História Cretino irresistível - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags One Direction
Exibições 84
Palavras 5.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii gente,espero que gostem.
Deixem seu fav por favor e não se esqueçam de olhar as notas finais
XOXO

Capítulo 3 - Capitulo Três


Fanfic / Fanfiction Cretino irresistível - Capítulo 3 - Capitulo Três

Como eu consegui descer aquelas escadas sem me matar é algo que nunca vou

entender. Corri de lá como se estivesse pegando fogo, deixando o sr. Styles

sozinho na escadaria com o queixo caído, as roupas desalinhadas e o cabelo para

trás, como se ele tivesse sofrido um ataque.

Passando direto pela cafeteria do 14o andar e pulando o último pavimento com

um só movimento – tarefa nada fácil com esses sapatos –, abri a porta de metal e

me encostei na parede, arfando. O que foi que acabou de acontecer? Eu transei

com meu chefe na escada? Tomei fôlego e coloquei as mãos na frente da boca.

Eu tinha mandado ele fazer isso? Oh, Deus. O que há de errado comigo?

Atordoada, arrastei meu corpo pela parede e subi alguns lances de escada até o

banheiro mais próximo. Olhei rapidamente para ter certeza que não havia

ninguém ali, então fechei o trinco na porta principal. Ao me aproximar do

espelho, estremeci. Parecia que eu tinha passado por uma centrífuga e depois

sido posta para secar. Meu cabelo estava um pesadelo. Todas as minhas ondas,

que penteei com tanto cuidado, estavam agora completamente embaraçadas.

Aparentemente, o Sr. Styles gostava do meu cabelo solto. Eu precisava me

lembrar disso.

Espere. O quê?! De onde eu tinha tirado isso? Eu certamente não precisava me

lembrar disso. Soquei a pia e me aproximei para medir o estrago.

Meus lábios estavam inchados, minha maquiagem estava borrada. Meu vestido

estava esticado, praticamente pendurado no meu corpo, e mais uma vez eu

estava sem calcinha.

Filho. Da. Puta. Era a segunda calcinha. O que ele fazia com elas, afinal de

contas?

– Oh, Deus – eu disse, entrando em pânico. Será que a primeira calcinha ficou

jogada na sala de conferência?

Será que ele lembrou de jogar fora? Eu deveria perguntar, só para ter certeza.

Mas não. Eu não lhe daria a satisfação de sequer reconhecer essa... essa... o que

era isso?

Balancei a cabeça, esfregando o rosto com as mãos. Deus, eu armara uma

imensa confusão. Quando cheguei ao trabalho naquela manhã, eu tinha um

plano. Iria entrar lá, jogar o recibo naquele rostinho bonito e mandar ele enfiar

no cu. Mas acontece que ele estava tão sexy naquele terno Prada cinza, e o

cabelo todo arrumado como se estivesse gritando “Transe comigo”, que eu

simplesmente perdi qualquer pensamento coerente. Patético. O que esse cara

tinha que transformava meu cérebro em geleia e molhava minha calcinha

inteira?

Isso não era bom. Como eu conseguiria encará-lo sem ficar imaginando ele

pelado? Certo, bom, não pelado em si. Tecnicamente, eu ainda não o vira

completamente nu, mas o que vira já era o suficiente para causar um arrepio por

todo o meu corpo.

Oh, não. Eu acabei de usar a palavra “ainda”?

Eu poderia pedir demissão. Pensei nisso por um instante, mas não gostei da

maneira como me senti. Eu amava meu trabalho, e o sr.Styles podia ser o maior

babaca do mundo, mas eu conseguira lidar com isso por nove meses e

– com exceção das últimas 24 horas – sabia controlá-lo como ninguém. E, por

mais que odiasse admitir, eu adorava assisti-lo trabalhando. Ele era um cretino

porque era intensamente impaciente e ao mesmo tempo obcecado pela

perfeição; ele esperava de todos o mesmo padrão que mantinha para si mesmo e

não aceitava nada menos do que o melhor de cada um. Mesmo que nem sempre

gostasse de seus métodos, eu tinha de admitir que sempre gostei de sua

expectativa de que eu trabalharia mais duro, melhor e de que eu faria qualquer

coisa para conseguir resultados. Ele realmente era um gênio do mundo do

marketing, sua família inteira era. E isso era a outra coisa a se considerar. Sua

família. Meu pai morava em Dakota do Norte e, quando eu começara como

recepcionista ainda na faculdade, Desmond Styles fora muito bondoso comigo. Todos

eles foram. O irmão de Harry, Henry, era outro executivo sênior e o cara mais

legal que eu já conhecera. Eu amava todos ali, então pedir demissão

simplesmente não era uma opção.

O problema maior era minha bolsa de estágio. Eu precisava apresentar minha

experiência no mundo real para a banca da JT Miller antes de completar meu

MBA, e queria que minha tese fosse espetacular. Foi por isso que fiquei na SMG:

Harry Styles  me ofereceu a conta da Papadakis – o plano de marketing da

empreiteira multibilionária –, o que era maior do que o projeto de qualquer

colega meu. Se eu saísse agora, quatro meses não seriam suficientes para

começar em outro lugar e arrumar algo decente para apresentar... ou seriam?

Não. Definitivamente eu não poderia deixar a Styles Media.

Com isso decidido, eu sabia que precisava de um plano de ação. Precisava

manter minha postura profissional e me certificar de que o sr. Styles e eu nunca,

jamais, cairíamos em tentação, mesmo que fosse de longe a transa mais quente

e intensa de toda a minha vida... eu teria de ser forte, mesmo com ele me

impedindo de gozar. Maldito.

Eu era uma mulher forte e independente. Tinha uma carreira para construir e

trabalhara ridiculamente duro para chegar onde estava. Minha mente e meu

corpo não se guiam pela luxúria. Eu precisava apenas lembrar do quão estúpido

ele era. Ele era um sedutor barato, arrogante, chauvinista, que pensava que todo

mundo ao seu redor era idiota.

Sorri para mim mesma no espelho e percorri minha coleção de memórias

recentes de Harry Styles.

“Eu agradeço que você tenha preparado café para mim ao fazer o seu próprio,

srta. Mills, mas, se eu quisesse lama para beber, eu teria enterrado minha xícara

no jardim hoje de manhã.”

“Se você for insistir em castigar o teclado como se estivesse caçando ratos na sua

cidadezinha, srta. Mills, eu peço que mantenha a porta entre as nossas salas

fechada.”

“Você tem alguma boa razão para demorar tanto com o rascunho dos contratos?

Seu hábito de ficar sonhando acordada com os garotos da fazenda está tomando

todo seu tempo?”

Inferno, na verdade, isso seria mais fácil do que eu pensava.

Sentindo uma nova brisa de determinação, ajeitei meu vestido, arrumei o cabelo

e marchei, sem calcinha e confiante, para fora do banheiro. Rapidamente peguei

o café que tinha ido buscar e me dirigi para minha sala, evitando as escadas.

Abri a sala e entrei. A porta para o escritório do sr. Styles estava fechada e não

havia barulho nenhum lá dentro. Talvez ele tivesse saído. Só se eu estivesse com

sorte. Sentei em minha cadeira, peguei minha nécessaire na gaveta e arrumei a

maquiagem antes de voltar a trabalhar. A última coisa que eu queria era dar de

cara com ele, mas, como eu não pretendia me demitir, em algum momento teria

de enfrentar a situação. Quando olhei para o calendário, lembrei que na segundafeira

o sr. Styles teria uma apresentação para os outros executivos. Estremeci

quando percebi que isso significava que eu teria de falar com ele ainda naquele

dia para preparar o material. Ele também tinha uma convenção em San Diego

no mês seguinte, o que significava que eu não só teria de ficar no mesmo hotel

que ele, mas também no avião, no carro da empresa e em qualquer reunião que

surgisse. Não, imagina, não haveria constrangimento algum.

Durante a hora seguinte, fiquei olhando de tempos em tempos para sua porta. E,

cada vez que fazia isso, meu estômago começava a embrulhar. Isso era ridículo!

O que havia de errado comigo? Fechei o arquivo que, sem sucesso, estava

tentando ler e baixei a cabeça nas minhas mãos no mesmo instante em que ouvi

a porta se abrindo.

O sr. Styles saiu de lá, sem olhar nos meus olhos. Ele tinha arrumado as roupas,

estava com o casaco pendurado no braço e tinha uma maleta na mão, mas o

cabelo ainda estava bagunçado.

– Estou encerrando por hoje – ele disse, estranhamente calmo. – Cancele meus

compromissos e faça os ajustes necessários.

– Sr. Styles – eu disse, fazendo-o parar com a mão na maçaneta –, por favor, não

se esqueça que o senhor tem uma apresentação para o comitê executivo na

segunda-feira às dez – falei, com ele de costas para mim. Ele ficou parado como

uma estátua, os músculos tensos. – Se o senhor preferir, eu posso preparar as

planilhas, os portfólios e os slides na sala de conferência às nove e meia.

Certo, eu até que estava gostando disso. Não havia nada na postura dele que

dissesse “estou confortável”. Ele assentiu brevemente e começou a sair, quando

eu o impedi novamente.

– E, sr. Styles? – acrescentei suavemente. – Preciso da sua assinatura nesses

relatórios de despesas antes que o senhor vá embora.

Seus ombros caíram e ele expirou com força. Girou nos calcanhares para se

dirigir até minha mesa e, ainda sem encontrar meus olhos, se abaixou e

percorreu os papéis com o olhar, procurando o lugar das assinaturas. Coloquei

uma caneta na mesa.

– Por favor, assine na linha indicada, senhor.

Ele odiava ouvir uma ordem para fazer algo que já estava fazendo, e eu tive de

conter uma risada. Pegando a caneta com raiva, ele vagarosamente levantou o

queixo, trazendo seus olhos verdes ao mesmo nível dos meus. Nós nos

encaramos por uma eternidade, sem que nenhum dos dois desviasse o olhar. Por

um breve momento, eu senti uma vontade irresistível de me inclinar, chupar seu

lábio inferior e implorar que ele me tocasse.

– Não repasse minhas ligações – ele disse, ríspido, assinando rapidamente a

última página e jogando a caneta na minha mesa. – Se acontecer uma

emergência, ligue para o Henry .

– Cretino – murmurei para mim mesma enquanto ele desaparecia.

Dizer que meu fim de semana foi um lixo seria um eufemismo. Eu mal comi,

mal dormi, e o pouco sono que tive foi interrompido por fantasias do meu chefe

nu em cima, em baixo, atrás de mim. Eu quase desejei a volta às aulas apenas

para ter algo com que me distrair.

Acordei no sábado de manhã frustrada e mal-humorada, mas consegui me

concentrar e cuidar da casa e das compras. Porém, no domingo de manhã, eu

não tive tanta sorte. Acordei com um sobressalto, arfando e tremendo, meu

corpo todo suado e contorcido em meio aos lençóis de algodão. Tivera um sonho

tão intenso que até cheguei a um orgasmo: o sr. Styles e eu estávamos na sala de

conferência novamente, mas desta vez completamente nus. Ele estava deitado de

costas e eu o cavalgava, meu corpo deslizando para frente e para trás, subindo e

descendo em seu pau. Ele me tocava por inteiro: ao lado do rosto, no pescoço,

entre os seios, até chegar nos quadris, onde guiava meus movimentos. Eu me

despedacei quando nossos olhos se encontraram.

– Merda – grunhi quando pulei da cama. Isso estava indo rapidamente de mal a

pior. Quem diria que trabalhar para um idiota resultaria em ser fodida contra

uma janela fria no trabalho e ainda por cima gostar?

Liguei o chuveiro e, enquanto esperava a água esquentar, meus pensamentos

começaram a divagar novamente. Eu queria vê-lo olhando para cima no meio

das minhas pernas, queria ver sua expressão enquanto subia em mim, enfiava lá

dentro e sentia o quanto eu o desejava. Eu ansiava por ouvir sua voz dizendo meu

nome quando ele gozasse.

Meu coração afundou no peito. Fantasiar sobre ele era um viagem sem volta

para a terra dos problemas. Eu estava prestes a conseguir meu diploma. Ele era

um executivo. Ele não tinha nada a perder, enquanto eu tinha tudo.

Tomei banho e me arrumei rapidamente para meu almoço com Sara e Julia.

Sara e eu nos víamos todos os dias no trabalho, mas Julia, minha melhor amiga

desde o colégio, era mais difícil de encontrar. Ela era uma compradora na Gucci

e enchia meu armário com amostras e sobras de liquidação. Graças a ela e a

seus descontos, eu possuía algumas das roupas mais lindas que o dinheiro podia

comprar. Eu ainda pagava caro por elas, mas valia a pena. Tinha um bom salário

na Styles Media, e minha bolsa cobria todos os custos com educação, mas ainda

assim eu não poderia gastar 1900 dólares em um vestido sem depois querer

cometer suicídio. Às vezes eu me pergunto se o Desmond me paga tão bem porque

sabe que sou a única que consegue lidar com seu filho. Ah, se ele soubesse de

certas coisas...

Decidi que seria uma péssima ideia conversar com as garotas sobre o que estava

acontecendo. Quer dizer, a Sara trabalha para Henry Styles e cruza com Harry

a toda hora. De jeito nenhum eu poderia pedir que ela mantivesse esse tipo de

segredo. Julia, por outro lado, chutaria o meu traseiro. Por quase um ano ela

escutou minhas reclamações sobre o quão idiota ele era, e com certeza não

ficaria feliz em saber que estávamos transando. Duas horas depois, eu estava

sentada com minhas duas melhores amigas, bebendo uma batida de champanhe

e frutas no pátio de nosso restaurante favorito, conversando sobre homens, roupas

e trabalho. Julia me surpreendeu com um vestido feito com o tecido mais

suntuoso que eu já tinha visto. Estava dentro de uma sacola pendurada na cadeira

ao meu lado.

– Então, como vai o trabalho? – Julia perguntou, entre uma mordida e outra em

seu melão. – Aquele imbecil do seu chefe ainda está te enchendo o saco, Chloe?

– Ai, aquele cretino irresistível – Sara suspirou, e eu fiquei olhando para minha

batida de champanhe. Ela colocou uma uva na boca e começou a falar: – Deus,

você precisa ver ele, Julia. Esse é o apelido mais perfeito que já ouvi. Ele é um

deus. É sério. Não tem nada de errado com ele, fisicamente. O rosto perfeito,

corpo, roupas, cabelo... Oh, Deus, o cabelo. Ele tem aquele tipo de cabelo que

parece cuidadosamente desarrumado – ela disse, fazendo um gesto em sua

própria cabeça. – Como se tivesse acabado de transar com alguém. Eu revirei os

olhos. Não precisava que me lembrassem daquele cabelo.

– Mas... e não sei o que a Chloe te contou... ele é terrível – continuou Sara,

ficando cada vez mais séria. – Quer dizer, depois de quinze minutos de conversa,

eu quis furar todos os pneus do carro dele. É o maior idiota que já

conheci.

Quase engasguei com um pedaço de abacaxi. Se a Sara soubesse... Realmente, o

cara era abençoado em se tratando de anatomia. Era injusto condená-lo por isso.

– Mas por que ele é tão idiota assim?

– Vai saber... – Sara disse, e então piscou como se estivesse tentando entender os

motivos. – Talvez a infância tenha sido difícil.

– Você já viu a família dele? – eu perguntei, com ceticismo. – Eles até parecem

ter saído de uma daquelas pinturas do Norman Rockwell de tão perfeitos que são.

– É verdade – ela reconheceu. – Talvez seja algum tipo de mecanismo de

defesa. Tipo, ele pode ser cruel assim porque sente que precisa trabalhar mais

duro do que qualquer um para provar que não é só um rostinho bonito que

conseguiu um cargo de chefia.

Eu ri.

– Não existe uma razão por trás disso. Ele pensa que todo mundo deveria se

importar e trabalhar tanto quanto ele, mas a maioria das pessoas não pensa

assim. E isso irrita ele.

– Você está defendendo ele, Chloe? – Sara perguntou com um sorriso de surpresa

no rosto.

– Definitivamente não.

Percebi que os olhos azuis de Julia estavam me encarando e se apertaram num

silêncio acusador. Eu tinha reclamado bastante do meu chefe para ela nos

últimos meses, mas talvez eu tivesse “esquecido” de mencionar o fato de que ele

era lindo.

– Chloe, o seu chefe é um gostosão? Você estava escondendo isso de mim? – ela

perguntou.

– Ele é bonitão, mas sua personalidade é muito difícil de aguentar – tentei

parecer o mais indiferente possível. Julia sabia como ler todos os meus

pensamentos.

– Bom – ela disse, levantando os ombros e tomando um longo gole de sua batida

–, talvez ele viva irritado porque tem um pau pequeno.

Bebi o resto do meu champanhe enquanto minhas duas amigas riam sem parar.

Na segunda-feira de manhã, eu estava um pilha de nervos enquanto entrava no

prédio da empresa. Tinha tomado uma decisão: não iria sacrificar meu emprego

por causa da nossa falta de juízo. Eu queria encerrar essa posição com uma

apresentação perfeita para a banca examinadora do MBA, e então sair e seguir

com a minha carreira. Chega de sexo, chega de fantasias. Eu poderia

tranquilamente trabalhar – apenas profissionalmente – com o sr. Styles por mais

alguns meses.

Sentindo necessidade de incrementar minha confiança, usei o vestido novo que a

Julia me deu. Ele acentuava minhas curvas sem ser muito provocativo. Mas

minha arma secreta era minha calcinha. Sempre gostei de lingeries caras, e

desde cedo aprendi onde encontrar os melhores preços. Vestir algo sexy debaixo

das minhas roupas faz eu me sentir poderosa, e a calcinha que eu estava usando

com certeza cumpria essa função. Na frente, era de seda preta enfeitada com

bordados, e a parte de trás era formada por uma série de fitas de tule que se

entrecruzavam no centro, onde havia um gracioso laço preto. Com cada passo, o

tecido do vestido acariciava minha pele. Hoje eu poderia aguentar qualquer coisa

que o sr. Styles dissesse, e poderia dizer tudo de volta se fosse preciso.

Cheguei cedo para ter tempo de preparar a apresentação. Não fazia exatamente

parte do meu trabalho, mas o sr. Styles se recusava a ter uma assistente exclusiva

para isso, e quando ele fazia as coisas sozinho as apresentações acabavam sendo

um desastre no campo das amenidades: nada de café ou comida, apenas uma

sala cheia de gente, slides e folhetos perfeitos e, como sempre, trabalho sem fim.

O saguão do prédio – um vasto espaço com a altura de três andares, que reluzia

com granito polido no chão e mármore nas paredes – estava vazio. Quando as

portas do elevador se fecharam atrás de mim, comecei a me preparar

mentalmente, lembrando de todas as discussões que tivemos e dos comentários

maldosos que ele fazia.

“Digite, não escreva nada à mão. Sua caligrafia parece a de uma criança da

terceira série, srta. Mills.”

“Se eu quisesse ouvir toda a sua conversa com sua conselheira de graduação, eu

deixaria minha porta aberta e pegaria um balde de pipoca. Por favor, fale mais

baixo.”

Eu conseguiria fazer isso. Aquele cretino escolhera a mulher errada para

maltratar, e eu não iria deixar ele me intimidar. Passei a mão pelas curvas da

minha bunda e sorri determinada. Calcinha do poder. Como eu já esperava, o

escritório ainda estava vazio quando cheguei. Juntei tudo o que seria necessário

para a apresentação e me dirigi à sala de conferência. Tentei ignorar as imagens

que surgiram em minha mente ao rever as grandes janelas e a enorme mesa.

Pare com isso, corpo. Cérebro, faça alguma coisa.

Olhando ao redor da sala ensolarada, preparei os arquivos e o laptop na mesa e

ajudei os funcionários que serviam a comida a arrumar o café da manhã junto à

parede do fundo.

Vinte minutos depois, as propostas estavam engatilhadas, o projetor estava

preparado e as bebidas também. Com tempo sobrando, acabei me aproximando

das janelas. Estiquei o braço e toquei o vidro liso, arrebatada pela lembrança das

sensações: o calor de seu corpo contra minhas costas, o frio do vidro contra meus

seios e o som animalesco de sua voz no meu ouvido.

“Apenas diga. E eu prometo que vou fazer você gozar.”

Fechei os olhos e me inclinei, pressionando as palmas das mãos e a testa contra a

janela, e permiti que o poder das memórias tomasse conta de mim.

Fui arrancada de minhas fantasias pelo som de alguém limpando a garganta.

– Sonhando acordada no trabalho?

– Sr. Styles – engoli em seco, minha mente começando a girar. Nossos olhos se

encontraram e mais uma vez fui atingida por sua beleza. Ele quebrou o contato

visual para examinar a sala.

– Srta. Mills – ele disse, cada palavra soando ríspida e cortante –, vou fazer a

apresentação no quarto andar.

– Como é? – perguntei, com a irritação invadindo meu corpo. – Por quê? Sempre

usamos esta sala. E por que você esperou até o último minuto para me dizer isso?

– Porque eu sou o chefe – ele rugiu, apoiando-se em seus punhos fechados sobre

a mesa. – Sou eu quem faz as regras, e sou eu quem decide onde e quando as

coisas acontecem. Talvez se você não estivesse tão compenetrada olhando pelas

janelas, poderia ter confirmado comigo os detalhes hoje de manhã. Minha mente

foi inundada por imagens das minhas mãos agarrando a garganta dele. Tive de

exercer todo o autocontrole que possuía para não pular sobre a mesa e

estrangulá-lo. Um sorriso de satisfação surgiu em seu rosto.

– Que seja – eu disse, engolindo minha irritação. – Nenhuma boa decisão parece

ser tomada nesta sala, de qualquer maneira.

Quando entrei na outra sala de conferência, meus olhos imediatamente se

encontraram com os do sr. Styles. Sentado em sua cadeira, ele juntou as mãos à

sua frente como sempre fazia. Era o retrato perfeito da impaciência. Típico.

Então, notei a pessoa ao meu lado: Desmond Styles.

– Deixe-me ajudá-la com isso, Chloe – ele disse, tomando uma pilha de pastas

dos meus braços para que eu pudesse manobrar com mais facilidade o carrinho

cheio de comida.

– Obrigada, sr. Styles – lancei um olhar frio ao seu filho e meu chefe.

– Chloe – disse o velho sr. Styles, rindo. Ele pegou alguns folhetos e começou a

distribuir para as pessoas ao redor da mesa –, quantas vezes preciso dizer para

você me chamar de Desmond?

Ele era tão bonito quanto seus dois filhos. Os três Styles ‘seram altos e musculosos,

e compartilhavam os mesmos traços esculpidos. Desde que eu o conhecera, os

cabelos grisalhos de Desmond tinham embranquecido de vez, mas ele ainda era um

dos homens mais bonitos que eu já vira.

Sorri agradecida para ele, sentei e disse:

– Como vai a Anne?

– Ela está bem. Continua me perguntando quando você vai jantar com a gente –

ele acrescentou, jogando uma piscadela. Eu não deixei de perceber o jovem

Styles bufando de irritação ao meu lado.

– Por favor, mande um “olá” para ela.

Ouvi passos atrás de mim e uma mão puxou gentilmente minha orelha.

– Oi, criança! – disse Henry Styles, sorrindo para mim. Então se virou para falar

com o resto da sala. – Desculpem pelo atraso. Achei que iríamos nos encontrar

no andar de vocês.

Joguei um olhar malicioso com o canto do olho para meu chefe. A pilha de

folhetos voltou para mim e entreguei uma cópia para ele.

– Aqui está, sr. Styles.

Sem nem mesmo olhar para mim, ele agarrou os folhetos e começou a folheá-

los. Estúpido.

Quando fui me sentar, a voz grave de Henry disse:

– Ah, Chloe, enquanto fiquei lá em cima esperando, encontrei isto no chão –

andei até onde ele estava e vi dois botões prateados antigos em sua mão. – Você

poderia tentar descobrir se alguém perdeu? Eles parecem caros. Senti meu rosto

derreter. Tinha esquecido completamente da minha blusa rasgada.

– Hum... claro.

– Henry , posso dar uma olhada nesses botões? – disse o cretino de repente,

tomando-os das mãos de seu irmão. Ele se virou para mim com um sorriso. –

Você não tem uma blusa com botões iguais?

Olhei rapidamente ao redor da sala; Henry e Desmond já estavam absorvidos em

outra conversa, sem perceber o que acontecia entre nós.

– Não – eu disse, tentando soar o mais desinteressada possível. – Não tenho.

– Você tem certeza? – tomando meu pulso, ele percorreu com o dedo desde meu

braço até a palma da minha minha mão, onde colocou os botões e a fechou.

Minha respiração ficou presa na garganta e meu coração batia ferozmente

contra o peito.

Tirei a mão rapidamente, como se tivesse sofrido uma queimadura.

– Tenho certeza.

– Eu podia jurar que a blusa que você vestiu no outro dia tinha botões prateados.

Aquela blusa rosa, sabe? Eu lembro porque notei que um deles estava meio solto

quando você foi me procurar no escritório. Senti meu rosto queimar ainda mais,

se é que isso era possível. O que ele estava fazendo? Por acaso ele queria insinuar

que eu tinha armado para que ficássemos sozinhos na sala de conferência?

Inclinando e chegando mais perto, com sua respiração quente no meu ouvido, ele

sussurrou:

– Você realmente deveria ser mais cuidadosa.

Tentei manter a calma ao afastar minha mão.

– Seu cretino – respondi com os dentes cerrados antes que ele se afastasse,

parecendo surpreso. Mas por que estava surpreso, como se fosse eu quem tivesse

quebrado as regras? Uma coisa era ser um babaca comigo, mas colocar em

risco minha reputação na frente de outros executivos? Ele iria ouvir umas

verdades mais tarde!

Durante a reunião, trocamos olhares, meus olhos cheios de raiva e os dele, de

incerteza. Encarei as planilhas na minha frente sempre que possível para evitá-lo.

Assim que tudo acabou, juntei minhas coisas e saí correndo de lá. Mas, como

esperado, ele veio logo atrás de mim para o elevador. Ficamos em silêncio

enquanto subíamos para o nosso andar.

Por que o elevador era tão devagar, e por que alguém em cada andar tinha de

decidir chamá-lo justo naquele momento? As pessoas ao nosso redor falavam ao

telefone, folheavam papéis, discutiam planos para o almoço. O

som das vozes aumentou até se tornar um burburinho alto, praticamente cobrindo

os palavrões que eu dizia em minha mente para o sr. Styles. Ao passarmos pelo

11 o andar, o elevador estava quase lotado. Quando a porta abriu e mais três

pessoas decidiram entrar, eu acabei sendo empurrada para ainda mais perto

dele, com minhas costas encostando em seu peito e minha bunda em seu... oh.

Senti o resto de seu corpo enrijecer sutilmente e ouvi sua boca respirando fundo.

Em vez de me pressionar contra ele, me afastei o máximo que podia. Mas ele

esticou o braço e agarrou minha cintura, puxando meu corpo de volta.

– Eu gosto de me apertar contra essa bunda – ele murmurou, com a voz macia e

quente no meu ouvido. – Onde você...

– Estou a dois segundos de te castrar com meu calcanhar.

Ele me puxou ainda mais perto.

– Por que você de repente ficou mais bravinha do que o normal?

Virei a cabeça e disse, quase sussurrando:

– Porque é típico de você fazer eu parecer, na frente do seu pai, uma puta

querendo subir na carreira. Ele deixou a mão cair e ficou boquiaberto.

– Não – piscou. Piscou de novo. – O quê?! – o sr. Styles confuso até que ficava

atraente. Cretino! – Eu estava só

brincando.

– E se eles escutaram você falando aquilo?

– Eles não escutaram.

– Mas poderiam.

Ele genuinamente parecia não ter pensado nisso, e provavelmente não pensou

mesmo. Para ele era fácil ficar brincando, já que era o chefe. Ele era o

executivo obcecado com o trabalho. Mas eu era a garota que ainda estava na

metade do caminho.

Uma pessoa ao lado olhou em nossa direção e nós imediatamente nos ajeitamos.

Eu bati com o cotovelo nas suas costelas, e ele beliscou minha bunda com tanta

força que me fez perder o ar.

– Não vou pedir desculpas – ele disse disfarçadamente.

É claro que não. Babaca.

Ele se apertou contra mim novamente, e senti o tamanho de sua ereção, que

tinha crescido ainda mais, e um calor traidor se espalhou no meio das minhas

pernas.

Chegamos ao 15o andar e algumas pessoas saíram. Estiquei o braço atrás de

mim, deslizei a mão entre nós dois e a coloquei sobre seu pau. Ele exalou um

suspiro quente em meu pescoço e sussurrou:

– Oh, sim.

E então, eu apertei.

– Merda. Desculpa! – ele disse rispidamente em meu ouvido. Soltei e deixei a

mão cair, sorrindo para mim mesma. – Deus, eu estava apenas brincando com

você.

Décimo sexto andar. As últimas pessoas saíram apressadas, todas aparentemente

se dirigindo para uma mesma reunião.

Assim que as portas se fecharam e o elevador começou a se mexer, ouvi um

grunhido vindo de trás e vi o sr. Styles jogar rapidamente sua mão no botão de

parar o elevador. Seus olhos se voltaram para mim e estavam mais escuros do

que eu jamais tinha visto. Em um único movimento, ele me pressionou contra a

parede com seu corpo. Ele se afastou apenas tempo suficiente para me jogar um

olhar raivoso e dizer:

– Não se mexa.

E, mesmo eu querendo mandar ele se foder, meu corpo implorava que eu

obedecesse a qualquer coisa que ele dissesse.

No meio dos arquivos que eu levava, ele pegou um papel adesivo e o colou na

lente da câmera que ficava no teto. Seu rosto estava apenas a alguns centímetros

do meu, sua respiração jogava lufadas de ar quente no meu pescoço.

– Eu nunca iria insinuar que você está tentando transar para subir na vida – ele

exalou, se inclinando para cima de mim. – Você está pensando demais.

Afastei meu corpo o máximo que conseguia, tentando manter distância.

– E você não está pensando o suficiente. Estamos falando da minha carreira.

Você tem todo o poder por aqui. Você não tem nada a perder.

– Eu tenho o poder? Você é quem veio se encostando no meu pau no elevador. É

você quem está fazendo isso comigo.

Senti minha expressão suavizar; não estava acostumada a vê-lo mostrando

vulnerabilidade, nem mesmo um pouco.

– Então, não me assuste.

Após uma longa pausa, ele assentiu.

O som do prédio ao nosso redor preencheu o espaço vazio do elevador enquanto

continuávamos a nos encarar. Um desejo por contato começou a aumentar em

mim, primeiro no umbigo, depois descendo até o meio das pernas. Ele se inclinou

para frente e lambeu meu queixo antes de cobrir meus lábios com os dele, e um

gemido involuntário vibrou na minha garganta quando seu pau duro pressionou

minha barriga. Meu corpo começou a agir por instinto e minha perna envolveu

seu quadril, me apertando contra sua ereção, enquanto minhas mãos agarravam

seus cabelos. Ele se afastou apenas o suficiente para seus dedos encontrarem o

fecho atrás do meu quadril. Meu vestido se abriu segundo sua vontade.

– Uma gatinha tão bravinha... – ele sussurrou. Colocando as mãos no meu ombro,

olhou em meus olhos e deslizou o tecido até o chão. Minha pele se arrepiou

quando ele tomou minha mão, girou meu corpo e pressionou minhas palmas

contra a parede.

Tirou a presilha prateada que prendia meu cabelo, deixando-o cair pelas minhas

costas nuas. Tomando os fios com as mãos, ele puxou minha cabeça com força

para o lado, expondo meu pescoço. Beijos quentes e molhados percorreram

minhas costas e ombros. Seu toque deixava uma centelha de eletricidade em

cada centímetro de pele que tocava. Ele se ajoelhou atrás de mim, agarrou

minha bunda e mordeu com vontade, provocando um suspiro agudo em mim

antes de se levantar novamente.

Caramba, como ele consegue provocar essas coisas em mim?

– Você gosta disso? – seus dedos apertaram e puxaram meus seios. – De levar

uma mordida na bunda?

– Talvez.

– Você é uma garota muito safada.

Soltei um gritinho de surpresa quando senti sua mão dar um forte tapa no lugar

onde ele havia mordido, e, em seguida, gemi de prazer. Puxei o ar em mais um

suspiro agudo quando suas mãos agarraram as fitas delicadas da minha calcinha

e puxaram com força.

– Espere outra cobrança no cartão, cretino.

Ele riu de um jeito sombrio e me pressionou novamente contra a parede. Os

painéis gelados de aço enviaram calafrios através do meu corpo, acordando

memórias da janela naquela primeira vez. Tinha esquecido como era bom sentir

o contraste – frio e calor, resistência e ele.

– Vale cada centavo – ele respondeu. Sua mão deslizou ao redor da minha

cintura e pela barriga, descendo até

que seu dedo pousou sobre meu clitóris. – Sabe, eu acho que você usa essas

calcinhas apenas para me provocar. Será que ele estava certo? Será que eu

estava delirando ao pensar que eram apenas para mim?

A pressão de seu toque causava aflição, seus dedos pressionavam e liberavam

me fazendo querer mais. Movendose mais para baixo, ele parou bem na minha

entrada.

– Você está tão molhada. Deus, você deve ter ficado pensando nisso a manhã

toda.

– Vá se foder – eu disse, perdendo o fôlego e jogando meu corpo para trás

quando seus dedos finalmente entraram.

– Diga. Diga e eu te darei o que você quer – um segundo dedo se juntou ao

primeiro, e a sensação me fez soltar um grito.

Balancei a cabeça, mas meu corpo me traía novamente. Ele soava tão carente;

suas palavras eram provocantes e controladoras, mas eu sentia como se ele

também estivesse implorando. Fechei os olhos, tentando limpar meus

pensamentos, mas aquilo tudo era demais. Seu corpo vestido contra minha pele

nua, o som de sua voz áspera e a sensação de seus longos dedos entrando e saindo

deixaram-me à beira do abismo. Sua outra mão se esticou, beliscando

firmemente meu mamilo por cima do sutiã, e gemi alto. Eu estava quase lá.

– Diga – ele rugiu no meu ouvido quando seu polegar esfregou meu clitóris. –

Não quero te ver toda bravinha comigo pelo resto do dia.

Eu cedi e finalmente sussurrei:

– Eu quero você dentro de mim – ele soltou um grave e lento gemido, e sua testa

pousou no meu ombro quando começou a mexer mais rápido, enfiando e

circulando. Seus quadris sustentavam minha bunda, sua ereção se esfregava

contra mim. – Oh, Deus – gemi, enquanto meu orgasmo se pronunciava e cada

pensamento se concentrava no prazer que implorava para ser liberado.

E então o som rítmico de nossa respiração e gemidos foi interrompido pelo toque

agudo do interfone. Ficamos paralisados quando a percepção de onde estávamos

nos acertou como um soco. O sr. Styles praguejou ao se afastar de mim e atender

a chamada.

Virando, agarrei meu vestido, joguei-o sobre os ombros e comecei a me ajeitar

com mãos trêmulas.

– Sim – ele parecia tão calmo, não mostrava nem um pouco de falta de fôlego.

Nossos olhos se encontraram. –

Entendo... Não, nós estamos bem... – ele se abaixou e pegou minha calcinha

rasgada do chão. – Não, simplesmente parou – ele ouviu a pessoa do outro lado

da linha, enquanto esfregava o tecido de seda entre os dedos. – Tudo bem –

terminou a conversa e desligou.

O elevador tremeu e voltou a subir. O sr. Styles olhou para a calcinha em sua

mão e depois para mim. Então, sorriu, saindo de perto da parede e se

aproximando de mim. Colocando uma mão ao lado da minha cabeça, ele se

inclinou, passando o nariz ao longo do meu pescoço, e sussurrou:

– Cheirar você é tão bom quanto te foder.

Um pequeno suspiro escapou da minha garganta.

– E isto – ele disse, girando a calcinha em sua mão – agora é meu.

O elevador finalmente chegou ao nosso andar. As portas se abriram e, sem nem

mesmo uma rápida olhada para mim, ele guardou a calcinha no bolso do casaco

e saiu.


Notas Finais




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