História Cristal - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 152
Palavras 4.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Lembrando mais uma vez que essa história não é de minha autoria, só estou modificando os personagens para que possamos desfrutá-la com o nosso casal mais amado, vulgo OutlawQueen.

Capítulo 9 - Capítulo oito


Robin P.O.V

O que aquela garota estava planejando? Fiquei olhando Regina voltar para casa balançando aquela maldita bunda gostosa. Meu pau ficou duro só de pensar nela rebolando para mim.

— Cristal, se eu te pegar... — Balancei a cabeça. — Acho que preciso tomar um banho gelado.

— Uai, Robin, falando sozinho? — Nem tinha visto David se aproximar.

Merda, ele olhou para mim e depois para Regina, que estava entrando em casa, e franziu a testa. Eu precisava mudar de assunto, senão teria que responder perguntas para as quais nem eu mesmo sabia as respostas.

— O que você está fazendo aqui, cara? — perguntei enquanto caminhava de volta para o celeiro.

— Seu tio me chamou. Queria saber sobre o plantio do milho na próxima semana. — David respondeu, mas senti que ele estava um pouco estranho, querendo dizer alguma coisa.

— Desembucha, David! O que você quer me falar? — Conhecia o filho da puta havia anos e ele era um péssimo mentiroso.

— É... É... Robin, queria falar sobre a Mary! — Ele ficou olhando para o chão, sem conseguir me encarar.

— O que foi? É sobre o striptease no bar? Você ouviu alguma conversa na cidade? Porque eu vou quebrar a cara de quem quer que esteja difamando minha pequena — falei irritado. Vi David engolir em seco. O que havia de errado?

— Claro que não, cara! Se alguém falar mal dela, eu mesmo me encarrego disso. É só que... na verdade... eu só queria pedir desculpas por ter deixado aquilo acontecer com elas.

Realmente eu tinha ficado puto da vida com ele, mas a culpa era mais da Regina do que do David. Aquela garota era impossível.

— Tudo bem, cara. — Dei um tapinha nas costas dele. — Eu tenho certeza de que a minha prima não faria aquilo se não fosse aquela patricinha incentivando. A culpa é dela. Ainda não tive tempo, mas vou ter uma conversa bem séria com a Mary — respondi e me afastei.

Não queria prolongar muito o assunto, então voltei o foco para o trabalho. Precisava dar uma olhada em alguns cavalos que tinham sido usados em provas de tambores. Além de produzir gado de corte, a Girassol tinha um haras para cavalos de competição. Depois de se exercitarem, era uma exigência que todos os cavalos da fazenda tivessem um tratamento especial nos músculos para que não sentissem dores. Essa é uma das coisas de que mais gosto no meu trabalho: fazer com que o animal se sinta bem e confortável.

David ainda conversava comigo sobre o plantio do milho quando eu cheguei a uma baia e comecei a realizar algumas práticas no cavalo. Primeiro fiz uma massagem, seguida de um tratamento com gelo para relaxar os músculos.

— Robin, estou com dor aqui no ombro. Você pode fazer uma massagem em mim? — David perguntou, tirando sarro da minha cara. Levantei e fingi que ia dar um soco, mas ele pulou para trás.

— Cai fora, idiota! — respondi, voltando ao trabalho. Ah, se ele não fosse meu amigo já tinha levado uma surra...

— Eu disse para você fazer agronomia. Se tivesse me ouvido, não teria que passar por isso. — Deu risada.

— David, vai cuidar das suas florezinhas, vai. — Ele ficava puto quando eu dizia isso.

— Vamos ao Taurus hoje? — David perguntou. Eu estava mesmo precisando tomar uma cerveja, mas o domingo tinha sido cansativo, então dispensei.

— Quem sabe amanhã? — respondi, e ele concordou.

Terminei meu trabalho e fui direto para casa. Uma boa noite de sono era tudo de que eu precisava.

 

 

Na segunda-feira de manhã eu visitei outras fazendas, deixando o trabalho na Girassol para depois do almoço. Cheguei por volta das três horas e fiz mais uma sessão de trabalho com os cavalos. Quando terminei, já no fim da tarde, caminhei de volta para a minha caminhonete e vi um carro estacionado na frente da sede. Que estranho! Os funcionários da fazenda tinham carros daquele modelo? Era um carro preto, um Kia Soul, que sempre achei um carro para mulherzinha. Olhei para a casa e vi Mary e Regina darem pulinhos de alegria olhando para o carro. Se a patricinha estava feliz, então com certeza iria acontecer alguma merda. Mary correu ao meu encontro e disse com entusiasmo:

— Você viu o carro da Regina, mano? O pai dela mandou entregar. Chegou agora há pouco — Eu deveria saber que o carro era da princesinha.

Me virei na direção da Regina, que olhava para o carro com os olhos brilhando.

—Cuidado, Cristal, aqui não é a cidade. Na estrada, você pode encontrar animais, machucá-los e também acabar se machucando — adverti, provocando, e ela revirou os olhos.

Eu sabia que ela detestava o apelido. Eu teria mais dó dos animais do que dela, mas guardei o comentário para mim. Regina pediu uma trégua, então ela teria. Estava disposto a mostrar que ela não me afetava.

— Preocupado comigo, amigo? — perguntou, sarcástica. — Obrigada por se importar, mas você não me conhece, peão. Sou boa em muitas coisas, principalmente em dirigir. — Engoli em seco.

Eu queria descobrir no que mais ela era boa. Eu me lembrei de sua boca no meu pau e de como tinha sido gostoso. Estava ficando excitado e, ao mesmo tempo, com raiva ao lembrar que ela tinha me deixado na mão. Precisava sair dali o mais rápido possível. Olhei para Regina, que passava a língua nos lábios, e a amaldiçoei mais uma vez. Essa menina seria minha perdição!

— Preciso ir embora. — Beijei a testa da Mary e entrei na caminhonete.

— Espera, mano. Vamos lá em casa. Vou fazer um café — ela disse, gentil como sempre.

Minha pequena é uma princesa. Mas eu precisava ficar o mais longe possível da fazenda e daquela garota, ou eu acabaria perdendo a cabeça.

— Eu preciso ir, pequena. David está me esperando na cidade — eu me despedi e vi Regina me dando um tchauzinho.

Filha da mãe!

No meio do caminho, liguei o rádio. Estava tocando uma música do Keith Urban, e aumentei o volume

— O que você está fazendo comigo, patricinha? — murmurei sozinho.

Eu estava perdendo o juízo, era a única explicação. Precisava tirar Regina da minha cabeça, e eu sabia como: uma boa noite de sexo. Cheguei em casa e precisava de um banho antes de ir encontrar com David no bar. No chuveiro, a imagem da Regina não saía da minha cabeça. Comecei a me tocar imaginando sua boca em mim. Já estava quase perdendo o controle, mas não ia me permitir gozar pensando naquela maldita. Daria isso para quem merecia: Marian.

 

 

Assim que cheguei ao bar, encontrei David dançando com uma loira — se é que aquilo poderia ser chamado de dança. Eles estavam praticamente fodendo na pista. Apesar de ser uma segunda-feira, o bar estava relativamente cheio. Todo mundo relaxando após mais um dia de trabalho pesado. David me viu chegar, sussurrou no ouvido da loira, que deu uma risadinha e saiu.

Como dizem por aí: David come quieto!

Ele já devia ter pegado metade da cidade e ninguém ficou sabendo. Era uma das razões por que eu não o queria perto da Mary. Como seu amigo, eu sabia a maioria de suas aventuras. Estava ciente do que ele era capaz com aquele jeito nerd. David me deu um soco no ombro e caminhamos para o balcão. Marian trouxe nossas cervejas e me cumprimentou.

— Oi, Perigoso. Achei que você não iria mais aparecer depois do que aconteceu com sua prima — comentou de forma séria. — Não quero brigas no meu bar, Robin. Isso vale para você também, David — Marian disse depois de me dar um selinho. Adorava o seu jeito livre e sem-vergonha.

— Não vamos arrumar encrenca, Marian. — Tentei acalmar a fera. — Além do mais, o pessoal sabe que não deve mexer comigo, mas prometo que não vou perder a cabeça de novo — disse de maneira despretensiosa. Não queria me gabar, mas era bastante respeitado na região.

— Adoro quando você faz jus ao seu apelido, Perigoso! Será que você mostra esse perigo todo na cama também? — Marian se pendurou em cima do balcão e sussurrou no meu ouvido. Lambi os lábios para excitá-la. Era disso que eu precisava.

— Você sabe que eu sou, mas você sempre é bem-vinda a provar novamente! — Dei uma mordida no pescoço dela. — Que tal hoje, depois que você fechar o bar? — perguntei, mesmo já sabendo a resposta. Marian nunca negava fogo. Ela voltou para trás do balcão e me encarou.

Eita, morena gostosa.

— Claro, hoje eu já ia fechar mais cedo, dia de semana não tem um momento tão grande — disse, com uma piscadela. Tomei mais algumas cervejas com o David enquanto conversávamos sobre assuntos da fazenda.

— Cara, não acredito que você jogou a patroazinha no chiqueiro. — Eu sabia que meu tio iria contar a ele.

E com certeza David não deixaria passar uma chance de me sacanear.

— Ela me provocou, teve o que mereceu. — Não tinha contado a ninguém como fui parar pelado do lado de fora do quarto, mas ele era meu amigo e eu precisava conversar com alguém. — Você não vai acreditar no que a Regina me fez antes. Quando eu achei que a levaria para a cama, ela me deixou pelado e trancado do lado de fora do quarto.

David já tinha me ouvido falar coisas piores sobre outras mulheres, mas não sei por que eu não tive vontade de contar detalhes sobre a Regina. Quando terminei, ele estava segurando uma risada.

— Se você ficar rindo da minha cara, eu juro que vou esquecer que somos amigos e te descer a porrada — avisei irritado. Era só o que me faltava, aquele filho da mãe ficar zombando de mim. David balançou a cabeça em negativa, ainda rindo.

— Você está fodido, Robin, nunca na minha vida pensei que uma garota ia conseguir te laçar. O Perigoso Robin Locksley está caidinho por uma garota que nem faz o seu tipo. Larguei a cerveja no balcão com tanta força que a garrafa quase quebrou. David estava falando merda.

— Você está louco? Comeu queijo estragado, foi? Vamos parar de falar dessa garota, que ela me dá nos nervos. — David percebeu que eu estava falando sério e se calou. Ele olhou para um canto e deu uma piscada. Virei para ver o que estava acontecendo: a loira estava mandando um beijo para ele. — O que você tem com as loiras? — perguntei apontando a garrafa na direção da garota. Grande parte das meninas com quem David ficava era de loiras.

— Não sei. — Ele deu de ombros. — São gostosas, mas na verdade eu tenho medo de me envolver com as morenas. Elas têm um poder sobre mim, e se eu me apaixonar vou acabar fodido que nem você! — disse ele, cabisbaixo.

— Eu. Não. Estou. Fodido! Na verdade pretendo foder alguém daqui a pouco. — Olhei na direção da Marian, que estava atendendo um cliente. — E eu espero que minha prima não seja uma dessas morenas. — Ele não me olhou nem fez nenhum comentário sobre a Mary.

Eu não sabia se aquilo era bom ou ruim. Quando o bar estava quase fechando, eu já tinha tomado mais cervejas do que o normal para um dia de semana. David já tinha se despedido e saído com a loira. Esperei Marian fechá-lo, pois ela iria direto para minha casa. Deixaria minha caminhonete lá e pegaria uma carona com ela. Não tinha condições de dirigir.

— Então, Perigoso, você nunca bebe mais do que três cervejas em véspera de dia de batente. — Marian me conhecia muito bem, mas eu não iria contar sobre Regina. — Aconteceu alguma coisa?

— Nada, só estresse do trabalho. — Ela não se convenceu com a minha resposta.

Marian era inteligente e me conhecia o suficiente para saber que eu não me envolvia com ninguém a ponto de me abrir. O bar não era muito longe da minha casa, então não demoramos a chegar. Eu mal fechei a porta e já pressionei Marian contra ela. Eu precisava foder duro e sabia que ela não reclamaria, pois adorava transar assim. Marian usava um vestido florido de alcinha. Enquanto eu descia a alça do vestido, comecei a morder seu pescoço. Sem perceber como, ela já estava enrolada na minha cintura.

— Gostosa — murmurei esfregando minha ereção contra ela.

Chupava um mamilo, enquanto apertava o outro. Marian gemia cada vez mais alto. Eu intercalava aqueles movimentos com leves mordidas.

— Ah, Robin... Mais, por favor! — Marian gritou.

Eu estava em uma nuvem de luxúria e desejo, não ouvia mais nada, só precisava me enterrar nela. Rasguei sua calcinha com força e peguei uma camisinha na minha carteira. Desci a calça junto com a boxer que usava. Apoiei Marian na parede e desenrolei o preservativo no meu comprimento. Em um único golpe, me enterrei nela. Meti duro, até sentir minhas bolas batendo na sua bunda. Com o dedo esfreguei seu clitóris, e beijei seu pescoço. Depois de um tempo bombeando sem parar, senti ela me apertar e sabia que estava gozando. Foi quando eu me perdi, bombeei mais duas vezes e gozei como nunca havia gozado antes.

— Regina! — gritei.

Merda, o que eu fiz?!

 

 

 

Regina P.O.V

 Se eu estava feliz? Muito. O carro não era lá essas coisas, mas pelo menos eu não ficaria mais enfiada naquele fim de mundo sem nada para fazer, muito menos dependeria daquele caipira gostoso quando quisesse sair. Olhei para Mary ao meu lado, e ela parecia mais feliz que eu. Provavelmente nunca tinha andado em um carro novo. Eu estava começando a me acostumar com aquela garota.

— Que tal darmos uma voltinha na cidade para estrear nosso novo “brinquedinho”? — convidei.

Eu estava tão feliz que nem havia percebido que Robin estava chegando perto de nós, mais lindo do que nunca. Mary e ele trocaram algumas palavras, mas Robin não tirava os olhos de mim. Antes de partir, disse para tomarmos cuidado na estrada e me chamou por aquele apelido idiota. Estávamos entrando no carro, quando vimos o pai da Mary. Ele realmente era um coroa gostoso.

— Tchau, pai! Vamos dar uma volta. Mary se despediu dizendo que estávamos indo até a cidade dar uma volta, quando aquele infeliz jogou um balde de água fria nos nossos planos.

— Nada disso! Você não conhece a estrada, Regina, e aqui é perigoso, principalmente durante a noite — disse com um olhar duro, e Mary saiu do carro de cabeça baixa.

Fala sério! Quem esse cara pensa que é? O Wolverine? Mary parou na frente do pai e tentou convencê-lo.

— Ah, pai, mas eu conheço a estrada e ensino a Regina por onde ela deve ir — insistiu, e eu também fiz cara de cachorro abandonado, mas ele não voltou atrás.

— Nem pensar! Você nunca pegou a estrada à noite. — Gepeto não se rendeu às nossas manhas.

Droga! Geralmente aquilo funcionava.

— Prometi ao seu pai ficar responsável pela sua segurança — completou, e eu não tive muito como argumentar, pois me lembrei das ameaças do meu pai de confiscar o carro. Precisava fingir que andaria na linha, pelo menos por enquanto.

Cabisbaixas, Mary e eu entramos em casa. Depois do jantar, conversamos no meu quarto. Trocamos algumas ideias sobre a Operação Segura Peão. Não podíamos nos esquecer de que isso era a nossa prioridade. Ela me falou que um amigo poderia ajudá-la, e eu já tinha o meu par: Graham.

Precisávamos causar ciúme nos meninos. E, com certeza, eles cairiam feito patinhos. Como Robin deixou claro que não morria de amores pelo Graham, meu plano era perfeito. Não me importava com a aposta idiota que ele tinha feito. Meu objetivo era o Robin, e eu passaria por cima de qualquer coisa para tê-lo.

— Então se prepare, amanhã bem cedo iremos à cidade — falei, me despedindo da Mary.

Ela saiu do quarto toda animadinha. Minha mais nova aliada era chucra e doce ao mesmo tempo. Era difícil entender o que estava sentindo com aquela nova amizade. Eu sabia que tinha me aproximado dela para conquistar seu primo, mas gostava de sua companhia. Ela era alegre, e seu jeito de garota do interior sempre me fazia sorrir. Tomei um banho e me deitei cedo. Precisava descansar, afinal, o dia seguinte seria longo, e eu colocaria em prática meu plano para montar o peão. Quando peguei no sono, sonhei com a minha mãe novamente. Dessa vez ela estava andando a cavalo em uma clareira, usando um vestido branco simples e cabelos soltos. Estava muito simples e linda ao mesmo tempo. Ela olhou para trás e sorriu. Eu queria saber o que a fazia sorrir; era um sorriso puro e sincero. De repente, ela virou a cabeça para outro lado e eu vi aquele mesmo homem misterioso, também montado em um cavalo. O animal era negro com o pelo brilhando de tão escuro, o cavalo mais bonito que eu já tinha visto. Então, os dois saíram galopando lado a lado.

— Mãe! — Eu acordei gritando...

Então, quando percebi que aquilo tudo tinha sido mais um sonho, comecei a chorar. Fiquei confusa, não sabia por que os sonhos com ela estavam se tornando constantes. Deitei novamente e me peguei pensando no Robin. Meu Deus, que confusão estava a minha cabeça... Adormeci completamente perdida. Nunca tinha me sentido assim, sempre fui muito segura, mas desde que havia chegado à fazenda alguém tinha tirado meu chão.

 

 

— Que merda é essa?! — Acordei assustada ouvindo uma música de caipira no rádio.

Tentei colocar o travesseiro na cabeça e voltar a dormir, mas a música parecia cada vez mais alta. Sem ter alternativa, eu me levantei. Desci as escadas procurando o filho da mãe que tinha me acordado.

— Quem foi que me acordou a essa hora? — perguntei gritando pelo corredor que dava para a cozinha. — Ainda mais com esse rádio velho no último volume? — Cheguei irritada. Poxa, se ainda fosse o David Guetta...

— Calma, Regina! — Mary exclamou, abaixando o volume do rádio. — Você disse que era para acordarmos cedo. Já está pronta? — perguntou com naturalidade.

Ela só podia estar de brincadeira! Euzinha sair de casa às oito da madrugada? Eu odiava acordar cedo. Com certeza não era uma pessoa matinal.

— Já volto — respondi, e ela assentiu com um sorriso, voltando a ligar o rádio.

Revirei os olhos e marchei para o quarto. O que eu não faço por alguns orgasmos com um peão gostoso? Tomei um banho para relaxar, afinal, eu precisava estar no meu melhor humor. Vesti um short curto e uma t-shirt branca. Calcei uma bota cano curto e fiz uma trança no cabelo molhado mesmo, para não perder tempo secando. Olhei no espelho e me surpreendi: eu estava parecida com a minha mãe no sonho. Simples!

Desci, e Mary já estava impaciente. Entramos no carro e respirei fundo, sentindo o cheirinho de couro. Pluguei o celular no sistema de som e apreciei a voz da Pitty.

Mary bufou e eu a encarei.

— O quê? Isso, sim, é música, não essa porcaria que você escuta. — Dei de ombros ligando o carro.

Saímos da fazenda com destino à cidade. Mary já tinha marcado um encontro com os garotos e combinamos como tudo seria. Eu a deixaria em uma padaria para tomar café com o Whale enquanto eu iria até a casa do Graham. Quando já estávamos chegando, eu vi aquela bendita caminhonete azul na direção contrária. Aumentei o volume e Mary me olhou com um sorriso no rosto. Confesso que nem reparei em que música tocava, provavelmente era outro rock nacional.

Robin passou devagar por nós e seus olhos se arregalaram quando ele me viu. Dei um aceno e sorri divertida.

— Você não tem jeito — Mary comentou após uma risada.

— Ele vai ver do que sou capaz — comentei.

Expliquei a Mary o que ela deveria falar para o Whale, pois, tímida do jeito que era, não iria conseguir convencer o cara a fingir.

— Seja segura. Como ele te conhece, vai saber que você está aprontando. Ofereça algum benefício. Sei lá... Quem sabe uns beijinhos? — Ela me olhou assustada. — Mary, tire uma casquinha, né? O Whale é um gato.

Mary ouviu cada palavra e desceu do carro quando chegamos à padaria. Antes de entrar, foi até a minha janela e explicou como eu fazia para chegar à casa do Graham. O pai dele era fazendeiro, mas o Graham vivia na cidade. O que seria bom, pois eu não estava a fim de me embrenhar no meio do mato, já bastava me esconder na Girassol.

Segui as indicações da Mary e parei em frente à casa que batia com a descrição dela. Desci do carro e toquei a campainha. Olhei para a rua e algumas pessoas me encaravam com curiosidade. Acenei para algumas que me cumprimentaram, e mais uma vez amaldiçoei meu pai.

— Ora, ora... — Virei e juro que quase desmaiei.

Puta merda! Onde estava com a minha cabeça que não tinha notado quão gostoso Graham era.

— Estou curioso para saber o que a novata quer comigo. — Mais um apelido idiota, como se não bastasse Cristal.

— Bom dia, Graham — falei séria, mas não pude evitar correr meus olhos por aquele monumento na minha frente. Graham estava de jeans e camiseta. O jeans não era tão apertado quanto os que Robin usava, mas ainda assim o deixava irresistível. — Posso entrar? — Voltei minha atenção para seu rosto e vi sua boca se abrir em um sorriso.

— Claro — ele respondeu abrindo a porta, mas, antes de eu passar, ele esticou o braço bloqueando o meu acesso à sala. — Mas antes quero saber o resultado da sua análise — acrescentou em um tom malicioso, enquanto encarava meus seios. Pensei que teria problemas com aquele cara, pois, se não fosse minha fixação por um certo peão, Graham estaria no papo.

— Pegava fácil — respondi passando a língua nos lábios, provocando-o.

Ele então tirou o braço e liberou minha passagem. Meu pai amado! A casa estava de cabeça para baixo. Ele não tinha nem metade da organização do Robin. Me virei e fiquei muito próxima ao Graham. Seus olhos baixaram para a minha boca e eu senti um arrepio. Queria o Robin, mas não era santa. Não podia negar que o Graham me balançava. Fala sério, com um corpo e um rosto daqueles, qualquer mulher praticamente se jogaria em seus braços. Mas, apesar de me sentir atraída por ele, não era nem uma faísca perto do fogo que me consumia toda vez que estava com o Robin.

— Tenho uma proposta para te fazer — soltei de uma vez por todas. Grahan arregalou os olhos e me olhou com espanto.

— E o que eu posso fazer pela novata? — perguntou andando em direção ao sofá.

Graham se sentou sem indicar que eu fizesse o mesmo e me deixou em pé. Lindo e grosso. Acho que eram as características básicas dos homens daquela cidade.

— Quer ficar comigo? — perguntei sem nenhum pingo de vergonha na cara. Estava disposta a tudo para mostrar para aquele peão quem eu era. Graham se levantou e andou em minha direção como um leão atrás de sua presa. Merda! Ele não tinha entendido nada. Claro! Eu não tinha explicado.

— Não precisa pedir duas vezes, linda. — Graham chegou próximo a mim e puxou meu corpo contra o dele. — Vou adorar te satisfazer. — Seus olhos castanhos me fitavam com desejo e eu tentei me soltar. — Calma, gatinha, eu prometo ser gentil — completou sarcástico. Consegui me afastar.

— Graham... — Respirei fundo enquanto escolhia as palavras certas. Tinha que convencê-lo. — Não é isso que você está pensando. Preciso que você finja que está comigo. Tenho motivos para querer isso, e você é o cara ideal para estar ao meu lado — elogiei, pois homem adora ter o ego massageado. — Lindo, inteligente e charmoso. Graham, eu preciso de você. Ele me olhou confuso por alguns segundos.

Eu não queria explicar que aquilo tudo era para causar ciúme no Robin, mesmo sabendo que não demoraria muito para ele perceber que esse era o objetivo.

— Regina, deixa ver se eu entendi: você quer que eu finja que sou seu namorado?

— Namorado, não — expliquei. — Ficante. Graham balançou a cabeça em negativa. Merda, ele não podia recusar, era perfeito para o papel.

— E qual o propósito dessa loucura? — Ele voltou a se sentar no sofá.

— Isso é da minha conta. E aí, Graham? Aceita ou não? — Eu estava impaciente, precisava de uma resposta. Graham me olhou dos pés à cabeça. Esse cara era tarado, só podia ser.

— E o que eu ganho com isso? — Sua voz gritava por sexo, e, se fosse em outros tempos, ele conseguiria.

— O que você quer? — Antes de ele abrir a boca, eu completei: — Sexo não está entre as opções.

A decepção em seus olhos logo se transformou em um sorriso despretensioso. Além de tarado, era louco. No mínimo estava pensando na grana que tiraria de mim. Meu pai ia me matar, mas seria uma grana bem-gasta.

— Nada — Graham respondeu, me surpreendendo.

— Como assim, nada? Ele abriu os braços se apoiando no sofá. Eu ainda esperava uma resposta, mas parecia que Graham estava pensando no que falar.

— Eu sei qual é o seu objetivo. E confesso que gostei. — Ok, estava muito surpresa. — Não sou idiota, Regina. Sei que você quer fazer ciúme no Robin, e já faz um tempo que tenho vontade de ver aquele doutorzinho quebrar a cara. Abri um sorriso. Melhor que isso, impossível.

— Perfeito!

 

Deixei Graham e fui buscar Mary, que já tinha me mandado uma mensagem com um sinal de positivo em relação à sua missão. Ela também tinha convencido Whale. Combinei os detalhes com Graham: nada de sexo, e beijos e carícias seriam sem exageros, somente o suficiente para convencer Robin do nosso “relacionamento”. Prometi que seria por pouco tempo, confiava no meu taco, e Robin seria meu o mais rápido possível.

Quando estacionei, vi Mary abraçada a um cara na calçada. Ele era alto, moreno, estava com uma calça justa e camisa xadrez. Era até parecido com o Robin, de tão lindo. Mary se despediu dele e entrou no carro.

— Esse é o Whale? — perguntei, incrédula. Mary assentiu.

Meu Deus! Onde é que eu estava com a cabeça que não tinha prestado atenção nesses dois?

Fácil. Robin Locksley.

— Vamos às compras? — propus, e Mary bateu palmas.

Operação Segura Peão!

 Etapa “conquistar aliados”: concluída!


Notas Finais


Até o próximo meus amores <3


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