História Crise existencial - Relatos Suicida - Pensamentos... - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 11
Palavras 372
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Apenas uma história narrada por uma personagem que criei. Ela tem minhas características, minhas vontades, mas, ao contrário de mim, ela consegue fugir. Consegue recomeçar.

Capítulo 3 - Uma pequena historinha.


 
Eles tentavam a chamar, mas ela não queria conversar com ninguém. 

Queria sofrer em silêncio e ir embora dali o mais rápido que pudesse. Porém, não podia. Ela não tinha opção, mas de forma alguma queria ficar ali, convivendo com pessoas que só a faziam sofrer. O menino na qual sua vida dependia acabará de sair pela porta. Ótimo, agora ela se sentia abandonada. Pegou suas malas que estavam em cima da cama e começou a guardar suas coisas. Não sabia pra onde iria, mas não ficaria ali. Secou as lágrimas e foi até a porta. Se escorou nela, ainda meio receosa. Observou aquelas malas em cima da cama e suspirou pesado. Levantou. E se sentou, junto a porta novamente.

Levantou suas mangas, olhando seus pulsos marcados. Vários eram hematomas recentes, outras cicatrizes estavam ali a mais de meses.

Não aguentando, começou a chorar alto, Sem conseguir pronunciar uma palavra sequer. Não sabia o que fazer, só conseguia sentir raiva. Dormiu, encolhida em um canto do quarto, chorando. Tempo depois, quando acordou, estava sozinha.

Se olhou no espelho. Ela estava com olheiras e com aparência cansada e destruída. Passou um pouco de base e pó no rosto. Fez de tudo para esconder. Pegou suas malas e desceu as escadas, mesmo contra sua vontade.

Ela se encarava pela janela, perdida num olhar profundo. Perguntando-se se havia mesmo feito a coisa certa ao entrar naquele ônibus. Perguntando-se se havia como fugir de si mesma, de parar de ser ela e viver outra vida, se seria capaz de trocar sua vida com a de outra pessoa. Como era capaz de imaginar aquilo? Como era capaz de imaginar aquilo acontecendo com outras pessoas? Mas acontecia. Acontecia e ela não podia evitar. Estava afundando. Naufragando. Como um navio com buracos no casco. Rachaduras. Águas a invadiam sem pedir permissão. Seu corpo era um navio. O casco era seu coração. As rachaduras eram suas veias sendo cortadas. Sentimentos a invadiam sem pedir permissão. Faziam-a se sentir inútil. Era como... como se ela não fosse ela. Quando se mutilava, não sentia dor. Era como se estivesse assistindo uma pessoa se cortar. Ela estava morrendo. Estava a beira da depressão. O suicídio era a única maneira. A única maneira de escapar de tudo aquilo...



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