História Criminal - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Personagens Originais, Taemin Lee
Tags Delegacia, Drogas, Jinki, Jonghyun, Jongkey, Key, Minho, Moni-d, Onew, Policial, Roubo, Taemin
Exibições 88
Palavras 2.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY THERE GUYS :D

Mais um capítulo quentinho pra vocês <#
Vocês devem estar se perguntando "como assim ela tá postando numa segunda-feira de tarde? :o"
A resposta é simples, É FERIADO DO COMÉRCIO, GRAÇAS A BUDAH SENHOR DO AMOR UM DESCANSO MERECIDO PRA ESCRAVA AQUI :'D

Vão aproveitar o chap gente, que aqui o bagulho começa a esquentar na história lol

Capítulo 7 - Memories


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 7 - Memories

Criminal

 

Capítulo 6. Memories

 

 

 

O corpo musculoso e suado se revirava na cama impaciente, ainda dormindo um sono leve a boca carnuda contra o travesseiro deixou escapar um nome, sussurrado, necessitado:

 

“Kibum”

 

Como se levasse um choque os olhos castanhos profundos se abriram, meio tonto o investigador se levantou sentando-se na cama. Podia sentir o suor lhe escorrer pela testa, costas e pelo peito arfante. O sol que entrava tímido pela janela iluminava precariamente o quarto pequeno e bagunçado.

Estivera sonhando...

 

Como ele se atrevia?

Quem ele pensava que era para invadir seus sonhos e lhe confundir desse jeito?

 

 

Jonghyun não conseguia esconder a raiva que consumia seu ser. Deixou que sua mão bagunçasse ainda mais os fios castanhos revoltos no alto de sua cabeça, antes de tentar limpar como podia a testa suada que lhe incomodava.

Sentia todos os seus músculos doloridos, como se tivesse carregado uma tonelada sobre os ombros. De fato, seu corpo todo estava retesado, e por culpa de uma única parte. O seu baixo ventre que formigava.

Virou-se na cama resmungando irritado, deixou os pés encostarem o chão gelado ao mesmo tempo em que a mão, de unhas curtas e veias saltadas, apertou o membro ereto sobre a única peça de roupa que usava. O arrepio que correu pela sua coluna nunca soube distinguir, se era de frio ou pelo toque sobre o tecido.

 

Irritado com a sua fraqueza perante um mero sonho repleto de memórias, Jonghyun se conduziu, quase se arrastando, até o banheiro privado de seu quarto. Passou reto pelo espelho que ficava no alto da pia e chutou os calções largos no chão antes de se enfiar em baixo da água gelada do chuveiro.

Talvez um bom banho ajudasse a relaxar e esfriar a cabeça – de baixo.

 

Mas a água batia como lava contra a sua pele, queimando toda a extensão morena e bem esculpida. Aquilo não estava ajudando de forma alguma.

 

Seus dedos fugiram do seu controle assim que enroscaram-se nos pelos que desciam pela barriga em direção ao membro ereto. Trancaram-se ali e começaram uma tortura lenta. Jonghyun não queria se sentir tão fraco, não queria pensar que estava se tocando pensando em lembranças com ele.

Mas sua mão tinha vontade própria, e bombear fortemente seu pênis parecia ser o seu maior desejo naquele momento.

O tesão e a raiva se misturavam no corpo do detetive quando ele gozou contra os azulejos, o orgasmo o atingindo como uma bomba de ódio a si mesmo.

 

Como podia ser tão fraco a tentação?

 

Bufando irritado puxou a toalha pendurada e secou o corpo com rapidez e certa brutalidade. Prendeu-a na cintura e encarando o reflexo no espelho deixou os dedos correrem pela barba que já estava bem grande, sentia-a o arranhar nos movimentos.

Abrindo uma gaveta no armário puxou a espuma de barbear e uma gilete, não iria dar o gostinho de parecer que estava definhando sem ele. Por mais que as enormes olheiras e a dor de cabeça da sua ressaca pudessem fazê-lo sozinhas.

 

 

+

 

 

Taemin estava terminando de separar algumas porções dentro de um pote de marmita, provavelmente terminando de arrumar o almoço para o colégio. Tendo o seu uniforme já vestido e sua mochila descansando em uma das cadeiras ajudavam no veredicto.

Assustou-se ao ver o tio entrar na cozinha resmungando enquanto soltava a fumaça pelas narinas dilatadas de irritação. Não que vê-lo irritado ou fumando fosse uma novidade muito grande, mas eram as duas coisas juntas e todo o comportamento do mais velho que denunciava o estado dele.

 

“Você está horrível, conseguiu anotar a placa do caminhão que te atingiu?” Arriscou perguntar quando o corpo baixo e bem estruturado bateu contra a cadeira. Jonghyun puxava uma caneca para enchê-la com café.

 

“Cale a boca.” Resmungou irritado por trás da caneca, antes de sorver o líquido amargo fumegante e ignorar a comida que era posta na sua frente. As pequenas porções de vegetais e carne lhe causando náuseas.

 

“Onde você está indo?” O magrelo vestido em uniforme escolar indagou ao ver Jonghyun puxar o casaco das costas da cadeira e se dirigir a porta de casa. Ele estava saindo novamente? Ele chegara em casa tão tarde e não o via comer nada descente havia dias!

Mas sua voz não chegou até os ouvidos do detetive, ou pelo menos ele fingiu que não ouviu.

Batendo a porta e deixando-o para trás sem maiores explicações Jonghyun atravessou a calçada até o seu carro. Não deixando de notar, é claro, a grande SUV do outro lado da rua.

 

 

+

 

 

Sua intenção era ir diretamente para a delegacia, e não a de estar parado em frente a um prédio velho de quatro andares na periferia da cidade. Ele conhecia aquela fachada muito bem agora, depois de tantos meses vindo quase diariamente visitá-la. Visitar mais precisamente alguém que vivia no terceiro andar.

Respirando fundo, tentando trazer um pouco de calma para o seu corpo, Jonghyun soltou o volante que segurava até agora com tanta força que seus dedos ficaram dormentes.

 

Atravessou a rua com calma, acendendo um cigarro e apreciando o seu efeito calmante no seu organismo. Mas ao entrar pela pequena porta de metal e vidro pode ver no fim da rua, a mesma SUV estacionar.

Não era nem um pouco suspeito

 

Subiu com calma as escadas, tomando o doce tempo antes de chegar ao piso certo. Três lances de escada decorados com um papel de parede amarelo claro descascado. As mãos no bolso segurando firme o molho de chaves geladas.

 

Parou em frente a uma porta de madeira, desbotada e sem verniz.

 

Tirou o molho de chaves do bolso, e encarou o chaveiro feio que ganhara. Um cachorro mal costurado com incríveis olhões de botão que se mexiam.

 

“Ele se parece com você Jong!”

 

Pode ouvir claramente a voz doce quando ele lhe dera o maldito chaveiro.

 

Abriu a porta, com uma carranca já típica nos últimos dias, e imediatamente o cheiro amadeirado e suave lhe invadiu as narinas. Um cheiro que misturava o perfume suave do corpo do dançarino, com café recém passado e a madeira do assoalho.

Não esperava que o cheiro fosse tão forte, o perfume lhe deixou tonto por alguns segundos. Era como entrar num mar de lembranças destruídas.

Por um momento teve a impressão que ele surgiria da cozinha segurando duas xícaras de café recém passado e lhe diria que tudo até ali não tinha passado de um longo pesadelo.

 

Fechou a porta com um estalo seco. E deixou os olhos vaguearem pelo local com calma, sem realmente ver alguma coisa. Sua mente estava muito ocupada registrando detalhes que parecia ter esquecido.

Detalhes pequenos, como as duas taças que deixaram na mesa de centro uma noite antes de descobrir quem era na verdade a pessoa que dormira ao seu lado pelos últimos meses, rindo às suas costas.

A mancha de café que ficara no tapete quando esbarrou na xícara durante uma briga que tiveram, e se resolveu no mesmo momento em que ele pegara Kibum no colo para cuidar do ferimento que causara ao pisar num dos cacos de porcelana.

 

Pequenas memórias que iam tomando conta de sua cabeça, impedindo-lhe de pensar com clareza, impedindo que pudesse raciocinar.

Por Deus aquele era o apartamento de um dos maiores criminosos da Coréia inteira. Como ele era tão fraco a ponto de não conseguir nem tratar aquele lugar como uma cena de crime?

 

Tinha que respirar fundo e fazer o seu trabalho... O problema era... Que respirar fundo lhe inundava com o cheiro de Kibum, impregnado em cada canto ali. E isso acarretava em lembrar-se da sensação de seus dedos correndo os fios sedosos e marcando a pele macia.

A visão das cobertas reviradas na cama o lembrava de cada momento que esteve ali, gemendo o nome daquele vigarista mentiroso. Ou ouvindo a voz doce ao pé do seu ouvido lhe dizendo coisas obscenas e apaixonadas.

 

Mentiras.

Lhe dizendo mentiras.

 

 

+

 

 

Acordou com o barulho de coisas sendo batidas na cozinha e o cheiro de café inundando o apartamento. Sentiu o espaço estranho e vazio na cama, o que Kibum estaria fazendo na cozinha tão cedo?

Não precisou matutar muito para descobrir, o outro já voltava para o quarto segurando uma pequena bandeja. Duas xícaras de café e algumas torradas queimadas arrumadas num pratinho. O sorriso sapeca adornando os lábios finos e rosados.

 

“O que é isso?” Ouviu sua voz rouca de sono perguntar enquanto se sentava na cama e observava o mais novo arrumar a pequena bandeja entre eles e se sentando com as pernas de pele leitosa cruzadas, escondidas precariamente pela blusa larga que usava.

 

“Café da manhã bobo.” Kibum respondeu sorridente lhe oferecendo uma das xícaras enquanto bebericava da outra. “O meu café é horrível.” Comentou fazendo careta logo em seguida.

 

Jonghyun riu bebericando o café amargo também. De fato era horrível... Mas.. “Não consegue ser pior que o da delegacia.” Comentou sorridente bebendo mais um pouco do líquido. Sua mão livre se ocupava em acariciar a pele macia das coxas sentadas ao seu lado.

 

Kibum riu com o elogio disfarçado, os dedos finos pegaram uma torrada e levaram a boca do detetive. Que saboreou uma mordida da torrada chamuscada, repleta de farelos e do gosto amanteigado.

Dividiram um momento gosto até terminarem o “café da manhã”.

Mas quando o professor de dança se preparou para levantar e guardar a louça suja na cozinha fora impedido. O peso do mais velho de cabelos castanhos escuros se forçando sobre ele.

 

“Acho que eu deveria agradecer o café.” Sussurrou sedutor contra o pescoço que ainda tinha leves marcas da noite anterior.

 

“As xícaras..ahn- Jong!” Um grito escapou dos lábios de coração quando uma mão subiu por dentro da sua blusa e pinçou-lhe um dos mamilos sensíveis. As pequenas louças foram deixadas na mesa de cabeceira em segundos, equilibradas junto com um radio relógio de aparência antiga.

 

Beijos desesperados e profundos eram trocados com volúpia enquanto mãos necessitadas por mais arrancavam as poucas peças de roupa que cobriam os corpos. O corpo magro e de pele branca deixou-se ser beijado, apalpado e pressionado com força contra o colchão. Enquanto Jonghyun tinha suas costas arranhas com força.

 

Quando se tornaram um novamente Kibum deixou sua voz tomar conta dos pensamentos do amante. Com seus gemidos enlouquecedores e suas investidas contra o corpo acima de si, que entrava e saia com cada vez mais força. Até terminarem juntos, sujos de sêmen e suor.

Jonghyun nuca esquecera as palavras que saíram dos lábios inchados e afogueados naquela manhã, quase um mês antes de descobrir tudo sobre aquele a quem daria todo se pudesse.

 

 

+

 

 

Sua cabeça rodou de forma nauseante. Sentia suas pernas fraquejarem sob o seu peso e teve que se apoiar na parede ao seu lado. Como era possível que a cada lugar naquele apartamento tivesse uma lembrança tão vívida da relação que tivera com seu dono?

Cada móvel parecia zombar dele, esfregando na sua cara o que sentia quando estava lá.

Cada parede de pintura opaca parecia descascar revelando imagens perturbadoras deles dias, sorrindo e se amando.

 

Se amando.

 

Não.

Eles não se amavam.

Pelo menos Kibum lhe disse assim.

 

 

Ainda perturbado pelas imagens e memórias que lhe assaltavam, Jonghyun escorregou pela parede, se apoiando até o banheiro. Precisava lavar o rosto e retomar seus sentidos, estava no meio de uma investigação!

Batendo a porta aberta com um estrondo seu corpo cambaleou dormente até a pia de louça branca. Suas mãos em concha jogavam jorros de água gelada contra sua face, tentando de alguma forma aliviar a dor de cabeça e a náusea que sentia.

 

“Maldita ressaca.” Resmungou secando o rosto na toalha pendurada ao lado do pequeno armário espelhado que mostrava o seu reflexo.

Curioso de não ter notado antes, não era só o seu reflexo confuso que o encarava de volta ali. Também tinham fotos presas ao espelho que não tinha reparado antes, pareciam algo novo. Não se lembrava delas ali da última vez que visitara o apartamento a quase duas semanas atrás.

Na época ele havia deixado de visitar o amante com frequencia, devido a suas desconfianças a respeito do mais novo. Não lhe dera satisfações e simplesmente se afastou completamente a fim de conseguir provas e finalmente prendê-lo, como o ladrãzinho mentiroso que ele era.

 

Nas três polaroids coladas no espelho podia ver que estava presente em todas. Uma era ele sozinho, nu e algemado a cama, numa brincadeira que os dois fizeram à alguns meses atrás. Na legenda escrita a mão com caneta podia ser ler ‘Officially my body’¹.

Na segunda os dois juntos deitados, o seu rosto parcialmente escondido, enfiado entre os fios de cabelos do amante, na legenda a data rabiscada de quando tiraram a foto.

E numa terceira e última foto, sentados na mesa de uma barraquinha de rua, ele e Kibum dividiam garrafas de soju com Jinki e Minho. Os quatro sorriam para a pessoa por trás da câmera e brindavam alegres alguma coisa que não se lembrava. Na legenda... ‘Friends’².

 

Se Jonghyun soubesse que sairia do banheiro mais tonto e confuso do que quando havia entrado não teria sequer pisado no piso branco manchado lá de dentro.

Não tinha como Kibum saber que ele iria ali, tinha? Ele deixou aquelas fotos para trás por pura distração? Queria incriminá-lo quando outros policiais fossem autorizados a ir até o apartamento investigar o paradeiro das jóias?

Ou será que eles já haviam visto e agora ele já era motivo de fofocas por toda a delegacia? Não podia ser reconhecido pela foto algemado, seu rosto não aparecia, mas havia uma outra bem declaradora logo ao lado. Seriam extremamente burros se não fizessem a ligação das duas fotos!!

 

Arrancou as fotos e amassou-as com a mão para dentro de um dos bolsos da jaqueta.

Precisava voltar a delegacia e falar com Jinki. Aquilo ali poderia acabar com toda a sua carreira na academia de polícia.

Ele, o detetive mais temido lá dentro, algemado e abraçado com outro homem, um ladrão procurado ainda por cima.

Jinki e Minho também poderiam ser incriminados, o delegado com mais crimes solucionados e um jovem detetive que acara de ser chamado para o serviço de verdade, longe da patrulhas pela madrugada.

 

Dois futuros que seriam completamente arruinados, pelo seu egoísmo.

 

Rumando a passos decididos para a porta Jonghyun não conseguiu sequer achar o celular dentro do bolso. Tudo que sentiu fora a dor de cabeça aumentando alarmantemente antes de seu corpo cair inconsciente no chão.

 

 

+

 

 

A voz arfada e culpada de Kibum encontrou os seus ouvidos como um apelo. Uma forma sussurrada de desculpas culpadas e, aparentemente, sem motivos. Mas que ainda estava lá, martelando sua cabeça, minutos, horas e dias depois.

Por que ele lhe falara aquilo?

 

“Por favor não me ame.”


Notas Finais


notas básicas:
¹ Officially my body: Oficialmente meu corpo, se vocês prestarem atenção na capa da fic, é aquela jogadinha de palavras lá~
Official Body = Corpo do Oficial (de polícia) / Officia~lly my~body = Officialmente meu corpo

²Friends: Amigos, mas só pra deixar claro né, nem todo mundo entende ingrêxi



Não tenho nada de mais pra falar aqui, mas já já estarei respondendo os comentáriso do chap passado, ok? podem se sentir a vontade para comentar nesse aqui tbm frorzinhas <3


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