História CRIMINAL CASE: Grimsborough 1 TEMPORADA - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Case
Personagens Agente David Jones, Alex Turner, Chief Samuel King, Grace Delaney, Juíza Olivia Hall, Nathan Pandit
Exibições 1
Palavras 2.523
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Corpo no Jardim Parte II


Fanfic / Fanfiction CRIMINAL CASE: Grimsborough 1 TEMPORADA - Capítulo 2 - Corpo no Jardim Parte II

   Percebi logo que o Chefe King era sempre muito obcecado quando o assunto envolvia máfia, principalmente se fosse uma oportunidade de colocar Marconi na cadeia. Logo que cheguei na delegacia na manhã seguinte e deixei o relatório em sua mesa, ele me encarou sorridente e com um olhar esperançoso.

King: Então, como está indo o caso do Ned Dillard? Encontraram quem o matou?

Will: Não, porém sabemos que o assassino é um homem, que perdeu um dos dentes e que recentemente fez a compra de um liquido inflamável, um serrote e de curativos no mercadinho.

King: E o que pretendem fazer agora?

Will: Bom... nós vamos...

King: Só há uma coisa que vocês PODEM fazer! Volte às cenas do crime e encontrem algo que possam ter deixado passar, algo que permita o avanço da investigação!

                O ódio pessoal do Chefe King começava a me assustar. Ele parecia furioso que o caso ainda não apresentasse nenhuma solução e quando contei a Jones, ele apenas riu e garantiu que King geralmente não agia dessa forma. Longe de mim querer desobedecer uma ordem direta, por isso retornamos até a casa velha, ainda com as fitas de isolamento da policia. O cheiro podre ainda percorria pelos corredores da praia e quando voltamos ao banheiro, senti um profundo arrepio.

                Reviramos o armário, o vaso sanitário, mas não havia nada que não tivéssemos reparado da última vez. Porém, quando estávamos de saída, a luz do sol refletiu em meus olhos após rebater em algum objeto metálico preso às cortinas. Me aproximei e peguei um  prendedor de gravata em perfeito estado, enroscado nas cortinas.

Jones: Como isso veio parar aqui?

Will: Não sei. Mas acho que vale a pena examinar mais atentamente, só que fora desse lugar. Esse cheiro de morte..

                Finalmente respirando o ar puro, me voltei para examinar o pregador, porém JOnes me chamou a atenção para outra coisa. Debaixo de uma árvore velha, havia um amontoado de folhas e sobre ela, um cartão azulado e desgastado, com o nome de Ned Dillard nele.

Jones: É um cartão de visitas da nossa vítima

                Ele virou para que pudéssemos olhar no verso. Escrito em caneta preta havia apenas um recado "Ligar para Maria", além do número de telefone que deveria pertencer respectivamente à pessoa mencionada.

Will: Pra quem não tinha mais para onde ir, acho que realmente encontramos alguma coisa aqui.

                Embora eu estivesse extremamente interessado em simplesmente pegar aquele número de telefone e ligar para a tal Maria, eu sabia que ela poderia simplesmente me ignorar e que por tanto, uma busca no banco de dados da polícia se fazia necessária antes de mais nada. Retornando à delegacia, deixei o pregador com Grace para que pudesse coletar alguma impressão digital. Quanto ao telefone, Jones entregou à um jovem rapaz do T.I., de cerca de 24 anos, cabelos castanhos e compridos até os ombros, com os fones de ouvido pendurados no pescoço e suas vestes velhas e amarrotadas.

Jones: Will, esse é o Alex...

Alex: Mas pode me chamar de Deus da Informática se quiser. Sou Alex Turner.

Jones: O Alex é responsável por toda a parte técnica, embora ele talvez não seja tão bom assim.

Alex: Estraga-prazeres...

Will: É o que veremos. Alex, precisamos encontrar o dono deste número de telefone.

                Alex esfregou as mãos como quem aceita um desafio e tomou de minhas mãos o cartão de visita que coletamos na cena do crime. Ele não demorou mais do que cinco minutos para buscar no sistema o nome de que precisávamos.

Alex: O número de telefone que vocês encontraram pertence à Maria Sanchez, uma empregada doméstica que, pelos registros... teve como último empregador o Sr. Ned Dillard.

Will: Nossa vítima. Isso parece bem conveniente.

Jones: Isso foi bem útil, Alex. Will, precisamos dar uma palavrinha com essa empregada. Eu mesmo vou buscá-la.

                Após pegar o endereço com Alex, Jones deixou a delegacia  em uma viatura enquanto fiquei a aguardar impacientemente na sala de interrogatório, andando de um lado para o outro. Cerca de meia hora depois, meu parceiro entrou na sala conduzindo uma mulher que ja beirava os 40 anos, trajando o uniforme preto e branco de empregada, com os cabelos negros presos em um coque atrás da cabeça e um curativo na testa.

Maria: Espero que isso não demore muito. Preciso voltar ao trabalho.

Will: Ainda continua trabalhando na casa do Sr. Dillard?

Maria: Eu trabalho onde pedirem, não pretendo ficar presa a um único patrão. Me lembro do Dillard, ele foi apenas um...

Will: Você sabe que o Sr. Dillard está morto?

Maria: Ned Dillard morreu? Rá! Então existe justiça, afinal.

Jones: Então, não se davam bem? Então por que a vítima tinha seu número de telefone, Sra. Sanchez?

Maria: Porque eu sou a empregada dele. Ou pelo menos fui durante um tempo. Eu ia à casa dele frequentemente até que ele decidiu me demitir.

Jones: E agora o Ned está em pedaços, você está viva e com saúde e a sua demissão seria um bom motivo para cometer assassinato.

Maria: Como eu disse, nunca fui de me apegar a nenhum patrão. Eu jamais mataria por isso, não é a primeira vez que alguém me demite. Pode pensar o que quiser de mim, mas se eu fosse você falaria com o Dennis Brown. Ele é o guarda-costas e tinha acabado de oferecer seus serviços ao Sr. Dillard.

Will: Onde podemos encontrá-lo agora?

Maria: Só Deus sabe. Quem sabe ainda não esteja na casa do velho Dillard.

Will: Jones, se não for abusar do seu tempo...

Jones: Estou aqui para ajudar, Will. Sei o que vai me pedir. E eu trarei o Dennis Brown aqui para você.

                Vi meu agente sair da sala novamente. O tempo de espera dessa vez foi ainda mais desconcertante, tendo Maria me encarando tão impaciente quanto eu mesmo, batendo os dedos na mesa para se distrair. Não sei quanto tempo se transcorreu, mas assim que ouvi o som da viatura de Jones retornando, movi Maria para uma sala de espera um pouco afastada e quando retornei ao quarto de interrogatório, meu novo suspeito já estava lá. Cerca de 32 anos, um homem alto, de pele parda, cabelos negros bem penteados, vestindo um terno preto elegante e uma garrafa vermelha. Estampava um curativo no rosto ao lado do olho esquerdo e quando sorriu para me cumprimentar, notei que lhe faltava um dente.

Dennis: É um prazer, Detetive Cooper.

Will: Sr. Dennis Brown, ficamos sabendo que ofereceu seus serviços de guarda-costas a Ned Dillard pouco antes dele morrer. É verdade?

Dennis: Sim. Ned Dillard era um vigarista. Os esquemas dele puseram várias pessoas honestas na rua, na miséria. Ele precisava de muita proteção.

Jones: Vejo que perdeu um dente. Acidente de trabalho?

                O homem não escondeu seu desconforto com a pergunta.

Dennis: Ah, foi isso mesmo... É um trabalho difícil, à vezes a gente perde uma briga... olha, quanto ao Ned... Eu não o matei, se é isso que querem saber. Mas tenho uma lista de quem pode ter matado: todas as pessoas que tiveram suas casas confiscadas por ele. Eu a trouxe bem aqui.

                O guarda-costas tirou uma maleta debaixo de sua cadeira e a abriu sobre a mesa, retirando da bolsa um papel repletos de nomes escritos a mão em uma caligrafia apressada. Era simplesmente uma lista de nomes:

John Wood

Henry Green

Thomas Ludington

Winona King

Norman Perman

Samantha McCarty

Joe Stern

Sammy Davis Jr

Joe Blake

                Não sei se deveria ou não acreditar em Dennis, porém ele acabara de me entregar uma nova lista de suspeitos completamente formatada. Se eu fosse o assassino, pensei, também iria querer de qualquer forma afastar a culpa de mim mesmo. Eu e Jones nos reunimos no corredor para ler a lista mais vezes e ele compartilhava de minha desconfiança.

Jones: Graças a Dennis, agora temos o nome de todos que perderam suas casas por causa de Ned. São suspeitos em potencial.

Will: E veja só quem aparece na lista. Nosso amigo do mercadinho, o Joe Stern.

Jones: E agora as coisas começam a voltar para ele. Acha que ele tem culpa no cartório.

Will: Até então, o pior crime dele era vender produtos sem permissão. Mas por que ele se daria ao trabalho de comprar a serra, o liquido inflamável e os curativos na própria loja se ele poderia simplesmente pegar sem deixar rastros?

Jones: Talvez quisesse mesmo provocar essa indagação. Ele poderia o tempo todo estar querendo que acreditemos que foi outra pessoa que comprou todos os itens.

Will: Bom, precisamos falar com o Joe novamente. Ele agora tem um motivo para ser nosso assassino. Dispense Dennis e Maria, mas certifique-se de que eles não se encontrem. Se um deles for o assassino, nem quero pensar...

                Enquanto Jones cuidava de levar as pessoas embora, me dirigi ao laboratório onde esperava que a análise daquele pregador no entregasse uma impressão digital. Grace não pareceu nada animada quando lhe questionei sobre os resultados.

Grace: As impressões digitais do prendedor de gravata encontrado na cena do crime não bateram com nenhuma em nossos arquivos, mas corresponder perfeitamente com as digitais que estão presentes na arma do crime.

Will: Então é isso? Nosso assassino usa gravata?

Grace: Desculpe não poder ajudar mais do que isso, mas talvez ajude. A pessoa que estão procurando deve ser alguém do ramo empresarial, não é comum pessoas andando de gravatas por aí para cometer crimes.

                Não era realmente o que estava esperando ouvir, mas agradeci à Grace pelo esforço mesmo assim. Quantas pessoas usam gravatas em Grimsborough afinal?

                Me juntei à Jones ao entardecer para visitarmos novamente o mercadinho que, como de costume, estava bem vazio. Joe estava sentado e com os pés esticados sobre o balcão enquanto folheava uma revista erótica.

Joe: Vocês de novo? Espero que tenham vindo comprar um café desse vez...

Will: Joe, por que não nos disse que a sua propriedade tinha sido confiscada por causa de Ned Dillard?

Joe: E daí? Não sou o único que aquele desgraçado passou para trás!

Will: talvez, mas agora que o Ned está morto, você se tornou um suspeito. Com licença, mas precisamos inspecionar sua loja de novo...

Joe: Fiquem a vontade, não há nada que possam encontrar aqui que já não tenham visto da última vez. Mas por favor, pelo menos se forem olhar os sacos de lixo façam isso lá fora e limpem a bagunça depois.

Jones: Will, não precisamos fazer isso, certo? Se houvesse qualquer prova de envolvimento por aqui, ele já teria destruído.

Will: Quando eu disse inspecionar, não me referia a sair revirando prateleiras. Eu quero inspecionar as imagens da sua câmera de segurança.

Jones: Mas não tem nenhuma câmera aqui...

Joe: Bem observado, Detetive Cooper. Tem uma bem ali.

                Joe apontou para um espelho circular que ficava em um dos cantos superiores da parede. Eu havia procurado por uma câmera na primeira vez que estivemos ali, mas só me ocorrera agora que ela poderia estar escondida.

Joe: Fiquem a vontade. A imagens estão aqui no meu computador.

                O atendente me cedeu sua cadeira para que eu tivesse acesso livre à sua máquina. Inicialmente, peguei meu telefone e entrei em contato com Alex pois eu havia deixado anteriormente o recibo na delegacia e ele tratou de olhar a que horas o assassino havia feito as compras. Avançamos nas imagens das câmeras até o momento indicado por ele.

                A imagem era borrada e em preto e branco, porém era possível ver um homem de terno pegando algumas coisas na prateleira e vendo que Joe entregou a ele o líquido inflamável que guardava escondido embaixo de seu balcão. Quando o homem foi embora, ele andou de cabeça baixa impossibilitando de ter certeza sobre seu rosto.

Joe: Decepcionados?

Jones: Eu sim.

Will: Pois eu não.

Jones: Nem dá pra ver o rosto dele.

Will: Assim seria muito fácil. Podemos ver pela imagem que ele é um homem bem alto, quase tanto quanto essas prateleiras...

                Peguei uma trema exposta em uma prateleira e tratei de medir a altura das estantes.

Will: Cerca de 1,83m.

Jones: E a imagem não é nítida, mas talvez...

Will: Você percebeu não é? Deixamos ele fugir mais cedo.

Joe: Por favor gente, me expliquem do que é que vocês estão falando.

                Mas não demos mais atenção ao atendente e saímos sem sequer agradecer por sua colaboração. Jones alertou por meio do rádio da viatura para que todas as unidades se deslocassem em busca de nosso culpado. Enquanto nós dois voltamos à delegacia, nem precisamos esperar muito até que alguns policiais  voltassem trazendo um espantando Dennis Brown.

Dennis: Mas o que pensam que estão fazendo? Deviam estar trabalhando! Já investigaram a lista que deixei com vocês? Uma daquelas pessoas REALMENTE é um assassino!

Will: Dennis Brown, você está preso pelo assassinato de Ned Dillard.

Dennis: Estão brincando, vocês não tem nada contra mim!

Will: Você tentou esquartejar a vítima! Quando isso não deu certo, decidiu queimá-la, mas Dave Simmons chegou na casa e viu a mão decepada que você se esqueceu de remover do jardim. Então você fugiu do local.

Dennis: Não sei do que está falando...

Jones: Guarde o papo-furado para a juíza, Dennis. Você está preso.

                Só voltamos a reencontrar Dennis algumas semanas depois, no tribunal e na presença da excelentíssima Juíza Olivia Hall, uma mulher imponente de 50 anos, pele negra, cabelos pretos presos num coque atrás da cabeça e um corpo gorducho. Explicamos a ela cada etapa de nossa investigação e com Joe Stern tendo colaborado no reconhecimento de Dennis como sendo a pessoa que comprou os itens no mercadinho, era basicamente impossível ele sair impune.

Juíza Hall: Com a palavra, o réu, Dennis Br...

Dennis: Meritíssima, eu sou inocente.

Juíza Hall: As provas coletadas pelo Detetive Cooper e o Agente Jones não deixam dúvidas. O motivo para você ter cometido esse crime é irrelevante para este tribunal. O Tribunal o condena à prisão perpétua pelo homicídio premeditado de Ned Dilllard.

                O réu foi levado pelos policiais extremamente cabisbaixo e em silêncio.

                Quando retornamos à delegacia, Alex, Nathan e Grace nos convidaram para um café na lanchonete em frente ao prédio e qual não foi nossa surpresa quando o Chefe King se juntou a nós, um tanto tímido.

King: Lamento se fui grosseiro com você em algum momento da investigação.

Will: Não tem com que se desculpar.

King: Eu sempre fico agitado quando tenho uma chance de colocar um fim à máfia.

Jones: Está tudo bem, isso é o que todos queremos.

Grace: Mesmo que a Juíza Hall tenha desprezado as motivações do Dennis Brown, eu queria saber o que leva uma pessoa a mutilar outra e deixá-la sangrar até a morte.

King: Talvez eu possa responder isso.

Will: Como?

King: Estive verificando as últimas movimentações financeiras do Sr. Brown e ele recebeu uma boa quantia em dinheiro numa conta no exterior.

Grace: Oh Deus!

Nathan: O que significa?

Jones: Que foi um assassinato encomendado. Alguém pagou Dennis para fazer isso.

Grace: Algum palpite?

Will: Quem mais poderia? Marconi, é claro.

King: Lamentavelmente não podemos provar nada.

Will: Não se preocupe chefe, nós vamos pegá-lo uma hora ou outra.



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