História Criminal Hearts - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Ashley Benson, Chaz Somers, Christian Beadles, Dylan O'Brien, Justin Bieber, Ryan Butler, Sasha Pieterse
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Ashley Benson, Crime, Criminal, Dinheiro, Dylan O'brien, Família, Festas, Justin Bieber, Policial, Reviravolta
Exibições 251
Palavras 6.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me desculpem o termo mas: puta que pariu.
Postei o capítulo completo antes de postar essa nota e só tenho a perguntar à vocês: estão preparados? 6.500 palavras, babys.
Quem gostou bate palma, quem não gostou, paciência.
Mentira, amo vcs.
SIM, ME DESCULPEM. EU SUMI DA FACE DA TERRA POR MAIS DE UM MÊS. Nem lembro quando foi que postei o último capítulo mas ok.
So... eu não tenho muito a dizer. A não ser pedir desculpas. Quem leu o aviso que postei há cerca de um mês sabe pq eu demorei, e outros empecilhos atrapalharam também, mas enfim. Eu escrevi esse capítulo inteiro num cadernos.
Mais ou menos, 14 fucking folhas. Eu ainda não comecei a escrever o próximo capítulo mas isso vai ser bem logo, logo. Não podem reclamar né, gente? Quase 7.000 palavras. Mas ok. Se preparem para o próximo capítulo: vai ser um pouco forte. Amo vcs. XOXO, G.

Capítulo 6 - Slow Minds. Fast cars.


"We don't pray for love, we just pray for cars." - Starboy, The Weeknd. 

P.O.V. Ashley Bass

A vida é assim: quando você acha que as coisas não podem piorar, ela vai lá e te prova o contrário. 

Eu era a prova viva disso e não posso simplesmente dizer o contrário. 

Depois que vi Bieber matar Mark Lewis e no que meu teatrinho havia resultado, tem sido mais difícil dormir. 

Em uma das minhas tentativas, tudo que consegui foi um pesadelo ao invés de uma boa noite de sono. No mal sonho, foi como se eu tivesse acordado, saído da cama, aberto a porta do meu banheiro e encontrado Mark Lewis, morto, ainda preso à cadeira, embaixo do chuveiro ligado, com a porta do box aberta. O sangue misturado à água molhando os meus pés. 

Acabei passando os últimos dias sobrevivendo de noites mal dormidas, cochilos no sofá, refeições mal acabadas. E ligações. Muitas ligações. O número de Justin havia parado na discagem rápida do meu celular.

Mas não adiantava nada. Ele não atendia as chamadas ou ignorava-as. 

Recorri à Ryan e Christian, o que fou praticamente nada. Então só me restava uma pessoa: Chaz. Acho que o moreno até tentou me ignorar, mas numa noite acabou atendendo a minha ligação, mesmo que fosse sem querer. 

- Alô?

- Graças a Deus. - Acabei num murmúrio. 

- Quem tá falando? - A voz de sono do garoto denunciava que eu havia acordado-o. 

- Como assim quem tá falando, Chaz? É a Ashley! Meu Deus, eu já  estava pensando no pior!

- Se o pior tivesse acontecido, você, com certeza, ficaria sabendo. 

- O pior já está acontecendo, na verdade, Chaz. Está acontecendo agora! Você é o primeiro dos meninos que eu consigo entrar em contato num espaço de 5 dias. Depois que fui embora do galpão, no domingo, eu não falei mais com Justin. 

- Ashley, você não acha que, se o Justin quisesse falar com você, ele iria fala com você?

- Você há querendo dizer que...

- Estou querendo dizer que na hora que o Justin precisar de você, ele vai ir atrás de você.

- As coisas não são assim, Charles! Eu não sou uma bonequinha que o Justin isa e deixa de lado, lembrando só quando quer brincar!

Ouvi o garoto suspirar. 

- Você sabe onde ele mora. 

Charles desligou a chamada e fiquei com o celular na mão, parada no meio do quarto. 

O horário na tela do telefone marcava 21:53. Joguei o celular na cama e me joguei logo em seguida, passando um bom tempo olhando para o teto. 

Eu me sentia perdida, com medo e... sozinha. Onde buscar apoio quando a pessoa que desempenhava a função de te dar apoio, começa a te dar medo e... não há mais ninguém? Não há mais uma única pessoa para você se segurar enquanto sente como se estivesse prestes a cair de um penhasco? Eu estava confusa, não sabendo se deveria dar mais um passo ou não, pois isso poderia levar a minha família e eu à completa desgraça. 

O celular ao meu lado começou a tocar e o medo me invadiu, fazendo com que, por um momento, eu desejasse que não fosse o Justin me ligando. 

"Eu não sou uma bonequinha que o Justin usa e deixa de lado, lembrando só quando quer brincar!"

Fui tomada pela raiva. 

- Sério mesmo que eu eu precisei ir falar com o Charles para ele te lembrar que eu existo?

- Mas quem sumiu foi você. 

Afastei o telefone celular da orelha e olhei para a tela. 

Desconhecido.

Não era o Justin. 

- Quem tá falando? - Perguntei, embora já tivesse reconhecido a voz da pessoa do outro lado da linha.

- Já esqueceu de mim, florzinha?

Respirei fundo. 

- Onde conseguiu meu número, Hastings?

Ouvi a risada dele. 

- Oi, para você também, Ashley. 

- Oi, Dylan. Agora dá para responder minha pergunta? Porque eu sei que meu número, com o Bieber, você não conseguiu. 

- Vai ficar se preocupando com isso, agora? Não foi para isso que eu te liguei...

- O que você quer, então? 

- Quero saber se você está livre hoje, tipo, agora.

- Livre em que sentido? - Perguntei. 

Livre no sentido que o Bieber não tá na sua cola. - Nós dois rimos. 

- Sim, eu estou livre. 

- Quero te levar para dar uma volta. - Ele fez uma pausa, como se estivesse entrando numa área perigosa. - Fiquei sabendo o que aconteceu no domingo. Está tudo bem na sua casa? 

Pensei um pouco antes de responder, e quando estava prestes a dizer algo, Dylan me interrompeu. 

- Ai,droga. Los Angeles inteira está de olho em vocês, a empresa do seu pai exposta para praticamente toda a cidade. Ele era sócio do seu pai. É claro que não está tudo bem por aí.

Mesmo sendo o assunto domomento, tentei evitar que a imagem de Mark Lewis voltasse à minha cabeça. 

- Nós estamos... levando a situação no limite. A morte de Mark não tem sido o único problema por aqui. As Empresas Bass estão ameaçadas de alguma forma. Isso tem piorado as olheiras de meu pai. 

- Isso é... tudo muitoestranho, Ash. - Dylan disse, num sussurro. - Quer dizer, todas as gangues conhecem você, e sabem que as Empresas Bass são da sua família, e, por isso, nós poderíamos desconfiar de alguém, mas... Todas as gangues conhecem o Bieber. Ninguém tentaria nada contra você e sua família. Todo mundo sabe que teria um acerto de contas com Justin. É como se... a ameaça estivesse vindo de fora. De muito fora. Ou de longe. Algo que vai além das gangues. 

"Ou então, de tão perto que ninguém desconfiaria." - Pensei. 

- Dylan, será que... será que tem como a gente mudar de assunto? Eu to tentando não pensar muito em tudo isso. - Confessei. 

- Faz o seguinte, se arruma. Passo aí em uma hora. 

- Mas Dylan...

- Coloca uma roupa leve, tá calor lá fora. 

-Hastin... - Observei o teto branco do quarto, ouvindo o barulhinho que o telefone fazia, indicando que a ligação havia sigo desligada. 

Levantei da cama num pulo e abri a porta do quarto, ouvindo o movimento lá embaixo. A televisão da sala estava ligada, e eu ouvia, de longe, o barulho do chuveiro do quarto dos meus pais, no mínimo, minha mãe havia deixado a porta do quarto aberta enquanto tomava banho. 

Fechei a porta e fui me despindo enquanto caminhava até o banheiro. Liguei o chuveiro e fechei a porta do box, caminhando nua até o espelho. Observei meu reflexo no vidro enquanto prendia o meu cabelo em um coque. 

Olheiras escuras marcavam a área embaixo dos meus olhos, e os mesmos pareciam cansados, consequência das noites mal dormidas. 

Voltei ao box e tomei um banho não muito demorado, numa água quase fria. 

Me sequei ainda no banheiro ecaminhei nua até o closet. 

Eu não sabia onde Dylan iria me levar, então tentei ao máximo escolher uma roupa na qual coubesse à qualquer ocasião, mas uma peça continuava chamando minha atenção. 

Pûs ovestido de alças de tom perolado e me encarei no espelho do quarto. Soltei o cabelo loiro e observei as mechas tomarem uma forma ondulada, passando da altura dos ombros.

Por mais que fosse um pouco forçado, eu me sentia bem com o vestido, e queria usá-lo. 

Coloquei apenas mais uma sandália de salto preta, simples. Sem jóias, fiz uma maquiagem leve procurando ao máximo esconder as olheiras que condenavam as noites mal dormidas. Não queria Dylan vendo que alguma coisa estava errado, por que estava. E a ausência de Justin apenas piorava isto. 

De maquiagem e já pronta, olhei a hora. 22:47

Juntei celular, chaves e um cartão de crédito e carreguei na mão até o andar debaixo, estava com preguiça  de ficar carregando bolsa. 

Ao chegar no primeiro andar, encontrei meu pai. Paul Bass, o CEO das Empresas Bass, parecia estar carregando o mundo nas costas. OK, ele poderia estar, pelo menos, carregando as Empresas Bass nas costas, mas a empresa era o mundo dele. O resultado era praticamente o mesmo. 

Meu pai estava sentado na sala, um cigarro preso entre os dedos da mão esquerda, apoiada no braço do sofá. Meu pai nunca fumava dentro de casa. A televisão estava ligada, mas ele parecia ter deixado a cabeça no escritório. 

-Pai. - Chamei-o. Ele se virou para mim, um pequemo sorriso se formou em seus lábios. - Eu vou sair, tá?

- Como aquele garoto? - Ele perguntou, antes de dar um trago no cigarro. Me lembrei da primeira vez que Justin apareceu aqui em casa, para me buscar para uma festa. Eu achei que iria dar merda, mas felizmente, Justin conseguiu manter tudo nos eixos. Aquilo havia acontecido há 2 anos, mas parecia ter sido há milhares. 

- Não. É... com outro garoto. - Respondi, tentando me livrar da tensão em meus ombros. 

Meu pai apenas assentiu, o olhar voltando há um ponto distante. 

- Pai. E agora? - Perguntei. 

- E agora o que, Ashley? - Meu pai questionou, pousando o cigarro em um cinzeiro, na mesinha de centro. Ele ainda vestia o paletó. Os cabelos grisalhos penteados para trás. Quando estava muito bonito, minha mãe gostava de brincar que o George Clooney deveria se sentir humilhado. 

- Mark. As empresas. As lojas. Como tudo fica? 

Ele deu de ombros. 

- O funeral de Mark é no domingo. As joalerias estão fechadas por luto, só reabrem na quarta. Comprarei a parte dele na empresa e o dinheiro irá para sua família. Continuarei administrando tudo, inclusive a parte de Joseff, que está me vendendo a dele. A sociedade da empresa continuará entre Richard, Caleb e eu. 

Fiz uma pausa. 

- Onde estava? Quando ele foi assassinado? - Perguntei, querendo saber, mas não querendo dar continuidade ao assunto. 

- Foi no domingo. Eu estava na empresa junto com Joseff e Mark, até ele sair para atender uma ligação, voltou, disse que precisava ir embora e foi. Ainda fiquei um tempo na empresa com Joseff. Quando me ligaram de madrugada, era a polícia, dizendo que ele estava morto. 

- Onde o encontraram?

- Jogado, no meio de uma rua, próximo à casa dele. Três tiros. Uma bala ficou presa no coração. Uma alojada entre as costelas, e a última perfurou o pulmão e saiu pelas costas. 

O silêncio voltou a pairar no cômodo. Eu não queria mais o incomodar mas sentia que deveria reconfortá-lo. 

-Pai. - Paul levantou os olhos para mim, ainda parada no primeiro degrau da escada. - Vai ficar tudo bem.

Ele suspirou. 

- É bom saber que alguém ainda pensa assim. 

Assenti, caminhando até cozinha. Deixei as coisas que segurava em cima do balcão e abri a geladeira, tirando uma jarra de suco de lá. Coloquei-a ao lado das minhas coisas e abri um armário, procurando por um copo de vidro. 

- Ash. - Me virei, encontrando Matthew, meu irmão mais novo parado na porta da cozinha. 

- Hey, Matt. O que foi?

- Mamãe perguntou de você. Resolvi vir atrás. 

-Diga à ela que estou saindo. - Respondi, colocando um pouco de suco no copo, e levando o objeto aos lábios. - Como estão as coisas na escola?

- As pessoas ficam perguntando do cara que morreu, o tal do Mark. É chato. 

Observei Matthew. O menino só tinha 13 anos. O cabelo loiro numa franja caía sobre a testa. As borrachinhas do aparelho estavam vermelhas esta semana. O rostinho ainda era de criança, visto pelo fato de que ele estava entrando agora na puberdade. Ele me lembrava um Christian Beadles de mais ou menos a mesma idade, que eu costumava ver nos porta-retratos postos em cima da lareira da casa dos Beadles.

- Logo eles esquecem. É questão de tempo. 

Matt assentiu. 

Ficamos em silêncio por um momento, até meu irmão mais novo se manifestar novamente. 

- Ash. - O encarei e ele continuou. - Você acha quepode acabar acontecendo o mesmo com o papai? 

Franzi a testa. 

- O que? Com o papai? - Exclamei. 

Matthew lançou um rápido olhar à porta da cozinha, para garantir que nosso pai não estivesse vindo, e diminuiu o tom de voz.

- Você acha que podem matar o papai?Igual fizeram com Mark? 

Imaginei Justin com uma armas nas mãos, apontadas para o cara na sua frente, meu pai, preso a uma cadeira.

- Não, Matthew. Pare de pensar nessas coisas. - Deixei o copo na pia e guardei a jarra de suco na geladeira. - Isso não vai acontecer. - Afirmei. 

Ouvi a campainha tocar. 

- Suba. Não se esqueça de avisar mamãe que estou saindo. 

- Ok. - Matt saiu da cozinha e peguei minhas coisas, caminhando até a porta de casa. Abri a mesma. 

Dylan sorria. O moreno vestia uma camiseta preta. A calça e o sapato eram da mesma cor. 

- Uau! - Ecclamei, em um tom de brincadeira. 

Ele riu. 

- Uau digo eu. Eu só ia te levar num bar mas acho que mudei de ideia. - Ele pega na minha mão, e com a outra fecho a porta. - A senhorita já jantou?

- Não. - Respondi, deixando escapar um riso anasalado. 

- Ok,então. - Ele dá um beijo nas costas das minha mão e olha para mim. - Onde a donzela vai querer jantar?

- Restaurante italiano? - Proponho, com medo de ter errado na sugestão. 

- Boa escolha, srta. Bass. Me acompanhe, por favor. 

Dylan passa a mão para trás das minhas costas e me guia até o carro. 

- Srta. - Ele diz, abrindo a porta do lado do passageiro. Me viro para ele. 

- Para com isso. 

- Sim, senhora. Tudo para o seu bem estar. - Continuo o encarando e ele dá um sorriso, fechando os olhos. - Brincadeirinha. 

- Cara de pau. -Murmuro, entrando no carro. Dylan dá a volta no mesmo e entra no veículo. 

- Ashley, eu não faço ideia de onde possa ter um restaurante italiano. - Ele diz, colocando o cinto de segurança. Faço o mesmo. 

- Dylan, estamos em Los Angeles. A coisa mais facil vainser encontrar um restaurante italiano. 

-Ok então, srta. vou-à-milhares-de-restaurantes-italianos. 

- Ah, merda. - Resmunguei, revirando os olhos. 

O resto do caminho é calmo,e nós conversamos a maior parte do tempo. 

- Ele sabe que você está aqui? - Dylan pergunta, revezando o olhar entre a estrada e eu. 

- Ele quem? - Pergunto, mesmo já sabendo a resposta.

-Justin. 

Respiro fundo antes de responder. Tenho medo de que aquele assunto acabe me dando dor de cabeça. 

- Não, não sabe. 

- Porque ele não sabe?

Observo ele, tentando fazer uma brincadeira para fugir do assunto. 

- Está com medo do Bieber, Hastings?

- Cá entre nós,Ashley... Não é medo, mas o Justin não é muito sensato. Posso acabar virando as costas para entrar no carro e ele acabar me dando um tiro pelas costas. O Bieber não tem medo de matar alguém. 

- Eu nunca deixaria ele fazer isso com você. - Respondi. 

- Você não tem influência nenhuma sobre isso, Ashley. Me perdoe, mas... Justin deixou de ser apenas um gângster há muito tempo. Ele é um psicopata, um criminoso. 

- Você fala como se nunca tivesse matado alguém.Você também é um gângster. 

- Uma coisa é ser um gângster. Outra coisa é ser um assassino. E não, eu nunca matei alguém. 

- Você mataria ele? O Justin?

Ele demorou um pouco para responder.

- Não. - Ele diz, por fim. 

- Porque não? - Pergunto. 

Porque você ama ele. 

Ficamos em silêncio por um momento, até eu chamá-lo. 

- Dylan. - Ele apenas olha para mim, e continuo. - Você acha que o Justin teria coragem de me matar?

Mais uma pausa antes de responder. No fim, ele dá sua opinião. 

- Sim. 

¤¤¤

O restaurante próximo à Venice Beach era maravilhoso. A comida incrível e todo o "ar" do restaurante me deixava incrivelmente calma em relação aos últimos dias. 

- Aconteceu alguma coisa para você estar... afastada de todos nos últimos dias? Quer dizer, vi Justin, de longe, na segunda, na quarta e ontem. E em nenhum desses 3 dias você estava com ele. 

Um garçom apareceu e se ofereceu para colocar mais um pouco de vinho na minha taça. Aceitei. Dylan recusou. 

Resolvi ser sincera. Em partes. 

- Eu vi o Justin matar Mark Lewis. - Dylan não disse nada. Os olhos incrivelmente escuros me encarando. Continuei. - Justin tem total noção de que eu odeio isso. Foram várias as vezes que vi Justin apontar uma arma para alguém, dizendo que vai atirar. Mas eu sempre o impedi, dizendo que não valia a pena. Por um tempo, até que ele me ouviu, mas hoje em dia atira sem pensar duas vezes. Talvez você esteja certo mesmo. Talvez ele tenha deixado de ser apenas um gângster há um bom tempo. 

- Porque ele matou Mark? - Dylan perguntou, sendo direto. 

- Eu não sei o real motivo. Talvez por ele ter visto os nossos rostos, eu não sei...

- Você o ajudou?

- Não. - Menti. - Chaz me mandou uma mensagem dizendo que eles estavam no galpão. Quando cheguei lá, Mark já estava. Eu tentei fazer alguma coisa. Justin deu três tiros e o cara morreu ali na minha frente. 

- Onde o seu sumiço, esta semana, entra nessa história?

- Vi Justin matar o Trenton, mas era diferente. Mark não tinha motivos para morrer. No lugar disso, tinha uma família, filhos para cuidar e mandar para a faculdade. Quer dizer, porra! Aquele cara me pegou no colo. E eu vi ele morrer. O pior em tudo isso é o Justin: ele não aceita minhas ligações, ignora as minhas mensagens. Só consegui falar com um dos meninos hoje e não adiantou nada.

Fiz uma pausa, levando a taça de vinho aos lábios e esperando caso Dylan quisesse dizer algo, mas ele se manteve calado. Continuei.

- Estou na gangue com os meninos há 3 anos. Sempre que... sempre que acontecia algo que me deixava assustada, Justin estava lá ao meu lado. Assim como estive ao lado dele quando ele teve problemas com a família. Mas essa história do Mark, a minha família no meio, as Empresas Bass... Quando eu mais precisei do Bieber ele sumiu. Fechou a porta na minha cara. Me ignorou como se eu fosse uma qualquer. Foi uma semana difícil. - Afirmei. 

- Eu não sei o que te dizer. - Dylan disse, e dei de ombros, passando o dedo do meio na borda da taça de vidro. - O que vai fazer agora?

- Sinceramente? Eu não sei. - Ficamos em silêncio por um tempo, e fiquei com medo de que contar tudo aquilo à Dylan fosse a coisa errada. - Dylan, me desculpa, eu comecei a falar e não parei mais. 

Ele sorriu. 

- Sei que você... ama o Bieber, mas eu to aqui para isso. Sempre que precisar de mim eu vou estar aqui. 

Senti minhas bochechas ficarem vermelhas, e Dylan colocou sua mão sobre a minha. Rapidamente, tirei minha mão da mesa, colocando-a sobre meu colo.

- Vamos pedir a conta? - Perguntei, tentando não parecer constrangida com a situação. 

Dylan suspirou assentiu.

- Eu pago. - Falei, colocando o cartão de crédito na mesa. 

- Ashley, pelo amor, né. - Dylan disse, puxando a carteira do bolso. - Até parece que não sabe que eu também tenho uma gangue. Consigo dinheiro do mesmo jeito que o seu namoradinho babaca consegue. E outra: fui eu te convidei. 

Não respondi. 

¤¤¤

- Já quer voltar para casa? - Dylan perguntou, quando entramos no carro. 

-Ahn, ainda não. Eu passei a semana inteira lá. Queria ir à outro lugar. 

Hastings pareceu pensar por alguns instantes.

- Tenho outro lugar para te levar. Só não sei se você vai gostar. 

¤¤¤

Era uma noite quente em Los Angeles. E quando Dylan me disse que tinha outro lugar para me levar, numa sexta-feira, à noite, devido ao meu convívio com gangues, eu já deveria saber. 

Dylan dirigiu até uma parte mais afastada de Los Angeles, longe da calçada da fama e do letreiro de Hollywood, num lugar em que muitos passariam longe por ter o aspecto de subúrbio. Mas todo mundo sabia que ali era onde a maioria das gangues ficavam. Talvez não a de Dylan, muito menos a do Justin, mas a maioria delas. 

Hastings conduziu o carro até uma avenida ampla e comprida, mas não movimentada. Poucas casas, mas uma em especial chamava atenção devido ao tamanho. Havia muita gente na rua, e eu ouvia uma música, de longe. Muitos carros - super potentes, caríssimos, e de cores extravagantes, vale ressaltar - estavam estacionados atravessados.

- Sério isso? - Ainda sentadano banco do carro, me apoiei no painel do veículo para ter uma visão melhor do lado de fora. - Vocês vão fazer o que? Um remake de Velozes e Furiosos?

Dylan riu. 

- O que? Eu achei que você iria gostar!

Fiquei sem saber o que dizer por alguns segundos. Depois me virei ao garoto ao meu lado:

- Isso é loucura. - Concluí. 

- Vem. - Dylan disse, depois de estacionar o carro. Ele tirou o cinto de segurança e saiu do carro. Fiz o mesmo. - O Bieber nunca te trouxe num lugar desses, né? Quero que você veja de perto. 

Bati a porta do carro atrás de mim. Dylan deu a volta no veículo e estendeu a mão para mim. 

- Vem. Tem um monte de gente que vai adorar te conhecer. - Mesmo receosa, peguei na mão dele. Eu tinha um pouco de medo do que as pessoas iriam pensar, pior ainda do que elas iriam falar. Quando dinheiro está em jogo, as vozes não se calam e nomes têm poder, as notícias se espalham rapidamente. Eu não me surpreenderia se, em meia-hora, Justin soubesse onde estou e com quem estou. 

Enquanto caminhamos até os carros e a multidão, me virei para Dylan. Ele olhava para mim e sorria. 

- O que foi? - Perguntei. 

Ele não me respondeu, apenas balançou a cabeça, ainda com um sorriso no rosto.

Dylan me conduziu pela multidão, e paramos perto dos carros. Observei-os de longe. 

- Pode chegar perto, eles não vão explodir. - O moreno brincou, e fiz uma careta para ele. 

- Qual deles é o seu? - Perguntei, e Dylan apontou para um Camaro preto e brilhante. Cheguei perto do automóvel, passando? de leve, a unha na lataria. 

- Nós geralmente não corremos com os mesmos carros que usamos no dia-a-dia, porque eles são mais propensos a darem algum problema quando fizerem muito esforço, como nos rachas. Então temos um carro especial, que fica guardado, e a gente só usa para competir. 

Assenti, entendendo a explicação dele. Foi inevitável não me lembrar do carro que o Justin havia me mostrado, o que ele tinha comprado só para correr. Mesmo assim, Dylan estava certo no que havia me dito lá tras; Justin nunca havia me trazido num lugar desses. 

- Então você vai correr? - Perguntei. 

- O que? - Dylan questionou, como se tivesse se perdido na imagem de eu apoiada no seu carro.

- O racha, Dylan. Você vai correr, não vai? Ou vai me dizer que mandou tirar o seu precioso carro de corrida da garagem só para me impressionar?

Ele riu. 

- Sim, eu vou correr. - Assenti, e ficamos em silêncio por um breve momento. - Porque? Você quer correr? 

- O que? Não! - Exclamei, entre risos, e expliquei. - Eu não sei correr. 

- Então venha no carro, comigo. 

- Você vai matar a gente. - Protestei, com um sorriso no rosto. 

- Ah, Ashley! Qual é? Você não confia mais em mim? Vamos! - Dylan disse, se aproximando de mim. A lataria do carro dele refletia o brilho do meu vestido. 

- Nada que você disser vai colocar essa garota dentro do seu carro, Hastings. - Uma outra pessoa disse, chamando a atenção de Dylan e eu. 

Era uma garota: alguns anos a mais que eu, talvez 27 ou 28. Pele bronzeada, cabelos lisos até a cintura, olhos verdes, com um corpo curvilíneo. Ela vestia um micro-short e um top azul escuro, que ficavam colados no corpo. 

- Sou a Nicolle. - Ela se apresentou. 

- Ashley. - Respondi, cumprimentando-a.

Nicolle se virou para Dylan. 

- Se a menina disse que não sabe correr, ela não vai correr. E não vou deixar que coloque-a ao seu lado dentro desse carro. Se você for morrer, vai morrer sozinho. 

Dylan revirou os olhos, e contive um sorriso. 

- A gente não se vê há um bom tempo. - Dylan comentou. - Eu tinha esquecido como você é chata, N. 

Ela fez uma cara como se estivesse agradecendo ao Hastings por ter dito aquilo. 

- Você sabe como eu gosto de proteger as meninas que pisam nesse asfalto. 

Dylan se apoiou no carro e cruzou os braços, fazendo uma de deboche para Nicolle. 

- Agora, se me permite e se a mocinha quiser, posso achar uma coisa muito mais legal para ela fazer essa noite do que ver você quase se matar. 

Nicolle estendeu a mão para mim, e peguei-a, dando um "tchauzinho" para Dylan, que retribuiu. 

Acompanhei Nicolle por entre a multidão, e garota me levou até a grande cada que eu havia avistado quando cheguei. O imóvel estava cheio e havia uma fina fumaça no ar. Andei de mãos dadas à Nicolle, de cabeça baixa. Mesmo assim, levantei o rosto quando alguém com um perfume familiar passou por mim. Mesmo caminhando e olhando em volta, quem quer que fosse, havia sumido pela casa. Então, continuei acompanhando Nicolle, que me levou até o segundo andar.

Em um quarto, Nicolle se dirigiu à mim pela primeira vez desde que saímos do meio da rua. 

- Nós temos tipo... uma tradução aqui. Antes de correr no asfalto, as novatas que apertam o play das corridas por aqui, vamos dizer assim. - Ela me chamou até a janela do quarto, e apontou para a rua, onde mais uma corrida se iniciava. Uma menina morena com roupas muito parecidas à que Nicolle usava, se colocou entre os entre os dois carros, à alguns metros à frente de ambos. Com uma bandeirinha em cada mão, a garota levantou os braços, e em seguida abaixou-os, levando os pedaços de pano em direção ao asfalto. Um dos carros cantou pneu antes de sumir pela rua. 

Me virei para Nicolle, cruzando os braços logo abaixo do busto. 

- Bandeirinhas? Sério? - Questionei. 

- Quer dar um tiro pro céu? Posso te arranjar uma arma, se preferir. 

Suspirei, sentado na cama de casal que havia ali. 

Não. Dispenso a arma. 

Ela me observou antes de dizer mais alguma coisa. 

- Vou pegar sua roupa. 

Esperei por alguns segundos ali até Nicolle voltar com um cabide nas mãos. Nele, Nele, o top e o micro-short na cor laranja com detalhes em glitter. 

- Aqui. Acho que esse vai ficar bom em você. 

Peguei o cabide da mão dela e sorri para a morena. 

- É. Acho que sim. 

- Você quer que eu saia para se trocar? - Nicolle perguntou.

- Não. - Respondi. - Tá tudo bem. 

A garotq assentiu e fiquei de costas para ela, tirando o vestido prateado. Fora o vestido, eu vestia apenas uma calcinha, pois o decote do vestido impossibilitava o uso de sutiã. Sem sutiã, sem problemas. Coloquei o top e o micro-short e me virei para ela, enquanto ajeitava o cabelo loiro. 

- É, ficou bom. - Nicolle disse. 

Me observei no espelho que havia no quarto, enquanto arrumava as curtas peças de roupa no corpo. 

- Ashley, posso te fazer uma pergunta? - Nicolle disse, enquanto eu ainda observava meu reflexo no espelho. - Você é a garota do Bieber, não é?

A pergunta fez eu travar. Uma coisa era falar do Justin com Dylan. Outra era ser, "infelizmente", reconhecida por causa dele. Eu não queria ninguém por aí dizendo que eu era "a garota do Bieber", mesmo eu tendo sentimentos por ele. 

Mas Nicolle havia sido tão gentil e simpática comigo que achei melhor não ser rude com ela. 

-Sim, eu sou. - Respondi, terminando de arranjar minha roupa e fingindo não dar muita importância para a questão. 

Felizmente, Nicolle não fez mais nenhuma pergunta e nós saímos da casa sem dizer mais alguma palavra. 

¤¤¤

Quando voltamos à rua, Nicolle me deixou à alguns metros de Dylan, que conversava com alguns caras, e disse que a nossa corrida era a próxima, já que eu iria "dar início" à corrida que Dylan iria competir. 

Esperei Dylan terminar a conversa para me aproximar. Os amigos dele me analisaram de cima a baixo antes de sair. 

- E aí? O que achou? - Perguntei, endireitando o corpo e colocando as mãos na cintura, como numa pose de boneca. 

Dylan me observou por alguns segundos antes de mudar de foco, deixando escapar o ar dos pulmões num riso sem humor. 

- O que? O que foi? - Comexei a ver de havia algo de errado com as curtas peças de roupa que eu vestia. 

Dylan ainda demorou alguns segundos até responder. 

- Melhor eu não dar a minha opinião. Posso acabar dizendo ou fazendo alguma loucura. - Ele se afastou de um carro laranja na qual estava encostado e caminhou em direção ao seu carro, estacionado à alguns metros, já pronto para a corrida. 

Segui ele por alguns segundos, em silêncio. Quando ele estava prestes a abrir a porta do carro, o chamei:

- Ei, eu realmente quero saber a sua opinião. - Falei, apoiando-me no carro. 

O moreno olhou para mim e sorriu antes de me responder. 

- Pode ter certeza que é a melhor de todas. 

Sorri de volta e ele entrou no carro. 

- Ashley. - Nicolle me chamou, à alguns metros de distância. Caminhei até ela. - Vai começar. Fique entre os dois carros, à cerca de 4 metros de distância dos dois. Toma, achei que iria se interessar mais por essa. - Ela me entregou uma bandeira num tecido um tanto grande. 

- Mais generosa que as bandeirinhas lá da outra garota. - Comentei.

Nicolle riu. 

- Assume teu posto lá, garota. 

Sorri e caminhei entre os carros. Nicolle me seguiu e parou ao meu lado. O resto do pessoal se limitou à calçada. 

- Ok, Ashley. É o seguinte: percurso de 3,5km, circular. Velocidade e esquinas causam mortes e eu não quero nada disso aqui. Na velocidade que esses caras correm, eles estarão de volta entre 3 e 5 minutos. - Ela suspirou antes de continuar. - Quando você quiser. 

A morena se distanciou de mim, caminhando até a calçada. 

Observei o carro de Dylan por alguns segundos, e em seguida, o carrondo adversário. Era um carro, para mim, simples comparado aos outros, mas familiar, como um carro muito bom e potente, mas sem muitos detalhes e atributos, quase como se fosse para não chamar atenção da polícia. 

É, eu acho que alguém havia me dito isso. 

Respirei fundos. Minhas suspeitas não eram nada boas. E só havia um jeito de eu confirmá-las. 

Levantei a bandeira e observei o pedaço de pano balançar de acordo com o vento. 

- Um, dois, três. - Murmurei. Num movimento rápido, levei o pedaço de pano em direção ao asfalto. Ambos os carros cantaram pneu e deixaram marcas no asfalto, mas isso não era o que me preocupava. Antes deles sumirem pela longa avenida, ne virei a tempo de verificar a placa do carro adversário à Dylan. 

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Bieber sendo Bieber. O garoto havia se dado o luxo de escolher a placa do próprio carro. E eu havia sido burra o bastante de não perceber que era ele ali. 

Me lembrei do dia que ele me levou a garagem onde guardava os outros carros, e me mostrou, todo orgulhoso, esse carro, que havia acabado de comprar. Tudo parecia tão feliz naquela época...

Mas havia alguma coisa errada. Nicolle era esperta. E amiga de Dylan. E pelo que u havia entendido, conhecia Justin. Ela sabia o que poderia acontecer, porque eu estava ali. Ela nunca deixaria Justin e Dylan competir, deixaria? 

Ainda havia algumas pessoas na calçada, esperando o resultado da corrida mas Nicolle mesmo havia sumido. Provavelmente, estaria organizando a próxima disputa. 

Entreguei a bandeira para uma garota qualquer, que usavas roupas parecidas às minhas e corri para a casa que Nicolle havia me levado. 

Procurei por ela por todo o primeiro andar. Em pouco tempo começaria a próxima disputa, ela não poderia estar muito longe. Quando finalmente a encontrei, ela estava de costas e conversava com um cara. 

- Nicolle! - Chamei-a. 

Ela se virou para mim com um sorriso no rosto. 

- Ashley! E aí? O que achou? 

Quanto mais eu me aproximava dela, mais seu sorriso diminuía. 

- Por que você fez isso? Por que deixou isso acontecer? - Praticamente gritei. Eu tinha a impressão de que todos os gangsters próximos à nós me observavam e falavam de mim, e não era pelo fato de eu estar fazendo um escândalo. 

- Ashley, do que você tá falando?

- Não se faça de burra. Dylan! Ele está competindo com Justin!

A garota assumiu um semblante sério. 

- Impossível. Eu nunca deixaria isso acontecer. 

- Ah é? Me dá essa merda aqui. - Praticamente arranquei a prancheta que ela segurava de suas mãos. Ali havia o nome de todos os participantes, todas as disputas, quais já haviam acontecido, quais faltavam, quais foram canceladas, etc. 

Procurei por "Dylan Hastings". 

Em uma das últimas linhas, escrito em caneta preta, estava marcado:

Dylan Hastings  X  Ryan Butler  [  ]

Impossível. Justin adorava os meninos, mas nunca emprestaria seu carro para um deles. O carro do Justin era "O carro do Justin". E de mais ninguém. 

Comecei a olhar em volta. Um deles deveria estar por ali, só para esfregar na minha cara que tinham me feito de tonta. 

Infelizmente, pelo menos nisso eu estava certa. 

À alguns metros de nós, Ryan estava sozinho e encostado em uma parede, com um copo na mão. Ele olhava para Nicolle e eu, e sorria. 

- Nos fizeram de otárias. -Comentei, apontando para o loiro à alguns metros de nós. - Ryan Butler está bem ali. 

Dei as costas para Nicolle, procurando pela saída da casa. A morena veio atrás de mim. 

- Ashley. - Ela me chamou. Continuei caminhando em direção à rua. - O que realmente aconteceu? 

Parei assim que vi um carro se aproximando. A disputa havia terminado. 

- Justin sabia que eu estava aqui. E em vez de vir atrás de mim, foi na direção contrária. Convenceu Ryan à colocar o nome dele na lista de participantes, numa corrida contra o Dylan. E aí, assumiu o lugar do Butler na disputa, porque sabe que você nunca deixaria ele correr contra o Hastings diretamente. E fez todo mundo de otário. 

Do primeiro carro, o carro do vencedor da disputa, venceu Dylan. Algumas pessoas se aproximaram, para dar os parabéns, comemorar a vitória. 

Mas todos ali, provavelmente pensaram que Dylan estava correndo contra Ryan. Por que nenhum deles pareceu feliz ao se virar e ver Justin descer do outro carro. 

E essa nem era a pior parte da história. Justin sorria. Ele havia perdido de propósito.

Quanto mais Justin se aproximava de Dylan mais eu esquecia que precisava respirar. Desci da calçada calmamente, à espreita, observando o que iria acontecer. 

- Aonde você vai? Fica aqui! - Nicolle tentou não gritar, mas ela parecia tão nervosa quanto eu. 

Nenhum dos dois havia dito algo. Dylan porque esperava que Justin dissesse algo primeiro. Mas eu conhecia o Bieber. Ele estava esperando eu chegar perto o suficiente para que eu pudesse ouvir tudo que ele tinha para dizer. 

Dito e feito. 

Passei pelas pessoas que observavam a situação e observei os dois, que estavam parados um na frente do outro. Dylan lançou um olhar rápido à mim. Ele parecia tenso, diferente de Justin, que estava relaxado, com as mãos nos bolsos. 

Eu tinha a impressão de ter alguém com uma arma apontada para a minha cabeça. 

- Parabéns. - Justin disse. O garoto ainda tinha coragem de ser um sorrisinho no rosto. - Foi uma corrida justa. Um jogo limpo. 

- Me surpreende você, chamar isso de jogo limpo. Todo mundo aqui sabe que você nunca joga limpo, Bieber. 

Justin deu de ombros. 

- Era uma disputa. Eu fiz a minha parte. Você fez a sua. E você venceu. Decidi te dar esse gostinho, afinal, o asfalto é o único lugar que você pode vencer... - Ele fez uma pausa e olhou para mim. - Ou conquistar algo.

- Está falando da...

- Estou falando que eu te apresentei o jogo e te expliquei as regras. Mas você vem quebrando todas elas. 

- Se uma de suas regras era para que eu fique longe da Ashley, pode esquecer. Não vou fazer o que quer. 

- Então é uma pena. - Justin rebateu. - Vai acabar perdendo. 

- Quem pode acabar perdendo, no final das contas, é você. Afinal, se a Ashley ir até a delegacia mais próxima e contar o que sabe, você vai preso. 

Justin ficou sério. Ele parecia em busca de algo para atingir Dylan, e é claro, esse algo seria os sentimentos do moreno por mim. 

- Ashley nunca faria isso. Ela me ama. 

Não deu certo. Só fez Dylan abrir um sorriso. 

- Duvido que ela vá continuar te amando se eu contar o que sei. 

E como sempre, Justin achou que seria melhor resolver as coisas à base da violência.

Ele e Dylan entraram numa briga, com direito à alguns olhos roxos e bocas sangrando. 

Os caras que só olhavam a discussão conseguiram separar os dois, e logo Ryan apareceu, atrás do Justin. 

- Não vale a pena, Drew. Vamos embora, cara. - Chaz e Chris apenas olhavam de longe. 

Justin se soltou do cara e deu as costas. Mas é claro, ele não iriam embora assim. 

- Ashley, entra no carro. - Ele disse, abrindo a porta do carro dele. 

Com o coração na mão, respondi: 

- Não. 

Justin me observou friamente. Ele odiava ser contrariado na frente dos outros. 

- O que? - Ele murmurou. 

- Eu vim com o Dylan. Eu vou com o Dylan.

Ele deixou a porta do carro aberta e em passos rápidos veio até mim, me puxando pelo braço. 

- Você vai embora comigo, entendeu? 

Ele praticamente me arrastava em direção ao carro dele, mesmo assim, parei quando Dylan me chamou. 

- Ei, Ashley. Você está se esquecendo disso. 

Me virei a tempo de ver Dylan jogar para mim, o vestido que eu usava quando cheguei aqui. 

Sorri para ele, e lancei um olhar à Nicolle, que comprimia os lábios. Talvez a morena pensasse que Justin poderia acabar pensando que eu havia transado com Dylan, mas acho que não. 

Justin era a pessoa com o perfume familiar que eu havia encontrado na casa. Ele, com certeza, havia me visto naquele vestido assim que chegou aqui. 

- Está tudo bem. - Murmurei, para ela. 

Está tudo bem, tentei convencer a mim mesma. 

Assim, virei de costas e entrei no carro de Justin. 



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