História Criminal Blood - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Lauren Jauregui
Tags Criminal, Drama, Família, Justin Bieber, Máfia, Poder, Revelaçoes, Senhor Bieber, Violencia
Visualizações 829
Palavras 4.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem, desejo uma ótima leitura <3

Capítulo 2 - You Own Me, Bitch.


 

“Bem, olho lá embaixo no rio, o que você acha que eu vejo? Eu vejo um bando de anjos, e eles estão vindo atrás de mim. Não há túmulo que possa segurar meu corpo embaixo. — Johnny Cash (Ain’t No grave).”

 

Justin Bieber’s Point Of View.

7 de fevereiro de 2017.

14:34 p.m.

Vancouver, Colúmbia Britânica - Canadá. 

 

— Preciso que coloquem no mínimo 1500 homens na parte de trás do museu. — Falo pondo a mão sobre a minha barba, percebendo que a minha volta, todos estavam mais do que perdidos e nervosos, mas absolutamente nenhum homem aqui tem sequer coragem de me olhar e dar para trás, pois sabem que o para trás deles, é o inferno e nada mais do que isso.

— Sabe que isso será algo mais do que impossível, não? — Ouço a voz do Beadles, o que me faz erguer o olhar e melhorar a postura, o encarando enquanto sinto os nós em minhas costas começarem a machucar.

— Me diga algo que eu não tive a capacidade de fazer. Me fale um único serviço na minha vida toda que eu não fui homem o suficiente para fazer. — Eu o encaro e ele nega, o que me faz concordar, mas não parando mesmo por aqui. — Você em especial não está responsável pela parte do sequestro do primeiro ministro? — Ele concorda e encara os homens a volta, querendo que algum deles se atreva a falar algo, no entanto, todos sabem o que acontece quando tentam sequer falar ao mesmo tempo que eu.

— Senhor Bieber? — Questionam e olho mais para trás no grande salão do hotel, percebendo que era o chefe dos seguranças quem me chamava, Arizona.

— O que é?

— Eu só queria dizer que o Charles Somers acabou de me ligar e avisou que o primeiro ministro acabou de entrar no carro em direção a prefeitura, onde será o jantar.

— Certo, então iremos sair agora. — Observo todos com calma e cautela, sabendo que a imagem calma teria que sair de mim. Pois se o chefe da porra toda não estiver centrado e no seu próprio lugar, quem estará? — Não preciso falar o quanto repetimos o procedimento de hoje no nosso centro de treinamento. Todos sabem suas funções, também sabem que se um inútil de vocês falhar com o seu dever, a missão toda já era. — Eu arqueio a sobrancelha, então todos concordam, pois sabem que mesmo com minhas perguntas retóricas, eu exijo resposta imediata. — Apenas lembrando, o que acontecerá com a pessoa que falhar?

— Será queimado vivo. — E sim, mais dos meus 750 homens aqui dentro respondem isso, ao mesmo tempo.

Não, quando falo esse número não exagero. Eu sou um dos líderes da minha máfia, então se eu estou ligado diretamente em uma missão, é porque exige atenção de alguém grande nesse ramo. E bem, digamos que se o presidente da Russia te contrata a máfia Bieber para esse serviço, eu faço questão de que seja feito como sempre, com perfeição.

— Então não façam com que isso aconteça, pois todos sabem que diversas vezes eu me empolgo demais e acabo levando outros para o mesmo caminho. — Eles concordam.

Cada um com uma função em especifica. Seja simplesmente fingir ser um segurança, fazer parte do público, ajudar no sequestrou ou até mesmo na minha fuga, mas os nossos trabalhos são coisas grandiosas e exigem um número amplo de pessoas, para que assim, consigamos alcançar tudo o que à nós espera.

Eles esperam o meu sinal, então me viro e saio do grande salão, passando com passos firmes pelo saguão e percebendo os olhos de todos do hotel sobre nós, mas de maneira alguma deixo o sorriso arrogante se fazer presente no meu rosto.

Assim que saímos do local, as portas da minha Range Rover são abertas para mim, então sento no banco traseiro e após fecharem a porta, me viro para abrir a mala que estava ao meu lado.

O Butler dá a partida e eu então começo a pegar as armas que precisaria, mas isso só na hora de matar Trudeau.

Sinto meu celular vibrar no meu bolso e suspiro de forma pesada, não querendo de forma alguma atender, mas ao ver o nome do meu pai na tela, entendo perfeitamente que seria algo breve, um aviso necessário e nada que fosse tirar mais do que 1 ou 2 minutos do meu tempo, como de costume.

— Diga. — Falo já com a AR-15 na mão, então confiro sua munição e ouço apenas a respiração pesada do meu pai, como se tudo não estivesse 100% bem. — Se for morrer, não esqueça de tirar os gêmeos do testamento. — Ironizo ao me referir aos meus filhos, mas em seguida, ouço algo se quebrando. Ele definitivamente está bêbado, sem sombra de dúvidas.

— Preciso que volte para Toronto ainda essa noite. — Ele fala e eu não posso acreditar.

— Eu estou nesse mesmo instante indo sequestrar o primeiro ministro do país. Não esqueça que eu tenho menos de 15 minutos para o socar em um depósito, matar o homem e ainda fazer questão de devolver o corpo em nome do presidente da Rússia, então como diabos você espera que eu…

— Eu treinei você para dar a volta em um mundo em um dia caso eu precise, então ande, porque o assunto de hoje é a respeito de algo que estamos debatendo à mais de três semanas. — E com isso sim eu suspiro, olhando em volta e percebendo que eu estou indo em direção aos fundos do museu, que é onde tudo aconteceria.

— Eu falei que não quero outro filho, não agora. — E com isso ouço sua risada, fazendo a raiva dentro de mim aumentar.

— Os gêmeos já estão velhos e agora se envolverão mais na parte dos negócios, o que é mais perigoso. Então caso um deles morra, precisamos de mais deles vindo. Eles são soldados que vão ter poder em mãos, por isso precisamos de mais.

— Chegamos. — O segurança me avisa.

— Tenho que ir. — E com isso apenas desligo a ligação, desviando o assunto do meu pai da minha mente, pois esse de forma alguma é meu foco agora.

Passo a mão sobre a minha testa e observo meu relógio, começando a contar os segundos, como havia feito nas últimas cinco vezes que treinamos esse mesmo procedimento no meu centro de treinamento.

— 3, 2 e… — Os sons de tiros sendo disparados se fazem presentes, o que me faz ficar satisfeito de que tudo está ocorrendo até mesmo de acordo com os segundos que eu programei.

Pego a mascara da mala e ponho a mesma, não esquecendo de por as luvas e então saio do carro, vendo que meus homens já estavam com a entrada do museu aberta para mim.

— Arizona, comigo. — Ele me segue, caminhando de forma rápida pelos corredores do museu, indo até a ala leste. — Steban ajustou a temperatura no setor das aves? — Pergunto pois a maioria das aves no museu são empalhadas e com o sistema todo desligado, a calefação não funciona com a devida forma, mas não preciso de mais esse dano adicionado ao que irá acontecer aqui agora.

— Sim, senhor Bieber. — Sigo mais rápido, ouvindo o estouro da porta do museu.

— Quantos policiais? — Olho o Trudeau tentando se debater e se soltar, mas isso não faz com que nenhum de nós diminuam os passos e o Beadles com a ajuda de outros parem de arrastar o corpo dele pelos corredores. Afinal, temos o tempo contado até helicópteros virem.

— Cerca de 45, mas os 300 estão chegando junto com as pessoas da janta e os policiais. Conseguimos sair com ele de maneira discreta, mas não levou um minuto para acharem os guardas-costas dele apagados no chão, nos levando até aqui.

— Eles pegaram os rostos de vocês? Olharam para as câmeras da rua como o ensaiado? — E eles concordam, afinal, se eu mando eles se matarem, fazem isso. Nada mais justo do que eles levarem a culpa pelo crime e serem os procurados, pois a polícia precisa começar por algum lugar quando tiverem o crime já terminado.

— Arizona. — Ele concorda e entra antes de mim na sala, a mesma  em que o homicídio “doloso” ocorreria, pelo menos assim seria classificado nos noticiários e jornais amanhã de manhã ao redor do mundo todo.

Ele liga as luzes de emergência, fazendo o ambiente ficar mais escuro do que o comum, mas então mais fácil para nós, pois assim as câmeras não captariam nada de grandioso, mesmo desligadas. Pois sabemos que existem em todo o perímetro, pelo menos duas que jamais podem ser quebradas ou bloqueadas, mas que com uma iluminação especifica, não servem para absolutamente nada.

— QUEM É? — O Trudeau tenta se soltar e berra, mas eu apenas seguro com mais força a arma, olhando pelo relógio no meu pulso que eu tenho menos do que dois minutos.

— Espero que saiba quem nos mandou. — Ironizo e ele nega, sendo jogado contra um dos quadros na parede.

— Bieber? — Ele questiona surpreso, mas eu não dou tempo dele reclamar, pois meu punho se fecha e o acerto em cheio no rosto. Digamos que eu sou envolvido em diversas causas sociais e políticas do país devido a fortuna da minha família, então… Sou conhecido como o cara bom, nada longe disso.

— Últimas palavras? — Questiono de forma fria e rápida, conseguindo ver o desespero pela maneira que o seu corpo todo treme.

— Não me diga que o Vladimir chegou à esse ponto.

— É tão bom quando vocês já esperam. Afinal, quando o presidente da Rússia contrata a maior máfia do mundo para se responsabilizar pela sua morte, garanto que é mais do que suposto que você esperasse algo. — Ergo a arma e em menos de um segundo, vejo o tiro penetrar seu crânio, indo diretamente para o cérebro.

Não sou do tipo que gosta de enrolar ou colocar drama. Sempre fui muito manual e ágil, sendo bom no serviço que à mim é entregue. Do que adianta enrolar e dar mais chances da vítima se soltar?

— Senhor Bieber, você tem em torno de 30 segundos.

— Eu já fiz minha parte, agora pintem o quadro com o sangue dele e tentem sair sem serem mortos. — Jogo a arma no chão e inspiro fundo o ar, começando a correr para o andar de cima, contando os segundos mentalmente.

Passo pelo terceiro andar e ouço o som do helicóptero, então meus seguranças abrem a porta e eu vou para o terraço, cobrindo o rosto primeiramente devido ao vento por conta do helicóptero bem próximo de nós.

Caminho até o centro do local, onde me estendem a corda do veículo e eu a seguro com força, sabendo que teria que subir a mesma enquanto nos distanciamos.

— 5 segundos. — O Beadles grita ainda do solo e eu apenas começo a subir a corda, percebendo que o helicóptero se move, então ergo o olhar e noto que é por conta dos policiais, que vinham em direção ao museu.

— Caralho. — Murmuro e subo com mais pressa, sentindo o vento cada vez mais forte, mas isso não me impede de nada, pois em segundos chego a parte de cima e sou puxado para dentro do helicóptero, caindo praticamente para dentro dele.

— Belo trabalho. — O piloto fala, me fazendo rolar os olhos e respirar fundo.

É óbvio que foi mais do que um belo trabalho, foi excepcional. Mas é assim, se querem o melhor, sempre vem até nós.

 

Megan’s Point Of View.

7 de fevereiro de 2017.

20:49 p.m.

Toronto, Ontário - Canadá.

 

— COMO ASSIM? — Grito para a Julie, começando a ouvir o som de algo quebrando no andar de cima do bar, que é onde a minha casa fica.

— Eu avisei seu pai! — Ela começa a juntar as coisas dela de forma desesperada, me deixando parada aqui sem nem sequer acreditar.

Vejo homens revistando nosso bar, pessoas estranhas que eu nunca mesmo tinha visto na vida, todos eles simplesmente quebrando o local, com toda a certeza mais uma das merdas do meu pai, com toda a certeza desse mundo!

— Julie, você precisa me ajudar! — Eu caminho de um lado para o outro, tentando fazer com que os homens parem de distruir o bar do meu pai, mas nem isso adianta. — QUE DROGA, PAREM! — Eu berro e tento puxar um, mas ele dá 3 de mim, o que só me ferra ainda mais.

— O senhor Bieber deu ordens claras. Sabe o quão raro é ele deixar cúmplices sairem com vida? Apenas… Eu sei que ele é tudo o que você tem e você realmente acredita que aguenta muita coisa, mas querida, depois de hoje, ele já era! Venha comigo! Você pode dormir com as meninas e…

— Julie, ele é meu pai! Como espera que eu simplesmente vire as costas e o deixe? Eu… Eu posso falar com esse traficante e…

— Megan, todos nessa cidade sabem o poder que essa família tem. Sendo eles bons ou não, você não pode mesmo mexer com ele, com nenhum deles! Eles nunca estão metidos em escândalos porque conseguem acobertar tudo, como está acontecendo agora! — Ela fala e eu fico confusa, sabendo que meu pai é usuário e que seguidamente está devendo dinheiro para outros, mas também sei como as coisas funcionam nesse mundo. Sei que eles são homens e sei como pensam, então só preciso conversar com eles, ou pelo menos tentar.

— Ela está ali. — Ouço uma voz mais grossa, fazendo eu me virar sem entender nada, mas a próxima coisa que vejo, é um homem enorme vindo na minha direção.

— Mas que diabos? — Eu recuo para trás e me preparo para correr, mas nisso, minhas costas batem contra o peito de alguém, esse mesmo alguém que segura o meu braço, fazendo eu me arrepiar mais ainda.

Depois da última vez, ele prometeu mesmo que isso não ia acontecer de novo, que merda ele tem na cabeça?

Ele sempre esteve metido em problemas desse gênero, devendo para traficantes maiores, mas de uma maneira ou outra, sempre consegue os enrolar e seguir bem, com o bar para ganhar dinheiro. Não é a primeira vez que me metem no meio, então sou mais do que acostumada com essa situação, mas realmente não esperava chegar da faculdade após 10 horas de aula, para entrar no bar e estar esse caos.

Olho para a Julie, a mesma que estava com o celular na mão, mas eu apenas nego com a cabeça de forma desesperada, pois ai as coisas apenas piorariam e todos sim seriam mortos. Então se ela chamasse mesmo a polícia para conseguir me ajudar, ela estaria morta antes sequer de eles chegarem.

— Estão te esperando no andar de cima. — Sou puxada pelo braço e tento me soltar a todo o custo.

— Eu sei ir até lá sozinha, me solta. — Eu lhe lanço o olhar mais severo que consigo, percebendo que seu toque sobre mim diminui, então arrumo minhas roupas e respeito fundo, pondo a mão sobre o corrimão e subindo essa escada completamente bamba.

Assim que chego ao topo das escadas, abro a porta que dava para dentro do “apartamento”, deixando a minha boca abrir em um “O” enorme quando vejo a quantidade de sangue do meu pai no chão.

— Pai. — Eu mordo o lábio nervosa e ia mesmo até ele, mas basta erguer o olhar e ver um homem mais velho me observando, que é como se as minhas pernas parassem sozinhas.

É como se eu olhasse para esse homem e na mesma hora, conseguisse enxergar através dele o quão baixo e sujo ele é.

Ele tem uma barba rala e não pode ter em consideração o físico ideal, mas não está acima do peso. Seus olhos são castanhos e seu cabelo está curto, no entanto não é isso que me chama atenção, mas sim seus traços sérios e sujos, mostrando que ele não está aqui por diversão. 

— Sempre me falaram que você tinha uma filha bonita, Roberto, mas sinceramente, nunca esperava algo tão saboroso assim vindo de você. — Ele sorri com deboche e seus homens permanecem sérios, não tendo coragem nem de piscar ou olhar para os lados, parecendo robôs. — Devo dizer, o que você tem de pobre, miserável e patético, ela tem de gostosa. Porra, que mulher. — Ele fala com uma ironia enorme, passando a língua sobre os lábios e me enjoando mais ainda.

— O que ele fez dessa vez? — Eu tento me aproximar, mas novamente, dois homens enormes se põem na minha frente, 

— Não querida, você não irá mesmo tocar nele. — O homem me fala e se aproxima, fazendo com que eu queira recuar, mas é como se o meu inconsciente fizesse questão de deixar claro que eu simplesmente não tenho para onde isso. — A propósito, meu nome é Jeremy. — Ele sorri de forma irônica, me fazendo o encarar. — Jeremy Bieber.

— E? — E agora sim vejo os homens segurando o riso.

— Seu pai não te contou nada à respeito de mim? — Ele pergunta e eu nego, percebendo que o meu pai não conseguia nem sequer manter os olhos abertos. 

Seu corpo está no chão repleto de cortes e feridas, seu rosto coberto de sangue e seus olhos inchados, mostrando o quanto ele apanhou até eu chegar aqui.

— O que quer que ele tenha feito, garanto que podemos resolver. Se ele deve dinheiro, posso tirar da minha poupança e…

— A minha doce menina, vai muito além disso. — Ele fala e olha o relógio, parecendo irritado com algo, como se não estivesse mesmo prestando atenção ou ouvindo o que quer que eu esteja falando. — Enfim, matem ele. — E quando ele fala isso eu arregalo os olhos, tentando ao máximo passar pelos homens, querendo chegar até o meu pai.

— POR FAVOR! Eu… Nós faremos o que for, ele só precisa de mais uma única chance. — Eu imploro, vendo que ele faz uma falsa cara de tristeza.

Esse merda que me poupe de todo esse teatro.

— Depois da morte da sua mãe, ficou só você e ele?  — Essa sua falsa preocupação me irrita muito mesmo.

— O que você quer? — Eu pergunto e ele sorri.

— Quantos anos você tem?

— Como se não soubesse. — Ironizo e ele ergue a sobrancelha.

— Língua afiada.

— Muitas vezes é o necessário. — Meu pai nega com a cabeça, parecendo saber o que ia acontecer.

— Mas bem, Megan Hernandez, filha única de Roberto Hernandez. Faz 20 anos em dentro de um mês, possui aproximadamente 1,63 de altura, sendo cubano-americana. Seu tipo sanguíneo é O negativo e até hoje não apresentou nenhum problema de saúde. Estrutura óssea boa, não é extremamente magra, mas também não chega a estar acima do peso. Possuí uma bunda maravilhosa, no entanto, acho que os peitos precisariam apenas de um pouco de silicone, nada que não possamos resolver. — Ele fala de forma tão lenta, que eu chego a precisar parar para raciocinar suas palavras.

— Aonde você quer chegar? E… Como assim “possamos”? No plural? — E agora sim ele está começando a me assustar.

— Por favor, Bieber. Ela pode… — E basta ouvir esse sobrenome saindo da boca do meu pai com o sotaque, que eu fecho os olhos e tenho vontade de eu mesma o matar quando lembro sobre a conversa que o ouvi tendo no escritório com um de seus sócios na semana passada. Eu sabia que quando a Julie ou o próprio infeliz na minha frente falaram o sobrenome eu já havia o escutado, apenas não lembrava de onde.

Ele não só deve para o cara, como também queria roubar dele. Como ele tem coragem de fazer o maior mafioso de todos vir pessoalmente tratar do seu caso? Eu… Eu sei o que acontece quando o líder da porra toda vem tratar da merda com suas mãos, e não, não é nada bom mesmo.

— Quer salvar o seu pai? — Ele pergunta olhando novamente para o relógio, fazendo eu começar a sentir um aperto no peito.

— O que quer? — Pergunto com um fio de voz.

— Seu útero. — E é nessa hora que eu arregalo os olhos. Ele quer arrancar o meu útero? Como ele…

— Quer me vender no mercado negro? — E repito, de burra eu não tenho nada mesmo.

— Não, querida, longe disso. Eu quero passar um tempo com você, um tempo que você terá das melhores coisas. — Ele fala e eu não entendo.

— Eu não sou vadia particular de ninguém. — Cruzo os braços, percebendo que ele se irrita, mas que não quer aparentar isso, pois pretende parecer estar calmo.

— Já foi barriga de aluguel? — Ele pergunta e eu nego na hora, não querendo mesmo continuar com esse assunto, pois de nada me agrada.

— Não.

— Pois bem, digamos que se quiser ajudar o seu pobre pai, terá que fazer isso. — Ele então simplesmente pega uma arma do cós da sua calça, fazendo eu sentir um murro no estômago ao ver ele destravando a mesma.

— Filha… — Meu pai fala negando com a cabeça, agora o Jeremy se aproxima dele e se agacha, encostando o cano da arma do lado de sua cabeça, olhando diretamente para mim.

— Digamos que eu realmente queira netos com os olhos verdes, é um toque meu. — Ele sorri, achando graça do que fala.

— Por favor… — Eu cubro a boca com a mão e tento caminhar, mas de maneira alguma me deixam passar, deixando mais do que visível a minha voz aqui dentro. — Ele paga o que for…

— Ele além de me dever por drogas, dormiu com vadias que não pode pagar e ainda tentou roubar mais cocaína do que deveria. — Ele agora fica frio como uma pedra, não deixando um único traço visível em seu rosto.

— E você não pode o dar mais tempo? — Eu pergunto e ele nega, mas de maneira alguma que eu choro aqui implorando para ele. — Apenas… Uma semana, só uma…

— Ou você vem comigo, ou seu pai vai para o inferno, simples. — Ele fala olhando o relógio pela milésima vez, se levantando e perdendo a paciência. — Mas mesmo que você não queira, eu te sequestro, mato ele e você vive com essa dor para sempre, simples. — Ele ironiza, me deixando ainda confusa.

— Por quê? Por que você caçou tudo ao meu respeito e…

— Como falei, eu e meu filho temos um gosto muito peculiar. — Ele fala e aponta a arma em direção a cabeça do meu pai.

— Espera. — Sai dos meus lábios de forma desesperada, vendo que meu pai não tinha forças nem sequer para tentar se debater.

— Sim?

— Tudo o que eu preciso fazer é engravidar? Eu…

— Durante os nove meses você vive de acordo com as nossas regras, mas assim que o bebê estiver nesse mundo, você não pode nem fazer parte da vida dele. — Ele fala e é mais um soco no meu estômago. Como ele espera que eu fique assim por nove meses e não me envolva com meu próprio bebê? Com algo que vai sair de mim e que… — Isso é um não? Pois..

— Sim. — Minha voz sai mais fraca do que nunca, fazendo seu sorriso aumentar. — Eu só preciso…

— Filha… — Meu pai praticamente chora, mas o Jeremy nega e aponta para os seguranças.

— Levem ela, agora. — E eles começam a me arrastar.

— Prometa que não vai o machucar. — Eu o encaro e ele concorda com a cabeça.

— Eu prometo que não vou tocar em um único fio de cabelo dele. — Ele fala de uma forma tão séria, que eu chego a acreditar.

Sigo sendo puxada e meu coração novamente é como se fosse puxado de mim, mas não… Já perdi minha mãe para esse mundo e por conta das dividas e drogas, de maneira alguma que eu ia deixar isso acontecer de novo. Então… Se for preciso eu carregar o filho de um mafioso para salvar a vida do meu pai, que assim seja.

 

Justin Bieber’s Point Of View.

7 de fevereiro de 2017.

22:00 p.m.

Toronto, Ontário - Canadá.

 

— Já falei que a culpa não foi minha se a porcaria do jatinho atrasou. — Eu passo por cima do sangue e vejo o senhor jogado no chão, me fazendo bufar. Meu pai sempre teve seus gostos estranhos em relação ao nosso estilo de vida, como por exemplo sentir prazer ao ver pessoas gritando e implorando pela vida, mas me irrito quando ele me arrasta simplesmente para assistir as torturas. — Não me diga que me chamou até aqui para…

— Eu a encontrei. — Ele fala e eu não entendo nada.

— Está falando do que?

— Lembra o como eu fiquei semanas caçando a mãe dos gêmeos? — Ele pergunta e eu fecho os olhos, respirando fundo.

— Também, eu tinha só 15 anos. Não é como se a minha prioridade fosse realmente sair por ai e criando herdeiros. — Ironizo e ele me olha sério, não achando a mínima graça.

— Enfim, ela nesse momento deve estar na mansão, sendo preparada para você. — E com isso eu apenas concordo, coçando a barba e sabendo que hoje mesmo eu já teria que transar com essa tal mulher, mesmo que eu não tenha dormido nas últimas 44 horas. Eu ia mesmo ir embora, pois pelo visto estou atrasado para simplesmente ler o contrato com a vadia e gozar dentro dela, mas acabo olhando o velho no chão, o mesmo que está como um morto vivo.

— E quem é ele?

— O pai. — Ele fala descrente, pegando a arma e estendendo para mim. 

— Jeremy. — Ele fala praticamente se arrastando, me deixando mais enojado ainda. — Eu não criei uma filha para que ela tivesse a vida só de mais uma vadia. — Ele fala isso tossindo e pondo a mão sobre o peito, que é onde ele havia levado as facadas.

— Tem razão. — Meu pai concorda.

— Eu não vou ficar vivo sabendo que ela está sofrendo, isso só vai continuar por cima do meu cadáver. — Ele fala e eu rio, sabendo exatamente o que ia acontecer agora.

— Sabe que eu detesto quebrar promessas, e prometi mesmo não matar ele. — Ele fala em um tom firme, me fazendo rolar os olhos e destravar a arma em minhas mãos.

— Mas eu não prometi porra nenhuma. — E com isso eu puxo o gatilho, vendo o como seu corpo dá uma tremida, mas depois, nem um único sinal de vida. — Sabe, esse sapato é novo. — Eu falo vendo como o sangue havia manchado o mesmo.

— Não tem problema, filho. Assim que chegar na mansão você faz aquela vadia lamber o sangue todo dessa porra sem reclamar de nada. Por ela no lugar dela, para ela aprender quem somos de verdade.

 

Continua...


Notas Finais


E então, espero que tenham gostado!!
Assim que der vou ir adicionando os outros. Provavelmente nos wattpad tentarei por o 38 hoje, veremos!
Beijos e obrigada por tudo.

All the love. H


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