História CRIMINAL CASE: Grimsborough 1 TEMPORADA - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Case
Personagens Agente David Jones, Alex Turner, Chief Samuel King, Grace Delaney, Juíza Olivia Hall, Nathan Pandit
Exibições 2
Palavras 2.666
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Corpo no Jardim


Fanfic / Fanfiction CRIMINAL CASE: Grimsborough 1 TEMPORADA - Capítulo 1 - Corpo no Jardim

               Grimsbourough ainda mal tinha se recuperado do último caso quando o Chefe Samuel King me chamou em sua sala novamente. Na última semana, o caso de uma adolescente chamada Rosa Wolf tomou conta dos noticiários. Ela fora encontrada morta esfaqueada e seu corpo fora abandonado em uma estrada qualquer no interior. Apesar de eu trabalhar como detetive, eu estava de férias quando este ocorreu. Tudo que sei era que um detetive chamado Matt Barry assumiu meu lugar. Tudo o que eu sabia sobre esse investigador é que fora o primeiro caso de homicídio que ele decifrou brilhantemente.

                Após terem sido encontradas evidências de que Rosa Wolf tinha um caso com um membro do grupo mafioso Víbora, chamado Ash Bison, o detetive também investigou o namorado da moça, melhor dizendo, ex-namorado já que Matt descobriu que Rosa havia brigado com o namorado pois pretendia deixá-lo para ficar com Bison. Uma testemunha disse que o namorado de Rosa ameaçou matá-la. Foi encontrado mais tarde uma camiseta de futebol coberto pelo sangue da vítima e foi provado que o namorado dela fora o responsável pelo crime.

                Apesar de eu querer ver todos os membros da gangue Víbora atrás das grades, eu não gostaria que meu substituto tivesse isso. Eu sabia que agora Matt Barry pedira transferência para a cidade de Pacific Bay onde pretendia desenvolver mais suas habilidades investigativas e eu tinha o terreno para mim novamente. Casos de homicídios como o caso de Rosa Wolf não aconteciam todo dia. Apesar da cidade violenta, eu me ocupava muito mais roubos do que mortes. Mas quando entrei na sala do Chefe Samuel King aquela manhã, logo no primeiro dia após as férias, eu soube que algo diferente havia acontecido.

                Samuel King já era um homem de 75 que acumulava uma extraordinária carreira que inspirava a todos na delegacia. Dono de uma índole inabalável, solucionou diversos crimes no passado e agora coordenava todas as operações do Departamento de Polícia de Grimsborough. Tinha os cabelos brancos, um bigode farto, os olhos azulados e sempre vestia o casaco de Chefe de Polícia exibindo o distintivo de ouro.

King: Will Cooper... espero que tenha descansado o suficiente nas férias.

Will: Na verdade sim. Soube que as coisas foram agitadas na minha ausência.

King: Pois é. E dessa vez não será diferente. Vou lhe entregar seu primeiro caso de homicídio.

                Eu realmente me segurei para não sorrir. Eu sempre pedi ao Chefe King que me deixasse ajudar em casos de assassinatos e finalmente tinha uma oportunidade bem ali.

King: Sinta-se a vontade para trabalhar com o pessoal do laboratório e do T.I.

Will: E o que temos exatamente, senhor?

King: Recebemos uma ligação de um homem chamado Dave Simmons. Pelo que parece, ele afirma ter encontrado uma mão decepada no jardim de uma casa abandonada. Um lugar que os moradores locais usam para depósito de lixo e ferro velho.

Will: Estou indo até lá agora mesmo, obrigado pela oportunidade Chefe King. Não pretendo decepcioná-lo

King: Eu sei que não vai. Designei o agente David Jones para acompanhá-lo. Boa sorte.

                Quando deixei a sala, Jones já estava a minha espera. Um homem de 33 anos, cabelos castanho escuro e espetado, orelhas um tanto longos e um nariz largo. Não éramos completamente desconhecidos um para o outro, uma vez que já trabalhamos juntos na prisão de um assaltante de carros e costumávamos beber junto com os demais policiais nas festas de fim de ano da delegacia. POrém pessoalmente, tudo o que eu sabia dele é que era solteiro e morava sozinho.

Jones: Está pronto? Acho que trabalharemos juntos por muito tempo.

Will: Está brincando? Estou pronto para isso desde que cheguei a essa delegacia.

                Seguimos de viatura até a periferia da cidade. A casa em questão era realmente muito velha e o quintal estava repleto de sacos de lixo e pedaços de metal retorcido. Policiais já haviam isolado a área e fomos indicados até um homem de cerca de 39 anos, cabelos castanhos bem penteados que vestia terno cor bege, além de ostentar um curativo na bochecha. Deduzi que fosse Dave Simmons. E assim que ele falou, com uma voz aflita, pude perceber também que lhe faltava um dente.

Dave: Detetives... eu estava de passagem e a vi... bem ali...

                Ele apontou para um ponto em frente a porta de entrada da casa. Eu e Jones atravessamos as fitas de isolamento amareladas que a policia colocou para bloquear os portões e nos aproximamos do local indicado. De fato, havia uma mão enrugada decepada em meio a uma poça de sangue.

Will: Vamos entrar.

                Se havia uma mão, deveria haver um corpo por aí em algum lugar. Eu fiquei imaginando por que um assassino deixaria uma evidencia de um crime na porta de uma casa, a vista de qualquer transeunte. Ou talvez se ele matara a pessoa em outra local e jogara apenas a mão ali. A casa estava empoeirada, repleta de moveis velhos e mofados. Senti um cheiro forte vindo do banheiro e entrei ao lado de Jones sabendo o que iria encontrar.

                Havia um cadáver na banheira. Um homem de cerca de anos, cabelos grisalhos e um óculos caindo do rosto. Estava completamente nu e faltava-lhe uma mão. No chão, vimos alguns ternos, um frasco alaranjado de algum tipo de líquido inflamável  e um serrote ensangüentado.

Jones: Que tipo de assassino deixa todas as evidências na cena do crime?

Will: Um inexperiente, talvez.

                Jones localizou também uma carteira caída ao lado da banheira e abriu-a para verificar os documentos de nossa vítima.

Jones: Este é Ned Dillard, 45, corretor hipotecário.

                Deixamos os demais policiais e peritos entrarem na cena do crime. Fotografamos tudo antes que levassem o corpo e a mão decepada, enquanto nós saímos de lá com todas as evidencias que encontramos no banheiro.

Jones: De volta à delegacia?

Will: E direto ao laboratório. Precisamos saber de onde saiu esse líquido inflamável.

Jones: Bem pensado. Esse tipo de produto tem sua venda rigidamente controlada, se localizarmos quem vendeu, encontramos quem comprou.

Will: E com sorte encontramos mais alguma coisa nessas vestes. Certamente nosso serrote foi usada para decepar a mão da vítima, mas só a autopsia pode confirmar verdadeiramente a causa da morte.         

                De volta à delegacia, pude examinar mais atentamente a garrafa de líquido inflamável em minha sala. Estava repleta de caixas de arquivo e tinha um ar abafado pois geralmente eu nem abria as janelas. Joguei sobre a escrivaninha as roupas e a garrafa, enquanto que o serrote, já devidamente embalado, devolvemos aos policiais. Eu já havia precisado rastrear a origem de algum material antes, então não foi nenhuma novidade. Bastava o número completo do código de barras e uma pequena busca em nosso banco de dados para encontrar. Notei também que a tampa da embalagem estava um pouco amassada.

Will: O Minimercado de Grimsborough.

Jones: Creio que ele não tenha permissão para vender isso.

Will: Pode ser um problema. Uma venda ilegal talvez não tenha deixado registros. Mas mesmo assim, acho que vale a pena verificar.

                Procuramos em cada bolso por alguma coisa suspeita nas roupas da vítima, mas só fomos encontrar algo quando eu agitei a roupa no ar e ouvimos e som de algo cair no chão, certamente algo que estava enroscado no tecido e soltou-se com o movimento brusco. Demoramos alguns minutos até encontrarmos no chão, era um dente de ouro.

Jones: Quanto descuido pra uma pessoa só...

Will: Vamos enviar ao laboratório, ainda pode haver vestígios de DNA.

                Jones cuidou de entregar tudo no laboratório enquanto eu esperei por ele na viatura. Seguimos para o Minimercado, um local bem pequeno que em sua maioria vendia alimentos como frutas, doces e cereais em geral. Eu já havia ido até ali anteriormente, embora nunca simpatizara com o atendente do estabelecimento e nem sequer sabia seu nome.

Will: Gostaríamos de falar com o dono desse mercadinho.

Atendente: Pode falar comigo detetive. Sou Joe Stern.

                Com seus  42 anos, embora agindo como um adolescente marrento de 16, Joe tinha os cabelos castanhos e desgrenhados que lhe caiam até os ombros, um bigode fino, um curativo no pescoço além de lhe faltar um dente. Jones tirou da maleta a garrafa de líquido inflamável e balançou diante do rosto de Joe, que não esboçou nenhuma reação.

Jones: Isso te lembra alguma coisa?

Joe: Sim, esta garrafa veio da minha loja. Sério que vão me prender por isso?

Will: Ouça Joe, precisamos saber quem comprou essa garrafa e você deve ter alguma nota fiscal com você. A pessoa que comprou isso cometeu um assassinato!

Joe: Não acha mesmo que eu manteria o controle de meus clientes, não é? Dezenas de pessoas vem aqui todos os dias.

Will: Certamente que se livraria de todas as provas que o ligam à venda de um material ilegal. Para sua sorte, não vamos prendê-lo hoje. Mas acho que vou ficar com isto.

                Peguei um saco de lixo que estava ao lado do balcão e que talvez Joe estivesse preparando para levar para fora pouco antes de chegarmos. Sem remorso, abri o saco e joguei todo conteúdo no chão, para horror de Joe que levou as mãos à cabeça enquanto Jones esboçava um sorriso.

                Em meio a papeis picados, resto de frutas e alimentos estragados, encontrei o que realmente estava procurando: um pequeno recibo imprimido em papel branco.

Jones: Isso vale ouro!

Joe: Alguém vai ter que limpar isso depois. E não vai ser eu!

Will: Tem sorte de não o levarmos preso agora mesmo.

Jones: E o que temos aí no recibo?

Will: Ele registra a compra de um líquido inflamável, de um serrote e de uma caixa de curativos.

                Deixamos Joe para trás, furioso por ter de limpar tudo novamente. Nos reunimos no laboratório com nosso médico legista, Nathan Pandit, com quem eu já havia me encontrado anteriormente também em algum bar. Era um homem de pele negra, cabelos pretos e olhos acinzentados escondido atrás de seu óculos de aros vermelhos. Tinha um bigode espesso e um pouco de barba no queixo, sempre vestido com seu jaleco e uma touca descartável na cabeça.

Nathan: Vejam só! Acho que vieram saber as boas novas não é?

Will: Nos dê uma boa noticia.

Nathan: Bem, nossa vítima teve a mão decepada e foi deixada sangrando até a morte na banheira. A uma afundamento na lateral do crânio, imagino que tenha sido nocauteado antes de lhe cortarem o pulso. Imagino que precisaria ser muito forte para carregar o corpo até a banheira então, ou nosso assassino é um homem ou temos uma Mulher-Hulk a solta por aqui.

                Embora eu esperasse mais informações que nos ajudassem a chegar ao culpado, saber que se tratava de um homem já era ajuda suficiente. Seguimos em seguida para outra ala do laboratório onde fomo recebidos por uma bela moça. Com cerca de 32 anos, tinha os cabelos compridos e ruivos presos num rabo de cavalo, os olhos verdes, vestia um jaleco branco e uma saia social.

Jones: Will, esta é Grace Delaney, deixei aos cuidados dela o dente de ouro para que examinasse. Ela é a chefe do nosso laboratório.

Will: É um grande prazer, senhorita.

Grace: O prazer é meu. Pode me chamar só de Grace, sou responsável por cuidar de todas as análises forenses.

Jones: Conseguiu examinar aquele dente?

Grace: Poderia me emprestar aquele líquido inflamável?

                A pergunta não poderia ter causado maior estranhamento, porém Jones não questionou antes de entregar. Ela olhou para a tampa do frasco, para a parte amassada que eu mesmo havia notado anteriormente.

Grace: Bem como eu pensei. O dente que vocês acharam nas roupas da vítima pertence ao assassino sem dúvidas. Acho que nosso criminoso tentou abrir este frasco usando a boca e acabou perdendo seu dente.

Jones: Primeiro deixa todas as evidências na cena do crime e depois isso! Esse é o criminoso mais trapalhão que já encontrei em toda minha vida.

Will: Se bem me lembro, nossa testemunha Dave Simmons estava com um dente faltando.

Jones: Quer promovê-lo de testemunha a suspeito?

Will: Ele estava na cena do crime, nada mais justo do que considerarmos a hipótese.

Grace: Eu o vi agora a pouco, devem estar colhendo seu depoimento. Talvez ainda o encontrem pela delegacia.

                De fato, o encontramos saindo da sala de um escrivão de polícia, carregando em mãos uma cópia do boletim de ocorrência. Nos cumprimentou com um aceno e ficou estupefato ao ser questionado sobre a forma como perdeu seu dente.

Dave: Aconteceu quando eu era jovem. Não tenho mais nada a dizer sobre toda essa história sórdida, exceto que estava lá para vender a casa. Foi quando encontrei a mão.

Will: Para vendê-la? Imagino que saiba quem é o dono da casa?

                Parecia que era exatamente o que esperava que perguntássemos, pois exibiu um sorrido desdenhoso.

Dave: É claro. Essa propriedade pertence ao Sr. Tony Marcony e está abandonada a anos. Ele faz bem em vendê-la.

Jones: MARCONI? Você disse Marconi?

Will: Algum problema, Jones?

Jones: Vamos falar com o chefe King agora!

                Deixamos Dave para trás e o homem parecia bastante satisfeito com o efeito causado. Entramos na sala do Chefe King e rapidamente expliquei tudo o que tínhamos descoberto até agora e ele ficou igualmente assustado quando mencionei o nome de Marconi.

King: Está me dizendo que Tony Marconi está envolvido de alguma forma nessa investigação de assassinado?

Will: Alguém pode me explicar quem é ele?

Jones: As vezes eu me esqueço que você não tinha tanto contato com esse pessoal. Sei que já deve ter ouvido falar do grupo mafioso Víbora. Porém eles não são os únicos a tirarem nosso sossego.

King: Tony Marconi é um gangster envolvido em negócios obscuros. Nós infelizmente ainda não reunimos nenhuma prova suficiente para colocá-lo atrás das grades. Mas se Marconi tem algo a ver com este assassinato, esta poderia ser a nossa chance de colocá-lo na cadeia.

Jones: Sabe o que significa, Will?

Will: Acho que teremos que ficar cara-a-cara com um mafioso de verdade.

                Admito que a razão que me fez entrar para a policia era o desejo de prender mafiosos, porém encontrar um deles de livre e espontânea vontade, ainda mais para saber sobre seu envolvimento em um assassina to parecia com assinar a sentença de morte.

                Mas no momento não havia muitas opções. Juntamente com Jones, fomos de viatura até a mansão da família Marconi, um lugar extremamente grande com um prédio de três andares, um jardim gigante com piscina e uma garagem apinhada de carros de luxo. Fomos conduzidos por um mordomo até uma sala de reunião ocupada por uma mesa comprida e logo mais, um homem se juntou a nós sentando-se na outra ponta da mesa. Tinha cerca de 52 anos, vestia um terno cinza e uma corrente do ouro por cima das vestes e tinha uma bandagem no pescoço. Ele deu uma longa tragada em seu charuto antes de começar a falar.

Marconi: Podem  me dizer o que significa isso? Sem enrolações, sou um homem ocupado.

Will: Pois bem, gostaria de saber se você já ouviu falar de um homem chamado Ned Dillard.

Marconi: Ned Dillard? Nunca ouvi falar. É só isso?

Will: No seu lugar, eu baixaria o tom.

                Vi Jones me encarando pelo canto do olho, ele não parecia a vontade com meu desejo de provocar um mafioso. Por sua vez, Marconi apenas sorriu admirando minha coragem.

Will: O corpo de Ned foi encontrado em uma de sua propriedades.

Marconi: Que tragédia lamentável. Mas se vocês não têm provas de que eu estava lá, isso não é da minha conta. Agora se me dão licença, não tenho mesmo tempo para bobagens.

                Ele deixou a sala ligeiramente irritado enquanto eu e Jones trocávamos olhares significativos. Obviamente que Marconi estava mentindo sobre o fato de não conhecer Ned, mas jogar isso na cara do mafioso talvez não fosse a melhor das ideia. Por hora, deveríamos retornar à delegacia e redigir um relatório ao Chefe King enquanto pensaríamos sobre qual seria o próximo passo na investigação.



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