História Criminal - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
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Palavras 726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O moreno


O frio fez eu abraçar meu próprio corpo de forma forte, quase rasgando minha jaqueta de couro desgastada. Meus dentes batiam um no outro na mesma velocidade que meus coturnos batiam contra o chão.

Era uma noite fria e chuvosa, mas eu tive que trabalhar. Ganhar meu sustento era cansativo demais, o que me fez praguejar a vida adulta com todas as minhas forças.

- Moça? - Senti um arrepio percorrer minha espinha assim que ouvi aquela voz rouca soar em meus ouvidos.

- Não tenho dinheiro - Disse rápido, aumentando o passo, percebendo pela primeira vez que estava sendo seguida.

- Não é isso que eu quero, moça...

- Eu sou trans, meu senhor - Comecei a correr, praguejando meus pulmões de araque. Tossindo.

- Meu chefe tem interesse em você. Venha por bem ou por mal...

- O que!? - Parei, finalmente olhando pra trás, vendo um loiro de olhos azuis intensos e bonitos, muito bonitos.

- Tem até sexta pra continuar sua vida mesquinha. Depois, venha nesse endereço - Me jogou um papel, logo caminhando em direção contrária à minha.

- E quem é seu chefe!? - Grunhi, pegando o papel no ar, vendo um endereço. - Ei! - Olhei pra frente, notando agora estar completamente sozinha.

Me virei continuando meu caminho pra casa. E, aquela altura, me toquei que era quarta-feira. O estranho não me deu nem um tempo pra armar uma fuga pra qualquer buraco do Brooklyn.

Eu tenho uma amiga, Paolla, ela comprou ingressos para irmos ver o Detroit jogar. Eu não ia ter a chance de finalmente usar aqueles dedos de espuma.

Filho da puta!

***

Era sexta-feira, e era óbvio que eu estava enrolando o máximo pra ir até lá. Ele tinha posto um horário, o qual talvez eu morra por desacatar. Cinco minutos de atraso...

Oito minutos.

Quinze minutos.

Vinte e três minu... Batidas na porta. Certo, deve ser só a Paolla me buscando mais cedo pra nossa partida de basquete.

- Anna Luiza Sanchez, abra essa porta. Não quero ter que arrombar! - Gritou um homem do outro lado da porta, fazendo eu correr pro banheiro e me trancar no mesmo.

Eu estava em pânico.

- Certo - O ouvi dizer, e logo um estrondo soou pela casa.

Uma raposa. Duas raposas. Três raposas. Quatro raposas. Cinco raposas...

- Vamos lá Anna - Riu rouco. - Eu só quero conversar...

Eu fechei os olhos com força enquanto abaixava meu aparelho auditivo ao máximo. Abraçando meu corpo com força.

Seis raposas. Sete raposas. Oito raposas. Nove raposas. Dez raposas. Onze raposas. Doze raposas. Treze ra...

- Ah! Me larga! - Gritei assim que fui puxada pra cima por um moreno alto, olhos sombrios como o próprio diabo.

Ele dizia coisas, mas eu não o ouvia. O que me fez franzir o cenho, confusa. Quando dirigi minha mão ao aparelho auditivo, tive a mesma torcida, me fazendo soltar um pequeno gemido de dor.

O olhei com lágrimas nos olhos, o mesmo falava e falava, sorrindo com desdém. Ele tinha a pose de um macho alfa zombeteiro.

- Moço? - Grunhi, vendo o mesmo arquear a sobrancelha. - Eu não ouço nada... - Sussurrei.

No mesmo instante sua mão foi até meu cabelo, o pondo pro lado, parecendo bufar ao ver meu aparelho auditivo.

Talvez ele não saiba de tudo.

"Aumente" consegui vê-lo dizer, me soltando. Comigo o obedecendo rapidamente, logo voltando a encará-lo.

- Uma surda - Riu, balançando a cabeça. - A filha de Sanchez é uma surda. Talvez seja só o estorvo com o qual ele nem se importa.

Aquilo pareceu uma facada. Meu pai era Sanchez, a pessoa que eu não via desde meus sete anos. E aquilo doeu, talvez nem tanto quanto seu rosto após o tapa estalado que lhe dei, mas doeu.

Seu olhar era fulminante. O moreno me olhava incrédulo, com meus cinco dedos bem marcados em seu rosto.

- Ora, sua vadiazinha de quinta! - Rosnou, agarrando meu pescoço. - Quem você pensa que é!?

- Anna Luiza... Sanchez... - Soltei com dificuldade, me debatendo. -

- Era retórico - Revirou os olhos, apertando a mão em meu pescoço. O ar escasso. - Você vem comigo. E é melhor não tentar nada.

E me soltou, fazendo eu me estabanar no chão. Respirando ofegante, com as mãos no pescoço. Logo sendo arrastada pra fora pelos cabelos, com um saco preto na cabeça.

Estou tão fodida.



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