História Criminal Love - Levyrroni - Capítulo 8


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Palavras 1.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 7


Fanfic / Fanfiction Criminal Love - Levyrroni - Capítulo 8 - 7

"É possível ter respeito sem ter amor. Mas nunca existirá amor se não tiver respeito."

•••

Maite

Depois de passar a tarde inteira com minhas amigas, decidi voltar para casa. Um ano se passou, eu já havia completado dezessete anos e as coisas estavam indo tão bem em minha vida. Adam e eu começamos a namorar pouco tempo depois do mesmo me tirar daquele orfanato imundo. E parecia que cada dia eu o amava mais e mais, ele é tão carinhoso, gentil e apaixonante. Agora mais do que nunca estou pensando em desistir da vingança, talvez possa ter uma vida normal como as outras pessoas, mas independente do que aconteça eu quero viver com Adam.

À pouco tempo, Anahi começou a namorar com o Leonardo, o melhor amigo do Adam. Não gostei muito com desse cara. Não sei como explicar, mas há algo de estranho nele. A forma que ele olha, parece estar sempre com os olhos avermelhados. Talvez seja só uma implicância minha. Nunca comentei nada com Annie, pois não quero que pareça que estou me intrometendo no namoro dela.

Entrei em casa, deixei minha bolsa no sofá e andei pela casa à procura de Adam. O encontrei no quarto, sentado no chão, encostado na cama com uma garrafa de bebida na mão. Do nada ele começou a rir, depois aos poucos sua expressão ficou séria. Adam voltou seu olhar para mim, que estava parada na porta.

— O que tanto olha? - sua voz saiu arrastada, quase não entendi o que ele disse.

— Por quê está fazendo isso, Adam? - me aproximei um pouco da cama.

 

— Isso o quê? Beber? Será que nem isso eu posso mais?

— Você não é assim.

— Como sabe? Você mal me conhece. Acha que sou perfeito? Pois eu estou muito longe da perfeição que você espera!

— Eu não quero que você seja perfeito. Até porque, ninguém é. Só quero que largue essa garrafa e depois iremos domir, tá bom?

Me aproximei dele e tentei pegar a garrafa que acabou caindo no chão, se partindo em muitos pedaços. Pior foi o olhar enfurecido que Adam me lançou. Ele parecia querer me matar.

— OLHA A MERDA QUE VOCÊ FEZ! - berrou ele, me assustando. — QUAL É O SEU MALDITO PROBLEMA?

Ele me segurou tão forte pelos braços, que provavelmente ficaria a marca. Adam estava totalmente fora de si, eu temia que ele poderia fazer comigo estando neste estado.

— Me solta, Adam. Está me machucando!

— Te machucando? Acha mesmo que estou machucando?

Senti uma forte dor em minhas costas, quando ele me empurrou violentamente contra a parede. Lágrimas começaram a cair sobre meu rosto.

— PARE DE CHORAR! PORQUE EU ODEIO QUANDO FAZ ISSO!

Tentei conter minhas lágrimas, mas não conseguia. Adam se aproximou de mim, segurou meu braços novamente. E sem dizer, me deu um forte tapa na cara. Eu fiquei em choque por um instante, o golpe foi dado com tanta força que sangue escorreu no canto da minha boca, meu rosto começou a arder.

Ele nem se quer me olhou, apenas saiu e bateu a porta com força.

Me afoguei em lágrimas, me deixando levar pela imensa dor que me matava por dentro. Ele havia me dado um tapa, me agredido, havia me machucado profundamente. Não apenas fisicamente, mas também havia me machucado por dentro.

Caminhei em direção a cama, me deitei sobre a mesma, e entre dolorosas lágrimas silenciosas, adormeci.

•••

Na manhã seguinte, assim que acordei fui tomar um banho, pois talvez me sentiria melhor, mas isso não aconteceu. Lágrimas escorriam sobre os meus olhos, misturando-se com a água que caia sobre mim.

Adam ainda não havia voltado. Havia passado a noite fora. Eu queria muito esquecer o que ele fez, mas não posso. Estou decidida à ir embora. E não há nada que me faça mudar de idéia.

Depois de já ter me vestido, sai do banheiro, abri meu guarda-roupa e começei a colocar minhas roupas dentro da mala que estava aberta em cima da minha cama. De repente alguém bateu na porta, antes que pudesse ir atender, a mesma se abriu, revelando quem era. Adam.

Ele estava com uma expressão cansada em seu rosto, parecia ter passado a noite em claro. Ficou parado em frente a porta, com suas mãos para trás, apenas me observando. Continuei guardando minhas roupas, sem me importar com sua presença. Adam começou a se aproximar de mim, dei alguns passos para trás, até minhas costas encontarem na parede.

— Não precisa ter medo. - disse Adam, calmamente.

Com seus olhos cravados em mim, ele me estendeu um imenso buquê de flores e sorriu, esperando que eu fizesse o mesmo. Como se com uma droga de um buquê, ele pudesse apagar a merda que havia feito na noite anterior. Peguei as flores de suas mãos, Adam sorriu ainda mais com esse ato. Imbecil.

Seu sorriso se desfez, quando joguei suas flores ao chão. Pensei que ele iria vir para cima de mim como fez antes, mas ele apenas ficou me olhando, parecia estar decepcionado.

— Maite, eu sei que agi muito mal contigo ontem, fui um completo babaca, mas eu estava fora de mim, só peço que me perdoe.

— O que você fez me machucou muito, Adam. - fiz uma pausa, segurando a imensa vontade de chorar — Você não pode vir aqui dizer que se arrepende e achar as coisas continuaram como antes. Até porque o seu arrependimento não muda o que fez, tampouco muda a dor que estou sentindo.

— Mas eu te amo, Mai...

— Não, isso não é verdade. Se me amasse de verdade, jamais faria o que fez.

Passei por ele, enxuguei uma lágrima no canto do meu olho e continue arrumando as roupas em minha mala.

— O que está fazendo? - perguntou ele.

— Eu não posso mais ficar aqui.

— Você não pode me deixar, o que eu fiz foi um grande erro, eu sei. Mas te juro que não vai acontecer mais.

— E quem me garante que você não irá voltar a beber? Você? Adam, você não pode me garantir nada, não pode jurar que não irá acontecer novamente. Porque eu já não acredito em mais nada do que sai da sua boca.

Coloquei a última peça de roupa dentro da mala e estava pronta para fechá-la, quando Adam me impediu jogando a mesma no chão.

— Você não vai à lugar nenhum!

— Adam, por favor, não comece. Apenas me deixe sair, eu não irei te denunciar, isso nem sequer passou pela minha cabeça, se é isso que te preocupa. Agora me deixe ir embora. - pedi, mas ele pernanceu em minha frente, impedindo a passagem.

— Não vai a lugar algum, eu não vou deixar você me abandonar dessa maneira depois de tudo que fiz por você. - falou irritado — Arrume as roupas de volta no guarda-roupa, porque daqui você você sai.

— E quem vai me impedir? - retruquei.

Adam não disse nada, apenas me empurrou com força, fazendo com que caísse sobre cama. Sem nem se quer me dar chances de levantar, ele ficou por cima de mim. Suas mãos foram até meu pescoço, me enforcando. Tentei desesperadamente empurrá-lo, chupá-lo, fazer coisa para tirá-lo de cima de mim, mas todo esforço era em vão, pois ele era muito mais forte.

— Me... Solta... - pedi quase sem ar.

— Isso depende de você, se fizer o que eu mandei, que é guardar as roupas e desistir de ir embora. Eu te solto, mas como eu disse, isso depende somente de você. - disse, dando um sorriso.

— Está... Bem...

Ele tirou suas mãos do meu pescoço, permitindo-me respirar novamente. O olhei assustada, Adam tinha um sorriso sombrio no rosto. Como ele pôde fazer isso comigo? Se não disse nada, ele iria me matar?

— Fez a escolha certa, querida. Mais um pouco teria te matado. - caminhou em direção a porta — Não me desafie mais ou será muito pior.

— MALDITO! - gritei, quando ele fechou a porta.

Lágrimas começaram a cair sobre meu rosto, e eu apenas sentei sobre aquele chão frio. Como alguém mudar assim da noite para o dia? Talvez não seja ele que tenha mudado, talvez tenha sido assim sempre, fui eu que não percebi. Fui uma imbecil por confiar em alguém que mal conhecia, segui a droga do meu coração e olha só que aconteceu.

Levantei e apenas joguei todas as roupas da mala para dentro do guarda-roupa. Não quero arrumar nada. Quero apenas ficar deitada em minha cama e deixar a dor e a tristeza me consumir. Por quê nada da certo na minha vida? Será que minha vida será sempre assim, cheia de sofrimento?  Será que não mereço ser feliz um pouco? Perguntas e mais perguntas surgiam na minha mente. E o pior é que eu não tinha respostas para nenhuma delas.

Meu celular tocou de repente, o procurei pelos lençóis e nada. Só fui encontrá-lo caído em baixo da cama. Segurei e olhei na tela, era a Dulce. Eu teria que atender, não falo com ela desde ontem à noite.

Enxuguei meu rosto, afastando as lágrimas. Respirei fundo e por fim atendi.

— Dul?

— Oi Mai, como você está?

— Bem e você? - tentei parecer animada.

— Também, eu liguei para saber se você não quer sair com a gente hoje à noite? Pode trazer o Adam também.

— É que hoje...eu não posso. Adam e eu combinamos de sair hoje à noite. - menti.

—  Você está bem mesmo? - ela perguntou e eu notei em seu tom de voz, preocupação.

Dulce sempre foi muito boa observadora, sempre nota quando algo está errado. Queria muito desabafar, contar tudo à ela, queria dizer como eu estou destruída por dentro. Mas eu não posso, me sinto tão mau ao mentir para ela, mas não posso envolver nem ela e nem Anahi nisso.

— Estou bem, por quê?

— Sua voz parece triste, como se estivesse chorado.

— Deve ser a gripe que estou tendo ultimamente, não é nada demais. - tentei parecer o mais convincente possível, mas como sei que isso não iria durar por muito tempo, dedidi me despedir dela e desligar o celular.

Me deitei novamente na cama, e deixai as lágrimas caírem de novo. Fiz um juramento a mim mesma de que não irei ficar aqui por muito tempo, vou dar um jeito de escapar. Ainda não sei como, mas irei sair daqui.



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