História CRÔNICAS DE AFRODITE DE PEIXES - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Tags Drama, Família, Romance, Saint Seiya
Visualizações 40
Palavras 5.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Trago a vocês mais um capítulo emocionante da sua fic favorita! Família é tudo é tudo igual, só muda de endereço. Já diz um ditado popular! Mas essa família do Afrodite... sei não, hein? Eita povinho doido!
Confira agora, em Crônicas de Afrodite de Peixes!
Espero que vocês curtam bastante!!!

Capítulo 21 - Laços de Sangue


Fanfic / Fanfiction CRÔNICAS DE AFRODITE DE PEIXES - Capítulo 21 - Laços de Sangue

Na manhã seguinte, Pietro acorda seu irmão e diz a ele que decidiu ir para a Suécia, mas não seria para ver somente seus irmãos, ele também queria olhar nos olhos de seu pai biológico, pois queria saber o que havia na alma deste homem para o ter feito tanto mal. Kéridan ficou surpreso com a decisão de seu irmão, o pisciano sabia que esse encontro poderia se tornar um problema, pois havia muito ódio e ressentimento envolvidos...

Káridan – Mas o que aconteceu com você, para mudar de atitude assim, tão depressa? Francamente, Pietro... agora você me deixou assustado!

            Pietro ficou em silêncio, ouvido as palavras de seu irmão, sendo que nem ele mesmo sabia ao certo, o porquê de ter tomado tal decisão e resolve quebrar o silêncio: Eu apenas estou fazendo o que acho certo, Kéridan! Você não acha que ele me deve muitas explicações?! Ou você achou que ei iria lá para me reconciliar com e tudo ficar bem?! - Disse Pietro em um tom alterado.

Kéridan – Calma, irmão! Não precisa ficar assim, tão alterado! Eu sei o que você está pensando agora, pois foi a mesma coisa que eu perguntei a nosso pai, quando fui ter com ele da última vez!

            Os dois irmãos passaram algum tempo conversando sobre o assunto, até que chegaram a decisão de que deveriam partir imediatamente: - Acho que não devemos mais perder tempo! Se tem que acontecer, que aconteça logo! – Disse Kéridan, que juntamente com Pietro, arrumaram as malas e rumaram para o Aeroporto de Turim.

            Ao chegarem no Aeroporto, Kéridan, mesmo com óculos escuros, cabelos presos e um boné na cabeça, não deixava de chamar atenção por sua extrema beleza. Todos passavam pelo cavaleiro e cochichava a respeito de como ele era bonito. Pietro ficava somente observando aquela situação e como as mulheres se derretiam ao passar por eles, até que uma os surpreendeu: - Olá, senhores! De onde são vocês? Perguntou a mulher. – Somos da Grécia, linda donzela! – Respondeu Kéridan, todo galanteador.

            A mulher era muito bela, mas o que surpreendeu foi sua sinceridade para com os dois: - Você, jovem loiro, é muito belo! Não há como negar! Mas você, de regatas... seu jeito desleixado me fascina! A beleza que procuro nos homens! – Ao dizer estas palavras, a misteriosa mulher, deu um beijo surpresa nos lábios de Pietro e depois se misturou no meio da multidão, deixando os dois sem entender absolutamente nada do que havia acontecido e iniciaram um diálogo.

Pietro – Você sabe me dizer o que foi isso que aconteceu aqui? Por que eu estou boiando!

Kéridan – Se você que foi o felizardo não sabe, imagina eu, que fiquei só olhando!

Pietro – Como assim, ficou só olhando? Por acaso você também queria um beijo dela? Mas você tem a Bonnie!

Kéridan – A sim! Eu tenho e amo a Bonnie! Mas não vou negar que aquela mulher é muito linda!

Pietro – Eu, hein! Você é um tarado retardado, isso sim! Alora andiamo!

            Pietro parecia ter adivinhado que o voo já iria sair, pois no exato momento em que ele chamou seu irmão, a voz anunciou que os passageiros que viajariam para Estocolmo, se dirigisse ao portão 11. O que fez Kéridan tirar sarro com Pietro, dizendo que ele agora, além de um cuidador de almas, era também vidente. Os irmãos embarcaram rumo a capital sueca.

            No Santuário, Camus de Aquário estava pensando no suposto filho que seu avô tivera e como ele iria fazer para encontra-lo, já que esse foi o último pedido de Didieu a seu único neto, ou talvez. Dohko entra na casa de Aquário, o cavaleiro, senhor da 11ª casa quase não recebe visitas, isso por conta de seu temperamento sempre fechado. O libriano entra e pega o aquariano pensativo e decide puxar assunto:

Dohko – Ora, ora! O que se passa, jovem amigo? Acaso algo perturba você?! Mas saibas que só pergunto por preocupação, sem querer me intrometer na sua vida! – Camus olha para Dohko e reverencia o cavaleiro de Libra, já que este é tão respeitado no Santuário quanto o próprio Grande Mestre:

Camus – Mestre ancião! É uma honra tê-lo aqui em Aquário! Imagina, o senhor já mais será tomado por mim como sendo inconveniente! E foi muito bom o senhor ter vindo! Eu estava mesmo precisando de alguns conselhos! – Dohko ficou ouvindo o jovem dourado falar e logo percebeu que a coisa poderia ser bem séria, pois nunca houve relatos do cavaleiro de Aquário se abrir com alguém que não fosse seu melhor amigo, Milo e as vezes com o Mestre Shion. Dohko então decide dar seu apoio ao jovem dourado:

Dohko – Você sabe que poderá contar comigo, sempre que precisar, Camus de Aquário, não só você, mas todos vocês! Agora diga-me, por que precisa dos meus conselhos?

            Camus chama o amigo para dividir um delicioso vinho Bordeaux, que pertence à safra de 1920, muito caro e de bom gosto. Dohko que adora uma bebida forte, aceitou o convite do amigo sem relutar. Camus conta a Dohko tudo o que seu avô havia feito e sobre o filho que ele teve com uma de suas vítimas na festa do bilionário Nagios. O libriano ficou pasmo com tanta crueldade. Camus falou também a respeito da promessa que havia feito a seu avô, que seria a de encontrar seu tio perdido:

Dohko – É! Parece que esse negócio de parente de cavaleiro fazer filhos e abandoná-los, tá virando moda por aqui! Eu acho que vou dar uma especulada na história da minha família, vai que eu tenho um irmão perdido e não sei! – Apesar De ser um cavaleiro conhecido pelo seu caráter sério, Camus não resistiu e fez um comentário um tanto sátiro com o mestre Ancião:

Camus – Perdoe-me, mestre! Mas eu acho que se o seu pai tivesse tido um filho fora de seu casamento com sua mãe, essa pessoa não poderia mais estar viva! Nem mesmo seus netos! Ou bisnetos, talvez, tataranetos! – Dohko ficou parado, com um copo de vinho nas mãos, observando o comentário sátiro de Camus:

Dohko – Camus, me responda uma coisa? Por acaso você está querendo dizer, com esse seu comentário, que eu estou velho? É isso?! – Camus de Aquário foca tenso, pois respeita muito o Mestre Ancião e já mais ousaria a ofendê-lo, mas mantém sua opinião:

Camus – Me perdoe, mestre! Mas essa não é a verdade? – Ao ouvir a confirmação da parte do jovem dourado, Dohko solta uma gargalhada, o que deixa Camus sem entender absolutamente nada e o libriano diz, em palavras alegres e brincalhonas:

Dohko - Você é muito engraçado, garoto! Aliás, é por isso que eu gosto de visitar as outras casas, me divirto feito criança, mesmo sendo um velho de mais de duzentos anos! Mas agora vamos ao que interessa! O seu problema! Eu acho que você deve sim, ir atrás dessa pessoa, Camus de Aquário! Mas essa é a minha opinião, seu avô fez uma coisa terrível e essa coisa deve ser reparada! Veja o exemplo de Afrodite de Peixes, ele não desistiu de seu irmão perdido, procurou pela Europa quase toda e ele estava aqui, bem do seu lado! Agora eu já vou, pois já disse tudo o que você deve fazer para encontra-lo! Agora me dê licença!

            Camus não entendeu muito o discurso do mais antigo dos cavaleiros, pois este já estava meio bêbado. O libriano não disse coisa com coisa e levantou cambaleando e foi na direção da porta. Camus olha aquela cena e vê a garrafa completamente seca. E isso não foi tudo. O libriano retorna e surpreende o cavaleiro de Aquário com mais uma atitude polêmica:

Dohko – Camus, você vai beber essa taça de vinho aí, na sua mão? – Camus não responde nada, apenas entrega a taça de vinho a Dohko, que vira de uma vez em sua boca, agradece e sai na direção de volta para Libra:

Camus – Mas o que foi que ele disse mesmo? Que eu devo ir atrás do meu tio, isso eu sei! Mas como? Ele não me deu conselho nenhum, só bebeu todo o meu vinho e disse um monte de baboseira, algumas aproveitáveis! Mas é bom que vá embora, mesmo, pois está completamente bêbado! Só espero que não caia no pelo caminho e chegue à casa de Libra, rolando!

            Em Áries, Mu se arrepende de ter dito palavras tão duras com Aldebarã, mas o cavaleiro não volta atrás para pedir desculpas. Mu está completamente apaixonado por Jurema e não quer saber de outra coisa, a não ser se casar com a indiazinha. Aldebarã, muito preocupado com o amigo, apesar de ter ouvido o que não merecia ouvir, saiu e foi até o templo do Grande Mestre, falar a respeito da atitude irreconhecível de Mu:

Aldebarã – Perdoe-me, Mestre Shion! Mas tive que solicitar essa audiência com vossa excelência, pois o assunto é de extrema preocupação! – Shion, que está sentado em seu trono, pergunta a Aldebarã, qual seria essa urgência:

Shion – O que houve, para você está tão preocupado assim, Aldebarã? E que assunto urgente seria esse?!

Aldebarã – Grande Mestre! Mu está irreconhecível, não sei o que está acontecendo com ele! Imagina que ele me disse que eu estou apaixonado pela Jurema! – Shion interrompe Aldebarã:

Shion – Êpa! Quem é essa Jurema? Espere, lembrei! A tal mulher pela qual Mu se apaixonou no Brasil. É isso?!

Aldebarã – Isso mesmo, senhor! Ele quase me chamou para a brigar ontem à noite! Eu nunca o vi daquela forma, parecia outra pessoa! Acho que o senhor deve reconsiderar, Mestre! Aceite que o Mu fique com Jurema! Por favor!

            O Grande Mestre exerce sua autoridade como senhor supremo do Santuário, perante Aldebarã:

Shion – Ouça, Aldebarã de Touro! Não será você, nem ninguém que me fará mudar de opinião! Nem mesmo Athena! Já que esse assunto não é de interesse do Santuário! Eu fiquei responsável pelo Mu, quando seus pais desapareceram, eu tomei o lugar de pai, em sua vida! E como todo pai faz em Jamiel, que é decidir o destino de seus filhos, eu decido o destino de Mu! Entendeu?!

            Aldebarã se levanta e surpreende a Shion dizendo: - Eu entendi, Mestre Shion! Só quero que o senhor pense numa coisa! Será que os pais sabem realmente o que é melhor para seus filhos? Será que esse tipo de decisão não irá causar dor e sofrimento a eles? Deixar que os filhos decidam o destino de seu coração é querer o melhor para ele! O Mu está sofrendo com isso, senhor! Será que vê-lo sofrer é o destino que o senhor, como pai, quer para ele? E tem mais... será que isso era o que seus pais verdadeiros, iriam querer para seu filho? Sofrimento? Pense nisso, Mestre Shion! Com sua licença!

            O Grande Mestre não disse nada, mas ficou pensando nas palavras de Aldebarã.

Shion – Será que Aldebarã está certo? Será que estou sendo severo de mais com Mu? Ah! Eu devo seguir as tradições de nosso povo! Não importa como isso deva ser feito! (Pensou o velho turrão)

            Na casa de Virgem, Ilda vai até o alojamento das servas para distribuir as tarefas diárias de cada uma. Porém, quando chega ao corredor de acesso, leva um baita susto ao ver que Shanti já havia executado quase todas elas, ainda pela manhã:

Ilda – Shanti! O que está fazendo? – A serva olha para Ilda com um olhar cheio de ódio e responde:

Shanti – Cumprindo minha obrigação como escrava! Não está vendo?

            Ilda tenta continuar o assunto, porém a serva indiana não lhe dá ouvidos e segue a limpar os corredores. Ilda percebe que Shanti está chorando, pois sabe que ela foi cedida ao cavaleiro de Gêmeos, sendo que ela saiu da Índia para servir apenas ao cavaleiro da sexta casa.

            Saga e Kanon se divertem ao lembrar da noite em que passara com Shanti. Eles sabem que, apesar de ter sido prazeroso para a indiana, ela deve ter se sentido muito humilhada ao ser tomada por dois cavaleiros na mesma noite. Kanon sorri, mas Saga fica pensativo, pois ele começou a nutrir algo diferente por Shanti em seu coração.

            Em Rozan, na China, apesar de depois de muitos dias seu marido ter retornado para casa, Shunrei ainda não havia revelado a este que estava grávida. A jovem senhora então, resolveu preparar um jantar cheio das iguarias que seu amado mais gosta de comer. Ela aproveitou que Shiryu estava na lavoura e fez tudo direitinho. Quando Shiryu chegou para almoçar, se deparou com uma mesa toda ornamentada e cheia dos quitutes que ele mais adorava e perguntou:

Shiryu – Nossa, Shunrei! O que deu em você para preparar um almoço com tudo o que eu mais gosto? Nem é meu aniversário!

            Shunrei pega na mão de seu marido e sem dizer uma palavra se quer, o leva para a varanda e faz ele sentar-se. Em seguida ela traz uma bacia com água quente e lava os pés de seu amado e em fim quebra o silêncio dizendo:

Shunrei – Vamos comer agora, meu belo Shiryu, pois tenho uma grande surpresa para você!

            Shiryu apenas sorri e segue a esposa. Ela o serve e o serve. Os dois comem em silêncio e Shunrei, depois de comer, resolve dar ao marido a boa notícia:

Shunrei – Shiryu, meu amor! Eu estou tão feliz!

Shiryu – Pois fale logo, Shunrei! Eu já não estou mais aguentando tanto mistério!

            Shunrei então revela ao marido: - Estou grávida, meu amor! Estou esperando um filho seu!

            Shiryu fica imóvel feito uma estátua. Ele arregala os olhos e encara Shunrei, que sente que o marido não está bem: Shiryu! Shiryu! Você está bem?

            O cavaleiro de bronze de dragão volta a si e se levanta da cadeira, abraçando a esposa e erguendo-a, ele sorria feito criança:

Shiryu – Shunrei! Meu amor, que notícia boa! Eu não acredito que vou ser pai! Hahaha! Eu te amo, minha Shunrei! – E beija a esposa com muito amor.

Shunrei – Deus nos abençoou, Shiryu! Nosso amor agora começa a dar seu primeiro fruto! Eu também te amo, meu cavaleiro!

            Os dois passaram o resto da tarde celebrando ao mais novo membro da família que em breve iria chegar.

            De volta à Suécia, Pietro e Kéridan desembarcam em Estocolmo. O canceriano nunca havia estado ali antes e ficou encantado com a cidade, mesmo tendo-a visto de cima, no avião. Kéridam havia entrado em contato com sua família, avisando que estaria de volta, porém não mencionou Pietro, pois o pisciano queria lhes fazer uma surpresa:

Pietro – Mama mia! Que cidade mais encantadora! Tudo aqui é tão belo e charmoso. E meio fresco também! Acho que é por isso que você é assim!

Kéridan – Não entendi o que você quis dizer! Por um acaso você estaria dizendo que soo fresco?

Pietro – Não! Só estou confirmando o que todos já sabem! Hahahaah!

Kéridan – Acho que você está confundindo as coisas, Pietro! Onde existe gente fresca, se chama, Grã-Bretanha, entendeu?!

            Os dois foram a saída do Aeroporto e ao saírem, Pietro se depara com um carro de luxo que de dentro sai um homem já velho, ele reverencia Kéridan: - Jovem senhor! Como é bom saber que está de volta ao seu lar!

Kéridan – É bom vê-lo também, Olson! E quero lhe apresentar Pietro Antonini!

            Kéridan encarou Olson e o velho muito esperto, entendeu na hora de quem se tratava aquele homem e o cumprimentou de igual modo que ao jovem Hastsenberg:

Olson – É uma honra conhece-lo, senhor Antonini!

            Os três, mas o motorista, partiram em direção à mansão Hatsenberg. Ao chegarem, como de costume em toda família tradicional, os empregados formaram um corredor e no final do mesmo estavam, Eva e seu marido Melidan e Alexander, com sua esposa Natasha. Pietro logo perguntou:

Pietro – E pra que essa cerimonia toda? Tudo isso para receber você?

Kéridan – Nossa família é tradicional, Pietro e por isso, em todas as famílias tradicionais você vorá esse tipo de cerimônia!

Pietro – Mas que é engraçado, isso é!

            O mordomo sai e abre a porta para que os dois saiam. Eva, que não respeitava protocolo algum, saiu na direção de Kéridan e o abraçou dizendo:

Eva – Meu irmão! Quanta saudade eu senti de você! Que bom tê-lo de volta entre nós!

            Pietro fitou os olhos em Eva e viu na jovem mulher a semelhança com Kéridan, seu irmão e logo pensou: - Essa daí deve ser a Eva, minha irmã!

            Ele também mirou em Alexander e viu que o mesmo tinha um sinal abaixo do olho esquerdo assim como o de Kéridan e também pensou: - Aquele deve ser meu irmão mais velho, Alexander! Dio mio! O que vai ser agora? Por que eu estou aqui? O que eu vim fazer aqui?

            Kéridan subiu os degraus da escada onde estavam seus irmãos e cumprimentou também seus cunhados, além de seu irmão mais velho. Alexander, que apesar de estar com uma expressão muito séria, abraçou seu irmão mais novo dizendo:

Alexander – Que bom que está de volta, irmãozinho! Nosso pai ficará feliz em vê-lo! Vamos!

            Kéridan chamou a atenção de todos antes de entrar:

Kéridan – Quero que todos vocês me ouçam! – Pietro tenta impedir...

Pietro – Kéridan, não! – Porém, seu irmão não lhe deu ouvidos e continuou:

Kéridan – Quero que vocês, todos vocês servos e senhores, gravem o nome deste homem, Pietro Antonini! Em breve, vocês saberão quem ele verdadeiramente é!

            Kéridan entrou, levando consigo a Pietro e seguido de seus irmãos e cunhados. Alexander chama a atenção de Kéridan logo de cara:

Alexander – Eu acho que sei mais ou menos de quem você acaba de falar, meu caro irmão! Só quero você não seja indelicado conosco e diga logo de uma vez...! – Alexander é interrompido por Eva! – Dizer logo o que? Do que vocês estão falando?!

Alexander – Não vês o mistério feito pelo nosso irmão caçula, minha irmã? Ele não quer nos dizer, que este nobre rapaz é nosso irmão perdido! O filho... de nosso pai!

            Ao ouvir isso, Eva fica com os olhos cheios de lágrimas: - Isso é verdade, Kéridan? Ele é nosso irmão? Meu Deus! – E abraça Pietro sem pensar duas vezes.

Eva – Como isso é bom! – Diz Eva em lágrimas. Como eu sonhei com esse dia desde que soube de sua existência! Você é muito bem-vindo à esta família, Pietro!

            Alexander e Kéridan ficam calados diante da emoção de Eva, Melidan compartilha da alegria da esposa, porém Natasha não consegue disfarçar que não gostou nada da presença do mais novo cunhado. Materialista e ambiciosa, Natasha só queria mesmo era se tornar senhora absoluta da mansão Hatsenberg. Mas o velho Jurgan disse que isso só ocorreria depois que ele mesmo morresse e que Eva também era dona daquela casa, assim como a esposa de Kéridan quando ele se casasse. Natasha temia a chegada de Pietro, pois seria um a mais para ela dividir a fortuna dos Hatsenberg. Kéridan percebe o descontentamento da cunhada, mas prefere dar prioridade ao encontro entre seu pai e seu irmão:

Kéridan – Vamos, Pietro! Você deve conhece-lo!

            Alexander reluta o convite de Kéridan a Pietro:

Alexander – Vocês não acham que seria melhor esperar um pouco? Talvez nosso pai esteja até dormindo, não esteja se sentindo muito bem!

            Kéridan contesta o irmão mais velho: - Para que esperar mais? É melhor que essa situação seja resolvida o quanto antes e...

            Pietro toma a palavra e diz que ele falar por si mesmo:

Pietro – Muito obrigado por tentar me defender, irmão! Mas eu não quero que você siga fazendo isso! Eu vim aqui para resolver assuntos pendentes e é exatamente o que vou fazer, quer você queira, quer não, senhor Alexander!

            Natasha mostra a que veio e entra na conversa da família: - Você nem se quer tem o direito de estar aqui! Você não é legitimado! Como saber se realmente tem o sangue dos Hatsenberg?

            Kéridan fica enfurecido com o comentário da cunhada e chama a tenção de seu irmão: - O que você disse, Natasha? Acaso duvidas que este homem seja filho de meu pai? Irmão, desde quando permites que tua mulher se intrometa em assuntos que não cabem a ela? E digo mais... no lugar onde eu fui criado, quando os homens falam, as mulheres ficam CALADAS!

            Alexander já não consegue a vergonha que sentiu do modo com que a esposa se comportou: - Cale essa boca Natasha! Não torne a situação pior do que já está!

            Diante De tanta confusão, Pietro já estava começando a querer desistir de encontra-se com seu pai, Kéridan então começou a conversar com o irmão, afim de novamente convencê-lo, mas Pietro estava muito desanimado, foi quando um enfermeiro desceu do quarto de Jurgan, trazendo uma mensagem do patriarca:

Enfermeiro – O senhor Jurgan Hatsenberg, convida seus filhos para estarem em sua presença agora!

Kaéridan segura firme na mão do irmão: – Nós sempre estivemos juntos, nos bons e nos maus momentos! E esse, é um dos momentos difíceis que iremos enfrentar juntos mais uma vez, seja ele bom ou mau!

Pietro – Você está certo! Andiamo!

            Ao entrarem no quarto, onde descansava Jurgan, Pietro sentiu seu coração acelerar. Ele olhou na direção da janela e viu um homem velho, sentado em uma cadeira de rodas. O homem olhava fixo na direção do jardim, mas sabia que Kéridan e Pietro haviam entrado em seus aposentos:

- Sejam bem-vindos, meus filhos! Espero que minha forma decadente não os deixe constrangidos! – Disse Jurgan com uma voz já um tanto rouca.

            Pietro, que estava com o coração cheio de mágoa pelo que seu pai havia feito, não conteve sua indignação: - A única decadência que eu vejo nesse quarto, é a de seu caráter deformado, mesquinho e podre!

            O velho baixou a cabeça e começou a chorar, porém, como estava virado de costas, ninguém podia ver as lágrimas rolarem em seu já cansado e envelhecido rosto. Alexander que estava à porta, ouviu e não gostou do modo com que Pietro falou com seu pai e se encheu de indignação:

Alexander – Como ousas a falar assim de meu pai, seu bastardo?!!!

            O irmão mais velho tomou para si as dores de seu pai, mas foi repreendido pelo mesmo:

Jurgan – Alexander! Saia daqui, agora!

Alexander – Mas meu pai! Esse...

            ESSE O QUE? VAMOS, RESPONDA?! Bradou Pietro para seu irmão. Jurgan preocupado, pois sentiu que o filho, assim como Kéridan, era diferente, pediu novamente a Alexander que se retirasse do quarto...

Jurgan – Alexander! Deixe-nos, por favor! Pelo seu bem, meu filho, saia daqui!

            Keridan que sentiu a energia cósmica de Pietro alterada, após os gritos de Alexander, também temeu pelo irmão:

Kéridan – Faça o que nosso pai diz, meu irmão! Obedeça-o e evite uma tragédia!

            Eva entra no quarto e consegue retirar Alexander. No corredor, o sueco diz barbaridades contra Pietro, mas é advertido por Eva:

Eva – Alexander! Onde você está com a cabeça? Eu senti algo muito ruim ali dentro. Nós dois sabemos que esses nossos irmãos não são homens como você ou Melidan! Meu irmão, pense com a cabeça! Por nosso pai e nossa falecida mãe!

            Alexander apenas ouviu o que a irmã lhe disse e saiu do corredor. Ele foi para o seu quarto onde encontrou Natasha, ela também estava furiosa, mas estranhou a raiva do marido:

Natasha – O que foi que aconteceu? Por que você está assim, tão nervoso? – Alexander responde com um tom alto de voz:

Alexander – Aquele bastardo! Ele que não pense que vai ter algum privilégio nesta casa, que não vai!

Natasha – Mas o que ele fez? Além de existir, é claro!

Alexander – Imagina que aquele bastardo ousou insultar meu pai! Mas o velho, ao invés de fazer valer sua influência, ordenou-me que saísse do quarto, após tentar defendê-lo!

            As palavras de seu marido, unidas aos acontecimentos, eram a oportunidade perfeita para Natasha desferir seu veneno, jogando seu marido contra os outros membros da família...

Natasha – E Kéridan?

Alexander – O que tem ele?

Natasha - O que ele diz disso tudo!

Alexander – Assim como meu pai, ele está do lado daquele bastardo! – Natasha mais uma vez entra em ação.

Natasha – Mas meu amor, Kéridan, assim como esse tal Pietro, não deve requerer nada dessa família! Tanto um quanto o outro nem se quer conviveram com vocês, que são seus irmãos!

            Alexander não gostou do comentário da esposa:

Alexander – O, o que você disse? Ficou maluca?! Escuta aqui, Natasha! Saibas que Kéridan, assim como Eva, nasceram do mesmo ventre que eu! São filhos de minha mãe e por tanto, são meus irmãos legítimos! Você não ouse a comparar aquele filho de uma negra, com as pessoas que possuem o sangue puro de minha doce mãe! Entendeu, Natasha?!

            Ao mesmo tempo em que falava com a esposa, Alexander segurava seu braço e apertava com força. O que deixou Natasha com muito medo do marido. Pela primeira vez ela havia visto uma manifestação de violência de sua parte.

Natasha – Está bem, Alexander! Eu entendi, agora solta meu braço! Você está me machucando, Alexander!

            Após soltá-la, era possível ver as marcas deixadas por Alexander no braço da esposa faladeira. O sueco entra no banheiro e a mulher senta-se na cama do casal e começa a chorar baixinho:

Natasha – O que foi que deu nele? Ele nunca me tratou assim! É melhor eu tomar cuidado, Alexander está começando a desenvolver um temperamento idêntico ao do pai, quando o velho ainda era jovem!

            Nos aposentos de Jurgan, o velho se coloca de frente com os filhos, a quem ele havia feito tanto mal. Ele olha para Pietro e vê os traços belos de Ornella no rosto do filho:

Jurgan – Você é tão bonito quanto sua mãe! Você tem o olhar de fogo dela, os cabelos negros como os dela e a expressão forte que tinha no dia em que nos conhecemos e ela me rejeitou!

            Kéridan estava ao lado de Pietro, ele estava como que quem segurasse uma bomba atômica para que a mesma não viesse a explodir. Qualquer descuido poderia ser fatal para Pietro e Jurgan. O canceriano novamente desfere palavras de ódio:

Pietro – Você diz que minha mãe era forte! Pois eu digo que não era!

Kéridan – Pietro!

Pietro – Ela era muito fraca, demente por se deixar levar por um verme feito você! Eu não vim aqui por causa que você é meu pai, nem por causa de meus supostos irmãos! Eu vim aqui para olhar para você, para sua cara e ver como você é realmente e vejam só o que vejo... uma montanha de nada! Um ser decadente que não serve para nada, um lixo! – Kéridan tenta conter o irmão...

Kéridan – Pietro, calma!

Jurgan – Deixa, Kéridan! Deixa ele falar tudo, eu mereço ouvir cada palavra! Mesmo que isso me mate, deixa ele falar!

            Pietro sorri de modo sádico ao ouvir as palavras de Jurgan:

Pietro – O que é isso? Quer que eu sinta pena de você, velho?! Depois de torturar e tentar matar seu próprio filho ainda dentro da barriga da mãe DELE!!!

            Os outros filhos de Jurgan, bem como seu genro e nora, estavam na sala e ouviram o grito de Pietro vindo do quarto. Eles estavam assustados, pois aquele momento era demasiado tenso. Muitas coisas iriam ser reveladas ali, ou seja, a roupa suja estava sendo lavada na casa Hatsenberg. Eva estava muito nervosa e ficou ainda mais ao ouvir o grito:

Eva – Meu Deus! Tomara que Kéridan não deixe a situação sair do controle! Eu acredito no meu irmão!

Melidan – Isso já era de se esperar! Mais cedo ou mais tarde esse momento chegaria, agora vamos manter a calma e como Eva disse, Kéridan está lá e não vai deixar que a situação fuja do controle!

            Natasha interrompe a fala do irmão e mais uma vez, com uma pergunta inconveniente:

Natasha – E vocês confiam em Kéridan? – Natasha é rapidamente questionada por Eva...

Eva – E por que não confiaria, Natasha?

            Alexander olha para a esposa com um olhar de poucos amigos, como quem a lembrasse do que ele havia dito a ela anteriormente. A mulher desvia o olhar do de seu marido, põe a mão no rosto e desse momento em diante já não tocou mais no assunto. Pietro continua seu desabafo com seu pai:

Pietro – Ah, como a vida é surpreendente! A vinte e oito anos, você desgraçou a vida de uma jovem que estava começando a viver, cheia de sonhos, planos, projetos ..., mas para pessoas podres como você e como eu, os sonhos dos outros não passam de lixo! – Jurgam contradiz o filho:

Jurgan – Eu posso ser podre, mas você, meu filho, você não! – Pietro começa a contar como era seu verdadeiro caráter:

Pietro – Não sou? Não sou? Você fez um monstro, Hatsenberg! Por sua causa, eu me tornei podre, sádico, cruel! Assassino!

Jurgan – Não!

            Nesse momento, Kéridan abaixa a cabeça. Pietro com lágrimas rolando em seus olhos, começa a contar os horrores que fez no passado:

Pietro – Sim! Um assassino cruel! Matar era o meu maior prazer! E não somente homens, mas também mulheres, crianças, velhos! Velhos, assim como você! Eu conheci a fera que existe dentro dos homens, senhor e a mais cruel de todas essas feras, estava dentro do homem que me fez! O sangue dele corre em minhas veias, o caráter dele resplendece no meu! Eu vi a violência, senti a violência e tive que matar... ainda com cinco anos de idade, para me defender da violência! – Pietro segue seu relato...

Pietro – Eu vi as pessoas que eu presava morrerem injustamente, vi minha inocência e minha infância serem arrancadas de mim! EU PERDI A MINHA VIDCA POR SUA CAUSA!!!

            Kéridan leva a mão na boca e os demais que estavam na sala, subiram correndo para o quarto do patriarca após ouvirem mais um grito. Quando entraram, viram Jurgan firme, como um réu perante uma sessão de julgamento, onde Pietro era a acusação. Acusação essa que Jurgan não poderia, de forma alguma contestar:

Pietro – Imagina, uma criança de quatro anos sendo espancada, violentada e quase ser morta! Ver sua mãe matar por causa disso e ir pra cadeia por ter defendido o filho! Por matar um homem branco que estava espancado o filho de uma negra!

            Eva olhava para Pietro e não conseguia conter as lágrimas. Alexander se mantinha firme, assim como Kéridan. Todos ouviam a triste história de Pietro.

Pietro – E depois disso tudo! Depois de viver tamanho... o senhor acha que uma criança dessas não se tornaria um monstro quando crescesse? Pois eu digo mais uma vez que foi o que você gerou... um monstro! Um monstro filho de outro monstro!

            Jurgan não consegue conter-se e chora diante dos filhos:

Jurgan – O que eu posso dizer a você, além de que te devo uma vida? Uma vida que nunca poderei ressarcir! Eu sei o que fiz, eu sei o que causei! Por isso vivi todos esses anos unicamente para estar diante de você e ser julgado pelos meus crimes, como agora estou! Você tem o direito de me odiar, eu não o culpo ..., mas mesmo assim eu vou tentar! Tentar te pedir perdão, meu filho!!! (Choro)

            Jurgan desce da cadeira de rodas e se coloca de joelhos diante de Pietro, que se afasta deixando o velho de rosto no chão:

Pietro – Você pode tentar o que quiser! Lamber o chão, rastejar... mesmo que eu te veja morrendo, rastejando na lama feito o verme podre que você é! Fique sabendo que eu já mais irei perdoar você! (Pietro fala pausadamente)

<<<Continua>>>

 


Notas Finais


E aí, pessoal? Nossa! Quanta tensão, hein. Ligados em 220w, esses caras! Será que Pietro não vai perdoar o velho moribundo ou será que ele vai reconsiderar?
Aguardem as próximas emoções!
E desde já, muito abrigada a todos e todas vocês, meus amores! Vocês são meu combustível para seguir com essa história emocionante! Beijos!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...