estendeu o braço e pousou a palma da mão em meu peito. Sei que podia sentir meu coração batendo com toda a força.

– Minha adrenalina está baixando e agora eu só… – Bill afastou a mão e fez um aceno antes de deixá-la cair como se estivesse totalmente sem energia. – Não sei como a noite de hoje vai funcionar.

Como a noite iria funcionar? Eu sabia exatamente como iria funcionar. Nós conversaríamos até anoitecer, depois transaríamos até o sol nascer. Estendi o braço e envolvi seu ombro. Deus era tão bom abraçá-lo.

– Deixa que eu me preocupo com isso. Agora vou levar você para casa.

Dessa vez, ele balançou a cabeça, voltando a se concentrar no momento.

– Tudo bem se você tiver que voltar para o trabalho, nós podemos… Franzi a testa e grunhi:

– Não seja ridículo. São quase quatro horas. Não vou voltar para o trabalho. Meu carro está aqui e você vai entrar nele.

Seu sorriso se acentuou nos cantos.

– E eis que surge o Tom Mandão. Agora eu definitivamente não vou com você.

– Bill, eu não estou brincando. Não vou deixar você sair da minha vista até o Natal.

Ele apertou os olhos debaixo do forte sol de junho.

– Até o Natal? Isso parece tempo demais para você me deixar amarrado no porão.

– Se você não gosta desse tipo de coisa, nossa relação pode não ser a coisa certa para você, afinal de contas… – eu provoquei.

Ele riu, mas não respondeu. Em vez disso, aqueles profundos olhos castanhos me encararam, sem piscar e difíceis de interpretar.

Eu me senti desacostumado a nossos joguinhos, e mal conseguia esconder minha frustração.

Coloquei as mãos em seu quadril e me inclinei para dar um pequeno beijo em sua boca.

Merda, eu precisava de mais!

– Vamos agora. Nada de porão. Apenas nós dois.

– Tom…

Eu o interrompi com outro beijo, paradoxalmente relaxado por essa pequena discussão.

– Meu carro. Agora.

– Tem certeza que não quer ouvir o que eu tenho a dizer?

– Certeza absoluta. Você pode falar o quanto quiser quando eu tiver meu rosto firmemente plantado no meio das suas pernas. – Bill concordou e me acompanhou quando eu tomei sua mão e gentilmente o puxei em direção ao estacionamento. Porém, sorriu misteriosamente durante todo o caminho.

Durante toda a viagem até seu apartamento, ele passou a ponta dos dedos pela minha coxa, lambeu meu pescoço, passou a mão por cima do meu pau e descreveu a pequena cueca branca bem marcada que tinha vestido pela manhã, quando pensou que seria bom um impulso na autoconfiança.

– Sua confiança vai se abalar se eu rasgar essa cueca? – perguntei, me inclinando para beijá-lo quando paramos em um semáforo vermelho. O carro atrás de mim buzinou justo quando estava ficando bom: quando seus lábios davam lugar a mordidinhas e seus gemidos preenchiam minha boca, minha cabeça – merda – meu peito inteiro. Eu precisava tirar sua roupa e montar nele.

A subida no elevador foi selvagem. Ele estava aqui, puta merda, ele estava aqui, e eu tinha sentido tanta saudade dele! Se dependesse de mim, aquela noite duraria três dias. Ele baixou a calça até e eu o virei, encaixando seu quadril ao meu e pressionando meu pau duro nele.

– Vou fazer você gozar muito – eu disse.

– Humm, promete?

– Prometo.

Impulsionei meu quadril contra ele e Bill quase perdeu o folego ao sussurrar:

– Certo, mas antes…

As portas do elevador se abriram e ele se livrou de mim, vestindo -se. Com um olhar hesitante, arrumou a calça e seguiu na minha frente até seu apartamento.

Senti um frio na barriga.

Não estivera aqui desde o dia em que enganei o porteiro para ele me deixar subir e falar com ele, na época em que estávamos separados. Eu acabara tendo essa conversa toda do lado de fora do apartamento. Agora, me sentia estranhamente ansioso. Em nossa noite de reconciliação, eu queria sentir apenas alívio, e não ficar pensando em tudo que perdemos nos meses longe um do outro. Para me distrair, abaixei a cabeça, chupei a pele debaixo de sua orelha e comecei a acariciá-lo por dentro da calça enquanto procurava as chaves.

Ele abriu a porta com força e se virou para mim.

– Tom… – ele começou a falar, mas eu o empurrei para dentro até pressioná-lo contra a parede mais próxima, silenciando sua voz com minha boca. Merda, ele tinha um gosto incrível, uma mistura da limonada que estivera tomando com o familiar sabor dementa suave e lábios famintos e macios. Meus dedos começaram apenas provocando na parte do zíper da calça, mas eu logo perdi a delicadeza e quase arranquei o zíper ao puxar o tecido inteiro para o chão, imediatamente subindo minhas mãos até seu blazer. Por que diabos ele ainda está vestindo essa coisa? Por que não está completamente nu?

Debaixo de sua camisa, os mamilos endureceram sob meu olhar vidrado, e aproximei um dedo para circular aquela perfeição. Ele ofegou profundamente, chamando atenção dos meus olhos.

– Senti falta disso. Senti falta de você.

Sua língua molhou rapidamente os lábios.

– Eu também.

– Merda, eu te amo.

Quando beijei sua garganta, seu peito subiu e desceu rapidamente, e eu não sabia como prosseguir, não sabia como ir mais devagar. Será que eu deveria tomá-lo aqui mesmo, rápido e furiosamente, ou deveria carregá-lo até o sofá, ajoelhar e apenas saboreá-lo?

Pensara sobre isso por tanto tempo – imaginando cada cenário possível – e neste momento me sentia paralisado diante da realidade: ele finalmente estava aqui, em carne e osso.

Eu precisava de tudo. Precisava sentir seus gemidos e sua pele, precisava me perder no conforto de sua mão me envolvendo, precisava observar a gota de suor que descia em sua sobrancelha enquanto ele me cavalgava, mostrando o quanto também sentira minha falta.

Eu perceberia a maneira como quebraria seu ritmo quando estivesse perto do clímax, ou como me apertaria quando eu dissesse seu nome com aquele sussurro que ele tanto gostava.

Minhas mãos tremeram quando abri cuidadosamente um botão da camisa. Uma pequena parte do meu cérebro racional ainda funcionava e me alertou para não destruir a roupa que ele usara na apresentação.

Além disso, eu também queria saborear o momento. Queria saboreá-lo.

– Tom?

– Humm? – abri outro botão e corri a ponta do dedo por sua garganta.

– Eu te amo – ele disse, com olhos arregalados e as mãos tocando meus braços. Meus dedos perderam a força e eu quase parei de respirar. – Mas… você vai odiar o que tenho para dizer.

Eu ainda estava paralisado pelo “Eu te amo”. Meu sorriso parecia um pouco fora de controle.

– O quê…? O que quer que você tenha a dizer, eu tenho certeza de que não vou odiar.

Ele estremeceu, virando para olhar o relógio na parede. Foi a primeira vez que me ocorreu dar uma olhada no apartamento. Dei um passo para trás, surpreso – o lugar não se parecia com nada que eu podia esperar.

Tudo que dizia respeito ao Bill sempre era impecável, elegante, moderno. Mas seu apartamento não poderia estar mais longe disso. A sala de estar estava arrumada, mas cheia de móveis velhos e coisas que não se pareciam com nada que ele pudesse ter. Tudo era marrom e bege; os sofás pareciam confortáveis, mas feitos com o enchimento usado em ursos de pelúcia. Uma pequena coleção de corujas de madeira ficava ao lado de uma televisão minúscula e, na cozinha, o relógio que ele olhou tinha uma grande abelha sorridente que dizia, em letras garrafais, “Seja Feliz!”.

– Isso… não é o que eu esperava.

Bill seguiu minha atenção ao redor do apartamento e então soltou uma risada alta.

Era a mesma risada que costumava soltar antes de me destruir verbalmente.

– O que você esperava, Sr. Trumper?

Dei de ombros, sem querer insultá-lo, mas curioso sobre essa discrepância.

– Apenas esperava que seu apartamento se parecesse um pouco mais com você.

– O que foi você não gosta das minhas corujas? – ele perguntou, sorrindo.

– Eu gosto sim, é só que… – comecei a falar, passando a mão no cabelo.

– E os sofás? – ele interrompeu. – Você não acha que poderíamos nos divertir neles?

– Lindo, nós poderíamos nos divertir em qualquer superfície deste lugar, estou apenas tentando dizer que eu esperava que seu apartamento fosse menos…

Merda. Por que eu ainda estava falando? Olhei para ele e vi sua mão na frente da boca, tentando disfarçar uma risada.

– Calma – ele disse. – Aqui era o apartamento da minha mãe. Eu amo este lugar do jeito que é, mas você está certo. Nada disso é meu. Quando eu estava na faculdade, não achei que fazia sentido vender essas coisas ou comprar tudo novo. Dei outra olhada ao redor, curioso.

– Você gasta com cuecas de cem dólares, mas não com um sofá novo?

– Não seja tão arrogante. Eu não precisava de um sofá novo. Mas frequentemente precisava de cuecas novas – ele disse baixinho, cheio de insinuação.

– Sim, precisava mesmo.

Com esse perfeito lembrete, dei um passo em sua direção, retomando o gentil ataque aos botões de sua camisa. Empurrei a camisa por seus ombros e braços e olhei para ele na minha frente, agora vestindo apenas uma cueca branca. A peça era minúscula.

– Diga o que você quer – implorei, sentindo um pouco de desespero ao chupar seu pescoço, queixo, orelha. – Meu pau? Minha boca? Minhas mãos? Deus vou fazer tudo isso com você hoje, mas por onde começar? Faz meses que não te vejo e sinto que estou perdendo a cabeça. Tomei seu braço, trazendo-o para mais perto.

– Lindo, coloque as mãos em mim.

Ele correu os dedos em meu pescoço e segurou meu rosto. Eu podia sentir sua tremedeira.

– Tom.

Apenas quando ele disse meu nome dessa maneira – como se estivesse tímido ou talvez até ansioso – eu lembrei que ele queria me dizer algo além de eu te amo. Algo de que eu não iria gostar.

– O que foi?

Seus olhos estavam enormes, buscando os meus e cheios de desculpas.

– Acabei de terminar minha apresentação e…

– Ah, merda, eu sou um idiota. Eu deveria te levar para jantar…

– … prometi para Julia e Lane que nós iríamos sair…

– … talvez a gente possa sair para jantar depois que eu fizer você gozar… – eu disse, atropelando-o.

– … para beber depois que eu terminasse.

– … só preciso ouvir você gozar uma vez, daí podemos ir. Só me dê… – fiz uma pausa enquanto digeria as palavras dele. – Espera, o quê? Você vai sair com Julia e a Lane? Hoje?

Ele assentiu, apertando os olhos.

– Eu não sabia que você iria aparecer. E realmente quero ligar e cancelar. Mas acontece que não posso fazer isso. Não depois de elas terem sido tão boas comigo nos últimos meses… quando eu e você estávamos…

Soltei um grunhido, apertando meus olhos com as mãos.

– Por que você não me disse isso antes que eu tirasse sua roupa? Merda, como posso ir embora agora? Vou ficar duro por horas.

– Eu tentei falar – justiça seja feita, ele parecia tão frustrado quanto eu.

– Será que nós temos tempo para… – balancei a cabeça, olhando ao redor, como se a resposta estivesse enterrada naquela mobília antiga. – Eu poderia dar conta de nós dois provavelmente em, tipo, menos de dois minutos.

Ele riu.

– Não sei se isso é uma coisa da qual você deveria se orgulhar.

Claro que era.

Sua pequena exclamação de surpresa foi roubada por meus lábios quando eu o beijei, com língua e dentes, sem me importar se tínhamos apenas poucos minutos. Poucos minutos seriam suficientes.

Deslizei minha mão sobre a pulsação em seu pescoço, segui para a barriga. Baixei ainda mais, encontrando aquele familiar e favorito ponto, onde ele estava quente e duro. Então o céu podia desabar sobre mim e eu não notaria porque, meu Deus, nada existia além dele e de seus gemidos e sussurros que me pediam para continuar, continuar…

– Tom – ele gemia – por favor.

Comecei a abrir minha própria calça e tinha acabado de começar a falar quando… Fui interrompido por uma batida na porta.

Uma voz familiar soou no corredor.

– Já chegamos, Sr. Formada em Administração, e estamos prontas para beber uns drinques!

– Isso é uma piada. Diga que isso é uma piada! – eu disse, olhando-o no rosto.

Ele negou com a cabeça, tentando esconder um sorriso.

– Não estou com humor para dividir você agora. Você tem que estar brincando comigo.

– Quase me esqueci do quanto eu adoro quando você fica bravo assim.

Ele andou até a porta usando apenas a cueca e abriu uma fresta antes de se virar e correr para o quarto, me deixando sozinho para receber as intrusas.

Mas que grande merda!

– Volto daqui a pouco! – Bill gritou por cima do ombro, sua bunda maravilhosa desaparecendo dentro do quarto.

Julia assoviou alto, entrou pela porta e parou por um segundo antes de me ver e cair na risada.

– Uau, eu não esperava que você nos recebesse só de cueca, Bill – Lane entrou, com uma mão cobrindo os olhos e a outra estendida tateando cegamente. Ela agarrou minha camisa aberta e soltou um grito quando abriu os olhos e viu quem estava segurando. – Sr. Trumper!

– Olá, garotas – eu disse, sem expressão na voz. Arrumei minha camisa e ajeitei a gravata.

– Ops, nós interrompemos alguma coisa? – Julia perguntou, com olhos arregalados e provocadores.

– Na verdade, sim. Nós estávamos… voltando a nos conhecer melhor.

Bill gritou do quarto dizendo para nos servimos com o champanhe da geladeira, e eu tentei ignorar a maneira como o olhar de Julia desceu até meu zíper. Fiquei parado, deixando que ela desse uma boa olhada. Minha ereção já tinha acabado, de qualquer maneira.

Ou quase.

– Eu não sabia que seria uma noite só das garotas – eu disse, quando o silêncio pareceu se arrastar eternamente.

Lane deu um passo para trás, lutando para manter o olhar acima dos meus ombros, e explicou:

– Acho que ninguém esperava que você estivesse aqui e… fosse passar a noite. – Eu definitivamente queria passar a noite. Dentro do Bill, de todas as maneiras.

Julia me estudou por um minuto e então sorriu.

– Admito que eu tinha quase certeza de que Tom estaria aqui.

Não pude evitar um sorriso igual ao dela. Afinal, fora ela quem me convencera a aparecer na apresentação do Bill. Ela estava obviamente do meu lado.

Mesmo tendo interrompido minha tentativa de transar com Chloe pela primeira vez em um século.

Eu me virei e fui para a cozinha lavar as mãos. Julia me seguiu, e atrás de mim eu a ouvi abrir o champanhe. O som da rolha e do borbulhar que veio em seguida me lembrou o quanto eu queria abrir aquela garrafa sobre o corpo nu de Chloe e lamber a espuma se derramando em sua pele.

Julia continuou:

– Acho que nós todos deveríamos sair para celebrar, e você pode ficar com ele quanto quiser – ela serviu quatro taças de champanhe e me entregou uma. – Você vai ter que esperar até mais tarde para… voltar a conhecê-lo. – Bill surgiu de seu quarto usando um jeans preto bem justo e uma regata azul cheia de brilho, que fazia sua pele parecer dourada.

Se ele saísse vestindo isso, eu não conseguiria manter minhas mãos longe dele, de jeito nenhum.

– Bill… – comecei a falar, andando até ele e deixando meu champanhe no balcão da cozinha, com a mão trêmula. Estremeci ao ver seu cabelo penteados para trás.

Seus olhos brilhavam, se divertindo.

– Você pode bagunçar meu cabelo mais tarde.

– Pode contar com isso.

– Você quer agarrar? Puxar? – ele perguntou, beijando a ponta da minha orelha. Confirmei balançando a cabeça, com os olhos fechados. – Ou prefere sentir meu cabelo na sua barriga enquanto minha boca trabalha no seu pau?

Pequei minha taça de champanhe novamente e tomei um gole.

– Digamos que sim.

Senti uma necessidade se acumular em meu estômago e fiquei dividido entre querer quebrar algo e querer arrastá-lo até o quarto e arrancar aquele jeans de suas pernas.

Absolutamente nenhuma parte de mim queria passar a noite bebendo vinho, comendo queijos e ouvindo conversa de garotas. Não sabia se conseguiria aguentar.

Como se tivesse ouvido meus pensamentos, ela sussurrou:

– Essa espera só vai fazer nossa noite melhor quando voltarmos.

– Duvido que isso seja possível.

Seus dedos arranharam de leve o meu peito.

– Senti falta dessa carinha ranzinza.

Ignorando-o, eu perguntei:

– Que tal se você for até meu apartamento depois? Saia com suas amigas e se divirta bastante. Estarei lá esperando, quando você estiver pronto.

Ele se esticou e deslizou um longo e macio beijo pela minha boca.

– O que aconteceu com a ideia de não me deixar sair da sua vista até o Natal?

Achei que íamos a uma boate, talvez algum lugar chique com drinques a vinte dólares, cheio de estudantes em vestidinhos pretos. O que eu não esperava era um bar discreto nos subúrbios, com dardos e o que Julia descreveu como “a melhor carta de cervejas em Illinois”.

Desde que me fizessem um gimlet com vodca e eu pudesse ficar em contato físico constante com Bill, a noite talvez não fosse um desastre total. Segui as garotas até o interior do bar, lançando olhares intimidadores para todos os outros babacas pelos quais passamos no caminho. Julia sentou em um banco de couro, gritando algo para a barwoman sobre trazer “o de sempre” para elas e “algo rosa” para o “bonitinho aqui”.

Pensando bem, esta seria uma longa noite.

Lane – que claramente ainda estava um pouco nervosa com a minha presença – sentou do outro lado de Bill e o fez contar todos os detalhes da apresentação. Ele contou sobre o diretor Clarence Cheng, sobre como eu apareci de surpresa e agi como um idiota, sobre ter apresentado os dois projetos e sobre a oferta de emprego.

– Foram duas ofertas de emprego – eu corrigi, encarando-o para deixar claro que eu esperava que ele aceitasse o maldito emprego na TMG.

Ele revirou os olhos, mas ninguém deixou de notar seu sorriso orgulhoso. Elas ergueram suas cervejas e eu ergui meu drinque rosa, e brindamos o sucesso de Bill.

Ao meu lado, ele tomou a cerveja e então saltou para fora do banco.

– Quem está a fim de jogar uns dardos?

Lane levantou a mão dando um pulinho. Após uma única cerveja, ele já parecia meio alto e relaxado o bastante para não agir mais como se estivéssemos no escritório. Deslizei meu olhar pelo corpo de Bill. Eu gostei da ideia de assistir ele se esticando naquelas roupas apertadas para jogar os dardos.

– Você vem junto? – ele perguntou, virando para mim e pressionando o peito contra o meu braço.

Safado maldito.

– Daqui a pouco, talvez – deixei meus olhos se demorarem em seus lábios antes de abaixá-los até o peitos. Debaixo do tecido leve da regata, os mamilos já se insinuavam.

Sua risada fez minha atenção voltar para seus lábios vermelhos – ele percebeu e fez um beicinho.

– Tom está se sentindo meio ansioso?

– Tom está se sentindo muito ansioso – eu disse, puxando-o entre minhas pernas e beijando a curva de sua orelha. Eu queria ser paciente e deixá-lo aproveitar a noite, mas a paciência nunca foi meu forte. – Tom quer Bill nu e tocando seu pau.

Com uma risadinha, ele rebolou até os fundos do bar, com o braço enlaçado ao de Lane.

Julia deu um leve soco em meu ombro, olhando rapidamente atrás de nós para ter certeza de que Bill não podia ouvir.

– Você fez a coisa certa.

Eu me sentia desconfortável discutindo assuntos pessoais com a maioria das pessoas, e essa conversa mais do que pessoal era a última coisa que eu queria ter com uma quase estranha. Ainda assim, Julia se dera ao trabalho de me procurar para ajudar-lo.

Definitivamente, fora preciso coragem para isso.

– Obrigado por me ligar – eu disse. – Mas quero que saiba que eu iria atrás dele de qualquer maneira. Não conseguia mais ficar longe daquele jeito.

Julia tomou um gole da cerveja.

– Imaginei que, se você fosse mesmo igual a ele, estaria prestes a tentar de novo. Eu liguei apenas porque queria te dar a confiança necessária para chegar lá e bancar o cretino do jeito que só você sabe.

– Eu não era tão cretino assim – franzi a testa, pensando naquilo. – Pelo menos, acho que não.

– Claro que não – Julia disse pausadamente. – Você é o respeito em pessoa.

Ignorando a provocação, peguei meu drinque de mulherzinha e tomei de um gole só.

– Ele está tão feliz hoje! – Julia murmurou, quase que para si mesma.

– Ele está magro – olhei para onde Bill estava, de pé, preparada para lançar um dardo. Ele parecia mesmo feliz, e isso me alegrava, mas a diferença em seu corpo era difícil de ignorar. – Magro demais.

Concordando, Julia disse:

– Ele malhou demais e trabalhou demais – seus olhos buscaram os meus por um instante antes de acrescentar: – A situação não estava boa, Tom. Ele estava acabado.

– Eu também.

Ela reconheceu isso com um pequeno sorriso. Afinal, a tristeza já era passado agora.

– Então, se você vai mantê-lo na cama pelos próximos dias, apenas lembre-se de fazer pit stops para a comida.

Concordei, movendo os olhos para o fundo do bar, onde meu garoto se preparou, mirou e jogou um dardo, que mal acertou na placa de madeira atrás do alvo. Ele e Lane caíram na risada, parando apenas para dizer algo que as fez rir ainda mais.

E, enquanto ele jogava e dançava ao som dos Rolling Stones, eu senti o peso do meu amor por ele se transformar em um calor no estômago. Dois meses separados não era nada comparado com o que teríamos pela frente, mas, no contexto de nossa história, parecia uma eternidade. Eu queria compensar passando o máximo de tempo juntos.

Eu precisava voltar a ficar próximo. Acenei para a barwoman e fiz um gesto pedindo a conta.

Julia me impediu, levantando a mão na frente do meu rosto.

– Não estrague tudo. Ele é independente, e está sozinho há tanto tempo que nunca te dirá o quanto precisa de você. Mas ele vai te mostrar o quanto quer isso. Bill é uma pessoa de ações, não de palavras. Eu o conheço desde que tínhamos doze anos, e você é o cara certo para ele.

Dois braços suaves me envolveram pela cintura, e senti um beijo de Bill nas minhas costas.

– Sobre o que vocês estão conversando?

Julia e eu respondemos ao mesmo tempo:

– Futebol.

– Política.

Senti sua risada e ele deslizou para debaixo do meu braço.

– Então vocês estavam falando de mim.

– Sim – respondemos juntos.

– Sobre como eu estava acabado antes e agora como pareço feliz, e como é melhor o Tom não estragar tudo desta vez.

Julia olhou para mim, ergueu sua cerveja em um brinde silencioso e depois nos deixou sozinhos.

Bill virou seus olhos castanhos na minha direção.

– Ela te contou todos os meus segredos?

– Não mesmo – deixei meu drinque no balcão e passei meu braço em torno dele. – Podemos ir agora? Estive longe de você por tempo demais e estou atingindo o limite do quanto posso te compartilhar. Quero ficar sozinho com você.

Senti sua risada como um pequeno tremor em seu corpo, depois o suave som chegou aos meus ouvidos.

– Você é tão exigente.

– Estou apenas dizendo o que quero.

– Certo. Seja específico. O que você realmente quer?

– Quero você de joelhos na minha cama. Quero você todo suado e implorando. Quero ver você ficar melado até eu poder me lambuzar em você.

– Merda – ele sussurrou, com a voz quase sumindo. – Já cheguei nesse ponto.

– Então, droga, Sr. Kaulitz. Entra logo na porra do carro.

 


Notas Finais


Por favor.
Plisssssssss
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