História Criminal - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Criminal!au, Ficwriter!ironfires, Jeon!bottom, Jimin!tops, Lemon, Mention!vhope, Yaoi
Exibições 318
Palavras 4.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 5 - Capítulo 5

Sabe aquele momento que você está tão frustrado, tão fora de si que acaba não pensando em nada a não ser naquele fator que te deixou desse jeito? Eu estava assim. Hoseok falava sem parar ao meu lado e eu não ouvia nada. Talvez ele estivesse falando para eu abaixar a velocidade, mas quem disse que eu o fiz?

Dirigia rápido, rápido demais para ser mais óbvio. Eu não parava de pensar no que acabou de rolar. A pequena briga entre meus amigos e eu, a possibilidade extrema de Seong ter se vingado de mim, roubando as minhas mercadorias, aish. Realmente, era um saco ter a cabeça cheia de coisas, pensamentos aleatórios espalhados dentro da mesma.

Não demorou tanto para chegar ao meu destino. Saí do carro feio louco. Eu estava transtornado.

Parei em frente ao portão da casa onde aquele filho da puta mora.

— SEONG! SEU DESGRAÇADO!

E nada. Eu sabia que ele estava lá, porém, ele não saiu. Covarde.

— VOCÊ NÃO É HOMEM O SUFICIENTE PARA ME ENCARAR? VAMOS, VENHA ATÉ AQUI, SEU IMPRESTÁVEL!

E foi aí que ele apareceu com aquela cara de bunda, como sempre.

— O que você quer, menino Jimin? — Eu detestava com todas as minhas forças quando ele me provocava, me chamando de “Menino Jimin” vai se foder, caralho.

Os portões se abriram e eu, louco, fora de mim, partir para cima, sem dar chances para o mais velho. Acertei aquela cara com toda a minha força, isso vai doer bastante mais tarde.

— Eu sei muito bem que você me roubou e eu vim buscar o que é meu!

Seong, não ficando por baixo, me atingiu no estômago. Hoseok queria se intrometer mas gritei para ele não fazer isso, essa briga é minha e de Seong.

— Você fica putinho quando é roubado mas não pensa quando rouba os outros, não é? Que arrogante. — Disse o mais velho, passando ligeiramente as costas da mão na sua boca que estava sangrando.

— Então foi você mesmo. Você é um grande filho de uma puta! — E, de novo, eu estava indo para cima.

Brigamos, nos socamos, nos chutamos. E não parei até que ele ficasse destruído e deformado. Claro, eu não saí ileso mas, com certeza, ele ficou muito pior.

— Não adianta, garotinho. Eu já vendi tudo. Você está do jeito que eu queria te ver, totalmente na merda. — Soltou ele, com a boca cheia de sangue e jogado no chão. Desgraçado!

Dei um último chute no seu estômago, o que fez ele se curvar de dor. Eu queria bater mais, contudo, Hoseok não deixou. Disse que já estava bom e não adiantaria mais nada, já que ele vendeu tudo. Fui para o meu carro e bati com toda a força a porta do mesmo. Encostei a cabeça no volante e em seguida Hoseok entrou.

— Vamos embora. Não há mais nada a fazer.

— Eu acusei os meus amigos, hyung. — Soltei de uma vez. Não vou negar, eu me sinto tão estúpido, babaca, idiota por ter os acusados. Eu sou um péssimo amigo.

— Não vamos discutir isso agora. Vamos embora. Amanhã vocês conversam e pensamos em um jeito de recuperar o que perdemos. Juntos.

E foi depois disso que fomos para cara. Eu estava acabado. Não só internamente, mas por fora também. Meu rosto estava machucado e meus músculos, doloridos. Tudo o que eu fiz a ao chegar foi deitar e dormir. Não me preocupei em fazer curativos, tirar as roupas, nada. Apenas dormir.

 

 

 

 

Sempre quando estou me sentindo um lixo humano, eu costumo ir ao uma cafeteria, o único lugar que eu deixo de ser Park Jimin, o bandido. Gostava de ir principalmente quando está quase vazio. Eu estava sentado, tomando um café puro, quente e amargo. Estava cedo e o clima estava gélido. Na minha cabeça, tudo o que se passava era como eu fui idiota com Yoongi, Namjoon e até mesmo com o Jin que não é tão meu amigo assim. Eu devia me desculpar, mas por que isso parece difícil para mim?

— Posso me sentar com você?

Uma voz.

Uma voz conhecida, por sinal.

Levantei a cabeça e o vi. Só pode ser brincadeira.

— Qual é, você está me seguindo?

— Jimin...

— O que você quer? Por que está aqui? — Perguntei. Olhei sério para Jeongguk e esperei a resposta que, como eu esperava, não veio.

Jeongguk apenas se sentou e pediu um café. Revirei os olhos. Isso só pode ser piada.

— Não estou aqui para brigar. Você não acredita em coincidência? — Ele perguntou, tirando sua toca. Seus cabelos negros estavam suavemente bagunçados, alguns fios caíram em seus olhos, consequência da retirada um tanto brusca da toca.

— Não, e acho que você está me perseguindo. Não é possível.

— Por que você está machucado? — Perguntou ele. Seu semblante antes normal, mudou-se para um preocupante. Estaria Jeongguk preocupado comigo?

Não.

Definitivamente, isso é uma piada.

Soltei um riso nasalado, irônico. 

— Eu briguei com uma pessoa. Não que isso seja do seu interesse, mas já que está perguntando.

— Jimin, eu sei que começamos errado. Mas, realmente, não quero esbarrar em você e então começarmos uma briga ou discussão. Definitivamente, quero evitar esse tipo de coisa. Já basta os tantos inimigos que eu tenho, poupe-se de ser mais um.

O olhei. Apenas isso. O olhei e, novamente, aquela sensação estranha me invadiu. A forma como ele falava, como fazia gestos, até mesmo como movia seus lábios ao falar. O que é isso? Estaria eu, Park Jimin, admirando Jeongguk?

Por um momento, eu cogitei a ideia de “fazer as pazes” com o garoto à minha frente. Eu já estava com a cabeça cheia, acho que vai ser melhor descartar esse problema que tinha com Jeongguk.

— –Certo. Mas só porque eu estou por aqui de problemas. — Falei fazendo gestos e ele riu.

Era a primeira vez que eu via seu sorriso. Sorriso verdadeiro.

O seu sorriso é o mais bonito que eu já vira. Como pode um garoto tão depravado conter um sorriso tão atraente? Eu tinha que admitir isso, afinal, era verdade.

— Então — ele estendeu a mão —, amigos?

— Não venha com essa para cima de mim. Não somos amigos, apenas demos uma trégua.  — Falei, ignorando a sua mão estendida diante de mim.

—Aish, você realmente... — Disse e abaixou sua mão.

Jamais pensei que gostaria da presença dele. Admito que a última pessoa que eu imaginei aparecer aqui e, por incrível que parece, conseguir me fazer rir em uma situação ruim, foi Jeongguk. Estava totalmente fora de cogitação.

As últimas horas eu passei conversando com aquele garoto. Falamos sobre assuntos aleatórios, parecia que ele já me conhecia a anos, era realmente estranho mas agradável ao mesmo tempo.

— Eu realmente tenho que ir agora. — Disse Jeongguk, olhando o seu relógio.

— Tudo bem, eu também tenho. Preciso resolver alguns assuntos pendentes, você sabe. — Disse me levantando e tirando da carteira o dinheiro para pagar o café.

— Podemos nos encontrar mais vezes, não? — Eu não sabia se era uma boa ideia, afinal, isso tudo ainda é muito recente. Mas de qualquer forma, acabei concordando.

— Tudo bem, só vou concordar porque foi agradável conversar com você. Mas não se acostume, Kook.

— Pode repetir o que você acabou de falar ? — Ele disse, me olhando de forma peculiar e com um meio sorriso nos lábios.

— Disse que não é para você se acostumar.

— Depois disso. — Insistiu. E foi aí que eu percebi a cagada que eu fiz. Eu o chamei de Kook sem perceber. Aish, Jimin, você não fez isso! Francamente!

— Vá a merda! — Exclamei. Jeongguk caiu na risada. E mais uma vez, eu estava apreciando aquele jeitinho dele, completamente desconhecido por mim. Sua risada é tão agradável e gostosa de ouvir. É realmente incrível.

— Nos vemos qualquer dia. Até mais. — Ele falou e colocou sua toca preta novamente. Saiu antes de mim, deixando na mesa um pequeno papel.

 

 

“É realmente importante você salvar o meu número.”

 

 

E atrás do papel, estava o seu número anotado.

Ok.

Isso tudo é realmente estranho e muito repentino. Semanas atrás eu odiava esse garoto e isso era recíproco. Nos ameaçamos e veja só agora, ele me deu seu número.

Involuntariamente, deixei um sorriso brotar em meus lábios. Que loucura.

Saio logo atrás, pegando o meu carro e partindo para casa, onde, quando chego, encontro um Jung Hoseok deitado confortavelmente no meu sofá vendo um programa que, acredito eu, nem ele mesmo estava interessado em assistir.

 0151 Cheguei, hyung. — Disse e tirei os sapatos, os deixando na entrada da porta.

— Hm. Oi.

— O que houve? Por que está com essa cara de bunda? — Perguntei e me sentei ao seu lado.

— Só estou sentindo falta dos meninos. É meio ficar sem eles. — Ele disse com cara murcha e eu, concordei.

A casa ficava mais barulhenta, altas risadas eram ouvidas pela casa e simplesmente era divertido tê-los. Eu precisava mesmo me desculpar.

— Eu irei me desculpar com eles, só basta encontrá-los.

— Provavelmente estão na casa do Jin. — Ele disse e desligou a televisão.

— E você sabe onde fica? –— Perguntei.

Eu realmente devia ir, me desculpar e pedir para eles voltarem. Eles são as únicas pessoas que tenho desde quando éramos crianças, não podemos nos separar desse jeito.

— Sim, podemos ir mais tarde. O que acha? — Ele pergunta e apenas balanço a cabeça, confirmando.

Após isso, subo as escadas para o meu quarto. Tiro a jaqueta e a jogo em um canto qualquer. Apesar de está cedo, eu realmente estava com sono. Eu dormir pouco, pensando nos vários problemas que estou metido.

Me deito e solto um suspiro pesado.

 

 

“Podemos nos encontrar mais vezes, não?”

 

A voz de Jeongguk preencheu os meus ouvidos, como se ele estivesse aqui, nesse exato momento, cochichando bem perto do meu ouvido. Estremeço, fico estranho por esse ato repentino, afinal, por que diabos eu estava pensando nisso agora? Balancei a cabeça e resolvi dormir um pouco, já que não tinha dormindo quase nada na noite passada. Me ajeito em uma posição confortável e me cubro, pegando no sono bem rapidamente.

 

 

“ — Jimin... acorde. Acorde logo, meu amor. —  Foi a primeira coisa que eu ouvi ao acordar.

Abri apenas um olho e me deparei com Jeongguk, fazendo um carinho gostoso em meu rosto. Tão gostoso que poderia voltar a dormir.

— Bom dia... — Ele disse, quase em um sussurro, depositando um beijo molhado em meu rosto. Sorri com o ato, querendo retribuir da mesma forma.

— Bom dia, meu amor. Que bom que está aqui, achei que me abandonaria. — Falei, desviando o olhar.

Jeongguk estava tão sereno, seus cabelos pretos caídos em sua testa, arrumados perfeitamente o deixavam ainda mais angelical. Seus lábios tão convidativos, levemente rosados e umedecidos formavam um sorriso que eu poderia julgar como bobo.

— Eu nunca faria isso. Jiminie. Eu prometi que jamais faria isso, meu amor. — Disse ele, se aconchegante em mim, deitando sua cabeça em meu peito. Seus dedos faziam um leve carinho em meu abdômen desnudo. Gostoso. É realmente uma delícia as carícias do meu amor.

— Não me deixe, ok? Eu te amo tanto. — Falei e, mesmo não conseguindo ver o seu rosto, pude sentir o seu sorriso se abrindo em contato com a minha pele.

Ele ergueu um pouco a cabeça, para me olhar, e deu um sorriso. O sorriso pelo qual me apaixonei. Ele deposita um beijo em meus lábios e, de repente, se levanta, cuidadosamente. Jeongguk, em pé à minha frente, da um outro sorriso bobo. Fecho os olhos brevemente e quando os abro, vejo Jeongguk no chão, ensanguentado. Corro desesperado em sua direção, me jogando no chão e não me importo se vou me sujar de sangue, abraço o seu corpo amortecido e as lágrimas caem em desespero.

–JEONGGUK! NÃO! NÃO! NÃO ME DEIXE! VOCÊ PROMETEU!

Eu senti uma pontada em meu peito e senti como se o mundo estivesse desabando grosseiramente em minha cabeça.

Eu perdi o amor da minha vida.”

 

 

 

 

Acordo num pulo. Meu peito subia e descia freneticamente, eu estava ofegante. Senti as gotículas de suor escorrerem pelas laterais do meu rosto. Que merda de sonho foi esse?

Passei a mão pela minha testa e fechei os olhos, tentando me desvencilhar das lembranças desse sonho, ou pesadelo? Inspiro e solto todo o ar pela boca. Eu estou suando, meu coração está acelerado demais, mas que porra está acontecendo? Levanto da cama e vou ao banheiro. Me olho no espelho e vejo meu rosto completamente suado. Banho. Eu preciso de um banho urgente. Ligo o registro e deixo a água escorrer pelo meu corpo. Aos poucos fui me acalmando. Minha respiração já se encontrava normalizada e estava bem mais calmo. Por que eu sonhei com ele? Aish!

Coloco minhas roupas e encontro o Hoseok deitado em minha cama. O que me fez dar um pulo de susto.

— Ai! Que susto, caralho. Não sabe bater, porra? — Digo, irritado.

— Se assustou por que, hein? Estava fazendo algo que não devia no banheiro? — Disse ele e eu senti a malícia em suas palavras. Revirei os olhos, terminado de me trocar.

— Vá a merda. Por que caralhos você está aqui?

— Nós vamos na casa do Jin, esqueceu? — Sim, eu me esqueci.

— Ah, é verdade. Bem, já estou pronto de qualquer forma. –Digo e apenas arrumo o meus fios laranja desbotados.

Ainda tenho uma breve lembrança do sonho e acabo por lembrar do momento mais cedo em que estive com ele. Tento afastar essas pensamentos e apenas calço meus tênis da cor branca. Hoseok se olha uma última vez no espelho e nós saímos. Ele iria dirigir já que sabe o trajeto da casa de Jin. Eu só quero acabar logo com isso.

Longo minutos depois, já estávamos em frente a uma casa mediana e branca. Olhei para Hoseok e o mesmo saiu primeiro do carro, parando em frente a porta.

— Vem logo, porra! — Exclamou. Revirei os olhos e saí em seguida.

Hoseok tocou a campainha. Eu estava nervoso, eu realmente odeio está aqui e odeio mais ainda a ideia de me desculpar com alguém, mesmo que eu seja o errado da história. Hoseok toca novamente ao não receber respostas e então, alguém abre a porta. Yoongi.

— Hyung! — Hoseok, escandaloso, abraça Yoongi que o retribui calorosamente. Yoongi olha para mim com tédio, não que fosse anormal, afinal, ele sempre estava com essa cara.

— Oi, hyung. Podemos conversar? — Eu disse. O mesmo deu os ombros e nos deu passagem para entrar.

Namjoon e Jin estavam no sofá, próximos demais por sinal, mas se afastam ao perceber que têm visita.

 — O que ele está fazendo aqui? — Jin diz. Pude perceber a irritação no tom da sua voz. Reviro os olhos.

— Jimin descobriu quem foi o responsável pelo roubo e veio se desculpar, não é Jimin? — Hoseok diz, me olhando de forma séria.

— Sim. Me desculpem, hyungs. Eu não devia ter acusado vocês. — Digo, desviando o olhar.

— Esse é o seu problema, Jimin. Você faz besteira e tenta consertar depois. Ainda estamos muito magoados com a sua acusação. Somos seus amigos, cara, e eu ainda não acredito que você desconfiou de nós. — Namjoon disse, suspirando decepcionado em seguida. –Mas te entendemos. Por um lado.

— Sim, mas peça desculpas ao Jin também, foi mais injusto com ele. — Disse Yoongi.

— Aish! — Resmungo. — Desculpe, Jin. — O mais velho me olha com desprezo mas depois suaviza sua expressão, vindo em minha direção e colocando sua mão em meu ombro.

— Tudo bem.

bom! Ta tudo resolvido agora então vamo’ parar de viadagem. — Hoseok quase grita. Rimos juntos então me junto a eles.

 

 

 

Apenas Yoongi volta comigo e com o Hoseok. Namjoon ficou com o Jin dizendo que precisava ficar mais, para resolver algo.

Chegamos em casa e eles logo vão para seus quartos. Fico sozinho na sala. Ponho as mãos no bolso e retiro da mesma um pequeno papel. Sorrio ao ver que é o papel que Jungkook deixou para mim. Não seria ruim se eu mandasse uma mensagem, certo?

Salvo o número e logo mando uma mensagem.

 

“Francamente! Você não tem vergonha, não?

 

Envio. Sorrio para a tela do celular. Não sei o motivo por estar rindo, apenas estou. No mesmo momento, meu celular vibra.

 

“Quem é?”

 

Solto uma risada alta. Ah, Jeongguk...

 

“O cara que ainda quer quebrar a sua cara por ter sabotado o carro quando estava prestes a fugir.”

 

Mordo os lábios, sorrindo. Mas que porra, Jimin! Jeongguk demora um tanto para responder, até que meu celular vibra, porém, não é mensagem. Ligação. Hesito em atender. Talvez eu devesse deixar o celular tocar, mas, acabo por atender.

— Não é certo querer quebrar a cara dos outros, Jimin.

— E você acha certo sabotar o meu carro, criança? — Soltou uma risada.

— Ya! Não sou criança. Me respeita.

bom, Senhor Adulto. –Digo.

— “Kook, com quem está falando?” — Uma segunda voz surge. Franzo o cenho e me concentro nessa voz.

Alguns segundos em silêncio. Depois de algum tempo, Jeongguk volta a falar.

— Desculpa, era o meu amigo.

— Aquele que te ajudou a fazer aquela palhaçada comigo? — Ouço a sua risada do outro lado da linha. Que risada gostosa.

— Sim. Esse mesmo...Hey!

— Hum?

— Estará livre amanhã?

Rapidamente penso em mentir, mas, novamente, não consigo. Não consigo evitá-lo.

— Não, por que? — Ouço duas risadinhas do outro lado.

— Que tal irmos a uma festa? Você, seus amigos, eu e Taehyung.

Coço a nuca, hesitando nessa ideia. Não sei o qual será a reação dos meus hyungs quando vê-los. Mas só de pensar me parece bom. Acabo concordando.

— Certo. Boate?

— Não! Eu odeio boates. Não gosto muito de lugares com ar sexual. Vamos em uma festa normal, típica. Sem mulheres semi-nuas andando pelo local.

Solto uma gargalhada.

— Você é gay por acaso? Devia gostar de ver mulheres semi-nuas.

— Mas eu não gosto! E não, não sou gay, idiota. Você topa ou não? 

— Tá bom. Nós encontramos às 22:00, em frente a casa a noturna Roxy. Está bem?

— Certo! Nós nos vemos lá então. Tenho que desligar. Até amanhã. –Diz ele e desliga, não me dando chances de responder o que me deixa um pouco frustrado.

— Até amanhã, Jeongguk.

 

 

 

 

Eu quase implorei de joelhos para Yoongi hyung aceitar ir a festa. Foi uma luta! Porra, que fresco. O único que ficou feliz com a ideia foi, como sempre, Hoseok. Ele adora lugares agitados com música alta. Já Yoongi, parece um velho, não gosta de nada. Mas acabou aceitando. Liguei para Namjoon e pedi para ele ir também. Ele aceitou de boa e irá junto com Jin.

— Mas por que você teve essa ideia? Você nunca vai a festas desse tipo, sempre frequentamos boates. — Perguntou Yoongi.

— Eu sei, mas é que um conhecido me convidou e acho que será legal. — Digo, fazendo bico só para fazer graça.

— Hoje eu quero beijar várias bocas. — Hoseok disse e eu ri enquanto Yoongi fazia uma cara enojado.

— Tomara que fique com uma infecção bocal, desgraçado. — Yoongi diz e eu me desato a rir. Hoseok nem ligou, apenas virou o rosto.

— Falta apenas 1 horas até as 22 horas. Tratem de ficarem prontos logo porque eu não vou esperar ninguém. — Digo e subo as escadas, indo para o meu quarto.

Deito na cama e penso em tudo o que está acontecendo. A minha aproximação repentina com Jeongguk realmente está me afetando de algum modo que não consigo explicar. Apenas sinto-me bem. Por um momento esqueço do desgraçado que eu sou, um desonesto que com certeza já deve ter um lugar reservado no inferno. Suspiro. Lembro que ainda tenho dívidas, graças ao filho da mãe do Seong. Ele vai me pagar cada centavo.

Fecho os olhos e então escuto a risada de Jeongguk. Sorrio. Percebo o que está acontecendo e levanto rapidamente, evitando pensar nessas coisas. Vou ao banheiro e tomo logo um banho. Quando termino, visto minhas roupas. Uma calça skinny escura, camisa branca e uma jaqueta de couro. Calço meus sapatos e coloco meus pertences de ouro. Dou uma arrumada básica nos cabelos e borrifo uma quantidade generosa de perfume em meu pescoço. Pronto.

Desço as escadas e vejo que os meninos também estão prontos. 

— Ótimo. Vamos logo. — Digo, os assustando. Pego as chaves e partimos para o nosso destino.

 

 

 

 

O lugar está cheio, barulhento e agitado. Uma música eletrônica alta está tocando, bem agitada. Não encontrei Jeongguk e seu amigo na portaria e nem estou os encontrando aqui dentro.

— Está muito animado! — Hoseok grita. Olho para ele e vejo a sua animação, já se encostando em uma mulher que insiste em se encostar nele de volta. Yoongi revira os olhos.

— Jimin! –Ouço meu nome. Olho em volta e então, vejo dois garotos.

Jeongguk usava uma calça preta de couro, camisa cinza e um blazer preto. O olho com atenção da cabeça aos pés e então, reparo o quão bonito Jeongguk é. Suspiro.

— Que bom que veio. — Grita ele por causa da música alta. Seu amigo está logo ao lado. Ele me lança um sorriso amarelo e eu retribuo.

— Vocês não são os caras que sacanearam a gente? —Yoongi pergunta, chegando perto de nós. Olho para Jeongguk e o mesmo está sem o que dizer. Então, eu digo:

— Não se preocupe, eles só estavam fazendo graça, coisa de adolescentes bêbados. — Digo. Yoongi fica calado e dá os ombros.

Olho para Jeongguk e ele me lança um sorriso de lado. Sinto seu olhar percorrer pelo meu corpo e estremeço com isso. O que você está fazendo?

— Ah, oi vocês. — Hoseok chega, já com um copo de bebida em mão. Seu olhar trava no garoto de cabelos castanhos e eles se encaram. Franzo o cenho, observando a cena.

— Então, vamos pegar alguma bebida para nós?  — Grita Jeongguk. Concordo e o sigo.

Sentamos no assento perto do balcão onde está o barman fazendo as bebidas.

— O que você quer beber? — Jeongguk pergunta perto do meu ouvido e sinto meu corpo todo tremer por dentro. Arregalo os olhos e me afasto um pouco.

— Pode ser um Martini. — Digo e Jeongguk sorri minimamente. Ele vira-se para o homem a nossa frente e pede dois Martinis.

Olhei para a pista logo atrás de nós e vejo Hoseok dançando com o amigo de Jeongguk , enquanto Yoongi está beijando uma garota no meio da pista.

— Parece que eles se deram bem. — A voz do garoto ao meu lado preenche os meus ouvidos. Olho para o mesmo e ele está sorrindo olhando Hoseok e Taehyung. Tão bonito de perfil.

— Suas bebidas, senhores.

— Obrigado. — Digo ao homem e pego a minha bebida. Jeongguk faz o mesmo.

— É a minha bebida favorita. — Comenta. Sorrio ao lembrar que também é a minha. Uma coisa em comum.

— A minha também. — Digo e Jeongguk abre um sorriso encantador.

— Vamos para a pista? — Pergunta.

— Vamos. — Respondo.

Nos juntamos a multidão e dançamos juntos. Vez ou outra bebíamos um gole da nossa bebida. Jeongguk sempre sorri para mim e isso me deixa nervoso. Nervoso demais, por sinal.

 

 

 

 

Bebi tanto que não reparei a presença de Namjoon e Jin ali conosco. Estávamos todos dançando feito loucos. Mas animados. Vejo Jeongguk se afastar de nós e caminhar para um corredor que, creio eu, o levaria ao banheiro. Franzo o cenho e sem pensar duas vezes vou atrás. Óbvio, se eu estivesse lúcido, não iria. Mas algo me impulsionava em direção a ele e simplesmente fui.

Adentro naquele corredor e não vejo ninguém.

Quando estou prestes a entrar no banheiro, sou puxado por alguém. Arregalo os olhos ao perceber que é Jeongguk . Ele estava com uma cara de bêbado e com um sorriso sapeca nos lábios. Estava igual da primeira vez que o vi.

— O que está fazendo? — Pergunto rindo feito idiota. Jeongguk solta uma risada e logo me empurra contra a parede.

— Algo que eu deveria ter feito há muito tempo. — Diz e, simplesmente, cola nossos lábios.

Arregalo os olhos com o ato e espalmo minhas mãos em seu peito, na tentativa de empurrá-lo. Mas não dá certo, já que Jeongguk cola ainda mais nossos corpos. Estou assustado. Mas, incrivelmente, o beijo se torna bom. Aos poucos vou abaixando a guarda e sem perceber, estou beijando-o loucamente. Jeongguk toca meus lábios com a língua e morde o inferior, puxando para si. Ele quebra o beijo mas minhas mãos ansiosas agarra sua nuca e o puxa novamente para perto. Antes de beijar novamente, ele dá um sorriso de canto.

Sua língua quente toca a minha de uma forma tímida. Suas mãos escorregam pelas laterais do meu corpo e eu sinto uma tremedeira louca. Eu toco seu rosto e chupo, deliciosamente, sua língua. Quando me dou conta do que está acontecendo, me afasto bruscamente.

— Sai de perto de mim! — Grito bravo.

Jeongguk sai rapidamente, me olhando sem entender. Seus olhos parecem cansados. Seus lábios estão vermelhos e inchados e seus cabelos bagunçados.

— Eu pensei que você estivesse gost...

— Não! Não estava gostando. Se você chegar perto de mim novamente, eu vou quebrar toda a sua cara! — Saio sem esperar ele rebater.

Ponho na minha cabeça que não gostei de nada, eu não gosto de homens. Aconteceu pelo simples fato de ele ter me agarrado.

Mas eu correspondi.

Eu estava bêbado, foi somente por isso.


Notas Finais


O PRIMEIRO BEIJO, GALERO. Hauheuah gente, me desculpem qualquer erro. Espero que tenham gostado do capítulo, escrevi na pressa então, me perdoem.
Amo vocês e até o próximo.


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