História Cretino irresistível - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags One Direction
Exibições 118
Palavras 4.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIIIII GENTE
Então, essa fanfic é um livro da Christina Lauren que eu li e gostei muito. Eu sempre imaginei os personagens como os integrantes da 1D e decidi dividir isso com vocês,espero que gostem<3
XOXO

Capítulo 1 - Capitulo Um


Fanfic / Fanfiction Cretino irresistível - Capítulo 1 - Capitulo Um


Meu pai sempre dizia que a melhor maneira para aprender uma profissão é
passar cada segundo observando alguém a exercendo.
“Para conseguir chegar ao topo, você precisa começar lá embaixo”, ele me
disse. “Seja a pessoa sem a qual o CEO não pode viver. Seja seu braço direito.
Aprenda tudo sobre seu mundo, e ele irá te contratar assim que você
receber o diploma.”
Eu me tornei indispensável. E definitivamente me tornei o braço direito.
Acontece que, neste caso, o braço direito frequentemente queria estrangular o
pescoço daquele maldito.
Meu chefe, o sr. Harry Styles. Um cretino irresistível.
Meu estômago se embrulha só de pensar nele: alto, bonitão e completamente
cruel. Ele era o babaca mais egocêntrico e convencido que eu já tinha
conhecido. Eu ouvia as outras mulheres do escritório fofocando sobre suas
escapadinhas e ficava pensando se um rosto bonito era tudo que ele precisava.
Mas meu pai também dizia:
“você vai perceber cedo na vida que a beleza é apenas superficial, mas a feiura
se estende até os ossos”. Eu tive minha quota de homens desagradáveis nos
últimos anos, namorei alguns no colegial e na faculdade. Mas esse foi o
campeão.
– Olá, srta. Mills! – o sr. Styles estava de pé ao lado da porta da minha sala, que
servia de recepção para o escritório dele. Sua voz estava melosa, mas era uma
doçura toda errada... como mel que foi congelado e que agora estava
começando a rachar.
Depois de derramar água no meu celular, deixar cair meu par de brincos na
lixeira, receber uma pancada na traseira do meu carro na via expressa e ter de
esperar a polícia para ouvir aquilo que eu já sabia – que a culpa foi do outro
motorista –, a última coisa que eu precisava naquela manhã era aguentar o mau
humor do sr. Styles. Pena que ele não tem nenhum outro tipo de humor.
Eu respondi o “Bom dia, sr.Styles” de sempre, esperando que ele respondesse
com seu habitual aceno de cabeça. Mas, quando eu tentei passar, ele murmurou:
– Bom dia? Será que você não quer dizer “boa tarde”, srta. Mills? Que horas são
nesse seu mundinho?
Eu parei e encarei de volta seu olhar gelado. Ele era uns bons vinte centímetros
mais alto do que eu, e, antes de trabalhar para ele, eu nunca tinha me sentido tão
pequena. Fazia seis anos que eu trabalhava para a StylesMedia Group, a SMG.
Mas, desde o retorno do sr. Styles para a empresa de sua família, há nove meses,
eu começara a usar salto alto para poder encará-lo no mesmo nível. Mesmo
assim, ainda precisava levantar o queixo para olhar em seus olhos, e ele
claramente sentia satisfação com isso, deixando escapar um certo brilho
naqueles olhos castanhos.
– Tive uma manhã meio desastrosa. Não vai acontecer de novo – eu disse,
aliviada por minha voz sair sem tremer. Nunca me atrasei antes, nem uma vez,
mas é claro que ele tinha de fazer uma cena na primeira vez que aconteceu.
Passei por ele, guardei minha bolsa e o casaco no armário e liguei o computador.
Tentei fingir que ele não estava ali de pé na frente da porta, assistindo a cada
movimento meu.
– Uma “manhã desastrosa” é uma descrição muito apropriada para o que eu tive
de passar com a sua ausência. Tive de pedir desculpas a Alex Schaffer por ele
não ter recebido os contratos assinados quando prometido: às nove da manhã, no
horário da costa leste. Tive de ligar para Madeline Beaumont pessoalmente para
confirmar que iríamos sim prosseguir com o trabalho como descrito. Em outras
palavras, fiz o seu trabalho e o meu nesta manhã.
Tenho certeza de que, mesmo com uma “manhã desastrosa”, você conseguiria
chegar às oito. Tem gente que começa a trabalhar antes mesmo do café da
manhã.
Levantei a cabeça para encará-lo enquanto ele me julgava com os braços
cruzados acima do peito grandioso – e tudo por eu estar apenas uma hora
atrasada. Então desviei os olhos, para não ficar encarando a maneira como o
terno escuro e bem cortado envolvia seus ombros largos. No primeiro mês em
que trabalhamos juntos, houve uma convenção e fiz a besteira de visitar a
academia do hotel – dei de cara com ele sem camisa e todo suado ao lado de
uma esteira. Ele tinha o rosto que qualquer modelo gostaria de ter e o cabelo
mais incrível que eu já vi em um homem. Cabelo de quem acabou de transar.
Era assim que as garotas do andar de baixo chamavam aquele cabelo e, de
acordo com elas, o título era bem merecido. A imagem dele passando a
camiseta no peito ficou para sempre marcada na minha memória.
Mas, é claro, ele teve de estragar o momento abrindo a boca: “É bom ver que
você finalmente está tomando interesse em cuidar do seu corpo, srta. Mills”.
Filho da puta.
– Desculpe, sr. Styles – eu disse, deixando escapar um pouco de veneno na voz. –
Eu entendo o sacrifício que foi para o senhor usar um fax e atender ao telefone.
Como já disse, não vai acontecer de novo.
– Exatamente, não vai mesmo – ele respondeu, com o sorriso pretensioso firme
no lugar. Se pelo menos ficasse de boca fechada, ele poderia ser perfeito. Um
pedaço de fita adesiva resolveria o problema. Eu tinha um rolo no meu armário
que às vezes eu pegava e acariciava, pensando que um dia eu poderia fazer bom
uso dele.
– E, só para que você não se esqueça desse incidente, eu gostaria de ver a
situação completa dos projetos da Schaffer, da Colton e da Beaumont na minha
mesa até as cinco. E então você vai compensar a hora perdida desta manhã
simulando uma apresentação da conta da Papadakis na sala de conferência às
seis. Afinal, se você vai cuidar dessa conta, terá de provar para mim que sabe o
que está fazendo.
Meus olhos se arregalaram enquanto eu assistia ele ir embora e bater a porta do
escritório. Ele sabia muito bem que eu estava apenas começando esse projeto,
que também seria minha tese no MBA. Ainda teria meses para terminar os slides
depois que os contratos fossem assinados... o que ainda não havia acontecido.
Ainda não tinham nem sido rascunhados. Agora, com tudo o mais jogado no meu
colo, ele queria que eu arrumasse uma apresentação em... olhei para o relógio.
Ótimo, sete horas e meia, se eu pulasse o almoço. Então abri o arquivo da
Papadakis e comecei a trabalhar.
Enquanto as pessoas começavam a sair para o almoço, eu fiquei colada na
minha mesa com meu café e um pacote de salgadinho que peguei na máquina.
Normalmente, eu trazia comida de casa ou saía junto com os outros estagiários
para almoçar, mas naquele dia o tempo não era meu amigo. Ouvi a porta abrir e
olhei com um sorriso no rosto enquanto Sara Dillon entrava. Sara e eu fazíamos
parte do mesmo programa de estágio para MBA da Styles Media Group, mas ela
trabalhava no setor financeiro.
– Pronta para almoçar? – ela perguntou.
– Vou ter de pular o almoço. Hoje está sendo um dia infernal – eu disse, como
quem pede desculpas, e o sorriso dela mostrou um pouco de malícia.
– Dia infernal ou chefe infernal? – ela sentou na beira da minha mesa. – Ouvi
dizer que ele estava meio bravo hoje de manhã.
Respondi com um olhar de cumplicidade. Sara não trabalhava para ele, mas
sabia tudo sobre Harry Styles, afinal, com seu conhecido pavio curto, ele era
uma lenda viva no escritório.
– Mesmo se existissem duas de mim, não seria possível terminar tudo isso a
tempo.
– Não quer mesmo que eu traga alguma coisa? – seus olhos se moveram em
direção à sala dele. – Tipo, um assassino de aluguel? Ou um pouco de água
benta?
Tive de rir.
– Não, tudo bem.
Sara sorriu e saiu. Eu tinha acabado de terminar meu café quando me inclinei e
percebi que minha meia tinha rasgado.
– E ainda por cima – comecei a falar quando ouvi Sara voltando –, consegui
rasgar a meia. Na verdade, se tiver chocolate no restaurante, você pode me
trazer uns vinte quilos para eu poder aliviar minha tensão?
Olhei para cima e vi que não era Sara parada ali na minha frente. Meu rosto
ficou vermelho e abaixei a saia de volta no lugar.
– Desculpa, sr. Styles, eu...
– Srta. Mills, já que você e as outras secretárias têm tanto tempo para discutir
suas lingeries problemáticas, além de preparar a apresentação da Papadakis,
preciso que você também vá até a sala do Willis e me traga a análise de
mercado e segmentação da Beaumont – ele ajeitou a gravata, olhando para seu
reflexo na minha janela. – Você
acha que consegue fazer isso?
Será que eu estava ouvindo direito? Ele tinha acabado de me chamar de
“secretária”? É verdade que parte do meu estágio era fazer um pouco do
trabalho básico de um auxiliar, mas ele sabia muito bem que eu tinha trabalhado
para essa empresa por vários anos antes de conseguir minha bolsa da JT Miller
na Northwestern University. Agora, faltavam apenas quatro meses para eu
conseguir meu diploma em administração. Quatro meses para pegar meu
diploma e dar o fora daqui, pensei. Olhei para cima para encontrar seus olhos.
– Pode deixar, vou pedir para a Sam trazer...
– Isso não foi uma sugestão – ele me interrompeu. – Quero que você vá pegar os
documentos – ele olhou para mim por um instante com o queixo apertado antes
de se virar e voltar para sua sala, batendo a porta atrás de si. Qual é a merda do
problema dele? Era realmente necessário bater a porta como uma adolescente
temperamental? Peguei meu casaco e comecei a andar até o escritório adjunto,
que ficava em outro prédio. Quando voltei, bati à porta dele, mas ninguém
respondeu. Tentei girar a maçaneta. Estava trancada. Ele estava provavelmente
dando uma rapidinha com alguma princesa da diretoria enquanto eu corria por
Chicago que nem uma louca. Enfiei o envelope pardo na abertura do correio,
esperando que os papéis se espalhassem por toda a parte e ele tivesse de se
abaixar para arrumar tudo. Seria merecido. Até gostei dessa imagem dele de
quatro no chão, juntando os documentos. Por outro lado, conhecendo a pessoa,
ele provavelmente iria me chamar naquele buraco estéril para limpar a bagunça
enquanto ele assistia.
Quatro horas mais tarde, eu tinha terminado a atualização das contas, meus slides
estavam praticamente em ordem e eu estava quase rindo histericamente
pensando no quão terrível o dia tinha sido. Mas tive de passar um tempo
planejando o assassinato sangrento do garoto do xerox. Um trabalho simples, foi
tudo que pedi. Faça umas cópias, encaderne umas folhas. Era para ter sido uma
coisa fácil. Entrar e sair. Mas não. Levou duas horas. E agora eu estava atrasada!
Corri através dos corredores escuros do prédio, que já estava vazio, com o
material da apresentação quase caindo debaixo do braço, e olhei para o relógio.
Seis e vinte. O sr. Styles ia me comer viva. Eu estava vinte minutos atrasada e,
como aprendera naquela manhã, ele odiava atrasos. “Atraso” era uma palavra
que não existia no Dicionário para cretinos de Harry Styles. Também não havia
“coração”, “bondade”, “compaixão”, “pausa para almoço” ou “obrigado”.
Então, lá estava eu, apressada pelos corredores vazios, correndo com meus saltos
gigantescos para encontrar o carrasco.
Respire, Chloe. Ele pode sentir o cheiro do medo.
Quando me aproximei da sala de conferências, tentei acalmar minha respiração
e diminuí o passo até voltar a andar. Um rastro de luz brilhava debaixo da porta.
Ele definitivamente estava lá, esperando. Com cuidado, tentei arrumar o cabelo e
as roupas enquanto alinhava o maço de documentos nos meus braços. Respirando
fundo, bati na porta.
– Entre.
Entrei no espaço bem iluminado. A sala de conferência era enorme. Ficava no
18 o andar e uma das paredes era coberta por janelas que iam do chão ao teto,
oferecendo uma visão espetacular de Chicago. O anoitecer escurecia o céu lá
fora, e arranha-céus pontuavam o horizonte com suas janelas iluminadas. No
centro da sala ficava uma grande e pesada mesa de madeira e, na ponta mais
distante, encarando na minha direção, estava o sr. Styles. Estava sentado lá, com
o casaco do terno pendurado no encosto da cadeira, a gravata solta, as mangas
branquíssimas da camisa enroladas até o cotovelo, o queixo apoiado nas pontas
dos dedos. Seus olhos pareciam penetrar os meus, mas ele permaneceu calado.
– Eu peço desculpas, sr. Styles – eu disse, minha voz ainda ondulando por causa
da respiração entrecortada. – A impressão levou... – parei. Desculpas não iriam
ajudar nessa situação. Além disso, eu não deixaria ele me culpar por algo que
estava fora do meu controle. Ele podia ir para o inferno. Com minha coragem
recém-descoberta, ergui o queixo e caminhei até onde ele estava.
Sem olhar em seus olhos, eu arrumei meus papéis e coloquei uma cópia da
apresentação diante dele na mesa.
– Posso começar?
Ele não respondeu, apenas ficou encarando minha postura, que tentava mostrar
coragem. O que seria bem mais fácil se ele não fosse tão lindo. Em vez de dizer
alguma coisa, ele fez um gesto em direção aos papéis, pedindo que eu
continuasse.
Limpei a garganta e comecei a apresentação. Enquanto eu passava pelos
diferentes aspectos da proposta, ele se manteve em silêncio, olhando fixamente
para sua cópia do texto. Por que estava tão calmo? Eu sabia lidar com seu mau
humor, mas aquele silêncio ensurdecedor? Aquilo estava me deixando nervosa.
Eu estava inclinada sobre a mesa, explicando um grupo de gráficos, quando
aconteceu.
– O cronograma deles para o primeiro resultado é um pouco ambici... – parei no
meio da frase, com meu ar preso na garganta. A mão dele pressionou
gentilmente a parte de baixo das minhas costas e então começou a descer até
parar na curva da minha bunda. Nos nove meses em que trabalhávamos juntos,
ele nunca havia me tocado intencionalmente.
E naquele momento fora definitivamente intencional.
O calor de sua mão queimou através da minha saia e chegou até a pele. Cada
músculo do meu corpo ficou tenso, e senti como se minhas entranhas estivessem
virando água. Que diabos ele estava fazendo? Meu cérebro gritou para eu tirar
aquela mão dali e dizer para ele nunca mais me tocar de novo. Mas meu corpo
tinha outras ideias. Meus mamilos endureceram, e apertei o queixo em resposta.
Mamilos traidores. Enquanto meu coração batia forte no peito, pelo menos meio
minuto se passou, e nenhum de nós disse nada quando a mão dele se moveu para
minha coxa e começou a acariciar. Nossas respirações e o barulho abafado da
cidade lá embaixo eram os únicos sons que pairavam no ar da sala de
conferência.
– Vire-se, srta. Mills – sua voz calma quebrou o silêncio e eu ajeitei minhas
costas, com os olhos grudados à
frente. Vagarosamente, eu me virei, enquanto ele passava a mão pelo meu
corpo. Eu podia sentir a maneira como ele esticou a mão, tocando com a ponta
dos dedos toda a extensão das minhas costas até pressionar seu polegar contra a
pele macia dos meus quadris. Abaixei a cabeça para encontrar seus olhos, que
me observavam de volta atentamente.
Podia ver seu peito subindo e descendo, cada respiração mais profunda do que a
última. Um músculo tremeu em seu queixo quadrado quando seu polegar
começou a se mover, acariciando lentamente de um lado para outro, os olhos
ainda grudados nos meus. Ele estava esperando que eu o interrompesse. Tive
muito tempo para afastá-lo ou simplesmente para me virar e ir embora. Mas
havia muitas sensações dentro de mim que eu precisava digerir antes de poder
reagir. Nunca tinha me sentido assim, e nunca imaginara que um dia me sentiria
dessa maneira em relação a ele. Eu queria dar um tapa no rosto dele, e depois
puxá-lo pela gola da camisa e lamber seu pescoço.
– No que está pensando? – ele sussurrou, com os olhos ao mesmo tempo
zombando e mostrando ansiedade.
– Ainda estou tentando descobrir.
Com aqueles olhos ainda presos aos meus, ele começou a deslizar a mão mais
para baixo. Seus dedos percorreram minha coxa até a barra da saia. Então
começou a subir a ponta do dedo, tracejando a alça da minha cinta-liga,
esbarrando na renda que sustentava a meia. Um longo dedo deslizou por baixo do
tecido fino e o puxou levemente para baixo. Eu soltei um suspiro entrecortado, de
repente me sentindo como se estivesse derretendo por dentro. Como eu poderia
deixar meu corpo reagir daquela maneira? Ainda queria lhe dar um tapa, mas
agora, mais do que isso, eu queria que ele continuasse. Um desejo angustiado
estava se concentrando entre as minhas pernas. Ele alcançou o topo da minha
calcinha e deslizou os dedos debaixo do tecido. Senti sua carícia contra minha
pele e o resvalar em meu clitóris antes de ele enfiar o dedo lá dentro, e então
mordi os lábios, tentando, sem sucesso, abafar meu gemido. Quando olhei para
baixo, gotas de suor estavam se formando em suas sobrancelhas.
– Merda – ele grunhiu silenciosamente. – Você está molhada – seus olhos se
fecharam e ele parecia lutar a mesma batalha interna que eu enfrentava. Olhei
para seu colo e pude ver o quanto ele pressionava contra o tecido macio da calça.
Sem abrir os olhos, ele tirou o dedo e agarrou a renda fina da minha calcinha. Ele
estava tremendo quando olhou para mim com uma expressão furiosa. Com um
movimento rápido, rasgou a calcinha, e o som do tecido sendo partido ecoou pelo
silêncio da sala vazia.
Ele puxou minhas coxas com força, colocando meu corpo em cima da mesa fria
e abrindo minhas pernas na sua frente. Soltei um gemido involuntário quando os
dedos dele voltaram, escorregando por entre minhas pernas e me penetrando
novamente. Eu desprezava aquele homem com todas as minhas forças, mas meu
corpo me traía – eu desejava que ele continuasse. Eu odiava admitir, mas ele era
muito bom naquilo. Seu toque não era aquela coisa gentil e amorosa a que eu
estava acostumada. Ali estava um homem habituado a conseguir o que queria, e
acontece que, naquele momento, o que ele queria era eu. Minha cabeça pendeu
para o lado quando me apoiei nos cotovelos, sentindo um orgasmo iminente se
aproximando a todo vapor.
Para meu completo horror, soltei um sussurro implorando:
– Oh, por favor.
Ele parou de mexer, puxou os dedos de volta e manteve o punho fechado na
frente do rosto. Eu me sentei, agarrando sua gravata de seda e puxando sua boca
com força contra a minha. Seus lábios eram tão perfeitos quanto pareciam,
firmes e suaves. Eu nunca tinha sido beijada por alguém que claramente
conhecia cada ângulo e movimento provocante capaz de me deixar quase
completamente louca.
Mordi seu lábio inferior enquanto minhas mãos rapidamente baixavam até o cós
de sua calça, onde abri a fivela e tirei o cinto por inteiro.
– É melhor você estar pronto para terminar o que começou.
Ele soltou um grunhido raivoso do fundo da garganta e tomou minha blusa com
as mãos, rasgando-a até abrir, fazendo os botões prateados se esparramarem
pela mesa.
Então, deslizou as mãos pelas minhas costelas e sobre meus seios, apertando com
os polegares em meus mamilos endurecidos, com seu olhar sombrio fixado na
minha expressão durante todo o tempo. Suas mãos eram grandes e tão ásperas
que quase me machucavam, mas, em vez de reclamar ou me afastar, eu
pressionei o corpo contra suas palmas, querendo ainda mais, e mais forte.
Ele rosnou e apertou ainda mais com os dedos. Passou pela minha mente que eu
poderia ficar toda machucada e, por um instante de insensatez, eu desejei que
ficasse. Eu queria uma lembrança dessa sensação, de estar completamente certa
do que meu corpo queria, inteiramente liberada.
Ele se inclinou o bastante para morder meu ombro e então sussurrou:
– Você é uma putinha que gosta de provocar, não é?
Sem conseguir me aproximar mais, eu me apressei com seu zíper, tirando e
jogando suas calças e cueca no chão. Então apertei forte seu pau, sentindo-o
pulsar em minha mão.
A maneira como ele sussurrou meu sobrenome naquele momento – “Mills” –
deveria enviar uma onda de fúria para dentro de mim, mas eu sentia apenas uma
coisa: uma pura e embriagante luxúria. Ele forçou minha saia acima das coxas e
me empurrou para trás sobre a mesa de conferência. Antes que eu pudesse dizer
alguma coisa, ele segurou meus calcanhares, agarrou seu pau e deu um passo
para frente, penetrando fundo dentro de mim. Eu nem pude ficar horrorizada
pelo gemido alto que soltei – aquilo era melhor do que qualquer coisa.
– O que foi? – ele sussurrou entre os dentes cerrados enquanto seus quadris
batiam contra minhas coxas, colocando-o fundo e mais fundo. – Nunca foi fodida
dessa maneira antes, não é? Você não ficaria provocando tanto se estivesse sendo
fodida direito.
Quem ele pensava que era? E por que diabos o fato de ele estar certo me
excitava tanto? Eu nunca tinha transado em nenhum outro lugar além da cama, e
nunca tinha me sentido daquela maneira.
– Já tive melhores – provoquei.
Ele riu, uma risada quieta e debochada.
– Olhe para mim.
– Não.
Ele tirou bem quando eu estava prestes a gozar. Por um instante, achei que iria
me deixar ali daquele jeito, mas então ele agarrou meus braços e me puxou para
fora da mesa, pressionando lábios e língua contra minha boca.
– Olhe para mim – repetiu. E, finalmente, como ele já não estava mais dentro de
mim, eu consegui olhar. O sr.Styles piscou uma vez, vagarosamente, com os
longos e escuros cílios fechando e abrindo, e então disse: – Peça para eu te fazer
gozar.
Seu tom de voz não parecia certo. Parecia quase uma pergunta. Mas suas
palavras eram iguais a ele: todas distorcidas. Eu queria sim que ele me fizesse
gozar. Mais do que qualquer coisa. Mas ele estava sonhando se achava que eu lhe
pediria.
Baixei a voz e olhei em seus olhos.
– Você é um filho da puta, sr. Styles.
O sorriso dele mostrou que, seja lá o que ele queria de mim, conseguiu. Eu quis
dar uma joelhada no meio das suas pernas, mas, se fizesse isso, não teria mais
daquilo que eu realmente desejava.
– Peça por favor, srta. Mills.
– Por favor, vá se foder.
A próxima coisa que senti foi o frio da janela contra meu peito, e gemi por causa
do contraste de temperatura entre o vidro e a pele. Eu estava ardendo, cada parte
de mim queria sentir o toque rude dele.
– Pelo menos você é consistente – ele disse em meu ouvido antes de morder meu
ombro. Então, chutou meus pés.
– Abra as pernas.
Separei as pernas e, sem hesitação, ele puxou meus quadris para trás e se
aproximou mais, antes de enfiar tudo dentro de mim novamente.
– Você gosta do frio?
– Sim.
– Sua garota safada. Você gosta de se exibir, não é? – ele murmurou, tomando
minha orelha com os dentes –
Você adora saber que toda Chicago pode olhar para cima e assistir você sendo
fodida, e você está adorando cada minuto disso com seus peitinhos pressionados
contra o vidro.
– Pare de falar, você está estragando o clima – eu respondi, embora ele não
estivesse. Nem um pouco. Sua voz grave estava me levando à loucura.
Ele apenas riu no meu ouvido, provavelmente percebendo como eu me
arrepiava com suas palavras.
– Você quer que eles assistam você gozar?
Eu gemi em resposta, incapaz de formar palavras com cada estocada me
pressionando cada vez mais contra a janela.
– Diga. Você quer gozar, srta. Mills? Responda ou vou parar e fazer você me
chupar – ele disse, penetrando ainda mais fundo com cada estocada.
A parte de mim que o odiava estava se dissolvendo como açúcar na língua, e a
parte que o desejava estava crescendo, fogosa e exigente.
– Apenas diga – ele se inclinou para frente, chupou minha orelha e depois
mordeu com força. – E eu prometo que vou fazer você gozar.
– Por favor – eu disse, fechando os olhos para apagar todo o resto e apenas sentilo.
– Por favor. Sim, eu quero. Ele esticou o braço e moveu as pontas dos dedos
por cima do meu clitóris, exercendo a pressão perfeita, no ritmo perfeito. Eu
podia sentir seu sorriso pressionado contra minha nuca e, quando ele abriu a boca
e mordeu minha pele, eu gozei. Um calor se espalhou por minhas costas, ao
redor dos quadris e entre as pernas, me jogando de volta contra ele. Minhas mãos
bateram no vidro e meu corpo inteiro tremeu com o orgasmo que se espalhou
em mim, me deixando sem ar. Quando finalmente acabou, ele saiu de dentro e
me virou, mergulhando a cabeça para chupar meu pescoço, meu queixo, meus
lábios.
– Diga obrigado – ele sussurrou.
Afundei minhas mãos em seu cabelo e puxei com força, esperando tirar alguma
reação dele, querendo saber se ainda estava consciente ou se tinha perdido a
cabeça. O que é que nós estamos fazendo?
Ele grunhiu, inclinando-se em minhas mãos e beijando meu pescoço de cima a
baixo enquanto pressionava a ereção em minha barriga.
– Agora é a sua vez de me fazer sentir bem.
Soltei uma mão, alcancei seu pau e comecei a mexer. Ele era pesado e longo, e
perfeito em minha mão. Eu queria dizer isso, mas nem em mil anos eu o deixaria
saber o quão incrível ele era. Em vez disso, eu me afastei de seus lábios e lanceilhe
um olhar provocante.
– Vou fazer você gozar tão forte que vai até se esquecer que é o maior filho da
puta do planeta – grunhi, abaixando pelo vidro. Lentamente, coloquei seu pau
inteiro na minha boca até encostar na garganta. Ele apertou os músculos e soltou
um gemido profundo. Olhei para cima: ele estava com a testa e as palmas
pressionadas contra o vidro, os olhos fechados com força. Ele parecia vulnerável,
e ficou lindo naquele abandono. Mas não estava vulnerável. Ele era o maior
cretino do planeta e eu estava de joelhos na frente dele. Isso não poderia ficar
assim.
Então, em vez de dar o que ele queria, eu me levantei, puxei minha saia de volta
no lugar e o encarei. Foi mais fácil dessa vez, sem as mãos dele me tocando e
me fazendo sentir coisas que não eram assunto dele. Os segundos passaram sem
que nenhum dos dois desviasse o olhar.
– Que merda você acha que está fazendo? – ele disse. – Ajoelhe-se e abra a
boca.
– Sem chance.
Ajeitei minha blusa e saí da sala, rezando para que minhas pernas trêmulas não
me traíssem. De volta à minha sala, peguei minha bolsa e joguei o casaco nos
ombros, tentando desesperadamente abotoá-lo com meus dedos que também
tremiam. O sr. Styles ainda não tinha saído, e torci para que o elevador chegasse
antes que eu tivesse de vê-lo novamente.
Eu não me permiti sequer pensar no que havia acontecido, não até sair de lá. Eu
tinha deixado ele me foder, me proporcionar o orgasmo mais incrível da minha
vida, e então o deixara com as calças abaixadas na sala de conferências da
empresa, com o pior caso de saco roxo que um cara poderia ter. Se fosse a vida
de outra pessoa, eu estaria comemorando e rindo muito. Pena que não era.
Merda.
As portas do elevador se abriram e eu entrei, rapidamente apertando o botão e
assistindo enquanto cada andar passava diante dos meus olhos. Assim que
cheguei ao térreo, corri, atravessando a recepção. Ouvi o segurança dizer
alguma coisa sobre trabalhar até tarde, mas apenas acenei e passei por ele com
pressa. A cada passo, a dor no meio das minhas pernas me lembrava dos eventos
da última hora. Quando cheguei no meu carro, destranquei-o com o controle,
abri a porta e me joguei na segurança do banco de couro. Olhei para cima e
enxerguei a mim mesma no espelho retrovisor.
Mas que merda foi aquela?
 



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