História Crime perfeito - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Chara, Frisk
Tags Assassinato, Bolidearroz, Charaxfrisk, Charisk, Drama, Orange, Policial, Undertale, Yuri
Exibições 64
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi povo ♡
Eu deixei meu roteiro dessa fanfic no meu quarto, aí eu ouvi um barulho e sai correndo feito louca. Ai abandonei meu filho lá ;-; mas irei recuperá-lo ;--;
Obrigado pelos favoritos, espero que gostem desse capítulo ;u;
QUE COMECE A FANFIC DE VERDADE \O/

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Bem vinda ao inferno


Crime Perfeito

Por BoliDeArroz

 

Frisk suspirou pesadamente pela quase quinta vez, ajeitou o uniforme e bateu na porta de madeira com o número quarenta e dois. A morena tinha acabado de terminar seus últimos concursos públicos e algumas provas físicas para entrar para a polícia,  e tinha provado ser claramente uma ótima estrategista. Por conta de sua determinação,  logo foi transferida para o setor que procurava "Anjo Caído", um assassino que não possuía nem ao menos uma pista além de olhos vermelhos.

Quando ouviu o rangido da porta abrir, engoliu a seco e levantou o olhar. Uma mulher ruiva a encarava com curiosidade.

 

— O-Olá, B-Bom dia! Eu sou F-Frisk Dremmurr! — A morena gaguejou nervosa, tentando firmemente não desviar o olhar da mais alta.

 

— Olá Punk! Bem vinda ao inferno, eu sou Undyne — A frase de Undyne faria Frisk recuar alguns passos se não fosse o tom brincalhão. Entrou no apartamento escuro e percebeu no ar um forte cheiro de café, foi então que Frisk fez uma pergunta interna: A quanto tempo cada uma daquelas pessoas estavam acordadas? — Eu sou o "chefão" daqui, Alphys é  a amiga loirinha que investiga as provas, Sans é o carinha tomando Ketchup lá trás, ele não faz nada em especial — A ruiva dizia apontando para todos.

 

— Heya — O albino no fundo da sala acenou.

 

— B-Bem vinda — Alphys ajeitou os óculos dando um leve sorriso.

 

— Vai lá garota! — Undyne sussurrou sorrindo.

 

— O-O que eu deveria f-fazer? —

 

— Tente conversar com esses Nerds,  comece com o cara de bunda lá trás —

 

Frisk fez que sim com a cabeça indo  para o fundo da sala, era um apartamento pequeno e a única fonte de luz eram as telas do computador, tinham alguns fios pelo chão e a morena tinha que tomar cuidado para não tropeçar. Encarou Sans que parecia um gigante de tão alto, quase dois metros de altura Frisk pensava ao chegar perto.

 

—Heya Kiddo, quer café?  — Perguntou, prontamente sem ouvir resposta alguma, colocou um pouco de café em uma xícara. Sans percebeu a menor encarando o frasco de ketchup que tomava. — Foi mal Kiddo, mas não irei dividir Ketchup. —

 

— N-não é  isso... É  que... Tomar muito isso não faz mal? — Pegou a xícara de café com as duas mãos levando aos lábios, sentiu o gosto amargo retirar todo o resquício de sono que tinha por acordar cinco da manhã para estar ali.

 

— O que? Nada disso, faz bem aos ossos! — Disse apontando para sua camisa ilustrada com um esqueleto, Frisk levou as mãos a boca para não cuspir todo o café. Sans abriu um pequeno sorriso com a reação da morena e tomou mais um gole de ketchup. Frisk decidiu que para o bem de não cuspir no albino, andou com a xícara para o lado de Alphys.

 

— Olá? — Frisk se aproximou de Alphys, que olhava fixamente algum anime no computador. 

 

— B-Bem vinda! M-Meu nome é A-Alphys... E... Eu g-gosto de a-anime... — Alphys parecia corar um pouco a cada palavra, e ao terminar a frase pousou seu olhar por alguns segundos em Undyne atrás de Frisk, quase como se perguntasse se tinha dito as palavras certas. Em resposta, a ruiva deu um grande sorriso.

 

— Prazer Alphys — Frisk abriu um sorriso gentil. — Que anime você assiste? — tentou puxar assunto, os olhos da loira a sua frente brilharam um pouco com a pergunta.

 

Logo, Frisk foi bombardeada com várias informações sobre os animes que Alphys assistia, algumas vezes ouvia Undyne soltar uma risada ou complementar alguma informação do anime, mas Frisk não estava entendendo quase nada; concordava e acenava com a cabeça enquanto tentava processar tudo, mas tudo que lhe vinha a mente era como Alphys e Undyne eram próximas,  pensou em perguntar se eram namoradas, mas desistiu ao ouvir um barulho de algumas coisas caindo.

 

— Papyrus! —Undyne grita e tira de trás de algumas caixas uma criança bem parecida com  Sans. — Ah Frisk,  esse aqui é o irmão menor do Sans, e meu afilhado. A gente traz ele aqui pra não ficar sozinho. —

 

— Olá Papyrus — Frisk se abaixa para ficar do mesmo tamanho que ele, abrindo um grande sorriso e ajeitando um pouco a roupa que usava.

 

—OLÁ HUMANA! EU, O GRANDE PAPYRUS TE DAREI A HONRA DE SER MINHA AMIGA — Frisk ergue as sobrancelhas sobre a frase, mas ri.

 

— Muito obrigada Grande Papyrus — Bagunçou os cabelos albinos do menor, ouviu uma música preencher o local e logo procurou a fonte, Undyne tirou do bolso seu celular e o atendeu.

 

E assim se passaram vários  dias, Frisk conseguiu desenvolver uma grande amizade com todos eles, Apesar de procurarem por Anjo Caído,  passavam a maior parte do tempo fazendo brincadeiras — Vulgo treinamentos da Undyne — ou vendo alguns  animes que a Alphys gosta. Ah, sem esquecer é claro das várias 'apresentações' de comédia que Sans e Undyne faziam contando piadas ruins. Eram tão poucas pistas sobre o Anjo Caído, era quase como se fosse um fantasma fazendo tudo aquilo, e não uma pessoa; porém,  sempre a determinação de todos para continuar na busca por respostas sobre esse assassino continuava.

 

Tudo corria "bem", até que um dia Undyne recebeu um telefonema. Ao desligar, voltou para as cadeiras onde todos assistiam algum anime da Alphys de luta pelo computador.

 

 

— Seguinte Punks, Charles Boüvier está morto. — Frisk arregalou os olhos com a normalidade da voz de Undyne, piscou algumas vezes e assentiu com a cabeça mesmo um pouco nervosa. — Os outros setores estúpidos não acharam nada e pediram para nós darmos uma olhada para ver se foi obra do Anjo Caído — revirou os olhos meio irritada.

 

— Anjo Caído é homem? — Frisk questionou revesando o olhar entre a notícia de Undyne e o anime que passava na tela do computador, Alphys pausou e então pôde concentrar a atenção em Undyne para a mesma responder sua dúvida. 

 

— Não sabemos ainda, mas confiamos em você para nós ajudar a descobrir! — Undyne exclamou com um sorriso confiante, isso fez Frisk se encher de determinação e retribuir o sorriso. — Nós iremos lá por volta das sete, E...— Undyne olhou seu relógio — Todo mundo pro carro antes que me matem. —

 

 

 

Eram exatas sete horas quando saíram para o bairro dos Boüvier, Frisk brincava com os dedos freneticamente. Era a primeira vez da garota a fazer algum "caso" assim, trocaram seus números enquanto entravam no carro para dividir as informações. A medida que o carro andava, a ansiedade da morena crescia, nunca tinha visto um corpo de perto, será que se sentiria mal? Será que iria errar e atrapalhar tudo? Várias perguntas passavam pela cabeça de Frisk, Sans parecia ter percebido isso, pois apertou um pouco a mão de Frisk.

 

 — Tudo bem? — Sussurrou para a morena que fez que sim com a cabeça e soltou a mão do albino  da sua.

 

Quando o carro parou, o coração de Frisk também parou junto. Abriu a porta do carro saindo seguida por Alphys, a loira andava em passos largos para a cena do crime. Os rostos indiferentes de todos faziam-na ter a certeza que aquela cena de morte era algo normal no cotidiano de todos, inspirou e expirou o ar quando Alphys abriu a porta revelando o corpo de Charles ao chão, o carpete com sangue seco e a janela aberta. 

 

— Você não precisa olhar se não quiser — Undyne disse ao lado de Frisk.

 

— O que eu farei para ajudar? — Frisk perguntou temerosa de que a mandassem ajudar na autópsia ou algo assim.

 

— Eu, você e o Sans iremos investigar os arredores, temos algumas pistas de que o assassino, que provavelmente é o Anjo Caído,  tenha pulado a janela — Apontou para uma janela. —  e se escondido em algum lugar perto, alguns vizinhos confirmaram ter ouvido barulhos de madrugada. — Frisk mordeu de leve seu lábio inferior pensando em várias coisas ao mesmo tempo.

 

Olhando com mais atenção para o escritório, a janela por trás da mesa cheia de papéis desarrumados, estava exageradamente aberta. Tinha um papel de chocolate jogado ao chão, procurando a rápidas passadas com o olhar não achou nenhuma arma. Seguindo as instruções de Undyne, desceu com a ruiva e Sans pelo bairro, pararam para perguntar alguma coisa para as pessoas que passavam pela rua, mas nenhuma informação muito importante foi encontrada.

 

— Não seria melhor nos separarmos para procurar alguma coisa? Se alguém achar algo liga para os outros — Frisk dizia enquanto sentava em um banco perto de uma praça.

 

— Certo,  mas vamos ficar em lugares próximos. — Undyne aconselhou enquanto se dirigia a uma direção que levava a algumas ruas sem saída perto da mansão,  Sans e Frisk escolheram por ficar próximos para se ajudarem a procurar algo.

 

Entre dois prédios,  o cheiro de lixo era sentido de longe. Um pouco estranho pelo fato do bairro ser um pouco mais favorecido do que a maioria na cidade. Frisk respirou fundo, piscou algumas vezes e entrou rapidamente no "Beco". Sans ficou um pouco atrás mantendo suas expectativas de que Frisk certamente faria um bom trabalho. O local era sujo e um pouco escuro, tinha algumas latas de lixo e resultavam em algo sem saída. Era longo e isso fez com que Sans perdesse Frisk de vista um pouco quando a mesma avançou alguns passos.

Quanto mais andava, mais o cheiro de lixo ficava impregnado; mas não foi isso que chamou a atenção da morena. 

 

Uma poça de sangue. 

 

E bem em cima da poça, uma garota pálida de terno. O sangue era dela. Frisk arregalou os olhos enquanto se abaixava tentando ajudar a garota, balançava de vez em quando seus ombro tentando em vão acordá-la, no entanto, seu olhar não desviava da faça cravada em sua perna.

 

— Hey... o que está fazendo? — Uma voz gélida ecoou nos ouvidos de Frisk, voltou sua atenção para a menina. Ela estava acordada. Pálida e visivelmente fraca, mas acordada. Seus olhos vermelhos eram como facadas em Frisk, que quase recuou um pouco. Eles eram tão familiares. 

 

— S-Sa- — Tentou gritar, mas a a de raros olhos rubros a puxou, Frisk sentiu um violento toque de lábios com o seus, não,  violento era pouco. A garota pálida empurrava forçadamente toda a saliva para a boca de Frisk, isso estava fazendo a mesma sufocar. Frisk tentou afastá-la,  mas era quase impossível — Se perguntava como tinha passado em todos aqueles testes físicos para entrar na polícia —. Finalmente, o "beijo" foi desfeito, Frisk tossir respirando com dificuldade. Sentiu algo frio no seu pescoço, era uma faca. A morena olhou para frente, Sans apontava uma arma para a garota pálida,  que agora possuía um sorriso macabro rasgando sua face. Se Frisk ou Sans tivessem ainda alguma dúvida,  todas foram solucionadas,  aquela era Anjo Caído. 

 

— Largue isso, branquelo — Cantarolou suavemente ao falar com Sans. — Não queremos ver mais sangue aqui, certo? — pressionou com mais força a faca contra a garganta de Frisk, que soltou um pequeno murmúrio de dor.

 

— O que te faz pensar que eu não poderia atirar em você agora mesmo, Anjo Caído? — Frisk se debatia tentando se soltar, mas só fazia a faca em seu pescoço doer mais.

 

— Você é muito esperto em algumas coisas... Mas ao mesmo tempo... — Fechou os olhos abrindo um pequeno sorriso. — É tão idiota. — Dito isso, Sans sentiu algo quente passar de raspão em seu ombro, olhou para o lado e o sangue jorrava. A cada segundo, parecia que queimava cada vez mais. Frisk gritou o nome do albino e esperava mais que tudo que Undyne tivesse ouvido e vindo ajudar imediatamente, mas isso não aconteceu; Sans cambaleou para o lado, quase caindo, levou sua mão pálida ao ombro, mas foi uma péssima idéia. Um estranho loiro surge por trás de Sans, por fim o derrubando, tinha roupas verdes estranhas e apontava uma Colt Python para o rapaz caído ao chão.

 

— N-não mate ele — Frisk tentou se soltar novamente, seus olhos agora cheios de lágrimas expressavam o medo de perder seu amigo de piadas. — Por favor — Sua súplica saira como um sussurro, mas alto o suficiente para todos ali ouvirem.

 

— Joga ele em algum lugar, Flowey. — Novamente, a voz fria da outra menina fora ouvida.

 

— Claro, querida. Tudo por você. — O Loiro se pronunciou com a frase carregada de sarcasmo. Bateu com força o cabo da arma no ombro ferido do Albino, que se contorceu de dor.

 

Frisk tinha algumas lágrimas em seu rosto, tentava se concentrar em como iria ajudar seu amigo Sans ou chamar Undyne, mas o cheiro de sangue misturado com todo aquele lixo começava a lhe dar náuseas. Sua cabeça dava várias e várias voltas. Então, de repente, não tinha mais o forte cheiro de sangue e a pesada atmosfera, só tinha a escuridão. E foi nesse momento que Frisk percebeu ter desmaiado.


Notas Finais


Desculpem pelo capítulo pequeno ._.
Não me perguntem que câncer eu tô começando a criar


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