História Cristais de Sangue - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Máfia, Naruto, Romance, Trafico
Exibições 119
Palavras 2.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey, voltei 🎉🎊 Estava com saudades de vocês ♥️ Queria agradecer aos favoritos, comentários e visualizações.. Cara, vocês são de outro mundo! Obrigada mesmo!

Bom capítulo e desculpe qualquer erro, sempre passa.

Capítulo 14 - Abscesso Rompido



Yakumo.

Havia se passado uma hora desde que Hinata lhe procurou para tratar do dinheiro. Ela sabia que iria conseguir arrancar alguns milhares daquela puta... Só não desconfiava que Hinata fosse tão... Tão burra. Além de puta, era burra. O que Sasori, realmente, viu naquela mulher? Porque ela sabia muito bem o que Hinata viu no loiro que entrou em seu quarto aquele dia e teria cometido o mesmo crime se tivesse a chance de ter um homem daquele em sua porta. 

A vida não nos dá tudo o que queremos, não? 

Respirou fundo e tamborilou os dedos no volante. Ela tinha planos. Ah, quantos planos e uma poupança vitalícia. Hinata disse que pagaria uma quantia a mais para ter todas as cópias do vídeo e a segurança de que não haveria mais nenhuma escondida, e Yakumo não perdeu a oportunidade de aceitar o bônus, mas ela não daria todas as suas cópias, precisa de um salva-vidas e aquele simples vídeo iria sustentá-la para o resto da vida. Nunca mais precisará receber ordens ou ser humilhada perante um patrão. 

Por que Sasori nunca reconheceu seus suados anos de serviço? Por que nunca lhe deu a chance de ser algo mais ali dentro? Era óbvio ela sabia dos seus negócios com os homens de ternos; não era idiota para não notar a peculiaridade em cada um e saber que não se tratavam apenas de sócios e investidores. No entanto, ele nunca deu brecha, apenas vista grossa quando ela queria demonstrar mais serviço. 

Às vezes chegou a invejar Barbie, que só precisava abrir as pernas para ganhar em um dia o que ela ganhava em um mês de serviço.

A luz de faróis refletiu no espelho do carro e  chamou sua atenção. À medida que se aproximava, o carro ia diminuindo a velocidade, até parar em frente ao seu. Era a ferrari azul de Hinata. Abriu a porta e desceu. 

- Estou com o dinheiro. - Hinata anunciou assim que desceu. 

- As cópias estão dentro desta pasta. -Yakumo ergueu o objeto para que Hinata pudesse vislumbrá-lo.

O carro de Naruto se aproximou quase como se não houvesse carro passando: Yakumo estava muito alerta a qualquer movimento estranho ao seu redor e escutou o motor do carro estalar ao ser desligado e começar a esfriar. Ela teria puxado a pasta se Hinata já não a tivesse em mãos. 

- Você tentou enganar a pessoa errada. - Hinata comenta com um sorriso de lado.  

Yakumo arregala os olhos e sente o coração pulsar com força. O que faria agora? O papel de burra saiu das mãos de Hinata direto para as suas. Como não pensou que ela contataria o amante? Como pôde ser tão idiota?! E há segundos atrás se gabava da inteligência ignorante... 

Não! Ela tinha um plano B. 

- Meu carro tem pouco espaço, melhor levar no dela. - Naruto comenta enquanto se aproxima.  

Imbuída pelo medo como um animal ferido, Yakume se lança na escuridão do deserto atrás de si. Busca o celular no bolso da calça e entra no aplicativo de sua conta de e-mail. 

Ah, essa vadia podia matá-la, mas não iria calá-la para sempre. O endereço de e-mail de Sasori já estava salvo nos mais frequentes e não foi preciso muito esforço para abrir o rascunho que ela havia preparado para emergências. A respiração pesada de Naruto estava próxima. 

Os segundos voaram em câmera lenta. Seu polegar apertou o "enviar". A fita na tela começou a carregar bem lentamente. Seu corpo foi atingido por outro mais forte e maior. O celular saiu de suas mãos. Sem o apoio das mãos, o impacto com o chão foi duro e atordoante. Não conseguia respirar. 

Quando pensou em gritar, um pano úmido com um cheiro forte foi posto contra seu rosto. Tentou não respirar, mas o cheiro parecia invadir seu organismo só pela força em que era forçado contra o seu nariz. Seus olhos lagrimejaram. 

Naquele momento onde tudo a sua volta ficava turvo e lento; seu corpo pesado e inerte; sua cabeça latejando; o nariz irritado; o sono implacável, ela sentiu uma vontade agonizante de chamar por sua mãe como fazia quando era atormentado por crianças mais forte da escola. No entanto, a mãe não poderia fazer nada por ela. 

Enquanto seu corpo era carregado de volta para o seu carro, o único pensamento que inundava sua cabeça era: a reza para que sua morte fosse rápida e, de certa forma, indolor. Mas ela esperava que Hinata sofresse... Muito. 

                                 ***

Sasori. 

Estava voltando para a mansão, onde sabia que encontraria Hinata, quando seu celular vibrou pelo recebimento de alguma mensagem que ele julgou não ser muito interessante. 

A única coisa que ocupava sua mente era voltar ao normal com a esposa e para atingir tal objetivo havia passado na joalheria do Aria e comprado o colar de cristal mais caro que havia. Joias sempre concertavam as coisas; um conselho antigo do pai, sendo um dos mais verídicos se aplicados. 

Ao chegar a mansão notou que o carro de Hinata não se encontrava na garagem, onde deveria estar. Estreitou os olhos e desligou o carro. A casa estava escura demais, até mesmo se Hinata estivesse dormindo. 

Pegou sua chave no porta-luvas e saiu do frescor do ar-condicionado. Ah, se ela não estivesse em casa... 

Destrancou a porta sem produzir ruído e entrou, ascendeu as luzes da sala e encontrou um lugar vazio e silencioso. Apertou a chave do carro e se lembrou do celular... Talvez a mensagem que recebeu fosse dela avisando onde estaria ou qualquer coisa que explicasse não encontrá-la em casa.

Praguejou ao notar que não pegou o celular e voltou ao carro. 

Sentou no sofá e desbloqueou o celular. Era um e-mail de Yakume. Francamente, essa mulher não podia esperar até amanhã? Por já ter aberto o e-mail e não ter sinal de Hinata, resolveu ler o e-mail de Yakume. 

Havia um vídeo e para acessá-lo foi necessário ter uma conexão com a internet e espaço. Yakume deixou apenas uma frase na caixa de texto: 
" Espero as imagens sejam mais verídicas que palavras e mais fortes que dúvidas." 

O vídeo estava pronto para ser visualizado e a curiosidade de Sasori já estava atiçada ao máximo com a mensagem deixada. 

Era a câmera de segurança do corredor do quarto de Hinata no Luxor. Naruto aparece vindo do elevador e olhando ao redor, como se certificasse que não havia ninguém ali- só não notou a pequena  câmera;não precisa de muito para entrar no quarto de Hinata e não sair. Há um corte na filmagem, levando ao momento em que ele bate à porta bêbado. Outro corte. Marie abre a porta e passam alguns segundos até ela ser puxada para dentro. Ultimo corte. O corpo morte de Marie é retirado do quarto por Naruto e colocado no carrinho, Hinata sai logo em seguida, porém na direção contrária a dele. 

O vídeo termina. Sasori permanece paralisado diante da tela negra do celular e assim pôde ter a oportunidade de comtemplado a fúria em seus olhos. Aquela puta! Como ela ousou?! Agora tudo fazia sentido! Ele não passou de um corno manso! A agressão que trocou com ela não chega aos pés do que ela merece. 

Levantou do sofá e jogou o celular contra a parede imaginando ser Hinata. Caminho pisando duro até a adega. Precisava beber para engolir o papel que fez de graça. Ela devia estar com ele agora... Aquele filha da puta! Deveria matar os dois... Mataria os dois! Não... Os sicilianos são fracos para comprar briga com os russos... 

Quebrou uma garrafa de vinho e depois outra; mais outra e por fim sentou-se no chão, bebendo qualquer garrafa ao acaso no gargalho. 

 

Um barulho na porta chamou sua atenção. Ela voltou... 

Com dificuldade embriagada, ele se levantou do chão gelado e caminhou de volta para a sala se apoiando nas paredes. Chegou no exato momento em que ela entrou. Os olhares se cruzaram; ela aparentava estar assustada ao vê-lo ali. 

- O que está... Você bebeu? - ela passou os olhos por ele, com nojo. 

- E você? - ele falou enrolado - Estava dando para o russo de novo?! 

Hinata ficou lívida. 

- Do que está falando?! 

- Estou falando que a minha mulher não passa de uma puta! - ele estapeou o ar - Eu não posso acreditar que pude ser tão burro,Hinata! Estava estampado na minha cara e eu não acreditei que você seria tão dissimulada a ponto de fazer isso! Eu nunca nem sequer cogitei sobre uma traição! 

- Mas eu nunca faria isso! - ela disse, em tom com a medida certa de inocência, que não fosse desmascarado pelo vídeo, iria o persuadir sem receio. 

A audácia na resposta dela em ainda tentar manipulá-lo e repudiá-lo fez o sangue alcoólica ferver e subir. Suas mãos esquentaram. Ele precisava bater em alguma coisa. 

- Que cara você tem de zombar da minha inteligência?! - ele avançou na direção dele e agarrou os cabelos negros, puxando-os na direção da parede - COMO VOCÊ AINDA SE ATREVE A CONTINUAR MENTINDO PARA MIM?

Ela engoliu seco. O couro cabeludo doía. 

- VOCÊ ACHA QUE SOU ALGUM PALHAÇO? - ele jogou a cabeça dela contra a parede - Irá aprender o que acontece quando putas saem dos meus limites. 

O corpo dela ficou mole após a batida contra a parede e não teve tempo o suficiente para se recompor do golpe seguinte: um tapa de punho fechado contra a bochecha esquerda. Hinata caiu no chão atordoada. 

A sensação de descontar a frustração em quem a causou era um alívio para os nervos de Sasori, o que o motivou a continuar agredindo o corpo quase desacordado de Hinata no chão com mais tapas e, às vezes, socos.

Ele não permitiria que uma mulher o fizesse se sentir daquele modo e se o pai ainda fosse vivo e soubesse disso iria dar um surra nele e matar a cadela traíra. Mas ali não havia saída, ele não podia matá-la porque dependia dela - sem o acordo político com Hiashi a máfia siciliana iria à falência. Esta dependência da mulher que o humilhara deixava a raiva ainda mais palpável. 


Quando se deu conta de si, estava com as mãos em volta do fino pescoço de Hinata, que quase não possuía força para resistir e tinha o rosto deformado em hematomas e cortes. Afastou-se dela como se levasse um choque. 

Não disse nada, apenas se afastou dela com passos arrastados até a porta da sala e saiu.
                              ***
Hinata. 

A luz entrava pela janela da sala de forma tímida, mas o suficiente para despertá-lo do chão. Havia ficado no mesmo lugar que Sasori deixou. Sentia medo de levantar e sentir os ferimentos com mais intensidade ou descobrir algumas costelas quebradas.

Uma lagrimas escorreu pelo canto do olho menos atingido. A saga da mãe estava se refletindo para ela é uma parte de seu subconsciente sentia-se culpada por isso e achava justo a explosão de Sasori, como se ela merecesse uma surra ainda mais forte. 

A casa estava silenciosa. Sasori não devia ter voltado e logo William chegaria para tratar dos felinos, ela não podia continuar ali.

Respirou fundo e sentiu dor. Agora sim ela estava no fundo do poço e desejava morrer afogada.

Arrastou-se pelo chão até a escada, onde ousou levantar. O peso do mundo caiu em suas costas e ela perdeu o fôlego. Todas as costelas pareciam estar quebradas; seu corpo estava destroçado. 

Subiu as escadas com dificuldade e se apoiou na parede para chegar ao quarto. O banheiro foi o refúgio. 


Ao sair do chuveiro já se sentia melhor, mais disposta e ainda dolorida. Enrolou-se no roupão e saiu do banheiro. 

Encontrou os olhos azuis. 

- Estou indo para o México e resolvi... Porra! O que aconteceu com você? 

Os olhos queimaram. 

- Sasori descobriu tudo... Não sei como ou se ele apenas blefou. - ela colocou a mão na frente do rosto ferido. Ela poderia encarar o olhar de qualquer um, menos o dele. 

Naruto cerrou o punho e se aproximou dele. 

- Como ele conseguiu ser tão covarde? - ele passou as mãos por seus ombros.

- Mereci, Naruto, não podia ter me envolvido com você. 

- O quê?! Você está tentando justificar uma covardia?! 

- Nós também fomos covardes matando aquelas mulheres.

Ele calou. Ela soluçou e chorou. 

- Como você entrou? 

- A porta estava aberta.

Da forma mais terna que ele conseguiu, envolveu o corpo dela com os braços e a puxou para mais perto. As mãos dela agarraram sua camiseta e ela não conteve o choro. Estava tão humilhada. 

- Você vai embora! -ela soluçou.

- Você sabe que eu ficaria com você até enjoar de mim, mas eu tenho deveres. 

- Eu sei. - ela enxugou as lágrimas -  Só não estou pronta para dizer adeus. 

Ele tomou cuidado ao acariciar sua bochecha inchada. 

- Não precisa dizer. - ele sussurrou. 

- O que você quer dizer com isso? - ela franziu o cenho e afastou a mão dele. 

- Venha comigo... Sim! Venha para a Rússia comigo! Deixe esse desgraçado para trás, você é muito melhor comigo e sabe disso. Encherei você de joia e qualquer coisa que me pedir! Você vem comigo? 


Notas Finais


Well, o que estão achando?


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