História Criança Perdida - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Age Gap, Hentai, Lolicon, Sexo
Visualizações 180
Palavras 2.000
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, gente!
DEMOREI?
SIM, DEMOREI PRA CARAMBA!
Porém acho que vocês sabem como é final de ano: provas, trabalhos, pressão para tirar boas notas, cursos em andamento etc Isso tudo me tira tempo e eu fico triste por não ter como postar nas datas que havia planejado antes.
Esse capítulo ficou bem grandinho e teve uma intensa e profunda colaboração da moranga do meu coração, FuckMeanGirl.
Ela revisou, ela consertou coisas, ela formatou, reescreveu trechos e fez inúmeras sugestões.
Estou quase colocando essa guria como co-autora!
Obrigada, FMG!
Sem mais delongas, espero que gostem!

Capítulo 4 - Capítulo IV - An Ideal For Living


Capítulo 04 – An Ideal For Living.

 

John

 

Eu não sabia o que dizer depois daquele beijo. Eleanor também não disse mais nada. Apenas aconchegou-se nos meus braços e dormiu como um anjo. Podia sentir o seu coração batendo próximo ao meu peito e sua respiração suave e quente na minha pele. Os grandes olhos castanhos fechados, os lábios bonitos e delicados e suas mãos seguravam as minhas. Não me movi. Permiti que ela dormisse assim por muito tempo. Os dias foram passando e Eleanor não crescia muito rápido. Algumas diferenças eram notáveis. O seu corpo de mulher aparecia cada vez mais. No entanto eu acreditava que ela seria umas dessas meninas pequenas e delicadas que crescem, mas conseguem manter a sua essência infantil no modo de agir, no jeito de andar e falar. Aos poucos e demoradamente, o sono me consumia e ela quase sempre aparecia nos meus sonhos. Ou melhor, uma versão mais sensual e ousada de Eleanor surgia no mais profundo vale da minha imaginação. E nos meus sonhos ela sempre me beijava com carinho, tirava as minhas roupas e eu a amava como mulher. Nos meus sonhos Eleanor era uma ninfeta de 13 anos que sorria quando eu a tomava todas as noites.

Num dia, durante o café da manhã, conversei com Eleanor sobre a possibilidade de nos mudarmos:

— Estive procurando uma casa melhor para nós. – falei e dei um gole na minha caneca de café.

— Por que? – ela perguntou passando manteiga numa fatia de torrada.

— Porque precisamos de uma casa maior e mais confortável se eu quiser ganhar a sua guarda.

— Eu gosto daqui.

— Eu sei. Eu também gosto, mas realmente precisamos de um lugar melhor.

— Tudo bem. Você pode me dar uma colcha cor de rosa? – ela pediu e seus lindos olhos castanhos me faziam dar qualquer coisa que ela quisesse.

— Claro. Você terá tudo o que quiser na nossa casa nova.

Dois meses depois nos mudamos para uma casa de três quartos, jardim, quintal nos fundos e garagem nas margens Norte do lago. Ficava próxima ao meu antigo trailer e por isso escolhi aquele lugar. Eleanor tinha o segundo maior quarto da casa e o montei com a ajuda de uma das secretárias da delegacia. Agora todos sabiam sobre Eleanor e queriam me ajudar a consegui a guarda da menina. Não sei o que os fazia pensar que eu poderia ser um bom tutor para ela, mas todos apoiaram a minha reivindicação perante ao Tribunal de Justiça do Estado de Indiana.

Por vezes eu me pegava observando Eleanor brincando com os seus ursinhos de pelúcia ou tentando desenhar alguma coisa com os gizes de cera multicoloridos que ela mesma havia escolhido. E por vezes eu também me sentia um monstro digno de sofrer uma tortura medieval. Sentia-me nojento, sujo, um homem doente, com uma mente obscura que desejava secretamente aquela pequena menina subindo e descendo no meu colo como uma jovem prostituta. Eu só queria ela. Só ela importava no mundo. O meu coração não conhecia a ética, a moral, o pudor, o certo e o errado. Era uma injustiça que um homem de 38 anos pudesse estar de quatro por uma menina de 13 anos. 25 anos de diferença impediam-me de fazê-la minha para sempre. 25 anos permitiam que eu a adotasse como minha filha, que eu a amasse como um pai deve amar uma filha, que eu cuidasse dela como um adulto de verdade cuida de uma criança. Eu fiz tudo isso. Eu a amei, eu a cuidei, eu deixei que ela molhasse as minhas camisas quando se machucava no quintal, que ela segurasse a minha mão quando sentia medo dos trovões e do escuro. Eleanor, a minha Elen. Eleanor é um sonho. Ela é tudo que eu mais quero no mundo. Ela é um demônio disfarçado no corpo de uma garotinha inocente que não conhece as maldades dos homens. Eu sou um criminoso e sou um pai adotivo que ama a filha adotiva como sua mulher. Eu a amo e essas são as coisas que faço por amor.

Nós tínhamos uma assistente social que acompanhou o meu pedido de adoção desde o início. Ela visitou o meu trabalho, conversou com os meus colegas, fez inúmeras perguntas sobre o meu comportamento, anotou tudo, pediu meus documentos, pesquisou por fraudes em meu nome, não encontrou nada, verificou cada um de meus bens e nisso ela só encontrou o meu carro, o trailer e a nova casa. E é realmente tudo o que eu tenho. É tudo que pode ser vendido. Ela nos visitava em casa, fazia perguntas à Eleanor, pedia para responder alguns testes, colocava-a do meu lado e fazia-nos interagir na frente dela como pessoas normais e finalmente constatou que eu não tinha o que esconder, o que temer e com o que me preocupar. Não havia ninguém disputando a guarda de Eleanor comigo. Éramos eu e o destino que tinha colocado essa garota no meu caminho.

Naquela noite de quinta-feira, a assistente social foi embora um pouco mais tarde que o de costume e me aconselhou a procurar uma professora particular formada em Pedagogia que pudesse alfabetizar Eleanor e lhe ensinar o básico. E conforme ela fosse avançando, só poderia frequentar a escola normal no ensino médio. Agradeci pelo conselho e ela se foi. Quando me virei para a sala, Eleanor não estava mais ali. Ouvi o barulho da água do chuveiro caindo e esperei que ela terminasse o banho. Liguei a televisão e procurei por algum programa interessante. Percebi quando o chuveiro foi desligado e ela saiu do banho. Escolhi uma camisa para dormir e uma calça de moletom por causa do frio que fazia e entrei no banho. Quando terminei, verifiquei as trancas das portas, tomei um copo de água gelada e encontrei Eleanor deitada na minha cama como ela gostava de fazer em noites frias. Ela vestia uma calcinha rosa choque e uma de minhas camisas do Black Sabbath que tem um furo na manga direita. Os cabelos soltos pelo travesseiro e as pernas nuas encolhidas sob os meus lençóis. Deitei-me ao seu lado e ela chegou mais perto. Beijei o topo da sua cabeça e ela me deu um selinho rápido.

— Boa noite, John.

— Boa noite, Eleanor.

 

Os dias de audiência fechada com o juiz e o advogado passavam lentamente e enquanto isso a assistente social me indicou uma jovem professora de 30 e poucos anos que havia formado-se em Pedagogia e ostentava um diploma de Especialização em Crianças Introvertidas. A moça chamava-se Marion e não pude deixar de perceber os seus olhares furtivos quando eu estava em casa durante as aulas de Eleanor. No entanto, ela nunca despertou qualquer tipo de interesse sexual em mim. Eu queria Eleanor e mesmo que eu passasse o resto da minha vida alimentando um sentimento platônico, nunca deixaria de amar aquela menina. Marion era uma ótima professora e Eleanor aprendeu a ler rapidamente, mas ainda apresentava uma certa dificuldade para formar frases inteiras na hora de escrever. Marion garantiu que esse problema seria superado com o hábito da leitura e para a minha sorte, Eleanor lia toda e qualquer coisa que visse pela frente e isso incluía as placas de trânsito e os anúncios de publicidade.

A última audiência fechada pela guarda de Eleanor aconteceu numa sexta-feira pela manhã. Posso me lembrar daquele dia como se estivesse o vivendo nesse exato momento. Vesti-me com o meu melhor terno que fora escolhido pela minha amiga, a secretária da delegacia e me dirigi ao fórum de South Bend na companhia do meu advogado. Prestamos mais alguns depoimentos, a assistente social falou por mais de uma hora e até mesmo a professora de Eleanor, Marion, foi chamada para depor. Todos os depoimentos aconteceram numa sala privada apenas com a presença do juiz e eu esperava do lado de fora pela sentença. Aquele dia foi um dos dias mais longos e torturantes de toda a minha vida, mas nenhum sentimento foi melhor do que ser chamado naquela sala do tribunal e ouvir que a guarda permanente de Eleanor havia sido concedida para mim. Eu, John, um homem solteiro e anteriormente sem esperanças agora tinha uma filha, a minha doce Eleanor. Não consegui me conter por muito tempo e chorei como uma criança quando os meus pés tocaram a rua e sorri como um bobo da corte dentro do carro em direção à minha casa.

O juiz avisou-me de que a mãe de Eleanor não havia deixado nada além da casa velha e mal cuidada que elas viviam e que o verdadeiro pai da menina desapareceu sem deixar rastros. Eu sei que ele seduziu a mãe de Eleanor porque queria gerar um herdeiro, mas como a mulher enlouqueceu e o proibiu de ver a filha, ele não se importou mais e decidiu abandoná-las para sempre. Eu gostaria que ele visse como aquela garotinha que ele negligenciou por 13 anos estava se transformando numa bela e inteligente jovenzinha que passava seus dias estudando, lendo revistas em quadrinhos e assistindo desenhos animados. Tenho certeza de que a mãe de Eleanor ficaria feliz de ver como a menina havia evoluído e que um dia poderia ser alguém respeitável. Marion, a assistente social e eu estávamos fazendo um bom trabalho por ela e nada pode ser mais gratificante que isso.

Outra coisa da qual me orgulho é de ver como ela adquiriu gosto pela música. Eu gostava de colocar todos os meus melhores discos para tocar no aparelho de som da nossa sala, sentar-me no sofá com Eleanor ao meu lado e fazê-la ouvir a melodia e consequentemente aprender as letras. Além de ser uma atividade prazerosa, o exercício de ouvir música contribuiria para a melhora e a expansão do vocabulário dela. Eleanor gosta de quase todas as bandas que eu gosto e sempre cantávamos as músicas do Black Sabbath em alto e bom som. Ela cantava, sorria, gritava e cantava novamente todas aquelas canções e cada momento ficou registrado na minha memória. Cada momento vivido com Eleanor poderia ser facilmente um dos melhores dias da minha vida. Eleanor é e sempre será a pequena parte da minha existência quase inútil que se chama felicidade.

No dia 20 de Abril de 1986, Eleanor completou 14 anos de idade. Preparei uma festinha para ela no nosso quintal dos fundos com a presença de sua professora, da assistente social, dos meus amigos e dos meninos que a encontraram na floresta há mais de 1 ano. Esses meninos mudaram a minha vida e a dela de uma maneira que eu nunca serei capaz de agradecer. Foi uma mudança brusca, mas tão deliciosamente boa que palavras me faltam para agradecer à eles por terem me incomodado na delegacia. A luz da minha vida tem nome e sorri como um anjo que nasceu para ser o mais belo de todo o céu.

A festa terminou, os convidados foram embora e os meus amigos ajudaram-me a limpar o quintal. Quando terminamos, eles se despediram e entrei em casa. Eleanor estava no banho e esperei que ela terminasse. Quando fui para o meu quarto, ela estava deitada na minha cama e assistia um programa qualquer na televisão. Deitei-me ao seu lado e ela me abraçou.

— Você gostou da festa? – perguntei.

— Sim. – ela respondeu e sorriu. — Obrigada.

— Não precisa me agradecer.

— Eu nunca tive uma festa. Essa foi a primeira.

— Farei quantas festas de aniversário você desejar.

— Não preciso de muitas.

— Quantas você acha que serão suficientes?

— Não quero contar. – ela riu. — Não quero que isso acabe. – ela me abraçou com mais força e o cheiro agradável de camomila dos seus cabelos me confortou. Fechei os olhos e beijei-lhe a bochecha direita.

— Você está segura agora. Estamos em casa.

Eleanor levantou o olhar e seus olhos castanhos me fitaram por muito tempo. Suas mãos pequenas e macias tocaram a minha barba e ela se aproximou. Não me movi, não hesitei, não avancei, não pude fugir. Ela me beijou e sua boca tinha gosto de bolo de chocolate.


Notas Finais


OBS: Provavelmente o próximo (e último) capítulo será narrado pela Eleanor para que fique BEM CLARO que NÃO EXISTE relacionamento abusivo entre ela e o John. Eles se gostam, eles se amam de um jeito único e ele só quer o bem dela.
Tentarei não demorar uma vida rsrsrs.

Sejam legais e comenteeeeem!
Até o próximo!


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