História Criminal - Undertale|Mafiatale Sans x Frisk (Frans|Sanrisk) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Burgerpants, Chara, Doggo, Flowey, Frisk, Gerson, Greater Dog, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Drogas, Frans, Frisk X Sans, Hentai, Mafiatale, Novela, Policial, Romance, Sanrisk, Sans X Frisk, Undermafia, Undertale, Violencia, Yaoi
Visualizações 106
Palavras 2.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei pacas
Mas o cap tá ótimo
Garanto
Aproveitem

Capítulo 4 - Descobrindo uma nova emoção


 Permaneci o resto da manhã naquele quarto. Stewart havia ido embora mais aliviado em questão de eu ter concordado em continuar no tal lugar. De hora em hora, abria a geladeira e comia alguma coisa, sentando na frente da janela e encarando o céu até que a noite caísse. Apenas, como se fosse uma rotina.

Bom, eu não havia dito nada sobre continuar escondida.

Eu já fugi uma vez, posso fugir de novo. A janela é praticamente do meu tamanho e não parecia ser nem um pouco alta. Tudo o que eu preciso apenas são suprimentos e uma muda de roupa. Sei me virar nas ruas, e também não ligo se o tal esposo da Toriel vir atrás de mim, ele terá que me reconhecer primeiro. Joguei a mochila pela janela e sentei nela.

Olhei para a porta, apreensiva. Imaginava a maçaneta girando e um dos três me flagrando em meio a fuga. Tudo o que consegui pensar foi em Stewart.

No nosso abraço.

Pulei.

 

 

 

Fiquei agarrada a mim mesma enquanto caminhava pelas ruas daquela parte da cidade, na qual me atrevi a chamar de inferno, ainda que a temperatura não fosse das mais altas. Os braços em torno de mim poderiam ser pelo frio ou pela intimidação que aquele lugar me proporcionava. Não havia calçadas cheias de buracos, mas sim de neve. Os sacos de lixo e mendigos tentando se aquecer ainda eram os mesmos de antes, a situação deplorável das ruas continuava a mesma.

Apesar de que, a população em si, era maior e mais amedrontadora

 Ao contrário de onde estive antes, as ruas estavam quase lotadas, principalmente de: homens, mulheres seminuas e punks.

MUITOS punks.

Minha aparência estava longe de ser uma característica deles, e acho que logo perceberam que eu não fazia parte daquele mundo.

Esbarrei sem querer num dos punks, mas pude me manter em pé.

Acho que preciso aprender a olhar mais para os caminhos que eu sigo.

- Olha por onde anda, vadia! - Ele gritou, quase rosnando.

- M-me desculpe... - Disse, dando um passo para trás.

Ele me pegou pela camiseta e me sacudiu

 - Pois agora eu vou te dar a educação desse lugar, vadia da cidade!

Engoli um seco.

- Hey - Uma voz masculina mais grossa se pronunciou. - Você deveria tentar ser mais educado com as mulheres.

Quando percebi, o punk estava caído no chão com a boca sangrando. Levantei meus olhos para o homem que me defendeu, surpresa. Ele era ruivo e pálido, vestia basicamente uma camisa branca com uma gravata vermelha e um suspensório preto.

Retrô, mas sexy.

- Tá atrasada. - Disse ele, cruzando os braços.

Atrasada? Pra quê? Era a primeira vez que eu o via na minha vida.

Inclinei a cabeça um pouco para o lado. Estávamos de costas para um estabelecimento com um letreiro de LED escrito "Grillby's". Um tapete vermelho se estendia pela entrada do lugar e ele parecia ser o dono daquilo tudo.

- Grillby... - Arrisquei dizer, mas ele olhou pra mim. - Desculpe...

Ele sorriu e abriu os braços.

- Vem cá.

Caminhei em sua direção com um pequeno sorriso nos lábios. Grillby passou o braço em torno dos meus ombros e me conduziu pra dentro do lugar.

- Você terá que conseguir um pouco mais hoje pelo seu atraso. Tive que te substituir por outra garota e daqui a pouco é a sua vez. - Disse Grillby.

- Minha vez de...

Me interrompi na minha própria frase. Quando coloquei o primeiro pé naquele estabelecimento, notei que se tratava de uma boate. Homens ali eram a predominância se não houvessem as mulheres nos únicos três poles que haviam ali. Pensei em dizer a ele que havia sido confundida com outra pessoa, mas parei bem para analisar a oportunidade.

Eu não sei como me movimentar nessas barras de ferro, porém sei improvisar. Se eu dançasse para aqueles homens poderia ganhar um bom dinheiro e fugir quem sabe até do país. Tenho um corpo bonito, sei disso.

Mas... se eu quisesse tudo isso teria que ir pra cama com algum deles...

Ok, vamos ser francos. Eu não sou virgem ou qualquer coisa do tipo. Consigo sim me "prostituir" pra fugir dali, então quem sabe pudesse valer a pena, mesmo que manche minha dignidade.

- Oh... sim! Eu... vou conseguir o dobro, prometo! - Disse, confiante.

- Eu não me responsabilizo pelo que você e algum cliente façam fora daqui. - Ele disse com um ar brincalhão. - Sua roupa está no camarim. Se apresse.

- Espere! É que... toda essa confusão com aquele homem me deixou meia tonta. Pode me acompanhar até lá...?

Grillby arqueou as sobrancelhas, mas concordou mesmo assim.

Vulgar e luxuoso seria a descrição básica daquele lugar. O que me chamou a atenção nem foram as mulheres com os seios de fora, e sim um belo homem cantando as músicas com outros caras numa banda. Perfeito seria a palavra para sua aparência, com aquele chapéu e a franja longa ainda por cima? Suspirei de tesão. A voz dele, nem tão grossa, nem tão fina. Linda. Poderia escutá-lo cantar o dia todo.

Ele me levou por um corredor escondido para o camarim e saiu logo depois. Ali estava mais iluminado do que o resto da boate, onde mantinha um holofote aceso para cada mulher dançando apenas. Haviam algumas mulheres se vestindo normalmente e saindo de lá. Com certeza já haviam terminado seu trabalho por aquela noite.

No canto do camarim, havia um único manequim com roupas em seus adornos. Talvez Grillby estivesse falando daquelas roupas. Eram bem bonitas por sinal. Um lingerie ou uma fantasia retrô de empregada, mas era linda. Um cropped que mais parecia a fusão de um colete com o busto de um vestido ilusão, sendo que a sustentação da peça era uma imitação de uma corrente; short curto com babados enormes na parte direita da cintura, pois do lado esquerdo havia um chicote enrolado; apenas uma parte cinta liga estava presa ao short, a outra havia uma liga-leve com um pequeno bolsinho para se carregar qualquer bugiganga minúscula; o braço esquerdo continha uma luva meio dedo que ia até o cotovelo e era coberta, o pulso estava com a mesma imitação de corrente que a do pescoço; duas mangas nos braços que deixavam os ombros a mostra, sendo a direita maior que a esquerda; e o par de botas desigualado, uma de cano alto e a outra de cano baixo.

Linda.

 

 

 

Dei uma última conferida no espelho depois de ajeitar o meu cabelo pela terceira vez. Precisava ser rápida, meu nome poderia ser chamado a qualquer minuto.

Respirei fundo, fechando os olhos. Abaixei a cabeça, encorajando a mim mesma a sair dali de peito estufado e impressão imponente.

Voltei a olhar para o espelho. Pisquei, pisquei, pisquei...

Agora eles estavam azul-escuros.

Como sempre deveria ser...

Sorri, e então ouvi meu nome sendo chamado. Saí do camarim sentindo meu corpo se encher de confiança, preenchendo aquele vazio de segundos atrás. Eu estava pronta, eu iria impressionar todos ali, como sempre fiz.

Todas as luzes se apagaram, mas eu já sabia a quantidade exata de passos de deveria dar para chegar a pista do pole. Segurei a barra, e um holofote se acendeu sobre mim. Comecei caminhando lentamente ao redor dele enquanto o tecladista tocava suavemente as notas para mim. Girei uma vez, ameaçando me pendurar na barra, mas continuei caminhando ao redor dela mais e mais lentamente. Eu estava morrendo de saudade dele, e precisava ver se ele estava me assistindo. Vendo a música ou até mesmo os passos que escolhi para ele.

Somente para ele.

Remexi meu corpo sem colocá-lo contra a barra, rebolando. Girava em torno do pole, e então voltava a rebolar.

Finalmente, subi na barra, segurando-a com um braço e uma perna, deslizando e dando voltas nela. Consegui ter uma ampla visão daqueles ali presentes, e para a minha surpresa ou sorte, ele estava ali, olhando para mim, na primeira fila.

Como eu sentia falta de vê-lo com aquele terno...

Continuei girando até chegar no chão, ficando de joelhos. Arrastei meus joelhos para os lados várias vezes, simulando um exemplo de cavalgada, jogando meu cabelo para trás.

Haviam muitas pessoas ali, e eu mesma estava mais concentrada nele do que na coreografia, mas sabia que estava fazendo um ótimo trabalho.

Me levantei e voltei a girar pendurada na barra, desta vez de pernas abertas e sustentada pelos braços, e subindo conforme cada giro. Levantei minha perna para o alto e me coloquei de cabeça pra baixo, ainda segurando a barra com uma das mãos. Não parei pra contar a quantidades de voltas que dei para mudar o passo, deixei a coreografia de lado e continuei aquilo por mim mesma. Abandonei os meus tempos de ensaio e deixei que meu corpo se guiasse pela música.

Estávamos apenas nós ali. Eu, ele e o holofote.

Para ele. Tudo isso pertence apenas a ele.

Girei, agachei, rebolei, fiz uma cena e tanto. Quase no fim, me pendurei na barra de cabeça pra baixo de novo, desta vez sustentada somente pelas pernas. Meus braços ficaram suspensos no ar enquanto meu corpo contornava o pole com agilidade.

Segurei a barra, descendo meu torso até o chão e mantendo minhas pernas fixas na passarela.  Movimentei minha pélvis pra cima, agora voltando a sentar no chão e simulando as cavalgadas. Mergulhava de cabeça empinando minha bunda ou levantando minha perna extremamente reta.

Engatinhei até ele e segurei sua gravata, mantendo nossos rostos próximos.

Sans...

Quando o holofote apagou, saí de lá depressa, me escondendo no corredor. Deixei com ele o meu cropped em seu colo antes de sair.

Ele segurou e o cheirou, fechando os olhos com o aroma.

 

 

 

O que foi aquilo?!

Como eu consegui dançar daquela maneira no pole dance?!

E por que diabos eu fiquei paquerando um dos caras de lá?! Eu nem vi direito a cara dele!

Grillby abriu a porta quando terminei de colocar outra fantasia. Ele estava sorrindo e contando algumas várias notas.

- Parabéns Russell. - Disse Grillby, guardando as notas no bolso feliz, deixando metade na mão. - Hoje foi a melhor apresentação que já tive aqui. - Ele me deu um abraço caloroso e colocou o dinheiro no meu decote.

Não reclamei. Eu não tinha bolso mesmo.

- Darlyn Russell, você é demais! - Disse Grillby, segurando meus ombros ainda sorrindo meio bobo.

Dalyn?!

Espera, esse não é o nome da garota da foto que o Stewart me mostrou?!

- Você tem um cliente te esperando no quarto 66. - Ele continuou. - Tudo o que ele te der lá fica pra você. Não diga pras outras que eu te dei esse privilégio, ouviu? - Grillby sussurrou, sorrindo sapeca, e então deixou o camarim.

Passei as mãos pelos meus cabelos, refletindo sobre o que acabei de ouvir.

Deixei de lado qualquer mal-entendido que eu tivesse criado em minha cabeça e segui para o quarto. Estava tudo escuro e eu me perguntava se havia mesmo alguém ali.

Tateei a parede procurando o interruptor, e então acendi a luz. Realmente, o quarto não continha nenhuma alma viva. Olhei ao redor e nada. Dei alguns passos para dentro ainda sem entender o porquê de Grillby ter dito aquilo.

De repente, senti alguém me abraçar por trás. Precisei manter a calma pra não gritar de susto.

- Eu te procurei por toda a parte... - Ele disse. Soltei-me rapidamente encarando-o incrédula.

- Stewart?!

Ele riu.

- Que curioso. Achei que gostasse de me chamar apenas de Sans.

Era confuso demais para que eu conseguisse entrar no jogo e fingir ser outra pessoa. Quem sabe Stewart... quero dizer, Sans, frequentasse esse lugar a muito tempo e ele tenha uma favorita que se pareça comigo.

Então... Darlyn é uma stripper?

- Como você veio parar aqui? - Disse Sans, acariciando meus cabelos.

- Eu fugi. - Respondi, olhando-o nos olhos.

- E é possível?

- A janela estava aberta. - Enquanto eu falava, ele curvou seu rosto contra o meu pescoço e começou a beijá-lo com delicadeza. Meu corpo se arrepiou por completo e eu não pude conter um pequeno gemido.

- Senti tanto a sua falta... - Ele sussurrou em meu ouvido.

Foi a gota d’água. Como ele sentiu minha falta se eu fugi na calada da noite e ele havia me visto hoje mesmo?

- Sans, não... - Segurei seus ombros.

Ele olhou pra mim.

- Então por que você me puxou pela gravata no final da dança? Não foi nada legal da sua parte jogar parte da sua fantasia em cima de mim. - Sans tomou meu rosto entre suas mãos e deslizou os polegares pelas minhas bochechas. - Você sabe que eu te amo.

Arfei.

Eu te amo... a primeira vez que alguém me dizia aquelas palavras. Realmente, foi mágico pra mim. Pude sentir apenas de Sans me olhar que ele estava sendo sincero, e isso me preenchia de uma maneira devastadora. Era ótimo se sentir amada, e ter vontade de poder fazer o mesmo por ele me consumiu.

Levei minhas mãos até sua nuca e aproximei nossos rostos lentamente. Começamos devagar, selinhos demorados e gentis. Ele mesmo acompanhava meu ritmo, fazendo sons deliciosos em meu ouvido. Pouco a pouco fomos abrindo espaço para um beijo de verdade.

Sans apagou a luz sem parar de me olhar. Agarrei o pescoço de Sans pulando em seu colo e envolvendo minhas pernas em sua cintura. Como eu disse, não sou virgem e nunca tinha feito sexo selvagem, e eu não podia perder a oportunidade. Sans é um homem tão gostoso quanto o que eu vi na banda e isso não aparece dizendo que ama você todo o dia.

Mas os planos deles eram outros.

Ele segurou minhas pernas e sentou na cama. Sans dava continuidade ao beijo de forma tão doce e sensual que tive que ceder a sua expectativa.

Nós não iriamos transar. Iriamos fazer amor.

Dirigi minhas mãos até seu paletó. Sans soltou minha cintura permitindo que eu continuasse. Desabotoei sua camisa lentamente, admirando o corpo definido dele. Ri boba, e ele riu também. Era tão inocente e sem preparo que parecíamos dois adolescentes em sua primeira vez.

Ele tirou meu cropped de manga longa e desabotoou meu sutiã, sem olhar para eles. Pelo contrário, ele olhava para mim. Bobo, sonhador, apaixonado... muito melhor do que eu imaginava.

Deitei-o na cama, batucando delicadamente meus dedos pelos seu peitoral, fazendo-o suspirar. Fui descendo até o seu cinto e o desfivelei, sem deixar de olhá-lo nos olhos. Não como maneira de retribuí-lo, mas por estar hipnotizada por ele, por todos os eu te amo que poderíamos trocar ali.

Abaixei sua cueca. Nisso, suas mãos percorreram até a minha leggin. Ele não iria conseguir tirar tudo, então coloquei minhas mãos na barra dela para facilitar o trabalho, mas ele inverteu nossas posições, e me provou o contrário.

Nós rimos, e depois nos beijamos. Interrompemos o ato e ele tirou algo do bolso, que não me interessei em parar de olhá-lo para saber o que era. Ouvi um barulho de alumínio rasgando e látex estalando. Voltamos a nos beijar, e ele me penetrou lentamente, sem aviso. Eu gemi, virando o rosto. Sans continuou se movendo dentro de mim e desviou seus lábios até o meu pescoço. Era inexplicável, a primeira vez que consegui sentir algo em qualquer relação que tive com meu ex-namorado de colegial.

Pela primeira vez, alguém me ensinou o significado da palavra amor.


Notas Finais




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