História Criminal - Capítulo 12


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Categorias Lucy Hale, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Lucy Hale, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Ação, One Direction, Violencia
Exibições 22
Palavras 2.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Dont let you go


 

Os raios solares atravessavam a janela fechada e atingiam minha coxa coberta pela calça jeans. Eu estava totalmente isolada nos meus próprios pensamentos, não ligando para o que acontecia em minha volta. A única coisa que rondava minha cabeça era o quanto eu era fracassada. Uma chance, tive uma chance tão simples e fácil, e por um surto de loucura eu não fiz nada. Simplesmente nada. Aquilo não era normal... Eu não costumava sentir dó das pessoas daquela maneira e eu nunca, NUNCA, deixei minha vítima passar viva.

Talvez esses anos afastados do trabalho tenha realmente me mudado um pouco... Ou muito.

– Ah, cara! EU AMO ESSA MÚSICA! – Louis deu um berro do banco de trás – AUMENTA, FRED! – pediu ao motorista, que atendeu ao pedido – Lately, I've been, I've been losing sleep... – ele começou a cantar junto, fazendo uma dancinha engraçada enquanto pronunciava as palavras.

Então, todos os cinco começaram a cantar como se fosse a ultima vez que fariam aquilo juntos. Niall já pegara seu celular e usava como microfone, colocando na boca de cada menino na hora de seus devidos solos.

Eu conhecia aquela música. Não sabia quem cantava, muito menos o nome, mas ela era uma das que sempre tocavam na rádio da lanchonete e eu particularmente gostava dela, seu ritmo era contagiante e sua letra inspiradora. Eu não entendia muito de música, nunca fui fã de ficar ouvindo e sair por aí baixando nesses tipos de sites ou sei lá.

– Everything that kills me makes me feel alive! – Harry deu um berro e eu arregalei os olhos quando o “microfone” foi parar em minha boca.

– MANDA VER, HOPE! – falou Niall.

– Er... Eu não canto. – afastei o celular de minha boca com os dedos.

– Ah qual é, Campbell! Não seja estraga prazeres! – Liam revirou os olhos – ANDA LOGO, ANTES QUE O REFRÃO ACABE!

O celular voltou para os meus lábios e eu fiquei sem reação. Cantar pelo menos uma parte não faria mal.

– But baby, I've been, I've been praying hard… – cantei no ritmo, ouvindo minha própria voz sair totalmente desafinada e desengonçada, sentindo minha bochecha corar de vergonha. Os meninos começaram imitar fãs malucos e eu soltei uma gargalhada, cantando a próxima parte – Sitting, no more counting dollars...

– WE'LL BE, WE'LL BE COUNTING STARS – cantamos, ou berramos, todos juntos, assustando o Fred e fazendo-lhe dar uma buzinada não proposital. Eu não sei onde aquilo havia sido engraçado, mas TODOS nós acabamos caindo em profundas crises de risos.

– OBRIGADO, FÃS! – Zayn mandou beijos pelos ares e eu precisei respirar fundo para recuperar meu folego de tanto rir.

– Hope! – em chamou Harry – Você canta mal pra caramba, cara!

E toda a minha vergonha voltou.

– Cala a boca, Harry! – Liam lhe deu um pedala na cabeça.

– Eu disse que não sabia cantar. Nem no chuveiro ouso em tentar essa artimanha! – ri um pouco de minha resposta. Cantar, realmente, nunca foi algo no qual me interessei em fazer bem.

– E é por isso é a secretária e não a cantora famosa.

– Harry 1, sutileza 0. – Liam lhe deu outro pedala e tive que rir. Adorava quando Payne dava os tapas na cabeça do Harry.

– Harry, as vezes eu penso como sua família te aturou por tantos anos... – Louis comentou, acariciando o queixo – Você é um mané.

– Credo. Gente mal humorada! – Styles se encolheu no banco, fazendo bico.

O restante do caminho foi tranquilo e eu consegui me distrair e parar de pensar no meu fracasso catastrófico. Chegando ao aeroporto, os meninos deram o máximo de atenção possível para as fãs e a cada dia que passava, eu ficava mais admirada com a quantidade de meninas que os recebiam – mesmo tendo medo delas, ou melhor, de suas atitudes.

Seguimos para a nossa entrada de embarcação e avistei logo de cara o jatinho a nossa frente. Estranhei um pouco ao ver que, diferente das outras vezes, não tinha nenhum segurança nos aguardando perto das escadas.

– Onde estão os seguranças? – tratei de perguntar a Paul, que estava atrás de mim.

– Eu não sei. – respondeu, parecendo estranhar a mesma coisa – Devem estar lá dentro. – ele comentou, dando de ombros e me dando um tchau simples enquanto se virava para ir para seu avião.

A One Direction ia praticamente separada de todos. Eu era responsável em apenas reservar o jatinho para mim e os meninos, mas outra pessoa tinha que arranjar outro para toda a equipe voar junto pra outro local.

– Tá legal. – dei de ombros – Vamos, meninos! Temos que ir rápido! – chamei as cinco gazelas que conversavam entre si.

Eles andaram em direção as escadas e eu fui atrás. Harry subiu primeiro enquanto cantava algo sobre minhocas, seguido de Louis que o acompanhava na canção, e logo Niall e Liam. Quando Zayn pisou no primeiro degrau para subir, em milésimos de segundos, um objeto em alta velocidade atingiu seu pescoço com força. Simplesmente do nada.

– Ai! – ele parou, me fazendo parar também.

Foquei meu olhar na coisa que o havia acertado. Era um objeto circular, bem pequeno, com uma pequena ponta encravada em sua pele. Era um dardo. Um mini dardo.

– Zayn... – arregalei meus olhos. Aquele não era um dardo comum.

Olhei para meu lado esquerdo, de onde tinha vindo o “ataque” e pude ver ao longe uma pessoa escondida atrás de algumas caixas. Uma pessoa vestida totalmente de preto.

Droga, Clara! Droga! Droga! Droga! Mil vezes droga!

– Acho que alguma coisa me picou! Ai, tá doendo! – sua mão subiu pro seu pescoço e antes que ele encostasse no dardo, eu o arranquei dali com força – AI, HOPE!

– Entra, Zayn! Rápido! – empurrei suas costas e ele foi subindo com pressa.

Entramos no jatinho e eu larguei minhas coisas de qualquer jeito no chão, agarrando Zayn pela mão e jogando-o na cadeira. Me agachei, observando seus olhos, procurando algo que me desse a pista de que tipo de veneno havia sido injetado.

– Tá sentindo alguma coisa? – perguntei o mais calma possível para ele.

– Eu... Eu to zonzo. Por que eu to zonzo? Eu estava bem até agora...

– Olha, Zayn... Você... – suspirei, piscando meus olhos várias vezes, em busca de uma resposta decente e coerente, para ele, naquela situação – Foi picado por um bicho venenoso.

– EU O QUÊ? – ele gritou, tentando se levantar, mas pareceu não ter forças – Cara, que sono.

– Zayn... Você tá legal, mate? – Niall apareceu atrás de mim com o cenho franzido – Você tá verde.

De acordo com meus cálculos, ele teria no máximo 10 minutos. E eu tinha duas opções: poderia deixa-lo morrer e me livraria logo desse peso – mesmo sabendo que a grana, provavelmente, não iria pra mim – ou poderia arranjar logo um jeito de salvar sua vida.

– Hope... Eu não to legal... – ele segurou no meu braço, apertando-o com força – Meu estomago tá doendo. – suas mãos se fecharam com mais força sobre minha pele e eu senti meu coração palpitar mais rápido, desesperado, por meio segundo. Por quê? Eu também não fazia a mínima ideia. Só sei que tomei uma decisão daquele exato instante e me sentia como se precisasse fazer algo imediatamente.

Eu iria me arrepender. Com certeza iria.

– Liam. Vem aqui! – chamei-o.

– O que foi? – ele apareceu de prontidão.

– Zayn não tá legal. Fica aqui que eu já volto!

– Pera... Oi? O que ele tem? Onde você vai?

– Só fica aí e não deixa ele fechar os olhos! – falei devagar, para que ele entendesse que Zayn não podia fechar aqueles lindos olhos de nenhuma maneira – Niall, avisa o piloto para esperar! – ele concordou e eu virei as costas, saindo pelo jatinho ainda aberto.

Desci as escadas com rapidez e corri para esquerda, indo para as mesmas caixas que vira antes. Tirei a arma do casaco e certifiquei-me que ninguém me observava. Com passos leves, dei a volta na caixa, dando um pulo e apontando a arma para... O nada.

– Mas eu...

Enquanto estava distraída, um chute – ou soco, não consegui definir – foi depositado em minhas costas e acabei caindo de barriga no chão. Bati com o queixo com força no chão e juro que pensei que havia cortado a ponta da minha língua com meus próprios dentes. Mãos se agarraram em minha jaqueta e eu fui virada, bruscamente, sentindo minhas costelas espalharem uma dor aguda pelo meu corpo todo.

– Me procurando? – uma voz fina saiu abafada pela máscara.

Era uma garota?

Ela se agachou rapidamente e pegou em meus cabelos, puxando-me para cima com força. Reprimi um grito de dor quando ela chutou meu estomago com vontade, depois virando um tapa estalado em minha bochecha.

Eu estava levanto uma surra e uma das grandes.

– Então é verdade... – a mulher continuou – Clara Vacker de volta as missões. – ela apertou mais meus cabelos em suas mãos.

Carreguei a arma enquanto ela falava e aponteia para seu peito, mas ela foi mais rápida – além de não estar nem um pouco machucada – e agarrou meu pulso, girando-o com força. Tentei com todas as minhas forças segurar um grito de dor e sem aguentar mais, deixei a arma cair com força no chão.

Meu pulso começou a latejar e a dor era tão insuportável que eu pensei que iria começar a chorar feito criança ali mesmo.

– E todos os boatos estão certos... – ela virou outro soco, dessa vez em minha mandíbula – Ela não é mais como antes...

Senhor, eu estava apanhando tanto que nem sentia mais minha própria carne.

Equilibrei um pouco meu corpo, respirando fundo e olhando para os lados. Estávamos bem atrás de várias caixas, então ninguém poderia nos ver. Respirei fundo olhando para aquela máscara idiota... Eu não iria perder.

– Só que você se esqueceu de uma coisa... – falei, sentindo o gosto de ferro em minha boca. Cuspi o sangue perto de seus pés e abri um sorriso cínico – Boatos... São apenas boatos.

Devido uma das mãos machucadas, usei meus pés para derruba-la no chão áspero. Ela caiu de costas e eu, mais que rapidamente, pisei em seu estomago, ouvindo-a gemer de dor. Ela tentou reagir, mas eu me abaixei, sentando no meio de sua cintura e apertando seu pescoço com a mão boa. Ela levou as suas até meu braço, tentando me fazer parar de sufoca-la, mas foi em vão.

– O que está fazendo aqui? – perguntei ofegante, apertando mais seu pescoço.

– Eu... Eu... – ela continuava a tentar empurrar meu braço.

– Fala logo! – mandei, vendo-a perder cada vez mais o ar.

– O... Garo... To... – disse com dificuldade.

Então era isso mesmo. Estavam atrás de Zayn. Queriam a recompensa. Minhas suspeitas foram comprovadas. Assim como a pessoa que colocou a semente no chá, ela também queria mata-lo. Como será que a notícia correu tão rápido?

– Como você soube? – continuei perguntado, mais rígida – COMO VOCÊ SOUBE? – falei mais alto, forçando-a a falar.

– Eu... Eu... Ele... O homem mascarado... Ele mandou eu... Ma-ma-mata-lo.

Homem mascarado?

– Quem é esse homem mascarado? – voltei a perguntar. Suas mãos já haviam parado de tentar se soltar.

A mulher não falou nada, seus olhos se fecharam e sua cabeça tombou para o lado. Ela havia desmaiado.

– Fraca. – murmurei, arrancado a bolsa de seu corpo e largando ela ali mesmo. Alguém a acharia e quem sabe não seria presa por... Invasão de aeroporto?

Quando entrei no avião novamente, me deparei com Zayn caído no chão e quatro criaturas, mais o piloto e duas aeromoças em volta dele. Meu cenho se franziu e eu fiquei em choque. Não era pra ele estar caído! Não era! Eu havia demorado demais.

Entrei no meio da roda, me ajoelhando perto de sua cabeça. Abaixei meu rosto até seu nariz, sentindo um pouco de ar bater sobre minhas bochechas.

Ele estava vivo.

– Hope... Ele desmaiou agora... Eu... Eu... Onde você foi? Precisamos chamar alguém... – Liam gaguejava em desespero.

– Não, Liam. Calma.

Abri a bolsa da mulher estranha e taquei tudo no chão.

– Hope... Você... O que aconteceu com você? – Louis perguntou para mim e eu me lembrei que tinha acabado de levar uma surra, e das grandes.

– Você! – apontei para o piloto, ignorando a pergunta – Vai dirigir o avião! Anda logo! Ele vai ficar bem, só foi um ataque alérgico! Anda! – mandei, pensando na possibilidade da mulher não estar sozinha e corrermos risco de sermos atacados ali mesmo.

O piloto se levantou assustado e foi para a cabine.

Voltei para as coisas espalhadas no chão, vendo alguns fracos, mais dardos e o negócio que era utilizado para atira-los. Ignorei totalmente o meu pulso praticamente quebrado e procurei entre os vidrinhos um que tivesse uma espécie de pó marrom, conseguindo, felizmente, achar um no meio de tudo aquioçp.

– Alguém pega água, por favor! – pedi e, em questão de segundos, Harry apareceu com uma garrafa de água – Preciso de vinagre e pimenta também.

Abri a tampa e joguei todo o pó marrom ali dentro. A aeromoça chegou com um  vidro estranho de vinagre outro de pimenta. Virei novamente às coisas junto à água. Fechei a tampa superficialmente e chacoalhei até ficar bem misturado. Peguei um dardo e molhei a ponta no líquido, enfiando a agulha no mesmo lugar que a outra havia acertado. Puxei a cabeça de Zayn para o meu colo e apertei suas bochechas, abrindo levemente sua boca. Joguei o liquido lá dentro aos poucos, até não sobrar nada, nem uma gotinha.

– E agora?? – Niall perguntou ao meu lado.

– Alguém trás outra garrafa de água! E UM BALDE TAMBÉM!

Liam trouxe outra garrafa e o balde e me entregou. Fiquei apertando o plástico contra meus dedos enquanto ficava apenas encarando Zayn totalmente pálido. Eu não sei por que, mas estava sendo corroída por dentro, e temia que se ele não acordasse, não seria alivio que eu iria sentir, e sim um sentimento desconfortável.

– Por que ele não tá acordado!? – Louis perguntou desesperado.

– Eu... – gaguejei, aquela formula geralmente dava certo – Eu não sei.

Meu coração começou a se comprimir no peito. Oh céus, eu estava com medo que ele não vivesse! Eu estava com medo! Com muito medo!

– HOPE! ELE NÃO TÁ... – Liam começou a falar, mas foi bruscamente interrompido por um engasgo vindo de Zayn.

Ele tossiu umas cinco vezes e depois seus olhos se arregalaram e sua língua foi posta para fora da boca.

– Água! – ele pedia enquanto abanava a boca – ÁGUA!

Abri a garrafa e dei para ele que em segundos virou tudo na boca. Todos em volta soltaram um suspiro de alívio, menos eu.

Zayn jogou a garrafa do seu lado e depois fez uma careta, e eu já sabia o que tinha por vir. Entreguei o balde para ele, que quando o tinha em mãos, enfiou a cabeça lá dentro, vomitando. Escutei um corinho de “eca” e aí sim pude suspirar aliviada. Estávamos tão tensos que nem havíamos reparado no avião já voando.

– O que... O que houve? – ele perguntou, se sentando e limpando a boca com a mão.

Eca.

– Acho... Que você é alérgico a algum tipo de mosquito... – dei de ombros, sentindo meu corpo voltar a relaxar aos poucos. Afinal de contas, ele viveu e eu estava feliz com aquilo. E não. Eu não me arrependi de ter salvado sua vida... Pela segunda vez.


Notas Finais


Oeeee minhoquinhas!
Tudooo boooom?
Bom, a Clara vai começar a sofrer algumas mudanças a partir desse capítulo, então... Espero que gostadooo, de core!
BOOOOOOOOOOOM!
Não tenho mto oq dizer,Só isso, ok amores?
Malikisses & Paynekisses
Lo <3


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