História Criminal - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Jason Todd, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Arlequina, Coringa, Drama, Mad Love, Romance
Exibições 176
Palavras 1.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, eu prometi que sairia essa semana e aí está.
Boa leitura!

Capítulo 53 - O que vai fazer agora?


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 53 - O que vai fazer agora?

ASILO ARKHAM

Eu andava de cabeça baixa pelos corredores passando por alguns médicos e enfermeiras sem ser notada, ainda com a bandeja vazia em mãos fingindo que iria deixá-la em algum lugar. Entro na ala de consultórios pois sabia que era uma das mais vazias, era o quarto andar, o mesmo onde eu trabalhava. Ouço uma porta ser aberta logo atrás de mim e apresso o passo na esperança que não me notem.

-Ei!- Escuto alguém chamar atrás de mim.- Com licença!- Continuo andando fingindo não ser comigo.- Enfermeira!- A mulher me chama mais alto então eu paro, eu não olhei para trás apenas parei ali no meio do corredor.- Pode vir aqui?- Giro meu corpo devagar pra ver quem era, uma mulher um pouco mais baixa que eu, com cabelos castanhos e um rosto cheio de sardas. Ela era médica, não estava trajada como uma, mas notei que era pois ela mantinha seu jaleco pendurado em um braço enquanto o outro segurava a porta para que a mesma não fechasse. Sorrio amarelo e vou até ela ainda com o olhar baixo.

-Posso ajudar?- Pergunto tentando parecer simpática.

-Bem...- Ela olha pro meu peito e eu franzo o cenho.- Onde está seu crachá?- Merda.

-Eu esqueci no vestuário.- Ela concorda sem dar muita importância.

-Então, eu estou atrasada para um compromisso. Preciso que vá até a ala feminina e leve uma dose de Rita Lina para Natalie Colleman.- Eu já estava me preparando para negar seu pedido, mas a olhando de cima a baixo, suas roupas caberiam certinho em mim apesar de sua baixa estatura.

-Claro!- Digo um tanto animada.

- Eu vou anotar a prescrição rapidinho e você leva com os remédios ok?- Confirmo.- Entra.- Ela abre a porta e eu entro na sala, era quase igual a minha, mas sua decoração era um tanto diferente, em tons de pásteis. Ela busca um papel pra fazer suas anotações, em um momento em que ela não me dava muita atenção alcanço um guarda chuva que estava no canto da sala.- Aqui está...- Antes que ela pudesse estender o papel em minha direção a golpeio na cabeça fazendo a mesma cair no chão já apagada.

Começo tirando suas botas de camurça marrom, que por sorte era o mesmo número que o meu, abro os botões de sua blusa social azul a removendo de seu corpo, tiro sua calça jeans e logo depois visto todas as peças, deixo seu corpo de lado e pego seu jaleco o colocando por cima da roupa. Apago a luz saindo da sala e agora andando mais rápido pelos corredores. Chego facilmente a ala de segurança máxima encontrando apenas um carcereiro no local, estranho isso, eu achava que a segurança tinha melhorado e não se rebaixado assim.

-Oi. Eu tenho uma consulta agora na cela de um paciente.- Que merda de desculpa é essa Harleen?

-Consulta?- Ele sorri de lado, eu o conhecia, mas não tenho certeza se era daqui, eu já havia o visto antes, sua barba por fazer era a mesma, eu realmente o conhecia. Ele abre a porta.- Pode entrar, doutora.

-Sério?- Pergunto, eu já ia questionar sobre a regra da revista e tudo mais, mas ele estava facilitando bastante pra mim. Entro no segundo corredor, havia um tipo de guarita de vidro, com um guarda, o mesmo estava sentando bastante entretido jogando paciência no computador. Tento passar reto por ele para poder abrir a porta do outro lado, mas na hora que tento puxar a maçaneta forte de metal, um sinal apita de dentro da guarita e o guarda nota minha presença ali. Ele abre a porta saindo da guarita e vindo em minha direção, todo tempo com a mão em seu coldre preso a cintura.

-Posso ajudar?- Ele pergunta, era bastante alto, mas não usava nenhum colete a prova de balas.

-Bem. Eu tenho algo para entregar a um paciente, você pode fazer isso pra mim?- Ele confirma com a cabeça, pareço ter conseguido um pouco de sua confiança, já que o mesmo tirou a mão do coldre, levo a mão até a parte de trás da minha calça onde estava a “minha” arma, a destravo e em um movimento rápido aponto em direção do guarda atirando nele, ele cai no chão sangrando antes mesmo que pudesse falar algo, me aproximo de seu corpo e disparo em sua testa, sangue espirra para todos os lados, sua cabeça mais parecia uma melancia, sorrio com a comparação.- Então...- Agacho a seu lado tirando um cartão verde de seu bolso da calça.- Acho que não vai se importar se eu pegar isso. Entro na guarita destravando o botão que abriria a porta, ouço o sinal avisando que a mesma já estava destravada. Abro a porta pesada de metal entrando no corredor, eu precisava ser rápida!

-Uh olha quem veio me visitar.- Victor Zsasz aparece entre as grades da forte porta de ferro. O ignoro e passo o cartão de identificação do guarda no leitor e ouço o apito para a trava automática ser liberada.- Pode vir benzinho.- Abro a cela e ele vem em minha direção, dou um chute certeiro em seu peito e ele cai no chão rindo. Aproveito que ele está deitado e me ajoelho ao seu lado, ponho meu joelho sobre seu tórax e pressiono meu ante braço em seu pescoço.

-Agora me fala!- Digo próximo de seu rosto mal cuidado.- Onde está o palhaço?

-O que uma garota gostosinha como você quer atrás dele?- Ele fala e eu não consigo segurar a gargalhada que sai sem querer garganta a fora.

-E você acha o que? Que eu iria querer você?- Balanço a cabeça negativamente entre gargalhadas.-Você me enoja. Olhe pra você!- agora ele estava sério.- Um raquítico imundo, cheio de cicatrizes, a quanto tempo você está aqui? Hm? Você já foi esquecido até pelo mundo do crime, você não serviria nem de cobaia pro Coringa!- Dito isso o vejo ficar irritado, Victor tenta me atacar com as mãos, eu os puxo pela mesma me levantando e o mantendo de pé para jogá-lo na parede. Ele dá uma risada nasalada e se curva por eu ter batido suas costas com força.

-Você é bem fortinha pra ter sido só uma médica.- Vou até ele e o puxo pra cima para que ficasse com uma postura ereta, ele pouca coisa mais alto que eu e não devia pesar mais que cinqüenta e oito quilo. Agora volto a pressionar meu antebraço em seu pescoço mas dessa vez erguendo sua cabeça para cima. Victor tenta se soltar então distribuo um chute em suas partes baixas, o que o faz gemer de dor.

-Agora você vai me dizer.- Ele reclama de dor mas eu continuo o segurando.- Eu sei que você o ajudou na rebelião e eu ouvi muito bem você dizendo onde eu estava! Eu tive um dos piores dias da minha vida na mão daquele filho da puta. Sabe como é...- Digo dando uma risada nasalada.- Dias ruins transformam pessoas!

- Eu me bati uma olhando pra você aquele dia.- Ele fala isso e me dá um nojo imenso. Tiro meu braço de seu pescoço e dou um soco de esquerda bem em seu nariz. O jogo no chão e chuto seu abdômen, ele não se defende.

- Sua mãe não te ensinou a falar com uma dama?- Digo isso e o puxo pelo pescoço em direção até a borda o vaso sanitário de sua cela. Empurro sua cabeça em direção a água. Ele fica se debatendo, então puxo sua cabeça de volta .- Agora me fala. Onde. Está. O coringa!- Falo pausadamente entre dentes. Ele fica calado então empurro sua cabeça novamente na privada, ele debate. Não vou mentir que estava adorando aquilo... eu já estava empurrando sua cabeça a uns trinta segundos e finalmente o puxo e o jogo de lado dando um soco em seu olho direito.- Onde está o palhaço, seu porra?

- Ele...- Mais um soco.

-Ele o que?- Pergunto aos gritos.

-Ele está de esperando...-Eu já estava me preparando para soca-lo mais uma vês mas paro.- Na antiga fábrica... Na cidade velha.- Ele estava me esperando? O filho da puta estava me esperando? Levanto e olho para Victor. Ele estava deitado em posição fetal gemendo de dor. Seu dorso estava marcado pelos meus pontapés, ele cuspia sangue. Resultado dos socos que dei em seu rosto. Eu achei a situação engraçada, uma gargalhada saiu sem que eu nem percebe-se , eu andava pra trás e observava meu feito.

- “O meu feito...”- Repito meu pensamento em voz alta.- Meu deus! O que eu fiz?- eu estava suando frio. Passo as mãos pelo meu rosto tentando me acalmar. Victor é um homem doente, que precisa de ajuda e eu fiz isso com ele! Imediatamente paro para perceber o que fiz.- Eu não posso ficar aqui!- O observo deitado e sussurro um “Me desculpe” antes de fechar a porta.- Já do lado de fora da cela observo seu corpo fraco ainda me referir tais palavras “ Você se tornou o que ele queria”. Fecho a porta e saio correndo em direção a porta que eu havia entrado e deixado a mesma aberta. Antes que eu pudesse chegar perto ela se fecha sozinha fazendo com que eu agora tremesse de susto. Chego até ela batendo na mesma para que alguém me escutasse mas foi em vão, sinto um cheiro de fumaça, olho para baixo e meus pés já estavam cobertos por uma nuvem verde.- O que é isso?- A fumaça saia de baixo da porta, olho ao redor percebendo que a mesma fumaça saia de algumas celas, minha respiração já estava um tanto dificultada então tapo meu nariz tentando ficar o mais próximo da parede. Eu já estava sem ar então tiro a mão de meu nariz para tentar respirar. A fumaça me deixa tonta, já tomava conta do corredor até ao teto, sequer senti o baque do meu corpo no chão, minha vista apenas escureceu.

...

Me estico na cama ainda de olhos fechados, que cama macia, passo a mão ao meu redor sentindo uma seda bastante macia. Espera ai, seda? No Arkham? Abro os olhos rápido olhando ao redor, me levantando um pouco tonta. Eu estava sem o jaleco, apenas com a blusa azul, a calça e as botas. Olho para a cama na qual estava deitada, ela era redonda, como uma cama de motel, um lençol de seda roxo a cobria. Os travesseiros da mesma cor que o lençol. Observo o quarto, as paredes eram inteiras rabiscadas, com piadas sem graça. Os moveis tinham um tom escuro, mas a principal coisa que notei foi um manequim, me aproximo do mesmo olhando a fantasia que o mesmo trajava. Uma fantasia de bobo da corte preta e vermelha, passo a mão pelas mesmas notando o material e admirando sua qualidade. Deixo a roupa de lado e abro a porta do quarto, que eu ainda não fazia idéia de quem era, a porta dava para um escritório, era o que parecia ser, tinha detalhes bastantes clássicos e rústicos.

-Soube que estava me procurando.- Ouço a voz tão conhecida, procuro a direção de onde a mesma vinha logo a encontrando, atrás de uma mesa de mogno, sentado em uma cadeira de couro preta. Coringa enrola uma nota de cem dólares a levando até seu nariz para depois baixar a cabeça e aspirar o pó branco espalhado sobre a mesa. Ele joga a cabeça para trás respirando fundo e logo depois passa a mão pelo nariz para tirar os resquícios do pó.- Você me achou...- Coringa larga seu corpo sobre a cadeira.- O que vai fazer?

CONTINUA...


Notas Finais


Eu tive trabalho pra escrever esse cap, aí meu deus.
O que acharam? Comentem muito pessoal, a fic já está na reta final.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...