História Cristais de Sangue - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Máfia, Naruto, Romance, Trafico
Exibições 91
Palavras 4.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Borboletas


O voo foi longo e os gritos entusiasmados de Barbie faziam a cabeça de Hinata latejar, mesmo estando afastada do casal. A aeromoça, gentilmente, lha ofereceu analgésicos e isso contribuiu para que ela dormisse o restante do voo até a Itália. 

O avião pousou sem problemas na pista do Aeroporto de Palese, aeroporto de Bari- Itália. Todos desceram do avião e se   aglomeraram perto da escada de metal. 

- Hinata, tem um motorista te esperando na saída. Espere até a van dos leopardos os embarcar e siga para a nossa casa. - Sasori informou segurando na mão de Barbie. 

- E quanto a vocês? - ela franziu o cenho por baixo do óculos. 

- Vou mostrar a cidade a ela, não nos espere. - ele deu as costas e Barbie se pendurou em seu pescoço. 

Por mais estranho que parecesse, Hinata sentiu ciúmes de Barbie e logo depois um alívio de não tê-los em casa por tempo indeterminado. Ficaria sozinha. 

                               ***
Naruto.

O helicóptero pousou e a sua espera estavam algumas figuras masculinos vestidas casualmente. Naruto deixou a aeronave sem demorar muito e caminhou na direção dos homens. 

- Naruto Uzumaki? - um deles se aproximou com a mão estendida. 

- Diego Ortega? - Naruto estendeu a mão ao homem. A pele era parda e os cabelos negros estavam penteados para trás, a barba começavam a despontar nas bochechas e os lábios tinha uma cicatriz que os cortava de cima a baixo. Não aparentava ser homem de idade, talvez na casa dos 30 e poucos anos. O corpo era magro e esguio. As mãos ásperas.

- A que devo a honra de um russo em meus domínios? - Diego ergueu uma sobrancelha e sorriu. Tinha um dente de ouro. 

- Uma conhecida minha me informou que você faz bons negócios com drogas. - Naruto fraquejou ao lembrar de Hinata dormindo na cama. Ele havia pensado nela durante a viagem toda e sua vontade de voltar para buscá-la a força apenas aumentava. 

- A quem devo agradecer por esta recomendação? - Diego inclinou a cabeça. 

- Prefiro não comentar, pois esta pessoa trabalha para um mafioso que pretendia fechar negócio comigo se não fosse a recomendação. 

- Sem problemas. - Diego sorriu caloroso - Tenho um carro a nossa espera. 

Conforme Naruto ia se aproximando do carro, notou que dois pitbulls ( que mais pareciam touros) estavam ao lado de dois homens e os quatro tinham cara de poucos amigos. 

- Os cães são treinados para atacar quando necessário. - Diego comentou ao notar a expressão de Naruto.

Porém, ele não estava preocupado com a ameaça que os cães poderiam ter e, sim, se recordando do dia em que ofereceu dinheiro para comprar aquela cadela do ringue para Hinata. Passou reto pelos cães e entrou no carro.
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Diego os levou para um galpão afastado da cidade e bem movimentado por aviões e caminhões.

- A droga toda vem pra cá e aí eu distribuo. - Diego comenta parando o carro.

- Achei que as drogas eram suas. - Naruto comentou. 

- E são. - Diego sorriu - Aqui é o centro de distribuição. A maioria entra nos EUA por caminhões de esgoto e resto é por aviões. 

Os dois saíram do carro e entraram no galpão, onde malotes de cocaína eram embalados e colocados dentro dos caminhões ou levados por carrinhos para a pista de pouso dos aviões. 

- Vamos pro meu escritório. - Diego fez um gesto com a mão, chamando por Naruto. 

O escritório de Diego era no fundo do galpão com uma saída estratégica para a pista de decolagem ou para a garagem do carro. Era pequeno e com grandes janelas de vidro, assim ele podia ter uma visão total de todos os trabalhadores. Havia uma mesa de madeira escura manchada com vários papéis espalhados, um telefone velho preto e um revólver jogado ao acaso. Havia um quadro atrás da mesa dele com linhas e intinerários das entregas e de onde as drogas vinham, além de algumas armas.

Naruto sentou em das duas cadeiras dispostas em frente à mesa.

- Então, o que lhe interessa de minhas mercadorias? 

- Vim atrás de cocaína, mas essa pessoa disse que seria melhor se eu negociasse com ópio.

- O ópio foi muito usado na Europa, principalmente na guerra do ópio. Depois disso perdeu popularidade e está voltando agora. Estou com ótimos mercados aqui e não pensava em expandir.

- De onde eu vim não temos nem uma cocaína de boa qualidade, garanto que Ópio fará sucesso. 

- Sim, mas o Ópio é mais difícil de exportar assim. Mesmo não sendo famoso, tem uma supervisão do cacete. 

- Pagarei o dobro. 

- Claro, você ganhará o quádruplo. - Diego replicou.

Naruto respirou fundo. Qual era o problema em não exportar a merda do Ópio? 

- Você é filiado com alguém que é meu inimigo? 

- Não sou filiado com ninguém. 

- Então qual o problema de exportar? 

- Infraestrutura, meu caro russo, Ópio da um trabalho do caralho pra manusear e quem vai sair perdendo será eu com o seu "pago o dobro". 

- Tá certo, mas e no futuro? Você já parou pra pensar? - ele parou subitamente ao lembrar de Hinata falando sobre isso, em pensar sobre o futuro deles. Trincou os dentes. 

- O que tem? 

- Você pode perder agora, mas depois irá ganhar muito. Já disse que na Rússia não tem uma droga que preste e as suas parecem ser de qualidade. 

- São. - Diego o corrigiu. 

- Então, sei que terá problema em levar a droga até lá e eu irei ajudar no que puder. Hoje nós perdemos, mas amanhã lucraremos. 

- Vocês não tinham mafiosos no governo? Já é uma grande ajuda. 

 - Sim... - Naruto omitiu o fato que se o novo candidato à presidência vencesse esse privilégio seria perdido. 

- Até quando irá permanecer por aqui? 

- Irei voltar hoje para a Rússia.

- Caralho! O que você ficou fazendo com o Sasori que rendeu tanto tempo?

Naruto deu de ombros.

- Negócios. - disse, tentando forjar indiferença. 

- Espero que não tenha fechado nada com ele, aquele cara já tá falido. 

- Não vim aqui falar sobre os assuntos de Sasori, ou vim?

Diego riu.

- Claro que não, claro que não! Me diga, irá voltar para a América de novo? 

- Por quê? 

- Porque se vamos manter uma relação comercial, precisaremos de reuniões.

- Se formos manter. 

Os olhos de Diego brilharam.
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O jato particular já o esperava a mais de uma hora, porém a reunião com Diego demorou mais que o esperado. Aquele homem era sagaz, esperto, conseguia sempre contornar os assuntos para ganhar vantagem. No fim, eles acabaram negociando uma tentativa para ver como as coisas iam e se a exportação e comércio na Rússia junto com os territórios russos para além do pais fossem produtivas, eles fechariam o acordo de uma vez. Como seu pai sempre disse: "não tente subir a escada por mais de um degrau, o risco de tombo é sempre mais alto".

A viagem de volta para casa seria longa e para encurtar um pouco o tempo que passaria na cabine tomou alguns remédios para dormir. 
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Sakura o esperava no aeroporto, era uma madrugada fria. Era incrível como passar poucos dias em Las Vegas o fez esquecer do frio russo. Não havia pego roupas o suficiente para se agasalhar e sentia que do jeito que estava iria congelar. Por sorte, ele tinha Sakura.

- Sabia que você esqueceria. - ela revirou os olhos - Como foi no México e com o italiano? 

- Não firmei nada com o italiano e estou fazendo uma tentativa com o mexicano. O primeiro carregamento de drogas chegará em nossa pista particular da Carélia por volta da semana que vem. Preciso que você avise Ino sobre a chegada dos aviões para não serem interceptados. - os dois caminhavam enquanto falavam tão baixo que sua conversa não seria notada se fossem vistos por alguém andando ao lado. 

- Sabe quantos aviões virão? - ela pegou seu bloco de notas. 

- Por volta de uns três ou quarto. Também será preciso que você mande Deidara e Lee pra Lisboa recepcionar os aviões. 

- Eles vão parar no aeroporto? - Sakura arregalou os olhos. 

- Não. - Naruto soltou o ar com força - Por isso preciso que você informe Sasame sobre a chegada, eles vão parar na pista de pouso que ela tem no galpão. 

- Ok. Mais alguma coisa? 

- Manda Deidara falar com Augustus quando chegarem em Moscou se não eles não vão ser liberados para chegar aqui. 

- Anotado. Mais alguma coisa? 

Com um olhar de soslaio, ele supervisionou cada letra redonda que ela passava para o papel enquanto andavam, sem deixar nada que ele dizia passar em branco. Por isso que ela continuara na família, podia não ter futuro como mafiosa, porém era de grande ajuda no meio. 

- Como está o meu pai?

- Internado. 

- Porra! E você demorou tudo isso pra me falar? 

- Você chegou dando ordens, Naruto! Queria que eu o cortasse? 

- Sim, merda, é o meu pai! - ele fechou os olhos por um momento - Onde está o carro? 

- Parado aqui na frente. 

- Vamos pro hospital.

 

Não havia muitos pacientes nos leitos ou precisando de atendimento, o hospital até que estava calmo de certo modo. Algumas enfermeiras conversavam encostadas nas paredes em um tom baixo enquanto outras passavam o plantão ou supervisionavam os poucos pacientes internados. Seu pai estava na UTI e seria difícil uma visita ser liberada. 

- Mas ele veio de longe... Senhorita - Sakura tentou ler o crachá -, qual o seu nome? 

- Lara. 

- Então, Lara, não precisa ser por muito tempo, apenas o deixe ver o pai. 

Naruto estava afastado da conversa das duas o suficiente para a pequena discussão não o incomodar. Olhava para a porta de vidro que levava a Unidade de Terapia Intensiva e se lembrou da última vez que falou com o pai. Ele devia ter o obedecido e voltado mais cedo, ter vindo cumprir com suas obrigações, no entanto Las Vegas foi um ponto de escape para a sua realidade e Hinata havia contribuído muito com isso. 

Sem esperar a resposta da enfermeira, Naruto avança pela porta e mal é notado pelas duas ainda discutindo. Passa pelo corredor a passos rápidos e rezando para não cruzar com médicos ou outra enfermeira. Encontrou o pai em um quarto de vidro ligado a vários aparelhos. 

Respirou fundo e abriu a porta. Minato o olhou no mesmo instante. 

- Quanto tempo. - sorriu - Chegou hoje?

- Acabei de chegar. - Naruto fechou a porta e se aproximou - Como o senhor está? 

- Melhor que nunca. 

Naruto soltou o ar entre os dentes e sorriu. Às vezes o otimismo do pai o irritava. 

- Como foi as coisas lá? 

- Conversei com o mexicano e o Ópio chegará semana que vem. 

- Ópio? Achei que não usavam mais. 

- Eu também, mas a Hina- Naruto parou e olhou para o pai, limpou a garganta -, me falaram que seria um negócio melhor se eu negociasse Ópio. 

- Entendo. - Minato sorriu - Passou as coordenadas para a Sakura? 

- Logo que cheguei. 

- Porque não foi dormir? 

- Dormi o voo todo, não estou cansado. - Naruto mentiu. Na verdade, ele sentia medo de deitar em sua cama sozinho e voltar a pensar em Hinata. 

- E como está sua calorosa Hyuuga? - Minato ergueu a sobrancelha. 

Naruto soltou o ar com força e um xingamento passou por sua cabeça. 

- Pai...

- Naruto. - Minato sorriu - Todos nós já nos encantamos por uma mulher antes. 

- Você já gostou de outra mulher sem ser minha mãe? 

- Sua mãe foi a outra mulher. 

Naruto calou, perplexo. 

- Por que nunca me falou isso? 

- Tem coisas que não se precisavam ser ditas aos ventos. 

- Você era casado? 

- Não, estava para casar, mas mudei de ideia quando a conheci. Nos falamos por apenas alguns dias e eu já desisti de casar por ela. 

- Hinata não quis vir comigo.

- Claro que não. Você ainda tem a cabeça de jovem e graças a Deus ela tem a cabeça que precisa ter para dizer não a você.

- Mas eu não entendo, pai, mesmo ela tentando me explicar.  - Naruto passa as mãos pelo cabelo.

- Se você a trouxesse seria traição e, possivelmente, os italianos declarariam guerra a nossa mafia e morte a vocês dois. 

- Mas ela já traiu de qualquer modo. 

Minato segurou a mão do filho. 

- Traição carnal é diferente de uma traição de membros mafiosos, Naruto. Garanto a você que foi melhor assim, logo você arranja outra.

Naruto prendeu a respiração e apertou a mão do pai. Sua vontade era mandar tudo a merda.
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Sua cobertura estava silenciosa e limpa. Chegou perto do sofá e se jogou de costas, soltou o ar. Escutou uma movimentação ali perto, buscou o cano da arma e sentou. Encontrou os olhos esmeralda de Sakura.

- Quase atirei em você, cacete Sakura. - ele voltou a deitar e deixou a arma cair. 

Ela sorriu e se aproximou. 

- Quando você veio para cá? 

- Eu tenho a cópia da sua chave desde que você foi pra America.

- Por quê? - ele a encarou.

- Seu pai pediu caso precisasse de algum papel daqui.

Naruto não continuou a replicar, se o pai havia pedido...

- Quero que me devolva. - disse.

- Sem problema. 

As almofadas do sofá mexem. Sentiu uma mão em sua perna. O corpo de Sakura em cima do seu. Os lábios dela cobrindo os seus. 

O quê? 

Ele segurou seus ombros e a afastou. Ela sorriu. 

- O que foi, Naru? - ela disse, manhosa. 

- Eu só... Viajei muito e preciso dormir, só isso. 

Ela passou os dentes pela lábio inferior. 

- Estava morrendo de saudade de você. - ela sussurrou - Não deixe eu passar mais uma noite sozinha. 

Ele respirou fundo. 

- Sakura, por favor, não dificulte as coisas. 

- Quero apenas te ajudar a relaxar como nos velhos tempos.

Ele a sentiu mexer em suas calças e voltou a pensar na conversa que teve com o pai e depois em Hinata. Sentiu raiva por ela não ter aceitado sua oferta. Minato não havia falado certo, Hinata não veio porque não sentia nada por ele e estava apenas o usando para passar um tempo longe do bêbado do marido dela. Como ele pôde vacilar e achar que havia mais alguma coisa?

Sakura envolveu seu membro e sugou, ele trincou o maxilar. 

Agora, ela devia estar com Sasori como se nada tivesse acontecido. Por que ele deveria se privar por ela? 

Em um impulso, ele agarra os ombros de Sakura e a joga na outra ponta do sofá, ficando por cima dela. Levou apenas alguns segundos para ele arrancar a calça e calcinha que ela usava. Sakura sorriu e passou as pernas pela cintura dele. 

- Ah, Naru, eu senti tanto a sua falta. - ela disse quase como um ronrono. 

Ele a penetrou forte. Ela buscou por sua boca. Ele recusou virando o rosto. 
                           ***
Hinata 

A casa estava vazia. Ela pediu para os funcionários deixarem os afazeres por hoje, queria mais que qualquer coisa ficar sozinha. O único baralho que se podia escutar era o ronrono de Niara ao seu lado recebendo suas carícias. 

Ela estava sentada no sofá com uma xícara de chá e cobertor nos pés. Havia tomado remédio para dor de cabeça e observava o mar translúcido em frente ao prédio. 

O que faria agora? Não podia ir atrás de Naruto, mal sabia de que canto da Rússia ele viera e voltara. Se ela perguntasse a alguém levantaria suspeitas desnecessárias se não pretendesse agir. Poderia falar com o pai de algum modo que ele não desconfiasse de suas intenções ou com Tenten. Ela não desistiria de Naruto, não depois dessa dor dilacerante que ela sentia no peito. 

Sua mãe sempre costumava dizer que quando as borboletas de seu estômago não se agitam mais é porque nunca existiu amor de verdade. Ela nunca sentiu borboletas com Sasori ou com qualquer outro namorado da adolescência, embora sempre as tenha procurado. 

Naruto as trouxe, mas também levou embora.  
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Sasori voltou pela madrugada bêbado com Barbie. A risada dos dois despertou Hinata do quarto de hóspedes e a fez observar a luz do corredor pela soleira da porta. Viu a sombra dos dois passar e escutou a porta bater. Sua cabeça a estava matando. 

Aguardou um tempo e levantou, passando por Niara no chão. Nunca havia dormido com Niara antes, sempre teve medo que fosse atacada; no momento ser atacada por um leopardo era a melhor coisa a acontecer para ela. 

Saiu do quarto em silêncio e caminhou até a cozinha. Não se preocupou em ascender luzes e evitou fazer barulhos. Pegou a cartilha de remédio da gaveta e um copo da água. Voltou ao quarto e encontrou Niara em sua cama. 

- Sério isso? - olhou a felina com braços cruzados - Como vou me deitar aí? 

Sentou no sofá da varando coberta por uma manta de lã e tomou o remédio. 

Dormiu ao relento e ao som do mar na praia.

 

Acordou com gritos na sala. Seu corpo congelou e o peito contraiu. Tentou assimilar se era briga de casal, porém não escutou a voz de Barbie. Niara estava inquieta na porta. 

Levantou com cuidado do sofá e abriu a porta, Niara saiu correndo em direção aos gritos enquanto ela caminhou calmamente. 

- COMO VOCÊ DEIXOU ISSO ACONTECER? COMO QUE ELES TOMAM UM DOS NOSSOS PRINCIPAIS TERRITÓRIOS? 

Barbie estava encolhida no sofá e Sasori gritava com um de seus capatazes. Hinata encostou na parede e observou os dois.

- Mas não tínhamos forças, senhor, não tínhamos armamento o suficiente pra revidar os gregos a altura. Era suicídio colocar homens para defender o território.

Sasori tacou um copo contra a parede e passou as mãos no cabelo. Seu olhar encontrou o de Hinata em suplica por um suporte. 

Ela não faria nada a ele, afinal, ele tinha a Barbie, não tinha? Virou as costas e voltou ao seu quarto. 
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Fazia uma hora que corria pelas ruas tentando acompanhar a praia. Parou para tomar um lanche como almoço e voltou a caminhar. Ainda tentava pensar em algum jeito de encontrar a estadia de Naruto ou um jeito de se encontrar com ele e pedir perdão por tê-lo deixado ir. 

Estava cansada de fazer o que as pessoas esperavam que ela fizesse. Naruto foi a saída que ela sempre rezou em ter e ela recusou. Como foi tão burra? 

Tenten havia se oferecido para visitá-la, talvez pudesse ajudar a encontrar o russo. 

As pessoas na rua olhavam para seu rosto marcado de hematomas e um desconforto tomou conta de seu corpo; esqueceu de passar maquiagem. 

Sua cabeça voltou a latejar. Pegou o celular preso na cintura. Buscou o contato de Tenten. 

Não foi preciso chamar mais de duas vezes. 

- Oi! 

- Oi. 

- Aconteceu alguma coisa? Sasori te bateu de novo? 

- Você está sozinha? 

- Não. - Tenten pareceu se mover - Agora, sim. 

- Sasori descobriu sobre o Naruto e as coisas não deram certo. Naruto me chamou para ir com ele e eu recusei... 

- Você o quê? Porra, Hina! 

- Eu sei que fui estúpida, mas eu tive medo e ainda tenho. 

- Entendo perfeitamente. - a voz dela ficou menos animada - Em que posso ajudar? Precisa de um ombro amigo? 

- Não. Preciso que você encontre ele. 

- Como? 

- Tente descobrir onde ele fica ou a máfia russa, qualquer coisa que me leve a ele, por favor. - ela sentiu ânsia e afastou o telefone. 

- Você está bem? 

- O voo atacou minha enxaqueca e os remédios fuderam meu estômago. 

Tenten ficou em silêncio e respirou fundo.

- Sasori voltou a te bater? 

- Ele trouxe Barbie para cá. - Hinata desviou o assunto. 

- Que filha da puta! As coisas devem estar péssimas. 

- Sim... Mas vão melhorar. - ela disse mais para si mesma que para Tenten - Como estão as coisas por aí? 

- Seu pai quer casar a Hanabi com um grego. 

- Ele quer o que?! Um grego? Ele está ficando louco? 

- É o que o Neji está falando. 

- Ele não pode casar com um grego! E os italianos? Os gregos acabaram de invadir um território do Sasori, está um inferno aqui. 

- Fiquei sabendo e não sei o que se passa com o seu pai, talvez ele só queria despachar Hanabi como fez com você.

- Ou ele está tentando quebrar a aliança com os italianos? 

Se o pai firmasse o casamento com os gregos causaria uma revolta direta nos italianos, principalmente agora depois do ataque, então será provável que Sasori rompa com a Hyamaki e talvez com o seu casamento... 

- Não sei o que seu pai- Tenten fez uma pausa e o áudio ficou ruim-, preciso desligar. Entro em contato com qualquer informação.

- Obrigada. 


Ela permaneceu por ali por mais alguns segundos e voltou para o apartamento. Sentia-se ótima por estar agindo. 
                         ***
Naruto

Os jornais diziam que Vladir ganhava popularidade entre os eleitores e isso significava um risco para a máfia dentro do governo e os privilégios disso, já que ele dizia em suas campanhas que acabaria com o lado negro que tomava conta de uma parte política do país. Se Yvon não fosse reeleito os russo correriam um grande risco de queda. Também já havia ficado sabendo da investida dos gregos sobre os italianos.

- O que acha que devemos fazer pra garantir o Yvon? - Sasuke senta a cadeira a sua frente. 

- Ele tem bastante voto em Moscou e em São Petesburgo. 

- O que tem? 

- Temos muitos devedores lá, então quero que envie Itachi para negociar a dívida pelo voto no Yvon. 

- Como vamos saber quem cumpriu? 

- Temos gente infiltrada lá.

- Esqueci da Ino... - Sasuke estala a língua.

- O que acha que o Gaara está tentando fazer?

- Invadindo os italianos? Não sei. - Sasuke dá de ombros - E também pouco me importa. 

- Qualquer passo que eles dão reflete na gente também, seria bom se ele avisasse quando pretende expandir o território assim. 

- Gaara não fará isso, não reparou? 

- Reparei e estou falando que não gostei.

- Quer que eu faça o que? 

Naruto não respondeu para não gerar uma discussão desnecessária e voltar a ler a papelada atrasada em sua mesa.

- Fiquei sabendo que você pegou uma americana. - Sasuke sorri de lado.

- Americana? - Naruto franze o cenho - Ah! Foi só umas transas. 

- E ela transava bem? 

Naruto revirou os olhos.

- Bem o bastante para transas que cortassem o tédio daquela cidade. 

- Quer um copo de whisky? 

- Sim. 

Sasuke levantou e saiu da sala, assim que a porta bateu ele apoia as mãos no rosto e fecha os olhos. Como podia ser tão cretino e tentar negar o que sentia? Mesmo quando tentava ser honesto, negar era uma defesa do seu corpo. Ele havia sentido isso na pele na noite anterior com Sakura.

O que ela deveria estar fazendo? Onde estaria? Com quem? Será que Sasori voltou a agredi-la? A sensação de saber que passaria um dia inteiro sem vê-la era angustiante e só piorava quando lembrava que esse era o primeiro de muitos. 

Buscou no computador por Hyuuga Hinata e encontrou umas fotos dela ao lado de Sasori ou "empresário milionário sócio de um hotel de Las Vegas". Aumentou a foto e ignorou Sasori ao lado dela, parecia ser mais nova na época que foi fotografada e estava sorrindo. Estava tão linda quanto atualmente. Não haviam informações concretas sobre o local de sua residência. 

Sasuke voltou com os copos e sua aproximação fez Naruto fechar a página do navegador. 

- Minato estava falando comigo sobre você essa semana que passou. - Sasuke sentou - Falou sobre Sakura também. 

- Do que se tratava? 

- Você precisa casar e ter seus herdeiros. 

Naruto deu um longo gole em sua bebida. Tinha cabeça para qualquer coisa, menos isso. 

- Por favor... - levantou.

- Onde você vai?

- Levar uns papéis para o meu pai ver. 

Na verdade, ele só queria sair dali. 
                            *** 
Hinata 

Tenten havia ligado mais cedo e não trazia nada de novo, todavia as duas decidiram começar a fazer os preparativos caso achassem o russo: identidade falsa e passaporte, abrir uma outra conta que Sasori não tivesse acesso, preparar uma mala de fuga e um carro. 

Naquela manhã, Hinata não passava bem: estava enjoada com qualquer coisa, embora sentisse fome e a dor de cabeça ainda era forte. Evitava ao máximo sair de sua cama se não fosse para vomitar. 

Decidiu ir a cozinha pedir um suco a cozinheira e acabou passando pelo lavado, onde encontrou uma mulher. Estava chorando debruçada na pia, tinha longos cabelos loiros e um rosto arredondado- até lembrava Barbie. 

- Quem é você? - questionou.

A mulher bufou. 

- Está ficando louca? 

Ela reconheceu Barbie pela voz. 

- Barbie? Puta merda, você está diferente.

Ela tinha olhos puxados para o lilás. 

- Uso lente e peruca, só isso. - ela deu de ombros. Hinata notou uma marca roxa em seu pescoço e boca. 

- Sasori bateu em você? 

Barbie fechou a cara e bateu a porta do banheiro. Hinata deu de ombros e continuou seu caminho. 

- Bianca, tem suco de laranja ou melancia? - sentou-se na bancada.

- Tem maracujá, serve? - a mulher sorriu. 

- Sim. - Hinata retribuiu o sorriso. 

- Vai querer almoçar?

- Você pode fazer uma sopa? 

- Está passando mal? 

- Estou enjoada. 

- Enjoada? 

- Sei lá, acho que é o remédio pra minha enxaqueca.

- Muitas coisas causam enjoo, senhorita. - Bianca colocou o suco no balcão - Farei a sopa em alguns instantes. 

Hinata franziu o cenho e deu um gole no suco. O gorfo subiu queimando sua garganta e ela mal teve tempo de chegar ao banheiro.


Notas Finais


Oláaaa, voltei! Esse capítulo tem uma andada no tempo, não muito grande, e os próximos continuaram nesse mesmo estilo e, provavelmente, com mais focos narrativos( nesse só quis colocar o Naruto e a Hinata). Reparei que chegamos a mais de 2000 visualizações e queria agradecer ♥️♥️ Além dos comentários e favoritos, sério, fico muito feliz em saber que você gostam do que escrevo.


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