História Criminal Youth - Capítulo 11


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Não me deixe morrer aqui


A sala estava em silêncio enquanto Johnson falava para o grupo sobre um novo inimigo que supostamente o mesmo que armou para mim sobre o roubo de armas. Eu também já estava suspeitando disso mas JJ tinha mais informações e tudo então se esclareceu em minha mente. Ao que parecia os Youth tinham um novo inimigo, não se sabia muito sobre ele mas Johnson suspeitava que o cara seja bom e tenha muita raiva de Jack, ele tem atacado aos poucos e com cuidado, tudo o que se precisa para um bote final. Se não planejarmos nada a tempo será impossível se defender de qualquer coisa que estejam planejando contra nós.


- E você já tem ideia do que devemos fazer? - Sammy perguntou 

- Vocês precisam ficar mais ligados e evitar sair sozinhos, não tem muita coisa que eu poça fazer agora, mas vou tentar descobrir o máximo que puder ... Por hora é só, vocês estão liberados 


Todos começaram a se levantar e sair da sala, fiquei em meu lugar por mais um tempo para ver se minha mente conseguisse trabalhar um pouco mas era impossível fazer isso com tão pouca informação. Olhei para Gilinsky que permanecia sério e imóvel no seu lugar e me levantei rapidamente indo até a porta antes que ele resolvesse brigar comigo novamente. 

 

(...)

 

Entrei na sala de treinamento vendo Sammy se preparando e o mesmo sorriu quando me viu se aproximar mais dele 


- Espero que tenha vindo aqui pelo nosso duelo 

- Eu não iria vir aqui por outro motivo - sorri 


Ele concordou com a cabeça e eu tirei meu tênis para começarmos.

 

- E então... como vai ser? Mano a mano? - perguntei vendo ele subir no ringue sem usar luvas ou qualquer outra coisa 


- Eu só quero ver se você é tão boa quanto diz. Sem machucar apenas treino certo? 


Concordei e subi no ringue 

 

Nos encaramos por um tempo até ele tomar posição e dar um passo para trás, fiz o mesmo e aguardei atenta o ataque. 
Ele não o fez e então percebi que eu deveria fazer, fui pra cima onde o mesmo desviou de todos os golpes e começou a contra-atacar 

 

- Vamos imaginar que isso é uma luta de verdade - ele disse se aproximando - E eu sou o inimigo 

 

Antes que eu pudesse concordar ele me deu uma rasteira me fazendo ir ao chão, mas certamente levei ele junto comigo.

Rolei ficando em cima dele e o encarei com a respiração um pouco acelerada 


- Agora eu iria socar o seu rosto o máximo que eu pudesse e te daria um tiro


Ele deu um sorriso de lado 


- Mas seu inimigo é muito bom e em algum momento iria bloquear seus socos 

Nisso ele me empurrou para o lado e se levantou me fazendo rolar para o lado e me levantar antes que pudesse "levar um chute" 


Sammy fez um gesto com a mão para que eu me aproximasse mas continuei no mesmo lugar esperando que ele fizesse isso 

- Vamos lá, eu sou bom e você não pode esperar que eu te ataque, você tem que acabar comigo

 

Me aproximei sendo como sempre bloqueada de meus golpes até o momento em que lhe dei uma joelhada no estômago e apliquei o upper que seria um soco de baixo para cima, atingindo seu queixo.

Como tudo não passava de encenação meu soco não teve reação mas em outro caso ele iria se desequilibrar e eu daria meu golpe final.

 

- Agora eu poderia atirar em você, continuar te batendo até ficar inconsciente, bem ... o que seja - falei dando de ombros 

 

Sammy umedeceu os lábios e olhou para baixo dando um sorrisinho fraco

 

- É, peguei leve demais

 


Em um piscar de olhos o mesmo já estava atras de mim me imobilizando com o braço e me arrastando enquanto eu tentava escapar de alguma maneira 

 

- Vamos lá Meg - sussurrou em meu ouvido - Sei que eu venceria em qualquer situação mas ... - fez uma pausa - O que você faria? 

 

Relaxei meu corpo e continuei me debatendo até ele se desequilibrar. Ainda com Sammy me imobilizando por trás, coloquei uma perna minha atrás da sua fazendo o mesmo cair me levando junto, me recuperei rapidamente ficando em cima dele e segurei seus braços com força antes que ele voltasse a atacar novamente 


- Assim está bom pra você? - perguntei próximo ao seu rosto 

- Ótima posição - sorriu malicioso 


Ri dando um tapa em seu peitoral mas logo parei quando o barulho da porta batendo com força chamou nossa atenção.

Fiquei sem reação quando vi Gilinsky nos olhando com o rosto prestes a pegar fogo e sai de cima do Sammy sem dizer alguma palavra 


- Ótimo treino, você não é tão ruim assim - Sammy disse também se levantando 


- Estou um tempo sem treino, mas mesmo assim ainda poderia te matar se fosse mesmo meu inimigo - falei enquanto calçava meus tênis 

- Um dia você consegue - respondeu debochado 

 

Mostrei o dedo do meio, e passei por Jack que ainda permanecia quieto e aparentemente bravo pelo qual motivo eu não fazia  ideia. 

 


(...)

 


Com todas as preocupações sobre o novo inimigo eu não tinha muito o que fazer no QG então resolvi ir embora e pedi para Taylor me informar caso tivesse alguma noticia. 
O dia passou e como não houve nada novo me "arrumei" e sai à procura de algum lugar para ir comer, como apenas dei voltas e não sabia onde ia resolvi mandar uma mensagem para o Taylor 


~Mensagem~

    ⁃    Onde eu vou comer? 


    ⁃    Eu vou saber Megan!


    ⁃    Você não respondeu corretamente 


    ⁃    Vai cagar

    ⁃    Te odeio .

 


E como não obtive a resposta que gostaria parei meu carro próximo a Starbucks e fui até o estabelecimento. Assim que me sentei senti meu celular vibrar e o tirei do bolso da calça para ver o que era 

~Taylor~


    ⁃    Espera você estava falando sobre comida? Quero! 

 

Ignorei  suas mensagens e guardei meu celular no bolso novamente para que pudesse fazer meu pedido.

 

 

Assim que havia terminado e satisfeita mesmo após comer coisas doces, paguei a conta e sai para voltar ao carro. Já estava tarde e a rua se encontrava completamente vazia, coloquei minhas mãos no bolso do casaco e comecei a andar até meu carro. Na metade do caminho pude ver uma van preta se aproximar de vagar e apressei meus passos para tentar chegar o mais rápido até meu automóvel, a velocidade da van aumentou e sem ter o que fazer comecei a correr e coloquei na chamada de emergência ligando diretamente para Taylor.

Outra van me cercou na esquina e quando me virei para tentar fugir dois homens já estavam na minha cola. Eu não tinha escapatória mas iria lutar até que não aguentasse mais .... certamente  não consegui acabar com todos e meu celular voou para longe, também acabei jogada dentro de uma van indo para algum lugar que eu não fazia ideia. 

 


- Porra vocês vão pagar por isso - ameacei enquanto tentava me soltar das cordas que prendiam minhas mãos e pés 

 

Eles não respondiam a nenhuma de minhas ameaças ou então demonstravam alguma reação. Resolvi me calar mas sentia toda a raiva me queimar por dentro, e vai ser preciso matar muita gente pra que esse "sentimento" vá embora.

 


Quando a van chegou ao seu destino, me tiraram de dentro e fui levada à força para dentro de um galpão grande e velho, dois homens estavam parado em frente à entrada e me olharam com um sorrisinho ridículo no rosto.

Gravei todo o caminho e planejei minha fuga antes mesmo de chegar a uma sala toda branca onde me colocaram sentada em uma cadeira e fizeram questão de amarrar ainda mais forte a corda em mim. Resmunguei enquanto tentava afrouxar a corda e com todas as tentativas falhar os dois homens me deixaram sozinha na enorme sala. 


Isso é realmente sério? 
Eu estava na mesma situação dias atrás o que quase resultou em minha morte, será possível que isso vá se repetir novamente?

 


Passei minutos esperando que alguém entrasse pela porta e me dissesse o que estava acontecendo ou então que uma troca de tiros acontecesse e Taylor aparecesse para me livrar disso. Mas ele realmente viria? Alguém dos Youth ligaria para mim a ponto de vir me salvar? Se isso chegar até Gilinsky eu tenho certeza que ele vai me deixar aqui até morrer .... não sei como fui capaz de esquecer as palavras que sempre repeti para mim mesma "Nunca espere algo de alguém, faça você mesma"

 

Se eu quiser sair desse lugar, terei que fazer por mim mesma. 

 

 

Tentei afrouxar tantas vezes a corda das minhas mãos que parecia que finalmente estava conseguindo, minhas mãos ardiam e formigavam mas não era o momento para parar. 


A porta finalmente se abriu e parei na mesma hora vendo um homem alto com uma aparecia de no máximo 40 anos se aproximar de mim

 

- Resolveu dar o ar da graça? - perguntei irônica 


- Me desculpe se te fiz esperar demais - respondeu no mesmo tom - São muitas pessoas para morrer e muito dinheiro envolvido entende? - sorriu 


- Perfeitamente - sorri falsa 


- Podemos começar? - perguntou 

- Fui arrastada até aqui pra isso 

 


Ele concordou com a cabeça e olhou em seu relógio antes de começar 

 

- O que você pode me dizer sobre Jack Gilinsky 

 


Isso só pode ser piada 

 


Soltei uma risada e olhei para ele

 

- Eu não sei nada sobre ele 

 

O homem me encarou e fiz o mesmo 


- Não tende mentir para mim porque essa é uma tentativa falha. Você esteve com ele em vários lugares e ao que me parece é uma Youth não é? 


- Eu vou sem bem sincera, Jack Gilinsky me odeia e eu odeio ele se era só isso mesmo já pode me deixar ir embora 

 

Foi sua vez de rir 

 

- Você não vai a lugar nenhum, me dando informação ou não 

 

- É uma pena tinha episódio novo da série hoje - comentei 

 

 

Meu rosto virou para o lado com o impacto e senti a ardência de cinco dedos em meu rosto 

 


Filho de uma puta. 

 

- Só pra você entender que eu não estou de brincadeira e que é melhor começar a falar tudo o que sabe agora antes que eu me irrite de verdade e atire logo nessa sua testa

 

- Uau! 

 


Outro tapa em meu rosto e me contorci de tanta raiva, senti a corda em minhas mãos ficando ainda mais fraca junto com toda a força que eu fazia para tentar me livrar logo.

 


- Apenas diga logo tudo o que você sabe  - seu tom bravo  não teve efeito nenhum sobre mim

 

- EU NÃO SEI NADA PORRA! - gritei sentindo meu sangue ferver mais que a raiva presente em mim

 

- Eu vou te mostrar quem é que não sabe nada

 


O soco pegou meu rosto em cheio e no mesmo momento pude sentir o gosto metálico na minha boca 


Olhei para ele com meus olhos em fúria e cuspi todo o sangue em seus sapatos 

 


- Sua vadiazinha - dessa vez fui atingida com um soco em meu estômago e perdi o ar por alguns segundos 


Tudo girava e eu sentia meu corpo ficar cada vez mais fraco, não posso me render novamente, não posso deixar que me matem.

 

 

(...)

 


Não faço ideia de quanto tempo tenha se passado desde o o momento em que ele saiu dizendo que eu tinha mais um tempo para pensar e dizer tudo o que sei. Meus olhos estão pesados e minhas pernas tremem, sinto que posso me soltar dessa corda mas a dor não facilita muito as coisas para mim.

 

Respirei fundo e afrouxei a corda mais um pouco, de vagar eu ia conseguindo soltar alguns nós e assim segui até estar completamente livre. Dei um suspiro aliviada e mas continuei com as mãos para trás e a corda em meus dedos, meus pés ainda estão amarrados mas apenas com as mãos livres eu já poderia fazer o suficiente. Não posso sair daqui sem matar quem me trouxe, aquele homem me pagaria por cada tapa e soco que me deu ou eu na me chamaria Megan Walters.

 


Assim que a porta se abriu novamente olhei para o homem vindo em minha direção mais uma vez e então pensei em meu plano.

 

- Vai falar ou terei que acabar com você de uma vez? 


- Vou falar - respondi cabisbaixa 

- Ótima garota 


- Eu só preciso preciso confessar uma coisa antes tudo bem? - perguntei 

 

Ele me olhou meio desconfiado mas por fim concordou 

Pedi para que ele se aproximasse mais e quando o mesmo abaixou seu pescoço para que escutasse melhor foi a hora.

 

Enrolei a corda com pressa em volta do seu pescoço e me joguei em cima dele levando o mesmo ao chão, sua cabeça bateu com força e usei todo o restante da minha força para enforcar ele o mais rápido possível. O mesmo se debatia e tentava a todo custo me tirar de cima dele mas  permaneci forte até o momento em que seu coração parou de bater.

Eu gostaria mesmo de ter o torturado até que ele implorasse para eu parar, mas infelizmente estou sozinha nessa e preciso ser rápida antes que alguém perceba algo. Soltei a corda dos meus pés e procurei por alguma arma na roupa do homem não identificado morto no chão, encontrei uma Glock 9mm no cós de sua calça e a peguei com pressa saindo rapidamente da sala. Andei por alguns corredores vazios até ver os dois homens que estavam na van comigo logo à frente, eles não perceberam minha presença o que me fez atirar nos dois com facilidade e correr para chegar logo na saída. Minhas pernas já estavam bambas e minha visão já estava meio turva, eu desidrato muito rápido e devo ter passado mais tempo do que pensei aqui nesse lugar, já fui muito melhor que isso mas meu treinamento não está cem por cento e me sinto como se fosse desmaiar a qualquer hora.

 

- EI,EI,EI 

 

Me virei vendo outro homem correndo em minha direção e passei a correr de costas enquanto atirava no mesmo, seu corpo logo caiu ao chão e voltei ao meu percurso. Corri mais alguns metros mas logo outro homem surgiu, resolvi não usar minha arma para não ficar sem bala quando realmente precisasse usar e então corri até o capanga subi com uma perna pelo seu joelho e em seguida envolvi as duas pernas em volta do seu pescoço levando-o ao chão fazendo sua cabeça bater com força por conta do impacto, ele desmaiou na mesma hora e tive que respirar fundo antes de voltar a correr novamente. 
Avistei a porta da saída e aumentei ainda mais a velocidade sentindo meu coração bater cada vez mais rápido só de saber que sairia desse galpão.


Quando já estava do lado de fora não encontrei os homens que estavam na entrada quando cheguei e então aproveitei para correr ainda mais, minha visão já se encontrava embaçada e eu me sinto completamente exausta e também decepcionada, era impossível que Taylor não conseguisse me encontrar e eu ainda tenho o pingente ele podia saber onde eu estava.
Levei minha mão ao pescoço mas não senti a merda da corrente... talvez ele não tenha me achado por isso e não posso culpar ninguém.

Um disparo foi feito de longe e fiz de tudo para desviar e não sair ferida, me virei vendo mais homens correndo até mim e sinceramente não tenho certeza se ainda vou ter forças, eu não sei se posso fazer isso sozinha e meu estado a cada minuto piora mais, não posso acreditar que dessa vez eu possivelmente morra.


Outros disparos foram feitos e minhas pernas vacilaram por um momento, olhei para trás um pouco assustada e respirei fundo voltando a correr novamente.

 

Por favor não me deixe morrer aqui, por favor não me deixa morrer aqui, por favor, por favor ...

 

Ouvi o som de motores extremamente potentes e ergui minha cabeça vendo uma seção de carros totalmente familiares vindo em minha direção, o primeiro era de Taylor e o segundo do Gilinsky e foi só isso que conseguir identificar. 
Taylor passou com seu carro atropelando todos os homens que corriam em minha direção e Gilinsky parou seu carro em minha frente enquanto os outros iam diretamente até o galpão, fiquei parada e completamente perdida naquele momento, meu corpo todo estava exausto e eu era incapaz até de dar mais um passo.


Gilinsky saiu de seu carro e correu em minha direção com a aparência de um semblante preocupado, e em outra ocasião isso me surpreenderia mas tudo estava girando e me deixando confusa.

 


- Jack 

 

Foi tudo o que eu disse antes de cair em seus braços.



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