História Cristal - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 158
Palavras 5.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Lembrando mais uma vez que essa história não é de minha autoria, só estou modificando os personagens para que possamos desfrutá-la com o nosso casal mais amado, vulgo OutlawQueen.

Capítulo 7 - Capítulo seis


Robin P.O.V

Passei as mãos no cabelo pela décima vez. Tinha plena consciência de que havia tomado a decisão correta e mesmo assim me sentia incomodado.

— Deixei ir longe demais — murmurei para mim mesmo.

Sentado no sofá, eu não tirava os olhos da porta do meu quarto. Desejei que ela voltasse, mas ao mesmo tempo agradeci por não ter feito isso. Regina havia me provocado durante todo o dia, e o fato de ter que passar a noite debaixo do mesmo teto que ela não ajudou. Antes de ela ir dormir eu puxei seu braço para conversar com ela, mas não sabia direito o que dizer e acabei desistindo. Então, imagina a surpresa que tive quando acordei e ela estava agachada ao meu lado.

Fiz questão de que David dormisse no quarto de hóspedes, não para privilegiá-lo, mas sim porque ele falava durante o sono e era quase impossível dormir ao lado dele. Então, fiquei no sofá, o que foi uma péssima ideia, pois depois do que aconteceu, toda vez que eu me sentasse nele, me lembraria da cena que eu e a Regina tínhamos protagonizado ali. Meu pau ainda estava duro, e pensar no que tinha acontecido me fazia suar. A pele macia em minhas mãos... Os lábios inchados pelo beijo ardente... O arrepio de prazer... Os olhos semicerrados pela luxúria.

Regina estava linda, ela era puro desejo. Olhei para as minhas pernas e passei a mão pela minha coxa, na qual ela havia montado minutos antes. Levantei os dedos e sorri. Ela estava tão molhada que os rastros de sua excitação ficaram na minha pele.

Naquele momento, o sorriso desapareceu do meu rosto. Provavelmente ela pensou que eu era louco, ou que não gostava de mulher. E, se alguém me dissesse que eu pararia daquela forma uma transa certa, eu chegaria à mesma conclusão. Foda-se! Eu tive um autocontrole da porra para parar, mas estava pagando por isso. E não era somente pelo desconforto de ter uma ereção furiosa dentro da cueca, mas também por lembrar das lágrimas que se formaram nos olhos da Cristal quando eu me afastei.

Droga.Ela devia ter achado que eu a rejeitei. Idiota!

Foi exatamente isso que você fez!, meu subconsciente gritou.

Precisava pedir desculpas e explicar o que tinha acontecido. Caminhei até a porta do quarto e levantei a mão para abri-la, mas paralisei. Não tinha ideia do que dizer, e muito menos conseguiria explicar o que me havia feito parar, já que nunca fui de negar fogo. Voltei para o sofá, me deitei de bruços e coloquei o travesseiro em cima do rosto. Adormeci novamente, mas não foi um sono tranquilo. Passei o tempo todo sonhando ou imaginando Regina em meus braços. Merda de tesão!

Acordei novamente e percebi que a chuva tinha cessado. Era muito cedo, o dia ainda estava raiando, mas eu não conseguiria voltar a dormir. Eu me levantei e peguei o par de tênis, a camiseta e a bermuda que estavam na lavanderia. Adoro correr. No começo fazia aquilo por puro prazer e para manter o físico, mas meses antes eu intensificara o treino para ganhar condicionamento para as montarias. Fechei a porta de casa com cuidado e coloquei a chave por baixo. Não queria acordar ninguém, era sábado e todos poderiam dormir até mais tarde. O cheiro de terra molhada me atingiu assim que eu saí na rua. Era uma das coisas que eu mais adorava no campo, os aromas impossíveis de se apreciar em uma cidade grande. Comecei caminhando, mas logo peguei impulso e passei a correr na velocidade de sempre. Algumas pessoas já estavam na rua. O dia começava cedo. Todos que passavam me cumprimentavam. Eu era muito conhecido na cidade, principalmente por ser o único médico veterinário da região. Treinei por quase duas horas e, antes de voltar para casa, passei na única padaria da cidade para comprar o café da manhã. Uma vontade de agradar Cristal me pegou desprevenido, então escolhi o que achava que ela gostaria.

— Bom dia, Robin — Caroline me cumprimentou assim que cheguei ao seu caixa. Ela era uma mulher linda, cabelos negros na altura dos ombros e olhos chamativos, não pela cor, mas pela expressão.

— Bom dia, Carol — respondi com um sorriso e comecei a passar minhas compras pelo balcão.

Fiquei com ela durante um tempo, mas, quando percebi que ela queria mais do que eu estava disposto a dar, terminamos. Ainda éramos amigos, não tanto quanto eu era da Marian, mas ainda mantínhamos uma boa relação.

— David está na cidade? — perguntou divertida, no momento que me viu retirar queijo da cesta.

— Que dúvida — respondi no mesmo tom de brincadeira.

Peguei as duas sacolas, me despedi da Carol e caminhei de volta para casa. David já estava de pé na varanda, olhando para o céu, no mínimo tentando adivinhar se o tempo atrapalharia a colheita da soja. Mostrei as sacolas para ele, e o esfomeado rapidamente me acompanhou para dentro de casa. David já tinha feito café: muito tempo morando sozinhos fez com que aprendêssemos a nos virar. Deixei as compras na cozinha e resolvi tomar um banho, estava completamente suado. Tomei uma ducha rápida no banheiro social e me enrolei em uma toalha para buscar roupas limpas no meu quarto.

Bati na porta várias vezes e, como não houve resposta, entrei. Para minha surpresa, encontrei Regina igualzinha a mim: somente de toalha. Ambos ficamos mudos, apenas nos encarando. Não resisti em olhar para suas pernas e me lembrei da noite anterior. Cristal foi a primeira a se mexer: tossiu secamente chamando minha atenção. Assim que olhei para o seu rosto, vi que ela não tinha acordado de bom humor. Não era difícil imaginar o motivo da sua carranca.

— Desculpa, eu preciso de roupas. — Foda-se! O quarto era meu, e não tinha que me desculpar.

Caminhei até o meu armário e retirei uma bermuda jeans e uma camiseta. Abri a gaveta e peguei uma cueca boxer preta. Olhando para baixo, percebi que aquela era uma peça que eu precisava vestir urgentemente, pois alguém já estava dando sinal de vida. Regina estava com os braços cruzados e uma expressão de impaciência. Antes de sair, eu me virei e a encarei novamente.

— Desculpa por ontem... — comecei a falar, mas sua expressão foi de pura raiva. Percebi que ela não me desculparia tão facilmente.

— Está se desculpando pelo quê? — ela perguntou batendo o pé no chão. — Por ter me levado àquela espelunca que você chama de bar? Ou por me fazer dormir nesse muquifo que é a sua casa? — Podia sentir a amargura em sua voz, então decidi sair sem responder.

Apesar de ter me ofendido, não quis revidar. Pensei em seus olhos marejados na noite anterior e acabei sentindo pena. Eu merecia essa! Bati a porta sem olhar para trás. Troquei de roupa no quarto de hóspedes e, quando entrei na cozinha, encontrei todo mundo sentado em volta da mesa. Dei um beijo na testa da Mary, e David desviou os olhos. Não sabia o motivo daquela reação, mas tinha certeza de que coisa boa não era. Me sentei na cadeira vazia de frente para Regina, que vestia a mesma saia da noite anterior e a minha camiseta. Quase surtei durante a noite quando a vi com a minha roupa, com o meu cheiro. E, quando percebi que por baixo daquela camiseta ela estava completamente nua, fiquei louco de verdade. Eu me remexi desconfortável na cadeira, pois meu pau estava me incomodando. Desgraça que não me obedece mais.

Regina me olhava como se quisesse me fuzilar, então tentei me concentrar em David e Mary que conversavam sobre a chuva. A mesa estava farta: pão, bolo, frutas, café, leite e...

— Porra, David! — praguejei e todos na mesa me olharam assustados. — Só tem metade do queijo! — Apontei para o prato no centro da mesa.

Mary e Regina sorriram, e David ficou visivelmente sem graça. Ele nunca ficava constrangido, devia ser o efeito da presença da minha prima. Cristal continuava sorrindo e eu a encarei, apreciando a beleza do seu sorriso. Mas, assim que colocou os olhos em mim, uma carranca voltou a tomar conta do seu rosto. Essa era mais teimosa que burro quando empaca.

— Mary, onde eu consigo comprar roupas? —Regina perguntou, desviando a atenção da Mary para ela. Minha prima pensou um pouco antes de responder.

— Olha, confesso que aqui você não vai encontrar nada muito no seu estilo, mas podemos ir à cidade vizinha — disse toda animada. E depois se virou para mim. — Você nos leva, mano?

Analisei o pedido e cheguei à conclusão de que não poderia, pois, apesar de ser sábado, estava de plantão. Uma remessa de vacina poderia chegar a qualquer momento, e eu deveria recebê-la.

— Desculpa, pequena. Fica para a próxima.

Ela fez uma cara triste, mas não questionou meus motivos.

— Eu levo vocês — David se prontificou, assim que eu terminei de falar.

As duas ficaram bem animadas, então eu não quis ser do contra. Talvez assim Regina melhorasse seu humor. Terminamos de tomar café e David nos levou até a fazenda. Quando passamos pela estrada, percebi o estrago que a chuva tinha causado, mas felizmente os tratores já haviam retirado as árvores caídas. Deixamos Regina e Mary na sede — David as buscaria depois do almoço.

Apesar de tudo, estava com pena do meu amigo. Compras com duas mulheres não seria tarefa fácil. Voltei para a cidade com David, e no caminho conversamos sobre vários assuntos, sempre deixando Mary e Regina de fora, o que foi bom, mas me deixou um pouco ressabiado. Peguei minha caminhonete no Taurus e fui para casa. Passei quase toda a manhã lendo alguns artigos sobre bem-estar animal. Gostava de estar sempre a par das novidades da área. Preparei um almoço simples e à tarde eu voltei para a Girassol. Precisava me certificar de que Ventania estava totalmente curado. Após examiná-lo, eu o selei e resolvi dar uma volta pela fazenda.

— Sua bênção, tio. — Eu disse como de costume ao sair do galpão e encontrar com Gepeto. Ele segurou a aba do chapéu, me cumprimentando.

— Deus te abençoe, Robin. E o Ventania? — ele perguntou, apontando para o cavalo que eu montava. Ajeitei o chapéu e conferi se meus pés estavam bem apoiados no estribo.

— Forte como um touro — respondi e fiz o animal começar a trotar.

Cavalguei algum tempo com o Ventania pelo pasto da Girassol. Era uma bela fazenda, muito bem-cuidada graças ao trabalho do meu tio. Já estava quase anoitecendo quando levei o cavalo de volta para a baia dele.

**

Quando cheguei em casa, tomei um banho rápido e vesti um jeans velho com uma camiseta verde. Foi impossível não me lembrar da Regina assim que vesti a camiseta. Ela estava linda com a minha roupa. Ao pensar nela, olhei o relógio e comecei a ficar preocupado. Eram nove horas e eles já deveriam estar de volta. Como se fosse um presságio, meu celular tocou. Corri para atender, já imaginando o que tinha acontecido. Para o meu alívio e, ao mesmo tempo, meu desespero, não era David, mas Marian.

— Oi, gata — atendi, tentando parecer natural, mas minha voz soou um pouco nervosa.

— Oi, Perigoso. Melhor você vir ao bar — ela disse e eu notei o sorriso em sua voz. Eu não estava nem um pouco a fim de sair.

— Desculpa, Marian. Hoje não dá. Tenho que achar o David e as meninas — expliquei para não magoá-la.

— É por isso que estou te ligando. — Ela gargalhou alto e eu fiquei sem entender o motivo. Percebendo o meu silêncio, Marian continuou: — Digamos que... — Ela parou, mas completou: — Sua prima e a novata estejam dando um show de striptease em cima das mesas de sinuca.

Todo o sangue do meu corpo subiu para a cabeça. Tive certeza de que saía fumaça dos meus olhos de tanto ódio.

— Cadê o David? — praticamente gritei e naquele momento senti raiva da Marian por não conseguir controlar a risada. Porra! Aquilo não era engraçado.

— Te liguei também por isso: David não é páreo para as duas — Marian disse em meio à gritaria que eu ouvia ao fundo. — Ei...! — ela gritou e eu percebi que não estava falando comigo. — Mantenha o sutiã, mocinha. — No momento que ela disse isso, eu desliguei o telefone, calcei o primeiro par de sapatos que vi e saí em direção ao bar.

Só podia ser brincadeira!

Em pouco tempo cheguei ao Taurus e, antes mesmo de entrar, eu já ouvia o burburinho. Caminhei entre as pessoas em direção às mesas de sinuca, chutando o que tinha na frente e empurrando qualquer um que atravessasse o meu caminho. David tirava Regina de cima da mesa, mas, assim que voltava para pegar a Mary, ela subia novamente. E assim se revezavam no show. Cristal estava com um short jeans curto e desfiado na barra. Uma camisa xadrez fazia com que ela se parecesse com as mulheres com quem eu estava acostumado a sair, exceto pelo fato de a camisa estar toda aberta, com seus seios à mostra, enquanto ela rodava o sutiã nos dedos. Mary não estava muito diferente: vestia um short tão curto quanto o da Regina, um modelo que ela nunca tinha ousado vestir. A diferença é que a Mary estava de sutiã e rodava no ar a camisa que devia estar em seu corpo.

As duas estavam completamente bêbadas. Assim que cheguei mais perto, abri os braços empurrando os marmanjos que praticamente babavam por elas. Olhei para o alto e minha vontade era de estapear a bunda das duas.

— Que porra é essa?! — perguntei e Regina soltou um sorriso torto.

Droga! Foi aí que eu percebi. Ela estava se vingando. E usando minha prima para isso.

 

 

Regina P.O.V

Mary estava se mostrando uma garota legal. E claramente precisava de uma ajudinha em relação ao David. Na nossa tarde de compras, ela mencionou o fato de David não achá-la atraente. Só se ele fosse burro, pois a Mary era linda, bastava caprichar um pouco mais em alguns detalhes do quesito produção. Com certeza, poderia frequentar os melhores lugares comigo que passaria fácil, fácil por alguém da high society.

Nosso dia foi agradável, a cidade vizinha não poderia ser considerada um grande centro, mas pelo menos tinha um shopping, coisa de que esse fim de mundo nunca tinha ouvido falar. Depois de muita insistência da Mary, eu acabei comprando algumas roupas mais interioranas, mas claro que daria um jeito de adaptá-las ao meu estilo. David nos acompanhou o tempo topo, e eu consegui perceber o porquê de a Mary se sentir insegura. O cara precisava de um empurrãozinho, era muito tímido. Ficava encarando a Mary, mas, assim que alguma de nós o flagrava, ele desviava o olhar. Típico! Já no caminho de volta, o celular do David tocou e eu pensei que seria o Robin, mas fiquei decepcionada quando ele colocou o telefone no viva-voz.

— Fala, camarada! — David falou.

— David, você está na cidade? Murchei no banco quando percebi que não era o Robin, mas então me lembrei da noite anterior e me ergui novamente. Idiota!

— Chegando, por quê?

— Cara! Meu carro caiu em uma vala, preciso de sua caminhonete para rebocá-lo. Escutei a conversa e me parecia que alguém precisava de ajuda.

— Vou levar mais uns dez minutos para chegar aí.

— Valeu, cara. Mary, que estava ao seu lado, perguntou o que tinha acontecido.

— Conrado! Vou ter que deixar vocês esperando no Robin para ir socorrê-lo.

— Nem morta! — gritei assim que ele disse que me levaria para debaixo do mesmo teto que o caipira.

— Deixa a gente no Taurus. Eu e Regina tomamos uma cerveja até você voltar — Mary interveio. Acho que ela percebeu que eu não ficava confortável perto do seu primo.

— Ok, mas tomem cuidado — respondeu olhando para a Mary, e eu revirei os olhos.

Até eu, que nunca tinha me apaixonado, via que o cara era doido por ela. David nos deixou no bar. Ainda bem, pois de jeito nenhum eu voltaria para a casa daquele brucutu. Eu ainda estava com muito ódio pela noite anterior. Eu e a Mary começamos com uma cerveja, e percebi que ela era fraca para o álcool, pois ficou alegrinha imediatamente.

— Um brinde aos idiotas! — ela levantou a garrafa e eu fiz o mesmo.

Isso vai render.

Da Mary alegrinha para a que estava completamente bêbada arrancando a camisa foi um pulo. Nem mesmo eu poderia explicar como tínhamos ido tão longe, mas sabia que estávamos nos divertindo. Percebi que ela precisava apenas de um empurrãozinho para se soltar e, é claro, me senti realizada em ajudar. Mas eu sabia que, assim que os dois peões chegassem, a situação iria desandar. E foi o que aconteceu. David quase enfartou quando nos pegou em cima da mesa. E dizer que eu fiquei feliz ao ver a cara de ódio do Robin seria o eufemismo do século, pois eu estava nas nuvens. Não planejei nada daquilo, mas as coisas foram acontecendo, e, quando percebi, eu e Mary já estávamos arrancando a roupa em cima das mesas de sinuca. Robin praticamente me fuzilava com os olhos, enquanto David tentava arrancar Mary de cima da mesa.

— Desce daí agora! — Robin ordenou e eu dei de ombros, lançando um beijinho em sua direção.

Aquilo o deixou ainda mais furioso, pois ele me puxou com tanta força que depois meu braço ficou todo roxo. Quando cheguei ao chão, Robin não me deu tempo para reagir: ele me jogou em suas costas, como se eu fosse um saco de batatas. Eu bati na sua bunda com as mãos em punho, na esperança de que ele me soltasse, mas foi em vão.

— Não acredito que você arrastou a Mary para essa sandice — Robin gritava e, como a música não estava muito alta, praticamente todo o bar podia nos ouvir.

Levantei um pouco a cabeça e notei que David vinha logo atrás, carregando Mary do mesmo modo. Apesar da humilhação, eu não consegui segurar a gargalhada. Dois homens daquele tamanho carregando duas garotas praticamente de cabeça para baixo foi uma cena que chamou a atenção de todos. Senti uma mão forte acertando minha bunda e não acreditei que aquele filho da puta tinha me batido.

— Isso é para você parar de rir — disse ele, já chegando à porta do bar. — Se eu fosse seu pai, espancaria você, isso sim — Robin completou, e eu pude sentir a raiva em sua voz.

— Eu não sou nada sua, então me põe no chão, tratador de porcos. — esbravejei, e Robin fingiu que não me ouviu.

Assim que saímos, ele me soltou de forma abrupta e agradeci por não estar de salto, pois com certeza cairia de bunda no chão.

— Você está sob minha responsabilidade — disse ele, totalmente fora de si.

Robin apontava o dedo para o meu rosto, então fechei a cara e cruzei os braços em sinal de protesto. Nem meu pai mandava em mim, não seria aquele caipira que iria mandar. Continuei na mesma posição, mas, quando Robin virou de costas para mim, não consegui evitar: meu Deus, como sua bunda ficava perfeita naquela calça apertada! Daria tudo para sentir aqueles músculos com meus dedos.

— Regina, você é... demais — Mary disse, fazendo com que meu olhar desviasse do mister bumbum para ela. A voz arrastada revelava que ela estava muito mais bêbada do que eu. Na verdade, os meus anos de experiência fizeram com que meu fígado, se é que ainda existia esse órgão em meu corpo, se acostumasse, então não era fácil o álcool me derrubar.

— Sabia que você iria se divertir — eu disse com a voz alegre, pois estava levemente alterada.

David chegou dirigindo a caminhonete e estacionou próximo a nós. Mary dava pulinhos e eu nunca tinha visto bêbada mais alegre. Robin se virou para nós e seu olhar de advertência para Mary não fez efeito nenhum.

— Olha o que você fez! — esbravejou olhando para mim, mas apontando para Mary, que corria em direção à porta da frente da caminhonete do David.

— O que eu fiz? — Levei as mãos ao coração, e bati os cílios, me fazendo de ofendida.

Adorava provocá-lo, ele ficava muito sexy com cara de bravo. Robin olhou para o céu e passou as mãos pelo cabelo, deixando-os ainda mais despenteados. Se ele não tivesse me rejeitado na noite anterior, eu me jogaria em seus braços em um piscar de olhos. Mas o desgraçado pagaria caro, ninguém rejeita Regina Mills, e ele sentiria na pele o que é uma mulher com orgulho ferido. Aquela noite era uma pequena mostra de que, mesmo sem planejar, eu já tinha conseguido tirá-lo do sério.

Passei direto por ele e escutei seus passos me seguindo. Abri a porta da caminhonete do David e entrei. Coloquei o cinto e, assim que Robin se sentou ao meu lado, David partiu em direção à fazenda. Olhei para fora pela janela, pois não conseguia estar no mesmo lugar que ele. Robin era um feitiço; se eu o encarasse, me perderia, e tudo que eu estava pensando iria por água abaixo. Uma música que eu não conhecia começou a tocar no rádio. Mary cantava tão alto que eu quase não ouvia a voz do cantor, mas deu para entender o que dizia a letra.

 Estava distraída com a letra quando olhei para o lado e vi que Robin estava virado para mim e me encarava com os olhos tomados pela raiva e pelo desejo. Seu olhar se alternava entre as minhas pernas e o meu decote. Um pouco antes eu tinha fechado os botões da camisa, mas, como não tinha achado meu sutiã, estava sem ele.

— Quer? — perguntei atrevida. Segurei os seios e os sacudi na direção do Robin, que bufou com a brincadeira.

— Olha aqui — ele apontou o dedo indicador bem perto do meu rosto, quase tocando o meu nariz —, não me interessa se você gosta de ficar pelada para todo mundo, mas eu não admito que você arraste a Mary junto com você. Estamos entendidos? — Sua voz soou ameaçadora, mas, antes que eu respondesse, Mary nos interrompeu, virando para o banco de trás.

— Maninho, não foi culpa da Regina. — Ela tentou me defender, mas Robin não a deixou falar.

— Cala a boca, Mary. — Ela imediatamente lhe obedeceu. Meu Deus! Que poder aquele homem tinha sobre as mulheres, pois até eu me encolhi com a sua ordem. — Porra, ainda não acredito na cena que vi! — disse, descansando o rosto nas mãos.

Apenas a música no rádio quebrava o silêncio no carro. Nem David ousou falar alguma coisa, na certa sobraria para ele também. Então, limitou-se a dirigir, coitado!

 Chegamos à fazenda e somente eu desci da caminhonete. Não entendi por que a Mary continuou no carro e por que todas as luzes da casa estavam apagadas. Olhei de volta para o carro, e Robin, vendo que eu estava confusa, desceu, andou até mim e disse:

— Vou levar Mary para casa, ela não tem condições de ficar aqui, os empregados estão de folga, então provavelmente não terá ninguém — explicou e eu olhei para aquela casa velha e enorme.

Um frio subiu pela minha espinha e o medo de ficar sozinha se apoderou de mim. Eu me virei e segurei o Robin pelo braço. Surpreso, ele me encarou, sem entender o que eu estava fazendo.

— Por favor, não quero ficar sozinha — pedi, quase implorando para que ele ficasse comigo.

Um vento frio soprou e um arrepio atravessou o meu corpo, fazendo com que eu passasse as mãos pelos ombros tentando me aquecer. Robin deve ter ficado comovido com o meu pedido, pois andou até a caminhonete, trocou algumas palavras com David e voltou. Mary colocou o corpo para fora da janela do carona e se despediu com um aceno. Subimos em silêncio as escadas até a porta da frente. Quando chegamos, nós nos olhamos e pude sentir o desejo que nos dominava. Ficamos alguns segundos parados, até que ele se virou impaciente em minha direção.

— Cadê a chave, Regina? — perguntou nervoso. Arregalei os olhos com aquela pergunta e não soube o que responder. Não sabia que os empregados tiravam folga no sábado, então não me preocupei em pegar a chave. — Você só pode estar de brincadeira comigo! — Robin disse e começou a andar de um lado para outro. — Você é burra ou só está fingindo? — Suas palavras duras despertaram minha raiva, mas, antes que eu pudesse responder, ele continuou: — Não sai daqui que eu vou ver se consigo entrar pela janela e destrancar a porta pelo lado de dentro.

Cansada de toda aquela loucura que tinham sido os três últimos dias, eu me sentei no chão e abracei os joelhos, descansando meu rosto neles. Só via escuridão à minha frente, e os barulhos estranhos me assustaram. Fiquei alguns segundos naquela posição e praticamente pulei de susto quando uma mão pesada pousou sobre o meu ombro. Mas, assim que abri os olhos, a segurança ao ver o Robin próximo a mim me acalmou.

— Não tem como, as janelas são muito altas e todas as portas estão trancadas — explicou. — A essa hora David já deve estar na cidade, e meu celular ficou em casa, não posso ligar pedindo para ele voltar. Quando Robin mencionou o celular, abri minha bolsa rapidamente, e... Droga! Sem bateria.

— Vamos ter que dormir no celeiro — Robin disse assim que viu o aparelho apagado. Levantei depressa e me desequilibrei, mas ele me segurou pelos ombros, me fazendo ficar em pé.

— Nem morta que eu vou dormir com as galinhas. — Balancei a cabeça em negativa para ele, e Robin sorriu pela primeira vez naquela noite. Seu sorriso me deixava sem ar.

— Eu disse celeiro, e não galinheiro, se bem que lá você se sentiria em casa — disse e me analisou de cima a baixo, parando os olhos nos meus seios. Filho da puta! Ele acabou de me chamar de galinha!

— Olha aqui. — Apontei o dedo para ele.

— Olha o quê? Robin segurou meu dedo, mas não com força, somente o suficiente para me fazer recuar.

Porém, quanto mais eu me inclinava, mais Robin ficava perto de mim. Quando o seu rosto praticamente colou no meu, pude sentir sua respiração. O perfume que exalava tinha me atormentado durante toda a noite, mas senti-lo tão perto me embriagava mais do que todas as cervejas que havia tomado. A tensão entre nós dois me fez gemer. Antes que eu pudesse raciocinar, os lábios do Robin grudaram nos meus. Um beijo que fez levitar e que, não fossem seus braços fortes rodeando minha cintura, teria me feito cair. De onde veio esse beijo?, eu pensava, mas não queria a resposta.

A única coisa que queria eram os lábios daquele homem. Levei minhas mãos à sua nuca e o apertei ainda mais contra mim. Caminhamos com os corpos grudados até a parede da casa, onde me apoiei para passar uma das pernas em sua cintura. Nossas bocas não se desgrudavam. Robin bombeou sua pélvis contra mim e eu pude sentir quão duro ele estava. Sua mão deslizou pela minha coxa, subindo em direção à minha bunda, e ele perguntou:

— O que você está fazendo comigo? — Ele estava praticamente sem ar quando nossos lábios se separaram.

Abri minha boca para responder, mas Robin me calou com outro beijo, dessa vez ainda mais intenso. Sua língua lambia o canto da minha boca, e seus dedos apertavam minha bunda com tanta força que eu já imaginava as marcas que deixariam. Ele enfiou a outra mão por baixo da minha camisa e acariciou os meus seios, me fazendo sentir sua pele áspera.

— Olha isso, são muito lindos — disse ele, brincando com os meus mamilos entre os dedos até o prazer me fazer gemer ainda mais alto. — Delícia. Estava escuro, mas a claridade vinda da lua cheia permitia que eu visse a receptividade nos olhos do Robin enquanto ele se perdia em minha boca.

Acariciei o seu pau por cima do jeans e ele gemeu, se afastando.

— Vamos sair daqui — ele sussurrou e me arrastou até o galpão que ficava próximo da casa.

Ele me levou para um quarto que havia no galpão. Minha reação foi de desdém, mas já sabia que seria o melhor que teria naquela noite: uma cama com lençóis, que pareciam limpos, e uma televisão velha eram tudo que aquele lugar ostentava. Eu me sentei na cama e puxei Robin em minha direção. Com pressa abri o zíper e puxei o seu jeans até o chão junto com a sua cueca boxer preta. Fiquei impressionada com o tamanho da sua ereção. Robin jogou a cabeça para trás assim que sentiu minhas mãos pegando seu pau.

— Humm... — eu disse, lambendo os lábios. — Lindo.

Passei a língua por toda a extensão e o senti inchar ainda mais com aquele contato. Robin era lindo, e ali tive a certeza de que todo o seu corpo havia sido feito para o pecado. Coloquei minha boca em volta do seu pau, pronta para fazer um sexo oral de primeira.

— Cristal. — Ouvir aquele apelido ridículo me fez lembrar de toda a humilhação que eu tinha passado na noite anterior. Afastei a boca, e Robin protestou.

— Por que parou? — perguntou, segurando seu pau nas mãos. — Quero sentir essa boquinha gostosa me chupando — concluiu, excitado.

Respirei fundo e olhei de um lado para outro sem saber exatamente o que fazer, então eu tive uma ideia.

— Robin, queria tentar uma coisa — pedi com um jeito de safada. Ele abriu um sorriso, me fazendo ainda mais feliz. Quanto maior a altura, maior o tombo.

— Você manda, Cristal. Eu me levantei devagar e tirei a sua camiseta, deixando-o completamente nu. Beijei os músculos do seu peito, enquanto Robin ainda acariciava o próprio membro.

— Tem uma cadeira lá fora, você poderia buscar para fazermos uma brincadeirinha? — eu perguntei com a voz mais sensual possível e segurei seu pau com força.

— Vou adorar — Robin respondeu, sorrindo. Sem nenhum pudor por estar totalmente nu, ele saiu pela porta e eu corri até ela.

Com a cabeça para fora, eu vi o exato momento em que Robin levantou a cadeira e, andando de volta para o quarto, notou que eu estava olhando para ele. Dei um tchauzinho para ele, e o sorriso que estava em seu rosto desapareceu. Robin jogou a cadeira no chão e correu em minha direção, mas antes de ele alcançar a maçaneta eu a tranquei. Fiquei olhando para ela, enquanto Robin batia e gritava sem parar.

— Regina, abre a porta! — Seus gritos se misturavam às batidas e ecoavam pelo galpão. — Não estou brincando, Regina, abre essa maldita porta!

— Desculpa, Robin. Mas você não é homem para mim.


Notas Finais


Quem quiser conversar comigo, pode me chamar no whatsapp que eu respondo vocês! Telefone Removido bjuuuux


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